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  • Guerreiros cantores
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
w53 1/8 pp. 119-124

Guerreiros cantores

“Bendito seja Jeová, rocha minha, que adestra as minhas mãos para a batalha, e os meus dedos para a guerra;. . . . A ti, ó Deus, cantarei um novo cântico; no psalterio de dez cordas te cantarei louvores.” —Sal. 144:1, 9.

1, 2. De modo geral, há uma relação íntima entre o cantar e o lutar?

CANTAR e lutar — parece-vos isso uma combinação estranha? Na realidade, não é tão incongruente como parece. Até com relação às batalhas e lutas deste mundo, muitas vezes os dois estão ligados intimamente. Ainda mais no caso das guerras mencionadas na Bíblia, tanto históricas como proféticas, quando o combate se trava sob a direção de Jeová e com a sua aprovação. E não resta a mínima dúvida de que seu povo hodierno é ao mesmo tempo tanto cantores como guerreiros.

2 Entre a música mais empolgante do mundo acha-se a música militar, música que tem por objetivo fazer que o sangue ferva e os pés marquem o compasso da marcha. Muitos cânticos, também, foram compostos e cantados com a finalidade de incitar o espírito guerreiro e inspirar confiança na vitória esperada. Há naturalmente, também, grande número de cânticos e música aptos para expressar os sentimentos triunfantes dos vencedores depois da luta. Contudo, admitimos francamente que raras vezes foi oportuno empenhar-se num combate e cantar ao mesmo tempo, sobretudo no holocausto da guerra moderna.

3. Há quanto tempo atrás se menciona o canto nas Escrituras?

3 Nós, todavia, estamos muito mais interessados na relação entre o canto e a guerra conforme registado nas Escrituras, lembrando-nos de que “todas as coisas que dantes foram escritas, para o nosso ensino foram escritas”, e especialmente para nós, sobre quem já são chegados os fins consumados dos sistemas de coisas.” (Rom. 15:4, 1 Cor. 10:11, NW) Mas, antes de chegarmos à discussão direta deste assunto, vale a pena notarmos quão firmemente arraigado é a referência ao canto no Registo sagrado. Há muito tempo atrás, antes da criação da família humana, o que lemos que Jeová perguntou a Jó: “Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra? . . . quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e jubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38:4, 7) Ligado a isso, remontando a tempos ainda mais remotos, temos o relato intensamente iluminador do unigênito Filho de Deus, na sua existência pré-humana, personificado em sabedoria, dizendo: “Jeová me possuiu no princípio dos seus caminhos, antes das suas obras da antiguidade. Desde a antiguidade fui constituído, desde o princípio, antes de existir a terra . . . Quando lançava os alicerces da terra, então estava eu ao seu lado como arquiteto, e enchia-me de goso dia após dia, regozijando-me sempre diante dele; regozijando-me na sua terra habitável, e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.” (Pro. 8:22, 23, 29-31) Certamente a sua associação deleitosa com Jeová e seu regozijo perante ele, muitas vezes achariam expressão num canto celestial dos mais gloriosos.

4. Que pergunta é assim suscitada, e que devemos esperar relativo à resposta?

4 Esses registos do canto celestial suscitam na mente a pergunta: Há nas Escrituras menção de que o próprio Jeová canta? A resposta é muito interessante, pois, para a nossa surpresa, parece que há uma só referência, contida numa profecia que está sendo cumprida agora, uma profecia, também, que está ligada com a guerra. Isto marca a ocasião como sendo notável e relevante, à qual se dará a devida consideração no decorrer do nosso estudo.

5. (a) Quão profundamente está arraigado na família humana o dom de música? (b) Onde podemos achar alguma coisa ainda melhor do que a música, e por quê?

5 O registo é silencioso quanto a se alguém cantava no jardim do Éden, quando tudo era perfeito. É difícil imaginar, porém, que não se cantasse, especialmente na ocasião em que o homem recebeu sua linda companheira e parte correspondente que podia responder e juntar-se a ele no canto, ao acompanhamento dos passarinhos, naquele ambiente ideal. Mas, não há dúvida alguma de que o dom e talento para a música está profundamente arraigado na família humana, pois, entre os primeiros descendentes de Adão, descreve-se Jubal como sendo “o pai de todos os que tocam harpa e flauta.” (Gên. 4:21) Sim, arraigado tão firmemente está como os outros maravilhosos dons do falar e do escrever, que provêm de Deus. E até ao nosso próprio dia, embora os membros da família humana sejam tão imperfeitos, alienados do seu Criador e cegos infelizes por causa do “deus deste sistema de coisas.” (2 Cor. 4:4, NW), contudo, em toda parte da terra eles evidenciam esse profundo desejo de se expressar em música e canto. É muitas vezes pervertido e mal empregado, é verdade, porém o dom ainda existe. Há algumas coisas verdadeiramente lindas na música deste mundo, mas há coisas muitas vezes mais lindas, mais nobres e mais atraentes na Palavra de Deus, em que o nome de Deus está escrito em versos mais belos.

GUERREAR E CANTAR NO DIA DE JEOVÁ

6. Segundo que tema se discutirá esse assunto?

6 Cheguemos, então, ao principal tema da nossa discussão, e vejamos o que as Escrituras têm a dizer e o que podemos aprender para o nosso encorajamento e orientação sobre esse assunto duplo de cantar e guerrear. Primeiro, tencionamos declarar brevemente o que é o tema e daí mostrar como a Palavra de Deus lhe dá amplo apoio. Para iniciar, desde 1914 E. C., vivemos no tempo mais momentoso de todos os tempos, “naquele dia”, “o grande dia de Jeová”. (Isa. 26:1; Sof. 1:14; 3:8) Há muita luta hoje em dia, pela qual Jeová é responsável. A luta é realmente travada por Cristo Jesus, que na profecia pode ser comparado ao “braço” de Jeová. (Sal. 98:1) Debaixo de Cristo Jesus, há forças celestiais à sua disposição. O povo de Deus na terra também tem a sua parte para desempenhar. Por uma série de vitórias, que conduzem à vitória completa e final sobre todos os inimigos de Deus na batalha do Armagedon, realiza-se uma salvação grandiosa e eterna, vista no firme estabelecimento de “uns céus novos e uma terra nova”, a favor de todos os que alcançarão a vida eterna nesse novo mundo. (Isa. 65:17) Essa gloriosa salvação, que já começou a realizar-se, é o tema principal do nosso canto, que, notai bem, atribui todo o crédito e todo o louvor àquele a quem de direito pertencem, a Jeová, mediante seu forte “braço santo”.

7. Em que drama profético foram envolvidos o canto e a guerra, e que propósito especial da parte de Jeová revela isto?

7 A maioria de nossos leitores estão familiarizados com a abundância de evidência bíblica, frequentemente discutida em minúcia nestas colunas, a qual mostra que 1914 E. C. marcou o começo do dia de Jeová. Portanto, ao invés de tomar o tempo agora para apresentar prova neste sentido, tencionamos discutir, primeiro, um desses dramas proféticos executado na vida real sob a orientação e as relações de Deus com o seu povo escolhido, o Israel, mostrando de modo saliente o debate hodierno que abrange tanto o cantar como o lutar. Referimo-nos à ocasião em que Deus visitou o Egito para efetuar uma poderosa libertação e salvação dos filhos de Israel, conforme expresso naquela pergunta feita por Davi: “E que nação há na terra como o teu povo, sim como Israel, a quem Deus foi resgatar como povo para si mesmo, e fazer-se um nome?” (2 Sam. 7:23, AS) Em harmonia com isso, lembramo-nos de que Deus fez que Moisés notificasse e avisasse a Faraó do debate envolvido nessa batalha dos deuses, segundo registado em Êxodo 9:16, citado por Paulo como segue: “Para isto mesmo te deixei subsistir, para mostrar o meu poder em relação a ti e para que o meu nome seja publicado por toda a terra.” —Rom. 9:17,NW.

8. Como se realizou o propósito anunciado de Deus, sobretudo no que toca à parte desempenhada por Moisés e os filhos de Israel?

8 Notai bem como se cumpriu essa declaração. Foi, principalmente, pelos poderosos atos e a guerra de Deus a favor do seu povo, começando com uma série de pragas no Egito e chegando ao clímax na destruição espetacular de todas as hostes de Faraó no mar Vermelho. Isso fez que o nome e a fama de Jeová fossem amplamente divulgados, conforme testificavam Raab e os gibeonitas. (Jos. 2:10; 9:9) Sim, mas tais atos poderosos por si só não identificavam o nome daquele a quem se devia dar o crédito. Foi neste ponto que Moisés entrou em cena, além de todos os filhos de Israel. Em primeiro lugar, na presença de Faraó, declarou-se esse santo nome, determinando-se o debate, conforme registado em Êxodo 5:1, 2. Principiou como batalha de palavras, uma guerra fria. (Quem dirá que Moisés não foi guerreiro?) Mas, tendo-se chegado ao clímax do drama. Israel tendo atravessado são e salvo o mar Vermelho, até por terra seca no meio dele, podiam então olhar para trás e presenciar a destruição completa das forças do inimigo e nesse momento se levantou um magnífico cântico de louvor triunfante a Jeová, tomando Moisés a dianteira com essas frases iniciais sem paralelo: “Cantarei a Jeová, porque gloriosamente triunfou; precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. Jeová é a minha força e o meu cântico, e ele se tem tornado a minha salvação. Este é o meu Deus, e louval-o-ei; ele é o Deus de meu pai, e exaltal-o-ei. Jeová é homem de guerra; Jeová é o seu nome.” —Êxo. 15:1-3.

9. Que pontos é necessário que se observem no registo de Êxodo, capítulo 15?

9 Ao lerdes as palavras desse cântico em Êxodo, capítulo 15, notai quão fortemente se dá ênfase ao fato de que toda a glória e louvor por essa grande salvação deve ser atribuído a Jeová. Notai, também, a beleza e força da linguagem, e o sentido da poesia e música transmitido nas palavras e frases curtas e simples, ainda que não o leiamos no hebraico original. Também somos informados de que “a profetiza Miriam, irmã de Aarão, tomou um adufe na sua mão; e todas as mulheres saíram atrás dela com adufes e com danças. Miriam respondia-lhes [entoando o estribilho principal]: Cantai a Jeová, porque gloriosamente triunfou, precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro”. (Êxo. 15:20, 21) Cantavam e dançavam, talvez, até horas avançadas da noite e podemos imaginar a cena desse altaneiro salão de baile ao ar livre, debaixo da abóbada celeste, guarnecida de estrelas, a lua minguante surgindo do horizonte, tendo por fundo as águas onduladas e escuras, enterrando na sua profundidade todas as hostes do Egito.

10. Como vemos o cumprimento moderno desse drama, e a que conclusão nos conduz?

10 Hoje testemunhamos com nossos próprios olhos a execução desse drama profético no seu cumprimento. Faraó, seus valentes e hostes militares bem retratam os inimigos de Deus e do povo de Deus, a saber, Satanás e seus principais representantes, sua “semente”, e todas as forças do velho mundo. Doutro lado, Moisés e os filhos de Israel, incluindo Miriã e todas as mulheres que participavam, bem representam a Cristo Jesus (o predito profeta maior do que Moisés) e as forças do novo mundo, constituídas do povo de Deus na terra, inclusive todos os que participam no “cântico de Moisés, escravo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. (Atos 3:22, 23; Apo. 15:3, NW) Assim como nessa ocasião Faraó e suas hostes, sob a influência dos seus deuses, escarneceram de Jeová e, ao persistirem, foram conduzidos a essa catástrofe no mar Vermelho, assim também agora os “reis [governadores e chefes] de toda a terra habitada” desafiam a Jeová e seu anunciado propósito e aviso, e debaixo da influência demoníaca são conduzidos ao Armagedon. (Apo. 16:13-16, NW) Considerando o drama na sua inteireza, podemos ver que Moisés e os filhos de Israel, em razão da sua atitude contra Faraó, da sua resistência às exigências e pressões dele, e pela proclamação do nome e propósito de Jeová e seu cântico final de louvor, podem ser corretamente descritos como guerreiros cantores, mesmo que não lutassem com armas militares. Não se acham os do povo de Jeová em posição idêntica e não podem ser descritos do mesmo modo?

11. Que pergunta se suscita referente ao ponto de tempo no entoar do cântico de Moisés?

11 Mas, alguém dirá: ‘Já que esse cântico, em que Moisés tomou a dianteira, não foi entoado até depois da destruição das hostes egípcias no mar Vermelho, não indicaria isso que não nos podemos empenhar num cântico unido de louvor triunfante a Jeová até depois do Armagedon ter sido travado e todos os nossos inimigos destruídos?’ A fim de obter o ponto de vista correto nesta questão importante, verifiquemos outras passagens das Escrituras que tratam do mesmo tema.

A CHAVE DA SITUAÇÃO

12. (a) Onde nas Escrituras e de que forma se descreve o nascimento do Reino? (b) Que exata proclamação seguiu à guerra nos céus?

12 Voltando a nossa atenção a 1914 E. C., o ponto inicial em que concordamos que começou o dia de Jeová, recordamos que no Apocalipse, capítulo 12, este ponto decisivo na realização do propósito de Deus foi marcado pelo nascimento do Reino, o filho varão produzido pela mulher simbólica, “visto no céu”. “Estalou guerra no céu” imediatamente depois disso, em resultado da qual Satanás e seus anjos foram precipitados do céu à terra. (Apo. 12:3, 5, 7, NW) Isto se completou em 1918 E. C conforme muitas vezes bíblicamente explicado nestas páginas. Escutai com atenção as palavras exatas do grito jubiloso de triunfo que então ressoou nos átrios celestiais: “Agora se estabeleceram a salvação e o poder e o reino de nosso Deus e a autoridade do seu Cristo.” —Apo. 12:10, NW.

13. De que modo é essa proclamação a chave da situação, e a que conduz?

13 Eis a chave para a situação inteira. Essa foi a primeira de uma série de vitórias que trouxeram salvação para Sião e garantiram o estabelecimento dos “novos céus” e da “nova terra”. Não estamos confundindo essa guerra nos céus com a batalha do Armagedon, mas por causa dessa vitória inicial e por causa da nossa ilimitada fé em Jeová e seu Rei entronizado, Cristo Jesus, sabemos além de qualquer dúvida que a vitória final por aquele guerreiro “fiel e verdadeiro” está absolutamente garantida. (Apo. 19:11, NW) Além disso, por causa dessa vitória e da nossa fé e a dedicação de nós próprios e das nossas vidas a Jeová, a seguinte expressão torna-se também a nossa experiência feliz: “E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e não amaram as suas vidas mesmo diante do perigo da morte.” Portanto, conforme se acrescenta: “Por isso, alegrai-vos, ó céus e vós que neles residis!” Quem pode fazer outra coisa a não ser cantar? —Apo. 12:11, 12, NW; veja-se também 1 João 5:4; Efé. 2:6, NW.

14. Há boa evidência para se crer que a guerra nos céus já se travou?

14 Pergunta alguém nesta altura: Como podeis estar tão certos dessas coisas e de que a guerra no céu já foi travada? Respondemos: A evidência concreta, vista na preservação, na prosperidade e no aumento do povo de Jeová, que serve em união sob a direção da sua organização desde 1918 E. C., apesar de todo o ódio e perseguição às mãos de seus inimigos, é prova tão convincente do feliz êxito dessa guerra quanto a vinda do espírito santo em Pentecostes era prova da aceitação do sacrifício resgatador de Jesus nos átrios celestiais.

15. São sólidas as razões para se concluir que o povo de Deus agora pode ser descrito como guerreiros cantores?

15 Não há dúvida de que o povo de Deus agora, “que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar o testemunho de Jesus”, estão empenhados numa guerra com o “dragão”, ainda que ‘as armas da nossa milícia não sejam carnais’, militaristas. (Apo. 12:17; 2 Cor. 10:4, NW) Pela ajuda e provisão maravilhosa de Jeová mediante sua organização, Sião, eles provam de contínuo que são vencedores, regozijando-se na salvação de Jeová. Quem pode negar que o povo hodierno de Deus pode ser corretamente descrito como guerreiros cantores?

16. Que carácter bíblico sobressai tanto no canto como na guerra, e a quem se deve o crédito?

16 Há tanto nas Escrituras, confirmatório do acima, que achamos difícil escolher as passagens mais apropriadas. Mas, voltemos a nossa atenção àquele outro caráter bíblico que, com mais relevância talvez do que o próprio Moisés, destacou-se como um suave cantor e valente guerreiro, certamente mais destacado no que diz respeito ao canto e à guerra literal. Referimo-nos, naturalmente, a Davi, que, sob inspiração, descreveu a si próprio como “o suave salmista de Israel”. Mas, em harmonia com o nosso estudo, notai que ele deu todo o crédito a Jeová, que o ensinou a ‘tocar bem [a harpa]’, pois imediatamente prossegue dizendo: “O espírito de Jeová fala por mim, e a sua palavra está na minha língua.” Também relativo às suas proezas como guerreiro ele escreve: “Bendito seja Jeová, rocha minha, que adestra as minhas mãos para a batalha, e os meus dedos para a guerra.”—2 Sam. 23:1, 2; Sal. 33:3; 144:1.

O SALMO 118

17. Quem escreveu a maior parte dos Salmos, e como devem ser considerados?

17 Sob inspiração, Davi escreveu a maior parte dos Salmos, baseando-se principalmente nas suas próprias experiências e prefigurando as de Jesus Cristo, também as dos seguidores do Cristo como classe. Não só são belos cânticos, compostos de magnífica poesia sagrada, mas são principalmente profecias, parte de ‘tudo que dantes foi escrito para nosso ensino’; e tendo isso presente, queremos considerar o Salmo 118. É uma notável confirmação de que justamente agora, antes do Armagedon, é o tempo para se cantar e regozijar ‘e contar [publicamente] as obras de Jeová’ pela salvação já efetuada a nosso favor. —Sal. 118:17.

18. Qual é o tema do Salmo 118, e como corresponde ao Apocalipse 12:10?

18 O tema muitas vezes repetido neste salmo encontra-se na expressão: “Pois a sua benignidade dura para sempre.” Isto forma a base da exortação inicial do salmo: “Dai graças a Jeová.” (Sal. 118:1) É, portanto, um salmo ou cântico de ações de graças, não oferecidas a qualquer criatura, nem mesmo ao próprio Davi, que foi usado tão poderosamente para subjugar os inimigos de Israel, mas a Jeová, o verdadeiro Guerreiro e Salvador poderoso de Israel. Expressa-se essa idéia vez após vez no salmo, ao relatar Davi como seus numerosos inimigos, “todas as nações”, tentaram subjugar tanto a ele como o pequeno reino de Israel, conforme ele bem expressa num lugar, “cercaram-me como abelhas”. Daí acrescenta: “Jeová, porém, amparou-me”, e isso o conduz à expressão especial que atrai a nossa atenção: “Jeová é a minha força [como guerreiro] e o meu cântico; e ele tem sido a minha salvação.” (Sal. 118:10-14) Uma exclamação que corresponde exatamente à de Apocalipse 12:10, NW.

19. Em relação com que acontecimentos especiais prosperou Davi como guerreiro?

19 Notai, também, em acordo com o argumento já apresentado, que Davi não atingiu a sua forte posição de superioridade sobre todos os seus inimigos apenas por uma só vitória esmagadora, que prefigurasse o Armagedon, mas por meio de uma série de vitórias. Isto se assemelha ao que se diz acerca de Cristo Jesus, o Davi Maior: “Ele saiu vencendo e para completar a sua conquista.” (Apo. 6:2, NW) Nem esperava Davi até a vitória final para começar a cantar. O registo mostra que a chave da situação, quanto à prosperidade de Davi como rei de Israel, é claramente o tempo em que ele capturou o monte Sião e ali estabeleceu o seu trono e mais tarde trouxe para lá a arca, centro da verdadeira adoração para Israel. (Veja-se 2 Samuel, capítulos 5 e 6.) Daí em diante ele prosperou, ainda lutando e ao mesmo tempo cantando que Jeová “tem sido a minha salvação”. Conforme diz o registo: “David ia-se engrandecendo cada vez mais, porque Jeová, Deus dos exércitos, era com ele”, até que “Jeová [lhe tinha] dado descanso de todos os seus inimigos ao redor.”—2 Sam. 5:10; 7:1.

20. Na base desses acontecimentos, como revela o Salmo 118 seu significado profético para o nosso próprio dia?

20 É daquele ponto de tempo em diante, o tempo do firme estabelecimento de Sião, depois de um período de angústias, que o Salmo 118 se realiza, tanto na experiência de Davi como naquilo que foi prefigurado por ela. O guia certo neste salmo, fixando esse ponto de tempo no grande cumprimento em nossos dias, se encontra na expressão: “A pedra que os edificadores rejeitaram, tem-se tornado a principal do ângulo.” (Sal. 118:22) Ligando isso com Isaías 28:16 e; 1 Pedro 2:6, 7, The Watchtower de 1 de Outubro de 1951 deu prova pormenorizada de que o lançamento da pedra angular em Sião no pleno cumprimento sucedeu em 1918 E. C., quando Cristo foi apresentado como Rei, correspondendo ao cumprimento em miniatura no primeiro advento. (Vide Mateus 21:4-9, NW) Esse foi deveras um período de tempo ou “dia” muito especial. Em contraste com um dia de 24 horas, que parece seguir o seu predecessor como coisa natural, esse dia profético foi feito especialmente por Jeová e é a causa de grande regozijo e canto, conforme se diz: “Este é o dia que Jeová fez; nele nos regozijemos, e nos alegremos.” (Sal. 118:24) Observai, além disso, que Davi não só fala por si mesmo, quando diz, “Jeová é a minha força e o meu cântico”, mas também inclui todos os verdadeiros israelitas que participam com ele, conforme ele diz a seguir: “Há voz de júbilo [canto] e de salvação nas tendas dos justos.” Por isso, então, regozijemo-nos todos e cantemos em voz alta a salvação de Jeová efetuada em Sião neste seu próprio dia. —Sal. 118:14, 15.

21. A que proceder somos impelidos pela apreciação dessas verdades?

21 Ao apreciarmos que Jeová nos proporcionou a luz da verdade sobre a sua Palavra, não só para a entendermos e vermos o cumprimento dela neste dia maravilhoso, mas também para termos o privilégio de tomar parte nele, então alegremente ‘daremos graças a Jeová pela sua benignidade.’ Não só isso, mas também estamos cheios do espírito guerreiro de determinação para ‘observarmos os mandamentos de Deus’ na “obra de dar o testemunho de Jesus”, “apesar do perigo da morte”. Altruístamente nos dedicamos e comprometemos a seguir esse caminho. Notai quão bem isto está expresso: “Jeová é Deus, e nos concede a luz, ata a vítima com cordas até os chifres do altar.” —Apo. 12:11, 17, NW; Sal. 118:27.

22. Como se relaciona ao nosso estudo Isaías 12:1-6?

22 Mas, notastes especialmente a observação (§ 20) acerca do estabelecimento de Sião “depois de um período de angústias”? O Salmo 118, versículo 18, refere-se a isso: “Jeová castigou-me severamente, porém não me entregou à morte.” Agora, porém, vide Isaías, capítulo 12, e verificai como esta curta profecia em todas as suas palavras confirma plenamente os pontos principais do nosso estudo. Conforme foi muitas vezes explicado em A Sentinela, a ira de Jeová para com seu povo na primeira parte ‘daquele dia’ se devia ao seu fracasso em viver à altura da sua comissão de guerreiros cantores. Contudo, Deus, na sua benignidade, remediou a situação e confortou seu povo, trazendo salvação a Sião. “Por que ele tem feito uma coisa esplêndida, — bem conhecido é isto em toda a terra.” [Isa. 12:5, Ro] Assim de novo entra o estribilho: “Porque Jeová é a minha fortaleza e o meu cântico, ele se tornou a minha salvação. Portanto com goso tirareis águas das fontes da salvação.” Sim, conforme Jesus indicou na sua palestra com a mulher samaritana junto a certa fonte literal, a água vitalizadora da verdade pode agora ser tirada livre e alegremente para todos os sedentos que desejarem prestar serviço sagrado no espírito de verdadeira adoração. Uma poderosa resposta, portanto, se levanta de todas as direções em réplica ao mandamento retumbante: “Grita e exulta, moradora de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.” —Isa. 12:2, 3, 6; João 4:14, 23; Apo. 22:17, NW.

23. Onde nas Escrituras se refere a Jeová como cantando e por que motivo e com que encorajamento para nós?

23 Finalmente, lembrais que mencionamos logo no começo deste artigo o único caso nas Escrituras em que se refere ao próprio Jeová como cantando. Encontra-se este em Sofonias 3:14-17. Primeiro, para nosso encorajamento como cantores, vem a ordem de ‘cantarmos e exultarmos, alegrarmo-nos e regozijarmo-nos de todo o coração’. Por quê? Porque “Jeová tem tirado [“posto de lado”, Ro] os teus juízos [adversos], tem lançado fora o teu inimigo [os opressores babilônicos, semelhantes a Faraó]; o rei de Israel, isto é, Jeová, está no meio de ti; não temerás daqui em diante mal algum [“calamidade”, Ro]”. Daí, para o nosso encorajamento como guerreiros, vem a ordem eletrizante: “Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não tenhas medo; não se enfraqueçam as tuas mãos, Ó Sião. Jeová teu Deus está no meio de ti; o poderoso que salvará [do inimigo], se regozijará em ti com alegria, descansará no seu amor, exultará sobre ti com jubilo [canto, AS].” Com que nota mais comovente e exaltada poderíamos concluir este estudo? — Comparai o Salmo 132:13-18.

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