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  • O pecado ainda “muito mais pecaminoso”

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  • O pecado ainda “muito mais pecaminoso”
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
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  • DIFERENCIAÇÃO ENTRE CLERO E LEIGOS
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
w75 1/10 pp. 585-588

O pecado ainda “muito mais pecaminoso”

QUÃO sério é o pecado? Que alcance podem ter os efeitos até mesmo de um “pequeno” pecado? A declaração de Jesus, aconselhando os seus discípulos quanto à fidelidade, tem que ver com esta questão. Ele disse: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.” (Luc. 16:10) A infidelidade a Deus é pecado, e, segundo o apóstolo João, “todo aquele que pratica pecado está também praticando o que é contra a lei, e assim o pecado é aquilo que é contra a lei”. (1 João 3:4) O que se dá com uma só pessoa, dá-se também com um grupo ou corpo de pessoas, grande ou pequeno; um pequeno desvio dos princípios certos, se deixado continuar, pode causar flagrante violação da lei e incalculável dificuldade. — Rom. 7:13.

Uma ilustração convincente dos efeitos terríveis do que à primeira vista possa ter parecido coisa pequena é encontrada no desenvolvimento do “homem que é contra a lei”. A Bíblia descreve isso nos escritos do apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses, capítulo 2. Tanto o apóstolo Paulo como o apóstolo Pedro deram às congregações aviso antecipado sobre a vinda deste “homem”, no sentido de que “dentre vós mesmos [anciãos na congregação cristã] surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos”, e que introduziriam “seitas destrutivas”, sendo que muitos seguiriam “os seus atos de conduta desenfreada”. — Atos 20:30; 2 Ped. 2:1-3.

O DESEJO DE DESTAQUE É O COMEÇO DA APOSTASIA

Alguém poderá dizer: ‘Como é que tal situação podia surgir na própria congregação de Deus?’ Ora, não foi algo que surgiu da noite para o dia. Desenvolveu-se de modo muito sutil. Jesus havia dado o exemplo correto e havia advertido de modo claro os seus discípulos contra o espírito dos líderes religiosos dos judeus, dizendo:

“Fazem todas as suas obras para serem observados pelos homens; . . . Gostam dos lugares mais destacados nas refeições noturnas e dos primeiros assentos nas sinagogas, e dos cumprimentos nas feiras, e de ser chamados Rabi [Instrutor] pelos homens. Mas vós, não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos. Além disso, não chameis a ninguém na terra de vosso pai, pois um só é o vosso Pai, o Celestial. Tampouco sejais chamados ‘líderes’, pois o vosso Líder é um só, o Cristo. Mas o maior dentre vós tem de ser o vosso ministro. Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido.” — Mat. 23:5-12.

Há muitas outras admoestações similares nas Escrituras Sagradas. Mas alguns homens em cargos de responsabilidade, na primitiva congregação, evidentemente começaram a aproveitar-se um pouco. Achavam-se de certo modo importantes no cargo que ocupavam. Achavam-se assim com o direito de ter um pouco mais do que os membros “comuns” da congregação. Permitiam-se privilégios especiais, e esperavam coisas de natureza material dos irmãos. Assim podiam viver de modo um pouco mais fácil e podiam ser considerados como “gente importante”. No princípio, isso era tudo o que queriam. Mas, aos poucos, eles e seus sucessores no cargo começaram a ser mais exigentes, mais atrevidos, mais arbitrários no exercício da autoridade. Enganaram e desencaminharam a congregação, a fim de satisfazerem seus próprios desejos e ‘a exploraram com palavras simuladas’. O apóstolo Paulo descreveu alguns de tais homens em 2 Coríntios 11:19, 20. — 2 Ped. 2:3.

Pode ser que esses homens, no começo, nem pensavam em que podia resultar quererem apenas alguns favores — a coisa terrível e medonha que com o tempo resultaria de procurarem satisfazer um “pequeno” desejo egoísta. Provavelmente achavam que seu desvio, se é que era tal, era de somenos importância. Mas, reconstituamos a história desta tendência e vejamos o resultado pelo qual tais homens se tornaram responsáveis.

Desde a narrativa bíblica da manifestação preliminar da apostasia do “homem que é contra a lei” podemos acompanhar nos registros da história o desenvolvimento dele.

DIFERENCIAÇÃO ENTRE CLERO E LEIGOS

Jesus Cristo não havia dado aos seus discípulos nenhuma instrução para estarem divididos entre clero e leigos. Todos eles eram iguais como membros duma família espiritual, todos irmãos de Jesus Cristo, gerados pelo espírito, ungidos para serem um corpo de sacerdotes, com a perspectiva de serem reis e sacerdotes celestiais com Cristo. O apóstolo Pedro os chamou de “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:5, 9) Embora alguns tivessem responsabilidade quais “pastores”, todos eram sacerdotes em sentido espiritual e todos estavam empenhados na obra de oferecer sacrifícios espirituais. (1 Ped. 5:1-4) Não havia nenhum indício duma divisão em “clero e leigos”. Entretanto, note o que diz a história:

“A antítese judaica de clero e leigos era de início desconhecida entre os cristãos; e foi ‘somente ao se desviarem os homens do ponto de vista evangélico para o judaico’ que a idéia do sacerdócio geral cristão de todos os crentes cedeu seu lugar, mais ou menos completamente, à do sacerdócio especial ou clero. . . . Assim, mesmo Tertuliano (De Baptismo, c. 17, antes de ele se tornar montanista): ‘Os leigos também têm o direito de administrar os sacramentos e de ensinar na comunidade. A Palavra de Deus e os sacramentos foram comunicados a todos, pela graça de Deus, e por isso podem ser comunicados por todos os cristãos como instrumentos da graça divina. Mas a questão aqui não se relaciona apenas com o que é permitido em geral, mas também com o que é conveniente sob as circunstâncias existentes. Podemos usar aqui as palavras de S. Paulo: “Todas as coisas são lícitas aos homens, mas nem todas as coisas são convenientes.” Se olharmos para a ordem que precisa ser mantida na Igreja, portanto, os leigos devem exercer seu direito sacerdotal de administrar os sacramentos apenas quando o tempo e as circunstâncias o exigirem.’ Desde o tempo de Cipriano . . . pai do sistema hierárquico, passou a destacar-se a distinção entre clero e laicado, e em pouco tempo foi admitida universalmente. De fato, a partir do terceiro século, o termo cleros (kléros, ordo) foi aplicado quase que exclusivamente ao ministério, para distingui-lo do laicado. Ao se desenvolver a hierarquia romana, o clero veio a ser não só uma ordem distinta (que podia condizer com todos os regulamentos e doutrinas apostólicos), mas também a ser reconhecido como o único sacerdócio, e o meio essencial de comunicações entre o homem e Deus.” — Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume II. página 386.

O acima mencionado Tácio Cecílio Cipriano era bispo da igreja em Cartago, na África. Nasceu por volta de 200 E.C. e morreu em 258 E. C. Era clérigo, chamado aqui de “pai do sistema hierárquico”, um dos do corpo de clérigos existente pouco mais de um século depois da morte dos apóstolos de Cristo e de seus associados íntimos. Daquele tempo em diante, através da “Idade Média”, para o tempo da Reforma e o começo das igrejas protestantes, e até o presente, tem existido na cristandade esta diferenciação entre clero e leigos.

É este clero chamado “cristão” que demonstrou ser “o homem que é contra a lei, o filho da destruição”, relacionado com a apostasia ou rebelião mencionada em 2 Tessalonicenses 2:3. É evidente que a Bíblia Sagrada, pelo uso desta expressão, se refere a um “homem” composto, que existe durante um longo período de tempo e cuja constituição e pessoal muda com o passar do tempo.

OPOSIÇÃO DIRETA A DEUS

Visto que esta rebelião é contra Jeová Deus (conforme já considerado no nosso número anterior), não é motivo de surpresa que tal “homem” composto tente constituir-se em deus, assim como fez o grande rebelde Satanás, o Diabo, a quem a Bíblia chama de “deus deste sistema de coisas”. (2 Cor. 4:4) O apóstolo Paulo disse profeticamente a respeito do “homem que é contra a lei”: “Ele se coloca em oposição e se ergue acima de todo aquele que se chama ‘deus’ ou objeto de reverência, de modo que se assenta no templo de O Deus, exibindo-se publicamente como sendo deus.” — 2 Tes. 2:4.

O “homem que é contra a lei” é um corpo composto de homens. Podemos, porém, salientar a afirmação feita em prol de um desses clérigos, que reflete a atitude geral do corpo. O dicionário eclesiástico de Ferrarisa diz a respeito do papa da Igreja Católica Romana:

“O papa é de tal dignidade e alteza, que ele não é mero homem, mas como que Deus e Vigário de Deus. . . . Por isso, o papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei do céu, da terra e do inferno. . . . Não, a excelência e o poder do papa não são só sobre coisas celestiais, terrestres e infernais, mas ele está também acima dos anjos e é seu superior . . . De modo que, se fosse possível que os anjos se desencaminhassem da fé ou tivessem sentimentos contrários a ela, poderiam ser julgados e excomungados pelo papa. . . . Ele é de tão grande dignidade e poder, que ocupa o mesmíssimo tribunal com Cristo . . . De modo que tudo o que o papa faz parece proceder da boca de Deus. . . . O papa é, como que, Deus na terra, o único príncipe dos fiéis de Cristo, o maior rei de todos os reis, possuindo a plenitude do poder; a quem se confiou o governo do reino terrestre e celeste. . . . O papa é de tão grande autoridade e poder, que pode modificar, declarar ou interpretar a lei divina. . . . O papa pode às vezes contrariar a lei divina por limitação, explicação”, etc.

Este poder e força atribuídos ao papa têm sido defendidos pelo clero católico, e embora muitos clérigos protestantes discordem, eles também se apresentam como “Reverendo”, “Reverendíssimo” e “Padre” (ou “Pai”), e usam outros títulos que os colocam alto acima dos leigos, para serem admirados, honrados e sustentados materialmente, muitas vezes de modo bem suntuoso — de maneira similar ao espírito da alegação papal. — Jó 32:21, 22.

Não só por esta exaltação de si mesmo, mas também por se tornar “amigo” do mundo, o “homem que é contra a lei” evidencia estar em oposição a Deus. (Tia. 4:4) Este “homem” coletivo opõe-se também a Deus ao tentar anular a inspirada Palavra de Deus, chamando-a de “mito”, “obsoleta”, “inafiançável” e “cheia de erros”, dizendo até mesmo que “Deus está morto”.

O ‘CASAMENTO’ ENTRE IGREJA E ESTADO

Em muitos países tem havido e ainda há uma união entre Igreja e Estado. Em tais ‘casamentos’, a Igreja se tem esforçado a mandar. Os clérigos têm controlado em grande parte o modo de pensar do povo, e os governantes políticos, sabendo disso, têm concedido aos clérigos autoridade, prestígio, proteção e imunidades, apoio financeiro, e assim por diante. A Enciclopédia Americana, Volume 6, páginas 657, 658, em inglês, diz a respeito de “Igreja e Estado”:

“Entre essas duas instituições, nos tempos modernos, se é que existiu alguma vez, raras vezes houve perfeita harmonia. Esta luta, tão prolongada, promete durar para sempre, a menos que ocorra algum transtorno espantoso. Tem sido amarga. Tem envolvido grandes interesses e trazido à tona discussões momentosas. Tem fomentado levantes de todas as espécies e originado uma literatura de vitupérios sem paralelo fora da luta política. Não raras vezes tem sido mera disputa política. . . . Debaixo de Constantino, a igreja entrou na arena de atividade universal como colaboradora na tarefa de civilizar os povos. Reconhecida como governante espiritual, aos poucos adquiriu domicílio local e um nome como potentado temporal. Tornou-se potência mundial. Tal êxito foi o começo de todos os muitos desastres da Igreja. . . . Desde Constantino até Carlos Magno, o poder civil, embora concedendo reconhecimento legal à Igreja, interferiu no seu governo. Desde Carlos Magno até um período aproximado ao da Reforma, a Igreja e o estado estavam intimamente unidos e houve uma geralmente reconhecida subordinação da autoridade civil à espiritual.”

Neste século vinte, a situação continua a mesma. Travaram-se guerras por questões religiosas e travaram-se as maiores, mais sangrentas e devastadoras Guerras Mundiais, tomando as nações da cristandade a dianteira, com as armas mais assassinas.

Pense nas aflições, na miséria, nas chacinas, na difamação do nome de Deus e do nome do cristianismo, resultantes daquele começo do desejo de destaque e lucro pessoais! Muitos daqueles primitivos anciãos designados para pastorear o rebanho de Deus permaneceram fiéis. Seguiram o princípio declarado por Jesus, que disse: “Quem quiser ser o primeiro entre vós, tem de ser o escravo de todos.” (Mar. 10:44) Mas os egoístas entre eles causaram uma rebelião religiosamente contra a lei, que resultou em miséria para milhões. Se tivessem seguido a ordem simples e clara e o exemplo de Cristo, essa coisa horrível não teria acontecido.

Individualmente podemos aprender disso muita coisa. Quando Deus diz que algo é errado, é realmente errado. Quando desconsideramos seu aviso contra qualquer forma de pecado, nunca devemos pensar que fazemos ‘apenas algo insignificante’. Estamos então em desacordo com o arranjo universal de Deus e nos entregamos a começar algo que poderá ser muito prejudicial para muitas pessoas. A regra bíblica é: “Um pouco de fermento leveda a massa toda.” (1 Cor. 5:6) A menos que nos arrependamos prontamente, nos desviemos de tal pecado e façamos tudo que podemos para endireitar a questão, podemos ficar responsáveis por resultados incrivelmente maus.

Como exemplo, note o que Tiago, meio-irmão de Jesus Cristo, escreveu sobre a língua solta: “A língua constitui um mundo de injustiça entre os nossos membros, pois mancha todo o corpo e incendeia a roda da vida natural, e é incendiada pela Geena.” (Tia. 3:6) Usada erradamente, a língua pode transtornar nossa vida e a vida de muitos outros. Tiago mostrou também que o pecado pode ter um começo muito enganoso. Ele disse: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” — Tia. 1:14, 15.

É verdade que todos pecam às vezes. Mas, graças a Jeová Deus por prover ajuda, pela sua benignidade imerecida, podemos evitar seguir o proceder do pecado, com seus efeitos horríveis. Podemos evitar o proceder desastroso do “homem que é contra a lei”. Podemos fazer isso pela fé no sacrifício propiciatório de seu Filho Jesus Cristo. (Rom. 7:21-25; 8:1, 2) Só por reconhecermos quão “muito mais pecaminoso” é o pecado, e, quando cometemos pecado, irmos a Jeová em busca de perdão, à base do sacrifício de Cristo, poderemos obter a ajuda de Jeová para escapar das plenas conseqüências de nossa ação errante.

[Nota(s) de rodapé]

a Prompta bibliotheca canonica, juridicao-moralis, theologica partim ascetica, polemica, rubricistica, historica, preparada em Bolonha, na região Emília-Romanha, na Itália, em 1746, por Lúcio Ferraris, Vol. VI, págs. 31-35; segundo o exemplar da Universidade de Colúmbia, na cidade de Nova Iorque.

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