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  • Seja Feita a Tua Vontade da Terra – Parte 11

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  • Seja Feita a Tua Vontade da Terra – Parte 11
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
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w59 15/9 pp. 569-573

Seja Feita a Tua Vontade da Terra — Parte 11

Em harmonia com o seu título, o Capítulo 4 tem apresentado “vislumbres do reino de Deus”, chamando a atenção a como o Rei-Sacerdote Melquisedec, de Salém, e os Reis Davi e Salomão, de Jerusalém, foram prefigurações proféticas do Governante ungido de Jeová, do vindouro Reino de Deus, Jesus Cristo. Jeová Deus foi desde o início o Rei invisível da nação de Israel, mas concedeu que esta nação tivesse reis humanos visíveis como Seus representantes terrestres no ‘trono de Jeová’ em Jerusalém. Por causa da devoção piedosa do Rei Davi para com Êle, Jeová Deus celebrou um pacto para o reino, segundo qual o reinado continuaria na linhagem real de Davi até a vinda da Semente prometida da mulher de Deus, a quem pertenceria o reinado para todo o sempre. Por causa da péssima conduta dos sucessivos reis de Israel, o reino terrestre foi derrubado em 607 A. C., para nunca mais ser restabelecido. Mesmo quando Jesus Cristo entrou triunfalmente em Jerusalém, o reino não foi restabelecido naquela cidade. Depois da ressurreição de Jesus dentre os mortos e pouco antes de ele ascender de volta ao céu, seus discípulos perguntaram-lhe quando o reino seria restabelecido, mas ele não lhes disse.

24. Por que não esperaram os discípulos de Cristo em Jerusalém para que se estabelecesse o reino de Deus? Como mostra Apocalipse 12:17 que Satanás não foi esmagado sob os pés deles por ocasião da destruição de Jerusalém?

24 Os fiéis discípulos de Cristo não ficaram em Jerusalém, esperando que o reino de Deus fosse ali restaurado a Israel. Sabiam que o Herdeiro legítimo do reino de Deus estava então assentado à destra de Jeová no céu. Por isso saíram para testemunhar a respeito de Cristo, deixando Jerusalém. No ano 70 (E. C.), os exércitos romanos sob o General Tito destruíram Jerusalém e seu templo de Herodes; mas, ainda bastante tempo antes desta horrível destruição, os cristãos que se achavam ainda em Jerusalém fugiram da cidade condenada e escaparam de perecer junto com ela. Agiram segundo as instruções de Jesus em Lucas 21:20-24. O apóstolo Paulo escrevera antes disso à congregação cristã em Roma: “O Deus que dá paz, por sua parte, esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” (Romanos 16:20, NM) Mas, este esmagamento do grande adversário de Deus sob os seus pés não ocorreu por ocasião da destruição da infiel Jerusalém, em 70 E. C. Mais de vinte e cinco anos depois, a revelação dada a João (o Apocalipse) a respeito das “coisas que têm de ocorrer em breve”, avisou os cristãos que a Serpente original perseguiria ferozmente a “mulher” de Deus e faria guerra aos seus filhos espirituais na terra, os irmãos espirituais do Senhor Jesus Cristo. — Apocalipse 12:17, NM.

25. Que pergunta fazemos hoje quanto ao esmagamento da Serpente e a respeito do reino do Feridor da Serpente?

25 No Apocalipse, João ouviu o clamor das almas dos fiéis cristãos que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam fazer: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:9, 10, ARA) E até mesmo hoje perguntamos: Quando será que a Semente da mulher de Deus ferirá a cabeça da iníqua Serpente? Quanto tempo decorreria desde a ruína do reino típico de Deus, em 607 A. C., até o reino celestial de Deus ser estabelecido por ser dado ao Feridor da Serpente, a Semente da mulher de Deus, a quem pertence de direito?

26. Quando começou a ser pisada a capital do reino típico de Deus, e como sabemos que não cessou de ser pisada até mesmo quando Jesus estava na terra?

26 Quando foi destruída, em 607 A. C., a capital do reino típico de Deus começou a ser espezinhada, pisada pelas nações não-judaicas, sendo que o Rei Nabucodonosor de Babilônia iniciou isso. Jerusalém foi novamente fundada em 537 A. C. por um restante fiel que voltara do exílio de Babilônia para a sua pátria desolada. Mas, Jerusalém continuou a ser calcada aos pés pelas nações não-judaicas. Jesus predisse a destruição da reconstruída Jerusalém para os dias dos seus apóstolos. Os exércitos romanos no Oriente Médio fizeram esta obra destrutiva em alguns meses, no ano 70 (E. C.). Mas Jesus disse que ela continuaria a ser pisada por muito mais tempo ainda. Por quanto tempo? Ouça as suas palavras: “Haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” — Lucas 21:23, 24, NM.

27. Que representava a Jerusalém que começou a ser pisada em 607 A. C.? Portanto, que significaria o fim de ser ela pisada, no tempo designado de Deus?

27 Lá em 607 A. C., a Jerusalém que foi derrubada representara o reino de Deus, porque tivera o trono típico de Jeová, no qual se assentava o ungido de Jeová como seu rei. Do mesmo modo, a Jerusalém que está sendo pisada pelas nações mundanas representa o reino de Deus. Quando estava na terra, Jesus disse as seguintes palavras como parte do seu Sermão do Monte: “Absolutamente não jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.” (Mateus 5:34, 35) Portanto, o fim do tempo de se pisar Jerusalém, no cumprimento completo dos “tempos designados das nações” significaria o ressurgimento da Jerusalém simbólica, a saber, o reino de Deus. Significaria dar o reino de Deus ao grande Herdeiro do Rei Davi, rei que se assentava no trono de Jeová na antiga Jerusalém. Significaria que este herdeiro começaria a reinar porque ele tem o direito de fazer isso, em harmonia com o pacto do Reino que Jeová Deus fez com o Rei Davi.

“OS TEMPOS DESIGNADOS DAS NAÇÕES”

28. Quantos são os “tempos” durante os quais Jerusalém havia de ser pisada? Por meio do sonho de quem sabemos isso?

28 É vital, então, que saibamos a duração destes “tempos designados das nações”. Quantos tempos são? Quanto dura cada um deles? Nas Escrituras Sagradas usa-se o número sete como símbolo de inteireza ou perfeição espiritual. Não foram sete os dias que constituíram a inteira semana criativa de Deus? Portanto, Deus nos informa por intermédio do livro apocalíptico de Daniel que os tempos designados das nações, em que Jerusalém seria pisada, são sete, um número completo. Ele deu ao Rei Nabucodonosor um sonho que nenhum dos cientistas, sábios e líderes religiosos de Babilônia podia interpretar. Por fim chamaram Daniel, o profeta de Jeová. O Rei Nabucodonosor, atemorizado, disse a Daniel os pormenores do sonho e animou-o a não ter medo de dizer a pura verdade a respeito do seu significado. Daniel, a quem o rei dera o nome de Beltessazar, disse:

29. Com que identificação iniciou Daniel a interpretação do sonho?

29 “Senhor meu: o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos. A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra; cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia mantimento; debaixo da qual moravam os animais do campo, e cujos ramos habitavam as aves do céu; és tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu, e chegou até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.” — Daniel 4:19-22, Al.

30. De que era símbolo o Rei Nabucodonosor naquele tempo? Por que não sofreu ele, então, e as outras nações depois dele nenhuma interferência da parte do reino de Deus?

30 A árvore do sonho teve uma aplicação pessoal no sonhador, em primeiro lugar. Mas, Jeová Deus, o Todo-poderoso, permitira que Nabucodonor estabelecesse a Babilônia como potência mundial. Ela sucedeu à primeira e à segunda potência mundial, a saber, o Egito e a Assíria respectivamente. Esta potência mundial babilônica teve a atenção e o respeito do mundo. De modo que Nabucodonosor era símbolo de algo maior do que apenas a sua própria pessoa. Ele era símbolo da dominação do mundo, a qual, naquele tempo, ele exercia com a permissão do Deus Altíssimo e segundo o Seu propósito. Jeová Deus usara-o na execução da vingança divina sobre a nação infiel de Judá, derrubando o seu reino e assim dando início aos “tempos designados das nações”, durante os quais Jerusalém tinha de ser pisada por estas nações mundanas. Foi por causa disso que tanto a Babilônia como as outras nações que haviam de seguir durante os “tempos designados” não sofreram interferência da parte do reino de Jeová Deus, nem mesmo de modo típico. O reino típico de Deus tinha sido cortado como potência nacional.

31. Que se havia de fazer à árvore simbólica, e quanto tempo tinha de passar em relação com isto?

31 Daniel continuou: “E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e que dizia: Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos; esta é a interpretação, ó rei.” — Daniel 4:23, 24, Al.

32. Que representava isso, no seu significado simples? Que aconteceu no ínterim à organização governamental de Babilônia?

32 No significado mais simples, isto representava que o próprio Nabucodonosor seria derrubado de sua posição de domínio sobre o mundo, mas que não seria destruído ao ponto de nunca mais voltar ao poder. O “tronco” dele permaneceria na terra, mas ficaria encadeado para impedir seu crescimento ou expansão durante os “sete tempos”. No ínterim, a organização governamental de Babilônia continuava funcionando, com a exceção de que Nabucodonosor não estava ativo no trono. É possível que seu filho Evil-Merodaque tivesse continuado por ele como chefe interino do governo.

33. Qual era o verdadeiro domínio do mundo que foi cortado, e quem assumiu a dominação?

33 No significado maior da árvore derrubada, o domínio do mundo exercido por quem tinha direito a ele foi cortado. Somente o reino de Deus tem o direito ao domínio do mundo. Somente o rei ungido de Jeová tem o direito divino de governar a terra inteira, assim como o reino de Israel governara toda a Terra Prometida durante os anos em que se mantivera fiel a Deus. Mas, aquele reino típico de Deus desapareceu em 607 A. C. e o consquistador do mundo, Nabucodonosor, ascendeu ao domínio sobre toda a Terra Prometida. Nesta mudança internacional, a vide de pouca altura, o Rei Zedequias de Judá, foi arrancada pela raiz e despojada dos frutos, sendo que seus filhos foram mortos. (Ezequiel 17:5-10, 20, 21) O pacto do reino de Deus dirigiu-se então a outro como herdeiro.

34. Que disse a interpretação de Daniel a seguir a respeito do Rei Nabucodonosor?

34 A interpretação de Daniel continuou: “Este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: Serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti: até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer. E quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.” — Daniel 4:24-26, Al.

35. Durante os sete tempos que passaram sobre o Rei Nabucodonosor, que seria guardado para ele, e durante o correspondente rebaixamento do reino de Jerusalém, que havia de continuar em vigor?

35 Nabucodonosor havia de ilustrar pessoalmente como Deus maneja os assuntos de governo com respeito à terra. Durante esta ilustração pessoal, porém, a posição de Nabucodonosor no domínio do mundo, semelhante ao tronco da árvore, ficaria guardada para ele até que lhe voltasse o juízo, depois de passarem sobre ele sete tempos. Do mesmo modo, em 607 A. C. o reino de Jeová, conforme representado tipicamente pelo reino de Jerusalém, havia de ser rebaixado, cortado. Havia de continuar então nesta condição rebaixada, não exercendo as funções de governo, por um período de “sete tempos”. Durante todo este período, porém, o pacto do reino feito por Jeová com o Rei Davi, com respeito a um reino eterno, continuaria obrigatório para Jeová Deus e aguardava o cumprimento completo no Herdeiro legítimo.

36. Um ano depois, como se cumpriu o sonho no próprio Nabucodonosor, conforme interpretado literalmente?

36 Doze meses depois da interpretação de Daniel, Nabucodonosor estava-se gabando de Babilônia como potência mundial. Uma voz celestial disse-lhe então: “Eis o que te é anunciado, ó rei Nabucodonosor: O teu reino ser-te-á tirado, expulsar-te-ão do meio dos homens, e a tua habitação será com os animais e as feras, comerás feno como boi, e sete tempos passarão por cima de ti, até que reconheças que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens, e o dá a quem lhe apraz.” No mesmo instante, o governante mais poderoso que havia naqueles dias na terra perdeu o juízo e imaginou que era um animal, possivelmente um boi. “Foi expulso do meio dos homens, e comeu feno como boi, e o seu corpo foi molhado com o orvalho do céu; de sorte que lhe cresceram os cabelos como as [plumas das] águias, e as suas unhas tornaram-se como as das aves.” Jactar-se ele de si mesmo e exaltar ele a Babilônia acima do reino de Deus merecia ser corrigido, e o falso deus de Nabucodonosor, Merodaque ou Marduque, era incapaz de impedi-lo. Enquanto os “sete tempos” passaram sobre ele nestas condições, ele agia como animal bruto do campo; mas o governo interino de Babilônia continuou a praticar iniqüidades e opressões. — Daniel 4:28-33, So.

37. Durante os “sete tempos” maiores, de que modo agiram os governantes mundanos semelhantes a Nabucodonosor, e com que efeito sobre o povo?

37 De maneira similar, ao passo que o governo sobre a humanidade foi continuado pelos sistemas políticos do mundo durante os “sete tempos” maiores desde a ruína do reino típico de Deus em Judá, em 607 A. C., os governantes que não estão no pacto do reino de Deus têm agido de modo igual ao enlouquecido Nabucodonosor. Não agiram iguais ao homem feito à imagem de Deus. Por isso, todos os povos, não apenas as testemunhas de Jeová, têm sofrido.

38. Que disse Nabucodonosor quanto ao que lhe aconteceu no fim dos “sete tempos”?

38 Que aconteceu no fim dos “sete tempos” de Nabucodonosor? Ele mesmo nos diz: “Ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera [onde?] com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? No mesmo tempo me tornou a vir o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e me buscaram os meus capitães e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada. Agora pois eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao rei do céu; porque todas as suas obras são verdade; e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.” (Daniel 4:34-37, Al) Nabucodonosor reconheceu isto, não com respeito ao deus falso, Marduque, mas quanto ao Deus de Daniel, Jeová.

39. No caso pessoal de Nabucodonosor, quanto tempo, no máximo, duraram estes “sete tempos”? Mas, por que não se pode dar o mesmo quanto a Jerusalém ser pisada?

39 Relata-se que Nabucodonosor reinou por quarenta e três anos. Portanto, estes “sete tempos” de demência no decurso destes anos podem ter durado no máximo sete anos, no seu caso particular. Na Bíblia Sagrada usa-se um “tempo” para representar um ano literal, em certos pontos. (Daniel 7:25; 12:7; Apocalipse 12:6, 14; 11:2, 3) Mas, Nabucodonosor encenava ali um drama profético, em que um ano de tempo podia representar um período muito maior. Isto deve ser assim, pois a Jerusalém, representando o reino de Jeová, não parou de ser pisada no fim da demência de Nabucodonosor; e seis séculos depois, Jesus Cristo disse que Jerusalém continuaria a ser pisada ou espezinhada pelas nações, até que se cumprissem os tempos designados das nações gentias. Qual é então, a duração destes “sete tempos”?

40. (a) Pela contagem bíblica do tempo segundo a lua, qual é a duração literal dum “tempo” na profecia? (b) Portanto, qual é a duração dum “tempo” simbólico, e quando haviam de terminar os “sete tempos” das nações?

40 A Bíblia calcula o tempo pela lua, ao falar de meses e de anos. No caso de Nabucodonosor, um “tempo” representava um ano lunar, que se calculava, em média, como tendo 360 dias. Em realidade, um ano lunar de doze meses era onze dias mais curto do que o ano solar, em média. Isto tornava necessário que o calendário lunar tivesse adicionalmente um décimo terceiro mês de vinte e nove dias em certos anos, a fim de manter o calendário em dia com o calendário solar. Fazia-se a adição dum décimo terceiro mês sete vezes em cada dezenove anos. Ao falar de períodos maiores de tempo, Deus disse que um dia representaria um ano inteiro. Nesta base, então, um ano lunar de 360 dias representaria 360 anos, “cada dia representando um ano”. (Números 14:34; Ezequiel 4:6) Portanto, um “tempo” simbólico seria equivalente a 360 anos. “Sete tempos”, falando-se simbolicamente, equivaleriam a 2.520 anos literais. Os “sete tempos” ou sete anos da loucura de Nabucodonosor predisseram assim um período de 2.520 anos. Visto que a Bíblia Sagrada mostra que estes “sete tempos” ou 2.520 anos começaram no princípio do outono do ano 607 A. C., os “tempos designados das nações” terminariam no princípio do outono do ano 1914 (E. C.).

41. (a) De que modo foi o tronco da árvore duplamente encadeado no caso de Nabucodonosor, e que espécie de governante era ele quando voltou ao trono? (b) Que representava isso com respeito ao pacto do reino?

41 Durante todos estes anos, desde 607 A. C., o reino de Jeová Deus não esteve operando por meio dum descendente ungido do Rei Davi, de acordo com o pacto do reino. Era igual a uma árvore derrubada, sem criaturas debaixo dela ou nos seus ramos. O pacto do reino era semelhante àquele tronco de árvore deixado na terra. Estava em cadeias duplas pelo poder restritivo de Jeová, até que tivessem passado sobre ele os “sete tempos”. Outrossim, Nabucodonosor não podia recuperar o seu juízo e voltar em condições adequadas ao seu trono no Império Babilônico, para dominar o mundo, até que terminassem os “sete tempos” ou sete anos decretados. Quem voltou então ao trono e foi estabelecido no reino com glória, majestade e resplendor, e “maior do que nunca” (So), foi um governante que reconhecia o Rei do céu, o Deus de Daniel. De modo similar, o pacto do Reino só podia ter um cumprimento completo e final depois de passarem sobre ele os “sete tempos” de 2.520 anos. Então seria o tempo para Deus remover as cadeias de restrição. Seria então o tempo para ele restabelecer o reino com um descendente do rei ungido Davi. O reino seria então dado a quem tinha o direito a ele, segundo o pacto do reino de Jeová.

(Continua)

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