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Teólogos: ‘Batizem Polígamos’
● Relata-se que os anglicanos do Quênia foram exortados a batizar polígamos como membros da igreja. Pelo visto, uma “conferência teológica” realizada em Mombaça recomendou o batismo de polígamos junto com quaisquer esposas e filhos “crentes”. Entretanto, segundo o boletim Anglican Information, do Conselho Consultivo da igreja, o polígamo que tomar quaisquer esposas adicionais após o batismo sofrerá restrição da Comunhão e de realizar ofícios religiosos. Alega-se que os teólogos consideraram “a dureza do coração do homem” ao fazerem sua recomendação.
Tal base para decisões teológicas pode tornar mais fácil atrair membros para a igreja, e pode até mesmo dar a impressão de ter autoridade bíblica como quando Jesus disse aos judeus que Moisés “fez a concessão” do divórcio a eles ‘por causa da dureza do coração deles’. Mas Jesus continuou por dizer que as normas cristãs não podiam ser alteradas por tal motivo, observando que “este não foi o caso desde o princípio”, e exigindo que os cristãos se apeguem à norma original e justa de Deus. (Mat. 19:8, 9) Assim também, o cristão casado que goza duma boa posição precisa ser “marido de uma só esposa”. (1 Tim. 3:2, 12) A Palavra de Deus condena que se macule adulterosamente o “leito conjugal”. — Heb. 13:4.
“Nenhuma Saída Lógica”
● Recentemente, dois destacados cientistas britânicos, Sir Fred Hoyle e Chandra Wickramasingne, foram admitidamente ‘induzidos pela lógica’ a concluir que deve haver um Criador. “É bastante chocante”, disse Wickramasinghe, professor de matemática aplicada e astronomia. O astrônomo, nascido em Sri Lanka, explicou: “Desde o começo de minha instrução como cientista, sofri forte lavagem cerebral para crer que a ciência não se pode harmonizar com qualquer espécie de criação deliberada. Este conceito teve de ser mui dolorosamente posto de lado. Sinto-me muito desconfortável com a situação, o estado mental em que me encontro agora. Mas não há nenhuma saída lógica para isso.”
Embora Wickramasinghe e Hoyle continuem a crer que a evolução controla o desenvolvimento das formas de vida, seus cálculos das probabilidades contra a própria vida ter surgido espontaneamente levaram tais professores a escrever: “Uma vez que vemos que a probabilidade de a vida originar-se do acaso é tão absolutamente minúscula, a ponto de a tornar absurda, torna-se sensato raciocinar que as propriedades favoráveis da física, das quais a vida depende, são em todos os sentidos ‘deliberadas’”, ou criadas.
O professor Wickramasinghe disse também: “Sinto-me agora induzido pela lógica a adotar esta posição. Não há nenhum outro modo de podermos compreender a ordem precisa das substâncias químicas da vida, exceto invocar às criações numa escala cósmica. . . . Como cientistas, esperávamos que houvesse um modo de contornar nossa conclusão, mas não há.” Este foi exatamente o ponto frisado por outro homem bem instruído, que viveu nos tempos bíblicos: “Seus atributos invisíveis [os de Deus] . . . têm sido vistos desde o começo do mundo, pelo olho da razão, nas coisas que ele fez.” — Rom. 1:20, A Nova Bíblia Inglesa.
A Bíblia e os “Pequeninos”·
● O ministro Gordon Nodwell, da Igreja Unida do Canadá, em Toronto, escreveu há pouco tempo um artigo sobre Bíblia no United Church Observer. Entre outras coisas, ele declarou: “Creio que, ao passo que algumas das histórias bíblicas antigas distraiam as crianças, é absurdo pensar que a Bíblia pode ser ensinada a crianças ou que, uma vez ensinadas, elas o guardarão para sempre. A Bíblia exige que se aplique o máximo do entendimento maduro que a mente adulta possa exercer — e isso talvez não baste.”
Está o entendimento da Bíblia realmente fora do alcance das crianças? Jesus declarou: “Escondeste estas coisas dos sábios e dos intelectuais, e as revelaste aos pequeninos.” Encarar a Bíblia dum ponto de vista mundano e filosófico, em vez de com a humildade duma criança, certamente ‘esconde’ sua mensagem de tais clérigos. Mas Deus ordena até mesmo aos “pequeninos” se congregarem junto com suas famílias para ‘escutarem’ a lei de Deus e ‘aprenderem’ dela. Será que o próprio Deus exigiria isso se fosse “absurdo pensar que a Bíblia pode ser ensinada a crianças”? — Mat. 11:25; Deut. 31:12.