Olhe para a Bíblia como nosso guia na vida
“Persisti em endireitar as veredas para os vossos pés, para que o coxo não fique desconjuntado, mas, antes, para que sare.” — Heb. 12:13.
1. Em que condições tiveram os israelitas de depender de Jeová por quarenta anos, e que perspectiva os aguardava?
POR quarenta anos, os israelitas haviam perambulado no ermo, sem lar, sem terra, sem associação com outros povos. Por quarenta anos haviam sido guiados e sustentados inteiramente pela mão de Deus. Ele lhes havia fornecido seu alimento, o milagroso maná provindo do céu. Fizera até mesmo água sair de rochas, por intermédio de seu mediador, Moisés. Agora este povo escolhido de Deus estava nas planícies desérticas de Moabe, defronte de Jericó, ao outro lado do Jordão, composto de mais de seiscentos mil varões vigorosos, suas esposas e seus filhos. Eram uma nação forte e viril de homens e mulheres jovens, havendo não mais do que uma pequena minoria deles de mais de sessenta anos de idade. Muitos deles, talvez a maioria, nasceram no ermo. Não conheceram nada além da vida em tendas e da desolação do deserto, mas, do outro lado do Jordão, havia uma terra rica e fértil, uma terra de leite e mel, de trigo e de cevada, de árvores frutíferas e de flores, uma terra de canto e de riso, uma terra de paz — a Terra da Promessa.
2. Contra que precisavam prevenir-se, e de que modo fracassou Balaão nos seus planos contra Israel?
2 Mas, estavam cercados por inimigos: homens, mulheres e crianças que não adoravam a Jeová, que antes queriam ver Israel destruído, do que verem seu próprio modo de vida ser perturbado; inimigos que usariam todos os meios disponíveis para impedir que esta jovem nação entrasse na terra e herdasse sua propriedade prometida por Deus. Aconteceu, assim, que Balaque, rei de Moabe, contratou o profeta Balaão para amaldiçoar o povo de Jeová. Ele tentou três vezes amaldiçoar os israelitas, mas, cada vez, o Deus Todo-poderoso controlou a língua de Balaão para transformar a intencionada maldição em bênção para Israel, tornando claro que “contra Jacó não há feitiço de azar, nem adivinhação contra Israel”. — Núm. 23:23.
3. (a) Que meio encontrou Balaão para quebrantar a invencibilidade de Israel, e com que resultado? (b) Que ação imediata e positiva induziu a Jeová a parar o flagelo?
3 Balaão descobriu então o único meio de quebrantar a invencibilidade deste povo forte. Engodou-o para desviá-lo de seu Deus, Jeová, seu Protetor e Fonte de sua força. Ele aconselhou ao rei de Moabe que trouxesse a maldição do próprio Jeová sobre os do povo dele, atraindo-os à idolatria por meio de fornicação com mulheres idólatras. O registro bíblico reza (Núm. 25:1-3): “O povo principiou então a ter relações imorais com as filhas de Moabe. E as mulheres vieram chamar o povo aos sacrifícios dos seus deuses, e o povo começou a comer e a curvar-se diante dos seus deuses. Israel ligou-se assim a Baal de Peor; e a ira de Jeová começou a acender-se contra Israel.” Ordenou-se, por isso, aos juízes de Israel que matassem os homens que se haviam ligado a este deus falso, o Baal de Peor. Mas, ainda enquanto os anciãos estavam à entrada da tenda de reunião, lamentando o desvio de Israel, o filho dum maioral de Israel, chamado Zinri, trouxe descaradamente uma mulher midianita ao acampamento, perante os olhos de Moisés e de toda a assembléia. Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, em ação imediata e positiva, tomou na mão uma lança, seguiu-os para dentro da tenda arqueada e traspassou a ambos. “Com isso se fez parar o flagelo sobre os filhos de Israel. E os que morreram do flagelo somaram vinte e quatro mil.” (Núm. 25:8, 9) Vinte e quatro mil ofensores morreram às mãos de Jeová. Não entraram na Terra da Promessa, quando já estavam na fronteira dela. Haviam cedido à paixão egoísta e abandonado seu Deus, Jeová, como seu Guia na vida.
4. Como foram os israelitas provados ainda mais?
4 Mas, isto não foi tudo. Havia um homem que não sucumbira às devassas orgias sexuais de Baal de Peor, que ainda assim não era invulnerável. Ele também caiu vítima da paixão egoísta, mas a sua era a ganância e a cobiça, o laço sutil do materialismo. E, entregar-se ele a isso, custou a vida de trinta e seis de seus irmãos israelitas.
5. (a) Por que retirou Jeová seu favor de Israel, e como se trouxe isso à luz? (b) Que penalidade foi imposta ao transgressor, e por quê?
5 Isto aconteceu depois de a cidade de Jericó ter sido entregue milagrosamente nas mãos do povo de Deus e este haver subido contra a cidade de Ai, para tomá-la. Josué, seu líder, havia enviado apenas três mil homens armados, esperando uma vitória fácil, em vista das forças inferiores do inimigo. No entanto, os homens de Ai saíram da cidade e os desbarataram completamente, matando trinta e seis dos homens de Israel. Josué e os homens mais maduros lançaram-se com as faces em terra perante Jeová, num apelo sincero para descobrir a causa deste desastre. Jeová lhes disse por que havia ocorrido: “Israel pecou, e eles infringiram também meu pacto que lhes ordenei; e tomaram também da coisa devotada à destruição, e também furtaram e também o mantiveram secreto, e também o puseram entre os seus próprios objetos.” Logo na manhã seguinte, Josué, seguindo a orientação de Jeová, ajuntou a nação inteira, e, por eliminação, finalmente descobriu que Acã era o homem culpado perante Jeová. Acã, sob a pressão do interrogatório, admitiu que se tinha apropriado de parte do despojo da cidade de Jericó, que Jeová havia reservado como sagrado, para o Seu próprio serviço. Acã ficou assim condenado, e, junto com toda a sua família, que aparentemente fora tolerante para com a sua ação, ele foi apedrejado até morrer. — Jos. 7:1-25.
AVISO PARA OS INCAUTOS
6. (a) Em que situação paralela se encontra hoje o povo de Deus, comparável com a dos israelitas nas planícies de Moabe? (b) Que proteção temos?
6 Hoje em dia, o povo de Deus está à beira duma nova ordem administrada em justiça, tendo em vista a vida eterna. E toda a maldição lançada contra este povo pelo mundo de Satanás tem sido transformada numa bênção por Jeová. Mas, igual a Balaão e o povo de Moabe, o atual sistema iníquo oferece a influência enlaçadora e sedutora da adoração do sexo e muitas outras práticas imorais, tais como a mentira, a defraudação e o roubo. Somos imunes a isso? A história diz que não! Cada ano, vários milhares são desassociados da organização de Deus, por abandonarem a Jeová e seus princípios justos, visto que deixam de olhar para a Bíblia como seu guia na vida. Apenas alguns destes reconhecerão o que perderam, se arrependerão e corrigirão seu mau prodecer. Todos os demais nunca entrarão nas maravilhosas bênçãos do novo sistema de coisas. Como podemos nós evitar esta tragédia?
7. (a) Segundo Tiago, o que leva à transgressão deliberada da lei de Deus? (b) Em que duas direções podemos ser levados, e qual é a força dirigente em cada caso?
7 A ação tomada tanto por Zinri como por Acã foi deliberada. Eles sabiam que seu respectivo proceder era contrário aos mandamentos expressos de Jeová. Mas, não é provável que, em qualquer dos casos, os atos específicos que os fizeram perder a vida fossem induzidos por desejos que nunca tivessem tido antes. Tiago, irmão de Jesus, descreve a transgressão deliberada em resultado de progressivo pensamento errado: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” (Tia. 1:14, 15) Ambos estes homens estiveram sob a Lei de Deus mediada por Moisés e estavam sujeitos às suas sanções. Hoje em dia, estamos sob a lei de Cristo, e a sanção desta lei é o espírito de Deus, motivando-nos à justiça. (Rom. 6:18, 19; 7:6; Gál. 5:16-18) Mas, é o mesmo espírito que opera na congregação cristã e nos seus superintendentes designados pelo espírito de Deus. (Atos 20:28) Portanto, se formos movidos pelo espírito de Deus, se permitirmos que o espírito de Deus, por meio de sua Palavra e sua organização guie a nossa vida, então não há razão para não sabermos de antemão quando é provável que o desejo errado nos faça cair no laço que apanhou Zinri e Acã e evitá-lo. A questão é: Estamos genuína e sinceramente interessados em ser orientados pelo espírito de Deus, ou preferimos realmente seguir as inclinações de nossos próprios desejos, e, para nos entregarmos a eles, preferimos arriscar as conseqüências de qualquer resultado que venha a haver para nós?
8. De que modo fornecem proteção os servos na congregação, e por que sentem a responsabilidade?
8 Os superintendentes e ajudantes ministeriais na congregação são dádivas em homens, dados por Cristo com vistas à edificação e ao fortalecimento dos membros das congregações cristãs em toda a terra. (Efé. 4:8, 11, 12) São homens que se desenvolveram até à madureza na observância da lei de Deus e que, por experiência e treinamento nos requisitos justos de Deus, aprenderam o que é preciso para se estar à altura dos requisitos de Deus e para se guardar a sua lei. Portanto, estão constantemente atentos à condição da congregação e dos membros sob os seus cuidados e estãos prontos para reconhecer os sintomas de fraqueza espiritual que poderiam causar séria doença espiritual ou conduzir a uma transgressão fatal da lei de Deus. Preocupando-se profundamente com o rebanho de Deus e sabendo que precisam prestar contas (Heb. 13:17), aceitam prontamente sua responsabilidade de seguir a admoestação do apóstolo Paulo aos gálatas (Gál. 6:1, 2): “Irmãos, mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai restabelecer tal homem num espírito de brandura, ao passo que cada um olha para si mesmo, para que tu não sejas também tentado. Prossegui em levar os fardos uns dos outros e cumpri assim a lei do Cristo.”
A SERIEDADE DO DESVIO
9. Que atitude devemos adotar quando aconselhados, e o que sugeriria fortemente o fato de não a adotarmos?
9 Quando tais sintomas são observados e trazidos à atenção de um irmão, qual deve ser a atitude dele? Deve ser evidentemente uma de apreço para com esta provisão feita por Jeová dentro da sua organização. Deve reconhecer que o conselho vem da Palavra de Deus e estar disposto a segui-lo como seu guia. Se, por outro lado, ele se ofender ou se persistentemente procurar justificar o proceder errado, não indicaria isto tanto mais a sabedoria do conselho e a necessidade séria de se trazer à sua atenção a má ação? Não indicaria que a sua inclinação talvez já esteja tão forte, que o atrativo do proceder mundano errado sobrepuja o espírito motivador de Deus para com a conformidade com o conceito bíblico, teocrático? Não sugere fortemente que o ofensor já foi levado a um ponto perigoso no seu desvio, talvez já além do alcance da Palavra de Deus? O que lhe impede agora de avançar mais em direção à transgressão que pode trazer-lhe a morte? “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará; porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrução, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna.” — Gál. 6:7, 8.
10. Por que não devemos fazer pouco caso nem mesmo dum pequeno desvio dos requisitos de Jeová? Qual é realmente o proceder mais simples, e por quê?
10 Então, nunca devemos fazer pouco caso da seriedade do desvio, mesmo no mínimo. Pois, o que significa o desvio? Significa afastar-se, desencaminhar-se ou apartar-se do rumo verdadeiro. E qualquer desvio, não importa quão pequeno, produz um afastamento cada vez maior quanto mais longe se vai. A única maneira de se trazer de volta aquele que se desviou é fazê-lo mudar de rumo novamente, e quando se olha para traz ao rastro em zigue-zague que tal deixou, vê-se quão difícil foi o caminho! Quanto mais simples é ‘persistir em endireitar as veredas para os seus pés, para que o coxo não fique desconjuntado, mas, antes, para que sare’. — Heb. 12:13.
11. Como é possível que se dê um passo em falso sem se aperceber disso, e que proteção podemos agradecer?
11 A influência do sistema de coisas de Satanás é muito forte sobre todos nós. Às vezes talvez nem nos demos conta de quão grande é ou exatamente de que modos se faz sentir. É possível ficar envolvido num modo de pensar ou de agir que talvez pareça bastante inocente, no princípio, mas que, com o tempo, pode levar a sérias dificuldades. Tal conceito ou proceder pode realmente levar a que se dê um passo errado, a um desvio da norma bíblica ou à violação dum princípio bíblico, sem que, contudo, seja percebido por aquele que o adota, por desconhecer a norma ou o princípio, visto não se aperceber até que extremo o pode levar, ou por momentaneamente afrouxar a vigilância. Não importa qual a circunstância que permitiu isso, quão gratos devemos ser que Jeová, por meio de sua Palavra ou sua organização, conforme representada pelos servos na congregação, está vigiando e observa o passo errado, trazendo-o à nossa atenção.
12. (a) Como podem os servos da congregação saber quando alguém deu um passo errado? (b) Por que razão dupla preocupam-se ao ponto de tomarem ação apropriada?
12 Os servos da congregação talvez nem sempre saibam qual é o verdadeiro problema, mas se apercebem de que alguma coisa anda errada, vendo certas tendências ou atitudes. Talvez seja a tendência de faltar às reuniões, de rejeitar designações na Escola do Ministério Teocrático, ou talvez um crescente ar de independência, uma diminuição da qualidade espiritual na conversação ou uma crescente tendência de “andar na moda” no vestir. Não importa o que seja, os servos se preocupam, por haver indício de que o bem-estar espiritual da pessoa está em perigo. Mas, a sua preocupação vai ainda mais longe, pois sabem que aquilo que influi na pessoa também influi na congregação inteira. O apóstolo Paulo disse: “Nos temos tornado um espetáculo teatral para o mundo” (1 Cor. 4:9), indicando que o proceder que adotamos é observado pelos de fora da congregação. Continuando-se nos passos errados até à transgressão, haverá reflexo sobre a congregação inteira. Nem é sempre necessário que ocorra uma transgressão absoluta antes de se trazer vitupério sobre a organização. Isto é ilustrado pela observação duma professora pública: “Eu costumava admirar os filhos das testemunhas de Jeová. Eram sempre tão bem comportados e esmerados. Lamento dizer isso, mas, simplesmente não posso ver mais nenhuma diferença em alguns deles. Sua roupa e seu corte de cabelo — eles se parecem e agem como os demais jovens.” Todo aquele que visita as reuniões congregacionais das testemunhas de Jeová sabe que esta observação constitui a exceção em vez de a regra, mas o fato de que se pôde fazer tal declaração causa preocupação, e os servos nas congregações em que se nota tal tendência gostariam de ajudar a corrigi-la, para que “o coxo não fique desconjuntado, mas, antes, para que sare”.
13. (a) O que está errado com o pensamento de que podemos atrair pessoas por enfrentá-las nos seus próprios termos, e como se provou este ponto na congregação coríntia? (b) Que perigos abriga o temor de se ser diferente na aparência dos colegas no mundo?
13 Alguns talvez argumentem que se ajudaria à causa da verdade se parecêssemos “progressivos” e “atualizados”, como os mais modernos do mundo, enfrentando os outros como que nos seus próprios termos. Mas, tal raciocínio se baseia numa premissa errada. O fim não justifica os meios. Jeová não quer que as pessoas se associem com a sua organização porque ela é popular e moderna. Quer pessoas que amem a justiça e que estejam dispostas a viver segundo princípios. Um exemplo disso se encontra na primitiva congregação coríntia. Alguns dos que se associavam com ela pensavam que a notoriedade traria fama à congregação. Quando o apóstolo Paulo soube disso, escreveu: “Realmente, relata-se entre vós fornicação, e fornicação tal como nem há entre as nações, que certo homem tenha por esposa a de seu pai. E estais vós enfunados, e nem ao menos pranteastes, a fim de que o homem que cometeu esta ação fosse tirado do vosso meio? A vossa razão para jactância não é excelente. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Retirai o velho fermento, para que sejais massa nova, conforme estiverdes livres do levedo.” (1 Cor. 5:1, 2, 6, 7) Paulo achou necessário tomar ação imediata e drástica para purificar a congregação. Fez isso por desassociar os transgressores da lei de Deus e por endireitar a maneira errada de pensar dos outros que fechavam os olhos ao proceder errado. Assim como o fermento do pecado leveda a congregação inteira, assim a inclinação errada para com a imitação dos estilos, dos costumes e dos modos deste mundo contaminarão o raciocínio e o conceito teocrático. Se tivermos medo de dar uma aparência diferente da dos nossos colegas no mundo, o que nos impedirá de irmos mais além e de comprometermos nossos princípios cristãos para não sermos diferentes demais? Ou que nos impedirá de adotarmos raciocínios mundanos na solução de nossos problemas? Isto não produzirá em nós os frutos do espírito de Deus, mas, antes, os frutos do espírito deste mundo, que, por fim, podem levar à transgressão da lei de Deus. (Gál. 5:16-18) Conforme indicou Tiago, atos de imoralidade raras vezes vêm sem aviso. Raras vezes o desejo errado desabrocha repentinamente. Usualmente são necessários dois ingredientes: a inclinação e a oportunidade. Se olharmos para a Bíblia como nosso guia na vida, esforçar-nos-emos a eliminar da nossa vida a ambas tão completamente como possível.
O PERIGO DAS MÁS ASSOCIAÇÕES
14. De que modo fornecem as más associações todos os ingredientes para se deslizar na imoralidade, e como se pode ilustrar isso?
14 As más associações, por causa de sua influência contaminadora, fornecem todos os ingredientes para se deslizar na imoralidade. Enfraquecem-se os princípios, o que tende a incentivar a inclinações erradas. Além disso, a oportunidade para o proceder errado está sempre presente, tornando possível que a pessoa seja facilmente induzida a precipitar-se no proceder que não é sábio, quer por ignorância, quer por medo da zombaria. Também, a transgressão de alguém no grupo lança culpa sobre todos como cúmplices. Certo irmão jovem fazia bom progresso no ministério, mas, escolheu também associar-se com colegas de escola que não se importavam nada com os princípios bíblicos. Certo dia, só por farra, decidiram retirar algumas garrafas de refrigerantes dum caminhão de entrega. Para eles parecia uma brincadeira inofensiva, mas o motorista os viu e veio correndo para dar-lhes uma lição. Antes de alguém saber o que estava acontecendo, um dos rapazes sacou um canivete de mola e apunhalou o motorista no estômago. Isto o matou. O jovem ministro, que estava com a turma, foi desassociado da sua congregação e está agora num reformatório. Acã, também, trouxe o desastre sobre a nação inteira e pagou por isso com a própria vida. A nação tampouco estava livre de culpa até que ele foi expurgado do seu meio. — Jos. 7:20-25.
15. (a) Que erro cometeu Diná, e de que modo pode o resultado para ela servir-nos de aviso? (b) Que proceder oposto adotou José, e em que nos pode servir de exemplo?
15 Ninguém que se apega aos princípios cristãos comete voluntariamente fornicação. Mas, a prudência dita também que se evitem circunstâncias que podem levar ao estupro. Diná desconsiderou tal possibilidade ao se associar com as jovens filhas dos cananeus. O enamorado filho de Hamor a viu e violentou. Se ela não se tivesse associado com os que não temiam o verdadeiro Deus, não lhe teria sucedido esta experiência degradante. (Gên. 34:1, 2) Precauções similares devem ser tomadas em nosso próprio tempo. O proceder sábio é evitar vestido imodesto, andar sozinha em lugares pouco movimentados ou isolados, ou em bairros perigosos. Ande devidamente acompanhada e evite a companhia dos que não são restringidos pela dedicação a Jeová e pelo amor aos princípios corretos. José, irmão de Diná, escolheu o proceder sábio quando era escravo no Egito. Quando a esposa de seu amo, Potifar, tentou várias vezes seduzi-lo, ele constantemente se negou a desviar-se do que sabia ser correto e agradável a Deus. Procurou, tanto quanto lhe permitia a sua condição de escravo, evitar ficar exposto a esta tentação, e quando esta mulher desavergonhada finalmente tentou obrigá-lo a ter relações imorais com ela, ele se virou e fugiu do seu quarto, deixando seu manto na mão dela. Aceitaria antes qualquer punição que ela inventasse para ele, do que desagradar a Jeová por transgredir a sua lei. José foi abençoado pelo verdadeiro Deus por sua firme determinação. — Gên. 39:7-23.
16. (a) Qual é o perigo quando alguém reluta em se afastar completamente das normas do mundo? (b) Como se ilustrou isso no caso de Acã, da congregação coríntia e de Diná? (c) Que solução nos apresenta Jeová, e que parte tem nisso a congregação como um todo?
16 Se amarmos a Jeová sinceramente, com o desejo genuíno de fazer a sua vontade, nenhum problema que enfrentemos estará tão arraigado que não possa ser solucionado com a aplicação correta dos princípios bíblicos. Todo aquele que for indiferente para com a responsabilidade e que relutar em afastar-se completamente das normas do mundo virá, com o tempo, ficar tão arraigado no seu modo de pensar que certamente lhe sobrevirá o desastre, de um modo ou de outro. Neste respeito, não somos hoje diferentes do povo de Deus em tempos passados. O conceito materialista de Acã e seu desejo errado induziram-no a roubar de Deus, contaminando assim a congregação inteira e causando a morte de trinta e seis de seus companheiros israelitas, bem como de sua própria família. Alguns da congregação coríntia estavam tão ansiosos de agradar a seus vizinhos iníquos, que até mesmo fecharam os olhos ao incesto, pensando que da notoriedade resultaria fama. Apenas a forte correção da congregação por Paulo, aplicando princípios bíblicos e desassociando o transgressor, salvou o espírito da congregação. Diná pensou que se pudesse associar com as incrédulas com imunidade. Ela perdeu sua virgindade e causou a morte de todos os varões de Siquém. Seu irmão José, por outro lado, negou-se a comprometer seus princípios, embora estivesse longe de casa e numa terra estranha, separado de sua família. Ele provou que Deus ama e protege os que o amam e que guardam seus requisitos justos. Portanto, faz parte de uma família que aceita a verdade, ou está sozinho? Não faz nenhuma diferença. Temos estes problemas em comum. São de toda a congregação. A congregação, por meio de seus servos designados, precisa ter um interesse ativo neles. Há uma solução para todos eles. Esta se encontra na Bíblia. Conforme escreveu o salmista: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda.” (Sal. 119:105) Sim, temos a promessa de Deus de que a Bíblia nos guiará infalivelmente através do ermo do sistema de coisas de Satanás, que nos protegerá na presença de homens e mulheres imorais e contra a sua influência, os quais praticam a adoração do moderno Baal de Peor, e ela nos fará ainda mais fortes no amor de Deus e nos levará sãos e salvos à nova ordem de justiça que é iminente — se olharmos para a Bíblia como nosso guia na vida.
[Fotos na página 491]
Os cristãos precisam olhar para a Bíblia como seu guia na vida, se quiserem evitar cair vítimas de práticas imorais, assim como Acã, cuja cobiça custou a vida de trinta e seis companheiros israelitas.