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Despertai! — 1979
g79 8/1 pp. 12-15

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Do compêndio bíblico, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, selecionamos a matéria que segue.]

BÁLSAMO, BÁLSAMO DE GILEADE [Heb. bésem ou bósem; tsorí]. O termo bálsamo aplica-se a qualquer das muitas plantas, arbustos e árvores que produzem uma substância aromática, e, comumente, oleosa e resinosa. Há árvores balsamíferas dentre os abetos, os espruces, os choupos e outras famílias de árvores. O óleo balsâmico é usado medicinalmente (em geral contém ácido benzóico ou cinâmico) e como perfume.

Plantas e árvores balsâmicas eram sempre altamente prezadas pelos povos do Oriente. A primeira menção do óleo de bálsamo ocorre em Êxodo 25:6, referindo-se ao seu uso como ingrediente no santo óleo de unção do tabernáculo. (Também Êxo. 35:8) A palavra hebraica usada aqui (bésem) deriva-se duma raiz (basám) que significa “ser fragrante” ou “ter um doce odor”, e, por isso, às vezes é traduzida “perfume”, “fragrante” ou “especiarias”, segundo o contexto. (Êxo. 30:23; Cân. 4:10, 14, 16; 5:13; 6:2; 8:14) Em Isaías 3:24, sua fragrância aromática é contrastada com “cheiro de mofo”.

O bálsamo usado para o serviço do tabernáculo no ermo evidentemente provinha de fora da Palestina, talvez do Egito. Durante o reinado do rei Salomão, a preciosidade do óleo de bálsamo motivou sua classificação, junto com o ouro e as pedras preciosas, dentre os tesouros que a rainha de Sabá trouxe quais presentes, bem como no tributo pago pelos reis de muitas terras ao sábio rei em Jerusalém. (1 Reis 10:2, 10, 25; 2 Crô. 9:1, 9, 24) Achava-se dentre as coisas preciosas estocadas na casa do tesouro que Ezequias insensatamente mostrou aos emissários de Babilônia. (2 Reis 20:13; 2 Crô. 32:27; Isa. 39:2) Foi usado na embalsamação (embora não do modo egípcio) do corpo do rei Asa (2 Crô. 16:14), e é interessante que nossa palavra portuguesa “embalsamar” poderia ter-se originalmente derivado do hebraico basám. Ester foi massageada com óleo de bálsamo aromático durante o período final de seis meses anterior à sua apresentação ao rei Assuero. — Est. 2:12.

O “bálsamo [Heb., tsorí] em Gileade” parece ter sido de qualidade ímpar e possuído propriedades medicinais especiais. (Jer. 8:22; 46:11) A palavra hebraica usada provém de uma raiz que significa “sangrar”, talvez indicando o processo pelo qual o óleo ou goma era extraído ou “sangrado” da planta de bálsamo. Tal bálsamo é primeiramente mencionado como estando entre os artigos levados pela caravana de ismaelitas que provinha da região transjordaniana de Gileade e à qual José foi subseqüentemente vendido. (Gên. 37:25-28) Jacó mais tarde incluiu-o nos “produtos mais excelentes do país” quando enviou uma dádiva para o Egito por meio de seus filhos que voltavam. (Gên. 43:11) De acordo com Ezequiel 27:17, os ricos mercadores de Tiro o importavam do reino de Judá.

Na literatura antiga são comuns as referências às virtudes curativas de tal bálsamo, mormente como cura para feridas. Todas as referências a tais propriedades curativas são feitas por Jeremias. Ele as utiliza, contudo, em sentido figurativo, primeiro ao lamentar o colapso espiritual de Judá (Jer. 8:14, 15, 21, 22; compare com Tiago 5:14, 15), daí, ao censurar o Egito quanto a seus vãos esforços de evitar a derrota da parte de Babilônia (Jer. 46:11-13), e, por fim, ao declarar o julgamento calamitoso de Deus contra Babilônia. — 51:8-10.

A identificação das plantas ou árvores específicas representadas pelas palavras hebraicas bésem e tsorí não é definitiva. O nome de Gileade tem sido aplicado a uma árvore sempre-verde arbustiva, chamada opobalsameira (Balsamodendron opobalsamum ou gileadense). Sua resina oleosa, verde-amarelada, é juntada por meio de incisões feitas no caule e nos ramos, e as pequenas bolotas de seiva que se formam são então coletadas. Ao passo que esta árvore específica é encontrada mormente na Arábia do Sul e não cresce atualmente em território da Palestina, o historiador judeu, Josefo, indica que era cultivada ao redor de Jericó no tempo de Salomão, ao passo que Estrabão, geógrafo grego, registra que, nos tempos romanos, também crescia junto ao Mar da Galiléia.

Outra planta balsâmica sugerida é uma sempre-verde chamada Pistacia lentiscus, que produz uma goma fragrante chamada “mástique”, como também um óleo usado para fins medicinais, obtido da casca, das folhas e frutos ou drupas. O mástique continua a ser usado pelos árabes como agente aromatizante no café e em doces. A árvore é comum na Palestina e seu nome, em árabe, é muito similar ao tsorí hebraico.

BDÉLIO [Heb., bedhólahh; Gr., bdéllion]. Fragrante goma resinosa parecida à mirra em seu aspecto e, por vezes, usada para adulterá-la. (Veja também MIRRA.) É obtida de uma árvore (Commiphora africana) encontrada no NO da África e na Arábia e também dum tipo relacionado no NO da Índia. Trata-se dum gênero de pequenas árvores ou arbustos de aspecto matagoso, espinhento e com pouca folhagem, que cresce em lugares quentes e ensolarados. Quando se corta a casca, exsuda uma seiva ou goma resinosa, que se transforma numa “lágrima” redonda ou oval de 2,5 a 5 centímetros de diâmetro. Depois de ser removida a goma da árvore, ela logo endurece, torna-se cerácea e transparente, e tem aparência similar a uma pérola.

Ao descrever a terra de Havilá, cercada pelo rio Píson (um dos quatro rios que se dividiam do rio do (Éden), menciona-se suas coisas valiosas: ouro, bdélio e a pedra de ônix. (Gên. 2:11, 12) Sua inclusão, junto com dois minerais, fez com que alguns tradutores primitivos (inclusive os da LXX ou Versão dos Setenta) considerassem a palavra como significando “uma pedra preciosa”. No entanto, isto não é necessariamente indicado, em vista do alto valor atribuído pelos orientais a gomas e perfumes aromáticos similares. (Veja BÁLSAMO, BÁLSAMO DE GILEADE.) Em Números 11:7, o maná que os israelitas ajuntaram durante a peregrinação pelo ermo é mencionado como sendo ‘parecido ao bdélio’. O maná havia sido previamente assemelhado à “geada sobre a terra”. (Êxo. 16:14) Isto corresponde à cor quase que esbranquiçada do bdélio. Josefo (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro III, cap. I, par. 6), ao comentar a provisão do maná, refere-se ao bdélio como “uma das especiarias fragrantes”.

CABACEIRO [Heb., qiqayóhn]. O termo hebraico representa a planta que Jeová fez crescer milagrosamente, da noite para o dia, a fim de fornecer sombra para o profeta Jonas, enquanto ele se sentava numa barraca, aguardando os resultados de sua profecia contra Nínive. A planta trouxe grande alívio a Jonas, até que Jeová fez com que um verme a atacasse, resultando em ela secar-se aos poucos, destarte deixando o profeta exposto aos causticantes raios do sol. — Jon. 4:5-11.

Duas plantas são sugeridas comumente como traduções possíveis do hebraico qiqayóhn. Algumas traduções da Bíblia (Pontifício Instituto Bíblico; Brasileira) preferem o “mamoneiro” ou “palma-cristi” (Ricinus communis), planta perene de crescimento rápido, que atinge uma altura de 3 metros ou mais, e possui folhas grandes. Tal preferência se baseia numa ligação conjetural do termo hebraico com o nome greco-egípcio do mamoneiro, kiki. Outros peritos e tradutores sugerem a “aboboreira” (Almeida, Imprensa Bíblica Brasileira) ou o “cabaceiro” [Tradução do Novo Mundo; veja o Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento), página 884, de Brown, Driver e Briggs], planta de folhas amplas, classificada botanicamente como Cucurbitaria lagenaria (cabaça-amargosa ou abóbora-de-carneiro). As versões dos Setenta e Pesito dão certo apoio a tal tradução. O cabaceiro-amargoso não só cresce rápido como também possui a caraterística de secar-se mui rapidamente quando danificado. Os que são a favor da identificação como cabaceiro-amargoso consideram o contexto do livro de Jonas como indicando uma trepadeira que ‘subiu’ sobre a barraca que Jonas construíra, ao invés de uma planta arbórea, como é o caso do mamoneiro. O cabaceiro-amargoso é amiúde plantado junto a tais barracas nos países do Oriente Próximo. Entretanto, há ausência de qualquer descrição pormenorizada da planta no relato bíblico.

CÁLAMO, CANA [Heb., qanéh]. O hebraico qanéh bem poderia ser a fonte original da palavra portuguesa “cana” (bem como da palavra “cânon”) e qanéh é amiúde traduzida “haste” (Gên. 41:5, 22; também Êxo. 25:31, 32) ou “cana” (1 Reis 14:15). Em certos textos, contudo, quer o contexto quer uma palavra modificadora indica que se refere a uma planta aromática e qanéh é assim traduzida “cálamo”, “cana”, “cana doce” (Heb., qeneh vósem), ou “cana boa” (qanéh hat-tóhv).

Entre os ingredientes usados na preparação do santo óleo de unção achava-se o “cálamo fragrante”, a fragrância referindo-se ao seu perfume, não ao seu sabor. (Êxo. 30:22-25) O Cântico de Salomão (4:14) inclui a “cana” entre outras especiarias odoríferas. Jeová, mediante seu profeta Isaías (43:24), repreendeu os israelitas espiritualmente fatigados por ‘não terem comprado’ (Heb., qanítha) para seu serviço no templo nenhuma “cana doce” (qanéh), fazendo assim um jogo de palavras em hebraico. Jeremias (6:20) refere-se à “cana boa” recebida duma “terra longínqua”, ao passo que Ezequiel (27:3, 19) inclui a cana (cálamo) entre os produtos comercializados pela opulenta Tiro.

A palavra portuguesa “cálamo” se deriva do grego kálamos, usado pelos tradutores da Versão dos Setenta para traduzir o hebraico qanéh. Como a palavra hebraica, kálamos também possui o significado básico de cana, ao passo que a expressão portuguesa cálamo-aromático é hoje usada principalmente para referir-se ao fragrante ácoro (Acorus calamus) ou à sua raiz aromática. O ácoro cresce em lugares úmidos e ao longo das correntes. Tanto as folhas achatadas, em forma de espada, como sua raiz, possuem uma fragrância adocicada. Nem todos os peritos ou lexicógrafos, contudo, concordam que o ácoro seja a planta mencionada na Bíblia. Indica-se que o cálamo fragrante (Acorus calamus) não é encontrado na região palestina nem na Síria, no tempo atual. Sem embargo o antigo escritor romano, Plínio, declarou que o “cálamo aromático, também, que cresce na Arábia, é comum tanto na Índia como na Síria, o que cresce neste último país sendo superior a todo o resto”.

Muitas autoridades preferem identificar o cálamo ou ácoro com uma gramínea aromática da Índia, tal como a Cymbopogon martini, gramínea perene cujas folhas, quando esmagadas, produzem um óleo fragrante conhecido como óleo de capim-gengibre. Outras variedades destas gramíneas indianas produzem óleo de citronela e óleo de capim-limão. O conceito de que uma ou mais de tais gramíneas de fragrância doce sejam representadas pela cana doce ou cálamo das Escrituras Hebraicas se baseia mormente na referência de Jeremias ao produto, como procedendo de uma “terra longínqua” que, neste caso, seria a Índia. Outras áreas, contudo, podem ter sido produtoras da “cana” aromática ou “cálamo”, conforme indicado pela profecia de Ezequiel. (27:19) Assim, ao passo que se tem presente algum tipo de cana aromática, a identificação precisa da planta continua incerta.

Outro tipo de cana

CANA. Esta é amiúde a tradução da palavra hebraica qanéh e de seu equivalente grego kálamos, termos que, evidentemente, abrangem numerosas plantas semelhantes à cana, que comumente crescem em lugares úmidos. (Jó 40:21; Sal. 68:30; Isa. 19:6; 35:7) Alguns peritos acreditam que, em muitos casos, a “cana” visada seja a Arundo donax. Esta planta é comum no Egito, na Palestina e na Síria. Sua haste que termina numa ampla pluma de flores brancas, possui um diâmetro de 5 a 7,6 centímetros na base, e cresce até uma altura de 2,40 metros ou mais. As folhas medem de 30 a 90 cm de comprimento. Até mesmo em tempos recentes, esta cana tem sido usada como vara de medir. — Veja Ezequiel 40:3, 5; Revelação 11:1; 21:15, 16.

Em zombaria, os soldados romanos colocaram uma cana, representando o cetro real, na direita de Jesus, e mais tarde o golpearam com ela. Também, usou-se uma cana para dar a Jesus pendurado na estaca uma esponja ensopada de vinho acre. — Mat. 27:29, 30, 48; veja HISSOPO.

Figuradamente, a “cana” é usada na Bíblia para representar instabilidade e fragilidade. (1 Reis 14:15; Eze. 29:6, 7) Comparou-se o Egito a uma cana esmagada, cujas lascas pontiagudas penetrariam na palma da mão de qualquer que se estribasse nele. (2 Reis 18:21; Isa. 36:6) A respeito de João Batista, disse Jesus: “O que fostes ver no ermo? Uma cana jogada pelo vento?” (Mat. 11:7) Tais palavras talvez visassem mostrar que João Batista não era uma pessoa hesitante ou vacilante, mas era firme, estável e reta. Em Mateus 12:20 (Isa. 42:3), a “cana machucada” parece representar as pessoas oprimidas, como o homem com a mão ressequida a quem Jesus curou no sábado. — Mat. 12:10-14; veja Mateus 23:4; Marcos 6:34; CÁLAMO, CANA, supracitados.

CANELA [Heb., qinnamóhn; Gr., kinnámomon]. A canela faz parte da família das lauráceas, a que pertencem tanto a cássia como a cânfora. Cresce melhor em solo leve, arenoso, úmido, e abunda no Ceilão e em Java. O nome hebraico tem, possivelmente, origem estrangeira, e o produto parece ter sido importado pela Palestina.

A canela atinge uma altura máxima de cerca de 9,10 metros, possui uma casca macia, de cor cinza, e ramos amplamente espalhados. As folhas sempre-verdes, de formato de ponta de lança, são verdes no topo, porém brancas na parte de baixo, e medem cerca de 20,3 a 22,8 cm de comprimento e cerca de 5 cm de largura. As flores são pequenas, brancas ou amareladas, e crescem em panículas. A casca exterior branca ou cinzenta é quase inodora, e tem pouco valor. A canela comercial é obtida da casca interna mais escura. Faz-se isto por meio de duas incisões verticais, de cada lado dum ramo, com uma faca afiada. O cilindro da casca ou “casca” é então removido e juntado em maços de cerca de meio quilo e é então comercializada. Obtém-se óleo de canela dourado por se mergulhar pequenos pedaços da casca na água do mar e então se destila tal solução. Possui um cheiro bem agradável, aromático, e é usado como perfume.

A canela era usada na preparação do óleo da santa unção, como um dos “mais seletos perfumes”. (Êxo. 30:23) Era aspergida sobre as camas (Pro. 7:17), sendo usada figuradamente para descrever a amada sulamita (Cân. 4:13, 14), e é incluída entre os produtos que os mercadores viajantes vendiam a “Babilônia a Grande”, antes da destruição dela. — Rev. 18:11-13.

CÁSSIA [Heb., qiddáh; qetsiyáh] Embora duas palavras hebraicas sejam usadas para referir-se a esta planta na Bíblia, as versões Siríaca e o Targum indicam que aplicam-se à mesma árvore ou a um produto dela. A cássia (Cinnamomum cassia) cresce agora na Ásia oriental e é da mesma família que o cinamomo. Pode atingir uma altura de 12 metros, e possui folhas lustrosas, duras. A casca interna dos ramos (chamada Cassia lignea), quando cortada, seca-se e solta-se, enrolando-se em tubinhos, que são então enviados para o mercado. A casca da cássia é reputada inferior à casca do cinamomo ou canela, sendo mais grossa e mais pungente. Os brotos são usados como cravos na preparação de pratos, e as flores maduras, quando secadas, servem como incenso aromático. Os senes, embora também conhecidos como cássias, são de uma família diferente, e não devem ser confundidos com a cássia (C. cassia).

Quando se preparava o óleo da santa unção, no tempo de se erguer o tabernáculo, a cássia foi incluída entre os ingredientes, como um dos “mais seletos perfumes”. (Êxo. 30:23-25) A cássia era destacada entre os produtos com que lidavam os mercadores e comerciantes da cidade de Tiro. (Eze. 27:19) No Salmo 45:8, a palavra qetsiyáh é usada para descrever as roupas do rei como exalando deleitosa fragrância, na ocasião de seu casamento. A única outra ocorrência desta palavra é como nome da segunda filha de Jó nascida depois que ele se recuperou da doença. — Jó 42:14.

CEDRO [Heb. ’érez]. Os cedros, e especialmente os do Líbano, foram famosos nos tempos bíblicos, e são destacados de forma especial no relato da construção do templo de Salomão.

O cedro-do-líbano (Cedrus libani) é majestosa árvore de gigantescas proporções, dotada de profundas e fortes raízes, e, assim, o nome hebraico, derivado de uma raiz que significa “estar firme”, é apropriadíssimo. Grandes florestas desses cedros certa vez recobriam as montanhas do Líbano, mas, atualmente, apenas poucos bosques pequenos ainda restam, devido ao uso indiscriminado e a falta de reposição das árvores através da adequada conservação e replanta. As devastações da guerra sem dúvida também contribuíram para este abate. (Isa. 14:5-8) No entanto, as árvores remanescentes ainda apresentam impressionante vista. — Compare com Cântico de Salomão 5:15.

Os cedros às vezes atingem uma altura de 37 metros, e o tronco poderá ter uma circunferência de até 12 metros. Os ramos longos, disseminados, espalhando-se horizontalmente do tronco, podem fornecer uma circunferência de até 60 a 91 metros. As árvores têm uma forma um tanto piramidal, quando jovens, mas tendem a achatar-se no topo ao amadurecerem. A folhagem cresce em camadas horizontais distintas (ao invés de entrelaçarem-se), os ramos apresentando ramagens miúdas, semelhantes a flores, de agulhas verde brilhantes, de cerca de 1,27 cm de comprimento, e cones de coloração bronzeada que exsudam uma resina aromática. A casca é de cor marrom-avermelhada e bem dura. O tronco torna-se nodoso com a idade.

A madeira do cedro possui tonalidade vermelho quente, está isenta de nós e era altamente prezada para fins de construção, por causa de sua beleza, fragrância, durabilidade e resistência ao ataque de insetos. (Cân. 1:17; 4:11) Os construtores fenícios de navios usavam-na para seus mastros. (Eze. 27:5) O rei Hirão, de Tiro, forneceu homens e materiais para Davi quando Davi construiu uma “casa de cedros” em Jerusalém. (2 Sam. 5:11; 2 Crô. 2:3) Salomão mais tarde usou cedro no templo, para as vigas (1 Reis 6:9), para revestir o altar de incenso (1 Reis 6:20), e para recobrir os painéis do interior do templo em sua inteireza, de modo que “não se via pedra”. (1 Reis 6:15-18) Usou-se também cedro no Pórtico do Trono e no pátio do templo. — 1 Reis 7:7-12.

Tal uso extensivo do cedro exigia o trabalho de milhares de operários para abater as árvores, transportá-las até Tiro ou Sídon, na costa do Mediterrâneo, armando-as em jangadas e fazendo-as flutuar pela costa, provavelmente até Jope. Eram então transportadas por terra até Jerusalém. Isto foi feito através dum contrato entre Salomão e Hirão. (1 Reis 5:6-18; 2 Crô. 2:3-10) Depois disso, o fluxo de madeira continuou, de modo que se podia dizer que Salomão tornou a ‘madeira de cedro igual aos sicômoros por causa da grande quantidade’ que havia durante seu reinado. — 1 Reis 10:27; coteje com Isaías 9:9, 10.

Depois do cativeiro, a madeira de cedro do Líbano foi novamente obtida para a reconstrução do templo. — Esd. 3:7.

Em outras partes das Escrituras, o majestoso cedro é usado figuradamente para representar majestosidade, eminência e força, quer real quer aparente. (Eze. 31:2-14; Amós 2:9; Zac. 11:1, 2; Jó 40:17) Assim, o rei Jeoás, de Israel, tencionava que sua réplica ao rei Amazias, de Judá, fosse um fulminante insulto, ao comparar o reino de Amazias a uma “planta espinhosa”, enquanto assemelhava seu próprio reino a poderoso cedro-do-líbano. (2 Reis 14:9; confronte com Juízes 9:15, 20.) O cedro figura de modo dramático no enigma de Ezequiel (cap. 17), em que o reino e os príncipes de Judá são assemelhados ao topo dum cedro-do-líbano levado por Babilônia. (Eze. 17:1-4, 12, 13) Depois disso, o Messias é representado profeticamente como um rebento do próprio topo do cedro, que Jeová então planta num monte elevado. — Eze. 17:22-24; compare com Isaías 11:1; Jeremias 23:5; 33:15; Salmo 2:6; Revelação 14:1; Daniel 4:17.

[Continua]

[Foto na página 13]

Fonte do bdélio aromático.

[Foto na página 15]

Folhas e brotos da cássia.

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