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Tenha confiança em JeováA Sentinela — 2003 | 1.° de setembro
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Tenha confiança em Jeová
“Tu és a minha esperança, ó Soberano Senhor Jeová, minha confiança desde a minha mocidade.” — SALMO 71:5.
1. Com que desafio se confrontou o jovem pastor Davi?
GOLIAS tinha quase três metros de altura. Não é de admirar que todos os soldados nas fileiras combatentes de Israel temessem enfrentá-lo! Por semanas seguidas, de manhã e de tarde, esse gigante filisteu zombou do exército de Israel, desafiando-o a mandar um campeão para lutar com ele. Por fim, esse desafio foi aceito, não por um soldado, mas por um simples rapaz. Davi, um jovem pastor, era bem menor do que seu oponente. Talvez pesasse menos do que a armadura e as armas de Golias! Mesmo assim, esse jovem enfrentou o gigante e se tornou um famoso símbolo de coragem. — 1 Samuel 17:1-51.
2, 3. (a) Por que Davi pôde enfrentar Golias com tanta confiança? (b) Que duas medidas consideraremos para ter confiança em Jeová?
2 O que deu tal coragem a Davi? Considere as seguintes palavras, evidentemente escritas por Davi na sua velhice: “Tu és a minha esperança, ó Soberano Senhor Jeová, minha confiança desde a minha mocidade.” (Salmo 71:5) Davi, como jovem, tinha confiado plenamente em Jeová. Enfrentara Golias, dizendo: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com dardo, mas eu chego a ti com o nome de Jeová dos exércitos, o Deus das fileiras combatentes de Israel, de quem escarneceste.” (1 Samuel 17:45) Ao passo que Golias confiava na sua grande força e nas suas armas, Davi confiava em Jeová. Com o Soberano Senhor do Universo do seu lado, por que Davi haveria de ser vencido pelo medo dum mero homem, por maior que ele fosse e por tão bem armado que estivesse?
3 Ao ler sobre Davi, sente a necessidade de fortalecer a sua própria confiança em Jeová? É bem provável que muitos de nós sintamos isso. Portanto, examinemos duas medidas que podemos tomar para ter confiança em Jeová. Primeiro, temos de dominar e manter o domínio sobre algo que é um obstáculo comum a tal confiança. Segundo, devemos aprender exatamente o que está envolvido em confiar em Jeová.
Como vencer um obstáculo comum à confiança em Jeová
4, 5. Por que muitos acham difícil confiar em Deus?
4 O que impede as pessoas de terem confiança em Deus? Demasiadas vezes, algumas ficam confusas quanto a por que coisas más acontecem. A muitas delas se ensina que Deus é responsável pelo sofrimento. Quando ocorre uma tragédia, os clérigos talvez digam que Deus “levou” as vítimas para ficarem com ele no céu. Além disso, muitos líderes religiosos ensinam que Deus, há muito tempo, predestinou cada acontecimento — inclusive cada tragédia e ato mau — que ocorre neste mundo. Seria difícil confiar num Deus tão insensível. Satanás, que cega a mente dos descrentes, está ansioso de promover todos esses “ensinos de demônios”. — 1 Timóteo 4:1; 2 Coríntios 4:4.
5 Satanás quer que se perca a confiança em Jeová. Esse inimigo de Deus não quer que saibamos os motivos reais de haver sofrimento humano. E se tivermos aprendido as razões que a Bíblia apresenta para o sofrimento, Satanás gostaria que as esquecêssemos. Por isso, convém que reexaminemos de vez em quando três motivos básicos de haver sofrimento no mundo. Por fazer isso, poderemos assegurar ao nosso coração que Jeová não é responsável pelas dificuldades com que nos confrontamos na vida. — Filipenses 1:9, 10.
6. Como indica 1 Pedro 5:8 um dos motivos do sofrimento?
6 Um motivo de haver sofrimento humano é que Satanás quer quebrantar a integridade do povo fiel de Jeová. Ele tentou isso com Jó, mas fracassou. Satanás porém não desistiu. Como governante deste mundo, ele procura “devorar” os servos fiéis de Jeová. (1 Pedro 5:8) Isso inclui cada um de nós! Satanás quer que paremos de servir a Jeová. De modo que, muitas vezes, promove perseguição. Embora isso seja doloroso, temos bons motivos para perseverar. Agindo assim, ajudamos a provar que Satanás é mentiroso e alegramos a Jeová. (Jó 2:4; Provérbios 27:11) Ao passo que Jeová nos fortalece para suportarmos a perseguição, nossa confiança nele aumenta. — Salmo 9:9, 10.
7. Gálatas 6:7 nos ajuda a reconhecer que motivo do sofrimento?
7 Um segundo motivo de haver sofrimento se encontra neste princípio: “O que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7) Às vezes, as pessoas semeiam por fazer escolhas erradas e ceifam certa medida de sofrimento em conseqüência disso. Talvez decidam andar de carro com imprudência, causando um acidente. Muitos escolhem fumar cigarros, resultando em doenças cardíacas ou câncer do pulmão. Os que decidem empenhar-se em conduta sexual imoral correm o risco de arruinar os relacionamentos familiares, perder o amor-próprio, contrair doenças sexualmente transmissíveis, e gravidez indesejada. Alguns talvez culpem a Deus por tais sofrimentos, mas, na realidade, são vítimas das suas próprias decisões erradas. — Provérbios 19:3.
8. Segundo Eclesiastes 9:11, por que as pessoas sofrem?
8 Um terceiro motivo do sofrimento é declarado em Eclesiastes 9:11: “Retornei para ver debaixo do sol que a corrida não é dos ligeiros, nem a batalha dos poderosos, nem tampouco são os sábios os que têm alimento, nem tampouco são os entendidos os que têm riquezas, nem mesmo os que têm conhecimento têm o favor; porque o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos eles.” Às vezes, as pessoas simplesmente estão no lugar errado, na hora errada. Não importa quais sejam nossos pontos fortes ou fraquezas pessoais, o sofrimento e a morte podem sobrevir a qualquer um de nós de forma inesperada e a qualquer momento. Por exemplo, nos dias de Jesus, caiu uma torre em Jerusalém e matou 18 pessoas. Jesus mostrou que Deus não as estava punindo por pecados anteriores. (Lucas 13:4) Não, Jeová não deve ser culpado por tais sofrimentos.
9. O que muitos não entendem quanto ao sofrimento?
9 É importante entender algumas das causas do sofrimento. No entanto, há um aspecto deste assunto que muitos acham difícil de entender. É o seguinte: Por que Jeová Deus permite o sofrimento?
Por que Jeová permite o sofrimento?
10, 11. (a) Segundo Romanos 8:19-22, o que aconteceu a “toda a criação”? (b) Como podemos determinar quem foi que sujeitou a criação à futilidade?
10 Um trecho na carta do apóstolo Paulo aos romanos lança luz sobre esse importante assunto. Paulo escreveu: “A expectativa ansiosa da criação está esperando a revelação dos filhos de Deus. Porque a criação estava sujeita à futilidade, não de sua própria vontade, mas por intermédio daquele que a sujeitou, à base da esperança de que a própria criação também será liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora.” — Romanos 8:19-22.
11 Para entendermos esses versículos, temos de resolver primeiro algumas questões básicas. Por exemplo, quem sujeitou a criação à futilidade? Alguns afirmam que foi Satanás, outros, Adão. Mas, nenhum deles poderia ter causado essa sujeição. Por que não? Porque aquele que sujeita a criação à futilidade faz isso “à base da esperança”. De fato, ele oferece a esperança de que, por fim, os fiéis ‘serão libertos da escravização à corrupção’. Nem Adão, nem Satanás, podiam oferecer tal esperança. Somente Jeová podia. Portanto, é evidente que foi ele quem sujeitou a criação à futilidade.
12. Que confusão surgiu sobre a identidade de “toda a criação”, e como se pode responder a essa pergunta?
12 No entanto, a que se refere “toda a criação” nessa passagem? Alguns dizem que “toda a criação” se refere ao inteiro mundo natural, incluindo os animais e a vegetação. Mas será que animais e plantas esperam alcançar “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”? Não. (2 Pedro 2:12) Portanto, “toda a criação” só pode referir-se à humanidade. Essa é a criação afetada pelo pecado e pela morte, por causa da rebelião no Éden, e que precisa desesperadamente duma esperança. — Romanos 5:12.
13. Para a humanidade, quais foram as conseqüências da rebelião no Éden?
13 Exatamente quais foram as conseqüências daquela rebelião para a humanidade? Paulo responde com uma única palavra: futilidade.a Segundo certa obra de referência, essa palavra descreve “a futilidade dum objeto que não funciona como foi projetado”. Os humanos foram projetados para viver para sempre, trabalhando juntos como uma família perfeita e unida para tomar conta duma Terra paradísica. Em vez disso, eles têm uma existência curta, dolorosa e muitas vezes frustrante. Conforme o expressou Jó, “o homem, nascido de mulher, é de vida curta e está empanturrado de agitação”. (Jó 14:1) Uma futilidade, de fato!
14, 15. (a) Que evidência de justiça encontramos na sentença de Jeová contra a humanidade? (b) Por que Paulo disse que a criação foi sujeita à futilidade “não de sua própria vontade”?
14 Agora chegamos à questão-chave: por que “o Juiz de toda a terra” sujeitou a humanidade a tal existência dolorosa e frustrante? (Gênesis 18:25) Aquilo que fez foi justo? Bem, lembre-se do que os nossos primeiros pais fizeram. Ao se rebelarem contra Deus, tomaram o lado de Satanás, que levantou um desafio de grande alcance contra a soberania de Jeová. Pelas ações deles, apoiaram a afirmação de que o homem estaria melhor sem Jeová, governando a si mesmo sob a liderança duma criatura espiritual rebelde. Jeová, ao sentenciar os rebeldes, na realidade, deu-lhes o que pediram. Deixou o homem governar a si mesmo sob a influência de Satanás. Nessas circunstâncias, poderia haver uma decisão mais justa do que sujeitar a humanidade à futilidade, mas à base duma esperança?
15 Naturalmente, essa não era a “própria vontade” da criação. Nós nascemos como escravos do pecado e da corrupção, sem ter escolha nesse assunto. Mas Jeová, na sua misericórdia, permitiu que Adão e Eva vivessem o resto da sua vida e tivessem filhos. Embora nós, como descendentes deles, estejamos sujeitos à futilidade do pecado e da morte, temos a oportunidade de fazer o que Adão e Eva não fizeram. Podemos escutar a Jeová e aprender que a soberania dele é justa e ideal, ao passo que o governo humano, à parte de Jeová, só causa dor, frustração e futilidade. (Jeremias 10:23; Revelação [Apocalipse] 4:11) E a influência de Satanás só piora a situação. A história humana confirma essas verdades. — Eclesiastes 8:9.
16. (a) Por que podemos ter certeza de que Jeová não é responsável pelo sofrimento que vemos no mundo de hoje? (b) Que esperança Jeová providenciou amorosamente para os fiéis?
16 É evidente que Jeová tinha motivos justos para sujeitar a humanidade à futilidade. No entanto, significa isso que Jeová é a causa da futilidade e do sofrimento que afligem a cada um de nós hoje em dia? Bem, pense num juiz que profere uma sentença justa contra um criminoso. O condenado pode sofrer bastante enquanto cumpre pena, mas pode ele de direito alegar que o juiz é a causa do seu sofrimento? De modo algum! Além disso, Jeová nunca é fonte de iniqüidade. Tiago 1:13 diz: “Por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém.” Lembremo-nos também de que Jeová proferiu a sentença “à base da esperança”. Ele providenciou amorosamente que os descendentes fiéis de Adão e Eva vissem o fim da futilidade e se deleitassem na “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Por toda a eternidade, nunca mais a humanidade fiel terá de preocupar-se de que toda a criação caia de novo na dolorosa condição de futilidade. A maneira justa de Jeová resolver as coisas terá confirmado uma vez por todas a legitimidade da sua soberania. — Isaías 25:8.
17. Como nos deve influenciar a recapitulação dos motivos do sofrimento no mundo atual?
17 Ao reexaminarmos esses motivos do sofrimento humano, vemos alguma base para atribuir a Jeová a iniqüidade ou para deixarmos de ter confiança nele? Muito pelo contrário, esse estudo nos dá motivos para concordarmos com estas palavras de Moisés: “A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele.” (Deuteronômio 32:4) É bom recapitularmos nosso entendimento desses assuntos por meditarmos, de vez em quando, sobre eles. Assim, quando sofrermos provações, resistiremos aos esforços de Satanás de lançar dúvidas na nossa mente. No entanto, o que dizer do segundo passo mencionado no começo? O que está envolvido em confiar em Jeová?
O que significa confiar em Jeová
18, 19. Com que palavras a Bíblia nos encoraja a confiar em Jeová, mas, nesse respeito, que idéias errôneas têm alguns?
18 A Palavra de Deus nos exorta: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5, 6) Essas palavras são belas e reanimadoras. Certamente, em todo o Universo não há ninguém mais confiável do que o nosso amoroso Pai celestial. No entanto, é mais fácil ler essas palavras em Provérbios do que pô-las em prática.
19 Muitos têm idéias errôneas sobre o que significa confiar em Jeová. Alguns consideram tal confiança apenas como sentimento, uma espécie de felicidade absoluta que deve surgir espontaneamente no coração. Outros parecem crer que confiar em Deus significa que podemos esperar que ele nos proteja de toda dificuldade, que solucione todos os nossos problemas, que resolva cada desafio do dia-a-dia exatamente como gostaríamos — e imediatamente! Mas tais idéias não têm nenhuma base. A confiança é muito mais do que apenas um sentimento, e ela não é irrealística. No caso dos adultos, a confiança envolve tomar decisões conscientes e ponderadas.
20, 21. O que está envolvido em confiar em Jeová? Queira ilustrar isso.
20 Note de novo o que diz Provérbios 3:5. Confiarmos em Jeová é contrastado com nos estribarmos na nossa própria compreensão, sugerindo que não podemos fazer ambas as coisas. Significa isso que não temos permissão de usar a nossa própria capacidade de entendimento? Não, porque Jeová, que nos deu essa capacidade, espera que a usemos ao servi-lo. (Romanos 12:1) Mas em que nos estribamos, ou nos baseamos? Se o nosso modo de pensar não estiver em harmonia com o de Jeová, aceitaremos sua sabedoria pelo que ela é — infinitamente superior à nossa? (Isaías 55:8, 9) Confiarmos em Jeová significa deixar que o seu modo de pensar guie o nosso.
21 Para ilustrar: Pense numa criança sentada no banco de trás dum carro, com os pais sentados na frente. O pai dirige o carro. Quando surgem dificuldades na viagem — quanto ao caminho certo a seguir ou talvez um problema com o tempo ou com a condição da estrada — como reage a criança obediente e confiante? Será que fica dizendo ao pai, aos gritos, como deve dirigir o carro? Questiona as decisões dos pais ou se recusa a obedecer quando eles a lembram de que deve permanecer sentada e com o cinto de segurança? Não, porque confia que seus pais resolvam essas questões, embora sejam imperfeitos. Nosso Pai, Jeová, é perfeito. Não devemos confiar nele de modo pleno, especialmente quando confrontados com situações provadoras? — Isaías 30:21.
22, 23. (a) Por que devemos confiar em Jeová quando nos confrontamos com problemas, e como podemos fazer isso? (b) O que será considerado no próximo artigo?
22 No entanto, Provérbios 3:6 indica que devemos ‘notar a Jeová em todos os nossos caminhos’, não só quando confrontados com situações difíceis. Portanto, as decisões que tomamos no dia-a-dia devem refletir nossa confiança em Jeová. Ao surgirem problemas, não devemos ficar desesperados, entrar em pânico ou resistir à orientação de Jeová sobre o melhor modo de resolver a situação. Devemos encarar as provações como oportunidades de apoiar a soberania de Jeová, de provar que Satanás é mentiroso, e de desenvolver a obediência e outras qualidades que agradam a Jeová. — Hebreus 5:7, 8.
23 Podemos mostrar que temos confiança em Jeová, não importa que obstáculos encontremos. Fazemos isso nas nossas orações, bem como por recorrermos à Palavra de Jeová e à sua organização em busca de orientação. No entanto, de que maneiras específicas podemos demonstrar que confiamos em Jeová quando confrontados com problemas que surgem no mundo de hoje? O próximo artigo tratará desse assunto.
[Nota(s) de rodapé]
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Tenha confiança em JeováA Sentinela — 2003 | 1.° de setembro
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O que significa confiar em Jeová
18, 19. Com que palavras a Bíblia nos encoraja a confiar em Jeová, mas, nesse respeito, que idéias errôneas têm alguns?
18 A Palavra de Deus nos exorta: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5, 6) Essas palavras são belas e reanimadoras. Certamente, em todo o Universo não há ninguém mais confiável do que o nosso amoroso Pai celestial. No entanto, é mais fácil ler essas palavras em Provérbios do que pô-las em prática.
19 Muitos têm idéias errôneas sobre o que significa confiar em Jeová. Alguns consideram tal confiança apenas como sentimento, uma espécie de felicidade absoluta que deve surgir espontaneamente no coração. Outros parecem crer que confiar em Deus significa que podemos esperar que ele nos proteja de toda dificuldade, que solucione todos os nossos problemas, que resolva cada desafio do dia-a-dia exatamente como gostaríamos — e imediatamente! Mas tais idéias não têm nenhuma base. A confiança é muito mais do que apenas um sentimento, e ela não é irrealística. No caso dos adultos, a confiança envolve tomar decisões conscientes e ponderadas.
20, 21. O que está envolvido em confiar em Jeová? Queira ilustrar isso.
20 Note de novo o que diz Provérbios 3:5. Confiarmos em Jeová é contrastado com nos estribarmos na nossa própria compreensão, sugerindo que não podemos fazer ambas as coisas. Significa isso que não temos permissão de usar a nossa própria capacidade de entendimento? Não, porque Jeová, que nos deu essa capacidade, espera que a usemos ao servi-lo. (Romanos 12:1) Mas em que nos estribamos, ou nos baseamos? Se o nosso modo de pensar não estiver em harmonia com o de Jeová, aceitaremos sua sabedoria pelo que ela é — infinitamente superior à nossa? (Isaías 55:8, 9) Confiarmos em Jeová significa deixar que o seu modo de pensar guie o nosso.
21 Para ilustrar: Pense numa criança sentada no banco de trás dum carro, com os pais sentados na frente. O pai dirige o carro. Quando surgem dificuldades na viagem — quanto ao caminho certo a seguir ou talvez um problema com o tempo ou com a condição da estrada — como reage a criança obediente e confiante? Será que fica dizendo ao pai, aos gritos, como deve dirigir o carro? Questiona as decisões dos pais ou se recusa a obedecer quando eles a lembram de que deve permanecer sentada e com o cinto de segurança? Não, porque confia que seus pais resolvam essas questões, embora sejam imperfeitos. Nosso Pai, Jeová, é perfeito. Não devemos confiar nele de modo pleno, especialmente quando confrontados com situações provadoras? — Isaías 30:21.
22, 23. (a) Por que devemos confiar em Jeová quando nos confrontamos com problemas, e como podemos fazer isso? (b) O que será considerado no próximo artigo?
22 No entanto, Provérbios 3:6 indica que devemos ‘notar a Jeová em todos os nossos caminhos’, não só quando confrontados com situações difíceis. Portanto, as decisões que tomamos no dia-a-dia devem refletir nossa confiança em Jeová. Ao surgirem problemas, não devemos ficar desesperados, entrar em pânico ou resistir à orientação de Jeová sobre o melhor modo de resolver a situação. Devemos encarar as provações como oportunidades de apoiar a soberania de Jeová, de provar que Satanás é mentiroso, e de desenvolver a obediência e outras qualidades que agradam a Jeová. — Hebreus 5:7, 8.
23 Podemos mostrar que temos confiança em Jeová, não importa que obstáculos encontremos. Fazemos isso nas nossas orações, bem como por recorrermos à Palavra de Jeová e à sua organização em busca de orientação. No entanto, de que maneiras específicas podemos demonstrar que confiamos em Jeová quando confrontados com problemas que surgem no mundo de hoje? O próximo artigo tratará desse assunto.
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Confie plenamente em Jeová em tempos de afliçãoA Sentinela — 2003 | 1.° de setembro
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Confie plenamente em Jeová em tempos de aflição
“Deus é para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições.” — SALMO 46:1.
1, 2. (a) Que exemplo mostra que não basta afirmar que confiamos em Deus? (b) Por que temos de fazer mais do que apenas dizer que confiamos em Jeová?
UMA coisa é afirmar que confiamos em Deus. Outra coisa bem diferente é mostrarmos isso pelas nossas ações. Por exemplo, a frase “Em Deus Confiamos” já por muito tempo aparece nas cédulas e nas moedas dos Estados Unidos.a Em 1956, o Congresso americano aprovou uma lei declarando que essa expressão era o lema nacional dos Estados Unidos. É irônico que muitas pessoas — não apenas naquele país, mas no mundo todo — tenham mais confiança no dinheiro e na riqueza material do que em Deus. — Lucas 12:16-21.
2 Nós, como verdadeiros cristãos, temos de fazer mais do que apenas dizer que confiamos em Jeová. Assim como “a fé sem obras está morta”, também a afirmação de que confiamos em Deus não tem sentido, a menos que a apoiemos com ações. (Tiago 2:26) No artigo precedente, aprendemos que manifestamos a nossa confiança em Jeová por nos dirigirmos a ele em oração, por procurarmos obter instrução da sua Palavra e por recorrermos à sua organização para orientação. Consideremos agora como podemos dar esses três passos em tempos de aflição.
Quando se perde o emprego ou a renda é baixa
3. Com que pressões econômicas se confrontam os servos de Jeová nestes “tempos críticos”, e como sabemos que Deus está disposto a nos ajudar?
3 Nos atuais “tempos críticos”, nós, cristãos, sofremos as mesmas pressões econômicas que outras pessoas. (2 Timóteo 3:1) Portanto, podemos perder de repente o nosso emprego. Ou talvez não tenhamos outra escolha senão trabalhar muitas horas por um salário baixo. Em tais circunstâncias, talvez achemos difícil ‘fazer provisões para os nossos próprios’. (1 Timóteo 5:8) Será que o Deus Altíssimo, nessas ocasiões, está disposto a nos ajudar? Definitivamente que sim! É claro que Jeová não nos protege contra todas as dificuldades da vida neste sistema de coisas. Contudo, se confiarmos nele, em nosso caso se mostrarão verazes as palavras do Salmo 46:1: “Deus é para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições.” No entanto, como podemos mostrar que confiamos plenamente em Jeová em épocas de dificuldades financeiras?
4. Quando nos confrontamos com problemas financeiros, o que podemos pedir em oração, e como Jeová responde a tais orações?
4 Um modo de mostrarmos a nossa confiança em Jeová é recorrer a ele em oração. Mas o que podemos pedir em oração? Bem, quando nos confrontamos com problemas financeiros, talvez precisemos mais do que nunca de sabedoria prática. Portanto, não deixe de orar, pedindo-a! A Palavra de Jeová nos assegura: “Se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1:5) Sim, peça sabedoria a Jeová — a capacidade de fazer bom uso de conhecimento, entendimento e discernimento — para tomar decisões sábias e fazer escolhas certas. Nosso amoroso Pai celestial nos assegura que ouvirá tais orações. Ele está sempre disposto a endireitar as veredas dos que confiam nele de todo o coração. — Salmo 65:2; Provérbios 3:5, 6.
5, 6. (a) Por que podemos recorrer à Palavra de Deus a fim de obter ajuda para lidar com pressões econômicas? (b) O que poderíamos fazer para reduzir a ansiedade quando nos confrontamos com a perda do emprego?
5 Recorrer à Palavra de Deus para obter orientação é outro modo de mostrar que confiamos em Jeová. As suas advertências sábias, encontradas na Bíblia, têm mostrado ser “mui fidedignas”. (Salmo 93:5) Embora esse livro inspirado tenha sido completado há mais de 1.900 anos, contém conselho confiável e perspicácia que pode ajudar-nos a lidar melhor com pressões econômicas. Veja alguns exemplos de sabedoria bíblica.
6 O sábio Rei Salomão observou há muito tempo: “Doce é o sono de quem serve, quer seja pouco quer muito o que ele come; mas a fartura do rico não o deixa dormir.” (Eclesiastes 5:12) Requer tempo e dinheiro para consertar, limpar, manter e proteger bens materiais. De modo que, quando nos confrontamos com a perda do emprego, talvez possamos aproveitar a oportunidade para reexaminar nosso estilo de vida e tentar separar as necessidades dos desejos. Para reduzirmos a ansiedade, talvez seja sábio fazer algumas mudanças. Por exemplo, é possível simplificarmos a vida, talvez mudando-nos para uma casa menor ou desfazendo-nos de bens materiais desnecessários? — Mateus 6:22.
7, 8. (a) Como Jesus mostrou que se apercebia de que seres humanos imperfeitos têm a tendência de se preocupar demais com coisas materiais? (Veja também a nota de rodapé.) (b) Que conselho sábio Jesus deu sobre como evitar a ansiedade indevida?
7 No Sermão do Monte, Jesus aconselhou: “Parai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer ou quanto a que haveis de beber, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir.”b (Mateus 6:25) Jesus sabia que seres humanos imperfeitos naturalmente se preocupam em obter as necessidades básicas. No entanto, como podemos ‘parar de estar ansiosos’ por tais coisas? “Persisti . . . em buscar primeiro o reino”, disse Jesus. Não importa com que problemas nos confrontemos, temos de continuar a dar prioridade à adoração de Jeová na nossa vida. Se fizermos isso, então todas as nossas necessidades diárias nos “serão acrescentadas” pelo nosso Pai celestial. De uma forma ou de outra, ele nos ajudará a perseverar. — Mateus 6:33.
8 Jesus deu mais este conselho: “Nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte, pois o dia seguinte terá as suas próprias ansiedades.” (Mateus 6:34) Não é sábio ficar indevidamente ansioso pelo que pode acontecer amanhã. Um erudito observou: “Nossos temores quanto ao futuro dificilmente correspondem à realidade.” Acatarmos humildemente o conselho bíblico de enfocarmos bem as nossas prioridades e de vivermos um dia por vez pode ajudar-nos a evitar a ansiedade indevida. — 1 Pedro 5:6, 7.
9. Quando nos confrontamos com problemas financeiros, que ajuda podemos encontrar nas publicações do “escravo fiel e discreto”?
9 Quando nos confrontamos com problemas financeiros, também podemos mostrar que confiamos em Jeová por recorrer às publicações do “escravo fiel e discreto” em busca de ajuda. (Mateus 24:45) De vez em quando, a revista Despertai! publica artigos com conselhos e sugestões úteis sobre como enfrentar desafios econômicos. O artigo “Perder o Emprego — Quais São as Soluções?”, na revista de 8 de agosto de 1991, apresentou oito orientações práticas que têm ajudado muitos a manter o equilíbrio em sentido financeiro e emocional ao se confrontarem com a perda do emprego.c Naturalmente, essas orientações têm de ser equilibradas com o conceito correto sobre a verdadeira importância do dinheiro. Isso foi considerado no artigo “Algo Mais Vital do que o Dinheiro”, publicado no mesmo número da revista. — Eclesiastes 7:12.
Quando sofremos problemas de saúde
10. Como o exemplo do Rei Davi mostra que é realístico confiar em Jeová quando sofremos uma doença grave?
10 Será que é realístico confiar em Jeová quando sofremos uma doença grave? Sem dúvida! Jeová é solidário com os doentes entre o seu povo. Além disso, está disposto a ajudar. Por exemplo, pense no caso do Rei Davi. É possível que ele estivesse gravemente doente quando escreveu a respeito de como Deus trata um justo que adoece. Davi disse: “O próprio Jeová o amparará no divã de enfermidade; certamente transformarás toda a sua cama durante a sua doença.” (Salmo 41:1, 3, 7, 8) A confiança que Davi tinha em Deus continuou forte, e por fim o rei se recuperou da doença. No entanto, como podemos mostrar confiança em Deus quando afligidos por problemas de saúde?
11. Quando acometidos por doença, o que podemos pedir ao nosso Pai celestial?
11 Quando acometidos por doença, um modo de mostrarmos confiança em Jeová é rogar a ele por meio de oração para que nos ajude a perseverar. Podemos pedir que nos ajude a usar de “sabedoria prática” para alcançar certa medida de saúde conforme nossas circunstâncias realisticamente permitem. (Provérbios 3:21) Podemos também pedir que nos ajude a ter paciência e perseverança para suportar a doença. Acima de tudo, queremos pedir a Jeová que ele nos sustente, dando-nos força para continuarmos fiéis a ele e não perdermos nosso equilíbrio, não importa o que aconteça. (Filipenses 4:13) Mantermos a nossa integridade a Deus é ainda mais importante do que preservar a nossa vida atual. Se mantivermos a nossa integridade, o Grande Recompensador nos dará vida e saúde perfeitas, por toda a eternidade. — Hebreus 11:6.
12. Que princípios bíblicos podem ajudar-nos a tomar decisões sábias referentes a tratamento médico?
12 Nossa confiança em Jeová também nos move a recorrer à sua Palavra, a Bíblia, para obter orientação prática. Os princípios encontrados nas Escrituras podem ajudar-nos a tomar decisões sábias referentes a tratamento médico. Por exemplo, reconhecer que a Bíblia condena a “prática de espiritismo” fará com que evitemos qualquer método diagnóstico ou terapia que envolva o espiritismo. (Gálatas 5:19-21; Deuteronômio 18:10-12) Veja outro exemplo da sabedoria prática da Bíblia: “Qualquer inexperiente põe fé em cada palavra, mas o argucioso considera os seus passos.” (Provérbios 14:15) Portanto, ao considerar um tratamento médico, será prudente procurarmos informações confiáveis, em vez de pôr “fé em cada palavra”. Tal “bom juízo” pode ajudar-nos a avaliar bem as opções e a tomar uma decisão com conhecimento de causa. — Tito 2:12.
13, 14. (a) Que artigos informativos sobre saúde têm sido publicados nas revistas A Sentinela e Despertai!? (Veja o quadro na página 17.) (b) Que conselho sobre como lidar com doenças crônicas foi apresentado na Despertai! de 22 de janeiro de 2001?
13 Podemos também mostrar nossa confiança em Jeová por pesquisar as publicações do escravo fiel. As revistas A Sentinela e Despertai! publicam ocasionalmente artigos informativos sobre uma grande variedade de problemas específicos de saúde e doenças.d De vez em quando, essas revistas têm publicado artigos escritos por pessoas que tiveram êxito em lidar com diversas enfermidades, doenças e deficiências físicas. Além disso, certos artigos têm oferecido sugestões bíblicas, bem como conselhos práticos, sobre como conviver com problemas crônicos de saúde.
14 Por exemplo, a Despertai! de 22 de janeiro de 2001 destacou a série de artigos de capa “Consolo para os doentes”. Os artigos apresentaram princípios bíblicos úteis, bem como informações de primeira mão, obtidas de entrevistas com pessoas informadas, que convivem por muitos anos com doenças incapacitantes. O artigo “Como conviver com a doença?” ofereceu o seguinte conselho: Aprenda o que razoavelmente puder sobre a sua doença. (Provérbios 24:5) Estabeleça alvos razoáveis, inclusive alvos que envolvam ajudar outros, mas dê-se conta de que talvez não consiga alcançar os mesmos objetivos que outros podem alcançar. (Atos 20:35; Gálatas 6:4) Evite o isolamento social. (Provérbios 18:1) Quando outros o visitam torne a ocasião agradável para eles. (Provérbios 17:22) Acima de tudo, mantenha um vínculo achegado com Jeová e com a congregação. (Naum 1:7; Romanos 1:11, 12) Não somos gratos pela orientação fidedigna que Jeová dá por meio da sua organização?
Quando uma fraqueza carnal persiste
15. Como Paulo conseguiu ser bem-sucedido na sua luta contra as fraquezas da carne imperfeita, e que certeza podemos ter?
15 “Na minha carne, não mora nada bom”, escreveu o apóstolo Paulo. (Romanos 7:18) Paulo sabia por experiência própria quão difícil pode ser a luta contra os desejos e as fraquezas da carne imperfeita. No entanto, ele tinha também a confiança de que poderia ser bem-sucedido. (1 Coríntios 9:26, 27) Como? Por confiar plenamente em Jeová. Por isso, Paulo podia dizer: “Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará do corpo que é submetido a esta morte? Graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Romanos 7:24, 25) Que dizer de nós? Também temos de lutar contra as fraquezas carnais. Ao combatermos tais fraquezas, é fácil perder a confiança e convencer-nos de que nunca vamos conseguir. Mas Jeová nos ajudará, se nós, assim como Paulo, realmente confiarmos nele e não apenas na nossa própria força.
16. Se uma fraqueza carnal persistir, em prol de que poderemos orar, e o que devemos fazer se tivermos uma recaída?
16 Se uma fraqueza carnal persistir, poderemos mostrar que confiamos em Jeová por implorar-lhe por meio de oração. Temos de pedir, até mesmo rogar, a ele a ajuda do seu espírito santo. (Lucas 11:9-13) Podemos pedir especificamente autodomínio, que faz parte dos frutos do espírito de Deus. (Gálatas 5:22, 23) O que devemos fazer se tivermos uma recaída? Acima de tudo, não devemos desistir. Que nunca nos cansemos de orar humildemente ao nosso Deus misericordioso, pedindo-lhe perdão e ajuda. Jeová nunca rejeitará um coração “quebrantado e esmagado” pelo fardo duma consciência pesada. (Salmo 51:17) Se suplicarmos a ele com o coração sincero e contrito, Jeová nos ajudará a combater a tentação. — Filipenses 4:6, 7.
17. (a) Por que é útil refletir sobre o que Jeová pensa da fraqueza que talvez estejamos combatendo? (b) Que textos podemos memorizar para combater um gênio explosivo, controlar a língua ou resistir à tendência de nos entregar a diversões impróprias?
17 Podemos também mostrar que confiamos em Jeová por buscar ajuda na sua Palavra. Por usarmos uma concordância bíblica ou o Índice das Publicações da Torre de Vigia, podemos procurar a resposta à pergunta: ‘O que Jeová pensa dessa fraqueza que estou combatendo?’ Refletirmos sobre o que Jeová acha do assunto pode fortalecer nosso desejo de agradá-lo. Assim, podemos passar a sentir o mesmo que ele sente, odiando o que ele odeia. (Salmo 97:10) Alguns constataram que é útil memorizar textos bíblicos relacionados com a fraqueza contra a qual lutam. Lutamos contra um gênio explosivo? Nesse caso, podemos decorar textos tais como Provérbios 14:17 e Efésios 4:31. Achamos difícil controlar a língua? Podemos memorizar textos tais como Provérbios 12:18 e Efésios 4:29. Temos a tendência de nos entregar a diversões impróprias? Podemos tentar recordar versículos tais como Efésios 5:3 e Colossenses 3:5.
18. Por que não devemos deixar que o constrangimento nos refreie de pedirmos a ajuda de anciãos para vencer uma fraqueza?
18 Procurar na congregação a ajuda de anciãos designados pelo espírito é outro modo de demonstrarmos nossa confiança em Jeová. (Atos 20:28) Afinal, essas “dádivas em homens” são uma provisão de Jeová, por meio de Cristo, para proteger suas ovelhas e cuidar delas. (Efésios 4:7, 8, 11-14) Deve-se admitir que nem sempre é fácil pedir ajuda para combater uma fraqueza. Podemos sentir-nos constrangidos, temendo que o bom conceito que os anciãos têm a nosso respeito diminua. Sem dúvida, porém, esses homens espiritualmente maduros nos respeitarão pela coragem de pedir a ajuda deles. Além disso, os anciãos procuram refletir as qualidades do próprio Jeová ao lidarem com o rebanho. O consolo e o valor prático de seu conselho e instrução, provenientes da Palavra de Deus, talvez sejam exatamente o que precisamos para fortalecer o suficiente nossa determinação de vencer a fraqueza. — Tiago 5:14-16.
19. (a) Como Satanás procura usar a futilidade da vida neste sistema? (b) O que está envolvido em ter confiança, e qual deve ser a nossa firme determinação?
19 Nunca se esqueça de que Satanás sabe que o tempo dele é curto. (Revelação [Apocalipse] 12:12) Ele quer usar a futilidade da vida neste mundo para nos desanimar e nos fazer desistir. Tenhamos plena confiança no que Romanos 8:35-39 diz: “Quem nos separará do amor do Cristo? Acaso tribulação, ou aflição, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? . . . Ao contrário, em todas estas coisas estamos sendo completamente vitoriosos, por intermédio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Que declaração de confiança em Jeová! Essa confiança, porém, não é apenas um mero sentimento. Antes, é uma confiança que envolve as decisões ponderadas que tomamos no dia-a-dia. Portanto, estejamos firmemente determinados a confiar plenamente em Jeová em tempos de aflição.
[Nota(s) de rodapé]
a Numa carta dirigida à casa da moeda dos Estados Unidos, com data de 20 de novembro de 1861, o Secretário do Tesouro, Salmon P. Chase, escreveu: “Nenhuma nação pode ser forte a não ser com a força de Deus, nem segura, exceto com a Sua defesa. A confiança que o nosso povo tem em Deus deve ser declarada nas nossas moedas nacionais.” Em resultado disso, o lema “Em Deus Confiamos” apareceu pela primeira vez numa moeda em circulação nos Estados Unidos em 1864.
b Diz-se que a ansiedade descrita aqui é um “temor aflitivo que tira a alegria de viver”. Algumas versões dizem “não fiquem preocupados” ou “não vos preocupeis”. Mas essas versões dão a entender que não devemos começar a ficar ansiosos ou preocupados. Uma obra de referência diz: “O tempo do verbo grego é o imperativo presente, indicando uma ordem de parar de fazer algo já em andamento.”
c Os oito pontos são os seguintes: (1) Não entre em pânico; (2) pense positivamente; (3) abra a mente para novos tipos de trabalho; (4) viva de acordo com seus recursos — não os de outrem; (5) tenha cuidado com as compras a crédito; (6) mantenha a família unida; (7) conserve sua auto-estima; e (8) elabore um orçamento.
d Essas revistas baseadas na Bíblia não endossam nem promovem qualquer tratamento médico específico, reconhecendo que esse é um assunto de decisão pessoal. Antes, os artigos que tratam de doenças ou enfermidades específicas têm por objetivo informar os leitores a respeito dos fatos atualmente conhecidos.
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