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  • Liberte-se Para Fazer a ‘Completa Vontade de Deus.’

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  • Liberte-se Para Fazer a ‘Completa Vontade de Deus.’
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
w59 1/11 pp. 645-651

Liberte-se Para Fazer a ‘Completa Vontade de Deus.’

“Deixai de vos amoldar a este sistema de coisas, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis a vós mesmos a boa, aceitável e completa vontade de Deus.” — Rom. 12:2, NM.

1. Que proclamação triunfante se faz agora, e onde?

JEOVÁ deu a ordem: “Proclamareis liberdade por toda a terra a todos os seus habitantes.” (Lev. 25:10) Embora a escuridão cubra a terra e profundas trevas envolvam as nações, proclama-se agora liberdade até os confins da terra. Como? Pela grandiosa proclamação triunfante de que “o reino do mundo passou a ser de nosso Senhor [Jeová] e do seu Cristo, e êle dominará como rei para todo o sempre”. (Apo. 11:15-18, NM)Isto significa a condenação de todos os inimigos de Deus e da humanidade. Proclama que a terra, em breve, “será cheia do conhecimento de Jehovah, assim como as águas cobrem o mar”, e que homens de boa vontade podem agora entrar numa eternidade de liberdade e de felicidade como uma só família humana, louvando seu Criador e Grande Benfeitor. — Isa. 11:1-9.

2. Onde, somente, podem-se encontrar estas boas novas?

2 Que maravilhosas boas novas! São boas novas que animam o coração de tôda alma honesta, não importa de que raça, nação ou tribo, e não importa onde vivam na África ou nas Américas, na Ásia, na Europa ou nas ilhas do mar! Estas novas alegres de libertação podem ser encontradas apenas no Livro de Liberdade de Deus, a Bíblia, a respeito da qual disse Jesus, o Filho de Deus: “A tua palavra é a verdade.” — João 17:17 .

3. (a) Em que sentido é este mundo uma prisão? (b) Como identificou Jesus os laços da tradição?

3 Ao proclamar liberdade à humanidade cativa, a Bíblia identifica também claramente os laços mortíferos que transformaram este mundo atual numa vasta prisão. Este mundo uma prisão? Sim, uma prisão, em que tanto a cristandade como o paganismo é mantido em escravidão pelos laços das tradições religiosas. Há mais dezenove séculos, o grande campeão da liberdade, Jesus Cristo, condenou os carcereiros da nação judaica, dizendo: “Porque transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? . . . Assim invalidaes a palavra de Deus por causa da vossa tradição. Hipócritas.” (Mat. 15:3, 6, 7) Davam-se hipocritamente aparência de respeitar a Deus, ao passo que ensinavam as tradições dum sistema de adoração em escravidão a Satanás e viviam segundo elas. Mas, os laços da tradição não se restringiram aos dias dos fariseus. Laços de tradição e de costumes restringem também hoje pessoas de tôdas as nações da terra.

4. Como pode alguém libertar-se para fazer a vontade de Deus?

4 Como é possível libertar-se destes laços? É possível libertar-se por dar ouvidos às palavras de Jesus, o grande campeão da liberdade. Este Jesus foi ungido por Jeová para “dizer boas novas aos mansos . . . , para proclamar liberdade aos que foram tomados cativos e ampla abertura dos olhos dos presos”. (Isa. 61:1, NM) Êle é quem abre os olhos do entendimento por ensinar a verdade, a verdade bíblica. Aos que crêem no seu ensino êle diz: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31, 32) A verdade liberta da tradição, para que a pessoa possa provar e fazer “a boa, aceitável e completa vontade de Deus”. — Rom. 12:2, NM.

5. Que espécie de luta é necessária para libertar-se e manter-se livre? Vale ela a pena?

5 Semelhantes ao seu Mestre, os discípulos de Jesus falavam da escravidão mundial e da luta decidida necessária para se libertar dela. Um dêles, o apóstolo Paulo, declarou: “Isto, portanto, digo e testifico no Senhor, para que não mais continueis a andar assim como andam também as nações na inutilidade de suas mentes, enquanto estão mentalmente em escuridão e alienados da vida que pertence a Deus.” (Efé. 4:17, 18, NM) Todavia, para não mais andarem com as nações, os homens de boa vontade têm de levar “a cativeiro todo o pensamento para a obediência a Cristo”. (2 Cor. 10:3-5) Têm de lutar, e lutar àrduamente, para se libertarem dos pensamentos e costumes confusos e inúteis dum mundo que não conhece a Deus. Daí, tendo-se liberto, precisam lutar para manter esta liberdade. Pode significar esfôrço e grande sacrifício, mas as recompensas que Deus dá compensam isso cem vêzes mais! — Mar. 10:28-30.

6, 7. (a) Que padrão tradicional se encontra em todo o mundo? (b) Até que ponto tornou-se a idolatria um laço?

6 “Transformai-vos pela renovação de vossa mente”, diz Paulo. Transformar-se de quê? Do padrão tradicional do mundo. Êste talvez varie ligeiramente de país a país, mas o padrão geral é o mesmo. Não se baseia na verdade, nem no amor, mas em superstições, falsidades e egoísmo. Salomão incluiu êste grande mundo quando descreveu tudo como “vaidade de vaidade” e “trabalhar para o vento”. — Ecl. 12:8; 5:16.

7 A parcela maior dêste padrão de âmbito mundial é o laço do formalismo religioso. Tanto na cristandade como no paganismo há procissões sacras, velas, ofertas de incenso, ídolos e “santos”. Os que conhecem os chamados “santos cristãos” não precisam ficar surpresos quando, ao, visitarem o Oriente, encontram que os ídolos budistas têm halos e seguram rosários. Tudo faz parte do padrão dêste mundo. O conselho de Paulo é bom para os que buscam a verdade, em todo o mundo: “Meus amados, fugi da idolatria.” (1 Cor. 10:14) A idolatria é um laço, cegando multidões quanto à adoração do único Deus verdadeiro. — 2 Cor 4:3, 4.

8, 9. (a) Restringem-se o “Natal“ e festas similares apenas à cristandade? (b) Que diz Pedro a respeito de tais festanças?

8 No entanto, os muitos que se libertaram da adoração de ídolos e de outros ritos formalistas precisam precaver-se contra as formas mais sutis da idolatria. Em todo o mundo há costumes religiosos bem arraigados, e muitas vêzes também costumes nacionais, que vão de encontro à Palavra de Deus. É preciso libertar-se também dêles, se se quer ter vida no novo mundo de Deus. Muitos dêstes costumes assumiram um caráter universal, sendo praticados tanto na cristandade como no paganismo. Por exemplo, há as festanças do “Natal”, que a cristandade adotou do paganismo.a Entretanto, o chamado paganismo toma agora de volta o “Natal”, conforme mostra a seguinte notícia vinda de Tóquio, no Japão budista: “Segundo cálculos da polícia, as multidões das Vésperas do Natal, até a madrugada do dia 25, ascendiam a 3.700.000 pessoas. Foi o auge nas festanças do após-guerra.”b

9 O padrão do “Natal” é o mesmo em todo o mundo. Mas é êle cristão? Positivamente não! Estão em harmonia com o ensino bíblico as celebrações do Ano Novo, os festivais da primavera e as festas de ações de graças na época da colheita, tôdas celebradas mundialmente? Ou trata-se dum hábito mundial de fugir da realidade? Pedro diz aos que ‘renovam a sua mente’: “Porque já basta o tempo passado em que tendes feito a vontade das nações, quando praticastes atos de conduta desenfreada, concupiscências, excessos com vinho, orgias, competições no beber, e idolatrias sem restrição legal.” (1 Ped. 4:3, NM) Evite êste padrão mundano!

10, 11. (a) De que modo impôs a doutrina universal da imortalidade um grande fardo ao povo? (b) Como traz consolo a verdade bíblica a respeito dos mortos?

10 É conforme João disse: “O mundo todo está sob o poder do Maligno.” (1 João 5:19, Liga de Estudos Bíblicos) Foi o “Maligno”, Satanás, quem disse aos antepassados da humanidade: “Certamente não morrereis.” Esta foi a primeira mentira, do pai da mentira, incluindo a sua mentira posterior sôbre a imortalidade inerente da alma. (Gên. 3:4; João 8:44) Contrário à declaração clara de Deus: “A alma que pecar, essa morrerá”, as religiões do mundo apegam-se ao ensino de Satanás. (Eze. 18:4) Em harmonia com a sua crença de que a alma é imortal, tanto os professos “cristãos” como os “pagãos” fazem longas orações a favor dos espíritos dos “que partiram”, e em certas ocasiões fazem peregrinações aos sepulcros ou santuários da família. Em países ocidentais, os enterros são muitas vêzes extravagantes, e as orações pelos mortos são caras, mas, elas são ainda mais caras em alguns países orientais. Os chineses fazem economias durante a vida tôda, para que a sua morte possa ser celebrada com a máxima extravagância. Espera-se que filhos, netos, primos e outros parentes prestem homenagem aos vivos e aos mortos, e que usem de vários graus de luto por anos seguidos.

11 Entretanto, os que “renovam a sua mente” para conhecer a vontade perfeita de Deus podem libertar-se de tal escravidão religiosa. Além disso, tendo a verdade bíblica, podem consolar os parentes desolados por falar-lhes da “esperança em Deus . . . de que há de haver uma resurreição tanto dos justos como do injustos”. (Atos 24:15) Os que têm “esperança em Deus” não amoldam o seu proceder ao costume do mundo de honrar os mortos. Em vez disso, honram a Jeová e tornam conhecido seu propósito amoroso quanto aos mortos. — João 5:28.

12. Que força viva pode vencer o materialismo e restringir as tradições feudais?

12 As formas de escravidão dêste mundo invadem tôdas as atividades da vida. Em países ocidentais, “os que querem tornar-se ricos” caem na escravidão penosa do mortífero materialismo. (1 Tim. 6:9, 10) No Oriente, outros estão tão apegados aos costumes e às obrigações, que lhes é muito difícil pensar claramente ou raciocinar por si próprios. Precisam apegar-se a uma posição servil numa sociedade feudal, ou pelo menos pensam assim. Os budistas da Tailândia dizem que tentar explicar-lhes a Bíblia é o mesmo que o ministro cristão tocar violino para um búfalo. No entanto, não é sempre assim, pois até mesmo budistas estão se libertando para tornar-se parte das “coisas preciosas de todas as nações”, adorando a Jeová Deus. Isto atesta realmente a fôrça poderosa e viva contida na Palavra de Jeová, a Bíblia. — Ageu 2:7; Heb. 4:12.

13. Que aviso deu Paulo a respeito dos laços da sabedoria do mundo?

13 Depois há os grilhões da sabedoria do mundo. Muitos, tanto no Ocidente como no Oriente, estão em escravidão às filosofias humanas. Confúcio enfatizou a sabedoria, o saber. Até o dia de hoje há os chamados intelectuais, que erguem o saber num pedestal, passando de uma espécie de saber para outra. Chamam isso de busca de cultura. Paulo avisou a respeito de tais: “Cuidai que não haja ninguém que vos faça de vós presa sua por meio da sua filosofia e vão engano, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” — Col. 2:8.

O ROMPIMENTO COMPLETO A FAVOR DA LIBERDADE

14. (a) O que é urgente agora? (b) Como se pode ganhar agora a verdadeira felicidade?

14 Para os que estão em escravidão a qualquer parte do velho mundo chegou agora a gloriosa oportunidade de se libertarem, de fazer um rompimento completo a favor da liberdade. É agora urgente fazer êste rompimento, pois êste mundo está nos seus “últimos dias”. (2 Tim. 3:1) Quão necessário é então hoje o conhecimento acurado! “O temor de Jehovah é o princípio do conhecimento.” (Pro. 1:7) Todos os homens de boa vontade têm de apreciar certamente que êle existe ao verem as obras espantosas de Deus na natureza e a variedade bela de sua criação! O Deus da Bíblia não é, porém, algo abstrato, sem nome. Êle é Pessoa Suprema, o “Rei eterno, imortal, invisível, Deus único”. (1 Tim. 1:17, ARA) Ele é a Fonte de tôda a vida e energia. Êle é Jeová, o Grande Determinador, cujos pensamentos e caminhos são muito acima da mera sabedoria humana. (Isa. 55:8-11) Feliz é a pessoa que aprende de Jeová e que obtém verdadeira sabedoria. (Pro. 3:13-18) Deveras, feliz é a pessoa que estuda para conhecer e para amar a Jeová de todo o seu coração, de tôda a sua alma, e de tôda a usa mente. (Mat 22:37, L. Est. Bibl. ) Tal pessoa estará cheia “do conhecimento acurado da sua vontade, em tôda a sabedoria e discernimento espiritual, para que [ande] de maneira digna de Jeová.” (Col. 1:9, 10, NM) Chegará a apreciar realmente a provisão maravilhosa que Jeová fêz por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, para a pessoa se libertar a fim de fazer a “completa vontade de Deus” e para sobreviver ao fim do mundo.

15. Que exemplos meritórios dos que se libertaram são citados aqui?

15 As páginas da Bíblia estão cheias dos exemplos daqueles que se libertaram para fazer a completa vontade de Deus. Estes são os que mantiveram a integridade e lutaram a vida inteira fazendo a completa vontade de Deus, e era uma vida de alegria e de satisfação. Houve os três fiéis hebreus, cativos em Babilônia, que recusaram acompanhar a multidão na sua idolatria. Exigiu coragem manter-se separado, assim como exige coragem, hoje em dia, para o professo cristão ou o budista romper com as práticas idólatras que lhe foram transmitidas pelos seus antepassados. Houve Jeremias, que se manteve a parte da apostasia nacional e que proclamou a Palavra de Jeová. Exigiu coragem, assim como exige coragem para o hindu ou o africano se separar da religião nacional ou tribal e testemunhar a favor de Jeová. Houve Moisés, que abandonou o materialismo da alta sociedade do Egito a favor da sociedade humilde do povo de Deus. Isso exigiu coragem, mas pense na abundância de riquezas espirituais que êle encontrou, ultrapassando tôdas as vantagens materialistas até mesmo dêste mundo moderno. — Dan. 3:13-18; Jer. 1:4-10; Heb. 11:24-27.

16. Que recompensas advém para aquele que se liberta?

16 Hoje em dia, em tôda a cristandade e no paganismo, centenas de milhares de pessoas fizeram também um rompimento a favor da verdadeira liberdade. São o povo que conhece ao seu Deus, e, pela fé em Deus e em Cristo Jesus, ficaram fortes como uma só sociedade do Novo Mundo, em tôda a terra. (Dan. 11:32) Os parentes e ex-amigos talvez zombem e digam: “Que vantagem tira disso?” Que vantagem tiram disso? Ora, as riquezas do conhecimento da vontade perfeita de Deus, a esperança certa da vida eterna num glorioso novo mundo, a excelência do amor de verdadeiros amigos, agora e para sempre na sociedade do Novo Mundo de Jeová! O mundo atual nunca entenderá êste amor. Observa-o e se admira dêle, mas não o entenderá, a menos que pessoas, individualmente, se tornem parte desta sociedade. (João 13:34, 35) As testemunhas de Jeová recebem tudo o que o coração possa desejar da dedicação integral ao Governante Soberano do universo!

17. Que ação positiva exige libertar-se, e como fracassaram muitos neste respeito?

17 Dedicação? Sim, a dedicação a Jeová é o derradeiro passo no ato de se libertar para se fazer a “completa vontade de Deus”. Precisa-se, todavia, tomar ação positiva para fazer este rompimento a favor da liberdade, e em todos os passos que conduzem a isso; requer esforço positivo para se pensar de modo diferente do mundo, estudo positivo para se pensar do modo de Deus, o modo bíblico, e associação positiva com o próprio povo de Deus na sociedade do Novo Mundo. (Col. 3:23, 24) Tem de ser uma atitude positiva, persistente, até a dedicação a Jeova. É nisso que muitos falharam. Eles nunca renovaram por completo a sua mente, nem chegaram a uma decisão. Nunca chegaram a fazer a dedicação irrestrita. Pensam que seria “bonito” viver num novo mundo pacífico. Podem até empenhar-se ocasionalmente no serviço de Deus. No entanto, ficam só nisso, nunca se dedicando. Perdem a verdadeira alegria que empolga a sociedade do Novo Mundo e que devia também empolgar a eles. Não basta dar a Jeová apenas uma parcela pequena do coração e guardar o resto para fins egoístas. “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital. . . . pois Jeová, teu Deus, no meio de ti, é um Deus que exige devoção exclusiva.” (Deu. 6:5, 15, NM) Isto significa transformar por completo a mente, ao ponto da dedicação.

18. Como foi Rute um exemplo destacado na sua dedicação?

18 Quer alguém viva na cristandade, quer no paganismo, deve libertar-se no mesmo espírito de Rute, a moabita. Sua educação se dera num ambiente de religião pagã. Noemi, porém, adoradora de Jeová, ensinou-lhe as coisas a respeito do verdadeiro Deus, Jeová. Rute estava disposta a abandonar as suas antigas associações, abandonar até o seu próprio povo e ir a um novo país, adotando um novo modo de adoração. Ela não só se iniciou nisso, mas continuou nisso, compartilhando tudo com o povo de Deus, Israel. Quando se lhe ofereceu a oportunidade para voltar, ela nem pensou nisso! Declarou a Noemi: “Para onde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que tu pousares, pousarei eu: o teu povo será o meu povo, e o teu Deus o meu Deus.” Seu coração entregou-se em dedicação a Jeová Deus. Ela declarou que só a morte a podia separar de Jeová e do seu povo. Quão rica foi a sua recompensa na terra do povo de Deus, Israel! Quão rica será a sua recompensa na ressurreição, pela sua fidelidade! Nem mesmo a morte pode arrebatar-lhe isso! Nem pode a morte separar o servo fiel e dedicado de Jeová, hoje em dia, das bençãos que Jeová lhe reserva na ressurreição. — Rute 1:16, 17; 4:13-15.

19. Que apreciação de valores tem os servos dedicados de Deus?

19 Quão feliz é a sorte dos que fazem um rompimento completo a favor da liberdade! Estes são os que têm verdadeira apreciação dos valores, que apreciam a Jeová e a sua bondade, e que declaram: “Uma coisa pedi a Jeová isso é o que buscarei: Que eu habite na casa de Jeová todos os dias de minha vida, para contemplar a agradabilidade de Jeová e olhar com apreciação para o seu templo.” (Sal. 27:4,NM) “Amo, Jehovah, a habitação da tua casa, e o lugar onde assiste a tua gloria.” (Sal. 26:8) Felizes são os servos dedicados que cumprem a sua dedicação, servindo dia e noite no seu templo, sempre se regozijando em associação com o Seu povo! — Apo. 7:9-17.

ESCRAVOS DA LIBERDADE

20. (a) É contradição dizer-se que os que se libertam tornam-se “escravos”? (b) Em que respeito são escravos?

20 Que gloriosa liberdade, liberdade que pode durar para sempre! No entanto, os homens livres de Deus são também chamados de “escravos”. Uma contradição? Não conforme é encarado por êstes escravos alegres, felizes e voluntários de Jeová, ao passo que cumprem seu voto de dedicação. O ponto é que a sua liberdade é uma liberdade relativa, sempre sujeita a vontade de Jeová Deus. Ao passo que se deleitam em fazer esta vontade, Ele os abençoa com maravilhosas alegrias e liberdades, mas sempre dentro dos limites corretos de Seu arranjo teocrático. (Apo. 19:4, 5) São também escravos de Jesus Cristo, visto que êle os comprou com o seu próprio sangue vital. “Sabendo que fostes resgatados das vossas práticas vãs que por tradição recebestes de vossos pais, não por coisas corruptíveis, como o ouro ou a prata, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e imaculado.” (1 Ped.1:18, 19) Tornaram-se, portanto, “escravos de Cristo, fazendo a vontade de Deus de tôda a alma”. — Efe. 6. 6, NM.

21. Qual é o contraste entre a escravidão do velho mundo e a sorte dos escravos de Jeová?

21 Todavia os que não se dedicam a Jeová são ainda assim escravos, mas escravos duma espécie diferente. São os escravos infelizes de Satanás e do seu mundo. Cada pessoa nesta terra tem de ser hoje em dia ou escravo degradado dêste mundo miserável, ou tem de libertar-se para se tornar escravo alegre de Jeová. Cada um tem de fazer a escolha. (Jos. 24:15) Conforme Jesus declarou: “Ninguém pode ser escravo de dois mestres; pois, ou odiará a um e amará ao outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis ser escravos de Deus e das Riquezas.” (Mat 6:24) O sábio declarou: “Regosijei-me quando me disseram: Vamos á casa de Jehovah.” (Sal. 122:1) Deleites eternos aguardam a todos os que resolutamente dão o passo da dedicação e depois se apegam a esta dedicação.

22, 23. Que problemas de família podem surgir para os dedicados a Jeová, e que conselho se dá para se lidar com tais problemas?

22 No entanto, o padrão do velho mundo apresenta muitos problemas a estes dedicados. Em muitos países, a esposa é escrava de seu marido, e em alguns lugares o marido é escravo da esposa. Que influência tem isso sôbre a questão da dedicação? 1 Coríntios 7:24 reza: “Irmãos, permaneça cada um na condição em que foi chamado, associado com Deus.” Embora continuando com o esposo descrente, a espôsa recém-dedicada tem de reconhecer então que se tornou também ‘escrava de Cristo’, estando associada com Deus”. (1 Cor. 7:22-24, NM) Em outras palavras, não pode ser tão abjetamente subserviente a seu marido, que isso impeça a sua adoração cristã. Mas, isto não significa abandonar o esposo. Ao passo que se mantém firme na adoração de Jeová, faz também diligentemente aquilo que se exige dela no lar. (Pro. 31:27, 30) Tem amor a seu marido e a seus filhos, e trabalhará nos interêsses da família. Seu novo modo de vida, em harmonia com os princípios cristãos, faz talvez uma profunda impressão no seu marido. — 1 Ped. 3:1-4.

23 Às vezes se ouve a expressão: “Meu marido é opositor.” Mas é êle realmente opositor?. Há alguns que nunca nem mesmo palestraram com seu cônjuge sôbre o assunto de sua dedicação. Ninguém deve pensar que êle ou ela pode arranjar-se por simplesmente fazer algum serviço quando o cônjuge descrente não estiver presente. Quanto melhor é explicar diretamente o significado desta dedicação. O recém-dedicado a Jeová pode informar o cônjuge que isto pode significar que se entendam melhor do que antes nas questões da família, assim como a Bíblia diz que deve. (1 Tim. 5:8; 3:11) No entanto, no que se refere a questões espirituais, há reuniões a freqüentar e serviço de campo a ser feito, o serviço sagrado que a pessoa presta a Deus. (Rom. 12:1, NM) Isto pode ser muitas vêzes considerado com tato e de modo agradável, sempre tornando claro o sincero desejo de cooperar. As esposas devem continuar a respeitar a chefia do marido em questões domésticas. Que alegria se êle aceitar a verdade! Mas, se escolher não escutar, o proceder humilde da espôsa pode muitas vêzes ser mais expressivo, provando silenciosamente que ela é melhor espôsa. — 1 Tim 2:8-10.

24. Qual deve ser a atitude do cristão para com sua ocupação secular?

24 Muitos são escravos de seus empregadores ou de seus negócios. Acham que as suas obrigações vão além das horas de trabalho, que precisam envolver-se em atividades sociais e esportivas providenciadas para os empregados da firma. Outros ficam tão enfronhados no seu trabalho secular, que trabalham dia e noite, ou sete dias por semana. Não importa qual a vantagem material, não importa qual a promoção em vista, nada disso pode nem mesmo começar a comparar-se com a gloriosa perspectiva de serviço eterno no novo mundo de Deus. “Nenhum soldado em serviço se embaraça com os negócios desta vida, para que possa agradar aquele que o alistou.” — 2 Tim. 2:4.

25, 26. (a) Que conselho dá Paulo a respeito das tradições pesadas? (b) Que frente unida e progressista apresentam os ministros de Deus?

25 Deveras, os laços da prisão do velho mundo são muitos. Em vista disso, Paulo admoesta: “Dispamo-nos também de todo o pêso e do pecado [da falta de fé] que tão facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que está posta diante de nós, ao olharmos atentamente para o líder e aperfeiçoador da nossa fé, Jesus.” (Heb. 12:1, 2, NM) Fora com a escravidão pesada deste velho mundo!

26 Associe-se na atividade do Novo Mundo e fique absorto nela! Quão preciosas são estas associações! Os ministros de Deus podem proceder de muitos ambientes religiosos diferentes, de muitas diferentes rodas da vida, de muitas nacionalidades. Mas a verdade os tornou como um só. (João 17:20-23) Têm terna afeição entre si, em amor fraternal. Todos são fervorosos no espírito. Todos são escravos voluntários de Jeová, regozijando-se na esperança que os aguarda, suportando tribulação e perseverando na oração. Ninguém é ocioso ao se empenhar na atividade do Novo Mundo. (Rom. 12:10-12) Todos os que realmente se libertam têm prazer em fazer a “completa vontade de Deus”. Fazendo isso, os dias de sua vida tornam-se muitos dias, longos e alegres, que se estendem por tôda a eternidade!

[Nota de Rodapé]

a Derivado das saturnais pagãs de Roma. Veja-se A Sentinela de 1. de dezembro de 1957, página 301.

b Tokyo Shimbun, 25 de dezembro de 1956.

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