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HititasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de pessoas, e os hititas, em sua fortaleza montanhosa, constituiríam formidável inimigo. (Deut. 7:1, 2) Manifestaram sua inimizade por se congregarem, junto com as outras nações de Canaã, para combater Israel (liderado por Josué), assim que receberam as notícias de que Israel cruzara o Jordão e destruira as cidades de Jericó e Ai. (Jos. 9:1, 2; 24:11) Assim, as cidades dos hititas teriam de ser destruídas e seus habitantes exterminados, de modo que não representassem perigo para a lealdade de Israel a Deus, nem fizessem com que incorressem no desfavor de Deus. (Deut. 20:16-18) Mas Israel só executou parcialmente a ordem de Deus. Depois que Josué deixou o palco dos eventos, eles deixaram desobedientemente de eliminar tais nações, que permaneceram qual espinho em seu lado e como constante fustigamento para eles. — Núm. 33: 55, 56.
HISTÓRIA POSTERIOR
Uma vez que Israel não obedeceu a Deus por destruir inteiramente as nações cananéias, Deus declarou: “Eu disse, da minha parte: ’Não os expulsarei de diante de vós, e eles têm de tornar-se ciladas para vós, e seus deuses servirão de laços para vós.’” (Juí. 2:3) Parece que os cananeus que permaneceram entre Israel foram tolerados e, em alguns casos raros, até mesmo obtiveram posições de respeito e de responsabilidade. Dois hititas eram soldados, possivelmente oficiais, do exército de Davi, a saber, Aimeleque e Urias. Também, parece que, das nações cananéias, apenas os hititas conservaram sua proeminência e sua força como nação. — 1 Reis 10:29; 2 Reis 7:6.
O Rei Salomão recrutou homens dentre os hititas para sua força de trabalho escravo. (2 Crô. 8:7, 8) Entretanto, suas esposas estrangeiras, dentre as quais havia hititas, fizeram com que Salomão se desviasse de Jeová, seu Deus. (1 Reis 11:1-6) Na Bíblia, mencionam-se os hititas como tendo reis e capacidade bélica até mesmo no reinado do Rei Jeorão, de Israel (917-905 A.E.C.). (2 Reis 7:6) No entanto, as conquistas feitas desta terra pelos sírios, assírios e babilônios, aparentemente destroçaram o poder dos hititas.
Depois de Israel ser restaurado do exílio em 537 A.E.C., o povo de Israel e até mesmo alguns dos sacerdotes e dos levitas, casaram-se com mulheres dentre as nações cananéias e deram suas filhas a varões cananeus, entre os quais achavam-se os hititas. Isto era uma violação da lei de Deus. Por causa disso, Esdras os repreendeu, movendo-os a um acordo para despedirem suas esposas estrangeiras. — Esd. 9:1, 2; 10:14, 16-19, 44.
USO FIGURADO
Jeová, falando através do profeta Ezequiel, usou o termo “hitita”, em sentido figurado, ao falar a Jerusalém. Disse ele: “Tua origem e teu nascimento é da terra do cananeu. Teu pai era amorreu e tua mãe hitita.” Jerusalém, a capital da nação, em que Jeová colocara seu nome, era, quando Israel entrou naquela terra, uma cidade ocupada pelos jebuseus. Mas, visto que as tribos mais proeminentes eram as dos amorreus e dos hititas, estes são aparentemente empregados como representando as nações de Canaã, incluindo os jebuseus. Assim, parece que Jeová dizia que a cidade tinha uma herança humilde, mas que Jeová a tornara embelezada, de modo que, por meio do Rei Davi que se sentara no “trono de Jeová” (1 Crô. 29:23), da Arca do pacto no monte Sião, e, por fim, do glorioso templo construído por Salomão, filho de Davi, a fama de Jerusalém veio a espalhar-se entre as nações. Mas Jerusalém tornara-se como as nações cananéias ao redor dela, sendo corrupta e imoral, razão pela qual Jeová finalmente trouxe a desolação sobre ela. — Eze., cap. 16.
TENTATIVAS SECULARES DE IDENTIFICAÇÃO
Historiadores e arqueólogos têm tentado identificar os hititas da Bíblia na história secular. Sua principal base de identificação tem sido lingüística, a comparação de palavras que, aparentemente, têm um som ou uma grafia similares.
Qualquer suposta identificação dos hititas da Bíblia com o “Império Hitita”, cuja capital era Hatusa, é simplesmente conjectural e não foi comprovada. Devido a esta incerteza, as referências aos “hititas“ seculares, nesta publicação são geralmente colocadas entre aspas, para lembrar ao leitor que tal identificação não foi comprovada, e que não consideramos essa evidência como bastante sólida a ponto de julgarmos conclusiva tal identificação.
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HobabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOBABE
[amado].
Cunhado de Moisés; filho de Reuel (Jetro), sendo um midianita, da tribo dos queneus. (Núm. 10:29; Êxo. 3:1; Juí. 1:16) Quando chegou o tempo para os israelitas passarem da região do monte Sinai para a Terra Prometida, Moisés solicitou que Hobabe os acompanhasse, de modo a servir como “olhos” ou como batedor para a nação, devido à sua familiaridade com tal área. Embora Hobabe de início rejeitasse tal pedido, pelo que parece acompanhou deveras os israelitas, pois os descendentes dele, os queneus, passaram a habitar o deserto de Judá, ao S de Arade, e são mencionados como ainda morando naquela área no tempo de Saul e de Davi. — Núm. 10:29-32; Juí. 1:16; 1 Sam. 15: 6; 27:10; 30:26, 29.
O texto hebraico de Juizes 4:11, contudo, identifica Hobabe como sogro de Moisés. Na Tradução do Novo Mundo, este texto é traduzido segundo o que o hebraico original diz, falando dos “filhos de Hobabe, de quem Moisés era genro”. Tal versão acha-se de acordo com as traduções bem literais, para o inglês, do dr. Robert Young, de J. B. Rotherham e de J. N. Darby, bem como A Bíblia de Jerusalém, a versão da Liga de Estudos Bíblicos, da Imprensa Bíblica Brasileira e dos Missionários Capuchinhos, de Lisboa, Portugal. [Em inglês, também a da “Jewish Publication Society”, a de James Moffatt e a An American Translation.) Assim, este nome, Hobabe, pode ter designado dois indivíduos distintos, a saber, o sogro de Moisés, bem como seu cunhado. Que isto não é algo impossível é visto pelo fato de que mais de um nome é designado ao sogro de Moisés. — Compare com Êxodo 2: 16-22; 3:1.
Por outro lado, se Hobabe era deveras apenas o nome do filho de Reuel, e, assim, era o nome apenas do cunhado de Moisés, então a referência a Hobabe como sendo sogro de Moisés significaria que Hobabe era encarado como o representante de seu pai, Reuel, que, nesse caso, provavelmente já havia morrido.
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HofniAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOFNI
[girino, cavidade da mão]. Um dos filhos do sumo sacerdote Eli. Hofni e seu irmão Finéias eram “homens imprestáveis”, culpados de conduta sacrílega e de crassa imoralidade. (1 Sam. 1:3; 2:12-17, 22-25) Devido a esta infidelidade enquanto servia como sacerdote no santuário de Jeová, no século XII A.E.C., Jeová julgou Hofni como sendo digno de morte, a qual lhe sobreveio por ocasião da captura da Arca sagrada pelos filisteus. — 1 Sam. 2:34; 4:4, 11, 17; veja Finéias N.º 2.
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HofraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOFRA
[do egípcio, “o coração de Rá (o deus-sol) perdura”]. Na Septuaginta (Jer. 51: 30 [que corresponde a 44:30 na maioria das versões]) ele é chamado Vafrés. Os peritos entendem que o Apriés de Heródoto é Hofra.
Hofra era rei do Egito na época de Zedequias, rei de Judá, e de Nabucodonosor, rei de Babilônia. Crê-se ser o faraó Hofra, com quem Zedequias constituiu uma aliança para proteção contra Nabucodonosor, contrário às ordens que Jeová dera, anos antes, mediante Isaías, o profeta, avisando Israel a não se voltar para o Egito em busca de ajuda. (Isa. 30:1-5; 31:1-3) Nabucodonosor subiu contra Jerusalém em 609 A.E.C., mas levantou o sítio temporariamente por causa das notícias de que uma força militar provinha do Egito. Os egípcios desapontaram Zedequias, sendo obrigados a retirar-se, e os babilônios voltaram e destruíram a cidade. — Jer. 37:5-10.
Foi evidentemente na parte inicial do sítio que os governantes de Jerusalém fizeram um pacto com o povo de Jerusalém para proclamar a liberdade de todos os seus escravos hebreus, segundo a Lei. Sem dúvida isto era uma tentativa tardia e insincera para conseguirem o favor de Jeová, pois, quando o sítio foi temporariamente levantado, mostraram sua real atitude para com a lei de Deus por escravizarem de novo seus irmãos. — Jer. 34: 8-11.
Jeremias predisse que o faraó Hofra seria entregue “na mão dos seus inimigos e na mão dos que procuram a sua alma”. (Jer. 44:30) Segundo Heródoto, Hofra (Apriés) era muitíssimo arrogante. Mas suas tropas se revoltaram e entronizaram Amasis como rei rival, mais tarde fazendo prisioneiro a Hofra e, por fim, estrangulando-o. No entanto, Josefo afirma que o rei do Egito foi morto por Nabucodonosor algum tempo depois do vigésimo terceiro ano de regência de Nabucodonosor. Não se tem certeza se este era o Hofra, ou se ele já fora morto antes, e outro rei governava em lugar dele, conforme Heródoto relata.
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HOLOCAUSTO
Veja OFERTAS.
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HOMEM
[Heb., ’adhám, humano ou terreno (o termo genérico para humanidade); ’ish, homem, uma pessoa ou indivíduo, um varão, um marido; ’enósh, um homem mortal; géver, um homem fisicamente forte ou robusto; zakhár, um varão; algumas outras palavras hebraicas também são às vezes traduzidas “homem”. Gr., ánthropos, homem (genérico); anér, um homem, uma pessoa do sexo masculino, um marido; também alguns outros termos gregos]. Uma criatura inteligente, a forma mais elevada de vida terrestre, e um produto do Criador, Jeová Deus. Jeová formou o homem do pó do solo, soprou em suas narinas o fôlego da vida, “e o homem veio a ser uma alma vivente”. (Gên. 2:7; 1 Cor. 15:45) Depois da criação de Adão e de ele ter dado nome aos animais, Jeová fez com que Adão caísse num sono profundo; e, enquanto Adão dormia, Deus retirou uma das costelas de Adão e a usou para criar a mulher. Assim sendo, quando ela foi apresentada ao homem, Adão pôde dizer: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne.” Ele a chamou de Mulher (’ishsháh) “porque do homem foi esta tomada”. (Gên. 2:21-23) Adão mais tarde lhe deu o nome de Eva (“a vivente”). (Gên. 3:20) Adão e Eva foram criados perto do fim do sexto “dia” criativo. — Gên. 1:24-31.
Visto que as Escrituras esboçam a história do homem desde a própria criação do primeiro casal humano, não pode haver tal coisa como “homem pré-histórico”. Os fósseis da terra não fornecem nenhum elo entre o homem e os animais. Daí, também, há total ausência de referências a quaisquer sub-humanos nos registros mais antigos do homem, quer sejam documentos escritos, desenhos nas cavernas, esculturas, quer coisas semelhantes. As Escrituras deixam bem claro o oposto, que o homem era originalmente um filho de Deus, e que degenerou. (1 Reis 8:46; Ecl. 7:20; 1 João 1:8-10) O arqueólogo O. D. Miller comentou: “A tradição da ‘idade de ouro’, então, não era um mito. A doutrina de um declínio subseqüente, de uma triste degeneração, de a raça humana principiar num estado original de felicidade e de pureza, sem dúvida incorporava uma grande, mas lamentável, verdade. As nossas filosofias modernas sobre a História, que começam com o homem primevo qual selvagem, necessitam evidentemente de nova introdução.
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