Como o relâmpago e os dias de Noé
1. O que assemelhou Jesus ao relâmpago, e em que respeito?
ALGUNS estudantes da Bíblia podem ainda encontrar dificuldade e dizer: ‘Mas um relâmpago fulgura na fração dum segundo, e então como pode a presença de Cristo assemelhar-se a um relâmpago? Não prova isto que parousía deveria ser traduzida corretamente aqui vinda? Estas perguntas se referem à profecia de Jesus sobre o sinal do fim do mundo e da sua parousía em Mateus 24:27. De modo que respondemos por citar a tradução deste versículo por Rotherham: “Pois assim como o relâmpago sai do oriente e brilha até ao ocidente, assim será a presença do Filho do Homem.” Com esta concordam as traduções de Young e The Emphatic Diaglott e a margem da Versão Normal Americana (em inglês). A semelhança do relâmpago com a parousía não diz respeito à instantaneidade com que brilha o relâmpago. Diz respeito à maneira em que brilha ou se mostra.
2. Introduzindo esta semelhança, que admoestação deu ele?
2 As palavras de Jesus que introduzem esta comparação provam isto. Nessas palavras ele admoesta seus discípulos contra os homens que pretenderiam ser cristos visíveis ou produzir cristos visíveis. Após narrar que seriam abreviados os dias da tribulação sobre a organização mundial de Satanás por amor do eleito restante de Deus, ele acrescenta: “Então se alguém lhes disser, Eis, aqui o Cristo, ou, Aqui; não o acreditem. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios, de modo a enganar, se fora possível, até os escolhidos. Eis, que eu lho tenho predito. Portanto, se lhes disseram, Eis, que ele está no deserto; não saiam: Eis, que ele está no interior da casa, não o acreditem.” Por que não? “Porque assim como o relâmpago sai do oriente, e se mostra até ao ocidente; assim será também a presença do Filho do homem.” —Mat. 24:23-27, Ver. Norm. Amer., leitura marginal.
3. De que modo, então, se deve assemelhar a sua presença ao relâmpago?
3 Isto quer dizer, a atualidade da parousía do Filho do homem que voltou não há de ser guardada em segredo nem será escondida do conhecimento público geral. De modo que, se quaisquer homens desde 1918 nos digam que Cristo está presente visívelmente e eles sabem onde está; e, se formos com eles ao ermo deserto ou a algumas câmaras interiores, eles no-lo mostrarão, são enganadores. Não devemos acreditar neles. O motivo que Jesus não limita o conhecimento e visão espiritual da sua presença nem a um ermo nem as câmaras interiores de certos conspiradores nem a qualquer sessão espírita. Isso não se assemelharia ao relâmpago fulgurando com estrondo desde os céus. Nenhum homem pode confinar a luz fulgente do relâmpago desde os céus a um deserto nem a câmaras interiores nem a laboratórios. Não; as pessoas desde o oriente até ao ocidente, de horizonte a horizonte, veem o clarão o relâmpago. Semelhantemente Jesus não permitiria que se guardasse em segredo a luz da sua segunda presença para alguns no deserto ou em câmaras interiores. As evidências da sua parousía conforme descritas acima se tornam deslumbrantes a toda a humanidade. É verdade que o restante dos eleitos de Deus no fim do mundo leem corretamente o Sinal e primeiro discernem que o Filho do homem está na gloria e no poder do Reino. Mas não lhes é permitido guardarem esse conhecimento e visão espiritual para si mesmos nas suas casas ou Salões do Reino. “Portanto não os [escarnecedores] temais: pois nada há encoberto, que se não venha a descobrir; nem oculto, que se não venha a saber. O que vos digo as escuras, dizei-o as claras; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos eirados.” —Mat. 10:26, 27.
4. Como se tom efetuado o fulgor como dum relâmpago?
4 As testemunhas de Jeová tem obedecido destemidamente a esta ordem durante o tempo da parousía real de Seu Filho Jesus Cristo. Em harmonia com o título completo que esta revista Ievava até seu número de 15 de dezembro de 1938, “A Sentinela e Arauto da Presença de Cristo” as testemunhas de Jeová tem anunciado com todos os poderes e meios a sua disposição que os tempos dos gentios findaram em 1914 e que naquela ocasião o Filho do homem se tornou presente no Reino qual Representante real do Soberano Supremo, Jeová Deus. Desde 1919 elas têm distribuído esta mensagem mediante livros e folhetos na enorme quantidade e mais de meio bilhão de exemplares, em mais de oitenta e oito línguas, em quase todas as nações. Esta distribuição foi suplementada por centenas de milhões de tratados gratuitos, boletins de publicidade e revistas, por centenas de milhares de conferências públicas grátis, por outras conferências transmitidas através de centenas de estações de rádio pagando-se o tempo, e pela proclamação de casa em casa e cursos de estudo bíblico familiares efetuados de graça por centenas de milhares de testemunhas de Jeová no papel de publicadores do Reino. Desde o oriente até o ocidente as pessoas têm sido alcançadas por esta obra de publicidade em muitas línguas, e por este meio foram esclarecidas acerca do Governo Teocrático de Jeová por Cristo jesus. Foram-lhes abertos os olhos quanto à presença invisível dele no poder real. O Rei empossado é responsável por isto. De modo que a profecia continuará a cumprir-se até a batalha do Armagedon que “assim como o relampago, fuzilando em uma extremidade do céu, brilha até a outra, assim será no seu dia o Filho do homem. —Luc. 17:24.
“COMO NOS DIAS ANTERIORES AO DILÚVIO”
5. Como mostrou Jesus que a sua parousía duraria muitos dias?
5 Que o acontecimento designado como sua parousía duraria através dum período mais do que o momento dum clarão relampejante ou um dia de 24 horas, o próprio Jesus explicou. Notem-se estas palavras suas: “Pois assim como os dias de Noé, assim será a presença do Filho do Homem: porquanto assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será a presença do Filho do Homem.” —Mat. 24:37-39, Rotherham; Young; Diaglott (todos em inglês).
6. Que foram os “dias de Noé” aos quais se assemelha a sua parousía?
6 Então, confronte isto com as palavras de Jesus sobre o mesmo assunto, registadas em Lucas 17:26, 27: “Assim como foi nos dias de Noé, assim será nos dias do Filho do homem: comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e destruiu a todos.” Jesus certificou que a sua presença seria assim como os dias de Noé. Os “dias de Noé” significariam o tempo da sua presença, sobremodo quando ele recebeu a notícia adiantada do fim do “mundo de então”. Os dias de possuir ele o conhecimento do vindouro fim do mundo estenderam-se através de muitos anos, provavelmente quarenta ou cinquenta. Porque quando Noé foi informado pela primeira vez sobre o propósito de destruir Deus esse mundo ímpio e se lhe ordenou que construísse a arca de segurança, ele tinha três filhos casados. Noé se tornou o pai de todos os três durante os últimos cem anos antes do dilúvio. Até que todos os três crescessem e se casassem segundo os costumes desses dias, bem poderiam ter decorrido cerca de cinquenta ou sessenta anos. Dai, quando se notificou a Noé que construísse a arca e os levasse todos para dentro, estes se uniram a ele na construção dela. (Gen. 5:32; 6:18; 7:6; 11:10 ) De modo que construíram essa arca no tempo do fim daquele velho mundo. Isto indica que “os dias do Filho do homem” decorreriam através de certo período de anos no fim deste mundo. Não é de se estranhar, então, que atualmente nos achamos removidos trinta e cinco anos da época em que ele veio ao seu reino no fim dos tempos dos gentios em 1914.
7. Quem foram os responsáveis por não saber o povo, e por quê?
7 Aqueles dias da presença de Noé na ocasião da construção da arca duraram ao menos alguns anos. Então veio um dia especial um dia-D. Naquele dia veio o dilúvio predito e levou todas as pessoas que estavam fora da arca. Quando Noé começou a trazer para dentro todos os animais uma semana antes do dilúvio, o povo em geral não sabia o dia nem a hora em que romperia o dilúvio. Mas Deus era inculpe na questão. Ele não os deixou sem aviso adiantado da vinda do dilúvio, mas levantou a Noé, “pregador da justiça” (2 Ped. 2:5) Sabiam que Noé estava presente construindo uma arca. Ouviam a sua pregação sobre o fim do mundo deles. Mas prosseguiam a comer, beber, entregar-se a casamento, edificar e plantar para um futuro ininterrupto durante um velho mundo que havia de continuar. Não saberem, no tempo em que o dilúvio se precipitou sobre eles, se devia à sua própria ignorância deliberada. Seu sangue caiu sobre suas próprias cabeças.
8. Quem sabe agora o dia e a hora da catástrofe do mundo?
8 Ora Jesus disse que os “dias do Filho do homem” na sua segunda presença seriam como os de Noé nesses mesmos sentidos. A sua presença já se estende através de 12.706 dias, mas nalgum tempo chegará esse dia. Não sabemos o dia nem a hora do dia em que o evento que corresponde ao dilúvio irromperá e destruirá os “céus que agora existem e a terra”. Jesus disse que não saberíamos o tempo exato dessa catástrofe mundial. Ele declarou: “Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras. Mas daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão só o Pai.” Naquela ocasião nem sequer o próprio Jesus sabia. Evidentemente ele já sabe. —Mat. 24:35, 36; Mar. 13:31, 32.
9. De que modo predisse Pedro que os homens zombariam, e por que assim?
9 Pedro compara este fim do mundo com o do mundo antediluviano e declara que as pessoas mundanas perecerão na sua ignorância obstinada na batalha do Armagedon. “Nos últimos dias virão escarnecedores com zombarias, andando segundo as suas próprias cobiças e dizendo: “Onde está a promessa da sua presença? Pois desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem assim desde o princípio da criação. Pois esquecem isto de propósito — que já desde a antiguidade existiram os céus e a terra por causa da água e por meio da água comprimida pela palavra de Deus, — por meio da qual pereceu o mundo de então afogado em água; mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservaram com fogo, guardados até o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios.”—2 Ped. 3:3-7, Rotherham.
10. Por que é voluntária a ignorância na qual perecerão?
10 A ignorância em que perecerão será voluntária, porque Cristo Jesus, o Noé Maior, tem levantado pregadores da justiça, e durante todos os anos da sua presença estes têm dirigido a atenção à parousía dele e ao fim do mundo. Mas assim como os antediluvianos, a massa da humanidade prossegue no comer, beber, casar-se, edificar e plantar, não tomando a sério as testemunhas de Jeová e a sua mensagem. Não ligam importância a todas as modalidades do sinal que o Messias está aqui.