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  • O parto — precisa ser tão doloroso?

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  • O parto — precisa ser tão doloroso?
  • Despertai! — 1981
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  • Drogas que Aliviam a Dor
  • Não Fique Ansiosa
  • Deitada ou Sentada?
  • Acolher Bem o Bebê
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g81 22/3 pp. 25-29

O parto — precisa ser tão doloroso?

“DEPOIS de vinte horas das difíceis primeiras dores de parto, sozinha e aterrorizada, virei-me para a parede e jurei que se eu saísse viva ‘dessa’, jamais passaria de novo por isso. Mais tarde, na ala da maternidade, nós, mães, de penhoar, estávamos por ali dizendo umas às outras que o nosso parto foi ‘ótimo’. Não havia mais nenhum vocabulário conhecido para descrever a tremenda coisa, de estremecer a terra, pela qual passamos, por isso não falávamos mais nisto.”

Foi assim que uma mãe descreveu seu primeiro parto. Felizmente, nem todas as mães passam por ele com tal pavor. Mas, quase todas concordam: o parto é doloroso. É compreensível, quando se considera o que acontece no corpo quando uma criança nasce.

Por Que Tão Doloroso?

O parto é um dos mais intensos e complexos processos do corpo humano. Este é necessário para forçar a saída de um “caroço” vivo, são e salvo, pesando quase o mesmo que uma grande cabeça de repolho, com quatro membros, através do canal de parto estreito e sensível, de sua mãe. Às vezes, dois ou mais podem sair na mesma ocasião.

A dor real geralmente começa com uma série de fortes contrações musculares no útero. O bebê primeiro passa do útero para a parte inferior estreita do útero. Para ir em frente, a “boca” do útero precisa abrir-se até a largura de mais ou menos o punho de um homem. Isto envolve a densa rede de nervos sensitivos na parte inferior do útero, provocando dor. Se as contrações forem fracas demais para abrir a “boca” do útero, a expulsão é prolongada e pode ser muito difícil.

Quando a “boca” atingiu seu ponto máximo de abertura, o bebê é impelido em direção à vagina estreita. A mãe precisa fazer muita força para obrigar o bebê a passar por esta passagem e impeli-lo para fora através dos sensíveis órgãos sexuais externos. Às vezes, precisa ser retirado com fórceps ou extrator a vácuo.

Isto soa doloroso, sem dúvida. Mas, tem que ser assim tão doloroso? Pode ser feito algo para aliviar a dor?

Drogas que Aliviam a Dor

A maior parte das mulheres que dão à luz em maternidades, atualmente, são tratadas com drogas que aliviam a dor. Nos Estados Unidos, 95 por cento de todas as mulheres grávidas recebem algum tipo de droga.

O “gás hilariante” há muito tem sido usado como analgésico e ainda o é em muitos lugares. Tem efeito relaxante sobre o nervo central do cérebro. Barbitúricos, tranqüilizantes e analgésicos geralmente são dados às mulheres nos primeiros estádios das dores de parto, para descontraí-las e atenuar as dores.

A fim de evitar os efeitos depressivos dos narcóticos, e outros efeitos colaterais de tais drogas, e para manter a mãe alerta e participante durante o parto, tornou-se popular a anestesia local. Analgésicos são injetados a fim de bloquear os nervos sensitivos da mãe no canal de parturição. Às vezes é aplicada a anestesia geral, deixando a mãe inconsciente.

Embora muitas achassem que é de ajuda e talvez até necessário usar analgésicos, em anos recentes há crescente resistência nos meios médicos contra o uso irrestrito deles. Um forte sinal de alerta veio em 1978. Duas especialistas americanas no desenvolvimento do bebê e da criança, Yvonne Brackbill, da Universidade da Flórida, e Sarah Broman, dos Institutos Nacionais de Saúde, analisaram um estudo envolvendo 50.000 crianças, que foram acompanhadas desde antes do nascimento até os sete anos. Uma reportagem sobre a matéria, no Post de Washington, diz: “Durante o primeiro ano de vida, os bebês, cujas mães receberam fármacos ou drogas obstetrícias, tendiam a ficar atrás ou debilitados no desenvolvimento de sua capacidade de sentar, levantar ou se locomover. Mostraram-se deficientes na capacidade de parar suas reações, tal como a capacidade de parar de chorar quando atendidos.”

A reportagem ainda diz que o comportamento das crianças foi afetado pelo menos até os sete anos, e é apresentada a seguinte causa: “As drogas administradas durante as dores de parto e o parto em si, rapidamente atravessam a placenta e facilmente atingem o cérebro do feto. . . . O fígado e os rins do recém-nascido, que normalmente neutralizam o efeito das drogas e as eliminam, ainda não funcionam plenamente ao nascer.” Contudo, nem todos admitem tais perigos. Alguns pesquisadores dizem que “se as drogas forem escolhidas com cuidado, e se a dosagem e intervalo das drogas forem cuidadosamente controlados, neste caso os efeitos sobre o bebê são mínimos, em quase todos os casos.”

Ao passo que algumas mulheres preferem um parto mais confortável e com menos ansiedade, por tomarem analgésicos, muitas preferem dar à luz sem interferência. Querem sentir ao máximo esta maravilhosa ocasião. “Houve mulheres que disseram que não querem ser observadoras drogadas do nascimento de seus próprios bebês”, diz certo colunista. Contudo, existem outros tratamentos para se aliviar a dor, sem ser com drogas.

Não Fique Ansiosa

A pesquisa indica que não são apenas as circunstâncias físicas, tais como o tamanho do bebê ou a largura do canal de parto, que determinam o grau da dor. A condição física da mãe é um fator importante, mas, a ansiedade é também um grande fator que aqui está envolvido. “As mulheres que durante a gravidez tiveram muito medo do parto, descrevem . . . seu parto como tendo sido mais doloroso do que aquelas que aguardaram o parto com maior segurança”, diz o Dr. Nils Uddenberg, pesquisador sueco na Universidade de Lund, que há anos estuda as experiências e atitudes das gestantes.

Isto tem a ver com a relação entre a angústia e a dor, de acordo com este pesquisador. A angústia aumenta a dor, e tanto a angústia quanto a dor provocam tensão muscular. Uma mulher ansiosa fica muitas vezes extremamente tensa durante o parto. Isto bloqueie sua capacidade de relaxar e recobrar força nos intervalos das dores de parto.

Portanto, para aliviar as dores de parto da mulher, sua angústia precisa ser reduzida. O conhecimento transmite segurança. Se obtiver de antemão boa informação sobre o que acontece no seu corpo durante o parto, ela aceitará sua parte e desempenhará sua tarefa de modo mais inteligente, ficando mais descontraída e menos sensível à dor. Muitos hospitais-maternidades provêem tal informação.

A posição da mãe durante o nascimento da criança também tem sido objeto de pesquisa.

Deitada ou Sentada?

O professor Roberto Caldeyro-Barcia, obstetra e fisiólogo uruguaio, que dedicou 30 anos à pesquisa e desenvolvimento de algumas das mais sofisticadas tecnologias relacionadas ao parto, descobriu que a posição sentada, dos velhos tempos, é mais rápida, mais fácil e mais natural do que a de se deitar durante o parto. Uma reportagem a respeito de suas descobertas no jornal inglês The Guardian (O Guardião), de 24 de dezembro de 1979, diz que ele afirma que a posição deitada restringe a circulação do sangue e o suprimento de oxigênio ao feto.

A reportagem declara: “Caldeyro-Barcia descobriu que no caso de gestações de baixo risco (80 por cento do total) os melhores resultados foram obtidos quando se permitiu que as mulheres, às quais se explicou o que acontece durante o parto, dessem à luz sem interferência — nenhuma droga, nenhuma ruptura artificial das membranas, não se deitar na cama, mas movimentar-se (sentar-se ou mesmo andar, como a mãe preferir), terminando o estádio final do parto em posição sentada, com a presença do pai e da família. Caldeyro-Barcia descobriu que as primeiras dores de parto eram 36 por cento mais breves para as mulheres durante os primeiros estádios e 25 por cento mais breves no parto inteiro.”

De acordo com Êxodo 1:16, na Bíblia, cadeiras de parto já eram usadas no antigo Egito, e ainda são largamente usadas em muitas partes da terra. De acordo com um pesquisador, a posição horizontal foi introduzida por um obstetra francês, François Mariceaux, em 1738, e espalhou-se rapidamente através da terra. Mas os resultados deixam às vezes muito a desejar.

Kerstin, uma sueca de 32 anos, conta a respeito de seu quinto parto: “Foi extremamente duro. Eu jazia na cama e recebi alguns comprimidos. Minhas primeiras dores de parto duraram 36 horas. As contrações finais continuaram por mais algum tempo, mas o bebê não descia. Ele havia se metido numa posição desajeitada. Quando todo mundo saiu da sala para uma pausa, eu me lembrei da lei da gravidade e disse a mim mesma: ‘Vou fazer isto ao modo antigo.’ Fiquei de pé e senti que o bebê desceu um pouquinho. O pessoal entrou correndo, e após três fortes contrações, meu menino nasceu.”

Acolher Bem o Bebê

A atitude da mãe para com o bebê e as conseqüências de tê-lo podem também determinar quanta dor ela sentirá. O bebê deve ser desejado e bem-vindo. Uma bela mãe de 19 anos disse: “Durante todo o tempo de minha gravidez e parto, eu achava que meu filho iria acabar com minha carreira, minha liberdade e todo prazer na vida.” O parto dela foi agonizante. Uma semana mais tarde, estava radiante de felicidade e disse, beijocando seu bebê quase após cada palavra: “Eu gostaria de ter sentido isto por você todo o tempo!” De quanto sofrimento ela se teria poupado!

A dor que a mãe sente no parto pode também ser influenciada por sua relação com o pai da criança, sua condição social e sua idade. “Alguns dos mais chocantes partos a que assisti, envolviam quer mães muito jovens vivendo sob circunstâncias inseguras e tendo problemas psicológicos, quer mulheres mais velhas, com sentimentos muito divididos sobre a maternidade em sua idade”, diz o pesquisador Nils Uddenberg.

Isto sugere que quanto mais a mãe amar seu bebê por chegar, tanto mais ela apreciará se tornar mãe, e quanto melhores forem as relações entre ela e sua família, tanto mais confiança e felicidade sentirá durante o trabalho de parto e o parto em si. Isto, por sua vez, talvez estimule seu corpo a produzir generosamente, por si mesmo, os aliviadores naturais da dor. A seguinte descoberta emocionante foi anunciada num despacho da UPI, algum tempo atrás: “Algumas mulheres talvez se sintam descontraídas e quase eufóricas durante o parto, porque seu corpo produz um ‘hormônio da felicidade’, diz um pesquisador de Seattle (E.U.A.). O Dr. J. C. Houck, bioquímico e diretor do Centro de Pesquisas Virgínia Mason (E.U.A.), disse que tal hormônio é a betaendorfina, descoberta em 1976. Houck disse ter descoberto que esse hormônio se encontra na placenta humana e no pâncreas.”

É também conhecido que a felicidade e outras experiências emocionais altamente positivas afetam a produção de hormônios da glândula pituitária no cérebro, tal como a oxitocina, que é muito importante para o estímulo de um parto bem sucedido.

A Perícia Instila Confiança

Se a mãe recebe a assistência de alguém que é tanto gentil quanto experiente, isto pode ser de grande benefício para ela. “Assim que a amigável senhora de cabelos grisalhos, com seu avental branco, pousou sua mão gentil e quente na minha testa fria e suada, me senti descontraída e tranqüila. Sabia que se tratava de uma mão perita, com muitos anos de experiência em matéria de partos.” Foi assim que uma jovem mãe se sentiu em relação à sua parteira, um pouco antes de dar à luz. A perícia instila confiança.

O pesquisador Nils Uddenberg diz: “Para a gestante, a parteira é a fonte natural de segurança. Ela representa conhecimento e experiência. . . . Um ótimo relacionamento com a parteira é, portanto, extremamente essencial ao sentimento de tranqüilidade no parto.”

Deveria ser entendido, naturalmente, que em alguns lugares existem exigências legais que precisam ser cumpridas antes de uma pessoa poder servir qual parteira. Administradas e observadas adequadamente, tais exigências podem ser uma proteção a todos os envolvidos. — Rom. 13:1-5.

Na Maternidade ou em Casa?

Muitos cientistas dizem também que o ambiente tem influência sobre como a mãe se sente no parto. Em anos recentes, têm havido discussões acesas sobre se é o hospital-maternidade ou o lar o melhor lugar para se dar à luz. Alguns afirmam que uma atmosfera natural, favorável, semelhante a de um lar, é muito importante para a mãe e a criança. Muitos hospitais não podem oferecer isto, dizem eles, e recomendam, ao invés disso, que os partos sejam feitos em casa. Nas partes mais pobres do planeta, muitas mulheres não têm escolha — o lar é o único lugar. Nas partes mais abastadas, existe uma tendência no sentido de mais partos feitos em casa. Nos Estados Unidos, eles agora representam 2 por cento de todos os nascimentos.

Disse uma mãe, numa conferência sobre o parto: “Tive meu primeiro parto em casa, cinco anos atrás. Foi uma experiência totalmente diferente da do nascimento de meu primeiro filho, que tive numa maternidade. Lar é lar e tudo ali está ao seu jeito. A família fica envolvida e o parto transforma-se numa experiência emocional, e não médica.”

Muitos argumentam que a maternidade é o lugar mais seguro. Assistência profissional pode prontamente ser dada, caso surjam problemas, e, às vezes, isto é muito importante. Mas, alguns afirmam que nem todas as maternidades são tão seguras assim. O Dr. Mendelsohn afirma num livro sobre cuidados médicos: “As salas de pediatria e os berçários são as mais vulneráveis a propagar infecções. É um bem-guardado segredo nos hospitais que o lugar mais perigoso do hospital — para os pacientes — é o berçário, onde nenhum dos pacientes (especialmente os a quem se negou a transferência de imunidade através da amamentação no peito) desenvolveu sua imunidade contra os germes.”

Qualquer que seja o caso no que diz respeito à segurança — um fator que não deve ser desprezado — as experiências demonstram que as mães que dão à luz em casa, ou numa sala de parto que imite o lar, ficam mais descontraídas e, portanto, sentem menos dor. Em 1974, o médico francês Frédérick Leboyer iniciou suas notáveis experiências com os assim chamados partos naturais numa sala de parto semelhante ao lar, quieta e a meia-luz, onde o bebê foi entregue diretamente à mãe após o nascimento. De acordo com um relatório baseado em 120 de tais nascimentos, as mães os descreveram como “notável, maravilhosa e fantástica” experiência. Todas estas mães gostariam de dar à luz novamente, nas mesmas condições.

Ter um bebê vem-se tornando em muitos lugares mais como um assunto de família. A mãe muitas vezes sente-se tranqüila quando o marido está a seu lado, no parto. Algumas maternidades até mesmo permitem que os filhos mais velhos fiquem perto, num esforço de tornar o assunto todo menos dramático e mais natural. Perguntou-se a uma menina de oito anos, após ter assistido sua mãe dar à luz seu irmãozinho, se gostaria de ter um bebê. “Sim”, disse ela, sem hesitação, mas daí acrescentou: “A menos que eu decida, ao invés disso, me tornar bailarina.”

“Em dores de parto darás à luz filhos”, disse o Criador à primeira mulher na terra, de acordo com o primeiro livro da Bíblia. (Gên. 3:16) Isto realmente provou ser assim, através da história. Devido à imperfeição humana, o parto é doloroso. Mas, não tão insuportavelmente assim. Se a prospectiva mãe mantiver um relacionamento limpo e amoroso com seu esposo e com sua família, se cultivar corretos sentimentos para com seu bebê a chegar, se aprender a cooperar com seu próprio corpo, se receber assistência perita e bondosa, antes e durante o parto, se lhe for permitido dar à luz numa atmosfera quieta e feliz, e, acima de tudo, depositar sua confiança no maravilhoso Criador da vida, então estará em boas condições para dar à luz com o mínimo de dor possível, no tempo atual.

[Fotos na página 25]

Desenvolvimento

[Fotos na página 27]

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