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A proclamação da volta do Senhor (1870-1914)Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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Profecias sobre cronologia e a presença de Cristo
Certa manhã de janeiro de 1876, Russell, de 23 anos de idade, recebeu um exemplar de um periódico religioso chamado Herald of the Morning (Arauto da Aurora). Pela gravura na capa, percebeu que se identificava com o adventismo. O editor, Nelson H. Barbour, de Rochester, Nova Iorque, acreditava que o objetivo da volta de Cristo não era destruir as famílias da Terra, mas abençoá-las, e que a sua vinda não seria na carne, mas em espírito. Ora, isto estava de acordo com o que Russell e seus associados em Allegheny criam já por algum tempo!b Curioso, porém, era que Barbour cria, à base de profecias sobre cronologia bíblica, que Cristo já estava presente (de modo invisível) e que a obra de colheita e ajuntamento do “trigo” (os cristãos verdadeiros que constituem a classe do Reino) já devia ser feita. — Mat., cap. 13.
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A proclamação da volta do Senhor (1870-1914)Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus
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À medida que Russell viajava e pregava, tornava-se claro para ele que havia necessidade de algo mais para conservar vivas e regadas as sementes da verdade que ele lançava. A solução? “Uma revista mensal”, disse Russell. Portanto, ele e Barbour decidiram reiniciar a publicação do Herald, que fora suspensa por causa de assinaturas canceladas e por falta de recursos. Russell contribuiu com seu próprio dinheiro para reiniciar a publicação do periódico, tornando-se um dos co-editores.
Tudo correu bem por algum tempo — isto é, até 1878.
Russell rompe com Barbour
Na edição de agosto de 1878 do Herald of the Morning, apareceu um artigo de Barbour que negava o valor substitutivo da morte de Cristo. Russell, que era quase 30 anos mais novo do que Barbour, percebeu que isso significava, na realidade, negar a parte essencial da doutrina do resgate. Portanto, logo na edição seguinte (setembro de 1878), Russell, num artigo intitulado “A Expiação”, sustentou o resgate e contradisse as declarações de Barbour. A controvérsia continuou nas páginas da revista por alguns meses. Por fim, Russell decidiu deixar de se associar com o Sr. Barbour e não mais contribuiu financeiramente para a publicação do Herald.
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[Foto/Quadro na página 48]
“Eu vos deixo o ‘Herald’”
Na primavera de 1879, C. T. Russell retirou todo seu apoio da revista “Herald of the Morning”, de cuja publicação participara com N. H. Barbour. Numa carta dirigida a Barbour, datada de 3 de maio de 1879, Russell explicava a razão disso: “Tem surgido uma diferença de conceito entre nós quanto ao ensinamento da palavra de nosso Pai [com respeito ao valor substitutivo do resgate] e, embora eu vos atribua mérito por toda a sinceridade e honestidade de vossos conceitos, que reivindico para mim com conceito oposto, preciso, contudo, deixar-me guiar pelo meu próprio entendimento da palavra de nosso Pai, e, conseqüentemente, julgo que estais errado. . . . Os pontos de divergência me parecem tão fundamentais e importantes que a total solidariedade e afinidade que devem existir entre publicadores e editores de um periódico ou revista não mais existe entre nós, e em razão disso acho que nosso relacionamento deve cessar.”
Numa carta subseqüente, datada de 22 de maio de 1879, Russell escreveu: “Agora eu vos deixo o ‘Herald’. Retiro-me inteiramente dele, não vos pedindo nada . . . Peço que seja anunciado no próximo N.º do ‘Herald’ essa dissolução e meu nome seja retirado.” A partir da edição de junho de 1879, o nome de Russell não mais apareceu como editor assistente do “Herald”.
Barbour continuou a publicar o “Herald” até 1903, quando, segundo registros de biblioteca disponíveis, cessou a sua publicação. Barbour morreu poucos anos mais tarde, em 1906.
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