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  • Modo de lidar com o acanhamento
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
w75 1/10 pp. 581-584

Modo de lidar com o acanhamento

Fatos úteis que os jovens desejam saber.

ACHA difícil iniciar uma conversa, especialmente com estranhos? Demora em travar novas relações? Hesita em participar em atividades em grupo? Então está evidentemente confrontado com o problema do acanhamento.

O acanhamento pode ser atraente. Pelo menos em criancinhas — pimpolhos que olham a gente com olhos arregalados ou escondem o rosto na mínima atenção que se lhes dê. Mesmo no caso de tais, porém, não gostamos de vê-los vencer a timidez e começar a confiar em nós, demonstrando até mesmo alguma exuberância infantil?

Você não é mais criança. E quando ficamos mais velhos, os outros esperam corretamente algo mais de nós. Conforme o expressou o apóstolo Paulo: “Quando eu era pequenino, costumava falar como pequenino, pensar como pequenino, raciocinar como pequenino; mas agora que me tornei homem, eliminei as caraterísticas de pequenino.” (1 Cor. 13:11) É verdade que certo grau de acanhamento às vezes pode ser atraente até mesmo em adultos. Avizinha-se à modéstia, à atitude humilde quanto à própria pessoa, e a modéstia sempre atrai, não importa qual a idade da pessoa.

Mas o efeito restritivo do acanhamento vai além do da modéstia. E se for longe demais, poderá seriamente impedi-lo de tirar da vida todo o proveito que puder. Poderá ser igual a uma corda ou corrente que o prende, impedindo-lhe a liberdade de movimento. Poderá diminuir seu progresso em ser homem, ou mulher, plenamente adulto, fazendo com que, de fato, perca tempo precioso nos seus anos de desenvolvimento. Poderá fazer que até mesmo algo tão simples como tomar uma refeição junto com outros se torne uma tarefa desagradável.

Mas, por que são alguns acanhados ou tímidos enquanto outros não são? Como se pode vencer ou pelo menos controlar o acanhamento, para não reduzir o prazer na vida?

Em primeiro lugar, precisa reconhecer que ser normal não significa ser tagarela e supergregário. Todos podemos ser gratos de que alguns sejam por natureza mais quietos do que outros e que alguns não tenham receio de ficar sozinhos por certo tempo, entregando-se a estudos sérios, reflexões ou simples meditação. Tais pessoas talvez não contribuam tanto para uma palestra quanto outras. Mas o que dizem pode ser de boa qualidade e valor. (Veja Provérbios 17:27, 28.) No entanto, há uma diferença entre ser por natureza quieto ou sossegado, e ser dolorosamente acanhado, embaraçado ou retraído. O que causa tais tendências?

CAUSAS DO ACANHAMENTO

Isso se deve a uma atitude mental, que poderá ter vários motivos. Um fator contribuinte pode ser a formação. Quem foi criado na cidade talvez se sinta mais à vontade entre outras pessoas do que alguém criado na roça ou num lugar de pouca gente. Talvez esteja envolvida a aparência física. Durante nosso desenvolvimento, muitas vezes atravessamos fases embaraçosas dele. Podemos ter problemas com a cútis, ou algumas partes nossas talvez pareçam fora de proporção com o restante de nosso corpo ou rosto. Talvez sejamos caçoados por causa disso, ou por sermos baixos, altos, gorduchos ou magricelos. Ou talvez tenhamos um problema com a fala, ceceando ou gaguejando.

Até mesmo nossos pais podem desempenhar nisso um papel desintencional. Embora nos amem, talvez esperem mais de nós do que realmente deviam, em matéria de notas na escola, capacidade atlética, e assim por diante. Não estarmos à altura de suas elevadas expectativas pode fazer com que nos retraiamos. Se eles freqüente ou severamente criticarem nossas falhas em gramática e modos na frente de outros, isso talvez nos afete mais do que eles se apercebam. Ou se as nossas perguntas forem rejeitadas como ‘tolas’, talvez percamos o ânimo quanto ao valor da comunicação. — Col. 3:21.

MODO DE LIDAR COM O PROBLEMA

Mas, preocupar-nos com o passado realmente não muda nada, não é verdade? O que importa é aquilo que pode fazer agora para lidar com o problema. Na realidade, trata-se principalmente duma questão de adotar um ponto de vista equilibrado sobre as pessoas e não se preocupar demais com a opinião deles sobre sua pessoa. Alguns, de fato, não são bondosos, e criticam e rebaixam os outros. Mas nem todos são assim. Por que deixar que os que não são bondosos lhe roubem a alegria que a associação com outros pode dar? Se permitirmos que algumas experiências péssimas nos afetem demais, então nos tornaríamos iguais àqueles israelitas que perderam a coragem ao ponto em que até mesmo só ‘o ruído duma folha impelida pelo vento os afugentava’. (Lev. 26:36) Não pode haver felicidade sem se vencerem problemas.

Talvez o seu rosto ou a sua figura não sejam exatamente o que desejaria. Mas, muitos dos que têm rosto e figura atraente são fracassos na vida. (2 Sam. 14:25; 15:5, 6; 18:9, 14; Pro. 31:30) O que realmente vale é aquilo que você é no íntimo, “a pessoa secreta do coração”. É nesta que Deus está interessado, não ‘no que aparece aos olhos, mas sim o que o coração é’. (1 Ped. 3:4; 1 Sam. 16:7; Sal. 51:6) Os que valem a pena ter como amigos o estimarão do mesmo modo, segundo os princípios pelos quais vive, e pelo que é no coração e na mente. Zaqueu era muito pequeno, Paulo evidentemente tinha vista fraca e Eliseu era careca, mas todos granjearam o respeito de Deus e de homens justos pelo que fizeram e eram no íntimo. — Luc. 19:1-10; Gál. 4:15; 6:11; 2 Reis 2:23, 24.

Moisés tinha um problema de fala, que o fazia hesitar em falar em público. Contudo, com o tempo, evidentemente o venceu. (Êxo. 4:10; veja Deuteronômio 31:30; 32:1, 2) O cecear e gaguejar pode ser vencido ou muito melhorado se fizer empenho neste sentido. O gaguejar não tem causa física; resulta dum impedimento mental que produz tensão e confusão de idéias. Uma terapia útil é ler devagar em voz alta. Daí, fale do mesmo modo. Assim como há mais probabilidade de que tropece correndo do que andando, assim se dá com a fala. Mantenha a fala numa velocidade reduzida até que o gaguejo finalmente desapareça. Daí poderá aos poucos aumentar em velocidade. Ao falar em público, lembre-se de que dificilmente alguém terá prazer em que você se sinta inconfortável. Todos querem que seja bem sucedido. Afinal, é para o proveito deles que seja bem sucedido. Assim, em vez de menosprezá-lo, a maioria das pessoas ‘torcerá por você’.

O ceceio pode ou não ter causa física. Mas, lembre-se de que, na infância (ou quando aprende uma língua nova), todos os órgãos da fala — língua, lábios, garganta — têm de aprender a pronunciar cada som. Aprendem pelo exercício, repetindo vez após vez os mesmos movimentos. Para corrigir ou reduzir o ceceio, faça exercícios de pronúncia, obrigando os órgãos da fala (especialmente a língua) a fazer vagarosamente os movimentos necessários para o som correto. Em conversa, ao surgirem palavras difíceis, reduza a velocidade. O esforço decidido e paciente produzirá melhoras.

Aprenda a não se tomar muito a sério, a poder ocasionalmente rir de si mesmo. Certo jovem, que tinha orelhas muito salientes, costumava dizer aos outros, com sorriso, que, quando nasceu, seus pais não sabiam se ele poderia andar ou voar. Seu próprio bom humor pode relaxá-lo. Lembre-se também de que nem toda a caçoada é necessariamente maliciosa; ela pode mostrar afeto. Neste respeito, o provérbio alemão: “Was sich liebt, das neckt sich”, significa: “Quem se ama, caçoa um do outro.”

COMEÇAR

O importante é começar. Nunca aprenderá a nadar se não estiver disposto a se molhar. E não poderá vencer o acanhamento se não estiver disposto a fazer empenho para se livrar dele por iniciar palestras, travar novas relações e participar com outros em fazer alguma coisa. Deve dar-se conta de que todos, às vezes, sentem-se um pouco desajeitados ou incertos na presença de certas pessoas. Mas não faça disso um bicho de sete cabeças. O início duma palestra pode ser tão simples como dizer: “Acho que não o conheço ainda; como se chama?” Poderá então perguntar donde a pessoa é, o que está fazendo, como vão as coisas no trabalho ou na escola, e talvez perguntar sobre planos futuros. Se mostrar interesse em outros, eles mostrarão interesse em você. E encontrará muitos amigos especialmente se expressar apreço das boas coisas que vê nos outros. — Luc. 6:38.

Esta é a chave do bom êxito em vencer tal problema. Pense nos outros, em como poderá beneficiá-los, e não ficará embaraçado. Conforme Paulo aconselhou aos cristãos em Corinto, muitas vezes precisamos ‘alargar-nos’ em nossa afeição e preocupação para com os outros. (2 Cor. 6:11-13) Devemos ser motivados a isso pelo amor, a fazer o empenho, em vez de nos deixar dominar pelo medo dum embaraço. Pense em como se zombou e caçoou de Jesus Cristo, sem motivo algum. Contudo, ele mostrou verdadeiro amor e interesse em pessoas de toda espécie. — 1 Ped. 2:21-24.

O apóstolo Paulo foi a Corinto “em fraqueza, e em temor, e com muito tremor”, evidentemente preocupado com poder servir bem os Coríntios e vencer as atitudes erradas entre eles. Embora alguns opositores menosprezassem a sua aparência e fala, ele não permitiu que o conceito deturpado deles o refreasse de servir os interesses de Deus e os de seu próximo. (1 Cor. 2:3; 2 Cor. 10:10) Seu jovem colaborador Timóteo talvez fosse por natureza um pouco retraído. (2 Tim. 1:6, 7) Mas isto não o impediu de assumir tarefas difíceis. — 1 Tim. 1:3, 4; 4:12, 13.

O acanhamento arraigado pode fazer com que nos tornemos “solitários”, com atitudes de ermitão. Provérbios 18:1 adverte: “Quem se isola procurará o seu próprio desejo egoísta; estourará contra toda a sabedoria prática.” Para termos bom senso na vida, precisamos manter-nos em contato com a realidade por meio de associação e conversação. Nossa mente e coração precisam do estímulo e do efeito revigorante de tal companhia. (Rom. 14:7) Senão, nossa mente e coração podem tornar-se iguais a salas de janelas fechadas e cortinas cerradas, que ficam com ar estagnado e mofadas. É verdade que a leitura pode trazer algumas idéias externas, mas não pode completamente substituir a associação com pessoas vivas.

Deixe-se induzir pelo amor a fazer um começo, hoje mesmo, para vencer o acanhamento. E daí verá dia a dia sua vida tornar-se mais cheia, mais interessante, mais satisfatória — para si mesmo e para aqueles em quem mostra interesse.

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