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Despertai! — 1979
g79 8/12 pp. 24-27

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria abaixo foi extraída de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

ECLESIASTES. [Continuação]

Salomão vê que, considerando dum ponto de vista puramente humano, ocorrem muitos atos de injustiça e de opressão, sem nenhuma esperança em vista, de modo que a pessoa morta, e afastada de tudo, acha-se numa posição melhor, livre da rivalidade e da estupidez. Um pouco de descanso é melhor do que toda essa labuta. Mas os companheiros são vantagens valiosas, e por meio deles muita calamidade pode ser evitada, pois podem ajudar-se mutuamente e podem combinar suas forças contra a opressão. — Ecl., cap. 4; compare com Hebreus 10:24, 25.

Ao se chegar à casa de Deus, é melhor ouvir de modo a obedecer, do que sacrificar algo, enquanto se prossegue com a maldade. (Confronte com 1 Samuel 15:22.) Também, a pessoa não deve ser precipitada com suas palavras perante Deus, pois Ele está nos céus, e o homem está muito abaixo, na terra. Por conseguinte, quando ele faz um voto a Deus, deve pagá-lo, senão isso será considerado um pecado e trará a indignação de Deus. O importante é temer ao próprio Deus verdadeiro. A pessoa não se deve afligir diante da injustiça e da iniqüidade, pois o homem temente a Deus sabe que isto não passa despercebido Aquele que é o Juiz Supremo. — Ecl. 5:1-9; coteje com Lucas 12:6, 7.

O dinheiro é insatisfatório. As riquezas não trazem contentamento nem conforto mental. Podem passar, deixando o homem sem nada assim como veio ao mundo. Caso a pessoa adote a atitude correta e, ao invés de preocupar-se com as coisas materiais, reconheça que Deus lhe tem dado o que ela possui e o aprecie com contentamento, sua vida não será algo a odiar, nem enfadonha. (Compare com 1 Timóteo 6:6-8.) Preocupada em regozijar-se nas dádivas de Deus, os dias passarão sem a amargura da reflexão sobre a brevidade e o vexame da vida. — Ecl. 5:10-20.

Muito embora um homem possa ter muitos bens materiais, se não tiver a bênção de Deus, é pior do que alguém que nasceu prematuramente. Viver apenas para o que pode colocar na sua boca não satisfará a pessoa. Caso viva cegamente apenas para seus desejos, não importa quanto tempo viva, desaparecerá como uma sombra. — Ecl., cap. 6; Tia. 4:13, 14.

Salomão mostra que a boa reputação é melhor do que as coisas materiais, e que, por este motivo, o dia da morte da pessoa é melhor do que o dia do seu nascimento, pois teve tempo de fazer um bom nome e os seus dias de vaidade já passaram. Os estúpidos sorriem por nada e vivem para os banquetes. Mas é melhor pensar seriamente nas questões da vida e da morte, desta forma melhorando a sua condição do coração. Escutar a censura sábia é melhor do que ouvir o canto dos estúpidos. A paciência e melhor do que a soberba e a rapidez em ofender-se é estupidez. Alguém poderá rememorar as coisas anteriores do mundo como sendo dias melhores (compare com 1 Pedro 4:3), mas isto não é sábio. Antes, olhe para o trabalho de Deus. É também insensato o ponto de vista materialista, pois o dinheiro é útil em certa medida, como proteção temporária, se for usado sabiamente, porém a sabedoria é muito melhor, pois ela preservar vivos os que a possuem. — Ecl. 7:1-14.

A pessoa não deve ir a extremos, sendo excessivamente justa, ou excessivamente sábia. Efetivamente, deve procurar tais qualidades, porém, ao mesmo tempo, deve manter seu equilíbrio por lembrar-se de que o temor de Deus é a chave para obter tais coisas dignas. Todos os homens são pecadores. Portanto, não devemos levar muito a sério o que as pessoas dizem contra nós. Lembre-se, nós mesmos não somos tão justos assim, pois amiúde dizemos coisas que não são boas. Salomão avisa especialmente sobre ser enlaçado pela mulher ruim, pois mais amargo do que a morte é o fruto dela, e será bom perante Deus aquele que escapar dela. Salomão encontrou um homem dentre mil, mas nenhuma mulher dentre todas estas. Será isso por culpa de Deus? Não. Deus fez o homem reto, mas eles mesmos procuraram muitos planos. — Ecl. 7:15-29.

Embora muitas coisas calamitosas tenham sido descritas como sobrevindo à humanidade, se a pessoa guardar os mandamentos não será realmente ferida por quaisquer delas. Discernirá o que é apropriado para o tempo e avaliará o julgamento realizado. Ninguém, através do raciocínio humano, pode predizer o futuro, mas, sem embargo, há um julgamento para cada assunto. Alguns talvez pensem que, por seguirem certo proceder de iniqüidade, conseguirão escapar das coisas que ocorrem, mas trata-se de ledo engano. Os homens talvez considerem Deus vagaroso e imaginem que conseguem escanar com sua maldade, mas Deus se certificará de que resulte o bem para aqueles que temem a Ele, e que os iníquos desapareçam como uma sombra. — Ecl., cap. 8; compare com 2 Pedro 3:9; 2:12.

Salomão vê que, neste sistema de coisas, a mesma eventualidade, ou evento conseqüente, acontece tanto ao justo como ao iníquo. Devido a isto, os que não temem a Deus estão mais do que nunca inclinados a fazer o que é mau. Mas, terminam morrendo. Compreendem que, no que tange a este sistema de coisas, os vivos sabem que hão de morrer. Quando morrem, ficam inconscientes e não têm mais quinhão em nada que ocorre. Mas, é errado buscar o materialismo à base de tal ponto de vista. O que a pessoa deve fazer é manter brancas suas vestes e conservar sua alegria em Deus, amando sua esposa e utilizando as mãos para fazer, com seu poder, o que tem de ser feito, enquanto ainda está viva. No tempo atual, nem a sabedoria, o poder, a rapidez, nem o conhecimento trará à pessoa longa vida, ou a garantia de segurança, de vitória ou de favor especial, porque o tempo e a ocorrência imprevista recaem sobre todos, neste mundo. A sabedoria, contudo, deve ser prezada, quando usada por um homem necessitado para ajudar outros, muito embora o mundo o esqueça, desprezando-o. Todavia, a sabedoria pode fazer muito mais do que as armas. Por outro lado, um só pecador pode destruir a muito bem. — Ecl., cap. 9; compare com 1 Coríntios 5:6; Gálatas 5:9.

Ter parte até mesmo num pouco de tolice pode causar grandes danos a um homem conhecido como valioso por sua sabedoria e glória. A pessoa sábia não ficará excitada demais ou desequilibrada, mas manter-se-á calma e não abandonará seu devido lugar quando castigada por um regente. No mundo, contudo, a tolice foi colocada em muitas posições elevadas e, às vezes, as coisas são justamente o contrário de sua situação correta. Novamente, o sábio manter-se-á calmo e cauteloso, e exercerá sabedoria para que as coisas dêem certo para ele. (Compare com Mateus 10:16.) De outro modo, dissipará suas energias sem nenhum resultado. A pessoa sábia também falará com jeito, com discrição. Inversamente, os tolos falarão sem restrições e causarão dificuldades, loucura calamitosa para si mesmos. Salomão mostra a seguir o perigo dos frutos ruinosos, mesmo para os regentes, de se seguir maus conselhos, e comer e beber como objetivos em si, e da preguiça. Sublinha a insensatez de se falar mal dum regente, mesmo quando a pessoa pensa não ser ouvida. Nossa língua precisa sempre ser usada de forma correta para evitarmos dificuldades. — Ecl., cap. 10; coteje com 2 Reis 6:12; Provérbios 21:23.

A laboriosidade, o uso correto do que uma pessoa possui, e ser diligente nos empreendimentos são aconselhados. A pessoa deve fazer seu trabalho sem considerar a ocasião, o tempo ou a hora do dia, voltando-se para Deus e esperando que ele lhe produza resultados, pois não consegue ver tudo que Deus está realizando. Se jovem, talvez se incline a desperdiçar sua mocidade em andar nos caminhos de seu coração e nos desejos de seus olhos. Mas deve lembrar-se de que, caso o faça, está gastando o primor de sua vida, que possui desejos vãos, da forma errada, e que será julgado por seus atos pelo verdadeiro Deus, mesmo desde sua juventude. — Ecl., cap. 11.

Em vista de todas estas coisas, Salomão aconselha o jovem a lembrar-se de seu grandioso Criador enquanto consegue servir com vigor. Pois virá o tempo em que seu corpo se deteriorará, seus dentes terão caído, seus olhos se anuviarão, seu sono será leve e facilmente perturbado, terá membros trêmulos e ficará com medo de cair, seus cabelos ficarão brancos e perderá o apetite, suas mãos não conseguirão cuidar dele e, por fim, sua força de vida irá para as mãos do verdadeiro Deus, e seu corpo retornará ao pó. Então, o que poderá apresentar a Deus? — Ecl. 12:1-7.

Depois de encarar todas essas coisas, Salomão chegou à conclusão de que tudo neste sistema de coisas é vaidade. Todavia, não ficou amargurado nem desanimado, pois trabalhou arduamente para manter o povo unido no temor de Deus, para lhe ensinar o conhecimento. Ele elaborou muitos provérbios através de pesquisa cabal dos assuntos e procurou encontrar palavras deleitosas e corretas de verdade. Ele nos conta que existe um só pastor que supre palavras sabias, e estas são algo seguro a que nos podemos apegar. A elas devemos dar atenção. Devotar nosso tempo a livros mundanos de sabedoria e de filosofia não será revigorante, como são as palavras do sábio, mas será fadiga para a carne. Todas as observações de Salomão podem ser concluídas na ordem: “Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” A vida atual, portanto, não é o fim, se for vivida sabiamente, pois o próprio verdadeiro Deus trará toda sorte de obra a julgamento, em relação a cada coisa oculta, quanto a se é boa ou má. — Ecl. 12:8-14; veja o livro Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa, págs. 107-110.

CÂNTICO DE SALOMÃO, O. Um livro poético das Escrituras Hebraicas que fala do inabalável amor duma jovem sulamita (uma camponesa de Suném ou Sulém) por um pastor, e a tentativa frustrada do rei Salomão de conquistar o amor dela. As palavras iniciais do texto hebraico designam tal poema como “o cântico dos cânticos”, isto é, um “cântico superlativo”, o mais lindo, o mais excelente cântico. Trata-se apenas de um único cântico, e não de uma coleção de cânticos.

Desde o início, Salomão é identificado como o escritor. (Cân. 1:1) A evidência interna concorda com isto, pois revela que o escritor era alguém bem familiarizado com a criação de Deus, como Salomão era. (1 Reis 4:29-33) Repetidas vezes, plantas, animais, pedras preciosas e meteis figuram nas imagens vívidas do livro. (1:12-14, 17; 2:1, 3, 7, 9, 12-15; 4:8, 13, 14; 5:11-15; 7:2, 3, 7, 8, 11-13) O escritor, como se esperaria de um rei como Salomão, estava bem familiarizado com a terra habitada pelos israelitas — a planície costeira, as baixadas (2:1), as cadeias montanhosas do Líbano, Hermom, Anti-Líbano e Carmelo (4:8; 7:5), os vinhedos de En-Gedi (1:14) e “as lagoas de Hésbon, junto ao portão de Bate-Rabim”. — 7:4.

O poema foi composto quando Salomão possuía sessenta rainhas e oltenta concubinas. (Cân. 6:8) Isto aponta para a parte inicial de seu reinado de quarenta anos (1037-997 A.E.C.), visto que Salomão finalmente veio a possuir setecentas esposas e trezentas concubinas. — 1 Reis 11:3.

As expressões de afeto contidas em O Cântico de Salomão talvez pareçam muito incomuns para o leitor ocidental. Mas deve-se lembrar que o cenário para este cântico era um cenário oriental de cerca de três mil anos atrás.

PESSOAS ENVOLVIDAS

A figura central do Cântico de Salomão é a sulamita. Outras pessoas mencionadas no poema são seu amado pastor (Cân. 1:7), e sua mãe e seus irmãos (1:6; 8:2), o rei Salomão (3:11) as “filhas de Jerusalém” (as damas da corte de Salomão) e as “filhas de Sião” (mulheres residentes em Jerusalém). (3:5, 11) As pessoas podem ser distinguidas pelo que dizem sobre si mesmas ou o que se diz sobre elas. No texto hebraico, as formas gramaticais amiúde dão a entender o gênero (masculino ou feminino), bem como o número (singular ou plural), destarte facilitando a identificação dos personagens. Para tornar evidente tal diferença na língua portuguesa, amiúde é mister acrescentar palavras esclarecedoras para transmitir plenamente o significado do original. Assim, em O Cântico de Salomão 1:5, o hebraico reza literalmente: “Preta eu e linda.” No entanto, as palavras hebraicas para “preta” e “linda” acham-se no gênero feminino. Por conseguinte, a Tradução do Novo Mundo reza: “Sou uma moça preta, mas linda.”

O DRAMA

A sulamita conheceu o pastor no local do nascimento dele. (Cân. 8:5b) Zelosos pela castidade de sua irmã, os irmãos da sulamita tentaram protegê-la da tentação. Portanto, quando ela queria aceitar o convite de seu amado de ir com ele ver as belezas do começo da primavera (2:8-14), eles ficaram irados com ela e, aproveitando-se da necessidade sazonal, designaram-na para guardar os vinhedos das depredações das pequenas raposas. (1:6; 2:15) Exposta aos raios solares, a sulamita perdeu a brancura de sua pele. — 1:5, 6.

Mais tarde, quando estava a caminho do jardim das nogueiras, ela sem querer chegou ao acampamento do rei Salomão. (Cân. 6:11, 12) Quer vista ali pelo próprio rei, quer observada por outrem e então recomendada a ele, a sulamita foi levada ao arraial de Salomão. O rei Salomão revelou sua admiração por ela. Mas ela não sentia nenhuma atração por ele, e expressou saudades de seu amado pastor. (1:2-4, 7) As “filhas de Jerusalém”, por conseguinte, recomendaram que ela deixasse o acampamento e encontrasse seu amado. (1:8) Salomão, porém, não estava disposto a deixá-la ir embora e começou a louvar-lhe a beleza, prometendo-lhe modelar argolinhas de ouro e botõezinhos de prata para ela. (1:9-11) A sulamita então informou ao rei que o objeto de seu amor era outra pessoa. — 1:12-14.

Depois disso, o amado pastor da sulamita veio ao acampamento de Salomão e expressou sua afeição por ela. Ela, também, assegurou-lhe do amor dela. (Cân. 1:15 a 2:2) Quando falava às “filhas de Jerusalém”, a sulamita comparou seu amado a uma árvore frutífera entre as árvores da floresta, e solenemente as pôs sob juramento, pelo que era lindo e gracioso, a não tentarem suscitar nela um amor indesejado. (2:3-7) Sempre, mesmo durante as horas noturnas, ela continuava a ansiar pelo seu amado pastor, e ela relembrou às “filhas de Jerusalém” que elas estavam sob juramento de não tentaram despertar o amor nela até que ela se sentisse inclinada a isso. — 2:16 a 3:5.

Voltando a Jerusalém, Salomão levou junto a sulamita. Vendo o cortejo que se aproximava da cidade, várias “filhas de Sião” comentaram a aparência do cortejo. (Cân. 3:6-11) Em Jerusalém, o amado pastor, tendo acompanhado o cortejo, entrou em contato com a sulamita e louvou a beleza dela, desta forma confirmando-lhe o seu amor. (4:1-5) A sulamita expressou seu desejo de partir da cidade (4:6), e ele continuou a expressar sua admiração por ela. (4:7-16a) “Entre meu querido no seu jardim e coma dos seus frutos seletos”, disse ela. (4:16b) A resposta dele a este convite foi: “Entrei no meu jardim, minha irmã, noiva minha.” (5:1a) As mulheres de Jerusalém os encorajaram, dizendo: “Comei, companheiros! Bebei e embriagai-vos com expressões de afeto!” — 5:1b.

Quando a sulamita, depois de ter tido um sonho ruim, relatou-o às “filhas de Jerusalém” e lhes disse que ela desfalecia de amor (Cân. 5:2-8), elas desejaram saber o que havia de tão especial com o amado dela. Nisso, a sulamita passou a descrever seu amado em termos brilhantes. (5:10-16) Indagada por elas quanto a onde ele estava, ela as informou de que ele estava pastoreando entre os jardins. (6:1-3) Mais uma vez Salomão confrontou a sulamita com expressões elogiosas. (6:4-10) Quando ela lhe contou que não buscara a sua companhia (6:11, 12), Salomão rogou-lhe que voltasse. (6:13a) Isto a moveu a perguntar: “Que estais contemplando na sulamita?” (6:13b) Salomão utilizou isto como meio de expressar adicional admiração por ela. (7:1-9) A sulamita, porém, continuou imutável em seu amor e concitou as “filhas de Jerusalém” a que não despertassem amor nela quando este não se sentia inclinado a surgir espontaneamente. — 7:10 a 8:4.

Pelo que parece, Salomão então permitiu que a sulamita voltasse para sua casa. Vendo-a aproximar-se, os irmãos dela perguntaram: “Quem é esta mulher subindo do ermo, encostando-se no seu querido?” (Cân. 8:5a) Os irmãos da sulamita não compreenderam que sua irmã era tão constante em seu amor. Anos antes, certo irmão dissera a respeito dela: “Temos uma pequena irmã que não tem peitos. Que faremos por nossa irmã no dia em que for pedida?” (8:8) Outro irmão replicou: “Se ela for uma muralha, construiremos sobre ela um parapeito de prata; mas se ela for uma porta, nós a bloquearemos com uma tábua de cedro.” (8:9) No entanto, visto que a sulamita resistira com êxito a todos os engodos, ficando satisfeita com seu próprio vinhedo e permanecendo leal em sua afeição por seu amado (8:6, 7, 11, 12), ela podia corretamente dizer: “Sou uma muralha, e meus peitos são como torres. Neste caso me tornei aos seus olhos como aquela que acha paz.” — 8:10.

O cântico conclui com o desejo, expresso pelo seu amado pastor, de ouvir a voz dela (Cân. 8:13) e ela desejando que ele viesse correndo aos pulos, atravessando os montes que os separavam. — 8:14.

VALOR

O Cântico de Salomão ilustra a beleza do amor perseverante e constante. Tal amor imutável se reflete na relação de Cristo Jesus e sua noiva. (Efé. 5:25-32) Assim, O Cântico de Salomão pode servir para incentivar os que professam ser parte da noiva de Cristo a permanecer fiéis ao seu noivo celeste. — Compare com 2 Coríntios 11:2.

Veja o livro Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa, págs. 110-113.

ISAÍAS, LIVRO DE. O livro de Isaías exalta de forma notável a Jeová como “o Santo de Israel”, aplicando tal expressão a Ele num total de vinte e cinco vezes. Também aponta com inequívoca clareza para o Messias ou Ungido de Jeová, por meio do qual viria a libertação para o povo de Deus.

FUNDO HISTÓRICO

Isaías 1:1 informa-nos que Isaías teve a visão destas coisas nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Este foi um período de grave tensão internacional e um período em que as atitudes da religião falsa tiveram profundo efeito sobre o povo de Judá. Perto do início da carreira de Isaías, o rei Uzias morreu leproso por causa de sua presunção em assumir deveres sacerdotais. (2 Crô. 26:16, 19-21) Durante o reinado de seu filho, Jotão, relata-se que, enquanto o rei fazia o que era certo, “o povo ainda agia ruinosamente”. — 2 Crô. 27:2; 2 Reis 15:34.

Em seguida veio o rei Acaz, que durante dezesseis anos deu mau exemplo para a nação, exercendo a adoração de Baal com seus ritos de sacrifício humano. Havia “grande infidelidade para com Jeová”. (2 Crô. 28:1-4, 19) Foi nesse tempo que os reis aliados da Síria e de Israel cercaram Jerusalém, de modo que Acaz, ignorando o conselho de Isaías, o profeta, dirigiu-se a Tiglate-Pileser III, rei da Assíria, em busca de ajuda militar. (2 Reis 16:5-8; Isa. 7:1-12) Por isso, Acaz ‘fez da carne o seu braço, desviando o coração de Jeováˈ. (Jer. 17:5) A Assíria acedeu a uma aliança, mas, como é natural, estava mormente interessada em expandir seu próprio poder. O exército assírio capturou Damasco da Síria e, aparentemente, levou ao exílio os habitantes do território transjordaniano do Israel religiosamente apóstata. — 1 Crô. 5:26.

[Continua]

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