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Despertai! — 1981
g81 22/1 pp. 24-26

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria condensada da enciclopédia bíblica, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

JONAS, LIVRO DE. O único livro das Escrituras Hebraicas que lida exclusivamente com a comissão dum profeta de Jeová de proclamar uma mensagem de destruição numa cidade não-israelita, e para ela, e que resultou no arrependimento dessa cidade. As experiências relatadas neste livro eram exclusivas do seu escritor, Jonas, filho de Amitai. Evidentemente, sendo a mesma pessoa que o Jonas de 2 Reis 14:25, deve ter profetizado durante o reinado do Rei Jeroboão II de Israel (c. 844-803 A.E.C.). Por conseguinte, é razoável situar os eventos registrados no livro de Jonas no nono século A.E.C. — Veja JONAS N.º 1.

AUTENTICIDADE

Devido ao caráter sobrenatural de muitos eventos mencionados no livro de Jonas, tem sido amiúde atacado pelos críticos da Bíblia. O aparecimento dum vento tempestuoso e sua rápida cessação, do peixe que tragou Jonas, e três dias depois vomitou o profeta, incólume, e o crescimento e a morte súbitos duma cabaça-amargosa (ou abóbora-de-carneiro) foram todos rotulados de não-históricos porque tais coisas não ocorrem hoje em dia. Tal questionamento poderia ter base caso o livro de Jonas afirmasse que se tratavam de ocorrências comuns lá naquele tempo. Mas não o faz. Relata eventos ocorridos na vida duma pessoa que recebera uma comissão especial de Deus. Por conseguinte, os que sustentam que tais coisas simplesmente não podiam ter acontecido têm de negar quer a existência de Deus quer sua habilidade de influir sobre as forças naturais e a vida vegetal, animal e humana, de modo especial, a bem de seu propósito. — Veja Mateus 19:26.

Uma alegação favorita no passado era a de que nenhuma criatura marinha conseguia tragar um homem. Mas tal argumento não é válido. O cachalote, possuindo gigantesca cabeça de formato quadrado, que constitui cerca de um terço de seu comprimento, é plenamente capaz de tragar um homem inteiro. É interessante que há evidência de que o porto marítimo de Jope era antigamente sede de baleeiros. Devia-se notar, contudo, que a Bíblia simplesmente declara: “Jeová providenciou um grande peixe para engolir Jonas”, não sendo especificada a espécie de peixe. (Jon. 1:17) Assim, não se pode determinar exatamente qual “peixe” estaria envolvido. Com efeito, o conhecimento do homem a respeito das criaturas que habitam os mares e os oceanos é um tanto incompleto. Comentou a revista Scientific American (de setembro de 1969, p. 162): “Como se deu no passado, maior exploração do domínio abissal sem dúvida revelará indescritíveis criaturas, inclusive membros de grupos que há muito se considerava extintos.”

Alguns acham que a autenticidade do livro de Jonas é duvidosa, porque não existe nenhuma confirmação das atividades desse profeta nos registros assírios. Realmente, porém, a ausência de tais informações não deve ser surpresa. Era costumeiro que as nações da antiguidade exaltassem seus êxitos, e não seus fracassos e suas humilhações, e também eliminassem tudo que lhes era desfavorável. Ademais, visto que nem todos os registros antigos têm sido preservados ou encontrados, ninguém poderá dizer com certeza que jamais existiu um relato do que aconteceu no tempo de Jonas.

A falta de certos pormenores (tais como o nome do Rei assírio, e o local exato em que Jonas foi vomitado em terra seca) tem sido citada como sendo ainda outra prova de que o livro de Jonas não é história verídica. Tal objeção, contudo, ignora que todas as narrativas históricas são relatos condensados, o historiador registrando apenas as informações que considera importantes para seu objetivo. Como o comentarista C. F. Keil [Biblical Commentary on the Old Testament, The Twelve Minor Prophets (Comentário Bíblico Sobre o Velho Testamento, Os Doze Profetas Menores), Vol. I, p. 381] observa apropriadamente: “Não existe sequer um dos historiadores antigos em cujas obras se possa encontrar um todo tão completo como neste: e os historiadores bíblicos visam ainda menos comunicar coisas que não tenham íntima relação com o principal objeto de sua narrativa, ou com o significado religioso dos próprios fatos.”

Visto que a evidência arqueológica tem sido interpretada como indicando que os muros que cercavam a antiga Nínive tinham apenas cerca de 13 km de circunferência, afirma-se que o livro de Jonas exagera o tamanho da cidade, ao descrevê-la como se precisando de três dias para atravessá-la. (Jon. 3:3) Esta, contudo, não é uma razão válida para se questionar a referência bíblica. Tanto no uso bíblico como no moderno, o nome duma cidade pode incluir seus subúrbios. Com efeito, Gênesis 10:11, 12 mostra que Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resem constituíam a “grande cidade”.

O fato de que Jonas não escreveu na primeira pessoa tem sido usado para desacreditar o livro. Mas tal argumento não leva em conta que era comum que os escritores bíblicos se referissem a si mesmos na terceira pessoa. (Êxo. 24:1-18; Isa. 7:3; 20:2; 37:2, 5, 6, 21; Jer. 20:1, 2; 26:7, 8, 12; 37:2-6, 12-21; Dan. 1:6-13; Amós 7:12-14; Ageu 1:1, 3, 12, 13; 2:1, 10-14, 20; João 21:20) Até mesmo antigos historiadores seculares, inclusive Xenofonte e Tucídides, fizeram isso. Todavia, é digno de nota que jamais foi questionada por tal motivo a genuinidade de seus relatos.

Por sua declaração inicial, “começou a vir a haver a palavra de Jeová”, o livro de Jonas afirma proceder de Deus. (Jon. 1:1) Desde os primeiros tempos, os judeus aceitaram este e outros livros proféticos similarmente iniciados (Jer. 1:1, 2; Osé. 1:1; Miq. 1:1; Sof. 1:1; Ageu 1:1; Zac. 1:1; Mal. 1:1) como genuínos. Isto, em si, fornece bom argumento em favor de sua autenticidade. Como tem sido observado: “É, com efeito, inconcebível . . . que as autoridades judaicas tivessem recebido tal livro no cânon da Escritura sem a evidência mais conclusiva de sua genuinidade e autenticidade.” — The Imperial Bible Dictionary (Dicionário Bíblico Imperial), Vol. 1, p. 945.

Ademais, tal livro acha-se em completa harmonia com o restante das Escrituras. Atribui salvação a Jeová (Jon. 2:9; confronte com Salmo 3:8; Isaías 12:2; Revelação 7:10), e a narrativa ilustra a misericórdia, a benevolência, a paciência e a benignidade imerecida de Jeová ao lidar com humanos pecaminosos. — Jon. 3:10; 4:2, 11; compare com Deuteronômio 4:29-31; Jeremias 18:6-10; Romanos 9:21-23; Efésios 2:4-7; 2 Pedro 3:9.

Outra evidência que testifica sobre a autenticidade deste livro da Bíblia é sua candura. Não se encobre a atitude imprópria de Jonas para com sua comissão, e a respeito da medida de Deus de poupar os ninivitas.

A evidência mais conclusiva, porém, é suprida pelo próprio Filho de Deus. Disse ele: “Nenhum sinal . . . será dado [a esta geração], exceto o sinal de Jonas, o profeta. Porque, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra. Homens de Nínive se levantarão no julgamento com esta geração e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui.” (Mat. 12:39-41; 16:4) A ressurreição de Cristo Jesus seria tão real quanto a libertação de Jonas do ventre do peixe. E a geração que ouvira a pregação de Jonas tinha de ser igualmente tão literal quanto a geração que ouviu o que Cristo Jesus disse. Homens mitológicos de Nínive jamais poderiam ressurgir no julgamento e condenar uma geração não-acatadora de judeus.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Jeová comissiona Jonas a ir a Nínive e proclamar mensagem contra cidade (1:1, 2)

II. Jonas foge da designação; em Jope, toma navio para Társis (1:3)

A. Durante viagem, Jeová traz grande tempestade, pondo em perigo o navio (1:4)

1. Marujos invocam a ajuda de seus deuses e lançam ao mar objetos, para aliviar navio; Jonas dorme (1:5)

2. Capitão do navio acorda Jonas (1:6)

3. Marujos lançam sortes para determinar por culpa de quem ocorreu calamidade; sorte recai sobre Jonas (1:7)

4. Interrogado, Jonas relata o que fez e pede que seja lançado ao mar (1:8-12)

5. Impossibilitados de alcançar terra por causa da tempestade, marujos cedem ao pedido de Jonas de ser lançado ao mar; tempestade cessa (1:13-15)

B. Marujos sacrificam a Jeová e fazem votos (1:16)

III. Jeová designa grande peixe para tragar Jonas, que permanece no interior dele por três dias e três noites (1:17)

A. Dentro do peixe, Jonas, em oração, solicita a ajuda de Jeová, descreve experiência e promete cumprir o que votou (2:1-9)

B. Peixe vomita Jonas em terra seca (2:10)

IV. Jeová novamente manda que Jonas vá a Nínive (3:1, 2)

A. Jonas obedece; proclama a derrubada de Nínive, a ocorrer dentro de quarenta dias (3:3, 4)

B. Ninivitas se arrependem; Rei se veste de serapilheira (ou saco) e insta que jejuem homens e animais domésticos (3:5-9)

V. Porque Jeová não destrói Nínive, Jonas fica aborrecido e pede para morrer (3:10 a 4:3)

A. Jeová pergunta a Jonas se tal ira é justificada (4:4)

B. Profeta deixa cidade e, mais tarde, erege barraca, para observar o que aconteceria a Nínive (4:5)

C. Jeová ensina a Jonas a lição de misericórdia por meio da cabaça-amargosa (4:6-11)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 146-148.

MIQUÉIAS, LIVRO DE. Um livro profético das Escrituras Hebraicas que contém a palavra de Jeová, mediante Miquéias, a respeito de Samaria e Jerusalém. (Veja MIQUÉIAS N.º 7.) Consiste em três seções básicas, cada uma delas se iniciando com a palavra “Ouvi”. — Miq. 1:2; 3:1; 6:1.

As palavras proféticas de Miquéias a respeito da desolação de Samaria devem ter sido proferidas antes da destruição daquela cidade em 740 A.E.C., e, evidentemente, suas declarações orais foram passadas por escrito antes do fim do reinado de Ezequias.

No tempo de Miquéias prevaleciam deploráveis condições morais entre o povo de Israel e de Judá. Os líderes oprimiam o povo, em especial os pobres. Juízes, sacerdotes e profetas andavam atrás de dinheiro. A idolatria, a fraude, a opressão, as injustiças e o derramamento de sangue abundavam. Era arriscado confiar até mesmo nos amigos confidenciais e nos membros da família. — Miq. 1:7; 2:1, 2; 3:1-3, 9-12; 6:12; 7:2-6.

O livro de Miquéias representa, de modo cândido, os erros de Israel e de Judá. Ao passo que prediz a desolação de Samaria e de Jerusalém, por causa de suas transgressões (Miq. 1:5-9; 3:9-12), também contém promessas da restauração e de bênçãos divinas que se seguiriam. — Miq. 4:1-8; 5:7-9; 7:15-17.

A autenticidade deste livro está bem firmada. Ele se harmoniza com o restante das Escrituras em apresentar a Jeová como sendo um Deus misericordioso e amoroso, Aquele que perdoa o erro e passa por alto a transgressão. (Miq. 7:18-20; confronte com Êxodo 34:6, 7; Salmo 86:5.) Desde os primeiros tempos, os judeus aceitaram este livro como autêntico. Cerca de um século depois dos dias de Miquéias, suas palavras proferidas durante o reinado de Ezequias sobre a desolação de Jerusalém foram citadas por certos anciãos de Judá ao frisarem certo ponto em defesa de Jeremias, o profeta. (Jer. 26:17-19; coteje com Miquéias 3:12.) Séculos depois, os principais sacerdotes e escribas judeus, à base da profecia de Miquéias, declararam confiantemente que o Cristo deveria nascer em Belém. (Mat. 2:3-6; compare com Miquéias 5:2.) O cumprimento das profecias relativas a Samaria, Jerusalém e o Messias, ou Cristo, marcam este livro como sendo inspirado por Deus. Digno de nota, também, é o fato que as palavras de Jesus, sobre os inimigos dum homem serem pessoas de sua própria casa, formam um paralelo com Miquéias 7:6. — Mat. 10:21, 35, 36.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Palavra de Jeová sobre seu julgamento contra Samaria, julgamento que também influirá sobre Judá e Jerusalém (1:1 a 2:13)

A. Desastre viria por causa das transgressões, inclusive idolatria e fraude (1:1 a 2:11)

B. Reajuntamento do restante israelita após calamidade (2:12, 13)

II. Transgressões de líderes resultaria na destruição de Jerusalém, mas depois disso, viria restauração da cidade e da verdadeira adoração (3:1 a 5:15)

A. Condenação de líderes por opressão, injustiças e derramamento de sangue; de falsos profetas por procurarem dinheiro e fazerem o povo transviar-se; de sacerdotes por instruírem o povo por certo preço (3:1-12)

B. Monte da casa de Jeová seria estabelecido acima do cume de outros montes, as nações afluindo a ele e aprendendo os modos e a paz de Jeová (4:1-5)

C. Reajuntamento do restante se daria depois de ele ser levado até Babilônia (4:6 a 5:15)

1. Sião se tornará forte. (4:6-13)

2. Restauração ligada a regente que virá de Belém que realizaria o pastoreio na força de Jeová e traria a libertação do Assírio (5:1-6)

3. Restante de Jacó será “como orvalho” e “como o leão novo jubado entre as greis de ovelhas” (5:7-9)

4. Terra será livrada de cavalos, carros, feitiçarias, praticantes da magia, e acessórios da idolatria; vingança a ser executada sobre nações desobedientes (5:10-15)

III. Causa jurídica de Jeová contra seu povo, sua execução e subseqüente perdão do restante (6:1 a 7:20)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 149-151.

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