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  • g99 8/12 pp. 7-10
  • Em busca da boa vida

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  • Em busca da boa vida
  • Despertai! — 1999
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  • ‘Como é que vocês viviam sem . . .?’
  • Busca de prazeres
  • “Divertir-nos até morrer”
  • “Nem tudo que reluz . . .”
  • Uma notável mudança para melhor
    Despertai! — 1999
  • As “mudanças mais profundas”
    Despertai! — 1999
  • A explosão demográfica — quão ameaçadora é?
    Despertai! — 1984
  • A população mundial — será um problema?
    Despertai! — 1980
Veja mais
Despertai! — 1999
g99 8/12 pp. 7-10

Em busca da boa vida

“À medida que o século 20 avançava, a vida cotidiana de muitas pessoas . . . foi passando por mudanças devido aos desenvolvimentos científicos e tecnológicos.” — The Oxford History of the Twentieth Century (História Oxford do Século 20).

UMA DAS grandes mudanças da nossa era tem que ver com a população. Nenhum outro século teve um aumento tão drástico na população mundial. Ela atingiu cerca de um bilhão no início dos anos 1800 e 1,6 bilhão em 1900. Em 1999, a população mundial alcançou os seis bilhões! E cada vez mais pessoas entre essa população crescente querem as chamadas boas coisas da vida.

O progresso na medicina e a maior disponibilidade de sistemas de saúde contribuíram para esse crescimento populacional. Em países como Alemanha, Austrália, Estados Unidos e Japão, a expectativa média de vida aumentou de menos de 50 anos no início do século para bem mais de 70 anos hoje. Mas em outros países essa tendência positiva é menos evidente. Em pelo menos 25 países a expectativa de vida ainda é de 50 anos ou menos.

‘Como é que vocês viviam sem . . .?’

Os jovens muitas vezes não conseguem entender como seus antepassados viviam sem aviões, computadores, televisores — coisas comuns em países mais ricos e que são até consideradas essenciais. Veja, por exemplo, como o automóvel mudou nossa vida. Foi inventado no fim do século 19, mas a revista Time recentemente comentou: “O automóvel é uma invenção que caracterizou o século 20 do início ao fim.”

Em 1975, calculou-se que 1 em cada 10 pessoas na força de trabalho européia ficaria sem emprego se os veículos motorizados de repente desaparecessem. Além do efeito óbvio sobre a própria indústria automobilística, bancos, shopping centers, lanchonetes que atendem motoristas em seu carro, e outros estabelecimentos que dependem de consumidores que andam de carro, fechariam as portas. Sem um meio de os agricultores enviarem seus produtos para o mercado, os sistemas de distribuição de alimentos acabariam parando. Quem mora no subúrbio e trabalha na cidade não poderia ir trabalhar. As extensas auto-estradas cairiam em desuso.

No início deste século, introduziram-se linhas de montagem, hoje comuns em muitas indústrias, para dar impulso à produção automobilística e reduzir custos. (As linhas de montagem possibilitaram a produção em massa de outros produtos, como eletrodomésticos.) Na virada do século, a carruagem sem cavalos era um brinquedo dos ricos em poucos países, mas hoje é um meio de transporte do cidadão comum em grande parte do mundo. Como mencionou certo autor, “é quase inconcebível pensar na vida em fins do século 20 sem os veículos motorizados”.

Busca de prazeres

Antigamente, as pessoas viajavam quando precisavam. Mas no século 20, as coisas mudaram, em especial nos países desenvolvidos. Visto que os empregos começaram a ser mais bem remunerados e a semana de trabalho encolheu para 40 horas ou menos, as pessoas passaram a ter tempo e dinheiro para viajar. Com isso, passaram a viajar para onde queriam. Com os carros, ônibus e aviões, ficou mais fácil ir se divertir em lugares distantes. O turismo em massa tornou-se um grande negócio.

Segundo The Times Atlas of the 20th Century, o turismo “teve um impacto dramático, tanto nos países que recebem turistas como nos seus países de origem”. Parte do impacto foi negativo. Muitas vezes os turistas contribuíram para arruinar as atrações que visitavam.

As pessoas passaram também a ter mais tempo para os esportes. Muitos se tornaram esportistas; outros se contentaram em ser fãs ardorosos — às vezes desordeiros — dos seus times e dos atletas favoritos. Com a televisão, quase todos puderam passar a assistir a eventos esportivos. Esses eventos, tanto nacionais como internacionais, começaram a atrair centenas de milhões de telespectadores entusiásticos.

“Os esportes e o cinema deram as cartas na indústria de entretenimento em massa, hoje uma das que mais gera empregos e uma das que dá maiores lucros”, diz The Times Atlas of the 20th Century. As pessoas gastam anualmente bilhões de dólares em entretenimento, incluindo a jogatina, uma forma de recreação preferida por muitos. Por exemplo, um estudo de 1991 alistou a jogatina como a 12.ª maior indústria da Comunidade Européia, com um movimento anual de pelo menos 57 bilhões de dólares.

Quando essas diversões se tornaram rotineiras, as pessoas passaram a buscar novas emoções. Por exemplo, o uso de drogas é tão comum que, em meados dos anos 90, as atividades do narcotráfico valiam, segundo cálculos, 500 bilhões de dólares por ano, tornando-o, como diz certa fonte, “o negócio mais lucrativo do mundo”.

“Divertir-nos até morrer”

A tecnologia ajudou a transformar o mundo numa aldeia global. As mudanças políticas, econômicas e culturais influenciam pessoas em todo o mundo quase instantaneamente. “Sem dúvida, houve outras épocas em que ocorreram reviravoltas marcantes”, disse em 1970 o professor Alvin Toffler, autor de Future Shock (O Choque do Futuro), acrescentando: “Mas esses choques e reviravoltas ficavam contidos nas fronteiras de uma sociedade ou de um grupo de sociedades adjacentes. Passavam-se gerações, até séculos, antes que seu impacto se espalhasse para além dessas fronteiras. . . . Hoje, a rede de contatos sociais está tão interligada que as conseqüências de eventos contemporâneos se espalham instantaneamente ao redor do mundo.” A televisão via satélite e a Internet também tiveram um papel em influenciar as pessoas em todo o mundo.

Alguns consideram a televisão o meio de informação mais influente do século 20. Uma escritora comentou: “Embora algumas pessoas critiquem seu conteúdo, ninguém discute o poder da televisão.” Mas a televisão não é melhor do que as pessoas que produzem os programas. Assim, além de ter poder de influenciar para o bem, ela pode influenciar para o mal. Embora programas com pouco conteúdo, recheados de violência e imoralidade, sejam exatamente o que algumas pessoas querem ver, esses programas não contribuíram para melhorar os relacionamentos humanos e freqüentemente os pioraram.

Neil Postman, no livro Amusing Ourselves to Death (Divertir-nos Até Morrer), menciona outro perigo: “O problema não é que a televisão nos apresente matérias de entretenimento, mas que toda matéria é apresentada como entretenimento . . . Não importa o que seja apresentado ou qual o ponto de vista, a idéia dominante é de que está ali para nossa diversão e prazer.”

À medida que as pessoas passaram a dar prioridade aos prazeres, os valores espirituais e a moral afundaram. “Em grande parte do mundo, a religião organizada perdeu influência durante o século 20”, diz The Times Atlas of the 20th Century. Com o declínio da espiritualidade, as pessoas passaram a dar maior importância à busca de prazeres do que isso realmente merecia.

“Nem tudo que reluz . . .”

O século 20 teve muitas mudanças positivas, mas, como diz o ditado, “nem tudo que reluz é ouro”. Embora as pessoas tenham se beneficiado de uma vida mais longa, o crescimento demográfico mundial gerou grandes problemas. A revista National Geographic recentemente mencionou: “O crescimento populacional talvez seja a questão mais urgente com que nos confrontamos ao entrar no novo milênio.”

O automóvel é útil e agradável, mas também mortífero, como prova a estimativa de 250 mil mortes anuais em acidentes de trânsito no mundo inteiro. E os carros são grandes poluidores. Segundo os autores de 5000 Days to Save the Planet (5.000 Dias para Salvar o Planeta), a poluição “hoje é global, destruindo ou minando a viabilidade de ecossistemas de um pólo ao outro”. Explicam: “Em vez de simplesmente danificar alguns ecossistemas, nós agora estamos afetando os próprios processos que fazem da Terra um lugar apropriado para formas de vida superiores.”

Durante o século 20 a poluição se tornou um problema que praticamente não existia em outros séculos. “Até recentemente ninguém achava que as ações humanas pudessem ter efeitos globais”, diz a revista National Geographic. “Agora alguns cientistas acreditam que, pela primeira vez de que se tem registro na História, essas mudanças estão ocorrendo.” E avisa: “O impacto da humanidade como um todo é tão grande que a extinção em massa poderia ocorrer em uma única geração humana.”

De fato, o século 20 tem sido único. As pessoas, que têm oportunidades inigualáveis de desfrutar a boa vida, deparam-se agora com ameaças à própria vida.

[Tabela/Fotos nas páginas 8, 9]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

1901

Marconi envia o primeiro sinal de rádio através do Atlântico

1905

Einstein publica a teoria especial da relatividade

1913

Ford abre sua linha de montagem do Modelo-T

1941

Surge a TV comercial

1969

O homem anda na Lua

O turismo em massa se transforma num grande negócio

Cresce a popularidade da Internet

1999

A população mundial atinge seis bilhões

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