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    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1973
    • Quanto aos estudos bíblicos semanais, estão dirigindo 761 e gastaram 207.135 horas no ministério de campo no ano de 1971.

      Todos nos ficamos muito felizes quando soubemos que a Comemoração da morte de Cristo, em 9 de abril de 1971, produziu uma assistência de 3.068, muitos dos quais da mais populosa de todas as raças. Que excelente potencial para maior aumento nesta “Ilha Bela” em uma das partes mais distantes da terra!

  • Zâmbia
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1973
    • Zâmbia

      ZÂMBIA — mais de 750.000 quilômetros quadrados de planícies na maior parte onduladas em cima dum platô de 900 a 1.200 metros acima do nível do mar — acha-se no coração da África a apenas nove graus ao sul do equador. É o terceiro maior país produtor de cobre do mundo. Sua população de 4.500.000 representa cerca de setenta e três divisões tribais, falando trinta dialetos diferentes. Embora ilhada, Zâmbia (anteriormente conhecida como Rodésia do Norte) possui muitos pescadores, que exercem sua profissão nos três grandes lagos, Bangweulu, Mweru e Tanganyika.

      A partir do início do século dezenove, Zâmbia sofreu a penetração primeiro dos exploradores e dos missionários das seitas da cristandade, e, então, de mineradores que buscavam as riquezas minerais, e, por fim, pela ferrovia, por perfuratrizes e todo o outro equipamento de extração do cobre que jaz no subsolo. Tais acontecimentos iriam trazer profundas mudanças para a população primitiva e grandemente analfabeta.

      A luz progressiva sobre o entendimento das profecias e das doutrinas da Bíblia começou a penetrar neste país já em 1911, quando exemplares das publicações da Sociedade Torre de Vigia, chamadas de “Estudos das Escrituras”, entraram de territórios vizinhos. Isto abriu o caminho para alguns dos destinatários destas publicações se comunicarem com a filial da Sociedade na Cidade do Cabo, África do Sul. Um deles era K. M. Mwanza, que ainda vive na ocasião em que isto é escrito, e, com oitenta e cinco anos, serve como ministro de tempo integral em seu distrito natal de Isoka, no noroeste de Zâmbia.

      Naqueles primeiros anos, a ânsia de muitos de manter seu interesse na Bíblia por meio de extensas palestras levou alguns a negligenciar suas atividades domésticas e agrícolas e a viajar longas distâncias a pé até onde se realizavam algumas palestras bíblicas. Os pastos das missões católico-romana e protestante também sofreram efeitos adversos. Assim, o irmão Mwanza fala de se enviarem soldados pelo Administrador local inglês e pelos Chefes nativos para juntar os líderes de tais assembléias. Em mais de uma ocasião, ele próprio sofreu encarceramento e açoites, bem como o confisco de sua Bíblia e de publicações bíblicas.

      Mas, a disseminação da verdade bíblica não podia ser facilmente impedida. Um senhor chamado Saimoni, possuidor de uma Bíblia Bereana (publicada pela Sociedade Torre de Vigia dos EUA, tendo um comentário de versículo por versículo) obteve emprego temporário numa loja em Broken Hill. Ali testemunhou a seu colega de trabalho, Harrison Nyendwa, membro da Igreja Livre. Por fim, Harrison deixou seu emprego secular e viajou de Broken Hill através do distrito de Mkushi até Serenje, pregando aos aldeões e usando apenas a Bíblia e o que ele aprendera em Broken Hill. Esta jornada a pé levou três semanas, e muitos ficaram interessados através de seus esforços.

      Bem, este Harrison Nyendwa Mailo é filho do Chefe Mailo, um dos chefes mais antigos do distrito de Serenje. Próxima se acha Livingstonia, e toda a área é considerada como “reserva” da Igreja da Escócia. Quando as seitas da cristandade começaram a enviar suas missões à África, criaram limites ‘entendidos’ para cada denominação, e tais territórios eram ciumentamente guardados contra a infiltração de outras seitas. Assim, Harrison estava ‘invadindo de forma sacrílega’ uma de tais reservas quando começou a disseminar sua nova fé entre os aldeões. Foi preso e levado perante o Comissário Distrital em Serenje, onde foi repreendido, espancado e então liberto. Em outra ocasião, foi sentenciado a dezoito meses de prisão. Assim, até mesmo na ‘África Obscura’ a Igreja e o Estado já combinavam seus esforços em oposição à mensagem do reino de Deus.

      Em 1924, um representante da Sociedade, da filial inglesa, veio para as Rodésia investigar acusações estranhas lançadas contra alguns que professavam associar-se com a Sociedade. Descobriu realmente que alguns afirmavam estar associados com a Sociedade sem terem qualquer entendimento das verdades bíblicas ensinadas pela Sociedade, e alguns destes praticavam o adultério, a troca de esposas e outros males. Descobriu que outros eram sinceros em sua devoção aos princípios bíblicos. Foi enviado certo irmão Dawson, em 1925, para supervisionar os grupos interessados na Rodésia do Norte. Em resultado de tais visitas, foram paralisados a obra de pregação e o batismo até o tempo em que se pudesse prover adequada supervisão das atividades. No ínterim, foram feitas repetidas solicitações ao governo para se ter permissão de um ministro europeu residir no país, numa base permanente. A resposta era desfavorável.

      Nos anos 1925 e 1926, foram feitos esforços por parte dos que se opunham à obra do Reino de ligar a Sociedade Torre de Vigia com o fanatismo religioso de Tomosiyo Mwana Lesa (significando, “Eu Tomé, Filho de Deus”), que foi amplamente noticiado por seus batismos assassinos no distrito de Mkushi. Visto que o batismo em água desempenhava parte destacada nos serviços de alguns daqueles grupos primitivos não identificados, foi fácil demais confundir as mentes de muitos sobre o assunto. Sabe-se bem que a imersão total praticada pelas testemunhas de Jeová não é senão o prelúdio de uma vida de devoção ao serviço de Jeová Deus.

      A indústria de mineração do Cinturão de Cobre ajuntou ampla população em povoados e cidades, tirando sua força operária da simplicidade primitiva da vida tribal. Este acontecimento também serviria para ajudar no entesouramento rápido das outras ‘coisas preciosas’ à vista de Jeová, pessoas que têm fé em Deus e amor genuíno à justiça. Dois exemplos iniciais de êxito nesta direção podem ser citados: Havia o jovem James Luka Mwango, que entrou em contato com as publicações da Sociedade quando em férias escolares. Foi-lhe pedido que traduzisse um dos folhetos da Sociedade para o cibemba, e ele ficou tão absorto no cometido que por fim abandonou seu trabalho como professor. Associou-se com o povo de Jeová e entrou no serviço de pioneiro, e agora se acha na filial de Zâmbia, depois de usufruir muitos outros privilégios no campo.

      O outro caso se relaciona a Thomson Kangale. Em 1931, entrou em contato com um jovem jogador de futebol que mostrou profundo interesse nas publicações da Sociedade. Estimulado pela determinação deste rapaz de conhecer algo sobre a Bíblia, Thomson assistiu ás reuniões, entrou no ministério de tempo integral em outubro de 1937 e continuou nele até o tempo atual, quando serve como um dos representantes viajantes da Sociedade.

      CONSPIRAÇÃO CONTRA A OBRA DO REINO

      Em princípio de maio de 1935, uma assembléia de três dias foi realizada às margens dum rio no vale de Ngwerere. Manasse Nkhoma, enviado pela filial da Sociedade na Cidade do Cabo, era o presidente. Os presentes, inclusive o irmão Mwanza, Thomson Kangale e Harrison Nyendwa, lembram-se de que era uma ocasião de real encorajamento. A questão de registrar os casamentos, em obediência à lei, foi considerada e recomendada como o proceder correto para os cristãos. Métodos aprimorados de pregação também foram abrangidos pelo programa.

      Nesse mesmo mês, o Legislativo promulgou a Lei 10 de 1935, lei que permitiria impedir-se a entrada de quaisquer publicações no país, e só se precisava de algum incidente para fornecer o motivo para invocar tais poderes. O ‘incidente’ foi suprido três semanas mais tarde quando os mineiros do Cinturão de Cobre se amotinaram devido ao anúncio mal feito de um novo imposto. Nas refregas que se seguiram em Mufulira, Kitwe e Luanshya, seis africanos foram mortos e vinte e dois ficaram feridos por balas de fuzis. Durante essa dificuldade, os irmãos permaneceram discretamente dentro de suas casas, empenharam-se em estudar e praticaram entoar novos cânticos. Os inimigos religiosos pronta mente apontaram o dedo para a recente assembléia em Lusaka como o solo onde germinou a violência. Seguiram-se prisões dos irmãos. O povo de Jeová se tornaria o bode expiatório e as soltas da cristandade se livrariam de pregadores aflitivos que suscitavam interesse demais no estudo da Bíblia e assim devastavam seus pastos.

      Uma Comissão de Inquérito foi subseqüentemente nomeada e apresentou suas descobertas em novembro de 1935. Nem sequer uma das testemunhas de Jeová ou qualquer representante da Sociedade Torre de Vigia estava de qualquer forma implicado nas perturbações. Antes, já em 1924, numa conferência missionária das soltas da cristandade, havia sido engendrada uma conspiração para impedir a circulação das publicações da Torre de Vigia. Um dos “reverendos” naquela conferência levantou a acusação de que o conteúdo das publicações da Torre de Vigia era “propaganda que vinha da Rússia para a África”. No ínterim, contudo, à base da Lei 10 de 1955, o governador lançou uma Proclamação, proscrevendo vinte das publicações da Sociedade.

      Fizeram-se petições ao Secretário do Estado Para as Colônias, em Londres, Inglaterra. Essa autoridade estabeleceu investigações quanto à nossa condição e nossas atividades em outras Dependências da África, e, sem dúvida, como resultado das mesmas, comunicou sua decisão à Rodésia do Norte. A filial na Cidade do Cabo recebeu informações do Primeiro-Secretário, da Rodésia do Norte, com data de 19 de março de 1936, concordando com nossa proposta de abrir um escritório em Lusaka e admitir um representante europeu da Sociedade na Rodésia do Norte.

      Foi então estabelecido um depósito de publicações em Lusaka e o irmão L. V. Phillips, da Cidade do Cabo, foi designado como servo do depósito. A propriedade que ele conseguiu alugar se situava bem em frente à delegacia. Foi feito de imediato o pedido de registro da Sociedade como “denominação religiosa reconhecida”, mas o Governador achou que era preciso haver uma organização efetiva no país para assegurar o controle efetivo de seus membros antes de poder recomendar tal medida.

      No ínterim, o servo do depósito se viu confrontado com a tarefa de separar os elementos indesejáveis que se haviam infiltrado em algumas congregações. Verificou que alguns ensinavam e praticavam

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