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  • “O verbo” — quem é ele segundo João?
    A Sentinela — 1963 | 15 de março
    • Parte 1

      “O verbo” — quem é ele segundo João?

      1, 2. No seu registro da vida de Jesus Cristo, de quem primeiramente nos fala João, e, portanto, o que é natural que os leitores queiram saber?

      “NO PRINCÍPIO era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.” É assim que se lêem os dois primeiros versículos do relato da vida de Jesus Cristo, feito pelo apóstolo João e conforme as traduções da Bíblia Sagrada pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo e João Ferreira de Almeida.

      2 Portanto, logo no começo do relato de João, o primeiro que aparece é alguém chamado de “o Verbo”. Em vista desta apresentação repentina do Verbo, o leitor naturalmente quererá saber quem ou o que é este Verbo. De fato, desde o segundo século de nossa Era Cristã tem havido um prolongado debate quanto à identidade deste Verbo. E, particularmente, desde o quarto século, tem havido muita perseguição religiosa ao grupo minoritário neste debate.

      3. Em que idioma escreveu João o seu registro, e por que temos dificuldades em entender as declarações iniciais dele?

      3 O apóstolo João escreveu o seu relato no grego comum do primeiro século. Esta língua era então internacional. Os a quem João escreveu sabiam falar e ler o grego. Por isso eles sabiam o que João queria dizer com aquelas declarações introdutórias, ou, pelo menos, poderiam vir a saber pela leitura de todo o resto do relato de João, no grego original. Porém, quando se vão traduzir aquelas palavras iniciais para outras línguas, digamos, para o português, surge a dificuldade de traduzi-las de forma a expressarem o significado exato.

      4. São todas as versões modernas da Bíblia iguais às consagradas versões antigas, e que exemplos temos para ilustrar se o são?

      4 Sem dúvida, o leitor da Bíblia, que usar as versões ou traduções geralmente aceitas, dirá logo: “Ora, não há problema para se saber quem é o Verbo. A Bíblia diz claramente que o Verbo é Deus; e Deus é Deus:” Mas, em resposta, o mínimo que dizemos é que nem todas as traduções mais novas de helenistas expressam daquela maneira. Tome os seguintes casos, por exemplo: The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa), publicada em março de 1961, diz: “E o que Deus era, o Verbo era.” A palavra grega traduzida por “Verbo” é lógos; por isso lê-se na New Translation of the Bible (A Nova Tradução da Bíblia) (1922) do Dr. James Moffatt: “O Logos era divino.” The Complete Bible — An American Translation (A Bíblia Completa — Uma Tradução Americana) (Smith-Goodspeed), diz: “O Verbo era divino.” Assim o faz The Authentic New Testament (O Autêntico Novo Testamento) de Hugh J. Schonfield. Há outras expressões (de alemães) como as seguintes: “Estava firmemente ligado com Deus, sim, próprio do ser divino”, de Boehmer. “O Verbo era próprio do ser divino”, de Stage.a “E Deus (= do ser divino) o Verbo era”, de Menge.b “E era de peso divino”, de Pfaefflin.c “E Deus de certa espécie era o Verbo”d, de Thimme.e

      5. Qual é a tradução mais controversial de todas, segundo indicado por dois exemplos, e por que se pode comparar a tradução do Professor Torrey com as citadas acima?

      5 Mas a tradução mais controversial de João 1:1, 2 é a seguinte:“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era um deus. Este Verbo estava no princípio com Deus.” É assim que traduz esta expressão The New Testament in An Improved Version (O Novo Testamento em Uma Versão Melhorada), publicado em Londres, Inglaterra, em 1808.f Esta é semelhante à tradução de um antigo sacerdote católico romano, que diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era um deus. Este estava no princípio com Deus. Tudo veio a existir por intermédio do Verbo, e sem ele nada criado veio à existência.” (João 1:1-3)g Esta tradução, com a sua mui combatida expressão “um deus”, pode ser comparada com a que se encontra em The Four Gospels — A New Translation (Os Quatro Evangelhos — Uma Nova Tradução), do Professor Charles Cutler Torrey, dizendo na segunda edição de 1947: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era deus. aluando ele estava no princípio com Deus, todas as coisas foram criadas por intermédio dele;, sem ele, nenhuma coisa criada veio à existência.” (João 1:1-3) Note que o que se diz que o Verbo era, é escrito sem letra maiúscula, isto é, “deus”.

      6. Com que expressões diferentes nos deparamos nas versões citadas acima, e, agora, a identidade de quem temos de descobrir?

      6 Assim, nas traduções da Bíblia citadas acima, deparamo-nos com as expressões: “Deus”, “divino”, “Deus de certa espécie”, “deus” e “um deus”. Os que advogam um Deus trino, uma Trindade, objetarão energicamente à tradução “um deus”. Dizem, entre outras coisas, que isto significa crer em politeísmo. Ou chamam isto de unitarismo ou arianismo. A Trindade é ensinada pela cristandade na Europa, nas Américas e na Austrália, onde se encontra a grande maioria dos 4.150.000 leitores de A Sentinela. Por intermédio dos missionários da cristandade, os leitores de outros lugares, da Ásia, da África, entram em contato com o ensino da Trindade. Em vista disto, torna-se claro que temos de certificar-nos, não só quanto a quem é o Verbo ou Logos, mas também quanto a quem é o próprio Deus.

      7, 8. O que diz a cristandade que Deus é, mas, aplicando este termo equivalente em João 1:1, 2, com que embaraço nos deparamos?

      7 A cristandade crê que a doutrina fundamental dos seus ensinamentos é a Trindade. Por Trindade ela quer dizer um Deus trino ou três num só Deus. Isto é, um Deus em três Pessoas, a saber: “Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito-Santo”. Visto que se diz ser, não três Deuses, mas “um Deus em três Pessoas”, então o termo Deus deve significar Trindade; e Trindade e Deus devem ser termos intercambiáveis. Nesta base, citemos João 1:1, 2, usando o termo equivalente a Deus e vejamos como fica:

      8 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com a Trindade, e o Verbo era a Trindade. Ele estava no princípio com a Trindade.” Mas como poderia ser isto? Se o próprio Verbo era uma Pessoa e ele estava com a Trindade, então haveria quatro Pessoas. Mas o Verbo, segundo os trinitaristas, é a Segunda Pessoa da Trindade, isto é, o “Deus-Filho”.h Mesmo assim, como poderia João dizer que o Verbo, como Filho de Deus, era a Trindade composta de três Pessoas? Como pode uma Pessoa ser três?

      9. Se se disser que “Deus” significa Deus-Pai, com que problema nos deparamos?

      9 Contudo, deixemos que os trinitaristas digam que, em João 1:1, Deus significa apenas a Primeira Pessoa da Trindade, isto é: “Deus-Pai”, e, portanto, O Verbo, no princípio, estava com Deus, o Pai. Na base desta definição de Deus, como se pode dizer que o Verbo, que dizem ser o “Deus-Filho”, era “Deus-Pai”? E quando entra em cena o “Deus-Espírito-Santo”? Se Deus fosse uma Trindade, não estaria o Verbo no princípio tanto com “Deus-Espírito-Santo” como com “Deus-Pai”?

      10. Supondo que “Deus” signifique as outras duas Pessoas da Trindade, o que acontece e que explicação não satisfaz?

      10 Digamos então, argumentam eles, que em João 1:1, 2, Deus signifique as outras duas Pessoas da Trindade, de modo que o Verbo estava no princípio tanto com o Deus-Pai como com o Deus-Espírito-Santo. Neste caso deparamo-nos com a seguinte dificuldade, isto é, que, sendo Deus, o Verbo era Deus-Pai e Deus-Espírito-Santo, as outras duas Pessoas da Trindade. Assim, se diz que o Verbo, ou “o Filho de Deus”, a Segunda Pessoa da Trindade, é também a Primeira e a Terceira Pessoa. Dizer que o Verbo era o mesmo que o Deus-Pai, que era igual ao Deus-Pai, mas não era o Deus-Pai, não resolve o problema. Se assim fosse, o Verbo seria o mesmo que o Deus-Espírito-Santo, igual ao Deus-Espírito-Santo, mas não o Deus-Espírito-Santo.

      11, 12. Na Trindade, que fração de Deus seria o Verbo, e que pergunta temos que fazer referente à personalidade de Deus?

      11 Mesmo assim os trinitaristas ensinam que o Deus de João 1:1, 2 é um só Deus; não três! Então, é o Verbo apenas uma terça parte de Deus?

      12 Visto que não podemos calcular cientificamente que 1 Deus (o Pai) + 1 Deus (o Filho) + 1 Deus (o Espírito Santo) = 1 Deus, então temos que calcular que 1/3 de Deus (Pai) + 1/3 de Deus (Filho) + 1/3 de Deus (Espírito Santo) = 3/3 de Deus ou a 1 Deus. Além disso, teríamos de concluir que o termo “Deus” em João 1:1, 2 muda de sentido numa só sentença ou que “Deus” muda de personalidade. Será que muda?

      13, 14. (a) O que faz o ensino da Trindade ao significado de João 1:1, 2? (b) Qual era a condição da mente de João referente ao Verbo e a Deus?

      13 Estão confusos os leitores desta revista? Sem dúvida! Qualquer tentativa de arrazoar sobre o ensino da Trindade conduz à confusão mental. Assim, o ensino da Trindade confunde o significado de João 1:1, 2; ele não o simplifica, tornando-o claro e fácil de ser entendido.

      14 Quando o apóstolo João escreveu este texto no grego comum de há dezenove séculos atrás, para os leitores cristãos internacionais, o assunto certamente não estava confuso em sua mente. Ele não tinha a mente confusa quanto a quem era o Verbo ou Logos, e quanto a quem era Deus, quando abriu o seu registro da vida de Jesus.

      15. A quem devemos permitir que nos ajude neste emaranhado de identidades, e a que escritos podemos recorrer para ampliar a explicação das coisas?

      15 Precisamos, portanto, deixar que o próprio apóstolo João identifique quem é o Verbo e explique quem é Deus. É isto que ele faz no restante do seu relato da vida de Jesus Cristo e em outros escritos inspirados. Além do chamado Evangelho de João, ele escreveu mais três cartas, ou epístolas e, também, a Revelação ou Apocalipse. Muitos acham que João tenha escrito primeiro o livro de Apocalipse, depois as suas três cartas e, finalmente, o Evangelho. A Biblical Archaeology, de G. Ernest Wright (1.957) diz na página 238: “Geralmente se associa João com Éfeso, na Ásia Menor, e muitos eruditos o datam em cerca de 90 E. C.” A Sentinela aceita a data de 98 E. C. para o Evangelho de João. Assim, para maiores esclarecimentos sobre as coisas escritas no Evangelho de João, podemos recorrer aos seus escritos mais antigos, a Revelação ou Apocalipse e as suas três cartas ou epístolas.

      16. Fazendo isto, com que objetivo iniciamos, e por quê?

      16 É isto que faremos agora. Fazemos isto com o desejo de chegar à mesma conclusão que o apóstolo João com referência a quem é o Verbo ou Logos. Fazermos isto significará ganharmos a vida eterna em felicidade no novo mundo justo de Deus, que está agora tão perto. João, com todo o conhecimento de primeira mão que tinha e com todas as suas associações, possuía razões ou base para chegar à conclusão correta. Ele queria que nós como leitores chegássemos à conclusão correta. Assim, honesta e fielmente, ele apresentou os fatos em cinco escritos diferentes, a fim de ajudar-nos a chegar à mesma conclusão a que ele chegou. Portanto, aceitando o testemunho de João como verdadeiro, começamos com o objetivo certo, com o objetivo que nos conduzirá a bênçãos eternas.

      O QUE DIZER DE 1 JOÃO 5:7, So; AL?

      17. O que perguntarão os crentes na Trindade se não estiverem atualizados, e o que precisa ser dito sobre o versículo que indicam nas suas Bíblias?

      17 Se os crentes na Trindade não estiverem atualizados, perguntarão: Não ensina o próprio João a Trindade, isto é, que há três em um? Abrirão os seus exemplares da Bíblia e indicarão 1 João 5:7, onde se lê: “Porque são três os que dão testemunho no céu: O Pai, o Verbo, e o Espírito Santo; estes três são uma só coisa.” É assim que reza 1 João 5:7 na versão Soares católica romana e, de modo semelhante na edição Almeida de 1957. Mas as palavras “no céu: o Pai, o Verbo, e o Espírito Santo; e estes três são uma só coisa” não aparecem nos manuscritos gregos mais antigos. Por isso, as traduções mais modernas da Bíblia omitem estas palavras, e a edição da Bíblia do Comitê Episcopal Católico Romano da Confraternidade da Doutrina Cristã, contém estas palavras entre parênteses, com uma explicação no pé da página, como segue: “A Santa Sé reserva para si o direito de decidir finalmente na origem do texto atual.”

      18. Que confissão faz o Cardeal Malus acerca de 1 João 5:7 na sua edição do Manuscrito Vaticano N.° 1209?

      18 O manuscrito grego mais antigo das Escrituras Gregas Cristãs, segundo alguns, é o Manuscrito Vaticano N.° 1209, escrito na primeira metade do quarto século. Em nossa cópia deste manuscrito grego editada por Angélus Cardeal Maius, em 1859, ele inseriu as palavras gregas na cópia manuscrita, colocando um sinal de nota marginal no fim do versículo anterior. A nota marginal está em latim, que, traduzida, diz:

      Daqui em diante, o mais antigo códice vaticano, o qual reproduzimos nesta edição, diz como segue: “Pois há três que dão testemunho, o espírito, a água, e o sangue: e os três são por um. Se o testemunho”, etc. Falta, portanto, o célebre testemunho de João concernente às três pessoas divinas, sendo este fato há multo conhecido dos críticos.i

      19. O que diz o Dr. E. J. Goodspeed referente a 1 João 5:7, e, portanto, em que base podemos prosseguir examinando as identidades do Verbo e de Deus?

      19 Um tradutor da Bíblia, o Dr. Edgar J. Goodspeed, diz sobre 1 João 5:7: “Este versículo não se encontra no grego em nenhum dos manuscritos antes do século treze, quer dentro quer fora do Novo Testamento. Ele não aparece em nenhum dos manuscritos gregos de 1 João antes do século quinze, quando, então, aparece num manuscrito cursivo; um manuscrito do século dezesseis também o contém. Estes são os únicos manuscritos gregos do Novo Testamento nos quais ele aparece. Mas não ocorre em nenhum dos antigos manuscritos gregos ou escritos gregos cristãos nem em nenhuma versão oriental. . . . É desacreditado universalmente pelos eruditos gregos e pelos editores do texto grego do Novo Testamento.j Deste modo, examinando os escritos de João quanto a quem são o Verbo e Deus, não podemos prosseguir na base do que dizem as palavras espúrias em 1 João 5:7.

      O NASCIMENTO HUMANO NA TERRA

      20, 21. (a) Quando foi que o Verbo deixou a presença pessoal de Deus, e que perguntas surgem quanto a como o Verbo fez isto? (b) Como diz João que o Verbo fez isto, e o que isto significa?

      20 Houve um tempo em que o Verbo ou Logos deixou a presença pessoal de Deus com quem ele tinha estado no princípio. Isto se deu quando ele desceu à terra e se associou com os homens. João 1:10, 11 (ALA) diz: “Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” Quando veio ao mundo, será que o Verbo fez o mesmo que os anjos celestiais tinham feito, permanecendo pessoa espiritual meramente revestida de um corpo humano visível, operando e associando-se com os homens através deste corpo? Ou será que o Verbo se tornou uma mistura, uma mescla de espírito e carne? Em vez de adivinhar, deixemos que João nos diga:

      21 “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:14, ALA) Outras traduções da Bíblia concordam que o Verbo se “fez carne”. (So; Maredsous; VB) Isto é muito diferente de dizer que ele se tenha revestido de carne como numa materialização ou numa reencarnação. Isto quer dizer que ele se tornou o que o homem é — carne e sangue — para que pudesse ser humano como nós. Por mais que pesquisemos os escritos de João, não encontramos uma só vez que João diga que o Verbo se tornasse Homem-Deus, isto é, uma combinação de homem e Deus.

      22. Quanto à sua humanidade, o que foi que o próprio Verbo disse que ele era, e o que realmente significa ele se tornar carne?

      22 A expressão Homem-Deus é uma invenção dos trinitaristas e não se encontra em nenhuma parte da Bíblia. O que o Verbo disse que era quando estava na terra foi: “O Filho do homem”, coisa muito diferente de Homem-Deus. Quando se encontrou pela primeira vez com certo judeu chamado Natanael, ele lhe disse: “Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” (João 1:51, ALA) Ao fariseu judaico, Nicodemos, ele disse: “Do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (João 3:14, 15, ALA) A expressão “Filho do homem” é aplicada ao Verbo dezesseis vezes nos escritos de João. Isto indica que foi mediante nascimento humano na terra que ele se “fez carne”. Tornar-se carne significou nada menos do que deixar de ser pessoa espiritual.

      23, 24. Fazendo-se carne, o que se tornou o Verbo aos sentidos do homem, e em que palavras relata João a sua própria experiência com o Verbo?

      23 Tornando-se carne, o Verbo, que antes era um espírito invisível, tornou-se visível, comunicável, perceptível aos homens na terra. Os homens de carne podiam assim ter contato direto com ele. O apóstolo João nos relata a sua própria experiência com o Verbo, quando ele estava na carne, para que compartilhasse conosco aquela bênção. Disse João:

      24 “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), e o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.” — 1 João 1:1-3, ALA.

      25, 26. (a) Como é que João se refere ao tutor terrestre de Jesus? (b) Como é que João se refere à mãe de Jesus depois de passar a cuidar dela?

      25 João menciona a mãe humana do Filho do homem, mas nunca pelo nome pessoal. João nunca fala do primogênito dela como “Filho de Maria”. Ele menciona o pai tutor humano de Jesus logo no inicio do relato, quando Filipe disse a Natanael: “Achamos aqueles de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José.” (João 1:45, ALA) Noutra ocasião, depois de Jesus ter alimentado miraculosamente cinco mil homens com cinco pães e dois peixes, os judeus, que tentavam manchar o passado de Jesus, disseram: “Não é este Jesus, o filho de José? Acaso não lhe conhecemos o pai e a mãe?” (João 6:42, ALA) Assim, embora João chamasse por nome a outras mulheres chamadas Maria, ele não nomeia a mãe de Jesus. Sempre que se refere a ela, nunca é por “Maria” ou “Mãe”, mas sempre por “Mulher”.

      26 “Por exemplo, nas últimas palavras registradas que ele dirigiu a ela, quando Jesus morria como criminoso numa estaca em Gólgota e a sua mãe terrestre junto com seu discípulo amado olhavam, ele “disse a sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe. E, desta hora por diante, a levou o discípulo para sua casa”. (João 19:25-27, So) João não nos diz por quanto tempo cuidou de Maria, a mãe de Jesus; mas ele nunca tentou glorificá-la ou beatificá-la, nem mesmo nomeá-la, por ser mãe de Jesus.

      27, 28. A mãe de quem dizem os trinitaristas que Maria se tornou, e que pergunta suscita isto?

      27 Entretanto, segundo os que ensinam a Trindade, quando “o Verbo se fez carne”, Maria se tornou a mãe de Deus. Mas visto que dizem que Deus é uma Trindade, então a virgem judia, Maria, tornou-se mãe apenas de uma terça parte de Deus e não “mãe de Deus”. Ela se tornou mãe de apenas uma Pessoa de Deus, a Pessoa que é colocada em segundo lugar na fórmula “Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito-Santo”. Assim, Maria era mãe apenas do “Deus-Filho”; não era mãe do “Deus-Pai” nem mãe do “Deus-Espírito-Santo”.

      28 Mas se os católicos romanos e outros insistem que Maria era “a mãe de Deus”; neste caso somos obrigados a perguntar: Quem foi o pai de Deus? Se Deus teve mãe, quem foi o pai? Vemos assim mais uma vez como o ensino da Trindade leva ao ridículo.

      29. Como descreve João o Senhor Deus em Apocalipse 4:8, 11, e que pergunta surge quanto a ele caber no ventre de Maria?

      29 Além disso, o apóstolo João contemplou em visão certas criaturas dizendo a Deus no seu trono: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir”, e outras, dizendo: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apo. 4:8, 11, ALA) A Bíblia diz mui claramente que o céu dos céus não pode conter o Senhor Deus Todo-poderoso; e o magnífico templo do Rei Salomão em Jerusalém não podia conter o único Senhor Deus Todo-poderoso. Como, então, uma coisa microscópica como o óvulo no ventre de Maria poderia conter Deus, a fim de que ela se tornasse “a mãe de Deus”? Portanto, sejamos cuidadosos com o que ensinamos para que não diminuamos a Deus.

      SUA TERRA NATAL

      30, 31. (a) Que pergunta surgiu entre os judeus acerca de Jesus que, aparentemente, tinha vindo de Nazaré da Galiléia? (b) Na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, como foi que uma grande multidão aludiu à sua terra natal?

      30 Suscitou-se um debate entre os judeus sobre a terra natal de Jesus, que tinha vindo de Nazaré, na província da Galiléia. Os judeus em geral não sabiam que ele tinha nascido em Belém. Por isso João nos diz: “Outros diziam: Ele é o Cristo; outros, porém, perguntavam: Porventura o Cristo virá da Galiléia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, donde era Davi? Assim houve uma dissensão entre o povo por causa dele.” (João 7:41-43, ALA) Entretanto, quando Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém na primavera de 33 E. C., houve muitos judeus quê o aclamaram prontamente como o Rei prometido por Deus, o Filho do Rei Davi, de Belém. João 12:12-15 (ALA) diz-nos o seguinte:

      31 “No dia seguinte, a numerosa multidão que viera a festa, tendo ouvido que Jesus estava de caminho para Jerusalém, tomaram ramos de palmeiras e saíram ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! e que é Rei de Israel! E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou nele, segundo está, escrito [em Zacarias 9:9]: Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta.” — Veja-se o Salmo 118:25, 26.

      32. (a) Como indicou Natanael as relações reais de Jesus? (b) Em Apocalipse, como indicou Jesus as suas relações reais, e como se compara o seu reino com o de seu antepassado?

      32 Todavia, três anos antes disto, quando Jesus iniciara o seu ministério público na terra de Israel, Natanael reconhecera a relação entre Jesus e Davi, dizendo-lhe: “Mestre, tu és o filho de Deus, tu és Rei de Israel.” (João 1:49, ALA) E na visão do apóstolo João, a relação real de Jesus é acentuada diversas vezes. Em Apocalipse 3:7 (ALA), o próprio Jesus diz: “Estas cousas diz o Santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi.” Em Apocalipse 5:5 (ALA), um dos anciãos fala referente a Jesus: “Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu.” Finalmente, em Apocalipse 22:16 (ALA), lemos: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas cousas às igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhã.” Embora Jesus, quando na terra, falasse de si mesmo como “Jesus, o Nazareno”, ele realmente tinha nascido na terra natal do Rei Davi, Belém, sendo apenas criado em Nazaré. (João 18:5-7; 19:19) Ali o seu tutor, José, veio a ser considerado como seu pai. Seu antepassado, Davi, tivera um reino terrestre; mas o reino celestial de Jesus é muito maior e mais benéfico para toda a humanidade.

      33, 34. (a) Como argumentam os clérigos que as palavras em João 1:14 envolvem uma encarnação do Verbo? (b) Como é que argumenta o uso da mesma palavra da parte de Pedro e em outros versículos?

      33 Aquele que fora o Verbo ou Logos passou apenas pouco tempo entre os homens, menos de trinta e cinco anos, desde a sua concepção no ventre da virgem judia, descendente do Rei Davi. Segundo diz Uma Tradução Americana, em inglês, em João 1:14: “Assim, o Verbo se tornou carne e sangue e habitou um pouco entre nós.” Os clérigos que crêem numa encarnação e em Homem-Deus, chamam a atenção ao fato de que o verbo grego traduzido “habitou um pouco”, tem sua raiz na palavra que significa “tenda” ou “tabernáculo”. De fato, é assim que o Dr. Robert Young traduz esta expressão, dizendo: “E o Verbo se tornou carne, e fez tabernáculo entre nós.” Visto que uma pessoa acampada mora em tenda, os clérigos argumentam que Jesus ainda era pessoa espiritual, estando apenas acampado num corpo de carne, sendo, portanto, uma encarnação, um Homem-Deus. Todavia, o apóstolo Pedro usou expressão semelhante referente a si mesmo, dizendo: “Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo.” (2 Ped. 1:13, 14, ALA) É claro que Pedro não queria dizer nestas palavras que ele próprio fosse uma encarnação. Pedro quis dizer que ele ia viver só mais um pouco na terra, como criatura de carne.

      34 A mesma palavra grega usada em João 1:14 é usada também com relação a outras pessoas, que não são encarnações, em Apocalipse 12:12; 13:6. Portanto, as palavras de João 1:14 não apóiam a teoria da encarnação.

  • Sua existência pré-humana
    A Sentinela — 1963 | 15 de março
    • Parte 2

      Sua existência pré-humana

      35, 36. (a) A existência de quem se refere João 1:1, e quem foi o primeiro homem a chamar atenção para isto? (b) Como foi que Jesus era um varão vindo depois de João, mas existindo antes dele, e a que se referiu João ao chamá-lo de Cordeiro de Deus?

      O APÓSTOLO João iniciou o seu registro, dizendo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus.” Com isto ele não se referia ao início do ministério público de Jesus sobre a terra há dezenove séculos. Ele queria dizer que o Verbo tivera uma existência pré-humana muito tempo antes de ele se ‘fazer carne’ sobre a terra. João torna isto patente através de todo o seu registro. Mais de um mês depois de Jesus ter sido batizado no Rio Jordão, João Batista fez referência a Jesus e a sua vida anterior, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! É este a favor de quem eu disse: Após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água.” — João 1:29-31, ALA.

      36 João Batista tinha nascido cerca de seis meses antes de o Verbo ter-se ‘feito carne’ ou de ter nascido como Filho da virgem judia. Por isso, João disse referente a Jesus: “Após mim vem um varão.” Mas então, em vista do que aconteceu a Jesus, depois de o ter batizado, ele podia dizer que Jesus era um varão que ‘tinha a primazia’. Portanto, quando João disse que Jesus “já existia antes” dele, João tinha de estar referindo-se à sua existência pré-humana. João indicou também que Jesus seria um sacrifício a Deus, pois no antigo Israel sacrificavam-se cordeiros diariamente por intermédio dos sacerdotes judeus. Para que Jesus, como o “Cordeiro de Deus”, tirasse o pecado do mundo, seu sangue tinha de ser derramado em sacrifício, pois sem o derramamento do sangue de uma vítima inocente não se poderia obter de Deus o perdão dos pecados. — Heb. 9:22.

      37. Por que podia Jesus, falar com Nicodemos referente a coisas celestiais?

      37 Em diversas ocasiões; o próprio Jesus testificou de sua existência no céu, antes de se tornar carne sobre a terra: Por isso Jesus podia falar de “cousas celestiais”, porque segundo ele disse ao governador judeu, ‘Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele quede lá desceu, a saber, o Filho do homem.” — João 3:12, 13, ALA.

      38. Como foi que Jesus, ao falar acerca do maná; testificou sobre a sua existência anterior no céu?

      38 Falando de si mesmo como o maná simbólico vindo do céu, Jesus disse aos judeus: “Não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo.” “Eu desci do céu não para fazer a minha própria, vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou.” “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne.” “Quem de mim se alimenta, por mim viverá. Este é o pão que desceu do céu.” Muitos judeus murmuraram porque Jesus disse estas coisas, e, por isso, êle os surpreendeu ainda mais, quando disse: “Isto vos escandaliza? Que será, pois, se virdes o Filho do homem subir para o lugar onde primeiro estava?” — João 6:32, 33, 38, 51, 57, 58, 61, 62, ALA.

      39, 40. (a) Noutra ocasião, Jesus falou de si mesmo como sendo de onde? (b) Portanto, o que podia Jesus pedir a Deus em oração?

      39 Conseqüentemente, mais tarde, quando Jesus falava com os judeus descrentes sobre a sua partida, ele disse: “Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.” “Se Deus fosse de fato vosso pai, certamente me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de moto próprio, mas ele me enviou.” (João 8:23, 42, ALA) Por isso Jesus podia orar a Deus e dizer aos ouvidos dos seus fiéis apóstolos:

      40 “Glorifica-me, ó Pai; contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti antes que houvesse mundo [da humanidade]. Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nos. . . . A minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.” — João 17:5, 11, 24, ALA.

      41. De que, portanto, falou e deu testemunho Aquele que era de cima?

      41 Lá no céu, Jesus, como o Verbo ou Logos, tivera uma glória junto com o Pai e tinha sido amado deste. Isto se deu antes que o mundo existisse. O apóstolo João ouvira aquelas palavras de Jesus, e por isso podia fazer corretamente o seguinte comentário: “Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos. E testifica o que tem visto e ouvido.” (João 3:31, 32, ALA) Não há dúvida de que Jesus teve uma existência pré-humana. Como o Verbo ou Logos, ele tinha estado com Deus “no princípio”.

      COMO OS JUDEUS CRENTES O CHAMAVAM

      42. Em quem criam os doze antes de Jesus chamá-los para serem apóstolos, e assim, que perguntas surgem sobre isto?

      42 Quando estava na terra, Jesus Cristo chamou e escolheu doze apóstolos. Todos eles eram judeus de nascimento e tinham sido criados na “religião dos judeus” ou judaísmo, crendo em um só Deus, Jeová. (Gál. 1:13, 14) Será que Jesus, como Instrutor deles, lhes ensinou uma Trindade? Converteu-os ele para que cressem numa Trindade na qual ele próprio seria a Segunda Pessoa ou “Deus-Filho”? Chegaram os apóstolos e outros discípulos a considerar Jesus como “Deus-Filho” e a chamá-lo assim? Como eles o chamavam? Vejamos o que relata João.

      43, 44. Depois de o ter batizado, sobre o que deu João testemunho referente a Jesus?

      43 Depois de Jesus ser batizado, João Batista apresentou-lhe os seus discípulos. João tinha sido enviado por Deus para batizar, e Deus lhe dissera o que ele devia procurar. Portanto, como foi que João se referiu ao já batizado Jesus, quando lhe apresentou os seus discípulos?

      44 Vejamos a resposta em João 1:32-34: “João testemunhou dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água, me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu de fato vi, e tenho testificado que ele é o Filho de Deus.” — ALA.

      45. Quem esperava João que viesse a ele para ser batizado, e que, portanto, disse João que ele não era?

      45 O próprio João Batista estava cheio de espírito santo desde o ventre de sua mãe. Testificou João que Jesus era Jeová ou que Jesus era Deus? Não! João Batista disse aos seus discípulos: “Ele é o Filho de Deus.” João disse “o Filho de Deus” e não “Deus-Filho”, sendo que a expressão “O Filho de Deus” significa algo completamente diferente. João não esperava que Jeová Deus viesse a ele para ser batizado em água. João esperava aquele que se tornaria o Cristo, o Messias ou O Ungido, aquele a quem Deus ungiria com espírito santo. Por isso João não fez que alguém pensasse que ele próprio fosse o Cristo. Ele disse aos seus discípulos: “Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor . . . Convém que ele cresça e que eu diminua.” (João 3:28-30, ALA) Pelo que viu, João sabia que Jesus era o Cristo, o Ungido de Deus.

      46. Depois de João ter transferido os seus discípulos a Jesus, o que indica se eles mudaram de parecer quanto ao que João tinha dito que Jesus era?

      46 João Batista ensinou os seus discípulos e os transferiu a Jesus Cristo, a fim de que o seguissem como o “Filho de Deus”. Mudaram estes discípulos o seu modo de pensar referente a Jesus depois de ouvi-lo, de observá-lo e de estar com ele? Como foi que eles o chamavam do princípio ao fim? Quando Jesus encontrou-se com Natanael pela primeira vez e o assombrou com a sua capacidade de previsão, este disse-lhe: “Mestre, tu és o filho de Deus, tu és Rei de Israel!” (João 1:49, ALA) Em 1 João 4:15; 5:5, diz o apóstolo: “Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.” “Quem é o que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” E em 2 João 3 ele fala da “paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai”. — ALA.

      47. O que disse Marta que cria referente a Jesus, e qual foi o motivo por que os inimigos de Jesus disseram que ele merecia a morte segundo a lei deles?

      47 Antes de ressuscitar Lázaro, que já estava há quatro dias morto, Jesus perguntou à Marta, irmã de Lázaro, se ela acreditava no que ele acabava de dizer. A resposta de Marta foi: “Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo, que vieste a este mundo.” (João 11:27, So) Notável também é o testemunho dos próprios inimigos sanguinários de Jesus. Quando o governador romano demonstrou a sua intenção de transferir para os judeus o hediondo encargo da execução, uma vez que ele não considerava Jesus culpado, os judeus disseram ao governador: “Temos uma lei e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.” (João 19:7, ALA) Assim, João Batista, os apóstolos de Jesus, a irmã de Lázaro, Marta, e até mesmo os inimigos de Jesus, todos concordaram no seu testemunho que Jesus era “o Filho de Deus”. Não o próprio Deus!

      48, 49. (a) Ao transferir alegremente os seus discípulos a Jesus, que comparação fez João quanto a isto? (b) Com quem espera a Noiva desposar-se?

      48 Quando João Batista explicou por que ele devia diminuir com relação ao número de discípulos e por que Jesus devia aumentar quanto ao número de seguidores batizados, João comparou Jesus a um noivo. Disse ele: “O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve, muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim.” (João 3:29, ALA) João estava muito contente em dar discípulos batizados a Jesus Cristo.

      49 Sendo Jesus o Noivo, falando-se simbòlicamente, então o grupo todo dos seus seguidores batizados e ungidos deve ser a Noiva. Têm esperança de estar unidos nos céus juntamente com o Senhor Jesus Cristo, o Noivo. Não esperam desposar-se com Deus, o que seria o caso se Deus fosse uma Trindade. Tampouco esperam desposar-se com uma Pessoa separada de uma Trindade, isto é, com a Segunda Pessoa da Trindade, chamada Deus-Filho. Não lhes vem à mente desposar-se com uma Trindade nem com uma terça parte de uma Trindade. As inspiradas Sagradas Escrituras não ensinam uma coisa destas, como se a pessoa estivesse desposando-se com a gêmea siamesa!

      50. Com quem se desposa o Noivo, e quantos mostra Apocalipse que são?

      50 O Noivo, Jesus Cristo, não se desposa com os bilhões de toda a família humana, mas com um número limitado tomado desta família. Em Apocalipse, o apóstolo João relatou a visão de uma Noiva e um Noivo juntos na sede celestial do governo, chamada Monte Sião, segundo prefigurada pelo Monte Sião de Jerusalém, de onde governava o Rei Davi. Disse João: “E olhei; e eis que o Cordeiro estava de pé sobre o monte de Sião, e com êle cento e quarenta e quatro mil que tinham escrito sobre as suas frontes o nome dele e o nome de seu pai. . . . E cantavam como que um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais, e dos anciãos; e ninguém podia cantar este cântico, senão aqueles cento e quarenta e quatro mil, que foram resgatados da terra. Estes são aqueles que não se contaminaram com mulheres, porque são virgens. Êstes seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá. Estes foram resgatados dentre os homens como primícias para Deus e para o Cordeiro.” — Apo. 14:1-4, So.

      51. Como é marcada na fronte e comprada a classe virgem da Noiva?

      51 Deste modo, a classe da Noiva é representada por uma classe virgem, que não se contaminou com pessoas ou com organizações culpadas do adultério espiritual de serem amigas deste mundo imoral. Tem o nome do Noivo e do Pai dele na sua fronte, mas nenhum outro nome; não tem o nome da terceira Pessoa da Trindade, chamada de Deus-Espírito-Santo. A classe da Noiva, composta de 144.000 membros, foi tomada da terra para o céu, sim, tirada de entre a humanidade de carne e sangue, para a vida eterna como criaturas espirituais. Como? Pela compra deles, feita mediante o sacrifício do Noivo, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.

      52. Como é a classe da Noiva semelhante às “primícias para Deus”, e o que significa isto para a humanidade em geral?

      52 São semelhantes às primícias que os israelitas tiravam da colheita e ofereciam a Jeová Deus, mediante os seus servos no templo, conforme se dava no dia de Pentecostes, quando o sumo sacerdote apresentava dois pães de farinha de trigo levedados como “primícias” a Jeová. (Lev. 23:15-20, ALA) Visto que a classe da Noiva é apenas as “primícias para Deus e para o ordeiro”, então deve haver um número muito maior dentre a humanidade a ser salvo para a vida eterna, não nos céus, mas sobre a terra. Por quê? Porque o Cordeiro de Deus tira o “pecado do mundo” e não apenas o da classe da Noiva. — João 1:29; 1 João 2:1, 2.

      53, 54. De quem são as bodas segundo Apocalipse 19:6-9, a quem pertence a Noiva e para quem é a ceia das bodas?

      53 O apóstolo João não deixa dúvida quanto àquele com quem a classe da Noiva, a congregação de cristãos ungidos, se desposa no céu. Em Apocalipse 19:6-9, João escreveu: “Então ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas, e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso. Alegremo-nos, exultemos, e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.” — ALA.

      54 As bodas são do Cordeiro de Deus, não do Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso. A Noiva é do Cordeiro de Deus, não de Deus, o Todo-poderoso. A ceia é a ceia das bodas do Cordeiro de Deus; e as parábolas proféticas de Jesus indicam que é o seu Pai, o Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso, quem prepara a ceia das bodas do Cordeiro, seu Filho.

      55. A quem Apocalipse 19:11-16 identifica como o Cordeiro de Deus, e de quem, portanto, se tornam Noiva os 144.000?

      55 Alguns versículos mais adiante, em Apocalipse 19:11-16, o apóstolo João identifica o Cordeiro de Deus como sendo o Verbo ou Logos, pois João viu o Cordeiro saindo para batalhar contra os inimigos do Pai. João o descreve, dizendo: “Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus. . . . Tem no seu manto, e na sua coxa, um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” (ALA) Portanto, os seus 144.000 seguidores fiéis se tornam Noiva do Verbo de Deus, não de Deus.

      56, 57. Em Apocalipse 21, entre quem se faz distinção concernente à classe da Noiva, e como?

      56 Os desposados são novamente revelados em outra visão, que João descreve, dizendo: “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, no espírito, até a uma grande e elevada montanha, e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, a qual tem a glória de Deus. . . . A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-poderoso e o Cordeiro. A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” — Apo. 21:2, 9-11, 14, 22, 23, ALA.

      57 Sempre se faz distinção entre o Cordeiro e o Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso e se indica que é com o Cordeiro que a Noiva de 144.000 membros se casa. Ela se torna esposa do Cordeiro. Se existisse uma Trindade, então os 144.000 teriam que se desposar com Deus mediante uma de suas Pessoas e, portanto, tornar-se um com Deus. Mas a Bíblia não ensina isto.

      A SUA PRÓPRIA IDENTIFICAÇÃO

      58. Na sua palestra com Nicodemos, quem Jesus disse que era?

      58 Para o benefício da classe da Noiva, João Batista identificou o Noivo como sendo o Cordeiro de Deus. Como então se revelou o próprio Noivo à classe da sua Noiva e a outros? Que relação pretendeu ele ter com Deus? Disse ele alguma vez que era mais do que João Batista declarou que era, isto é, Filho de Deus? Em resposta, ouça estas amorosas palavras de Jesus Cristo a Nicodemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” — João 3:16-18, ALA.

      59. Depois de Jesus ter curado o homem que nascera cego, quem foi que o homem disse que cria que Jesus era?

      59 Jesus, certa ocasião, curou um cego de nascença. Segundo várias traduções da Bíblia, Jesus disse-lhe mais tarde: “Crês tu no Filho de Deus?” O homem respondeu: “Quem é, Senhor, para eu crer nele?” Jesus prosseguiu: “Tu o viste, e é aquele mesmo que fala contigo.” Jesus não pediu que o homem cresse que ele fosse mais do que Filho de Deus. O homem confessou que cria apenas isto. — João 9:35-37, So; Pe; Tr.

      60. Antes de ressuscitar Lázaro, quem disse ele que ia ser glorificado, e, depois disto, quem foi que Marta disse que cria que Jesus era?

      60 Antes de ir à aldeia de Betânia para acudir o seu amigo doente, Lázaro, Jesus disse aos seus apóstolos: “Esta enfermidade não é de morte, mas é para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela.” Antes de ele chegar ao túmulo onde Lázaro jazia, Marta, a irmã do morto, confessou que cria naquilo que Jesus disse que era, dizendo: “Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, Filho de Deus vivo, que vieste a este mundo.” — João 11:4, 27, So.

      61. Ao enviar uma mensagem à congregação de Tiatira, quem foi que Jesus disse que era?

      61 Até mesmo no céu, o glorificado Jesus fala de si mesmo como Filho de Deus. Em Apocalipse 2:18, quando enviava uma mensagem à congregação cristã de Tiatira, o glorioso Jesus disse a João “Ao anjo da igreja em Tiatira escreve Estas cousas diz o Filho de Deus, . . . Ao vencedor, e ao que guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá, e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai.” — Apo. 2:18, 26, 28, ALA.

      62. Em oração, em que relação para com Deus disse Jesus que estava?

      62 Na base desta relação com Deus, Jesus se dirigiu a Deus como a um Pai e orou: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti; assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:1-3, ALA) Assim, Jesus não pretendeu ser o “único Deus verdadeiro”.

      63. Por que queriam os judeus apedrejar a Jesus, e o que foi que Jesus citou dos Salmos para mostrar se eles tinham razão para fazer isto?

      63 Ao dizermos isto, não estamos esquecendo de João 10:31-39, segundo o qual os judeus queriam apedrejar a Jesus, porque este dissera: “Eu e o Pai somos um”? Não, não estamos esquecendo. Os judeus, que acreditavam no único Deus, cujo nome é Jeová, quiseram apedrejar a Jesus. Por quê? Não porque ele ensinasse uma Trindade da qual ele fosse uma terça parte, mas porque ele dissera ser o Filho de Deus, Filho do Deus deles, Jeová. Jesus disse àqueles que estavam com pedras nas mãos: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” (ALA) Jesus citou-lhes o Salmo 82:6, nas próprias Escrituras Sagradas deles, e disse-lhes: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas, porque declarei: Sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.” — ALA.

      64. (a) O que foi que Jesus argumentou ali que ele era? (b) Quem eram os que o Salmo 82 chamou de “deuses”?

      64 O próprio argumento de Jesus neste caso prova que ele não pretendeu ser Deus. Se ele o fizesse, então os judeus teriam razão de apedrejá-lo por blasfêmia. Mas Jesus argumentou que ele dissera ser menor do que Deus. Para provar isto, Jesus citou-lhes o Salmo 82, versículos 1, 2, 6 e 7 (ALA), que diz: “Deus [Elohím] assiste na congregação divina; no meio dos deuses [elohím] estabelece o seu julgamento. Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios? . . . Eu disse: Sois deuses [elohím], sois todos filhos do Altíssimo. Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.” Neste salmo, o Deus Altíssimo fala dos juízes injustos da terra, simples homens, e os chama de “deuses” ou elohím em hebraico, e ordena-lhes a corrigir a maneira de eles praticarem direito. Isto porque tais juízes falharam nos seus deveres, tornando-se necessário que o Deus Altíssimo se apresentasse como juiz dos povos da terra.

      65. Apesar de serem “deuses”, o que acontecerá Aqueles juízes, e pela morte de quem foi responsável esta espécie de “deuses” judeus?

      65 Ser eles chamados de “deuses” não os salvará; tampouco se salvarão por se considerarem “filhos do Altíssimo” ou filhos de Deus. Isto não lhes dá imortalidade. Ainda são mortais e morrerão como quaisquer outros homens. Sucumbirão na morte como outros príncipes judiciais da terra, e isto pela execução do julgamento de Deus. A palavra de Deus foi contra eles em julgamento adverso. Foram deuses humanos como estes entre os judeus que fizeram que Jesus fosse morto pelas mãos dos romanos. — Êxo. 22:28, RJ; Dy.

      66, 67. O que foi que Jesus não pretendeu ser, e o que foi que ele não disse aos judeus acerca de seu Pai e de si mesmo?

      66 Jesus disse àqueles que o queriam apedrejar que ele não tinha dito que era Deus ou um deus, mesmo que o Salmo 82:6 tivesse chamado alguns homens, alguns juízes israelitas, de “deuses”. Jesus falava aos judeus que Deus era seu Pai, o que significava que ele, Jesus, era Filho de Deus. Disse-lhes ele: “Ninguém as arrebatará [suas ovelhas] da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.”

      67 Depois que Jesus disse isto, o seu próprio argumento posterior provou que ele nem estava pretendendo ser Deus, nem estava dizendo que ele e seu Pai celestial fossem um Deus, um Deus trino, no qual ele e seu Pai fossem duas Pessoas conjugadas numa terceira, o “DeusEspírito-Santo”. Jesus não disse: Eu e o Pai e o Espírito Santo somos um. Ele não mencionou “Espírito Santo” algum. — João 10:28-30, ALA.

      68. Usando Salmo 82:6, como foi que Jesus provou que ele não pretendia ser Deus quando disse: “Eu e o Pai somos um”?

      68 Jesus argumentou que as suas palavras: “Eu e o Pai somos um”, não queria dizer que ele pretendia ser Deus. Como assim? Porque Jesus disse àqueles judeus que ele se classificava menor do que Deus, seu Pai. Ele disse-lhes que a própria lei deles, no Salmo 82:6, chamou criticamente de “deuses” os homens a quem se dirigiam aquelas palavras de Deus, e que os judeus não podiam anular o texto bíblico que chamava os juízes humanos pelo título de “deuses”; tampouco podiam negar que este texto dissesse isto, nem riscá-lo das Escrituras inspiradas. Apesar disto, quando Jesus Cristo, que tinha feito miraculosamente tantas boas obras entre eles, falou de Deus como seu Pai, e de si mesmo meramente como sendo Filho de Deus, os judeus disseram que ele tinha blasfemado e estavam ao ponto de apedrejá-lo como blasfemador. Mesmo assim, Jesus era mais do que os homens a quem o Salmo 82 chamou de “deuses”, pois ele era aquele a quem o Pai celestial tinha santificado e enviado ao mundo. Se não foi blasfêmia Asafe compor um salmo que chama os juízes humanos de Israel de “deuses”, então não era blasfêmia Jesus falar de si mesmo apenas como Filho de Deus e não como um deus. — Salmo 82, subtítulo.

      69. (a) Na matéria até então o que não encontramos referente a Jesus Cristo? (b) Por que convidamos o leitor a compartilhar na consideração de matéria adicional dos escritos de João?

      69 Assim, em toda a matéria acima referente ao registro de João, não encontramos uma só vez em que Jesus Cristo chamasse a si mesmo de Deus nem que permitisse que outros o fizessem. Mas, dirão os trinitaristas, nem todos os textos dos escritos de João referentes ao assunto foram considerados, faltando os textos bíblicos que certamente provarão tanto que Jesus fez referência a si mesmo como Deus como permitiu que outros o fizessem, e estes provarão corretas as diversas versões da Bíblia que traduzem João 1:1 como segue: “E o Verbo [ou, o Logos] era Deus.” Por isso, nas três partes seguintes deste artigo sobre “o Verbo”, discutiremos estes textos. Que o leitor participe conosco ao considerarmo-los.

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