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  • Elucidação do mistério de Kimbilikiti
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1985
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w85 1/3 pp. 5-7

Elucidação do mistério de Kimbilikiti

KIMBILIKITI é a religião ancestral da tribo rega, da província de Quivu, situada na região centro-oeste do Zaire. Os regas caçam nas densas florestas, as mulheres pescam nos rios, e as famílias cultivam a terra. Mas, a vida de todos é inteiramente dominada por Kimbilikiti, o grande espírito tribal a quem devem demonstrar obediência irrestrita. E devem guardar com o maior zelo todos os segredos associados com a devoção a ele, pois divulgar quaisquer destes é punível de morte imediata. De fato, qualquer protesto da morte de um membro da família às mãos de Kimbilikiti resulta do mesmo modo em execução imediata.

Como teve início esta poderosa religião? Para responder a isso, precisamos examinar o passado.

Mistério em Formação

Segundo a lenda, bem no passado da história tribal, certo homem tinha três filhos. Katima Rega, o primogênito, era um anão feio e tão deficiente em sentido físico, que era incapaz de casar-se. Em sentido mental, porém, era extremamente brilhante e possuía uma imaginação muito fértil. Apreciava comer a ponto de ser glutão. Para ajudá-lo a obter alimento sem trabalhar, inventou alguns instrumentos simples de bambu, semelhantes à flauta, que produziam sons misteriosos. Entalhou também uma peça chata de madeira em formato de barco, com uma corda presa numa das extremidades. Quando esse invento era girado rapidamente por cima da cabeça da pessoa, produzia um zumbido forte e sinistro.

Primeiro esse inventor legendário experimentou seus inventos com seus dois sobrinhos, convencendo-os de que os sons provinham dum espírito, intimidando-os a roubar dos seus dois irmãos alimento e fumo para ele. Decidindo ampliar seu campo de atividade, escondia-se no mato e esperava as mulheres apanharem peixes e os colocarem em cestos. Daí, manipulava seus instrumentos, fazendo com que as mulheres retornassem com medo à aldeia, deixando para trás o que haviam apanhado.

De início duvidou-se do relato das mulheres apavoradas. Mas, quando a mesma situação continuou a repetir-se, e os aldeões não tinham mais peixes para comer, os homens cautelosamente cercaram o “animal-demônio”, apenas para descobrirem que era Katima Rega. Alguns quiseram matá-lo na hora, mas outros concluíram que o que ele havia idealizado era muito engenhoso, e votaram adotar “a voz” como seu espírito tribal. Seria guardado como segredo e seria um mistério para todos os não-iniciados. Todos os membros da tribo teriam de obedecer a todas as ordens, instruções e decretos procedentes da “voz”, o espírito da floresta. Mas, como se chamaria? Todos concordaram quando um sábio ancião sugeriu “Kimbilikiti”.

Assim nasceu a religião tribal rega. Toda uma estrutura de regras, práticas e superstições foi construída em torno desse simples início. Com o tempo, três outros “espíritos” invisíveis foram acrescentados quais associados de Kimbilikiti. Kabile, às vezes considerada sua irmã, e em outras ocasiões sua esposa, era uma mulher muito bela e extraordinária. Todos os varões adolescentes devem supostamente ser circuncidados milagrosamente mediante relações sexuais com ela! Twamba, irmão mais novo de Kimbilikiti, tem alegadamente tanta força, que pode produzir tempestades, fazer com que casas sejam derrubadas, e assim por diante. Sua “voz” é ouvida através do zumbido da peça de madeira em formato de barco! O terceiro espírito é Sabikangwa, ou Mukungambulu. Ele é outro irmão mais novo de Kimbilikiti, e parece desempenhar o papel de mensageiro seu.

Ritos Secretos de Iniciação

No domínio visível, Kimbilikiti é representado por uma hierarquia de sumos sacerdotes (os sábios Bami). Um deles, chamado Mukuli, preside os ritos da circuncisão. Kitumpu, outro sumo sacerdote, atua como médico e na verdade é quem realiza a circuncisão dos adolescentes. Um terceiro, Kilezi, toma conta dos garotos recém-circuncidados. O papel de mediador entre o campo de iniciação e os aldeões comuns é desempenhado pelo Bikundi, um grupo dos já iniciados.

Os ritos de iniciação (chamados Lutende) são realizados no meio da floresta, a suposta residência de Kimbilikiti. Estrito sigilo encobre esses ritos, e qualquer fêmea (animal ou humana) que se aventure a aproximar do local é estrangulada imediatamente! No dia da iniciação são realizadas grandes festividades nas diversas aldeias, com jogos e danças contínuos desde a madrugada. Isto visa testar a resistência dos jovens que serão iniciados. Depois disso, eles ouvem a história de Kimbilikiti, completa com todos os mitos criados no decorrer dos anos. Os garotos são induzidos a crer que Kimbilikiti e sua irmã-esposa Kabile são pessoas reais. Diz-se aos jovens para se prepararem para lutar com Kabile, após o que terão relações sexuais com ela e serão milagrosamente circuncidados. Se algum deles falhar nesses dois testes, Kabile se queixará furiosamente a Kimbilikiti, o qual liqüidará o ofensor!

Entretanto, ao chegarem à floresta os garotos não vêem nenhuma das coisas de que se lhes falou. Em vez disso, os três sumos sacerdotes (Mukuli, Kitumpu e Kilezi) agarram um por vez e realizam a circuncisão. Isso, dizem eles, é a luta com Kabile! Se algum rapaz não sarar bem dentro do prazo designado para ele retornar à aldeia, ele é estrangulado e eliminado, pois tal condição destruiria o mito da circuncisão milagrosa que se segue às relações com a bela e sobrenatural Kabile.

Apesar de tal elevada estima por Kabile, durante as cerimônias de iniciação ensinam-se aos garotos vis expressões sexuais a serem pronunciadas contra as mulheres, inclusive suas próprias mães e irmãs. Quando os iniciandos retornam às suas aldeias, as mulheres são obrigadas a aparecer semi-nuas, a andar de joelhos, a dançar diante deles, e a ser objetos de seus recém-aprendidos insultos.

Durante os períodos de iniciação, os Bikundi (aqueles já iniciados) vão de aldeia em aldeia extorquindo alimentos ou bens. Famílias são obrigadas a dar o que for que se lhe solicitar para Kimbilikiti e para os que estão fora, no campo de iniciação. Estradas são até mesmo interditadas, e os transeuntes são obrigados a pagar o que for que os devotos de Kimbilikiti exigirem. Dessa forma se perpetua o objetivo original da “voz” — obter alimento sem trabalhar para merecê-lo.

O que é na realidade Kimbilikiti? Uma impostura criada em torno de alguns pedaços de bambu! Para apoiá-la, porém, inventou-se um sistema de terror, tendo como instrumento básico o temor da morte. (Hebreus 2:14, 15) Os demais instrumentos são a superstição, a ganância e a obscenidade. E tudo isso é mantido por uma hierarquia de sumos sacerdotes. Mas, como podia isso ter algo que ver com a perseguição sofrida pelas Testemunhas de Jeová?

[Foto na página 6]

“Flautas” de Kimbilikiti.

[Foto na página 7]

Testemunhas que mantêm sua integridade na região de Pangi.

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