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Ocorrências bestiais — quando terminarão?Despertai! — 1976 | 22 de janeiro
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parar, e não aconteça que vocês se encontrem a si mesmos lutando até mesmo contra Deus.” — Atos 5:38, 39; O Novo Testamento Vivo.
Por certo, aqueles que são agora perseguidos em Malaui merecem as orações fervorosas de todos os que têm fé em Deus e na justiça. (Compare com Atos 12:5.) Em adição a isso, se o sofrimento de tais pessoas inocentes lhe é de sincera preocupação, por que não escreve agora ao representante de Malaui em seu país, ou a qualquer das autoridades do governo de Malaui cujo nome e endereço se acha alistado junto com este artigo? Inste com eles a fazer o que puderem para pôr fim às atrocidades que ocorrem em seu próprio país.
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Dinheiro de conchas — sua influência ainda é evidenteDespertai! — 1976 | 22 de janeiro
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Dinheiro de conchas — sua influência ainda é evidente
Do correspondente de “Despertai!” em Papua Nova Guiné
EM 19 DE ABRIL DE 1975, a Papua Nova Guiné introduziu sua própria moeda, substituindo a moeda australiana usada antes. Esta nova moeda tem interessante relação com o dinheiro de conchas há muito usado nas ilhas do Pacífico.
Ao passo que a moeda de alguns povos se baseia em dólares e centavos, a nossa se baseia na kina e na toea. Kina é como é chamada a concha de opérculo dourado Pinctada maxima na língua pidgin-melanésia. Esta concha é realmente as valvas da ostra perlífera. Toea é a palavra em motu para as conchas de braços, há muito usadas pelos nativos na meridional Papua Nova Guiné.
Nossa maior moeda é a de uma kina, que tem o valor de um dólar australiano. Nela há gravuras de dois crocodilos, o do lado direito sendo da espécie de água doce, e o outro, o da variedade da água salgada. Mas, por que usar uma moeda, ao invés de nota de papel?
O governo raciocinou que a moeda média duraria muito mais do que o papel-moeda. Assim, considerável poupança seria conseguida por se usar moedas de uma kina. No entanto, temos notas de duas, de cinco e de dez kinas.
Alguns perguntaram por que a moeda de uma kina tem um buraco no centro. Isto a torna mais leve, mais barata e é familiar ao povo da Papua Nova Guiné. De 1929 a 1945, foram cunhadas certas moedas para a Nova Guiné, cada uma com um buraco no centro. As pessoas locais amiúde as amarravam em pedaços de linha de pescar e as penduravam em torno do pescoço. Era o meio mais fácil para as pessoas que não possuíam bolsos nas roupas para levá-las.
A kina vale cem toeas, cada toea equivalendo a um centavo australiano. Há moedas de uma, duas, cinco, dez e vinte toeas. Cada uma traz uma gravura de diferente e fascinante espécie de vida animal encontrada em Papua Nova Guiné.
A moeda de uma toea mostra a borboleta bird-wing, uma das maiores e mais coloridas borboletas do mundo. A moeda de duas toeas traz a gravura do bacalhau-borboleta peixe que amiúde muda de cor para se camuflar quando em perigo. Uma truta é representada na de cinco toeas, e o cuscus, pequeno animal que trepa nas árvores, está na moeda de dez toeas. Na moeda de vinte toeas há o casuar, grande ave que não voa.
Embora a moeda moderna seja usada pela maioria das pessoas, o dinheiro de conchas ainda é usado por alguns povos ilhéus. Em Papua Nova Guiné, por exemplo, a concha de opérculo dourado, ou concha kina, transforma-se em moeda por ser polida e esculpida em forma de crescente. Daí, faz-se um buraco em cada ponta do crescente, de modo que as conchas possam ser penduradas e usadas sobre o peito.
As conchas kinas têm sido usadas mormente em pagamento de preços da noiva, ou para comprar porcos. Eram especialmente apreciadas nos altiplanos.
As toeas, ou conchas para os braços, ainda são usadas como moedas. Estas conchas são cortadas da concha Trochus, e formam um bracelete de 2,5 centímetros de largura. Visto que só uma toea pode ser cortada de cada concha Trochus, isto a torna bem cara. Uma grande poderá custar vinte dólares australianos, ou vinte kinas.
O dinheiro de conchas há muito usado pelos povos do Protetorado Britânico das Ilhas Salomão é produzido na ilha de Malaita. Há duas formas principais, conhecidas como “dinheiro vermelho” e “dinheiro branco”. O dinheiro vermelho é feito de uma concha cônica com interior vermelho, e o dinheiro branco é feito duma concha cônica branca. Destas conchas, podem-se cortar pequenos pedaços e fazer-se um buraco nelas.
Os pedaços de conchas são então enfiados numa linha, vários vermelhos, e então um branco. Seis ou dez cordões juntos constituem uma peça de dinheiro, equivalente ao valor de vinte kinas. Atualmente, tanto o dinheiro de conchas como o dinheiro australiano são usados nas Ilhas de Salomão britânicas.
Nos anos recentes, contudo, os ilhéus tendem mais e mais para usar a moeda australiana, embora alguns da velha geração ainda prefiram estocar suas riquezas em forma de dinheiro de conchas. Agora, em Papua Nova Guiné, dispomos de nova moeda, uma que não só sublinha nossa fascinante vida animal, mas também reflete nosso uso, por longo tempo do dinheiro de conchas.
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Por que “voam” os voadores de Tajín?Despertai! — 1976 | 22 de janeiro
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Por que “voam” os voadores de Tajín?
Do correspondente de “Despertai!” no México
TALVEZ estivesse entre os milhares de pessoas, na Feira Mundial de Nova Iorque, em 1964-1965, que viram estes voadores de Tajín em ação. Ou, talvez, como turista, tenha sido entretido por eles na famosa cidade de veraneio de Acapulco, ou quando estava num elegante hotel em alguma outra cidade do México. Ou, será que presenciou este espetáculo ousado e empolgante dos descendentes dos totonacas no ambiente nativo em que se originou, na vizinhança de Papantla, a cerca de 320 quilômetros ao nordeste da Cidade do México, no estado de Vera Cruz?
Se assim for, talvez fique imaginando como foi que começou este espetáculo e por que é perpetuado até os dias de hoje. Parece ser uma combinação de acrobacia e ritual religioso.
Muito antes de os espanhóis invadirem o México e trazerem com eles sua religião e cultura européias, já florescia o império totonaca, alguns afirmando que já desde 739 E. C. E, como muitos outros povos antigos, eles também saudavam a chegada do equinócio da primavera setentrional, correspondendo a 21 de março, com uma celebração. Uma caraterística especial deste evento anual entre os totonacas era a festa dos voadores de Tajín. Era realizada numa época em que o sol estava mais perto da terra e, assim, pensava-se que isto fosse responsável pelo despertamento de renovadas energias nos homens, nos animais e nas plantas. Era a época do ano em que se realizavam mais casamentos entre os totonacas. Em realidade, esta celebração dos voadores de Tajín era uma das principais modalidades duma festa de fertilidade.
Resquícios da Adoração do Sol e do Sexo
A cerimônia começava quando tais pessoas saíam à procura de uma árvore de madeira forte e altíssima, aproximadamente de 35 metros. Ao encontrar uma árvore apropriada, dançavam ao redor dela enquanto seu chefe falava com Oluhuicalo, o “deus da montanha”, pedindo seu perdão para abater a
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