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g81 22/8 p. 15

Confusão na escrita

MUITOS tendem a julgar o que lêem baseados em quão “inteligente” a coisa soa ao invés de em quão compreensível é. J. Scott Armstrong, professor de marketing na Universidade de Pensilvânia, E.U.A., recentemente ilustrou isso. Pediu a 20 professores de Administração que classificassem 10 revistas sobre Administração redigidas com variados graus de clareza. “Com toda certeza”, diz a reportagem no “Psycology Today” (Psicologia Atual), “o periódico mais cotado foi o mais difícil de se ler; o menos cotado, o mais fácil”.

Para testar se os periódicos de maior prestígio eram mais difíceis de entender porque discutiam idéias mais complexas, Armstrong reescreveu partes para torná-las mais fáceis de ler, sem mudar o sentido. Cortou sentenças longas, usou palavras mais simples, eliminou o excesso de palavras.

Certo periódico bem-cotado dizia antes: “Este jornal conclui que para aumentar a probabilidade de manter um cliente [de banco] numa fila, o bancário deveria tentar influenciar a avaliação subjetiva inicial do cliente a respeito do tempo gasto no serviço intermediário a fim de dar-lhe a impressão de que é pouco, ou tentar convencer o cliente que o valor de seu tempo gasto no serviço é grande.”

Isto foi mudado para: “Você provavelmente terá mais garantia de que um cliente [de banco] ficará na fila se conseguir fazer com que a pessoa pense que não vai ter que esperar muito. Outra maneira de conseguir isso é fazer com que o cliente pense que terá muita vantagem por esperar.”

Outro grupo, composto de 32 professores, em seguida julgou quatro de tais amostras sem conhecer as fontes. “De novo os professores deram notas inferiores à versão fácil do que à mais difícil”, veicula “Psychology Today”. O professor Armstrong resumiu a importância de suas descobertas dizendo: “Se não conseguir convencê-los, confunda-os.”

Em especial os escritores nos campos da legislação, da religião e da medicina são muitas vezes culpados de produzirem redação confusa. “O que os médicos fazem com o inglês pode fazer chorar um redator”, escreve Alfred D. Berger, chefe de redação do “Medical World News” (Notícias Médicas Mundiais). Berger falou do caso em que uma professora duma estudante de medicina insistiu com ela para que escrevesse “diaforeticando profusamente” ao invés de “suando muito”.

O redator explicou que os jargões médicos se tornam parte do vocabulário do médico na escola de medicina devido a “um desejo natural de pegar a gíria dos sabichões — os residentes e o corpo docente”. Continua: “Acrescente a isso uma certa medida de preguiça — é mais fácil usar uma palavra sofisticada, de múltiplo significado, tal como ‘procedimento’ do que escolher uma palavra mais exata, tal como teste, operação, método, ou técnica.”

Outro fator, diz Berger, é um esforço consciente de usar “um vocabulário que os leigos não entendam. Isto faz com que os que o usam se sintam mais sábios e instruídos do que os que não o usam e também lhes permite falar num nível superior ao dos leigos”.

Escrevendo no “New England Journal of Medicine” (Revista de Medicina da Nova Inglaterra), o Dr. Saul Radovsky concorda: “Uma olhada nas publicações médicas mostra que a boa ciência e a boa redação raramente andam juntas e que uma redação facilmente compreensível é amiúde querer demais.” Foi citado um exemplo, no qual o pesquisador escreveu:

“Usamos um ensaio quimicoluminescente para examinar as reações dos leucócitos polimorfonucleares dos pacientes aos numerosos estímulos em partículas e solúveis. Os leucócitos polimorfonucleares do paciente reduziram as reações quimicoluminescentes durante a fagocitose de partículas opsoninas.”

O que os cientistas queriam dizer é que os glóbulos brancos do paciente não estavam produzindo a quantidade normal de luz ao atacarem substâncias estranhas na corrente sangüínea.

Existe, claramente, pouca justificativa para expressar até mesmo idéias complexas com palavras complicadas. Ou a pessoa está tentando impressionar alguém ou é incapaz de se expressar com clareza

“A menos que vós . . . pronuncies palavras facilmente entendidas, como se saberá o que se fala? Estareis de fato, falando ao ar.” — 1 Cor. 14:9.

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