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  • BÊNÇÃOS DE JEOVÁ
  • O HOMEM ABENÇOANDO A JEOVÁ
  • UM HOMEM ABENÇOA OUTRO HOMEM
  • OCASIÕES DE EXPRESSAR UMA BÊNÇÃO
  • SER UMA BÊNÇÃO PARA OUTROS
Despertai! — 1980
g80 8/12 pp. 24-27

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria condensada da enciclopédia bíblica, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

BÊNÇÃO. Tornar ou declarar santo; uma solicitação a Deus para que conceda o favor divino; conceder bondade; favor; exaltar como santo; glorificar; falar bem de, proteger ou guardar do mal; trazer felicidade.

As várias formas das palavras hebraicas geralmente traduzidas “abençoar” (ou bendizer) ou “bênção” ocorrem cerca de 400 vezes nas Escrituras. O verbo barákh, usualmente traduzido “abençoar”, é às vezes traduzido “ajoelhar” ou “dobrar os joelhos”. — Gên. 24:11; 2 Crô. 6:13; Sal. 95:6.

O verbo grego eulogéo significa literalmente “falar bem de”, sendo uma combinação de eu, que significa “bem”, e de lógos, “palavra”. Ocorre nas formas verbais, substantivas e adjetivas mais de 65 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs.

As Escrituras usam “abençoar” e “bênção” pelo menos em quatro aspectos principais: (1) De Deus para o homem, a bênção de Jeová sendo concedida sobre a humanidade em geral, e sobre indivíduos; (2) do homem para Deus, os humanos abençoando a Deus; também abençoando a Cristo; (3) de homens para outros homens, os homens abençoando outros homens e (4) uma pessoa sendo uma bênção para outras.

BÊNÇÃOS DE JEOVÁ

“A bênção de Jeová — esta é o que enriquece, e ele não lhe acrescenta dor alguma.” (Pro. 10:22) Jeová abençoa aqueles a quem ele aprova por protegê-los, fazê-los prosperar, orientá-los, dar-lhes êxito e suprir-lhes as necessidades, com um resultado proveitoso para eles.

De importância vital para toda a humanidade é a bênção relativa a Abraão e seu Descendente. (Gên. 12:3; 18:18; 22:18) Jeová abençoou Abraão e Sara por renovar miraculosamente seus poderes reprodutivos, habilitando-os a ter um filho em sua velhice. (Gên. 17:16; 21:2) Ele fez Abraão prosperar e utilizou-o de forma pictórica para prefigurar coisas maiores. (Gál. 4:21-26) Por conseguinte, a bênção de Deus em prover um descendente para Abraão tinha maior significado na promessa de que as pessoas de todas as nações serão abençoadas por meio Daquele a quem Isaque prefigurou, Jesus Cristo. — Gál. 3:8, 14; Atos 3:25, 26; Heb. 6:13-20.

A bênção de Jeová sobre uma pessoa ou povo depende da obediência a Ele. (Êxo. 23:25) Os nítidos contrastes feitos em Deuteronômio, capítulos 27 e 28, mostram claramente que a maldição de Jeová, que resultava em severa punição, pairava sobre os desobedientes, ao passo que Sua bênção pairava sobre os obedientes, produzindo prosperidade espiritual e preenchendo suas necessidades materiais, tornando-se evidente em suas casas, sua terra, sua descendência, seus animais, suas reservas alimentares, suas viagens, sobre cada ação deles. “As bênçãos são para a cabeça do justo.” (Pro. 10:6, 7) Quando o povo de Jeová é fielmente obediente, Ele se agrada de ‘abrir as comportas dos céus e realmente despejar sobre vós uma bênção até que não haja mais necessidade’. — Mal. 3:10.

O HOMEM ABENÇOANDO A JEOVÁ

O homem abençoa a Jeová primariamente por louvá-lo. Expressões de gratidão, reconhecê-lo como Aquele de quem fluem todas as bênçãos, falar bem dele em cada ocasião, e realizar atos de adoração e serviço também abençoa a Jeová. Pregar as boas novas é um modo de se abençoar a Jeová, visto que isso louva seu nome e seus propósitos. — Mat. 24:14; Heb. 13:15.

UM HOMEM ABENÇOA OUTRO HOMEM

Em contraste com Jeová, que sempre cumpre a bênção de que Ele fala, muitas vezes, quando um homem declara uma bênção sobre outra pessoa, ele talvez não tenha a capacidade de cumpri-la. Na Bíblia, declarar um homem uma bênção amiúde equivale a um apelo para a bênção divina, muito embora não seja necessariamente expressa numa oração. Assim, ao passo que o homem talvez seja o objeto visado de tal bênção, a fonte é, admitidamente, o próprio Deus. Também, abençoar um homem a outros homens pode, com freqüência, constituir uma expressão de gratidão, o reconhecimento apreciativo das suas excelentes qualidades ou de uma tarefa bem executada.

É com referência a poder abençoar com efetividade, de ter a autoridade, da parte de Deus, para abençoar, ou o poder de cumprir a bênção, que Paulo, ao argumentar sobre a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque sobre o de Levi, expressa o seguinte princípio: “Ora, além de qualquer disputa, o que é menor é abençoado pelo maior.” (Heb. 7:7) Melquisedeque era um sacerdote de Deus e um rei, e podia falar de modo autorizado e profético em nome de Deus ao dar uma bênção a Abraão. — Gên. 14:18-20; Heb. 7:1-4.

OCASIÕES DE EXPRESSAR UMA BÊNÇÃO

Em oração, a pessoa louva e agradece a Deus, abençoando-o e, por sua vez, expressa-se a favor dos unidos na fé e dos que buscam a Deus, abençoando-os. “Proferir uma bênção” ou “pedir a bênção”, bênção da qual se espera partilhar, antes de se tomar uma refeição, é usualmente feito em oração. Em tal oração, dão-se agradecimentos e louvores a Jeová, por suas provisões espirituais e materiais, pedindo-se que Jeová faça com que tal nutrição seja usada para o benefício dos que a obtêm, e que os fortaleça para servi-lo. (1 Sam. 9:13; Mat. 14:19; Luc. 9:16) Ao abençoar o pão e o vinho na refeição noturna do Senhor, louvor e agradecimentos são oferecidos a Deus, junto com a solicitação de que todos os que deles participam possam ser beneficiados espiritualmente pelas coisas que eles simbolizam, e possam permanecer unidos e íntegros como corpo de Cristo. — Mat. 26:26; 1 Cor. 10:16.

Na sociedade patriarca, o pai amiúde abençoava os filhos pouco antes de sua morte. Tratava-se dum assunto de grande importância, e era altamente prezado. Assim, Isaque abençoou Jacó pensando que este era o seu primogênito, Esaú. Isaque declarou o favor e a prosperidade para Jacó à frente de seu irmão Esaú, sem dúvida fazendo petição a Jeová que cumprisse tal bênção, visto que o próprio Isaque era cego e idoso. (Gên. 27:1-4, 23-29; 28:1, 6; Heb. 11:20; 12:16, 17) Mais tarde, Isaque, com plena consciência, confirmou e ampliou tal bênção. (Gên. 28:1-4) Antes de morrer, Jacó abençoou primeiro os dois filhos de José, daí, os seus próprios filhos. (Gên. 48:9, 20; 49:1-28; Heb. 11:21) Similarmente, Moisés, antes de sua morte, abençoou a inteira nação de Israel. (Deu. 33:1) Em todos esses casos, os resultados provaram que eles falavam profeticamente. Em alguns casos, quando declaravam tais bênçãos, a mão do abençoador era colocada sobre a cabeça do abençoado. — Gên. 48:13, 14.

Como saudação, oferecer alguém uma bênção significava que desejava o bem-estar da outra pessoa. Jacó, ao ser levado perante Faraó abençoou-o. (Gên. 47:7; veja também 1 Samuel 13:10; 25:14; 1 Reis 1:47; 2 Reis 10:15.) Ao partir, podiam-se conceder bênçãos. Rebeca, por exemplo, foi abençoada por sua família quando partia da Mesopotâmia para casar-se com Isaque. — Gên. 24:60; veja também Gênesis 28:1; 2 Samuel 19:39; 1 Reis 8:66.

Oferecer um presente também estava ligado a bênçãos. (Gên. 33:11; Jos. 14:13; 15:18, 19) Compreensivelmente, o próprio presente poderia ser chamado de bênção, um “presente de bênção”. Talvez se oferecessem presentes com votos de bem-estar para um ente querido, ou no empenho de obter o favor de alguém, ou como expressão de gratidão. — 1 Sam. 25:27; 30:26.

Bênçãos podiam ser concedidas em forma de cumprimentos. Boaz abençoou Rute por sua benevolência. (Rute 3:10) Os homens que se ofereciam para realizar um serviço a favor da adoração de Jeová eram abençoados pelos observadores. (Nee. 11:2) Os pais têm direito a uma bênção da parte de seus filhos. — Pro. 30:11.

Uma bênção pode consistir em linguagem favorável ou edificante. Jesus admoestou-nos a ‘abençoar aos que nos amaldiçoam’. (Luc. 6:28) “Persisti em abençoar os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.” (Rom. 12:14) Isto não significa louvar os opositores, mas que ter boa conduta para com tais pessoas, junto com a linguagem bondosa, cortês e verídica que lhes traria benefícios, caso fosse acatada, poderia resultar em granjear a boa vontade delas. (1 Cor. 4:12; 1 Ped. 3:9) A maneira de se falar também tem de ser considerada. (Pro. 27:14) Desviar alguém de atos iníquos é deveras uma bênção, resultando nos melhores interesses daquela pessoa, e no louvor de Jeová. — Atos 3:26.

SER UMA BÊNÇÃO PARA OUTROS

A pessoa pode ser uma bênção para o próximo por seguir um proceder obediente para com Deus. A associação de tais pessoas, a quem Jeová abençoa, traz bênçãos para outros. Labão foi abençoado porque Jacó cuidava dos rebanhos dele. (Gên. 30:27, 30) A casa e o campo de Potifar prosperaram graças à supervisão de José. (Gên. 39:5) A presença de dez cidadãos justos poderia ter feito com que Deus poupasse Sodoma. (Gên. 18:32) O servo dedicado de Deus pode trazer a consideração favorável de Deus a um cônjuge descrente e seus filhos jovens. (1 Cor. 7:14) Jesus disse que, no tempo da maior tribulação do mundo, “por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados”, de outra forma, “nenhuma carne seria salva”. (Mat. 24:21, 22; coteje com Isaías 65:8.) Imitar o exemplo dos abençoados por Deus traz ainda maiores bênçãos. (Gál. 3:9; Heb. 13:7; 1 Cor. 11:1; 2 Tes. 3:7) Fazer o bem aos irmãos de Cristo, os “escolhidos” de Deus, traz as bênçãos de Jeová para as “ovelhas”, com a recompensa da vida eterna. — Mat. 25:34, 40, 46.

BEN-HADADE [filho de (o deus) Hadade]. Nome de três reis da Síria mencionados no registro da Bíblia. Hadade era o deus-tempestade, adorado por toda a Síria e outras regiões circunvizinhas.

1. O primeiro Rei da Síria chamado Ben-Hadade no relato bíblico era filho de Tabrimom, e neto de Heziom. Tinha feito um pacto com o Rei Baasa, de Israel, porém o Rei Asa, de Judá, alarmado quando Baasa começou a fortificar Ramá, a apenas alguns quilômetros ao N de Jerusalém, subornou Ben-Hadade para que rompesse seu pacto e atacasse o reino setentrional, destarte forçando Baasa a retirar-se. Em troca dos tesouros reais de Judá e dos do santuário do templo, Ben-Hadade invadiu Israel atacando e varrendo decisivamente várias cidades do território de Naftali e da região do mar da Galiléia. Conforme esperado, Baasa retirou-se para sua capital, em Tirza. (1 Reis 15:16-21; 2 Crô. 16:1-6) Esta ação se deu em cerca de 962-961 A. E. C. (o “trigésimo sexto ano” em 2 Crônicas 16:1 evidentemente se refere ao trigésimo sexto ano a contar da divisão do reino, em 997 A. E. C.). — Veja ASA.

Uma estela, conhecida como Estela de Melqart, foi descoberta em 1939, a cerca de 6,5 km ao N de Alepo, no norte da Síria, e, embora a inscrição não seja inteiramente legível, é traduzida por W. F. Albright como dizendo: “A estela que Bir-Hadade, filho de Tab-Ramman, filho de Hadyan, Rei de Arã, ergueu para seu senhor Milqart, (a estela) que ele prometeu solenemente a ele quando (lit., e) ele deu ouvidos à sua voz.” Bir-Hadade é a forma aramaica de Ben-Hadade e, se o restante da tradução for correta, isto identificaria Ben-Hadade I bem de perto como a Bíblia o apresenta.

2. A próxima menção de um Rei sírio chamado Ben-Hadade ocorre durante o reinado do Rei Acabe, de Israel (c. 940-919 A. E. C.). Evidentemente por volta do quinto ano antes da morte de Acabe (c. 923 A. E. C.), “Ben-Hadade, Rei da Síria” liderou as forças coligadas de trinta e dois reis, evidentemente vassalos, contra Samaria, cercando a cidade e exigindo que o Rei Acabe se rendesse incondicionalmente. (1 Reis 20:1-6) Acabe convocou um conselho dos anciãos do país, que o aconselharam a resistir. Daí, ao passo que as forças sírias se preparavam para um ataque contra a cidade, e Ben-Hadade e os outros reis estavam embebedando-se nos tabernáculos que ergueram, Acabe, seguindo o conselho divino, usou de estratégia para lançar um ataque de surpresa contra o acampamento sírio e teve êxito em desarraigá-los. — 1 Reis 20:7-21.

Aceitando a teoria de seus conselheiros, de que Jeová era “um Deus de montes” e que, por conseguinte, os israelitas podiam ser derrotados em terreno plano, no ano seguinte, Ben-Hadade liderou seu exército até Afeque, no Vale do Esdrelom. As forças sírias tinham sido reorganizadas, os trinta e dois reis sendo substituídos por governadores, como chefes das tropas, evidentemente devido a se considerar que os governadores lutariam mais unida e obedientemente e, talvez, também teriam mais forte incentivo para obterem a promoção a uma posição mais alta do que os reis mais independentes. As teorias religiosas e militares de Ben-Hadade, contudo, resultaram imprestáveis contra as forças israelitas que, embora sobrepujadas grandemente em número, foram avisadas de antemão desse ataque, por um profeta, e tinham o apoio do Rei do universo, Jeová Deus. As forças sírias foram reduzidas a pedaços e Ben-Hadade fugiu para Afeque. Contudo, Acabe permitiu que este inimigo perigoso fosse embora livre, sendo-lhe feita a seguinte promessa por Ben-Hadade: “As cidades que meu pai tomou ao teu pai, eu restituirei; e designarás para ti ruas em Damasco, assim como meu pai designou em Samaria.” — 1 Reis 20:22-34.

Há considerável diferença de opinião quanto a se este Ben-Hadade é o mesmo Rei sírio dos dias de Baasa e de Asa, ou se ele é, ao invés, um filho ou neto daquele rei. Para que Ben-Hadade I (do tempo de Asa) seja o Ben-Hadade dos dias de Acabe e até mesmo de Jeorão (c. 917-905) seria necessário um reinado de cerca de quarenta e cinco anos, ou mais. Isto, naturalmente, não é impossível.

No entanto, aqueles que sustentam que o Rei sírio dos dias de Acabe devia ser chamado Ben-Hadade II, indicam a promessa feita por Ben-Hadade a Acabe, citada acima. (1 Reis 20:34) À primeira vista, parece que o pai de Ben-Hadade havia tomado cidades de Onri, pai de Acabe, embora não se registre nenhum conflito entre a Síria e Israel durante o reinado de Onri. A única tomada síria de cidades israelitas registrada se deu anteriormente, durante a regência de Baasa, e foi feita por Ben-Hadade I, conforme descrita sob o N.º 1, acima. Se esta for a tomada mencionada, então isso faria com que Ben-Hadade I fosse o pai (ou, em vista do uso freqüentemente amplo do termo, possivelmente o avô) do Ben-Hadade (II) do reinado de Acabe. Por outro lado, Baasa não era o “pai” de Acabe, nem seu antepassado. Alguns comentaristas explicariam isso por dizerem que “pai”, neste caso, poderia referir-se a um predecessor real no trono, muito embora não fosse parente consangüíneo, como um ancestral de sua linhagem.

Todavia, ter a promessa de Ben-Hadade a Acabe feito referência a “Samaria” pareceria limitar a captura síria das cidades israelitas ao reinado de Onri, visto que Samaria foi construída por ele, e depois disso, tornou-se a capital de Israel. As “ruas” designadas, pelo que parece, se relacionam especialmente ao comércio e às relações comerciais entre os dois reinos.

Sejam quais forem as circunstâncias e o tempo da captura das cidades israelitas, a evidência bíblica pareceria indicar um diferente Ben-Hadade como regente no tempo de Acabe, e, por isso, poderia ser mencionado como Ben-Hadade II. Parece que a promessa de Ben-Hadade II de devolver as cidades tomadas de Israel por seu pai não foi inteiramente cumprida, pois, no ano final da regência de Acabe, este Rei israelita fez uma aliança com Jeosafá, na vã tentativa de recuperar dos sírios Ramote-Gileade (a E do Jordão). Ben-Hadade II é evidentemente o anônimo “rei da Síria” que ordenou que seus “trinta e dois chefes dos carros” concentrassem seu ataque, naquela batalha, sobre Acabe. (1 Reis 22:31-37) Deve também ter sido o Rei que enviou seu leproso chefe do exército, Naamã, para ser curado por Eliseu, durante o reinado de Jeorão. O Rei sírio adorava o deus Rimom (cujo nome forma parte do nome Tabrimom, pai de Ben-Hadade I), tido por muitos como sendo o mesmo que o deus Hadade. — 2 Reis 5:1-19.

Apesar do serviço de cura prestado a seu general, Ben-Hadade manteve sua animosidade para com Israel, e enviou grupos invasores a Israel. (2 Reis 6:8; confronte com 2 Reis 6 versículo 23.) No entanto, Eliseu, coerentemente, avisou o Rei de Israel de antemão sobre o roteiro dos grupos invasores, de modo que Ben-Hadade começou a suspeitar da presença de um traidor entre seus próprios servos. Ao saber que Eliseu era quem informava o Rei de Israel sobre ‘as coisas que Ben-Hadade falava no seu dormitório interno’, o Rei sírio enviou poderosa força militar para capturar Eliseu em Dotã. Eliseu, contudo, fez com que as tropas fossem miraculosamente assoladas com uma forma de cegueira, e conduziu-as bem para o meio da capital israelita, Samaria. Esta experiência, talvez junto com o tratamento e a libertação misericordiosos concedidos aos sírios ali, puseram fim à atividade de guerrilhas, embora isso não eliminasse a atitude agressiva de Ben-Hadade. — 2 Reis 6:9-23.

Ainda inclinado a derrubar o reino israelita, Ben-Hadade mais tarde ajuntou suas forças e cercou Samaria, provocando condições de fome do tipo mais grave. (2 Reis 6:24-29) Todavia, quando Jeová, certa noite, fez com que o acampamento sírio ouvisse o som dum grande exército que se aproximava, eles precipitadamente concluíram que Jeorão havia contratado os hititas e os egípcios para salvá-lo, e, depois disso, fugiram de volta para a Síria no meio das trevas, deixando atrás todo seu equipamento e suas provisões — 2 Reis 7:6, 7.

Ben-Hadade II estava em seu leito de doença quando Eliseu viajou para Damasco, cumprindo a comissão divina que fora dada a seu predecessor, Elias. (1 Reis 19:15) Enviando a carga de quarenta camelos como presentes para o profeta, Ben-Hadade indagou sobre as possibilidades de recuperar-se de sua doença. A resposta de Eliseu, dada a Hazael, mostrava que o Rei morreria, assumindo Hazael a realeza. No dia seguinte, Hazael fez com que Ben-Hadade morresse sufocado, e então Hazael assumiu o trono como rei. — 2 Reis 8:7-15.

Ben-Hadade II parece ser Hadadezer (Assírio, Adad-’idri), mencionado nas inscrições de Salmaneser III, da Assíria. Alguns peritos sugerem que Hadadezer era o “nome régio” de Ben-Hadade, similar ao nome “Pul”, usado por Tiglate-Pileser III, e o nome Zedequias dado a Matanias, quando foi feito rei, por Nabucodonosor. (2 Reis 15:19; 24:17) Outros expedem o conceito de que o nome pleno de Ben-Hadade era Ben-Hadadezer, e que tanto Ben-Hadade (como nas Escrituras Hebraicas) como Hadadezer (ou Adad-’idri como nos textos cuneiformes assírios) eram formas abreviadas deste nome. De qualquer modo, uma inscrição de Salmaneser III parece confirmar esta identificação quando, depois de relatar um conflito com os sírios, ela declara: “Hadadezer (mesmo) pereceu. Hazael, um comum (literalmente: filho de ninguém, ou joão-ninguém), apoderou-se do trono.”

[Continua]

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