BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • w53 1/8 pp. 124-127
  • Uma aula de canto

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Uma aula de canto
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • TREINO E EQUIPAMENTO
  • Guerreiros cantores
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
  • Cante de coração!
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová (Estudo) — 2017
  • O valor do canto na verdadeira adoração
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1987
  • Cante louvores a Jeová
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1994
Veja mais
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
w53 1/8 pp. 124-127

Uma aula de canto

1. Em geral, qual é a nossa responsabilidade, e como deve ser considerada?

SUFICIENTES vezes, mas nunca demais, o tema predominante de A Sentinela tem sido a convocação para dar louvores a Jeová. No nosso estudo anterior consideraram-se os motivos disto, em conexão com a guerra, do ponto de vista geral ou coletivo. Focaliza-se agora mais o ponto de vista individual no tocante ao que vós, pessoalmente, podeis aprender para o vosso próprio encorajamento e orientação desta aula de canto.

2. Que citação fez Paulo, revelando o propósito de Deus para com Faraó?

2 Tomemos por nota tônica o mesmo ponto inicial como antes, a saber, o propósito declarado de Deus conforme expresso a Faraó por seu servo Moisés, segundo a citação de Paulo: “Para este fim te deixei subsistir, para que, em relação a ti, eu pudesse mostrar o meu poder e para que meu nome seja publicado por toda a terra.” (Rom. 9:17, NW) Mas esta vez examinemos aquela expressão do ponto de vista do próprio apóstolo, procurando encontrar o motivo por que ele fez essa citação, verificando também por que o seu argumento contém matéria excelente para a nossa aula de canto.

3. Como desenvolveu Paulo seu argumento preliminar acêrca do Israel carnal?

3 Nos cinco versículos iniciais de Romanos, capítulo 9, Paulo expressa a sua grande tristeza sobre os parentes carnais, os Israelitas, que desfrutaram tantas vantagens e oportunidades áureas debaixo da Lei, porém perderam-nas, conforme já antes mencionado na sua carta. Os Israelitas carnais pensaram que só eles tinham o direito de herdar o favor de Deus por motivo da sua descendência carnal de Abraão e pelas suas obras debaixo da Lei. Mas nos versículos 6 a 8 deste capitulo, Paulo explica que “nem todos os que nasceram de Israel [carnal] são realmente o ‘Israel’”, quer dizer, o verdadeiro Israel, ou o povo escolhido de Deus, conforme proposto por Jeová e predito na sua Palavra. Daí, após lembrar que a semente de Abraão viria mediante a linhagem de Isaque, cujo nascimento realizou a promessa de Deus e que de outra sorte não teria sido humanamente possível, o apóstolo então diz que “os filhos da carne não são realmente os filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como a semente”. Com isto ele se refere àqueles que se tornam membros do Israel espiritual, a verdadeira congregação debaixo de Cristo a Cabeça, e que se tornam filhos de Deus, unicamente pela imerecida benignidade e promessa de Deus e não por alguma coisa que fizeram ou herdaram. —Comparai Gálatas 3:16, 29; 4:28 , NW.

4. A que conclusão chega o apóstolo e que princípio está envolvido?

4 E que conclusão lógica tira o apóstolo deste argumento? Ah, aqui chegamos ao primeiro princípio bíblico, ou verdade fundamental, que exige toda a nossa atenção a fim de que comecemos a aprender corretamente a nossa lição. Para expressá-lo nas próprias palavras de Paulo, Deus arranjou as coisas assim “para que o propósito de Deus com respeito à escolha continuasse a depender, não das obras, mas daquele que chama [isto é, Deus]. . . . Assim, pois, não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que tem misericórdia.” (Rom. 9:11, 16, NW) O princípio aqui exposto é que Deus tem o direito absoluto e incontestável de escolher a quem quer que seja para desfrutar seu favor.

5. (a) Que lição deve ser aprendida, e por que é importante? (b) De modo a desfrutar o favor de Deus, quais são as condições essenciais?

5 A lição que se tira disto é a da nossa dependência total de Deus. Não é errado, naturalmente, desejar desfrutar o favor e a misericórdia de Deus, nem é errado correr no caminho traçado por Deus para seu povo. O ponto é que ninguém se pode tornar parte do povo de Deus simplesmente por assim querer ou decidir. Nem depende de correr ou seguir certo caminho que dará a alguém o direito, como se fosse, de esperar a aprovação de Deus. Foi isso o erro de Israel. “Israel, ainda que seguisse a lei da justiça, não atingiu a lei. Por que motivo? Porque procurou atingi-la, não pela fé, mas como que pelas obras.” (Rom. 9:31, 32, NW) Não decidamos ou determinemos as coisas para nós próprios. Verifiquemos cuidadosamente em todos os tempos que mantenhamos no coração uma verdadeira apreciação das condições que o próprio Deus estabeleceu e pôs na sua Palavra quanto aos requisitos para obter o seu favor. Isto é necessário, não só para darmos um bom início na carreira cristã, mas para todo o caminho, pois é possível que alguém relaxe as coisas ou fique enlaçado com algo. (Gál. 5:7, NW) É interessante notar que no início do Registo sagrado se estabelece claramente o princípio acima citado de que Deus faz a escolha e também se estabelecem os requisitos necessários para que alguém seja escolhido. Pois, embora Jeová dissesse a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer”, pouco antes ele expressou as condições essenciais para desfrutar tal compaixão e misericórdia: “Uso misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” Êxo. 33:19; 20:6.

6. Na citação que Paulo fez de Êxodo 9:16, que dois princípios adicionais se revelam?

6 É depois de citar Êxodo 33:19 e expressar esse princípio nas suas próprias palavras que Paulo então acrescenta, em apoio: “Pois a Escritura diz a Faraó: ‘Para este fim te deixei subsistir, para que, em relação a ti, eu pudesse mostrar o meu poder e para que meu nome seja publicado por toda a terra.’” (Rom. 9:17, NW) Isto introduz mais dois princípios fundamentais. Um é que ninguém pode resistir ao propósito de Deus ou impedi-lo, nem o arrogante e poderoso Faraó, nem sequer aquele a quem este representava, Satanás “o deus deste sistema de coisas”. (2  Cor. 4:4, NW) O outro principio é que Deus é infinitamente grande. Deus é tudo. Este é o maior princípio, e terá esse resultado no cumprimento final do seu propósito glorioso, pois “então o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo para todos.” —1 Cor. 15:28, NW.

VALIOSAS LIÇÕES

7. De que modo ensina o primeiro destes princípios uma lição importante para este dia?

7 Outra vez, notai lições valiosas para que se cantem corretamente os louvores de Deus. A primeira é que uma verdadeira apreciação desse princípio inspira confiança e temor piedoso. Há forças do mal no mundo hodierno que têm grande poder, forças de opressão cruel, as quais poderiam desencadear uma terceira guerra mundial. Não as temeis. Deus pode fazer e fará que tais forças sejam mantidas seguras e manobradas de tal maneira que nada seja permitido a realmente prejudicar qualquer interesse do Reino ou um único cantor e guerreiro do Reino. Bem nos podemos atrever a cantar tanto de modo ousado como suave. —Apo. 7:1, NW

8. Que outra lição se pode aprender, e como deve afetar-nos isso?

8 A segunda lição é a de gratidão. Quão gratos devemos ser ao nos tornarmos recipientes da misericórdia de Deus, ao invés de ficarmos endurecidos, como Faraó. Este é um forte motivo pessoal para cantarmos os louvores de Jeová pela salvação bondosamente provida mediante a misericórdia. “Apareceu a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que nós fizemos, mas segundo a sua misericórdia nos salvou.” —Tito 3:4, 5.

9. Que lição valiosa nos ensina a infinita grandeza de Deus?

9 A terceira lição, baseada especialmente no princípio mencionado por último, é que deveríamos compreender que todo o crédito e, portanto, todo o louvor se devem a Deus, de quem depende tudo e em quem podemos depositar absoluta confiança. Em outras palavras, é uma lição de humildade. Conforme disse Paulo acerca de si mesmo e de um outro irmão: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus fez que crescesse, de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer.” (1 Cor. 3:6, 7, NW) Guardemos em mente essa visão e ponto de vista. Dá a Jeová seu lugar legítimo e nos mantém no nosso lugar correto. Cantarmos acertadamente os seus louvores nos mantém em harmonia com o Criador. Faz que nós sejamos muito humildes e gratos e essa é a única atitude segura e correta com que cantaremos aceitavelmente os louvores de Jeová.

10. Como poderíamos sentir-nos, em contraste com Moisés e Davi, e como nos ajuda a Palavra de Deus neste sentido?

10 As circunstâncias sob as quais Moisés, Davi e outros fiéis servos proclamaram o nome e o propósito de Jeová eram muitas vezes intensamente dramáticas, estando eles em pleno destaque. Em contraste, provavelmente sentis as vossas próprias limitações nas condições monótonas da vida, como dona de casa apenas, ou como operário, etc. Talvez digais a vós mesmos: ‘Onde entro eu em cena? A única aula de canto que tenho é a do despertador de manhã cedo. Sinto-me demasiado pequeno e indigno.’ E em grande parte concordamos convosco. É verdade que sois pequenos e indignos. Mas essa é a parte maravilhosa disso, que Deus, que tem o direito incontestável no que diz respeito a quem gozará o seu favor, decidiu tornar possível que possais participar com outros, igualmente pequenos e indignos, no grandioso privilégio de serviço direto do Reino, sob a direção da sua organização, Sião. Que força e conforto se pode adquirir pelo modo como o próprio Jeová liga estes dois princípios contrastantes, o da sua própria grandeza e o da nossa pequenez! “Pois assim diz o Alto, e o Excelso, que habita a eternidade, de quem o nome é Santo: Habito no alto e santo lugar, também com aquele que é contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e vivificar o coração dos contritos.” — Isa. 57:15.

11. Tendo o ponto de vista correto, como devemos considerar a nossa parte no serviço do Reino?

11 Isto significa, do lado prático da vossa aula de canto, que não há a mínima necessidade de esperar por uma circunstância dramática para cantar o louvor de Jeová. Antes, não desprezeis ou despercebais a mínima oportunidade, mesmo que pareça insignificante, para falar sobre o Reino. Não precisais sair de casa e cursar a nossa Escola Bíblica em Gilead antes de poderdes participar na publicação do nome de Jeová “por toda a terra”. Não. Podeis desfrutar uma parte igual, com o acréscimo da bênção de Jeová, no que talvez pareça ser a “rotina diária e tarefa corriqueira” de visitar, regularmente, as pessoas nas fazendas e casas vizinhas ou nos sórdidos becos da cidade em que residis.

12. Por que é necessário prestarmos atenção à nossa aparência exterior na obra de Jeová?

12 Mais um ponto prático. Não esqueçais que, para se cantar eficazmente, é necessário prestar atenção, não só ao que deve ser ouvido, mas também ao que deve ser visto. Com isto nos referimos à vossa aparência pessoal, inclusive a roupa, o comportamento e especialmente a expressão na vossa face e olho. Não importa quão humildes sejam as vossas condições, podeis ser limpos e asseados, mas em especial podeis deixar vosso rosto e sorriso radiar e refletir o próprio espírito da mensagem do Reino, com seu gozo, paz e segurança. (2 Cor. 3:18, NW) Empregando-se um termo musical, devia ser “um cântico sem palavras”. Compreendemos, naturalmente, que a nossa mensagem é muito mais importante do que a nossa aparência, mas devemos lembrar que os nossos ouvintes não reconhecem isto, pelo menos não no princípio.

13. A fim de prestar-se serviço eficiente, o que pode ser aprendido da ilustração do canto?

13 Evitemos tudo o que é exagerado ou falso. Como na ilustração natural, não é aquele que sempre canta com voz trinada, mexendo o corpo e exibindo outros maneirismos, que é o cantor de maior sucesso, ainda que seja considerado brilhante quanto à forma técnica. Antes, é quem sabe, de modo simples e direto, comunicar a verdadeira mensagem do seu cântico e que, por assim dizer, se torna parte do cântico, cantando do coração e dando aos seus sentimentos uma expressão sincera. Exatamente da mesma maneira deve ser com cada um de nós todas as vezes que temos a oportunidade de proclamar a mensagem do Reino que Jeová nos pôs na boca para servir de testemunho a favor dele. —Deu. 31:19.

14. Como ajudam a humildade e a gratidão a conservar a harmonia e união?

14 Há mais uma lição a que queremos chamar a vossa atenção. Essas duas coisas, a humildade e a gratidão, são essenciais a fim de mantermo-nos em harmonia uns com os outros no nosso serviço unido do Reino, serviço que é o de louvor. Após Paulo ter dito que compreendeu que ele e Apolo nada eram, em comparação com Deus, que é o único que pode vivificar a semente da verdade plantada na mente do ouvinte e fazer que cresça, ele acrescentou: “Ora, o que planta e o que rega são um.” (1 Cor. 3:8, NW) Isto quer dizer, na prática, que se guardarmos em mente a nossa própria pequenez e imerecimento no que toca à nossa própria pessoa, então não ficaremos indevidamente sentidos ou perturbados, ainda que alguém na congregação nos trate mal ou fale conosco de maneira rude. Mas permanecendo gratos a Jeová e lembrando-nos da sua grandeza, desejaremos apenas continuar publicando o seu nome através do nosso território. Cuidaremos, naturalmente, que por nossa parte não sejamos culpados de maltratar algum dos pequeninos de Jeová, para que não haja uma nota discordante. Jesus disse que o canto e a proclamação da mensagem do Reino em perfeita harmonia e união são um dos sinais dados ao mundo, pelo qual todos saberiam quem são os verdadeiros discípulos, escolhidos por Deus para o representar e ser as suas testemunhas por toda a terra. —João 17:23, NW.

15, 16. Que benefícios adicionais se adquirirão destas duas qualidades e a que resultados conduz isto?

15 Além disso, a humildade e a gratidão vos ajudarão, também, a suportar as adversidades e perseguições, quer insignificantes quer bem severas, daqueles com quem estais obrigados a associar-vos no mundo, seja um membro da vossa família, o vosso patrão, ou um colega de serviço. Não vos importareis tanto, lembrando-vos de que é realmente um privilégio sofrer como cristão e que Jesus advertiu que todos os seus seguidores certamente seriam perseguidos, assim como ele. (João 15:20; 1 Ped. 2:21, NW) Todavia, ainda permanecendo gratos, estareis alertas para cantar o louvor de Jeová mesmo nas circunstâncias mais improváveis e adversas e assim talvez possais tirar bom proveito dos ataques de Satanás.

16 Dessa maneira, então, pondo em prática essas lições valiosas, assim como um bom cantor precisa de treino constante, estamos certos de que podereis vencer tudo e no fim de cada dia aproximar-vos de Jeová com gratidão e com um cântico no coração.

TREINO E EQUIPAMENTO

17. De que modo somos treinados para o serviço sagrado e qual é o nosso equipamento?

17 Jeová, o nosso grande Mestre de Canto, forneceu todo o treino e equipamento para satisfazer cabalmente as nossas necessidades. Ele não nos instrui separadamente, como alunos individuais, mas tem a sua escola de música, que é a sua organização, Sião. Esta está sujeita ao seu Filho amado, que toma a dianteira em cantar os louvores de seu Pai celestial, cumprindo, conforme Paulo mostra, a palavra profética do Salmo 22:22: “Declararei o teu nome aos meus irmãos, louvar-te-ei com cânticos no meio de uma congregação.” (Heb. 2:12, NW) O equipamento fornecido para todos em Sião neste dia de Jeová é bem resumido em Isaías 59:21: “O meu espírito que está sobre ti, e as minhas palavras que pus na tua boca, não se apartarão da tua boca, . . . para todo o sempre.”

18. De que modo adestrou e treinou Jesus seus discípulos e com que resultado?

18 A fim de nos habilitar para apreciarmos mais detalhadamente como Deus faz que se cumpra essa profecia, voltemos a mente à aula empolgante de canto que Cristo deu a seus discípulos logo após a sua ressurreição. Dois dos discípulos andavam no caminho de Emaús, desconsolados e perplexos, quando Jesus, não reconhecido, uniu-se a eles. Tendo dirigido a conversação ao ponto certo, que diz o registo? “E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes o que diz respeito a ele em todas as Escrituras.” E com que resultado? Conforme disseram um ao outro depois: “Porventura . . . não nos abrasava o coração, . . . quando nos abria cabalmente as Escrituras?” Naquela mesma noite se repetiu a aula para os onze e mais alguns, quando, conforme diz: “Então lhes abriu bem o entendimento para compreenderem o significado das Escrituras.” Finalmente disse que eles seriam enviados como testemunhas das coisas que viram e ouviram, mas somente após serem “revestidos de poder do alto”. De modo que, num cumprimento em miniatura, Deus pôs as suas palavras na boca das suas testemunhas e as dotou com o poder energizante e esclarecedor do seu espírito. Hoje, no cumprimento maior, a mesma coisa sucede em escala mundial, sendo o acorde principal do nosso cântico “estas boas novas do reino”. —Luc. 24:27, 32, 45, 49; Mat. 24:14, NW.

19. De que modo prático podemos aplicar isto a nós próprios hoje?

19 Aproveitemo-nos deste perfeito exemplo de Jesus e compreendamos que a nossa obra principal é ajudarmos os que estão dispostos a aprender a cantar ‘abrindo-lhes bem o entendimento para compreenderem o significado das Escrituras’. Afinal de contas, a Palavra é o nosso Cancioneiro, e se for feita de modo correto esta obra, fará abrasar dentro deles o coração. Se, por exemplo, tiverdes o privilégio de dar um discurso público, não gasteis tempo demais citando e comentando o que disseram os chefes mundiais. Antes, logo chega ao vosso argumento bíblico, explicando claramente o significado das Escrituras e seu cumprimento. Foi este o método de Paulo. “Arrazoou com eles das Escrituras, explicando e provando com referências.” Notai, também, como Apolo aproveitou-se do treino e equipamento corretos. “Pois com veemência [‘com fervor do espírito’] . . . demonstrava publicamente pelas Escrituras que Jesus era o Cristo.” (Atos 17:2, 3; 18:25, 28, NW) Não deixeis de aproveitar-vos, também, do hodierno treino e equipamento providenciado pelo estudo regular de A Sentinela e das outras publicações da Sociedade e também pelo curso da escola em ministério teocrático, com a sua ajuda prática.

20. Por que é tão importante a correta atitude de coração e em que bênçãos especiais resulta isto neste dia?

20 Acima de tudo, porém, nunca passai por alto a importância da correta atitude de coração. Não obrigueis o Senhor Jesus a dizer-vos como ele disse aos dois no caminho de Emaús: “Ó néscios e tardios de coração em crer tudo que os profetas disseram!” (Luc. 24:25, NW) Não vos preocupeis se achais que estais um pouco tardios em compreender as coisas e vos expressar. Se tiverdes um coração disposto, há possibilidade de que vos torneis um cantor mais eficiente e de maior confiança do que o vosso irmão que é cônscio da sua própria sagacidade. Lembrai-vos de que é porque aqueles em Sião cantam ‘de todo o seu coração’ que se causa tal regozijo ao próprio coração de Jeová que ele, também, se ‘regozija sobre ti com canto’. Que favor maravilhoso habitar nessa cidade gloriosa em que o próprio Jeová habita, cidade cheia de canto muito mais suave do que as notas mais claras e sublimes de algum hino ouvido numa catedral, cantado por um coro de cantores eclesiásticos e profissionais. — Sof. 3:14, 17; Sal. 132:13, 14.

21, 22. Que drama profético relaciona estreitamente o canto com a guerra, que aspectos enfatiza e a que conclusão conduz?

21 Em conclusão, podemos nos considerar privilegiados em participar no drama profético, em que se ligaram tão estreitamente o canto e a guerra, relatado em 2 Crônicas, capítulo 20. Naquela ocasião as forças em conjunto de Amon, Moab e do monte Seir subiram contra Jeosafá, rei de Judá, representando as forças combinadas do mundo de Satanás do dia de hoje, que ameaçam o povo de Deus e vêm contra eles. Muito apropriadamente, o exército de Jeosafá não precisava usar armas carnais nessa batalha. Mas, notai a ordem em que marcharam para encontrar o inimigo, sob instrução teocrática, precedidos por aqueles que “haviam de cantar a Jeová e louvá-lo em santa formação”, com o cântico-tema: “Dai graças a Jeová, porque a sua misericórdia dura para sempre.” Notai, também, essa palavra preliminar dada pelo rei: “Crêde em Jeová, vosso Deus, assim sereis estabelecidos; crêde os seus profetas, assim prosperareis.” (2 Crô. 20:20, 21, AS; comparai Luc. 24:25, NW) Mesmo antes disso, assim que a mensagem tranquilizadora de Jeová tinha sido recebida mediante Jaaziel, em resposta à comovente súplica do rei, os levitas “levantaram-se para louvarem a Jeová, Deus de Israel, em voz bem alta”. —2 Crô. 20:19.

22 Por conseguinte, prossigamos cantando e prossigamos guerreando, até que o próprio Jeová entre em cena como “homem de guerra”, e mediante Cristo Jesus, o forte “braço de Jeová”, a batalha seja levada a vitória triunfante, e se precipitem “no mar o cavalo e o seu cavaleiro.” (Êxo. 15:1, 3; Isa. 51:9) Mantende a vossa formação, guardai-vos em linha com as instruções do Todo-poderoso, e desse modo “adorai a Jeová em santa formação.”

Louvarei a Jeová de todo o meu coração, cantarei todas as tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em ti, cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo. Ao retrocederem os meus inimigos, tropeçam e somem-se da tua presença. Pois sustentaste o meu direito e a minha causa; no trono te assentaste, julgando retamente. — Sal. 9:1-4.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar