O sinal que o Messias está presente
4. Qual foi o objetivo duplo da primeira vinda do Messias?
4 Nos dois artigos precedentes de A Sentinela aprendemos que o objetivo dessa humilhação até uma morte terrível como homem era duplo. Em primeiro lugar, foi em vindicação da supremacia de Jeová Deus que o enviou à terra, porque este Filho do homem exaltaria a Jeová e se manteria fiel à Sua soberania universal encarando a morte e destarte provaria o seu direito à realeza no vindouro reino de Deus. Esse reino em prol da vindicação de Jeová Deus foi a coisa de máxima importância. Em segundo lugar, a vinda do Filho de Deus e sua morte tinham por fim fornecer um sacrifício de resgate para a humanidade, de modo a livrá-la da condenação do pecado e abrir-lhe a oportunidade para a vida eterna no novo mundo justo.
5, 6. (a) Na ressurreição foi ele restaurado ao estado de homem ou de espírito, e de que forma foi ele remunerado? (b) Por que ele se intitula “o Filho do homem”?
5 Morrendo assim sacrificialmente ele cessou para sempre de viver como homem, porque jamais reassumiu a humanidade que tinha sacrificado qual resgate. Deus, porém, não deixou seu Filho mais fiel para sempre no abraço da morte. Não, só por três dias. Ele era precioso demais para que o universo de Deus o perdesse. Além disto, por que deveria provar seu direito ao reino celestial e então nunca ter vida para usufruir o poder do Reino? Tal carreira fiel como a dele requereria de direito o galardão mais sublime que o Deus Todo-poderoso lhe pudesse dar e o que Deus lhe tinha prometido. Ele se tinha esvaziado de todas as coisas celestiais a fim de descer e nascer como homem perfeito. O galardão exigia, não, não simplesmente a posição celestial e os direitos à vida no céu que tinha gozado antes de humilhar-se para se tornar carne e sangue. A reinstalação no que tinha antes não seria um galardão, mas simples justiça. Um galardão consistiria em exaltá-lo acima do que jamais era e engrandecer seus direitos à vida por conferir-lhe uma natureza imorredoura, a imortalidade, a incorruptibilidade. De modo que o Deus Altíssimo exaltou o fiel Filho por levantá-lo da morte qual criatura espiritual gloriosa, com o poder duma vida infindável nos céus, e a uma posição celestial mais elevada, em segundo lugar à do próprio Deus Supremo.
6 Antes disso a humanidade não tinha orado a Deus em nome de seu Filho Jesus Cristo nem se ajoelhado em oração a Ele em nome de Seu Filho nem confessado este Filho por Senhor e Mestre. Mas agora, graças à exaltação do Filho acima da sua prévia posição celestial, todos os do gênero humano que desejam a vida precisam fazer isto. Testificando tal exaltação como seu galardão, a Escritura ainda diz: “Eis por que Deus o exaltou tão soberanamente, e lhe deu o nome acima de todos os outros, para que em nome de Jesus todos se ajoelhem, os que estão nos céus e na terra e no mundo inferior, e todos confessem que Jesus Cristo é o Senhor, e desse modo glorifiquem a Deus o Pai.” (Fil. 2:9-11, Uma Trad. Amer.) Apesar desta exaltação ainda leva o título de “Filho do homem”. Não quer dizer isto que ainda tem sua humanidade nos céus (uma impossibilidade!), mas que granjeou este título pela sua carreira fiel e benigna. Serve para identificá-lo como o Único que seguiu tal carreira. A profecia divina lhe deu semelhante título muito antes do seu nascimento humano, e na realização de toda essa profecia o título se lhe aplica. Ao invés de humilhação, o título nos faz lembrar a maneira em que ele ganhou a sua exaltação.
PERGUNTADO
7, 8. De que maneira Daniel o viu vir, e de que maneira nós o vemos agora?
7 Antes de ascender aos céus para entrar no seu estado exaltado o Filho do homem consolou seus leais discípulos com a asseveração que ele voltaria. Os parágrafos precedentes, e todo o argumento nos prévios artigos desta série, esclarecem que, quando ele voltar, volta no espírito e portanto é necessário que a sua segunda presença seja invisível aos homens. Esta vez ele vem na glória, e não para humilhar-se de novo em forma humana. Os olhos humanos não poderiam portanto esperar ver diretamente o que a profecia de Daniel predisse acerca da sua vinda. Da mesma maneira que os nossos olhos não poderiam esperar ver o próprio Jeová Deus no seu trono celestial. O sonho profético que Daniel teve revelou primeiro os tempos da regência da terra pelos gentios mediante governos políticos bestiais, mormente potências ou impérios mundiais tirânicos. Ao esgotar-se o tempo da permissão de governarem a terra sem interrupção divina, chega a hora para o Deus Eterno julgá-los no tocante à maneira em que regeram a humanidade e executar o juízo que ele baixa. Abrindo-nos os olhos de entendimento para ver coisas que jamais poderíamos contemplar com o olho humano nú, a profecia de Daniel descreve este momento crítico na história destes poderes mundanos bestiais, dizendo:
8 “Eu estava olhando até que foram postos uns tronos, e um que era antigo de dias se assentou, o seu vestido era branco como a neve, e os cabelos da sua cabeça como pura lã; o seu trono era chamas de fogo, e as rodas do mesmo fogo ardente. De diante dele manava e saia um rio de fogo; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. Eu estava olhando nesse tempo, por causa da voz das grandes palavras que falava o chifre [do quarto animal]. Eu estava olhando até que foi morto o animal, e destruído o seu corpo, e ele foi entregue para ser queimado pelo fogo. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o seu domínio, todavia as suas vidas foram prolongadas para uma estação e um tempo. Vi nas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o filho do homem, que se chegou até o antigo de dias; foi apresentado diante dele. Foi-lhe dado domínio e gloria e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio sempiterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.”—Dan. 7:9-14.
9. O que marca essa vinda do Filho do homem no nosso tempo?
9 Note-se a vinda do Filho do homem ao seu reino. Ela denota a ocasião da sua segunda vinda e portanto o começo da sua segunda presença ou parousía. Cerca de setenta anos antes de ter Daniel este sonho na Babilônia a cidade de Jerusalém já tinha sido destruída pelo imperador babilônico Nabucodonosor. Jerusalém tinha sido o local do templo típico de Jeová e onde os reis da linhagem de David tinham-se assentado “no trono de Jeová” quais representantes seus. Mas antes da destruição de Jerusalém e do transtorno dos poderes ativos do rei da linhagem davídica, Jeová Deus inspirou seu profeta Ezequiel a dizer ao condenado rei: “Assim diz o Senhor Jeová: Remova o diadema, e tira a coroa, o que é não será o mesmo: exalta-se o que está abatido, e abata-se o que está exaltado. Eu transtornarei, transtornarei, transtornarei; também o que é não continuará, até que venha aquele a quem pertence o direito; e lho darei a ele.” —Eze. 21:26, 27.
10. Que data marca o tempo dessa vinda, e por quê?
10 Na primeira vinda de Cristo Jesus, Filho de Davi, ele veio para provar seu direito ao reino que tinha sido transtornado lá atrás na primeira destruição de Jerusalém. De modo que quando Deus lhe dá o poder do Reino ao qual tem o direito e ele assim entra no Reino, isto quer dizer a sua segunda vinda e o começo da sua segunda presença. O Reino tem de lhe ser conferido quando expirarem os “sete tempos” da ininterrupta dominação gentia da terra, começando esses “sete tempos” simbólicos com o transtorno do poder ativo do reino em 607 A.C. na destruição de Jerusalém. Noutro lugar provamos abundantemente que esses tempos dos gentios findaram em 1914 E.C. Essa data portanto marca o tempo da sua segunda vinda e o começo da sua segunda parousía ou presença. Se assim for, então, dirá, deve haver um sinal. Há, e a profecia divina no-lo descreveu com muita antecedência.
11, 12. (a) Que sinal lhe pediram seus discípulos, e por quê? (b) Que sinal lhe pediram os religionistas, e por que impropriamente?
11 Jesus predisse uma segunda destruição de Jerusalém, esta vez pelos exércitos de Roma no ano 70. Após predizê-la, sucedeu o seguinte: “Estando ele sentado no monte das Oliveiras, chegaram seus discípulos em particular, dizendo-lhe, “Declara-nos, Quando sucederão estas coisas? e qual o sinal da tua presença, e do fim derradeiro da época?’” (Mat. 24:3, Young) Esta pergunta surgiu com respeito a sua segunda presença. Queira, por obsequio, notar que os discípulos a ligaram com o fim deste mundo. Pediram-lhe um sinal em virtude de o aceitarem por Messias e Rei. Consequentemente não foi por motivo idêntico que lhe pediram um sinal os religionistas judeus que não o aceitaram por tal. Repetidas vezes em público, nos ouvidos deles, Jesus se tinha referido a si próprio como “o Filho do homem”. Aos chefes judeus religiosos isto foi o mesmo que dizer que era o Messias, porque este título despertou nas mentes deles a profecia de Daniel acerca da entrega do Reino ao Filho do homem. Tendo isso presente pediram-lhe certo sinal, conforme lemos em Mateus 16:1-4: “Chegaram os fariseus e saduceus e, para experimentar a Jesus, pediram que lhes mostrasse um sinal do céu. Mas ele respondeu: . . . Uma geração má e adultera pede um sinal, e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas. Deixando-os, retirou-se.” —Mar. 8:11-13.
12 Que era este “sinal do céu” que lhe pediram? Não eram os milagres assombrosos que ele fizera no meio deles. Era o aparecimento do Filho do homem vindo “com as nuvens do céu” conforme descrito por Daniel. Segundo o talmude judaico, a tradição dos anciãos religiosos tinha declarado que tal aparecimento seria o único sinal certo da vinda do prometido Herdeiro do trono do Rei David e do Libertador da nação judaica. O egoísmo desses chefes religiosos os cegou de modo que não vissem a primeira vinda e presença do Messias e o propósito necessário dela. Contundiram o sinal da sua segunda vinda com o da sua primeira. Assim, porque nessa ocasião não o observaram vir com as nuvens do céu, desperceberam todos os milagres que ele fez e o rejeitaram como o Filho do homem, o Messias. Ele foi ungido com o espírito de Deus e era o único representante entre eles do reino de Deus, e então lhes disse: “O reino de Deus não vem de modo a atrair atenção, nem dirão, ‘Ei-lo aqui!’ ou, ‘acolá’ pois eis que o Reino de Deus esta no meio de vós.” (Luc. 17:20, 21, Spencer, católica) Aquele ungido ao Reino já tinha vindo, estava presente, já estando em progresso a sua primeira parousía. Mas os religionistas cegos não discerniram nem reconheceram a parousía ou presença do Representante do Reino. Em ignorância premeditada pediram um sinal do céu, o qual não se destinava a esse tempo.
13. Que sinal se deu a essa geração, e de que maneira?
13 Mas não lhes deu Jesus um sinal sobressalente predito na profecia que deveria ter sido prova bastante que o filho do homem tinha vindo e tinha estado presente no meio deles? Deu, sim. O que foi o sinal convincente lemos com respeito a ele neste relato: “Como afluíssem as multidões, começou a dizer: Esta é uma geração perversa; pede um sinal e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas. Pois assim como Jonas foi um sinal para os Ninivitas, assim também o Filho do homem o será para esta geração. Os Ninivitas se levantarão no juízo juntamente com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas.” (Luc. 11:29, 30, 32) Qual foi o sinal de Jonas que se daria no caso de Jesus como Filho do homem? Foi a sua morte qual homem e a sua ressurreição à vida qual espírito divino. “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.” (Mat. 12:40, Almeida) Depois disso a ressurreição de Jesus, o Jonas antitípico, deveria ser pregada pelos discípulos, e a sua ressurreição no terceiro dia do seio da terra deveria ser aceita em prova de ser ele o Filho do homem, o Messias ou Cristo.
14, 15. Quando começou a primeira presença do Messias, e recebeu reconhecimento?
14 Os leais apóstolos de Jesus reconheceram a primeira parousía ou presença do Filho do homem, o Messias ou Ungido. Começou com sua unção pelo espírito de Deus logo após seu batismo no rio Jordão em 29 E.C. Daniel, que foi usado para predizer a sua vinda com nuvens e a sua entrada no poder ativo do Reino, foi também usado para predizer, sim, datar, a sua primeira vinda. Daniel 9:24-26, Trinitária, nos diz: “Setenta semanas [de anos] foram determinadas a respeito do teu povo, e a respeito da tua santa cidade, . . . para ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e dá atenção; desde a saída da palavra para restaurar e para edificar a Jerusalém, até o Messias Chefe, sete semanas; e sessenta e duas semanas, . . . E depois das sessenta e duas semanas será morto o Messias, mas não será por si mesmo.
15 João Batista presenciou a unção de Jesus que o tornou “Messias Chefe”. De modo que sabia que já tinha começado a presença do Cristo. Ele o sabia ao menos quarenta dias antes dos outros judeus, porque pela primeira vez depois de ter sua tentação no deserto João dirigiu a atenção de seus discípulos ao Messias com as palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” No dia seguinte André ouviu João chamar Jesus o Cordeiro de Deus e o seguiu e palestrou com ele. Convencido da sua descoberta, “ele procurou primeiro seu irmão Simão, e lhe disse: Temos achado o Messias (que quer dizer, Cristo).” Simão Pedro se tornou discípulo de Jesus e cerca de três anos mais tarde ouvimos a sua famosa confissão a jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (João 1:26-42; Mat. 16:16) Mais tarde, porque Jesus lhes disse que esta primeira parousía sua findaria logo por ir ele ao céu a fim de receber um reino e daí voltar, estes apóstolos lhe pediram adiantadamente o sinal da sua segunda presença.
O REINO
16. Como liga Pedro o poder do Reino do Messias com a parousía?
16 É evidente que a sua segunda vinda coincide com receber ele o Reino e assumir os devidos poderes e deveres. É nessa ocasião que se inicia a sua segunda parousía. O apóstolo Pedro liga a sua segunda presença com o seu poder do Reino. Na segunda carta aos cristãos Pedro se refere à transfiguração de Jesus num monte elevado e diz: “Pois não como tendo seguido fábulas engenhosas vos fizemos conhecer o poder e a presença de nosso Senhor Jesus Cristo, mas como tendo nos tornado testemunhas oculares da sua majestade. Pois quando ele recebeu de Deus o Pai honra e glória, sendo-lhe comunicada esta voz pela magnifica glória —Meu Filho dileto é este, em quem me agrado, nós ouvimos esta voz, ao ser comunicada do céu, estando nós com ele no monte santo. Ainda temos mais firme a palavra profética.”—2 Ped. 1:16-19, Rotherham; Young.
17. Como alguns apóstolos viram o Messias vir no seu Reino?
17 Que essa cena da transfiguração representou a sua presença no poder do Reino é evidenciado pela referência que o próprio Jesus fez a ela. Após Pedro confessá-lo por Messias o Filho de Deus, Jesus disse a seus discípulos: “Em verdade vos digo que alguns dos que estão aqui, de modo algum morrerão até que vejam o Filho do homem vir no seu reino.” Como mostram os fatos que isto sucedeu ? O relato prossegue a dizer: “Seis dias depois tomou Jesus consigo [alguns deles; a quem?] a Pedro e aos irmãos, Tiago e João, e levou-os a sós a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. Pedro disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui, se queres, farei aqui três tabernáculos : um para ti, outro para Moisés e outro para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu, e da nuvem saiu uma voz, dizendo: Este é o meu Filho dilecto, em que me agrado; ouvi-o. Os discípulos, ouvindo-a, caíram de bruços e ficaram com muito medo. Aproximando-se Jesus, tocou-os e disse: Levantai-vos, e não temais. Eles, erguendo os olhos, a ninguém viram mais senão só a Jesus.” Jesus então lhes disse que era uma visão, declarando: “A ninguém conteis esta visão, até que o Filho do homem ressuscite dentre os mortos.” (Mat. 16:28 a 17:9) Foi uma visão profética, e o próprio Pedro explica que foi uma previsão do “poder e presença” do Reino do Senhor Jesus. Isto mostrou não somente que ele seria glorioso nessa época mas também efetuaria obras semelhantes às de Moisés e Elias.
18. Como ele disse ao tribunal judaico que se efetuaria sua vinda?
18 Quando estava perante o Supremo Tribunal judaico sob julgamento da vida humana Jesus se referiu à sua segunda vinda qual Messias, o Filho do homem. Ele disse que esta sucederia conforme descrita por Daniel (7:13, 14). Isto mostra que a sua segunda vinda encontra a realização na sua vinda no poder do Reino. Lemos: “E insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porem, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.” (Mat. 26:63, 64, Almeida; Luc. 22:66-70) Aplicar Jesus a profecia de Daniel a si próprio era a mesma coisa que dizer que ele era o Messias, o Filho do homem que no devido tempo receberia o reino universal de Jeová Deus e viria com seu poder. O malfeitor que morreu num madeiro ao lado de Jesus talvez tivesse presente a profecia de Daniel ao dizer a Jesus: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” –Luc. 23:42, Almeida.
19. De que maneira foi profética a geração dos dia terrestres de Jesus?
19 A geração dos dias terrestres de Jesus não o viu desse modo chegar no poder do Reino. Mas essa geração foi uma ilustração profética. Tem a sua parte correspondente moderna na nossa geração desde 1914 E.C. em diante. Esta geração é a que vê o Filho do homem vindo com as nuvens do céu conforme predito por Daniel, porque em 1914, o ano que marca a terminação dos tempos dos gentios, Jeová Deus deu o Reino aquele a quem pertence o direito.
PRÓXIMO O NOVO MUNDO
20. Com a profecia de quem ligou Jesus o sinal dele no céu?
20 A instituição do reino de Deus nas mãos de seu Messias importa que está próximo um novo mundo. O estabelecimento dum novo governo universal, o reino de Deus por Cristo Jesus, é o requisito principal para introduzir um novo mundo. Eis por que na ocasião de seu estabelecimento soa o grito: “O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinara pelos séculos dos séculos.” Eis por que, quando os apóstolos pediram a Jesus o sinal da sua vinda e do fim do mundo, realmente pediram a evidência do estabelecimento do Reino como tendo sucedido nos céus.
21. Como se porta a cristandade no seu estabelecimento, conforme predito?
21 Por meio de todos os proferimentos pios do Vaticano e das outras organizações religiosas da cristandade as pessoas são enganadas a pensar que na ocasião em que o reino de Deus por Cristo assumisse o poder as nações, especialmente as da cristandade, regozijar-se-iam e dariam graças a Deus e sem demora entregariam a soberania terrestre a seu Cristo. Mas a hipocrisia dos sistemas religiosos da cristandade e das supostas “nações cristãs” se revela por efetuar-se exatamente o contrário. Jesus admoestou de antemão que assim se daria. Na Revelação ou Apocalipse, ele disse que os que realmente adorassem a Jeová Deus e aguardassem o seu Governo diriam: “Graças te damos, Senhor Deus Todo Poderoso, que és e que eras, porque tens tornado o teu grande poder, e entraste no teu reino.” Mas quanto as nações da terra na ocasião da assunção do poder divino Jesus o Revelador disse ainda: “As nações encheram-se de ira, mas veio a tua ira e o tempo de serem julgados os mortos, e de dar a recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos e aos que temem ao teu nome, aos pequenos e aos grande, e de destruir os destruidores da terra.” —Apo. 11:15-18.
22. Que prova esta ira das nações justamente na hora?
22 O próprio fato que esta ira das nações irrompe ao instituir-se o governo divino para a terra constitui parte do sinal pedido. Isto sucedeu exatamente no fim da dominação gentia de toda a terra sem interrupção pelos 2.520 anos precedentes. Isto mostra que tal ira é evidência que já chegou o fim do mundo e já começou a presença do Filho do homem no poder do Reino. Quais foram as nações que se iraram sobre a dominação do mundo ao terminarem os tempos dos gentios em 1914 E.C.? Em primeiro lugar, as nações da cristandade, e a maior parte delas se uniram antes de findar a Primeira Guerra Mundial. Todos os sistemas religiosos se enfileiraram nos seus respectivos lados e rogaram bênçãos sobre as suas respectivas nações, sendo tão notórias as ações do Vaticano a favor da Alemanha e da Áustria que pelo tratado de Londres de 1915 entre a Itália, a Rússia, a França e a Grã-Bretanha se impediu ao papa que participasse nas negociações da paz. Que esta explosão das nações no tempo predito foi a parte principiante do sinal, Jesus declarou de modo lúcido. Após discorrer ligeiramente sobre as guerras e rumores de guerras precedentes ao fim do mundo e à sua presença no poder do Reino, ele então disse: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o principio de dores.” (Mat. 24:7, 8, Almeida) Esta guerra foi incitada, não por Deus, mas por Satanás o Diabo em ato de oposição ao estabelecimento do Reino. A realização desta profecia exatamente na hora é prova que o Messias, o Filho do homem, veio no poder do Reino em 1914 E. C., o que constitui a sua segunda vinda e o princípio da sua segunda parousía ou presença.
“NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM”
23. Com a profecia de quem ligou Jesus o sinal dele no céu?
23 Daí começaram a aumentar as modalidades do “sinal”. Nesta profecia sobre o fim do mundo e sua própria presença Jesus mostra que o sinal significa o recebimento de seu legítimo poder do Reino, por citar a profecia de Daniel. Faz isso nas seguintes palavras: “Então aparecerá [onde?] no céu o sinal [de quem?] do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande gloria. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” (Mat. 24:30, 31, Almeida) Que é esse sinal do Filho do homem que aparece no céu?
24, 25. O que é esse sina? Quando e como foi revelado?
24 Não recorremos à adivinhação aqui, senão nos voltamos às Escrituras explicativas. Esse sinal é o nascimento do Reino no céu, quando Jeová Deus produziu o Filho do homem da sua organização teocrática (sua “mulher”) e o entronizou qual legítimo Rei para reger por Jeová Deus seu Pai. O nascimento do Reino ocorreu em 1914 E.C., seguido pela ira das nações. Contudo não foi até 1925, ou cerca de onze anos depois de começado o princípio das dores e iniciados os dias da tribulação sobre a organização mundial de Satanás, que Deus revelou esse sinal a seu fiel povo, suas testemunhas na terra. Fez isso por esclarecer a seus olhos de entendimento a realização do Apocalipse, capítulo doze, que fala do sinal no céu.
25 A descrição reza: “E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. . . . o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro: e o seu filho foi arrebatado para Deus para o seu trono. E houve batalha no céu.”
26. Que significou para nós o para o mundo de Satanás o nascimento do filho verão?
26 Isto significava que tinha nascido o reino de Deus pelo Filho do homem e que não estava longe fim do mundo de Satanás o Dragão. Não resta dúvida sobre isto, pois o resultado dessa guerra no céu foi que Satanás e toda a sua organização demoníaca foram expulsos do céu para a terra. Por conseguinte a proclamação soou no céu: “Agora chegada esta a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo: porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. . . . Ai dos que habitam na terra e no mar, porque o Diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Apo. 12:1-5, 7-12, Almeida) Nenhuma pessoa sensata negará que isso quer dizer que não está longe O tempo do fim derradeiro da organização mundial de Satanás junto com todas as suas nações. Contudo., o nascimento do novo Governo e a sua vitória desconta os ais que o derrotado Satanás traz sobre a terra e sobre o mar, porque pressagia que um novo mundo justo de vida. gozo e paz também não está longe.
27. Como se dirige atenção das nações ao sinal no céu?
27 Se nos regozijarmos com o nascimento do reino de Deus por Cristo, não podemos também ao mesmo tempo chorar pelas nações e pelo fim desastroso que lhes sobrevêm. No tempo certo, conforme Jesus predisse, todas as nações e tribos da terra choram. Não se regozijam conosco agora. Por quê? Veem o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória? Certamente se lhes dirige a atenção a isto. Pelos eleitos de Deus. O objetivo principal do longo intervalo entre a primeira parousía de Cristo e a sua segunda consiste em tirar o número completo dos Seus eleitos ou escolhidos para o reino celestial junto com Cristo. No fim do mundo há, naturalmente, só um restante ainda na terra do número total dos eleitos. Jesus profetizou que por amor de preservar este restante ainda na carne seriam abreviados os dias da tribulação sobre a organização mundial do Diabo. Durante a interrupção pela qual se abrevia a tribulação, desde 1918 E.C. até a batalha do Armagedon em que é renovada e acabada a grande tribulação, esse restante em todas as partes da terra tem de ser ajuntado numa organização unificada.
28. Como se efetua o ajuntamento dos eleitos e dos companheiros?
28 Este ajuntamento do restante dos eleitos está em progresso desde 1918 “dos quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Está sendo executado, conforme Jesus nos assegura, sob a direção de seus anjos. (Mat. 13:39-43) Não viu nenhuns anjos? Certamente que não, porque esses anjos são espíritos, e não os pode ver da mesma forma que não pode ver Cristo Jesus durante a sua segunda presença. Mas isto não desaprova que estão fazendo a obra de ajuntamento sob a direção do presente Filho do Homem. E assim como não se veem os anjos a olho nu, assim também não se ouve uma trombeta literal soar alto. Mas se ouve, sim, o que a trombeta simboliza, a saber, a mensagem bíblica relativa ao fim do mundo, ao estabelecimento do Reino, a parousía do Filho do homem, e à aproximação da batalha do Armagedon em vindicação da soberania universal de Jeová. (Sal. 47:2-5) É a mensagem pela qual o restante dos eleitos, e todos os seus associados de boa vontade, são ajuntados ao grande Sinal, o Reino. Conforme foi profetizado: “Quando se arvorar um sinal nos montes, olhem! Quando se tocar a trombeta, ouçam!” (Isa. 8:3, Uma Trad. Amer.) Essa convocação de assembleia, e o devido ajuntamento e unificação do restante dos eleitos de Deus de todas as extremidades do globo, é uma parte proeminente do sinal que pressagia a presença invisível do Filho do homem com todos os seus anjos.
O TESTEMUNHO ÁS NAÇÕES
29. Para cumprir que parte do sinal são ajuntados?
29 O soar desta mensagem feito trombeta e o ajuntamento dos seguidores ungidos de Cristo não poderia efetuar-se sem que soubessem que ele está aqui, ainda que seja invisível. Seus discípulos sabiam da sua presença no primeiro advento, e assim deve ser na sua segunda presença. Desde que The Watchtower começou a ser publicada em 1879 seus leitores foram instruídos que a segunda parousía de nosso Senhor seria invisível, no espírito. Ao ouvirem tal mensagem, não se podia esperar que se calassem no que diz respeito a ela. Na verdade, estão sob a ordem divina de proclamá-la a outros. O próprio objetivo é ajuntá-los numa unidade organizada mundial é que combinem suas forças em dar testemunho relativo ao reino de Deus por Cristo, o Governo estabelecido em 1914. Jesus profetizou que este testemunho ao Reino em funcionamento precisa ser dado durante a sua profecia, e essa profecia é efetivamente uma ordem: “Será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mat. 24:14) Este testemunho a todas as nações já foi dado e continua a ser dado por um número sempre crescente das testemunhas de Jeová mormente desde 1920, e toda a fúria do nazismo, fascismo, comunismo e da Segunda Guerra Mundial não o conseguiu parar nem diminuir. Por quê? Porque se tem de obedecer à ordem profética de Jesus. Este testemunho do reino estabelecido de Deus que vai aumentando internacionalmente forma uma parte notável do “sinal” da sua presença, e é uma parte tão poderosa que não pode ser escondida.
30. Onde está presente e dominando com uma vara, conforme isto prova?
30 Isto fornece prova eloquente que o entronizado Filho do homem já ilumina no meio dos seus inimigos. Desde 1914 E.C. as nações tem-se irado sobre o debate do domínio mundial. Em vão imaginavam que poderiam estorvar o triunfo do Reino que nasceu nesse ano. A ira de Deus está sobre elas, e de direito, porque não atentam o testemunho ao Reino mas perseguem as Suas testemunhas. Os apóstolos Pedro e Paulo aplicam ao seu ressuscitado Filho Cristo Jesus o Salmo 110, que declara: “Diz Jeová ao meu Senhor: Senta-te á minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Ele ficou assentado lá até 1914 E.C. Daí o próximo versículo do Salmo começa a cumprir-se: Jeová enviará de Sião o sceptro do teu poder, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.” (Sal. 110:1, 2) O próprio fato que ele tem de dominar no meio dos seus inimigos prova que precisa estar presente, que é necessário a sua parousía efetuar-se no meio de tais inimigos desde o tempo em que ele começou dominar em 1914 até que ele os destrua na batalha do Armagedon, conforme prediz o Salmo 110:5, 6.
31. De que modo se demonstra que ele já domina no meio dos seus inimigos?
31 O Salmo Dois também prova que, uma vez entronizado na sede governamental de Sião, o Rei de Jeová tem de estar presente, dominando no meio das nações iradas, no meio dos povos de imaginações vãs, e no meio de reis, regentes, e juízes, todos combinados numa conspiração mundial. Mas como se manifesta a presença do Rei de Sião se ele é um glorioso espírito divino? Ora, por ele defender e manter a causa de seus leais súditos sobre a terra, sim, por mandá-los pregar este evangelho do reino estabelecido a todas as nações em testemunho; e por promover na terra a verdadeira e pura adoração de Jeová. O Rei é o Sumo Sacerdote de Jeová, a quem este diz: “Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.” E o glorificado Jesus se assemelha a Melquisedec sendo tanto Rei como Sacerdote sobre seu trono. —Sal. 110:4; Atos 2:34; Heb. 5:5, 6; 10:12, 13.
32. Com que, portanto, coincide a sua vinda?
32 A evidência é sobrepujante, portanto, que Cristo Jesus o Sacerdote-Rei está presente, dominando no meio dos seus inimigos antes de despedaça-los com a “vara de ferro” de seu poder na batalha do Armagedon. Lá eles chorarão como nunca antes! Tudo isso é prova, também, que o tempo da sua vinda corresponde ao tempo de entrar no Reino e dirigir a sua atenção a seus inimigos na terra. Regozijem-se todos os seus amigos!
[Notas de Rodapé]
Veja-se “A Verdade Vos Tornará Livres,” capítulo 18. Também “Está Próximo o Reino”, capítulos 12 e 19.
Veja-se o artigo “As Primícias da Ressurreição” em A Sentinela de janeiro e de fevereiro de 1945.
Vejam-se os artigos “Setenta Semanas” e “A Setuagésima Semana” em The Watchtower de 1 de dezembro de 1946.
Explicando porque aqui ele traduziu a palavra grega parousía dêste modo, Rotherham diz no Apêndice da sua tradução, sob o título “Presença”: “Nesta edição a palavra parousía se verte uniformemente ‘presença’ (‘vinda’ como representativa desta palavra, sendo posta de lado). O termo original ocorre vinte e quatro vezes no Novo Testamento, . . . há em 2 Pedro 1:16 também uma adequação peculiar na nossa palavra inglesa ‘presença’. Esta passagem, lembrar-se-á, se relaciona com a transformação de nosso Senhor sobre o Monte. A maravilhosa manifestação ali feita era uma exposição e amostra de ’presença’ antes do que de ’vinda.’ O Senhor já estava lá , e estando lá, foi transformado (compare-se Mateus 17:2, n.) e foi então revelada a ‘majestade’ da sua pessoa glorificada. A sua ‘presença’ corpórea foi a que implicou e exerceu ‘poder’, de forma que ‘poder e presença’ se combinam excelentemente —o ’poder’ sendo próprio para tal ’presença’, e os três discípulos favorecidos eram ao mesmo tempo testemunhas de ambos. . . . A parousia, em todo caso, ainda está no futuro, e pode portanto, ser encoberta com certa medida de obscuridade que somente a realização pode esclarecer; pode, enfim, ser tanto um período. —mais ou menos extensivo, durante o qual certas coisas acontecerão, —e um evento, aproximando-se e passando como uma duma série de interposições divinas.”-The Emphasized Bible, publicada em 1897, por Joseph B. Rotherham.
Veja-se O artigo “O Evangelho do Reino“, em The Watchtower de 1 de Julho de 1920, página 199, parágrafo 7.