BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g78 22/6 pp. 20-24
  • A arte dos arranjos florais

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • A arte dos arranjos florais
  • Despertai! — 1978
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Observe os Princípios Estilísticos
  • Plantas e Técnicas Preparatórias
  • Recipientes e Outros Equipamentos
  • Deixas Para Iniciantes
  • Flores — deleitosa dádiva de Deus ao homem
    Despertai! — 1971
  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
  • Flores: demonstração de interesse
    Despertai! — 1997
  • Flores — maravilhas da criação
    Despertai! — 1987
Veja mais
Despertai! — 1978
g78 22/6 pp. 20-24

A arte dos arranjos florais

Do correspondente de “Despertai!” no Brasil

UM MAÇO de flores, mesmo que lindas, ainda continua sendo um maço de flores. Mas, com um pouquinho de imaginação, e por seguir certos princípios estilísticos, poderá transformar uma coleção qualquer num arranjo floral elegante e artístico. E isto dará beleza e colorido ao seu lar.

O que queremos dizer com estilo? É o padrão do arranjo floral, e abrange os elementos básicos de linha, forma, cor e textura. Flores ou hastes delgadas suprem a linha. A variedade do próprio mundo vegetal fornece a forma e a cor. A qualidade superficial do material é chamada textura. Por exemplo, crisântemos são ásperos, ao passo que os gladíolos são macios Hastes lenhosas e folhas, também, mostram diferentes caraterísticas texturais.

Seu estilo poderá ser circular ou triangular, ou talvez siga uma linha vertical ou horizontal, ou uma curva em S. O estilo piramidal, cônico, oblongo ou elíptico, também poderá ser empregado. Uma vez escolhido o esquema principal do arranjo, o estilo exige a relação planejada entre todos os componentes, isto é, entre as flores, folhas e quaisquer outros materiais, bem como o recipiente ou vaso.

Obtêm-se efeitos interessantes se os espaços na composição variarem em tamanho e formato Quando algumas das plantas num grupo se dispõem para a frente e outras para trás, a impressão é tridimensional.

Observe os Princípios Estilísticos

Primeiro, o equilíbrio é importante. Relaciona as partes, umas às outras. Um arranjo bem-equilibrado não parece correr perigo de virar. Com efeito, um arranjo final inclinado demais para o lado, ou mal equilibrado, ou inclinado para a frente, evocaria a lembrança de tensão — algo a ser evitado.

A estabilidade estilística depende tanto da cor como do tamanho das plantas. Cores escuras parecem mais pesadas que as claras. Por isso, uma rosa vermelho-escura “pesa” mais num arranjo do que um cravo rosa-claro, embora tenham cerca do mesmo tamanho. Por conseguinte, se não deseja um arranjo “mal equilibrado”, é preciso evitar a colocação maciça de cores escuras no topo e cores claras na base.

O equilíbrio simétrico é criado pela colocação de flores similares na mesma posição de cada lado do centro vertical. Uma distribuição desigual de flores e folhas de um dos lados do centro, mas com igual peso visual’ resulta no equilíbrio assimétrico Seu efeito é mais casual e natural do que o equilíbrio simétrico e, não raro, mais desejável e agradável.

Por conseguinte, formas escuras e formas grandes, dispostas bem baixo de um dos lados do arranjo, equilibram uma área maior de formas mais claras e menores do outro lado. Semelhantemente, quanto mais alto uma forma for colocada na composição, tanto mais pesada parecerá ao observador. Este princípio também se aplica à distância do centro

Contrastes de materiais grandes e pequenos, claros e escuros, e ásperos e lisos, também dão variedade ao arranjo. Ademais, a composição em geral possui uma área dominante ou focal. Trata-se do centro de interesse visual, para onde a vista se sente atraída. Poderá ser um grupo compacto de plantas, ao longo do centro, e apenas pouco acima da beirada do recipiente, ou uma área de cor forte ou de cores bem claras. Uma ou mais flores ou folhas grandes, uma mistura de ambas, ou um ramalhete de pequenas flores do mesmo tipo, compõem tais áreas dominantes.

A repetição de determinado formato, ou a combinação de cores de valor relacionado, cria uma linha harmoniosa, ou ritmo. Também o princípio da escala tem de ser observado. Isto significa que deve existir uma relação apropriada entre os tamanhos das plantas e o tamanho do recipiente, como consideraremos mais tarde.

A proporção também é capital. Declara a Encyclopœdia Britannica: “Proporção tem que ver com a organização de quantidades e áreas; a regra tradicional nipônica de que um arranjo deve ter, pelo menos, uma vez e meia a altura do vaso, é uma aplicação geralmente aceita deste princípio. A proporção também se relaciona à colocação do arranjo num ambiente. Uma composição será forte demais, ou será eclipsada, se for colocada numa superfície pequena demais, ou grande demais, ou num ambiente pequeno demais ou grande demais.”

Harmonia é o senso de unidade entre todos os componentes. Segundo The Encyclopedia Americana, é “uma aparência feliz de estarem inteiramente sintonizadas — as flores e a folhagem umas com as outras e com o estilo; harmoniosas as cores, e o vaso bem selecionado quanto ao espírito, textura, formato e cor. Um arranjo bem sucedido terá de estar também em harmonia com as cercanias. Um pote de cápsulas de gerânios não parecerá muito feliz e à vontade numa sala de visitas formal, nem um vaso de porcelana, de flores ricas e exóticas, ficará bem situado numa simples casa de campo.”

Plantas e Técnicas Preparatórias

As plantas usadas nas decorações florais incluem flores, folhagens, gramíneas, grãos, ramos, sementes, frutinhas silvestres, nozes, cones, frutas, legumes, conchas, pedras, madeira que veio flutuando até às costas, etc. Materiais cortados, tais como flores, precisam de tratamento especial. Para se obter melhores resultados, as flores são colhidas algumas horas antes de serem colocadas num arranjo, e sempre nas partes mais frescas do dia. As pontas das hastes são cortadas em ângulo, colocadas profundamente em água tépida, e mantidas num aposento escuro e fresco por várias horas, preferivelmente à noite toda.

Caules lenhosos são cortados melhor a vários centímetros da ponta, daí, deixados em água quente. A vedação dos caules leitosos, tais como os das papoulas e dálias grandes, é feita simplesmente por se colocar as pontas em água fervente ou sobre uma chama, por alguns segundos. Para proteção, os caules são inseridos por meio dum orifício num jornal, que é então erguido sobre eles.

Se comprar as flores numa floricultura, seus caules provavelmente já foram vedados. Por podar novamente rosas e outras flores de caules lenhosos, e então colocá-las eretas em água quente, mui provavelmente reviverão. No entanto, para beleza duradoura, apenas as flores e folhagens em perfeitas condições devem entrar no arranjo. Também, uma deixa simples para impedir a decomposição bacteriana, e o mau cheiro resultante, é remover a folhagem abaixo da linha d’água, quando inicia seu arranjo

Afirma um folheto Woman’s Realm (Reino da Mulher): “Não troque a água diariamente, mas sempre mantenha o nível. Às vezes, água de flores de longa duração, tais como crisântemos, perde a cor e se torna até mesmo malcheirosa. Leve o arranjo até a pia e deixe cair água fresca, obrigando a água impura a sair. Isto poupará mexer no arranjo de flores. Procure carvão junto à churrasqueira do jardim, e use-o nos vasos em que há materiais de longa duração — isto ajudará a manter fresca a água.

“Certo criador de rosas vende um preservativo que ajuda a manter frescas, por longo tempo, as rosas e outras folhagens e flores, com hastes duras. Poderá também cooperar nisso por colocar um punhado de açúcar ou uma colherinha de mel para cada cerca de meio litro de água em seus vasos. Se flores ou folhagem murcharem inexplicavelmente, isto não raro significa que há obstrução de ar no caule. Para remediar isto, coloque eretas as pontas do caule em uns 2,5 centímetros de água fervente e deixe as flores ali até que a água esfrie. Daí, arranje-as em água fresca, sem ser fervida.”

Recipientes e Outros Equipamentos

Um arranjo floral inclui, não só as próprias flores, mas o recipiente que as contém, e a base em que talvez se apóie. Uma base de madeira pode acrescer peso visual no fundo, e também proteger sua mobília de manchas de umidade.

O recipiente precisa ajustar-se ao arranjo em escala, cor e textura. Por este motivo, muitos decoradores preferem usar vasos simples, sem adornos, de cores neutras, tais como verde-cinzento, branco antigo ou cinzento, ou cinza pálido.

Adicionalmente, considere a textura do recipiente. Plantas ásperas, pesadas, usualmente são expostas num recipiente pesado de cobre, cerâmica, madeira ou estanho. Flores e folhagens mais delicadas são expostas em porcelana, prata ou vidro.

O tamanho do recipiente também é importante. Tem de ser do tamanho certo, de modo que as plantas não o “sobrepujem”. Por outro lado, o próprio recipiente não deveria eclipsar o arranjo ou dividir a atenção do observador entre as flores e o vaso. Apenas florezinhas bem pequeninas vão bem num vaso em miniatura. Similarmente, um arranjo floral maciço num recipiente substancial está na escala correta para uma mesa pesada numa grande sala.

Nos recipientes altos, as flores não raro são expostas sem qualquer apoio. Se necessário, para mantê-las eretas, o recipiente pode ser enchido de alfenas ou outras excelentes sempre-verdes, tais como junípero ou samambaia, que são então atravessadas de um lado ao outro da beirada do vaso. Mais amiúde, usa-se tela amarrotada como base. Daí, também, espuma de plástico, que absorva a água, tornou-se popular como base de fixação. Corte-a segundo a forma desejada e embeba-a em água. Daí, simplesmente enfie as pontas dos caules no plástico úmido.

A base de fixação mais amplamente usada, contudo, é o suporte pontiagudo, uma pesada base metálica, cheia de pregos metálicos. Acha-se disponível em vários formatos e tamanhos. Os caules enfiados nestes pregos ficam firmes; e o próprio suporte é fixado na base do vaso por meio de argila floral (Plasticine). Nos vasos de prata, prefere-se a parafina derretida, visto que não mancha o recipiente.

Uma tesoura de poda, fita transparente, elásticos e arame, completam o equipamento usual do decorador floral. Com eles, os caules ou ramos podem ser fixados em lugares ocultos da vista. De fato, arame escondido serve para fortalecer ou modelar as hastes

Deixas Para Iniciantes

Longe de serem regras estritas, as seguintes deixas simples são úteis para o iniciante.

(1) Use hastes compridas de flores pequenas, e botões fechados para suprir as linhas longas. Também servem como material para suprir volume.

(2) Quanto ao peso e à estabilidade, coloque flores grandes e os materiais escuros na composição.

(3) Não coloque uma flor logo acima da outra. Exceto nas composições simétricas modernas, evite a precisão geométrica.

(4) Para ter harmonia, sempre use cores em massa ou em ramalhetes, jamais espalhadas sem pensar.

(5) Sempre tome cuidado de criar três lados de seu arranjo, visto que o observador pode ver a frente e os dois lados.

(6) Dê ao arranjo um efeito tridimensional por inclinar algumas flores e folhagem para os lados. As grandes composições parecem mais ricas se alguns feixes de flores e folhas forem virados para o lado, e curvados para trás, a partir da seção central.

Em aditamento, para flores cortadas tais como gladíolos, o livro Flower Arrangements (Arranjos Florais) recomenda: “Se possível, mergulhe as hastes de ‘gladíolos’, pelo menos por uma hora, num jarro alto, cheio de água, adicionando dois ou três cubinhos de gelo. Isto ajuda as flores a viver por mais tempo.

“Uma regra primária no arranjo floral é: tenha coragem de cortar as hastes . . . Para compor o tipo mais simples dum arranjo floral, o passo A é colocar todas as hastes em fileira, sobre sua mesa da sala ou de trabalho. Classifique as flores: guarde os botõezinhos e pequeninas flores para as hastes mais compridas, as flores mais abertas em seguida, e guarde a maior flor de todas para a haste mais curta.”

Então, por que não experimenta fazer tais arranjos? Siga estas sugestões, ou diagramas das publicações sobre arranjos florais. Comece com um arranjo simples. Poderá derivar muito prazer com os resultados imediatos. E, logo mais, poderá melhorar sua perícia a ponto de que seu arranjo floral se torne uma arte.

[Fotos na página 21]

1 Primeiro fixe a altura e a largura do arranjo.

2 Adicione elementos variados para dar volume e equilíbrio.

3 Dê solidez ao centro e preencha as lacunas.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar