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Despertai! — 1976
g76 22/1 pp. 14-16

Por que “voam” os voadores de Tajín?

Do correspondente de “Despertai!” no México

TALVEZ estivesse entre os milhares de pessoas, na Feira Mundial de Nova Iorque, em 1964-1965, que viram estes voadores de Tajín em ação. Ou, talvez, como turista, tenha sido entretido por eles na famosa cidade de veraneio de Acapulco, ou quando estava num elegante hotel em alguma outra cidade do México. Ou, será que presenciou este espetáculo ousado e empolgante dos descendentes dos totonacas no ambiente nativo em que se originou, na vizinhança de Papantla, a cerca de 320 quilômetros ao nordeste da Cidade do México, no estado de Vera Cruz?

Se assim for, talvez fique imaginando como foi que começou este espetáculo e por que é perpetuado até os dias de hoje. Parece ser uma combinação de acrobacia e ritual religioso.

Muito antes de os espanhóis invadirem o México e trazerem com eles sua religião e cultura européias, já florescia o império totonaca, alguns afirmando que já desde 739 E. C. E, como muitos outros povos antigos, eles também saudavam a chegada do equinócio da primavera setentrional, correspondendo a 21 de março, com uma celebração. Uma caraterística especial deste evento anual entre os totonacas era a festa dos voadores de Tajín. Era realizada numa época em que o sol estava mais perto da terra e, assim, pensava-se que isto fosse responsável pelo despertamento de renovadas energias nos homens, nos animais e nas plantas. Era a época do ano em que se realizavam mais casamentos entre os totonacas. Em realidade, esta celebração dos voadores de Tajín era uma das principais modalidades duma festa de fertilidade.

Resquícios da Adoração do Sol e do Sexo

A cerimônia começava quando tais pessoas saíam à procura de uma árvore de madeira forte e altíssima, aproximadamente de 35 metros. Ao encontrar uma árvore apropriada, dançavam ao redor dela enquanto seu chefe falava com Oluhuicalo, o “deus da montanha”, pedindo seu perdão para abater a árvore — as orações e a dança sendo acompanhadas pela música ritmada de flautas e tambores.

Quatro dias mais tarde, abatiam a árvore, aparavam os ramos e levavam o tronco ao lugar da festa, onde era plantado num buraco com cerca de dois metros de profundidade. Mas, antes de realmente o plantarem, colocavam no buraco um peru (mais tarde usavam uma galinha preta), quatro ovos, um pouco de bebida alcoólica, flores e incenso.

Dançando ao redor de sua árvore recém-plantada, invocavam os favores especiais de Cahuimin, o “deus do vento”. Daí, cinco homens escolhidos subiam até seu topo, estes homens tendo sido antes purificados por ritos especiais. Atualmente, estes preparativos de sua parte incluem ir à igreja católica e receber a Comunhão. Começam a subir ao meio-dia, primeiro os quatro voadores e, então, o chefe, que serve de sacerdote.

A corda, nos tempos antigos, era feita do rotim chamado de rabo de coyolite, mas agora se coloca grossa corda de cânhamo em torno da árvore para formar uma escada até o topo. Os peritos dizem que o significado é similar às crenças hindus, a saber, que a corda em torno da árvore representa a sucessão das vértebras da coluna dorsal através das quais a energia sexual sobe ao crânio — neste caso, ao topo da árvore onde se coloca uma plataforma chamada manzana, que significa “maçã”. Esta plataforma é construída de tal forma que girará em volta da árvore. Nos quatro cantos desta plataforma há quatro cordas que são amarradas aos quatro voadores, que são lançados no espaço no momento preciso.

Nos tempos pré-hispânicos, os voadores se vestiam como pássaros. Atualmente, seus trajes foram um tanto modificados, e são embelezados com bordados e com lantejoulas e contas de vidro. Têm um gorro que é feito num formato e é colorido para representar o sol.

Serem quatro em número significa que representam os quatro pontos cardeais da bússola e também representam os quatro elementos primários — a terra, a água, o ar e o fogo — considerados por eles como sendo as quatro partes básicas de tudo.

O chefe, atuando como sacerdote, acha-se no centro da plataforma. Ele é o solista, e, como tal, invoca o sol com sua flauta e dança por cerca de quinze minutos. Quando os voadores saltam, este sacerdote, aparentemente indiferente ao perigo, continua sua música e dança no alto do poste em posição mui precária, a mais de trinta metros de altura, curvando-se em todas as quatro direções, começando com o oriente, onde nasce o sol. Saúda o sol com rosto elevado, visto que o sol, no momento, está em seu zênite, e desta forma sente-se mais perto desta força superior que ele deifica, enquanto toca sua flauta e seu pequeno tambor feito de couro de veado.

Ao girar a plataforma, os quatro voadores são lançados no espaço de cabeça para baixo, voando em direção à terra. Mas, não antes de longas cordas, que chegam quase ao solo, terem sido amarradas seguramente a seus tornozelos. Ao caírem em direção ao solo, têm de dar treze voltas ao redor da árvore. Treze multiplicado por quatro é 52, a extensão de seu ciclo tradicional de anos e que assinala o início dum novo sol e o reacender do fogo sagrado em seu templo. Como parte de sua adoração do sexo, a cada 52 anos os portadores do fogo, presumivelmente causam que a lenha macho e a fêmea tenham “relações sexuais”, resultando no nascimento de novo fogo. Todas essas tradições remotam às práticas da antiga Babilônia, às margens do Eufrates, o berço comum de muitas formas de religião babilônica que se encontram em tantas religiões falsas, hoje em dia.

Mudanças de Acordo com os Tempos

Nos tempos atuais, falando-se em sentido racial, há pouquíssimos puro-sangues totonacas ainda vivos, visto que a grande maioria estão misturados com outras raças. E, com a mistura, a nova geração se olvidou de muitas das antigas tradições e adquiriu outras, ou misturaram as antigas com as novas.

O vôo, por exemplo, é realizado não só de árvores abatidas, com mais de 30 metros de altura, mas amiúde de postes de aço de menor altura. Holofotes com filtros coloridos aumentam os atrativos e a grandiosidade do espetáculo. Também, não voam apenas uma vez por ano, como o fazem tantas vezes quantas lhes seja solicitado durante o ano. Isto é ligado a outras danças religiosas num “ritual ao sol”, ou para dar colorido a alguma outra celebração pagã, tal como a celebração católica de Corpus Christi no mês de maio. Ou, apenas como diversão, eles o fazem por dinheiro.

Em suma, o vôo dos voadores de Tajín hoje não se limita aos ritos de fertilidade ligados à adoração do sol, mas também é feito para destacar outras celebrações pagãs e para lucro comercial.

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