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  • Martirizados por causa de sua fé!
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1985
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1985
w85 1/3 pp. 3-5

Martirizados por causa de sua fé!

ERA uma manhã de domingo, bem cedo. Uma turba de cerca de 500 pessoas cercou uma casa na aldeia de Pangi, na província de Quivu, no Zaire. Os cristãos, que dormiam pacificamente na casa, foram rudemente acordados pela multidão barulhenta e pelas fortes batidas na porta. Com que resultado? Sete varões cristãos foram arrastados para fora, espancados impiedosamente e forçados a marchar sete quilômetros até a aldeia de Kilungulungu, no coração da floresta.

Ali, aqueles cristãos amantes da paz foram degolados, e um deles foi mutilado. Seus corpos foram sepultados sob o leito dum rio, depois que a água fora represada para a ocasião. Mais tarde a barragem foi retirada e o rio fluiu sobre a sepultura coletiva deles, não deixando nenhum vestígio do horrível acontecimento!

Por Que Este Massacre de Gente Inocente?

Este massacre de testemunhas fiéis de Jeová foi o clímax duma onda de perseguição que começou em 1978 por toda a região de Quivu dominada pela tribo rega. Por que houve esse massacre? Porque as Testemunhas de Jeová se recusam a sujeitar-se à “Kimbilikiti”. Os líderes desta religião ancestral dos waregas acreditam que as Testemunhas representam a maior ameaça à sua inteira estrutura tribal, e, portanto, precisam ser eliminadas.

Entre 1978 e 1983, diversos Salões do Reino das Testemunhas de Jeová foram incendiados por membros fanáticos dessa seita. Ameaçaram muitas Testemunhas, afugentaram-nas de seus lares, e confiscaram seus bens. Foram feitos freqüentes esforços para liqüidar as Testemunhas por meio de magia e de feitiços. Visto que nenhuma dessas medidas teve êxito, os perseguidores recorreram ao linchamento. — Veja Números 23:23.

O Horripilante Incidente

Entretanto, examinemos mais de perto aqueles eventos trágicos do domingo, 14 de agosto de 1983. No dia anterior ao assassinato dos sete cristãos fiéis, a maioria dos membros da pequena congregação das Testemunhas de Jeová em Pangi haviam convergido das aldeias da redondeza para assistir à sua usual reunião de sábado. Todos eles pousaram ali, a fim de estarem presentes à sua reunião matinal de domingo para adoração. Sete pessoas ficaram na casa de Kalumba Malumalu, ministro de tempo integral e superintendente presidente da congregação. Isso somava 11 pessoas, incluindo o irmão Malumalu, sua esposa e seus 2 filhinhos. Cinco outros ficaram hospedados na casa do irmão Kikuni Mutege.

Após a reunião de sábado, as Testemunhas passaram uma noite agradável em volta duma fogueira, entoando cânticos do Reino e contando experiências. Notaram que pequenos grupos de pessoas passavam com regularidade incomum, todos indo em direção duma aldeia que dista dois quilômetros de Pangi. Como podiam as Testemunhas saber o que aquela reunião dos seus inimigos significaria?

Por volta das cinco horas da manhã seguinte, a casa do superintendente presidente estava cercada por uma multidão encabeçada pelo Chefe de Grupo, Mulamba Musembe. Exigiu-se que os irmãos Kampema Amuri e Waseka Tabu os acompanhassem até o Chefe da Coletividade (Katunda Banangozi), a fim de realizarem o “Salongo” (trabalho comunitário compulsório para a manutenção de estradas, pontes, e coisas assim). O irmão Kampema explicou educadamente que já fora feito um arranjo com o chefe Katunda, para realizarem o trabalho no dia seguinte. Mas o Chefe de Grupo preferiu encarar esta resposta como desrespeitosa, e ordenou que o irmão Kampema fosse espancado. A isso seguiu-se a ordem de espancar os demais irmãos.

A esta altura dos acontecimentos, a turba deu-se conta de que o “pastor” Kalumba Malumalu (o superintendente presidente) havia entrado novamente em sua casa. Portanto, todos investiram contra a casa até romperem uma das paredes. Nisso, diversos deles entraram correndo para encontrar o irmão Malumalu. No tumulto que se seguiu, as irmãs foram maltratadas, mas elas e os filhos conseguiram fugir e buscar a proteção do chefe de polícia local.

Nesse ínterim, dois irmãos que se encontravam na outra casa conseguiram escapar. Um deles (Hemedi Mwingilu) escondeu-se numa casa inacabada e testemunhou o incidente. O outro irmão (Lulima Kazalwa) fugiu para a floresta.

Por fim, sete irmãos foram agarrados, espancados, e levados com as mãos amarradas. Durante todo o percurso de cinco quilômetros até a floresta, perto de Kilungulungu, foram maltratados e golpeados pelos seus captores. Embora os irmãos estivessem quase inconscientes ao chegar lá, estavam determinados a não transigir na fé — e isso embora sua morte estivesse evidentemente iminente. Enfrentaram a morte com bravura e dignidade, assim como tantos outros cristãos fiéis dos tempos antigos e modernos. — Mateus 24:9; Revelação 2:10.

Outro irmão, Amisi Milende, foi assassinado pouco depois. Ele estava fora numa viagem a Kama, mas homens enviados para lá prenderam-no e o levaram amarrado para Binyangi (15 quilômetros de Pangi), a fim de comparecer perante Kibonge Kimpili, outro Chefe de Grupo. Enquanto aguardava a chegada do Chefe, esta Testemunha zelosa encorajou em sentido espiritual um de seus primos e disse aos seus perseguidores que, embora estivesse prestes a morrer, ficaria apenas aguardando que Jeová o ressuscitasse nesta terra que haveria de tornar-se um paraíso. Este fiel rapaz foi morto por diversos homens. Seu próprio tio foi cúmplice nisso; sentia-se especialmente amargurado por dois de seus filhos se terem tornado Testemunhas de Jeová mediante a ajuda do irmão Milende. De fato, esses dois filhos, Malala Ramazani e Akilimali Walugaba, encontravam-se entre as sete outras Testemunhas assassinadas!

Que Dizer dos Sobreviventes?

Esses terríveis acontecimentos resultaram no assassinato de oito homens que deixaram viúvas e órfãos. Os sobreviventes e as demais Testemunhas locais e pessoas interessadas tornaram-se alvo de ainda maior ódio. Assim, fugiram por fim para Kindu, a cidade grande mais próxima, e foram todos cuidados pelos membros das três congregações das Testemunhas de Jeová ali existentes. A filial da Sociedade Torre de Vigia em Kinshasa também ajudou a tais enlutados por enviar-lhes roupas, cobertores e dinheiro. Esta ajuda amorosa foi muitíssimo apreciada e resultou em excelente testemunho para os membros incrédulos da família e para outros observadores. (João 13:34, 35; Tiago 1:27) As autoridades governamentais também intervieram. Os criminosos foram presos e foram tomadas medidas judiciais contra eles.

Tais incidentes chocantes suscitam muitas perguntas. Que tipo de religião é Kimbilikiti? De que natureza são as crenças e as práticas que podiam induzir a este tipo de perseguição? E por que deviam apenas as Testemunhas de Jeová e nenhuma outra religião ser alvo de tal ódio?

[Foto na página 3]

Aldeia de Pangi.

[Foto na página 4]

O caminho para o local da execução.

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