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  • QUE LÍNGUA FALAVA JESUS QUANDO ESTAVA NA TERRA?
Despertai! — 1978
g78 8/4 pp. 25-29

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria que segue foi selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

ARÃ [altiplano, alto, exaltado].

1. O último filho alistado dentre os cinco filhos de Sem. Arã e seus quatro filhos, Uz, Hul, Géter e Más constituíram cinco das setenta famílias pós-diluvianas e seus descendentes eram os arameus e os sírios. — Gên. 10:22; 1 Crô. 1:17.

2. O filho de Quemuel e neto de Naor, este último sendo irmão de Abraão. Arã era, portanto, sobrinho-neto de Abraão e primo em um tanto afastado grau de Isaque. Rebeca, filha do tio de Arã, Betuel, era prima em primeiro grau de Arã. A família de Noar não partiu da Mesopotâmia junto com Abraão, mas, anos depois, “Abraão recebeu a notícia” da progênie de Naor, inclusive notícias de Arã. — Gên. 22:20-23; 11:27, 31; 24:4, 10.

3. Um dos quatro filhos de Semer, da tribo de Aser, estando alistado entre os “cabeças da casa dos seus antepassados, homens selecionados, poderosos, valentes, cabeças dos maiorais”. (1 Crô. 7:34, 40) Tanto Arã como seu pai nasceram no Egito, visto que seu avô e o seu bisavô eram contados entre a prole de Jacó que “vieram ao Egito”. — Gên. 46:8, 17.

4. Na Versão Almeida (revista e atualizada), Arã, sob a forma Arão, ocorre em Mateus 1:3, 4 e como Arni em Lucas 3:33. — Veja ARNI; RÃO N.º 1.

[ARNI. Pessoa citada nominalmente entre os ancestrais humanos de Jesus Cristo. Presumivelmente, uma variante do equivalente grego do nome hebraico RÃO; na Septuaginta (tradução de Bagster), o nome hebraico Rão é vertido Arã. — Luc. 3:33; 1 Crô. 2:10; veja RÃO N.º 1.

Rão (alto).

1. Um descendente de Judá por meio de Peres e Escom, que vivia enquanto Israel estava no Egito. Embora Rão pelo que parece, não fosse o primeiro filho de Esrom, a genealogia de Rão, que leva à linhagem davídica, é alistada primeiro entre os três filhos de Esrom. (1 Crô. 2:4, 5, 9-17, 25) Tendo Nasom, Boaz e Davi entre seus descendentes, Rão era um ancestral de Jesus. (Núm. 1:7; Rute 4:18-22; Mat. 1:3, 4) Seu nome é soletrado Arni (Arã em alguns manuscritos) na genealogia de Jesus alistada por Lucas. — Luc. 3:33.

2. O primogênito de Jerameel, e sobrinho do N.º 1 acima. Tornou-se pai de três filhos. — 1 Crô. 2:9, 25, 27.

3. Fundador da família de Eliú. — Jó 32:2.]

5. O nome “Arã” é usado em sentido geográfico, sozinho ou em conjunto com outros termos, para referir-se às regiões em que se concentravam os descendentes de Arã.

Arã, usado sozinho, aplica-se basicamente à Síria e é assim traduzido, em geral. (Juí. 10:6; 2 Sam. 8:6, 12; 15:8; Osé. 12:12) Incluía então a região que ia desde as montanhas do Líbano através da Mesopotâmia, e dos montes Tauro, ao N, até Damasco, e mais além, no S. — veja SÍRIA.

Arã-Naaraim (Sal. 60, título) significa literalmente “Arã dos dois rios”, sendo geralmente traduzida pela palavra grega de significado relacionado, “Mesopotâmia”. Os dois rios eram o Eufrates e o Tigre. Estêvão fala de Abraão viver na Mesopotâmia, enquanto ainda estava em Ur dos Caldeus (Atos 7:2), e, quando enviou seu servo para procurar uma esposa para Isaque, muitos anos depois, Abraão lhe disse que fosse à cidade de Naor, na Alta Mesopotâmia (Arã-Naaraim). (Gên. 24:2-4, 10) Balaão de Petor, era também duma região montanhosa da parte norte da Mesopotâmia. — Deu 23:4; compare com Números 23:7; veja MESOPOTÂMIA.

Padã-Arã, significando “a planície (baixada de Arã”, é usada especialmente com referência à área ao redor da cidade de Harã, na Alta Mesopotâmia. — Gên. 25:20; 28:2-7, 10, veja PADÃ.

Os arameus, descendentes semíticos de Arã, podiam ser encontrados por todas essas áreas. Adicionalmente o nome de Uz, um dos quatro filhos de Arã, é aplicado à área do Deserto da Arábia, a E da Terra Prometida, e chegando aos limites de Edom. (Jó 1:1; Lam. 4:21) O aramaico, a língua dos arameus, era intimamente relacionada ao hebraico e, com o tempo, tornou-se língua internacional, tanto comercial como diplomática, por todas as regiões do Crescente Fértil. — 2 Reis 18:26; veja ARAMAICO.

Foi, sem dúvida, graças a Jacó morar por vinte anos em Arã, junto com Labão, seu sogro arameu, que Deuteronômio 26:5 fala dele como “sírio” (literalmente, “arameu”). Adicionalmente, Rebeca, mãe de Jacó era araméia, como também eram as esposas dele, Léia e Raquel. Os israelitas, portanto, eram realmente parentes próximos dos arameus.

REINOS ARAMEUS

Os reinos arameus começaram a ser mencionados no registro bíblico de forma contemporânea com o desenvolvimento da nação de Israel. Cusã-Risataim, rei de Arã-Naaraim (Mesopotâmia), subjugou Israel durante oito anos, até que o Juiz Otniel o libertou. — Juí. 3:8-10.

Arã-Zobá era outro reino arameu, e é mencionado como inimigo da regência de Saul (1117-1077 A. E. C.). (1 Sam. 14:47) Parece ter-se situado ao N de Damasco, e exercido domínio sobre o N até Hamate, e a E do Eufrates. Quando Davi combatia os inimigos de Israel, veio a entrar em conflito com Hadadezer, poderoso rei de Arã-Zobá, e o derrotou. (2 Sam. 8:3, 4; 1 Crô. 18:3; compare com o cabeçalho do Salmo 60.) Depois disso, o incursor arameu, Rezom, assumiu o poder em Damasco e tal cidade logo se tornou a mais proeminente cidade araméia (1 Reis 11:23-25) e “a cabeça da Síria”. (Isa. 7:8) Como tal, manifestou hostilidade ativa contra Israel no decurso de toda a história do reino setentrional. — Veja DAMASCO; SÍRIA.

Arã-Maacá é mencionado junto com Zobá, Reobe e Istobe como estando entre os reinos arameus dentre os quais os amonitas alugaram carros e cavaleiros para guerrear contra Davi. O rei de Arã-Maacá juntou-se a tais forças mercenárias que o exército de Davi logo conseguiu pôr em fuga. (1 Crô. 19:6-15; 2 Sam. 10:6-14) O reino de Maacá provavelmente situava-se a E do Jordão, tendo o monte Hermom do seu lado N. — Jos. 12:5; 13:11.

Gesur era pequeno reino arameu na Transjordânia, evidentemente logo abaixo de Maacá, e com seus limites S estendendo-se até o lado E do Mar da Galiléia. Como Maacá, situava-se no território designado à tribo de Manassés. — Deu. 3:14; Jos. 13:11, veja GESUR.

[GESUR (ponte).

1. Um reino arameu, que fazia fronteira com a região de Argobe, em Basã, a E do rio Jordão. Seu vizinho do norte era Maacá. Embora as conquistas iniciais de Israel se estendessem até Gesur, a própria região não foi tomada. (Deu. 3:14; Jos. 12:1, 4, 5; 13:13) Foi para Gesur, o domínio de seu avô materno, Talmai, que Absalão fugiu depois de assassinar seu meio-irmão Amnom. Ali continuou em banimento por três anos, até que foi trazido de volta a Jerusalém por Joabe. (2 Samuel 3:2, 3; 13:28-38; 14:23; 15:8) Num período posterior, Gesur e Síria anexaram muitas cidades israelitas a E do Jordão. — 1 Crô. 2:23.

2. Domínio dos gesuritas, ao sul da Palestina, próximo do território filisteu. (Jos. 13:2; 1 Sam. 27:7-11) Com referência a essa área, a forma “Gesur” não é especificamente usada.]

Através da conquista dos reinos arameus por parte de Davi, ele estendeu os limites do reino típico bem ao N, de modo que seu reino atingia o rio Eufrates, não muito longe de Harã, de Padã-Arã. Ele cumpriu assim a promessa de Jeová com respeito à extensão da herança de Israel sobre a Terra Prometida. — Deu. 1:7; 11:24; Jos. 1:4.

Para mais informações a respeito das relações de Israel com Arã, veja SÍRIA.

MESOPOTÂMIA [Gr., terra entre os rios]. O termo grego para a extensão de terra situada entre os rios Tigre e Eufrates. Pelo que parece, corresponde à designação hebraica de significado similar, Arã-Naaraim (Sal. 60, título). Com efeito, os tradutores da Versão dos Setenta, grega, usualmente verteram “Arã-Naaraim” como “Mesopotâmia”. — Veja ARÃ N.º 5.

A aplicação do termo “Mesopotâmia” varia tanto em seu uso antigo como moderno. Basicamente, em sentido amplo, abrange a inteira região que se situa entre o Tigre e o Eufrates, e se estende do Golfo Pérsico, ao S. até às montanhas da Turquia e do Irã, ao N. Isto incluiria a planície aluvial da antiga Babilônia, que se estende por cerca de 402 quilômetros ao S de Bagdá. (Veja BABILÔNIA.) Num sentido mais estreito, contudo, Babilônia é excluída, apenas a região ao N sendo denominada Mesopotâmia. Esta região setentrional consiste em um planalto baixo, ondulante que possui numerosas bacias. É também uma área rochosa.

Evidência do uso amplo da designação no primeiro século E. C. é encontrada em Atos 7:2, onde Estêvão falou de Abraão como residindo na “Mesopotâmia”, enquanto ainda estava em Ur, cidade de Babilônia. Mas, não é possível determinar com certeza se o hebraico “Arã-Naaraim” semelhantemente incluía Babilônia. Sempre que existe base para se determinar a localidade geográfica geral, mencionada nas Escrituras Hebraicas, a área setentrional ao redor de Harã (Gên. 24:2-4, 10), ou a região montanhosa setentrional ao redor de Petor (Deu. 23:4; compare com Números 23:7) é incluída sob a designação “Arã-Naaraim” (Mesopotâmia). Embora a extensão da área sob controle do Rei Cusã-Risataim, mesopotâmio (o opressor de Israel no tempo do Juiz Otniel), seja incerta, a sede de seu governo talvez também se situasse ao N. (Juí. 3:8-10; veja CUSÃ-RISATAIM.) Era, provavelmente do norte da Mesopotâmia que o Rei Hanum, amonita, alugou carros e cavaleiros, para sua luta contra o Rei Davi. — 1 Crô. 19:6, 7.

Entre os judeus e prosélitos presentes em Jerusalém para a festa de Pentecostes de 33 E. C. havia habitantes da Mesopotâmia. (Atos 2:1, 2, 9) Estes poderiam incluir residentes da parte sul dessa terra, a saber de Babilônia. Neste sentido, é digno de nota que o historiador Josefo relata que “grandes números” de judeus estavam em Babilônia no primeiro século A. E. C. — Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XV, cap. II, par. 2.

PADÃ [planície, baixada]. Forma abreviada de “Padã-Arã” (Gên. 35:9; 48:7); aparentemente, o mesmo que o “campo da Síria [Arã]”. (Gên. 28:6, 7; Osé. 12:12) Padã era uma região ao redor da cidade de Harã, no norte da Mesopotâmia. (Gên. 28:7, 10; 29:4) Embora alguns considerem Padã e Arã-Naaraim como sendo idênticas, parece mais provável que Padã fosse parte de Arã-Naaraim. (Gên. 24:10; 25:20; notas marginais da Tradução do Novo Mundo, edição de 1953, em inglês) Pode-se deduzir isso do fato que Arã-Naaraim (que significa “Arã dos dois rios”), incluía território montanhoso, algo que não se poderia dar com Padã, se seu nome é corretamente entendido como significando “planície”, “baixada”. — Núm. 23:7; Deu. 23:4; notas marginais da NM, edição de 1950, em inglês.

O patriarca Abraão morou temporariamente em Harã, em Padã. (Gên. 12:4; 28:7, 10) Mais tarde, dentre os descendentes de seus parentes ali, seu filho Isaque, e daí seu neto, Jacó obtiveram suas esposas. (Gên. 22:20-23; 25:20; 28:6) Jacó passou pessoalmente vinte anos em Padã, a serviço de seu sogro, Labão. (Gên. 31:17, 18, 36, 41) Enquanto estava ali, tornou-se pai de Diná, e de onze filhos. (Gên. 29:20 a 30:24) Seu décimo segundo filho varão, Benjamim, nasceu em Canaã. — Gên. 35:16-18, 22-26; 46:15; 48:7.

ARAMAICO. Antiga língua semítica, aparentada de perto ao hebraico e originalmente falada pelos arameus. (Veja ARÃ.) Com o passar do tempo, contudo, veio a abranger vários dialetos (alguns deles tidos como línguas separadas) e gozou de amplo uso, em especial na Ásia do sudoeste. Usava-se o aramaico especialmente desde o segundo milênio A. E. C. até por volta de 500 E. C. É mencionado em Esdras 4:7, e Daniel 2:4, e é uma das três línguas em que a Bíblia foi originalmente escrita.

Os trechos em aramaico das Escrituras incluem Esdras 4:8 a 6:18, e 7:12-26; Jeremias 10:11 e Daniel 2:4b a 7:28. Palavras aramaicas também aparecem em Gênesis, Ester, Jó, em certos Salmos, O Cântico de Salomão, Jonas, e nas partes hebraicas de Daniel. O livro hebraico de Jó é fortemente aramaico, e Ezequiel mostra influências aramaicas. Um bom número de substantivos próprios e comuns, aramaicos, são encontrados nas Escrituras Gregas Cristãs, e especialmente aparecem expressões aramaicas nos relatos dos Evangelhos escritos por Marcos e Mateus.

Tudo isso não deve constituir surpresa, pois os hebreus tinham íntimo contato com os arameus e com a língua aramaica no decurso de toda a sua história biblicamente registrada. Efetivamente, o progenitor da nação de Israel, Jacó (ou Israel), era mencionado como “sírio em vias de perecer”, ou “arameu”. (Deu. 26:5) Jacó tinha peregrinado por vinte anos em Arã, junto a Labão, seu sogro arameu, e podia, por conseguinte, ser chamado de sírio ou arameu. Ademais, a mãe dele era araméia, sendo trazida dum distrito arameu para casar-se com seu pai, Isaque. (Gên. 24:1-4, 10) Entre as mais primitivas versões das Escrituras Hebraicas em outras línguas acham-se os Targuns aramaicos, embora não fossem assentados por escrito senão vários séculos depois de começar a produção da Versão dos Setenta, grega, por volta de 280 A. E. C.

A estela de Melqart é, possivelmente, o exemplo mais antigo em existência do aramaico, fora da Bíblia, e remonta, talvez, ao nono século A. E. C. O seguinte mais antigo parece ser as inserções Zenjirli, do oitavo século A. E. C., em uma das quais Tiglate-Pileser (III) é mencionado. (2 Reis 15:29) Há outros espécimes antigos de aramaico, inclusive os papiros, do quinto século A. E. C., descobertos na ilha de Elefantina, do rio Nilo.

A LÍNGUA

O aramaico, o hebraico e o fenício constituem a divisão setentrional da família de línguas semíticas, que parecem ter sido as únicas escritas com um alfabeto nos tempos primitivos. Embora o aramaico difira consideravelmente do hebraico, é uma língua cognata, que possui as mesmas letras em seu alfabeto, com os mesmos nomes que o hebraico. Como o hebraico, é escrito da direita para a esquerda, e, originalmente, o estilo de escrita aramaico era consonantal. No entanto, o aramaico empregado na Bíblia recebeu pontos vocálicos, mais tarde, por parte dos massoretas, assim como colocaram pontos vocálicos no hebraico. Um bom número de palavras aramaicas penetraram na língua hebraica, e até mesmo a forma moderna das letras hebraicas, chamada “quadrada”, talvez se derive do aramaico. Por outro lado, o aramaico foi influenciado por seu contato com outras línguas. Não só se encontram, no aramaico bíblico, vários nomes próprios hebraicos, acadianos e persas de localidades e pessoas, mas o aramaico demonstra influência hebraica nos termos religiosos, a influência acadiana, especialmente em ter nos políticos e financeiros, e a influência persa, em termos relacionados a assuntos políticos e jurídicos.

O aramaico, além de ter a mesma forma de escrita que o hebraico, possui similaridade com ele em suas inflexões verbais, nominais e pronominais. Os verbos possuem dois aspectos de tempos, o imperfeito (indicando ação incompleta) e o perfeito (significando ação completada). O aramaico emprega substantivos singulares, duplos e plurais, e possui dois gêneros, o masculino e o feminino. Difere das outras línguas semíticas por demonstrar preferência pelo som vocálico a, e, de outros modos, incluir certas preferências consonantais, tais como d para z, e t para s (x).

Divisões básicas

O aramaico se divide geralmente em grupos ocidentais e orientais. No entanto, do ponto de vista histórico, têm-se reconhecido os seguintes quatro grupos: aramaico antigo, aramaico oficial, aramaico levantino e aramaico oriental. Tem-se sugerido que, provavelmente, falavam-se vários dialetos aramaicos no Crescente Fértil e na Mesopotâmia, e ao redor deles, durante o segundo milênio A. E. C. Uma diferença entre as formas primitivas do aramaico e do hebraico pode ser observada em Gênesis 31:47. Depois de Jacó e Labão se terem reconciliado, ergueu-se um monte de pedras como testemunha entre eles. Labão o chamou de Jegar-Saaduta em aramaico (sírio), ao passo que Jacó o chamou de Galeede, em hebraico, ambas expressões significando “montão de testemunho”.

Aramaico antigo é o nome aplicado a certas inscrições descobertas no norte da Síria, e que se diz datarem do décimo ao oitavo séculos A. E. C. Gradualmente, contudo, um novo dialeto aramaico tornou-se a língua franca ou língua internacional auxiliar, durante o tempo do Império Assírio, suplantando o acadiano como a linguagem usada para a correspondência governamental oficial com as áreas distantes do império. Em vista de seu uso, esta forma padrão de aramaico é mencionada como “aramaico oficial”. Continuou a ser empregada no tempo em que Babilônia era a potência mundial (625-539 A. E. C.), e depois disso, durante o tempo do Império Persa (538-331 A. E. C.). Especialmente então, gozou de amplo uso, sendo a língua oficial do governo e do comércio por ampla área, conforme atestam as descobertas arqueológicas, pois aparece em registros em tabuinhas cuneiformes, em ostracas, papiros, selos, moedas, em inscrições de pedra, etc. Tais artefatos têm sido encontrados em terras tais como a Mesopotâmia, Pérsia, Egito, Anatólia, norte da Arábia e nas regiões bem para o N, até os montes Urais, e para o E, em lugares tão distantes como o Afeganistão e o Curdistão. O uso do aramaico oficial continuou durante o período helenístico (330-30 A. E. C.).

Parece que é este aramaico oficial que é encontrado nos escritos de Esdras, Jeremias e Daniel. As Escrituras também fornecem evidência de que o aramaico era uma língua franca daqueles tempos antigos. Assim, no oitavo século A. E. C., um porta-voz designado pelo Rei Ezequias, de Judá, apelou ao representante do Rei Senaqueribe, assírio, Rabsaqué, dizendo: “Por favor, fala aos teus servos em sírio [arameu, portanto, em aramaico], pois estamos escutando; e não nos fales no idioma judaico, aos ouvidos do povo que está sobre a muralha.” (Isa. 36:11; 2 Reis 18:26) As autoridades de Judá entendiam aramaico, ou sírio, mas, evidentemente, este não era entendido pelo povo comum entre os hebreus, naquele tempo, em Jerusalém.

Vários anos depois de os judeus voltarem do exílio babilônico, Esdras, o sacerdote, leu o livro da lei para os judeus reunidos em Jerusalém, e vários levitas o explicaram ao povo, Neemias 8:8 declarando: “Continuaram a ler alto no livro, na lei do verdadeiro Deus fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura compreensível.” Esta exposição ou interpretação talvez envolvesse a paráfrase do texto hebraico em aramaico, os hebreus tendo possivelmente adotado o aramaico enquanto em Babilônia. No entanto, a exposição poderia ter envolvido um esclarecimento, de forma que os judeus, mesmo que compreendessem o hebraico, discernissem o profundo significado do que era lido.

QUE LÍNGUA FALAVA JESUS QUANDO ESTAVA NA TERRA?

Sobre essa pergunta, há considerável diferença de opinião entre os peritos. No entanto, a respeito das línguas usadas na Palestina quando Jesus Cristo estava na terra, o Professor G. Ernest Wright declara: “Podiam-se ouvir, indubitavelmente, várias línguas nas ruas das grandes cidades. O grego e o aramaico eram, evidentemente, as línguas comuns, e a maioria das populações urbanas podiam, provavelmente, entender a ambas, mesmo em cidades ‘modernas’ ou ‘ocidentais’, tais como Cesaréia e Samaria, onde o grego era mais comum. Podiam-se ouvir soldados e oficiais romanos conversarem em latim, ao passo que judeus ortodoxos bem que poderiam falar uma variedade posterior de hebraico, uns com os outros, língua que conhecemos não ser nem o hebraico clássico nem o aramaico, apesar de suas similaridades com ambas.” Comentando ainda mais, a respeito da língua falada por Jesus Cristo, o Professor Wright afirma: “Tem-se debatido muito qual era a língua falada por Jesus. Não dispomos de meio seguro de conhecer se ele sabia falar grego ou latim, mas, em seu ministério de ensino, ele usava regularmente tanto o aramaico como o hebraico popular altamente aramaizado. Quando Paulo falou a uma turba no Templo, diz-se que ele falava hebraico (Atos 21:40). Os peritos, em geral, consideram isto como significando o aramaico, mas, é bem possível que um hebraico popular fosse então a língua comum entre os judeus.” — Biblical Archaeology (Arqueologia Bíblica), p. 40.

É possível que Jesus e seus primitivos discípulos, tais como o apóstolo Pedro, pelo menos às vezes falassem o aramaico galileu, dizendo-se a Pedro, na noite em que Cristo foi levado em custódia: “Tu certamente és também um deles, pois, de fato, o teu dialeto te trai.” (Mat. 26:73) Talvez se tenha dito isso porque o apóstolo usava o aramaico galileu nessa ocasião, embora não se tenha certeza disso, e poderia estar falando um hebraico galileu que diferia, em sentido de dialeto, do empregado em Jerusalém ou em outras partes da Judéia. Anteriormente, quando Jesus veio a Nazaré, na Galiléia, e entrou na sinagoga dali, ele leu a profecia de Isaías, evidentemente conforme estava escrita em hebraico, e então disse: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” Não se diz nada sobre Jesus traduzir este trecho para o aramaico. Assim, é provável que as pessoas presentes nessa ocasião pudessem facilmente entender o hebraico bíblico. (Luc. 4:16-21) Também se pode notar que Atos 6:1, ao referir-se a um tempo pouco antes de Pentecostes de 33 E. C., menciona os judeus de língua grega e os judeus de língua hebraica em Jerusalém.

O Professor Harris Birkeland [em The Language of Jesus (A Linguagem de Jesus); 1954, págs. 10, 11] indica que ser o aramaico a língua escrita da Palestina quando Jesus estava na terra não significa, necessariamente, que fosse falado pelas massas, e o fato de que os papiros de Elefantina, que pertenciam a uma colônia judia no Egito, estavam escritos em aramaico não prova que essa fosse sua língua principal ou comum em sua terra natal, pois o aramaico era então uma língua literária internacional. Naturalmente, as Escrituras Gregas Cristãs contêm vários aramaismos, Jesus usando, por exemplo, algumas palavras aramaicas. No entanto, conforme argúi Birkeland, talvez Jesus falasse comumente o hebraico popular, ao passo que, de modo ocasional, usasse expressões aramaicas.

Ao passo que não é provável, como contende Birkeland, que o povo comum fosse analfabeto no que dizia respeito ao aramaico, parece deveras que, quando Lucas, médico instruído, registra que Paulo falou aos judeus ‘em hebraico’, e quando o apóstolo disse que a voz do céu lhe falou ‘em hebraico’, queria dizer realmente uma forma de hebraico (embora, talvez, não do hebraico antigo) e não em aramaico. — Atos 22:2; 26:14.

Dando maior apoio ao uso duma forma de hebraico na Palestina, quando Jesus Cristo estava na terra, há indícios primitivos de que o apóstolo Mateus escreveu primeiro seu relato do Evangelho em hebraico. Por exemplo, Eusébio (do terceiro e quarto séculos E. C.), disse: “O evangelista Mateus proferiu seu Evangelho na língua hebraica.” E Jerônimo (do quarto e quinto séculos E. C.) declarou: “Mateus, que é também Levi, e que de publicano se tornou Apóstolo, primeiro de todos os Evangelistas, compôs um Evangelho de Cristo, na Judéia, na língua e nos caracteres hebraicos, para o benefício dos da circuncisão que tinham crido. . . . Ademais, o próprio hebraico acha-se preservado até os dias de hoje na biblioteca de Cesaréia, que o Mártir Pânfílo tão diligentemente coletou.” (Catalogue of Ecclesiastical Writers (Catálogo dos Escritores Eclesiásticos)] Por isso, Jesus Cristo, como homem sobre a terra, poderia bem ter usado uma forma de hebraico e um dialeto do aramaico. — Veja HEBRAICO.

[Mapa na página 25]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

ARÃ

Mtes. Tauro

Harã

PADÃ-ARÃ

Rio Eufrates

ARÃ- NAARAIM (MESOPOTÂMIA)

Rio Tigre

Hamate

ARÃ-ZOBÁ

Damasco

ARÃ-MAACÁ

GESUR

Mtes. Líbano

GRANDE MAR

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