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  • Do berço ao túmulo, nossa maior necessidade é de amor
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Despertai! — 1986
g86 22/9 pp. 3-7

Do berço ao túmulo, nossa maior necessidade é de amor

O amor é nossa maior necessidade. Sem ele, os bebês morrem. Por falta dele, os idosos definham. Em sua ausência, a doença floresce. Muitos livros são escritos a seu respeito. Grupos de pessoas se juntam para tocar-se e abraçar-se, em busca dele. Filmes e peças teatrais distorcem-no e degradam-no. Pessoas que fazem sexo chamam isso de “fazer amor”, e mostram sua ignorância a respeito dele. Um mundo corrupto e violento rejeita, como não sendo prática, a única espécie de amor que poderia salvá-lo. Todavia, esse amor salvador é a nossa maior necessidade.

NUM seminário empresarial sobre relações humanas, o orador falou sobre um berçário repleto de bebezinhos órfãos. Numa longa fileira de berços, os bebês ficavam doentes, e alguns deles morriam — exceto o bebê no último berço. Este passava bem. O médico ficou intrigado. Todos eram bem alimentados, tomavam seu banhozinho e eram bem agasalhados — não havia diferença quanto aos cuidados que recebiam. Todavia, somente o bebê no último berço vicejava. Com o passar dos meses, foram trazidos novos bebês, e a história era sempre a mesma: Apenas o bebezinho no último berço passava bem.

Por fim, o médico escondeu-se para observar as coisas. À meia-noite, a faxineira chegou, e, de joelhos, esfregou o chão, de uma ponta a outra. Quando terminou de limpar o piso, ela se ergueu, espreguiçou-se e esfregou as costas. Daí, dirigiu-se ao último berço, pegou o bebê, andou pelo aposento com ele, acariciando-o, conversando com ele, embalando-o nos braços. Ela o colocou de novo no berço e foi embora. O médico ficou observando na noite seguinte, e na noite depois dessa. A cada noite acontecia a mesma coisa. Era sempre o bebê no último berço que era apanhado, acariciado, falava-se com ele e mostrava-se-lhe amor. E, em todos os novos grupos de bebês trazidos, era sempre o bebê no último berço que vicejava, enquanto que os demais ficavam doentes, e alguns morriam.

A revista Psychology Today disse que “durante os períodos formativos do desenvolvimento cerebral, certos tipos de privação sensória — tais como a falta de contato e de embalo da criança por parte da mãe — resultam em desenvolvimento incompleto ou prejudicado dos sistemas neuronais que controlam a afeição”. O bebê aprende a amar com a mãe amorosa. Em questão de minutos depois do parto, forma-se um vínculo entre a mãe e o bebê. Depois disso, expressões recíprocas de amor nutrem o apego entre eles, conforme mostra o livro Torne Feliz Sua Vida Familiar, na página 99:a

“A mãe inclina-se sobre o bebê no berço, põe a mão no peito dele e o sacode suavemente, chegando o rosto perto ao do bebê e diz: ‘Eu te vejo, meu queridinho’, ou algo assim. O bebê, naturalmente, não conhece as palavras (que na realidade talvez nem sejam muito lógicas). Mas remexe-se e arrulha de prazer, porque reconhece que a mão brincalhona e o tom da voz lhe dizem claramente:

‘Eu te amo! Eu te amo!’ Sente-se reconfortado e seguro. Os bebês e as criancinhas aos quais se mostra amor apreciam isso, e, imitando o amor, praticam-no, pondo os pequenos braços em volta do pescoço da mãe e dando-lhe entusiásticos beijos. Agradam-se da acolhedora reação emocional que recebem da mãe, em resultado disso. Começam a aprender a lição vital de que há felicidade tanto em dar amor, como em recebê-lo, de que, por semearem amor, também o colhem em troca. (Atos 20:35; Lucas 6:38)”

Com o decorrer dos anos, muitos estudos confirmaram a necessidade que os bebês têm de amor. A revista Scientific American publicou o seguinte informe: “René Spitz, do Instituto de Psicanálise de Nova Iorque, e sua colega, Katherine Wolf, colheram histórias de 91 bebezinhos de lares de crianças enjeitadas na parte leste dos EUA e do Canadá. Descobriram que os bebês mostravam, de forma persistente, evidência de ansiedade e tristeza. Seu desenvolvimento físico foi retardado, e deixavam de apresentar o ganho normal de peso, ou até perdiam peso. Períodos de insônia prolongada se alternavam com períodos de estupor. Dos 91, informaram Spitz e Wolf, 34 morreram ‘apesar da boa alimentação e de meticulosos cuidados médicos’.”

Um psiquiatra da Flórida, EUA, disse: “A criança que não é bastante abraçada e acariciada pode vir a tornar-se, quando crescer, uma pessoa isolada, distante ou arredia. . . . O contato físico entre genitor e filho é tão essencial na criação dum filho que, em alguns casos, as crianças que não foram abraçadas ou afagadas no primeiro ano de sua vida não sobreviveram.”

Um informe a respeito das descobertas feitas pelo Dr. James Prescott, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, declarava: “Desde o instante do nascimento, muitos americanos se vêem privados de algo que poderia impedir que se tornassem criminosos, doentes mentais ou adultos violentos. Este algo é o toque e a afeição física — uma espécie de ‘prazer sensorial’ do qual os humanos carecem tanto quanto carecem de alimento.” Psychology Today concorda. Sobre a necessidade de o bebê ser tocado e embalado, disse: “Visto que os mesmos sistemas influenciam os centros cerebrais associados com a violência, . . . o bebê privado disso pode ter dificuldades em controlar os impulsos violentos quando for adulto.”

A revista Journal of Lifetime Living disse certa vez: “Os psiquiatras, em sua lúrida batalha contra a doença mental, concluíram finalmente que a raiz principal das doenças mentais é a falta de amor. Os psicólogos infantis, debatendo a respeito de alimentação programada em oposição à conforme a demanda, bater versus não bater, descobriram que nada disso faz muita diferença conquanto a criança seja amada. Os sociólogos descobriram que o amor é a solução para a delinqüência, os criminologistas descobriram que é a solução para o crime, os cientistas políticos descobriram que é a solução para a guerra.”

Eles talvez tenham descoberto a solução, mas obviamente não a aplicaram. O Dr. Claude A. Frazier avisou que, se nossa sociedade tecnológica não for humanizada pelo amor, “a alternativa, como podemos agora seguramente discernir, é uma nação de cidades transformadas em selvas de ódio, de famílias dilaceradas por amargos conflitos, de jovens que procuram o escape nos tóxicos e na morte, e de um mundo pronto a cometer suicídio global, a qualquer momento.”

Frazier também disse: “Como médico, verifico que significativo número de pacientes que atendo diariamente sofrem de moléstias influenciadas, pelo menos em parte, por esta fome emocional. . . . Algumas das doenças geralmente mencionadas neste contexto são dores de cabeça, problemas da coluna, úlceras, doenças do coração. No entanto, alguns pesquisadores médicos estão ampliando a lista de modo a incluir doenças tão horrendas como o câncer.”

Assim como são benéficos para nossa saúde os relacionamentos humanos em que as pessoas se importam e o amor, a falta de companheirismo pode ser prejudicial. As pressões da vida moderna, os lares desfeitos, as famílias de um genitor sem cônjuge, as crianças emocionalmente negligenciadas, a mania de coisas materiais, o colapso moral, a rejeição dos verdadeiros valores — tudo isso contribui para a instabilidade e a solidão que prejudicam nossa saúde. James J. Lynch trata extensivamente deste tema em seu livro The Broken Heart — The Medical Consequences of Loneliness (O Coração Partido — As Conseqüências da Solidão Sobre a Saúde). “O preço que estamos pagando por deixarmos de entender nossas carências biológicas de amor e de companheirismo humano”, afirma ele, “pode ser finalmente cobrado em nosso próprio coração e vasos sanguíneos. . . . Nosso coração reflete uma base biológica de nossa necessidade de relacionamentos humanos amorosos, o que deixamos de satisfazer, para perigo nosso.”

O colesterol do soro está vinculado não só à dieta, mas também ao stress emocional. Pode também aumentar a pressão arterial. As doenças cardiovasculares constituem a causa de 55 por cento de todas as mortes ocorridas nos Estados Unidos, e elas colhem um tributo mais pesado dos que são solitários. Lynch declara: “São assombrosas as estatísticas de mortalidade causada pela doença do coração entre aqueles americanos adultos não-casados — uma taxa de mortalidade, devido a doenças do coração, que chega até a ser de duas a cinco vezes maior para os indivíduos não-casados, incluindo os divorciados, enviuvados, ou solteiros, do que para os americanos casados.” Recentes estudos científicos indicam que a solidão pode prejudicar o sistema imunológico do corpo, tornando-o mais vulnerável à doença. A solidão é perigosa para a sua saúde. Até Adão sentiu que algo lhe faltava num jardim paradísico. Deus viu que não era bom que o homem ficasse só, e lhe deu Eva. — Gênesis 2:18, 20-23.

Se ficássemos isolados num ambiente escuro e sem ruídos, ficaríamos mentalmente desorientados. Para manter nosso equilíbrio, precisamos receber algo através de nossos sentidos. Sendo gregários por natureza, precisamos receber algo dos outros. Precisamos de companheirismo, mesmo quando não se fala nada. Precisamos de intercâmbio de sentimentos. Palavras confortadoras são boas, mas palavrório desprovido de sentimento não acaba com a solidão. Pode existir comunicação em um nível mais profundo do que é possível através de palavras.

Isto se dá com a esposa que ansiosamente perscruta a face do marido quando ele está perturbado e lhe transmite uma força curativa lá de dentro dela mesma. Ou o caso dum senhor de 75 anos, numa unidade de tratamento intensivo, que sabia que iria morrer, e que somente tinha um pedido simples a fazer — que aquela que fora sua esposa durante 48 anos permanecesse a seu lado. O que ela fez, a todo o tempo apalpando de leve a mão dele, transmitindo-lhe uma paz tranqüilíssima, muito superior ao poder das palavras. Ou, num nível ainda superior, o da enfermeira que por segurar delicadamente a mão dum senhor em coma profundo, num respirador artificial, reduz-lhe o ritmo cardíaco e a pressão arterial, fazendo com que se avalie o poder do toque humano.

“Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”, disse Jesus, citando a Lei Mosaica. (Marcos 12:31; Levítico 19:18) Isto não significa adular a si mesmo, nem egocentrismo. Antes, a admissão dos erros, o arrependimento, o pedido de perdão, o tentar agir melhor — este enfoque nos permite sentir respeito próprio e obter o perdão de Deus. ‘Lembrando-se de que somos pó’, ele misericordiosamente nos perdoa, e seu perdão amaina os sentimentos de culpa que nós, de outra forma, projetaríamos sobre outros, e que estragariam nosso relacionamento com eles. (Salmo 103:14; 1 João 1:9) Assim, desta forma, podemos aceitar a nós mesmos, amar a nós mesmos, e então amar a outros como amamos a nós mesmos. Ame a si mesmo sem exigir a perfeição de si mesmo; ame os outros sem exigir a perfeição deles.

Esta espécie de amor é melhor definida pelo que faz e pelo que não faz: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna, não se comporta indecentemente, não procura os seus próprios interesses, não fica encolerizado. Não leva em conta o dano. Não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas. O amor nunca falha.” — 1 Coríntios 13:4-8.

Deseja ser amado deste modo maravilhoso? Então, semeie-o e colha-o. Exercite-o, como faria com um músculo. Faça-o crescer, aumentar, até que o preencha, torne-se a sua pessoa. Então, prove que ele está vivo por meio de obras amorosas. “Praticai o dar”, disse Jesus, “e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca”. (Lucas 6:38) Por dar, inspirará outros a se tornarem dadores, e todos partilharão tal alegria. Como Jesus também disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) A maior forma de dar é dar de si — de seu tempo, de sua atenção, de sua solidariedade, de sua compreensão. ‘Faça aos outros o que quer que eles façam a você.’ (Mateus 7:12, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Comunique-se. Compartilhe os sentimentos, as alegrias, até as lágrimas deles. E, acima de tudo o mais, dê de si mesmo a Deus. — Salmo 40:7, 8; Hebreus 10:8, 9.

A Bíblia afirma que “Deus é amor”. (1 João 4:8) Muitos objetam: ‘Se Deus é amor, por que ele permite a iniqüidade?’ É Seu propósito acabar com toda iniqüidade, mas ele retarda por causa de seu amor por nós: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Pedro 3:9) Em sua misericórdia, ele permite agora a iniqüidade, para que os arrependidos cessem de praticá-la e vivam. (Ezequiel 33:14-16) Mas, no seu devido tempo, ele porá fim à iniqüidade por destruir os que persistem nela. Porá fim à guerra por acabar com os fomentadores de guerras, e com o crime por acabar com os criminosos, porá fim à poluição por acabar com os poluidores, porá fim à crassa imoralidade, ao estupro, ao incesto e às perversões sexuais por acabar com aqueles que insistem em praticar tais coisas. Toda iniqüidade acabará quando Deus acabar com todos os obreiros da iniqüidade. Ao assim agir, Deus mostra amor para com aqueles que desejam viver em paz e em justiça. (Salmo 37:10, 11; Provérbios 2:21, 22) Como qualquer jardineiro bem sabe, as ervas daninhas precisam desaparecer antes que as flores possam vicejar.

Visto que Deus é amor, ele criou a Terra e pôs nela o homem, e torna seus produtos disponíveis a todos, tanto aos bons como aos maus: “Ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos.” (Mateus 5:45) Visto que Deus é amor, ele porá fim à doença e à morte. Ele já proveu um meio de salvação para toda a humanidade: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Visto que Deus é amor, ele “recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores”. (Romanos 5:8) As multidões criticam a Deus por ter permitido a iniqüidade, embora se deleitem em cometê-la, mas os que se mostram gratos por seu amor têm uma reação diferente: “Amamos porque ele nos amou primeiro.” — 1 João 4:19.

Neste mundo, escasseia o amor a Deus, e escasseia o amor ao próximo, mas não existe escassez do amor de Deus pelo homem. E é este amor por nós que é nossa maior necessidade.

[Nota(s) de rodapé]

a Editado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

[Destaque na página 4]

“Por semearem amor, também o colhem.”

[Destaque na página 5]

“A raiz principal das doenças mentais é a falta de amor.”

[Destaque na página 6]

Para manter nosso equilíbrio, precisamos receber algo através de nossos sentidos.

[Destaque na página 7]

Compartilhe os sentimentos, as alegrias, até as lágrimas deles.

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