Ajuda ao Entendimento da Bíblia
[A matéria que segue foi selecionada, condensada, da enciclopédia Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]
MATEUS, AS BOAS NOVAS SEGUNDO. [Continuação]
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Genealogia de Jesus Cristo (1:1-17)
II. Eventos desde anúncio do nascimento de Jesus até seu batismo (1:18 a 3:17)
A. Reação de José à gravidez de Maria (1:18-25)
B. Visita dos astrólogos; frustrado o plano de Herodes para matar Jesus, fuga para Egito e fixação subseqüente em Nazaré (2:1-23)
C. Ministério de João Batista; batismo de Jesus (3:1-17)
III. Atividade de Jesus desde o tempo do batismo até obra em Peréia, perto do fim de seu ministério (4:1 a 18:35)
A. Resiste à tentação do Diabo (4:1-11)
B. Ministério na Galiléia e regiões próximas (4:12 a 18:35)
1. Início do ministério na Galiléia, depois da prisão de João (4:12-17)
2. Pedro, André e filhos de Zebedeu chamados para serem pescadores de homens; curados os possessos de demônios e outros afligidos (4:18-25)
3. Sermão do Monte (5:1 a 7:29)
4. Vários milagres: curado leproso; curado à distância o servo dum oficial do exército; curada a sogra de Pedro e outros; acalmado o mar; expulsos demônios de dois homens no país dos gadarenos (8:1-34)
5. Escribas, fariseus e outros questionam a ação de Jesus em perdoar pecados, em associar-se com coletores de impostos e pecadores, e de seus discípulos não jejuarem (9:1-17)
6. Vários milagres; curada mulher que tinha fluxo de sangue, ressuscitada jovem morta; dois cegos tiveram sua vista restaurada; curado homem possesso de demônios (9:18-33)
7. Enviados doze, e lhes são dadas instruções pormenorizadas (10:1 a 11:1)
8. Indagação de João, na prisão, move Jesus a censurar aquela geração (11:2-30)
a. Jesus aponta milagres e pregação das boas novas, em resposta à indagação feita pelos discípulos em favor de João (11:2-6)
b. Identifica João como Elias prometido e censura geração por atitude incoerente sobre João e o Filho do homem (11:7-19)
c. Exproba Corazim, Betsaida e Cafarnaum por não serem acatadoras
d. Indica que coisas espirituais, embora ocultas dos sábios, são reveladas aos pequeninos; convida outros a assumir seu jugo benévolo do discipulado (11:25-30)
9. Questão suscitada por oponentes: discípulos arrancam espigas de cereal no sábado; cura da mão ressequida dum homem no sábado; acusação falsa de expulsar demônios por meio do regente dos demônios, buscam sinal (12:1-42)
10. Jesus ensina multidões (12:43 a 13:58)
a. Fala sobre possessão demoníaca (12:43-45)
b. Iguala cumpridores da vontade de Deus a irmão, irmã e mãe (12:46-50)
c. Ilustrações: semeador; trigo e joio; grão de mostarda fermento tesouro escondido no campo, pérola, rede (13:1-52)
d. Ensina em seu território natal, mas se vê confrontado com falta de fé (13:53-58)
11. Relatório sobre Jesus faz que Herodes conclua que João, a quem executara, tinha sido ressuscitado (14:1-13)
12. Jesus alimenta 5.000 homens, além de mulheres e crianças, mais tarde anda sobre o mar e faz curas em Genesaré (14:14-36)
13. Questão sobre tradicional lavagem das mãos (15:1-20)
14. Milagres: curada a filha endemoninhada de mulher fenícia; outras curas realizadas perto do mar da Galiléia; alimentados 4.000 homens, além de mulheres e crianças (15:21-39)
15. Fariseus e saduceus pedem sinal (16:1-4)
16. Palestras de Jesus com discípulos (16:5 a 18:35)
a. Avisa do ensino dos fariseus e saduceus (16:5-12)
b. Constrói congregação sobre rocha e dá chaves do reino a Pedro (16:13-20)
c. Prediz seus próprios sofrimentos, morte e ressurreição, repreende Pedro por expressar sentimentos contrários, e delineia requisitos para os que desejam ser discípulos (16:21-28)
d. Pedro, Tiago e João, em visão, vêem Jesus transfigurado (17:1-9)
e. João Batista identificado como o prometido Elias (17:10-13)
f. Cura menino endemoninhado e explica por que discípulos não conseguiram curá-lo (17:14-20)
g. Fala de novo dos sofrimentos, morte e ressurreição futuros (17:22, 23)
h. Faz arranjos para pagamento do imposto do templo para si mesmo e Pedro, por meio dum milagre (17:24-27)
i. Ensina discípulos sobre grandeza, fazer outros tropeçar, resolver dificuldades, e perdoar pecados contra sua pessoa (18:1-35)
IV. Ministério na Peréia e vizinhança de Jericó (19:1 a 20:34)
A. Deixa a Galiléia e confronta-se com fariseus sobre questão do divórcio; depois disso recomenda celibato (19:1-12)
B. Mostra que Reino pertence a pessoas que são como crianças (19:13-15)
C. Responde pergunta de jovem rico sobre requisitos para obter vida eterna considera ainda mais pontos com discípulos (19:16-30)
D. Ilustração dos trabalhadores contratados para trabalhar no vinhedo por um cenário (20:1-16)
E. Jesus de novo prediz seu próprio sofrimento, morte e ressurreição (20:17-19)
F. Pedido de Tiago e João de se sentarem à direita e à esquerda de Jesus no Reino; indignação resultante, da parte dos outros dez apóstolos, move Jesus a explicar assunto da grandeza (20:20-28)
G. Cura de dois cegos perto de Jericó (20:29-34)
V. Dias finais do ministério público de Jesus (21:1 a 27:31)
A. Preparação para/e entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (21:1-11)
B. Jesus purifica templo; cura aflitos; principais sacerdotes e escribas protestam ser Jesus chamado de “filho de Davi” pelos meninos no templo (21:12-17)
C. Amaldiçoa figueira (21:18-22)
D. Principais sacerdotes e outros questionam a autoridade de Jesus (21:23-27)
E. Várias ilustrações dadas em réplica: solicitados dois filhos a trabalhar no vinhedo; vinhedo e viticultores iníquos; festa de casamento do filho do Rei (21:28 a 22:14)
F. Tentativas de enredar Jesus na pergunta sobre impostos e ensinos da ressurreição; maior mandamento da Lei (22:15-46)
G. Jesus denuncia escribas e fariseus (23:1-39)
H. Profecia sobre sinal da presença, inclusive ilustrações das cinco virgens discretas e cinco tolas, talentos, ovelhas e cabritos (24:1 a 25:46)
I. Eventos imediatos que levaram à traição de Judas contra Jesus (26:1-16)
J. Preparação e celebração da Páscoa por Jesus e apóstolos, instituição da Refeição Noturna do Senhor (26:17-30)
L. Jesus prediz que todos tropeçarão, Pedro o negará três vezes (26:31-35)
M. Eventos no jardim de Getsêmani (26:36-56)
N. Jesus levado a julgamento, considerado culpado de blasfêmia; conduzido a Pilatos (26:57 a 27:2)
O. Judas Iscariotes sente remorso e se enforca (27:3-10)
P. Pilatos interroga Jesus e finalmente cede às exigências da multidão de pendurar Jesus na estaca (27:11-31)
VI. Jesus é pendurado na estaca, morre, é sepultado, ressuscita, e suas aparições pós-ressurreição (27:32 a 28:20)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 169-174.
BETÂNIA [talvez, casa de Ananias, ou casa dos aflitos].
1. Uma aldeia a “cerca de três quilômetros” de Jerusalém, a medida usada pelo escritor do Evangelho, naquele tempo, sendo o estádio romano, sendo mencionados por ele “quinze estádios” como iguais a uns 2,8 km. (João 11:18, Tradução do Novo Mundo, ed. 1950, nota marginal, em inglês) Situava-se na encosta E do Monte das Oliveiras, num antigo acesso a Jerusalém, vindo de Jericó e do Jordão. (Mar. 10:46; 11:1; Luc. 19:29) Atualmente, o local é assinalado pela pequena aldeia de el-‘Azarieh, nome árabe que significa “o lugar de Lázaro”. Embora a aldeia seja pobre, oliveiras, figueiras e amendoeiras dão certa medida de agradabilidade às cercanias.
Se Cafarnaum era o lar de Jesus na Galiléia (Mar. 2:1), Betânia podia ser chamada de seu ‘lar na Judéia’. Era a “certa aldeia” que Jesus visitou durante seu posterior ministério na Judéia (aproximadamente de outubro a dezembro de 32 E.C.), o local do lar de Marta, Maria e Lázaro, que se tornaram amigos amados de Jesus. (Luc. 10:38) Ali Jesus, mais tarde realizou o milagre da ressurreição de Lázaro. (João 11:1, 38-44) Seis dias antes da Páscoa final de Jesus (ou em 8 de nisã de 33 E.C.), ele veio de Jericó até Betânia, a notícia de sua presença trazendo uma multidão de judeus para fora da aldeia, a fim de vê-lo, bem como ao ressuscitado Lázaro. (João 12:1, 9) Dali até o último dia de sua vida terrestre, Jesus passou os dias em atividades em Jerusalém, mas, à noite, ele e seus discípulos deixavam a cidade grande para alojar-se na despretensiosa aldeia de Betânia, no Monte das Oliveiras, sem dúvida em casa de Marta, Maria e Lázaro. — Mar. 11:11; Mat. 21:17; Luc. 21:37.
Evidentemente, a cavalgada triunfal de Jesus para Jerusalém (9 de nisã) se deu sobre o Monte das Oliveiras, ao longo da trilha desde Betânia. (Mat. 21:1-11; Mar. 11:1-11; Luc. 19:29, 38) Foi no caminho de Betânia para Jerusalém, em 10 de nisã, que Jesus amaldiçoou a figueira estéril, que já havia secado completamente na ocasião em que ele e seus discípulos passaram por ela, no dia seguinte (11 de nisã). (Mar. 11:12-14, 19, 20) Lá em Betânia, na noite de 12 de nisã, Jesus usufruiu uma refeição noturna na casa de Simão, o leproso, junto com Marta, Maria e Lázaro. Era esta a cena em que Maria o ungiu com óleo custoso, provocando as objeções hipócritas de Judas, e a censura que Jesus lhe deu. Pelo que parece, de Betânia, Judas foi fazer os arranjos para trair Jesus. — Mat. 26:6-16; Mar. 14:1-10; João 12:2-8.
Quarenta dias depois da ressurreição de Jesus, quando chegou a ocasião para ele despedir-se dos seus discípulos, ele os levou, não ao templo que agora tinha sido abandonado por Deus, mas, antes, “para fora, até Betânia”, no Monte das Oliveiras, onde começou a sua ascensão. — Luc. 24:50-53; Atos 1:9-12.
Crê-se, em geral, que a cidade benjamita de Ananias (Nee. 11:32) era o local antigo que correspondia à aldeia de Betânia nos dias de Jesus.
2. Betânia, do outro lado do Jordão, é mencionada apenas uma vez (João 1:28) como o lugar em que João estava batizando e, pelo que parece, é o lugar onde João identificou Jesus a seus discípulos como sendo o “Cordeiro de Deus”. (João 1:35, 36) No terceiro século, Orígenes substituiu o nome Betânia por Betabara e a Versão Autorizada (em inglês) segue esta tradução; no entanto, os manuscritos mais fidedignos rezam Betânia. O sítio desta Betânia além ou a E do Jordão é incerto.
BETEL [casa de Deus].
Cidade destacada da Palestina, mencionada com mais freqüência na Bíblia do que qualquer outra, exceto Jerusalém. É identificada com as ruínas junto à aldeia moderna de Beitin, a cerca de 19 km ao N de Jerusalém. Situava-se, assim, numa cordilheira rochosa, no extremo sul da região montanhosa de Efraim, a cerca de 915 m acima do nível do mar. A área circunvizinha, hoje, é bem árida, consistindo em um platô pedregoso, com vegetação esparsa. Todavia, a existência de quatro fontes ali mostra que a antiga cidade tinha excelentes reservas de água.
A posição de Betel era estratégica e contribuía grandemente para sua importância. Situada no ‘dorso’ da cadeia montanhosa central, era a importante rota N-S que seguia a linha divisória de águas, que ia por todo o caminho de Siquém para o sul, atravessando Betel, Jerusalém, Belém, Hébron e descendo até Berseba. (Coteje com Juízes 21:19.) Outra rota conectava Betel com Jope, ao O, no Mediterrâneo, e com Jericó, a E, perto do Jordão. Betel era assim uma cidade de encruzilhadas, como eram Samaria, Jerusalém, Hébron e Berseba. Adicionalmente, a evidência aponta que tal área, entre Jerusalém e Betel, era uma região de densa população, tendo maior concentração de povoados que qualquer outra parte da Palestina.
As prospecções arqueológicas realizadas em Beitin revelam-na como sendo um sítio de grande antiguidade, oferecendo-se a sugestão de que o povoado original datava de cerca do século 21 A.E.C. Encontrou-se também evidência duma severa destruição e conflagração, que deixou restos e cinzas de 1,5 m de profundidade em alguns lugares, e crê-se que isto, provavelmente, ocorreu durante a conquista de Canaã por parte de Israel.
Ao entrar Abraão em Canaã (1943 A.E.C.), ele parou em Siquém, e então passou para o S “para a região montanhosa ao leste de Betel e armou sua tenda com Betel ao oeste e Ai ao leste”. (Gên. 12:8) Depois de passar algum tempo no Egito, devido a uma fome em Canaã, Abraão de novo se fixou a E de Betel, em companhia de Ló, seu sobrinho. Visto que, em ambos os casos, Abraão armou sua tenda a E de Betel, sugere-se que o local de seu acampamento era em Burj Beitin, a uma curta distância a E de Beitin, que tem sido chamado de “um dos grandes mirantes da Palestina”. (Encyclopœdia Bíblica, Vol. I, col. 552) Pode ter sido deste ponto de observação que Abraão convidou Ló a escolher a direção em que gostaria de ir, ao separar-se de Abraão, com o resultado de que Ló “levantou assim os seus olhos e viu todo o Distrito do Jordão” e decidiu-se a favor dessa região. (Gên. 13:8-11) Depois disso, Jeová convidou Abraão a contemplar a terra em todas as direções, assegurando-lhe de que seria uma herança para ele e sua descendência. — Gên. 13:14, 15.
[Continua]
[Foto na página 23]
Betânia, conforme vista nos tempos modernos.