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  • Linguagem Bíblica Figurada Referente ao Serviço no Templo
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
w58 15/12 pp. 745-746

Linguagem Bíblica Figurada Referente ao Serviço no Templo

OS INSPIRADOS porta vozes e escritores da Bíblia eram mestres na arte de usar linguagem figurada. Transmitiam mensagens vigorosas por meio de palavras pitorescas que projetavam na mente dos homens quadros inesquecíveis. Grande parte desta brilhante linguagem figurada baseava-se num fundo histórico que dava força à expressão original. Por exemplo, Jesus e seus discípulos referiram-se frequentemente às atividades realizadas no templo de Jerusalém como fundo para os muitos quadros vivos que pintavam pela sua linguagem.

Séculos antes dos dias de Jesus, o zeloso Rei Davi organizara os centenas de sacerdotes aarônicos e os milhares de seus ajudantes levíticos numa vasta e eficiente organização de serviço. Todo o pessoal foi dividido em vinte e quatro turmas, uma revezando a outra na operação dos departamentos detalhados da grande organização de serviço no templo, de sábado a sábado. Cada turma de mais de mil trabalhadores peritamente treinados, proporcionalmente constituída de sacerdotes e de levitas, servia pelo menos duas vêzes por ano, durante uma semana inteira por vez. No entanto, na festa dos tabernáculos eram necessárias todas as vinte e quatro turmas para cuidarem do maior movimento.ª Assim também havia necessidade de ajuda adicional na festa da páscoa. Josefo relata que por ocasião da páscoa, segundo se verificou o número dos cordeiros mortos era de aproximadamente 256.500, o que, calculando-se o número baixo de dez pessoas por cordeiro sacrificial, significaria que aproximadamente 2.565.000 adoradores teriam de ser servidos no templo.b — 1 Crô. 24:1-18.

Os sacerdotes da turma designada eram responsáveis por liderarem no proferimento das orações congregacionais, por oferecerem os sacrifícios diários e por entrarem no próprio templo para realizar seus deveres no santuário.

Muito maior era o número dos levitas que, como ministros ajudantes, serviam como guardiães de todos os utensílios valiosos, como criados dos sacerdotes, na fabricação e na custódia das vestimentas oficiais dêles, como cozinheiros e padeiros de todos os pães e bolos sagrados, como guardas policiais dos átrios, como tesoureiros das contribuições monetárias, como guardiães dos armazéns que continham o produto dos dízimos, como porteiros, como superintendentes das salas de jantar, como limpadores e como cantores e músicos. Depois do tempo de Esdras, cada turma incluía também trabalhadores não-israelitas no templo, conhecidos como netineus, aos quais se designavam os deveres braçais. — 1 Crô. 9:2; Esd. 7:24.

Durante a semana do serviço designado à turma, todos tinham de estar preparados para servir dia e noite no templo. De noite, os trabalhadores podiam reclinar-se em sofás, mas tinham de ficar plenamente vestidos e prontos, para atender imediatamente qualquer chamada.c Isto nos fornece o fundo histórico para a declaração em Apocalipse 7:15(NM) a respeito da “grande multidão” de ministros não ungidos do templo que hoje estão na organização de serviço de Deus, dos quais se diz: “[Eles] lhe prestam serviço sagrado de dia e de noite no seu templo.”

Duzentos e quarenta dos levitas e trinta dos sacerdotes da inteira turma de serviço tinham de ficar acordados a noite tôda, mantendo vigilância para que nenhum impuro entrasse nos átrios do templo. Havia vinte e quatro postos de guarda que cobriam a área inteira do templo, dez levitas montando guarda em cada um dos postos como vigias noturnos.d Não havia troca de guardas durante a noite, como parecia haver para os soldados romanos que montavam guarda no vizinho Castelo de Antônia. Ao passo que o “capitão do templo” (Atos 4:1) fazia as rondas durante a noite, se encontrasse qualquer guarda adormecido no seu pôsto, este era imediatamente espancado e suas vestes incendiadas. Isto nos fornece a base para o aviso claro dado aos atuais ministros ungidos da organização de serviço de Jeová, para que se mantenham espiritualmente alertas, senão sairão perdendo e ficarão nus diante do capitão inspetor, Cristo Jesus, que faz as rondas neste dia de juízo: “Eis que venho como ladrão; bemaventurado aquele que vigia e que guarda as suas vestes, para que não ande nú, e vejam a sua vergonha.” — Apo. 16:15.

Os sacerdotes que não estavam de serviço, mas se reclinavam em sofás durante a noite, tinham de estar prontos para atender a qualquer momento uma chamada na porta para se levantarem e para iniciarem os preparativos do serviço matutino.c Tal mensageiro vinha repentina e inesperadamente ao templo, ninguém sabendo exatamente quando. “E o Senhor, a quem vós buscais, virá repentinamente ao seu templo; e o mensageiro do pacto, a quem vós desejais.” — Mal. 3:1, NA; Mar. 13:33.

Com a chegada repentina do mensageiro davam-se ordens para o costumeiro banho do dia, de todos os sacerdotes ministrantes. Havia banheiros bem aparelhados nas câmaras adjacentes ao santuário do templo, onde os sacerdotes se imergiam. Depois dêste banho matinal não se requeria que se lavassem outra vez naquele dia, exceto as mãos e os pés.e Que pitoresco fundo histórico para as observações de Jesus aos seus doze escolhidos sacerdotes associados, na semelhança de Melquisedec, na noite em que celebrava pela última vez a páscoa. “Aquele que já se banhou, não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele conhecia aquele que o havia de trair; por isso disse: Não estais todos limpos.” — João 13:10, 11.

Portanto, já destes poucos exemplos da linguagem bíblica figurada, que poderosa admoestação recebemos! Quer pertençamos aos ministros ungidos, quer aos não ungidos na organização de serviço de Jeová, hoje em dia, somos seus representantes vivos, noite e dia, defendendo seu nome e sua adoração. Mantenhamo-nos sempre espiritualmente acordados, para que ninguém perca seus inestimáveis privilégios ministeriais em qualquer dos muitos departamentos da casa global de serviço de Jeová. E, ao nos mantermos espiritualmente alertas, mantenhamo-nos também sempre espiritualmente puros em nossa posição perante Jeová.

OBRAS DE REFERÊNCIA

a The Temple, de Alfred Edersheim, pág. 66.

b Wars of the Jews, de Flávio Josefo, Tomo VI, Capítulo 9, par 3.

c The Temple, de Alfred Edersheim, pág. 120.

d Ibid., pág. 119.

e Ibid., pág. 121.

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