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w61 15/11 pp. 697-699

Cumprindo meu propósito na vida

Conforme relatado por C. D. Leathco

FOI em fins do verão de 1934. Perto de Ashland, Oregon, uma senhora esbelta, de cabelos brancos, de mais de setenta anos de idade, desceu dum grande ônibus interurbano. Seu braço estava esticado com o peso da pasta quadrada de livros. Ao visitar uma casa após outra, chegou também à nossa casa; mas, antes de ela atingir a nossa porta, minha mãe já a tinha aberto e a convidou a entrar. Os vizinhos tinham estado falando, e minha mãe tinha ficado curiosa. Alguns haviam zombado e menosprezado a mensagem estranha, mas, a minha mãe prestou atenção e subscreveu para A Sentinela.

A curiosidade de minha mãe tinha pavimentado o caminho, e ela lia para mim regularmente a revista na hora de deitar, à noite. Cerca de um ano depois, em 1935, ouvi uma transmissão radiofônica de J. F. Rutherford, feita de Washington, D. C. Quão estimulante foi ouvir falar das bênçãos terrenas que aguardavam a “grande multidão”! Comecei a compreender a necessidade de fazer uma dedicação e de ser batizado. Depois de eu ter simbolizado a minha dedicação pela imersão em água, trabalhei arduamente como publicador de sessenta horas por mês.

Certa vez, quando o servo de circuito nos visitou, ele estava acompanhado de sua família, sendo que todos eram pioneiros. Todos viviam para o serviço de pioneiro e falavam dele. Era exatamente o que eu necessitava. Com o exemplo e o incentivo deles, decidi fazer do trabalho de pioneiro meu propósito na vida.

Comecei a trabalhar de pioneiro no território rural em volta do lugar onde eu morava, em abril de 1938, com o meu fonógrafo e a pasta de livros no porta-bagagem da minha bicicleta. Quando o servo de circuito e sua família nos visitaram novamente, juntei-me ao filho dele e outro grupo de jovens pioneiros. Seguiram-se experiências revigorantes, ao colocarmos uma enorme quantidade de literatura durante a campanha de seis livros por um dólar, trabalhando território isolado e ajudando a edificar espiritualmente muitos novos publicadores nestes lugares isolados.

Naturalmente, as coisas não iam sempre tão bem. Em Arizona, as colocações foram poucas e nós tivemos de trabalhar parte do tempo na colheita do algodão, para ter bastante dinheiro para a comida. Depois veio forte oposição, em princípios da década dos 1940. Em Prescott, os amotinados destruíram nosso Salão do Reino. Meses depois, quando voltamos, formou-se um tumulto e houve uma luta sangrenta, Em vista de tais acontecimentos, meus pais começaram a ficar preocupados comigo; portanto, despedindo-me dos outros, fiz uma viagem de 1.140 milhas de bicicleta, que me levou sete dias, a fim de chegar à casa de meus pais e continuar ali o serviço de pioneiro.

Depois de três anos no serviço regular de pioneiro, a Sociedade convidou-me para ser pioneiro especial em Pomona, na Califórnïa, onde eu tinha sido criado. Encontrei muitos antigos conhecidos, e isto fez o trabalho mais fácil. Nosso grupo de cinco encontrou muitos interessados e formou em pouco tempo uma congregação.

Até então eu tinha estado interessado no serviço de Betel e esperava ser chamado para trabalhar ali. Em vez disso, recebi um convite para cursar a primeira classe de Gilead. Que emoção! Que é Gilead? Para onde irei? Será que eu vou gostar disso e vou agüentar? Não demorou muito até eu saber. Gilead foi uma bênção de Jeová. Fui enviado para o Brasil, e gosto imensamente da vida missionária. Ela tem estado cheia de boas experiências e eu encontrei muitos amigos sinceros.

Quando eu me formei, havia guerra e o transporte era difícil. A Sociedade tentou por dois anos obter licença para a minha permanência na minha designação, mas depois de tudo parecer falhar, vim para o Brasil para tentar. Este período de tempo depois da graduação estava cheio de experiências de valor duradouro. Parte do temo aprendi a imprimir, nas oficinas gráficas da Sociedade, e o resto do tempo gastei no serviço de circuito, no Meio Oeste e em Pittsburgo, em Pensilvânia, E. U. A.

A viagem para o Brasil estava marcada de incidentes. Certa vez tivemos de ajudar o comandante a tirar o avião da lama. Ele tinha saído fora da pista e ficara preso na lama. Com seis de nós puxando pela cauda do avião e ele acelerando os motores, conseguimos voltar à pista e em pouco tempo estávamos em caminho para o Rio de Janeiro e o fim de nossa viagem de quatro dias.

Chegando ali, passei a trabalhar na fábrica da Sociedade, onde trabalhei em vários departamentos, por nove anos. Trabalhando com uma prensa, eu tinha pouco tempo para conversar com os outros, mas estudava à noite para aprender à língua. Na congregação local, recebi primeiro a designação de servo da escola e depois de servo da congregação. Quão abundantes têm sido as bênçãos espirituais de Jeová aqui! Quando cheguei aqui, Rio de Janeiro e São Paulo tinham cada uma apenas uma congregação. Hoje há ali dezenas de unidades. Ao fazer preparativos para uma assembléia de distrito em São Paulo, tenho diante de mim uma lista de quarenta e quatro unidades com que se entrará em contato para fornecer quartos para os nossos irmãos do interior. Certamente, isso é evidência, observada com os meus próprios olhos, do cumprimento da promessa de Jeová em Isaías 60:22, de que o pequeno virá a ser mil!

Desde a minha chegada tenho tido uma luta para ficar no país. Certos elementos trabalharam para que eu fosse removido do país, pensando que o aumento fenomenal do número de testemunhas de Jeová se devia ao administrador da filial. Em várias ocasiões, os jornais foram até o ponto de anunciar a minha deportação. Apesar do ódio demonstrado por alguns, houve autoridades criteriosas que vieram em meu socorro, e não foram poucos os que aceitaram estudos bíblicos em resultado dos argumentos escritos e do testemunho que lhes foi dado pelo advogado da Sociedade e por mim. É muitas vezes verdade que, quando alguém tem de trabalhar arduamente para reter algo, ele o aprecia mais, e isto tem sido verdade da minha designação no Brasil.

Há cinco anos casei-me com uma irmã missionária e comecei a trabalhar na obra de distrito aqui no Brasil. Houve muitas experiências boas que me trouxeram contentamento e verdadeira felicidade, ao termos cumprido o nosso propósito na vida, aqui em nossa designação missionária. Por exemplo, certa vez, quando eu estava ajudando um publicador no programa de treinamento, colocamos um livro. Na revisita, encontramos a família levando suas imagens, seus rosários e seus santinhos para o lixo. Reconheceram que tinham encontrado a verdade. Em poucos meses dedicaram-se a Jeová e iniciaram o Seu serviço. Esta é uma experiência típica das que temos aqui.

Quão emocionante foi, ao visitar uma região isolada do contato com a civilização moderna, encontrar sessenta novos irmãos transbordando de entusiasmo pela verdade! Embora estivessem na verdade por menos de um ano, já estavam estudando com dezenas de outras pessoas de boa vontade. Seus corações transbordavam de gratidão a Jeová por lhes ter enviado alguém para fazer o discurso de batismo. Mais de cem pessoas estavam presentes e dezoito foram imersas.

Certamente concordará comigo que é um grande privilégio visitar uma antiga cidadezinha de 14.000 habitantes com a mensagem do Reino, despertá-los com centenas de convites para o filme “A Felicidade da Sociedade do Novo Mundo”, e depois ver 2.600 deles presentes na praça pública na primeira noite! Este foi o privilégio que eu tive, e minha alegria aumentou, ainda mais quando mais duas projeções dos filmes da Sociedade aumentaram a assistência total para 4.445.

Oh, sim, aqui também há oposição. Mas o povo comum está ressentido do longo e opressivo domínio do clero. Os clérigos ainda têm forte influência entre as autoridades, mas o povo comum acolhe bem o alívio da superstição religiosa que recebem pelo conhecimento da Bíblia.

Isto foi evidente na pitoresca localidade de Três Vendas, situada na serra perto da fronteira argentina. Certo dia, um soldado que tinha entrado em contato com a verdade voltou de licença para casa. Ele fez bom uso da sua Bíblia e do livro de estudo e falou sobre o Reino, e assim uma congregação começou a tomar forma. A igreja local começou a perder seus membros, ao ponto de diminuir de cem para cinqüenta, e depois para dez. Como tinha acontecido isso? Ora, assim como Jeová enviou Pedro a Cesaréia para achar Cornélio, assim também ali enviou um missionário estrangeiro para encontrar outro soldado semelhante a Cornélio e para ajudá-lo no seu serviço a Deus. Naturalmente, os clérigos locais não gostaram disso, e com a minha chegada, cortaram os fios elétricos para interromper a projeção do filme da Sociedade, incitando a polícia contra nós. Mas a polícia gostou tanto do filme, que foi atrás dos que cortaram os fios.

As alegrias e as experiências do serviço missionário foram para mim coroadas quando pude assistir à Assembléia Internacional da Vontade Divina na cidade de Nova Iorque. Por oito anos não pude sair do país pela possibilidade de não poder voltar, mas a ajuda veio e eu pude estar presente em Nova Iorque para receber ali a boa instrução bíblica dada. Isto me infundiu nova vida e maior determinação de continuar no trabalho. A assembléia me fez reconhecer mais do que nunca quanto a sociedade do Novo Mundo está fazendo para cuidar dos seus membros e prepará-los para a vindoura tormenta do Armagedon. Isto me ajuda a reconhecer a minha designação e a continuar a cumprir com vigor o meu propósito na vida.

Fiquei impressionado de ver que boa influência a assembléia teve sobre os nova-iorquinos. Certa vez fui perguntado pelo gerente duma loja sobre o que era que fazia as testemunhas de Jeová tão apresentáveis, asseados e corteses. Pouco depois, bem no meio do trânsito, o sacerdote duma universidade católica local encostou o seu carro ao lado do meu e elogiou as testemunhas de Jeová por serem um povo tão ordeiro e por exercerem uma influência tão boa sobre o povo da cidade, e ele nos convidou a voltar a Nova Iorque. Quer voltemos antes do Armagedon quer não, a assembléia serviu para equipar-me melhor para a vida segundo o Novo Mundo.

Foi generoso da parte dos irmãos tornar possível que a Sociedade me desse ajuda para chegar até lá, e esta generosidade e as provisões espirituais e materiais da Sociedade tornaram possível que eu e outros continuemos a trabalhar para a expansão da pura adoração de Jeová neste país. Todos os meus agradecimentos podem ser melhor expressos na forma dum convite de vir e participar comigo na designação neste país, e ter um propósito alegre e teocrático na vida como pioneiro.

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