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Despertai! — 1978
g78 22/6 pp. 24-28

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Da obra de referência, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, foi extraída a matéria abaixo.]

ARMAS, ARMADURA. [Continuação]

ESCUDO

Peça ampla da armadura defensiva usada por todas as nações antigas. Era dotado de um cabo interior, e transportado pelo guerreiro durante a batalha, usualmente no braço esquerdo ou pela mão esquerda, embora, durante a marcha, talvez fosse pendurado no ombro por uma tira. Isaías 22:6 indica que alguns talvez dispusessem duma capa que era removida por ocasião do combate. No tempo de paz, os escudos amiúde eram colocados em arsenais. — Cân. 4:4.

Os escudos usados nos tempos antigos amiúde eram feitos de madeira recoberta de couro, e tais escudos podiam ser incendiados. (Eze. 39:9) Untavam-se com óleo os escudos, para torná-los maleáveis e resistentes à umidade, para impedir que o metal enferrujasse, ou para torná-los macios e escorregadios. (2 Sam. 1:21; Isa. 21:5) O escudo de couro amiúde era recoberto de pesado umbigo central (um botão ou tachão) de metal, que fornecia proteção adicional. (Jó 15:26) Visto que os escudos do Oriente Próximo eram geralmente feitos de materiais perecíveis sua natureza e várias formas são conhecidas, não por causa de reais descobertas deles, mas graças a numerosos relevos egípcios e assírios.

Ao passo que os escudos de madeira e de couro eram de uso geral, parece que os escudos metálicos eram menos comumente utilizados sendo usados especialmente pelos líderes, guardas reais ou, possivelmente, para fins cerimoniais. (2 Sam. 8:7; 1 Reis 14:27, 28) Salomão fez 200 escudos grandes e 300 broquéis (escudos pequenos) de liga de ouro e os colocou na Casa da Floresta do Líbano. (1 Reis 10:16, 17; 2 Crô. 9:15, 16) No quinto ano do Rei Roboão, o rei egípcio, Sisaque, subiu contra Jerusalém e apoderou-se dos tesouros da casa de Jeová e da casa do rei, inclusive de todos os escudos de ouro que Salomão fizera, obrigando Roboão a substituí-los por escudos de cobre. — 1 Reis 14:25-28.

O escudo grande (Heb., tsinnáh, duma raiz que significa “proteger”) era carregado pela infantaria fortemente armada (2 Crô. 14:8) e, às vezes, por um escudeiro. (1 Sam. 17:7, 41) Era oval ou retangular, como uma porta. Pelo que parece, um escudo grande similar é indicado em Efésios 6:16 pela palavra grega thyreós (de thyra, porta). O tsinnáh era bastante grande a ponto de cobrir o corpo inteiro. (Sal. 5:12) Era usado, às vezes, para estabelecer sólidas linhas de combate, com lanças estendidas. O escudo grande (tsinnáh) é às vezes mencionado junto com a lança como forma de referência às armas em geral. — 1 Crô. 12:8, 34; 2 Crô. 11:12.

O escudo pequeno ou broquel (Heb., maghén duma raiz que significa “defender” ou “cobrir”) era costumeiramente carregado pelos arqueiros, e é associado usualmente com armas leves, tais como o arco. Por exemplo, era carregado pelos arqueiros benjamitas da força militar do rei judeu, Asa. (2 Crô. 14:8) O escudo pequeno era usualmente redondo e mais comum que o escudo grande (tsinnáh), sendo, de modo provável usado mormente no combute corpo-a-corpo. Que os tsinnáh e maghén hebraicos diferiam de modo considerável em tamanho parece ser indicado pelos escudos de ouro feitos por Salomão, o escudo grande (tsinnáh) sendo revestido de quatro vezes mais ouro do que o escudo pequeno ou broquel (maghén). (1 Reis 10:16, 17; 2 Crô. 9:15, 16) Maghén, como o tsinnáh, parecem ter sido usados como parte duma fórmula para armas de guerra. — 2 Crô. 14:8; 17:17; 32:5.

As Escrituras fazem referência específica ao escudo redondo. (Heb., shélet). Tais escudos eram usados pelos hebreus, sírios, medos e outros. — 2 Sam. 8:7; 1 Crô. 18:7; 2 Reis 11:10; 2 Crô. 23:9; Cân. 4:4; Jer. 51:11; Eze. 27:11.

O escudo comum egípcio parece ter consistido em uma armação de madeira, recoberta de couro, com os pêlos voltados para fora. Tinha uma ou mais orlas e tachões, um topo redondo e base quadrada, e era de cerca da metade do tamanho do soldado. O escudo redondo era outro tipo usado, conforme indicado em um relevo do túmulo de Ramsés II, em que um soldado da guarda pessoal é representado como segurando um escudo deste tipo.

Muitos tipos de escudos eram usados pelos assírios. Escudos circulares e retangulares aparecem em antigos baixos-relevos assírios. Amiúde eram de vime recoberto de couro. Os arqueiros eram protegidos por escudos quase que do tamanho dum homem, evidentemente feitos de vimes (raminhos de salgueiros ou plantas similares) trançados e recheados juntos. Era preciso um escudeiro para carregar tal escudo, devido a seu tamanho. O topo era encurvado para trás, formando um dossel sobre a cabeça do arqueiro, como proteção contra as flechas inimigas que poderiam cair sobre ele quase que verticalmente, ou, talvez, qual proteção contra inimigos situados no alto das muralhas. Escudos redondos de bronze foram encontrados em Nimrud, um dos quais tinha cerca de 80 centímetros de diâmetro. Cabos de ferro eram presos do lado de dentro dos escudos por meio de seis umbigos ou pregos, cujas cabeças ornamentavam a face externa dele. Jó 15:26 talvez faça alusão a um tipo similar de escudo. Um relevo do palácio do rei Senaqueribe, em Nínive, mostra soldados assírios carregando escudos redondos que, no centro, convergem para um ponto saliente, que com toda probabilidade servia para ricochetear os golpes das armas e projéteis inimigos.

O escudo grande (Gr., aspís, Lat. clipeus) dos gregos e romanos primitivos era, originalmente, redondo e, às vezes, era feito de vime trançado, ou consistia em uma armação de madeira recoberta de várias camadas de couro de boi. Uma saliência central, às vezes terminando numa espiga, transformava-o como que numa arma, ao passo que a própria ponta fazia com que os projéteis ricocheteassem no escudo. No caso do soldado romano, o clipaus, com o tempo, sofreu descontinuidade em favor do escudo oval ou retangular chamado scutam, que era curvo, de modo a envolver parcialmente o corpo. O nome de cada soldado romano (e, às vezes, o do seu comandante) estava escrito em seu escudo, facilitando assim a pronta identificação quando era dada ordem de desempilhar armas. É possível que o apóstolo Paulo tivesse presente os grandes escudos romanos (scuta longa) quando mencionou “o grande escudo [Gr., thyreón] da fé” em Efésios 6:16. Este tipo de escudo romano, segundo se afirma, tinha cerca de 1,20 metros por 80 centímetros.

As Escrituras usam o escudo em sentido figurativo, em ligação com nobres ou regentes, como sendo protetores do povo (Sal. 47:9), a veracidade de Jeová (Sal. 91:4), a proteção de Deus (Gên. 15:1; Deu. 33:29; 2 Sam. 22:3, 31; Sal. 3:3; 18:2, 30; 28:7; 33:20; 59:11; 84:11; 115:9-11; 144:2) e a salvação de Jeová. (2 Sam. 22:36; Sal. 18:35) A armadura espiritual da parte de Jeová Deus inclui “o grande escudo da fé”, que o cristão precisa a fim de “apagar todos os projéteis ardentes do iníquo”. — Efé. 6:16.

ESPADA, PUNHAL, BAINHA

A Bíblia se refere pela primeira vez à espada (Heb., hhérev) em Gênesis 3:24, no relato sobre a colocação de querubins ao oriente do jardim do Éden, junto com “a lâmina chamejante duma espada”. A espada era usada nos tempos patriarcais (Gên. 27:40; 31:26; 34:25), sendo empregada pelos israelitas na conquista de Canaã. — Jos. 6:21; 8:24; 10:28, 30-39; 11:10-14.

Nas Escrituras, a espada é a arma mais freqüentemente mencionada de ataque e defesa. Tinha punho e uma lâmina metálica, que talvez fosse feita de latão, cobre, ferro ou aço. As espadas eram utilizadas para cortar (1 Sam. 17:51; 1 Reis 3:24, 25) e para traspassar ou atravessar de lado a lado. (1 Sam. 31:4) Algumas espadas eram curtas, outras eram longas, tendo um gume ou dois. Os dois tipos básicos no Oriente Médio, eram a espada reta, de traspassar ou lancinar, de gumes e ponta afiados (servindo assim igualmente para cortar e lancinar), e a espada golpeadora, que tinha apenas um gume (usado para cortar ou retalhar). Essa última às vezes dispunha de ligeira curva; em outros casos, curvava-se consideravelmente e é amiúde chamada de espada-foicinha, devido à sua aparência. No entanto, tais implementos diferem, no sentido de que a lâmina interior da foice é afiada, ao passo que era a lâmina exterior da espada-foicinha que era afiada. A própria Bíblia não fornece pormenorizada descrição das espadas hebréias ou outras, embora esta arma fosse amplamente usada pelas nações da antiguidade.

Os arqueólogos separam os punhais das espadas segundo o comprimento, o ponto de diferenciação sendo de cerca de 40 centímetros. No entanto, não se sabe se os hebreus faziam similar distinção. Durante a prova de fogo no topo do monte Carmelo, os profetas de Baal se retalharam com punhais, na tentativa fútil de suscitar alguma ação por parte de seu falso deus. (1 Reis 18:28, 29) A espada de dois gumes de Eúde tinha um côvado de comprimento, o que pode significar que tinha cerca de 44,5 centímetros de longura. Embora talvez fosse relativamente curta, não era simples punhal e é apropriadamente chamada de “espada”. — Juí. 3:16, 17, 21, 22.

Tem-se sugerido, parcialmente à base do comprimento da espada de Éúde, e porque Davi conseguiu brandir a espada do gigante Golias (1 Sam. 17:51), que a arma denominada segundo a palavra hebraica hhérev, era mais leve e mais curta do que as espadas comuns dos tempos mais recentes. Sem embargo, era formidável arma nas mãos dum destro espadachim. Quando Joabe feriu Amasa no abdome com sua espada, ‘derramaram-se os intestinos’ de Amasa “por terra, e não precisou fazer-lhe isso novamente”. — 2 Sam. 20:10.

Em geral, a espada ficava suspensa, do lado esquerdo, do cinto (1 Sam. 25:13) e era trazida numa bainha, um estojo ou cobertura de couro para a espada ou punhal. Referência bíblica específica é feita às bainhas usadas por Golias Joabe, e pelo apóstolo Pedro. (1 Sam. 17:51; 2 Sam. 20:8; João 18:11) Segundo Samuel 20:8 permite a possibilidade de que Joabe, deliberadamente, ajustou sua espada, de modo que caísse da bainha e então simplesmente segurou a espada na mão, ao invés de embainhá-la de novo. O insuspeitoso Amasa talvez imaginasse que ela caíra acidentalmente, e não ficou preocupado. Isso resultou fatal para ele.

As palavras de Jesus, em Lucas 22:36, “quem não tiver espada, venda a sua roupa exterior e compre uma”, têm sido explicadas por alguns como indicativas de que seus discípulos estavam prestes a começar uma vida perigosa. É verdade que o país da Palestina estava até mesmo então infestado de ladrões, bem como de animais selvagens. Paulo falou de passar pelos “perigos de salteadores de estradas” e pelos “perigos no ermo” em suas viagens ali, e em outras terras vizinhas (2 Cor. 11:26) embora não haja nada que mostre que ele confiava numa espada para assustar seus prováveis atacantes. O fato de que duas espadas estavam disponíveis entre os discípulos’ naquela noite em que Jesus foi traído, portanto, não era incomum para aqueles tempos (Luc. 22:38), e há evidência de que, no caso dos galileus, em especial, não era incomum portaram armas. (Josefo, Guerras Judaicas em inglês, Livro III, cap. III, par. 2; Volume 7, páginas 205, 206, da tradução de Vicente Pedroso) Adicionalmente, deve-se compreender que uma espada pode ser muito útil, servindo similarmente como machado ou como facão quando necessário.

No entanto, em vista do subseqüente ensino cristão a respeito das armas, mostrando que as “armas de nosso combate não são carnais”, mas espirituais, parece mui provável que Cristo desejava ter uma espada disponível entre seus seguidores, naquela noite, a fim de demonstrar meridianamente que, embora chegassem a circunstâncias que podiam facilmente provocar a resistência armada, ele não tencionava recorrer à espada, mas se entregaria voluntariamente em harmonia com a vontade de Deus. (2 Cor. 10:4) Assim, quando Pedro deveras reagiu e tentou opor resistência armada, decepando a orelha de Malco, Jesus lhe ordenou: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mat. 26:52; João 18:10, 11) Por certo, a espada de Pedro e a outra, em mãos, pouco valeriam contra tão grande grupo de homens armados, e tentar usá-las faria com que, indubitavelmente ‘perecessem pela espada’. (Mat. 26:47) Mais importante é que tal tentativa de livrar Jesus teria falhado, sendo inteiramente contrária ao propósito de Jeová Deus. (Mat. 26:53, 54) Assim sendo, mais tarde, naquele dia, Jesus pôde declarar explicitamente a Pilatos: “Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” — João 18:36.

A palavra grega mákhaira e usada usualmente para espada, nas Escrituras Cristãs (Mat. 26:47), embora hrompháia, indicando uma espada grande e larga, também seja empregada. (Rev. 1:16) Tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Gregas, usa-se a espada em sentido tanto literal como figurativo. Quando empregada em sentindo figurado, pode simbolizar guerra (Lev. 26:25; Eze. 7:15), divisões (Mat. 10:34, 35), linguagem iníqua (Sal. 55:21; 59:7), palavras cortantes, proferidas sem pensar (Pro. 12:18), autoridade executora (Rom. 13:4), julgamento divino (Deu. 32:41; Isa. 34:5, 6), proteção de Deus (Deu. 33:29), e assim por diante. Ao passo que desembainhar a espada denota guerra e destruição (Lev. 26:33, Eze. 21:3, 4), embainhá-la indica paz. — Jer. 47:6.

A palavra de Deus, diz-se é “mais afiada do que qualquer espada de dois gumes”. (Heb. 4:12) Armadura espiritual cristã inclui “a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”. (Efé. 6:17) Uma “grande espada” foi dada ao segundo cavaleiro do Apocalipse (Revelação) que se predisse tiraria a paz da terra. (Rev. 6:3, 4; compare com Mateus 24:7.) Segundo a visão apocalíptica, da boca do chamado “Fiel e Verdadeiro”, que trava É guerra justa e é também chamado de “A Palavra de Deus”, “se estende uma longa espada afiada, para que golpeio com ela as nações”. (Rev. 19:11-15; compare com Salmo 45:3-5.) Quanto às pessoas ensinadas por Jeová, até mesmo agora ‘forjam das suas espadas relhas de arados’, empregando os recursos antes usados na guerra para fins pacíficos. — Miq. 4:3.

FLECHA, ARCO, ALJAVA

Desde os primeiros tempos, o arco era usado na caça e na guerra. (Gên. 21:20; 27:3; 48:22) Era arma padrão entre os israelitas (2 Crô. 6:14, 15), os que lutavam pelo Egito (Jer. 46:8, 9) os assírios (Isa. 7:24; 37:33) e os medo-persas. — Jer. 50:14; 51:11, veja também ARQUEIRO.

Na Mesopotâmia, os arcos eram feitos de madeira, chifre ou ossos. Entre os israelitas, eram geralmente feitos de madeira secada ao ar, e, às vezes, de chifre, embora se mencione “um arco de cobre”. (2 Sam. 22:35) Arcos egípcios, encontrados em Tebas, têm cerca de 1,50 metros de comprimento e são peças redondas de madeira, quase que inteiramente retas, embora se afilem na ponta, em ambas as extremidades. Outros, segundo representado em pinturas tumulares, se curvam para dentro, no centro. Os guerreiros assírios levavam dois arcos: um comprido e um tanto curvo e, o outro, curto e quase que angular.

A expressão ‘retesar o arco’ (literalmente, ‘pisar o arco’) refere-se a colocar a corda no arco. (Sal. 7:12; 37:14; Jer. 50:14, 29) Poder-se-i-a fazer isto por colocar firmemente o pé sobre o meio do arco; ou, poder-se-ia segurar no chão, com um pé, uma ponta do arco com a corda presa, enquanto se curvava a outra para receber a extremidade livre da corda.

As hastes das flechas eram geralmente feitas de caniço ou de madeira leve. Algumas flechas egípcias tinham asas de penas, como as flechas modernas. As penas permitiam que a flecha conservasse um vôo suave, numa trajetória reta. Um maço de finas varas de ferro, encontradas em Nimrud, talvez tenham sido de hastes de flechas. Flechas com pontas de metal ou de pedra eram usadas amplamente pelos egípcios. Os persas e outros povos orientais às vezes usavam simplesmente flechas de pontas de pedra nas batalhas. As vezes, as flechas tinham farpas, eram embebidas de veneno (Jó 6:4), ou eram ensopadas de material combustível. (Sal 7:13) Tal flecha incendiária foi encontrada em Siquém. Estopa ensopada de óleo era colocada em buracos ao longo da ponta metálica, para ser acesa quando se usasse a flecha.

As flechas eram carregadas em aljavas, em carros (Isa. 22:6), ou eram penduradas nas costas, ou do lado esquerdo do guerreiro. Os egípcios levavam sua aljava em posição quase que horizontal, tirando as flechas por baixo do braço, ao passo que os assírios as suspendiam nas costas, assim retirando as flechas de trás por cima do ombro.

FUNDA

Desde os tempos antigos, a funda (Heb qéla‘) tem sido uma arma dos pastores (1 Sam 17:40) e dos guerreiros. (2 Crô. 26:14) Era uma tira de couro ou era uma tira tecida de material tal como tendões de animais, de juncos ou de cabelos. A ‘concavidade da funda’, peça central alargada, continha o projétil. (1 Sam. 25:29) Uma ponta da funda talvez fosse presa à mão ou ao pulso, enquanto a outra era segurada pela mão, para ser solta quando se girava a funda. A funda carregada era girada sobre a cabeça, talvez diversas vezes, e então uma ponta era subitamente solta, arremessando o míssil com considerável força e velocidade.

Pedras lisas e redondas eram especialmente desejáveis para o uso da funda, embora também se usassem outros projéteis. (1 Sam. 17:40) Chumbadas em forma de bolotas, empregadas pelos fundibulários gregos, podiam ser arremessadas a cerca de 188 metros. Várias bolinhas de barro cozido, encontradas em Tel Hassuna, talvez tivessem sido usadas por fundibulários. Pederneiras para fundas, tendo até 10 centímetros de diâmetro, e pesando cerca de um quilo, foram descobertas em Megido, Tel Beit Mirsim e em outros locais da Palestina.

As pedras de funda talvez fossem carregadas numa sacola, do lado do fundibulário, ou eram empilhadas aos seus pés. Davi escolheu cinco pedras lisas, colocou-as em sua sacola de pastor e foi encontrar-se com Golias. À medida que o rapaz correu para a linha de combate retirou uma pedra de sua sacola e a atirou com poderoso efeito. Assim, “com uma funda e uma pedra” Davi abateu o gigante filisteu. — 1 Sam. 17:40, 48-50.

Os fundibulários eram parte regular dos exércitos de Judá (2 Crô. 26:14) e de Israel (2 Reis 3:25). De acordo com Josefo, havia fundibulários entre os judeus até no primeiro século E. C., durante a guerra contra os romanos. (Guerras Judaicas, em inglês, Livro II, cap. XVII, par. 5; Livro IV, cap. I, par. 3; págs. 136, 325, Vol. 7 da tradução de Vicente Pedroso) Alguns benjamitas parecem ter sido especialmente peritos em usar a funda, podendo usá-la igualmente bem com a esquerda ou com a direita. (1 Crô. 12:2) Sobre setecentos guerreiros benjamitas canhotos, afirma Juízes 20:16: “Cada um destes podia atirar com a funda pedras num cabelo, e não errava.” A funda também era arma comum de guerra entre os egípcios, assírios, babilônios persas, gregos, romanos e outros. Fundibulários eram amiúde representados entre as tropas assírias nos baixos-relevos de Kouyunjik. Em geral, uma pilha de pedras de funda é mostrada aos pés do fundibulário, ao passo que ele segura uma segunda pedra em sua mão esquerda, pronta para rápido uso.

Jeová disse a Jó que, para o leviatã, as pedras de funda tinham sido transformadas “em mero restolho”. (Jó 41:1, 28) A Bíblia também usa a funda e pedras de funda figuradamente, como em Jeremias 10:18, onde a remoção súbita e forçada dos habitantes da terra parece ser assemelhada à violência com que se arremessam pedras de funda. Abigail disse sobre a ação de Jeová contra os inimigos de Davi, e a rejeição deles. “Quanto à alma dos teus inimigos, ele a atirará como que de dentro da concavidade da funda.” — 1 Sam. 25:29.

GREVAS

Armadura que consistia em placas finas de metal e que cobriam a perna, entre o tornozelo e o joelho. A única referência bíblica a elas se acha em 1 Samuel 17:6, onde se mostra que o gigante guerreiro filisteu, Golias, de Gate, tinha “grevas de cobre acima dos seus pés”. Ao passo que não se encontravam grevas de metal nos túmulos filisteus, foram descobertas em Carquemis, nas partes setentrionais do Eufrates.

Conforme indicado por suas esculturas, as grevas assírias protegiam a perna e também a parte superior do pé, pelo que parece sendo amarradas na frente. Em alguns casos, parecem ter coberto toda a coxa. Os gregos e os romanos possuíam grevas metálicas. Estas tinham revestimento de couro, de feltro ou de pano, e eram usualmente amarradas por meio de tiras em volta do tornozelo e da barriga da perna. É possível que os israelitas também usassem grevas, em certa medida. Grande escudo romano, conforme mostrado num friso que se crê datar do primeiro século A. E. C.

[Foto na página 27]

Pedra de funda.

[Foto na página 25]

Grande escudo romano, conforme mostrado num friso que se crê datar do primeiro século A. E. C.

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