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Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências
Gênesis

Gênesis

1 No princípio*+ Deus*+ criou+ os céus e a terra.+

2 Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza;*+ e a força ativa* de Deus movia-se+ por cima da superfície das águas.+

3 E Deus passou a dizer:*+ “Venha a haver luz.” Então veio a haver luz.+ 4 Depois, Deus viu que a luz era boa e Deus fez separação entre a luz e a escuridão.+ 5 E Deus começou a chamar a luz de Dia,+ mas a escuridão chamou de Noite.+ E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, primeiro dia.

6 E Deus prosseguiu, dizendo: “Venha a haver uma expansão+ entre as águas e ocorra uma separação entre águas e águas.”+ 7 Deus passou então a fazer a expansão e a fazer separação entre as águas que haviam de ficar debaixo da expansão e as águas que haviam de ficar por cima da expansão.+ E assim se deu. 8 E Deus começou a chamar a expansão de Céu.+ E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, segundo dia.

9 E Deus prosseguiu, dizendo: “Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar e apareça a terra seca.”+ E assim se deu. 10 E Deus começou a chamar a terra seca de Terra,+ mas o ajuntamento de águas chamou de Mares.+ Ademais, Deus viu que [era] bom.+ 11 E Deus prosseguiu, dizendo: “Faça a terra brotar relva, vegetação que dê semente,+ árvores frutíferas que dêem fruto segundo as suas espécies,*+ cuja semente esteja+ nele, sobre a terra.” E assim se deu. 12 E a terra começou a produzir relva, vegetação que dava semente segundo a sua espécie+ e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, segundo a sua espécie.+ Deus viu então que [era] bom. 13 E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, terceiro dia.

14 E Deus prosseguiu, dizendo: “Venha a haver luzeiros na expansão dos céus para fazerem separação entre o dia e a noite;+ e eles terão de servir de sinais, e para épocas, e para dias, e para anos.+ 15 E terão de servir de luzeiros na expansão dos céus, para iluminarem a terra.”+ E assim se deu. 16 E Deus passou a fazer* os dois grandes luzeiros, o luzeiro maior para dominar o dia e o luzeiro menor para dominar a noite, e também as estrelas.+ 17 Assim, Deus os pôs na expansão dos céus para iluminarem a terra+ 18 e para dominarem de dia e de noite, e para fazerem separação entre a luz e a escuridão.+ Deus viu então que [era] bom.+ 19 E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, quarto dia.

20 E Deus prosseguiu, dizendo: “Produzam as águas um enxame de almas+ viventes* e voem criaturas voadoras sobre a terra, na face da expansão dos céus.”+ 21 E Deus passou a criar* os grandes monstros+ marinhos e toda alma vivente* que se move,+ que as águas produziram em enxames segundo as suas espécies, e toda criatura voadora alada segundo a sua espécie.+ E Deus pôde ver que [era] bom. 22 Então, Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei as águas das bacias marítimas,+ e tornem-se muitas as criaturas voadoras na terra.” 23 E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, quinto dia.

24 E Deus prosseguiu, dizendo: “Produza a terra+ almas viventes segundo as suas espécies, animal doméstico,*+ e animal movente,+ e animal selvático*+ da terra, segundo a sua espécie.” E assim se deu. 25 E Deus passou a fazer o animal selvático da terra segundo a sua espécie, e o animal doméstico segundo a sua espécie, e todo animal movente do solo segundo a sua espécie.+ E Deus pôde ver que [era] bom.

26 E Deus* prosseguiu, dizendo: “Façamos*+ [o] homem* à nossa imagem,*+ segundo a nossa semelhança,+ e tenham eles em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e os animais domésticos, e toda a terra, e todo animal movente que se move sobre a terra.”+ 27 E Deus passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;+ macho e fêmea os criou.+ 28 Ademais, Deus os abençoou+ e Deus lhes disse: “Sede fecundos+ e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a,+ e tende em sujeição+ os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move* na terra.”

29 E Deus prosseguiu, dizendo: “Eis* que vos tenho dado toda a vegetação que dá semente, que há na superfície de toda a terra, e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente.+ Sirva-vos de alimento.+ 30 E a todo animal selvático da terra, e a toda criatura voadora dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida como alma,* tenho dado toda a vegetação verde por alimento.”+ E assim se deu.

31 Depois, Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que [era] muito bom.+ E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, sexto dia.*

2 Assim foram acabados os céus, e a terra, e todo o seu exército.+ 2 E ao sétimo dia Deus havia acabado sua obra que fizera e passou a repousar* no sétimo dia de toda a sua obra que fizera.+ 3 E Deus passou a abençoar o sétimo dia e a fazê-lo sagrado,* porque nele tem repousado* de toda a sua obra que Deus criara com o objetivo de [a] fazer.*+

4 Esta é uma história* dos céus e da terra no tempo em que foram criados, no dia em que Jeová* Deus* fez a terra e o céu.+

5 Ora, não havia ainda nenhum arbusto do campo na terra e não brotara ainda nenhuma vegetação do campo, porque Jeová Deus não fizera chover+ sobre a terra e não havia homem para lavrar o solo. 6 Mas uma neblina*+ subia da terra e regava toda a superfície do solo.+

7 E Jeová Deus passou a formar o homem do pó*+ do solo+ e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida,*+ e o homem veio a ser uma alma vivente.*+ 8 Além disso, Jeová* Deus plantou um jardim no Éden,*+ do lado do oriente,* e ali pôs o homem que havia formado.+ 9 Jeová Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida+ no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau.+

10 Ora, havia um rio saindo* do Éden para regar o jardim, e dali começava a dividir-se, e tornou-se como que quatro cabeceiras. 11 O nome do primeiro [rio] é Píson; é aquele que circunda toda a terra de Havilá,+ onde há ouro. 12 E o ouro daquela terra é bom.+ Ali há também o bdélio+ e a pedra de ônix.+ 13 E o nome do segundo rio é Giom; é aquele que circunda toda a terra de Cus.* 14 E o nome do terceiro rio é Hídequel;*+ é aquele que vai para o leste da Assíria.*+ E o quarto rio é o Eufrates.*+

15 E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden,+ para que o cultivasse e tomasse conta dele.+ 16 E Jeová Deus deu também esta ordem ao homem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade.+ 17 Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.”*+

18 E Jeová* Deus prosseguiu, dizendo: “Não é bom que o homem continue só. Vou fazer-lhe uma ajudadora como complemento* dele.”+ 19 Ora, Jeová Deus estava formando* do solo todo animal selvático do campo e toda criatura voadora dos céus, e ele começou a trazê-los ao homem para ver como chamaria a cada um deles; e o que o homem chamava a cada alma vivente,+ este era seu nome.+ 20 O homem deu assim nomes a todos os animais domésticos e às criaturas voadoras dos céus, e a todo animal selvático do campo, mas para o homem não se achava nenhuma ajudadora* como complemento dele. 21 Por isso, Jeová Deus fez cair um profundo sono+ sobre o homem, e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma das costelas e fechou então a carne sobre o seu lugar. 22 E da costela que havia tirado do homem, Jeová* Deus passou a construir uma mulher e a trazê-la ao homem.+

23 O homem disse então:

“Esta, por fim, é osso dos meus ossos

E carne da minha carne.+

Esta será chamada Mulher,*

Porque do homem* foi esta tomada.”+

24 Por isso é que o homem deixará seu pai e sua mãe,+ e tem de se apegar à sua esposa,* e eles têm de tornar-se uma só carne.+ 25 E ambos continuavam nus,+ o homem e a sua esposa, contudo, não se envergonhavam.+

3 Ora, a serpente+ mostrava ser o mais cauteloso+ de todos os animais selváticos do campo, que Jeová Deus havia feito.+ Assim, ela começou a dizer à mulher:+ “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?”+ 2 A isso a mulher disse à serpente: “Do fruto das árvores* do jardim podemos comer.+ 3 Mas, quanto [a comer] do fruto da árvore que está no meio do jardim,+ Deus disse: ‘Não deveis comer dele, não, nem deveis tocar nele, para que não morrais.’”+ 4 A isso a serpente disse à mulher: “Positivamente não morrereis.*+ 5 Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus,* sabendo o que é bom e o que é mau.”+

6 Conseqüentemente, a mulher viu que a árvore era boa para alimento e que era algo para os olhos anelarem, sim, a árvore era desejável para se contemplar.*+ De modo que começou a tomar do seu fruto e a comê-lo. Depois deu também dele a seu esposo,* quando estava com ela, e ele começou a comê-lo.+ 7 Abriram-se então os olhos de ambos e começaram a perceber que estavam nus.+ Por isso coseram folhas de figueira e fizeram para si coberturas para os lombos.+

8 Mais tarde ouviram a voz* de Jeová Deus que andava pelo jardim, por volta da viração* do dia,+ e o homem* e sua esposa foram esconder-se da face de Jeová Deus entre as árvores do jardim.+ 9 E Jeová Deus chamava o homem e dizia-lhe: “Onde estás?”+ 10 Por fim, ele disse: “Ouvi a tua voz no jardim, mas tive medo, porque estava nu, e por isso me escondi.”+ 11 A isso ele disse: “Quem te informou que estavas nu?+ Comeste da árvore de que te mandei que não comesses?”+ 12 E o homem prosseguiu, dizendo: “A mulher que me deste* para estar comigo, ela me deu [do fruto] da árvore e por isso comi.”+ 13 Com isso, Jeová Deus disse à mulher: “Que é que fizeste?” A que a mulher respondeu: “A serpente — ela me enganou e por isso comi.”+

14 E Jeová* Deus passou a dizer à serpente:+ “Porque fizeste isso, maldita és dentre todos os animais domésticos e dentre todos* os animais selváticos do campo. Sobre o teu ventre andarás e pó é o que comerás* todos os dias da tua vida.+ 15 E porei+ inimizade+ entre ti+ e a mulher,+ e entre o teu descendente*+ e o seu descendente.+ Ele*+ te+ machucará* a cabeça+ e tu+ lhe*+ machucarás o calcanhar.”+

16 À mulher ele disse: “Aumentarei grandemente a dor da tua gravidez;*+ em dores de parto darás à luz filhos,+ e terás desejo ardente de teu esposo, e ele te dominará.”+

17 E a Adão ele disse: “Porque escutaste a voz de tua esposa e foste comer da árvore a respeito da qual te ordenei,+ dizendo: ‘Não deves comer dela’, maldito é o solo por tua causa.+ Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida.+ 18 E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos,+ e terás de comer a vegetação do campo. 19 No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado.+ Porque tu és pó e ao pó voltarás.”+

20 Depois disso, Adão chamou a sua esposa pelo nome de Eva,*+ porque ela havia de tornar-se a mãe de todos os viventes.+ 21 E Jeová Deus passou a fazer vestes compridas de peles para Adão e para a sua esposa, e a vesti-los.+ 22 E Jeová Deus prosseguiu, dizendo: “Eis que o homem se tem tornado como um de nós, sabendo o que é bom e o que é mau,+ e agora, a fim de que não estenda a sua mão e tome realmente também [do fruto] da árvore da vida,+ e coma, e viva por tempo indefinido —” 23 Com isso, Jeová Deus* o pôs para fora do jardim do Éden+ para lavrar o solo de que tinha sido tomado.+ 24 E expulsou assim o homem, e colocou* ao oriente do jardim do Éden+ os querubins+ e a lâmina chamejante duma espada que se revolvia continuamente para guardar o caminho para a árvore da vida.

4 Adão teve então relações com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida.+ A seu tempo, ela deu à luz Caim*+ e disse: “Produzi* um homem com o auxílio de Jeová.”+ 2 Mais tarde deu novamente à luz, seu irmão Abel.+

E Abel tornou-se pastor de ovelhas,+ mas Caim tornou-se lavrador do solo.+ 3 E sucedeu, ao fim de algum tempo,* que Caim passou a trazer alguns frutos do solo+ como oferenda a Jeová.+ 4 Mas, quanto a Abel, ele também trouxe dos primogênitos+ do seu rebanho, sim, dos seus pedaços gordos.+ Ora, ao passo que Jeová olhava com favor para Abel e para sua oferenda,+ 5 não olhava com favor para Caim e para sua oferenda.+ E acendeu-se muito a ira+ de Caim, e seu semblante começou a descair. 6 Então Jeová disse a Caim: “Por que se acendeu a tua ira e por que descaiu o teu semblante? 7 Se te voltares para fazer o bem, não haverá enaltecimento?+ Mas, se não te voltares para fazer o bem, há o pecado agachado à entrada e tem desejo ardente+ de ti; e conseguirás tu dominá-lo?”+

8 Depois, Caim disse a Abel, seu irmão: [“Vamos ao campo.”]* Sucedeu, pois, enquanto estavam no campo, que Caim passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou.+ 9 Mais tarde, Jeová disse a Caim: “Onde está Abel, teu irmão?”,+ e ele disse: “Não sei. Sou eu guardião de meu irmão?”+ 10 A isto ele disse: “Que fizeste? Escuta!* O sangue* de teu irmão está clamando a mim desde o solo.+ 11 E agora, maldito és, banido do solo,+ o qual abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue de teu irmão.+ 12 Quando lavrares o solo, não te dará de volta seu poder.*+ Tornar-te-ás errante e fugitivo na terra.”+ 13 A isto Caim disse a Jeová: “Minha punição pelo erro é grande demais para suportar. 14 Eis que neste dia realmente me expulsas da superfície do solo e ficarei escondido da tua face;+ e tenho de tornar-me errante+ e fugitivo na terra, e é certo que quem me achar me matará.”+ 15 Então Jeová lhe disse: “Por esta causa,* quem matar a Caim terá de sofrer vingança sete vezes.”+

E Jeová estabeleceu assim um sinal para Caim, a fim de que não fosse golpeado+ por aquele que o achasse. 16 Com isso, Caim foi embora de diante da face de Jeová+ e foi morar na terra da Fuga,* ao leste do Éden.

17 Caim teve depois relações com a sua esposa,+ e ela ficou grávida e deu à luz Enoque. Empenhou-se então em construir uma cidade e como nome deu à cidade o nome de seu filho Enoque.+ 18 Mais tarde nasceu Irade a Enoque. E Irade tornou-se pai de Meujael, e Meujael tornou-se pai de Metusael, e Metusael tornou-se pai de Lameque.

19 E Lameque passou a tomar para si duas esposas. O nome da primeira era Ada e o nome da segunda era Zilá. 20 A seu tempo, Ada deu à luz Jabal. Ele mostrou ser o fundador dos que moram em tendas+ e têm gado.+ 21 E o nome do seu irmão era Jubal. Ele mostrou ser o fundador* de todos os que manejam a harpa+ e o pífaro.*+ 22 Quanto à Zilá, ela também deu à luz Tubalcaim, forjador* de toda sorte de ferramenta de cobre e de ferro.+ E a irmã de Tubalcaim era Naamá. 23 Por conseguinte, Lameque compôs estas palavras* para as suas esposas Ada e Zilá:

“Ouvi a minha voz, ó esposas de Lameque;

Dai ouvidos à minha declaração:*

Matei um homem* por contundir-me,*

Sim, um jovem, por dar-me uma pancada.*

24 Se Caim há de ser vingado+ sete vezes,

Então Lameque setenta vezes e sete.”

25 E Adão passou a ter novamente relações com a sua esposa, de modo que ela deu à luz um filho e chamou-o pelo nome de Sete,*+ porque, segundo ela disse: “Deus designou outro descendente* em lugar de Abel, visto que Caim o matou.”+ 26 E a Sete nasceu também um filho e ele passou a chamá-lo pelo nome de Enos.+ Naquele tempo se principiou* a invocar o nome de Jeová.+

5 Este é o livro da história* de Adão. No dia em que Deus criou Adão, ele o fez à semelhança de Deus.+ 2 Macho e fêmea os criou.+ Depois os abençoou e os chamou pelo nome de Homem,*+ no dia em que foram criados.+

3 E Adão viveu cento e trinta anos. Tornou-se então pai dum filho à sua semelhança, à sua imagem, e chamou-o pelo nome de Sete.+ 4 E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.+ 5 De modo que todos os dias que Adão viveu somaram* novecentos e trinta anos, e morreu.+

6 E Sete viveu cento e cinco anos. Tornou-se então pai de Enos.+ 7 E depois de gerar Enos, Sete continuou a viver oitocentos e sete anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 8 De modo que todos os dias de Sete somaram novecentos e doze anos, e morreu.

9 E Enos viveu noventa anos. Tornou-se então pai de Quenã.+ 10 E depois de gerar Quenã, Enos continuou a viver oitocentos e quinze anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 11 De modo que todos os dias de Enos somaram novecentos e cinco anos, e morreu.

12 E Quenã viveu setenta anos. Tornou-se então pai de Malalel.+ 13 E depois de gerar Malalel, Quenã continuou a viver oitocentos e quarenta anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 14 De modo que todos os dias de Quenã somaram novecentos e dez anos, e morreu.

15 E Malalel viveu sessenta e cinco anos. Tornou-se então pai de Jarede.+ 16 E depois de gerar Jarede, Malalel continuou a viver oitocentos e trinta anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 17 De modo que todos os dias de Malalel somaram oitocentos e noventa e cinco anos, e morreu.

18 E Jarede viveu cento e sessenta e dois anos. Tornou-se então pai de Enoque.*+ 19 E depois de gerar Enoque, Jarede continuou a viver oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 20 De modo que todos os dias de Jarede somaram novecentos e sessenta e dois anos, e morreu.

21 E Enoque viveu sessenta e cinco anos. Tornou-se então pai de Metusalém.+ 22 E depois de gerar Metusalém, Enoque prosseguiu andando com* o [verdadeiro] Deus* trezentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 23 De modo que todos os dias de Enoque somaram trezentos e sessenta e cinco anos. 24 E Enoque andou+ com o [verdadeiro] Deus.+ Depois não era mais, porque Deus* o tomou.*+

25 E Metusalém viveu cento e oitenta e sete anos. Tornou-se então pai de Lameque.+ 26 E depois de gerar Lameque, Metusalém continuou a viver setecentos e oitenta e dois anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 27 De modo que todos os dias de Metusalém somaram novecentos e sessenta e nove anos, e morreu.

28 E Lameque viveu cento e oitenta e dois anos. Tornou-se então pai dum filho. 29 E passou a chamá-lo pelo nome de Noé,*+ dizendo: “Este nos trará consolo do nosso trabalho e da dor das nossas mãos, que resulta do solo que Jeová amaldiçoou.”+ 30 E depois de gerar Noé, Lameque continuou a viver quinhentos e noventa e cinco anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 31 De modo que todos os dias de Lameque somaram setecentos e setenta e sete anos, e morreu.

32 E Noé veio a ter quinhentos anos de idade. Depois, Noé se tornou pai de Sem,+ Cã+ e Jafé.+

6 Ora, sucedeu que, quando os homens principiaram a aumentar em número na superfície do solo e lhes nasceram filhas,+ 2 então os filhos* do [verdadeiro] Deus+ começaram a notar+ as filhas dos homens, que elas eram bem-parecidas; e foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram. 3 Depois disso, Jeová disse: “Meu espírito+ não há de agir por tempo indefinido+ para com o homem, porquanto ele* é carne.+ Concordemente, seus dias hão de somar cento e vinte anos.”+

4 Naqueles dias veio a haver os nefilins* na terra, e também depois, quando os filhos do [verdadeiro] Deus continuaram a ter relações com as filhas dos homens e elas lhes deram filhos; eles eram os poderosos* da antiguidade, os homens de fama.*

5 Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação+ dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo.*+ 6 E Jeová deplorou+ ter feito os homens na terra e sentiu-se magoado no coração.+ 7 De modo que Jeová disse: “Vou obliterar da superfície do solo os homens que criei,+ desde o homem até o animal doméstico, até o animal movente e até a criatura voadora dos céus,+ porque deveras deploro tê-los feito.”+ 8 Mas Noé achou favor aos olhos de Jeová.

9 Esta é a história de Noé.

Noé era homem justo.+ Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos.* Noé andou com o [verdadeiro] Deus.+ 10 Com o tempo, Noé tornou-se pai de três filhos: Sem, Cã e Jafé.+ 11 E a terra veio a estar arruinada à vista do [verdadeiro] Deus,+ e a terra ficou cheia de violência.+ 12 Deus viu, pois, a terra e eis que estava arruinada,+ porque toda a carne havia arruinado seu caminho na terra.+

13 Depois, Deus disse a Noé: “Chegou o fim de toda a carne diante de mim,+ porque a terra está cheia de violência por causa deles; e eis que os arruíno juntamente com a terra.+ 14 Faze para ti uma arca* da madeira duma árvore resinosa.*+ Farás compartimentos* na arca e terás de cobri-la com alcatrão+ por dentro e por fora. 15 E é assim que a farás: trezentos côvados*+ [será] o comprimento da arca, cinqüenta côvados a sua largura e trinta côvados a sua altura. 16 Farás um tsoar [teto; ou: janela]* para a arca e a acabarás até um côvado para cima,* e porás a entrada da arca no lado dela;+ far-lhe-ás um [pavimento] inferior, um segundo e um terceiro.

17 “E quanto a mim, eis que estou trazendo o dilúvio*+ de águas sobre a terra, para arruinar debaixo dos céus toda a carne em que a força da vida+ está ativa.* Tudo o que há na terra expirará.+ 18 E deveras estabeleço contigo meu pacto; e terás de entrar na arca, tu e teus filhos, e tua esposa, e as esposas de teus filhos contigo.+ 19 E de toda criatura vivente, de toda sorte de carne,+ levarás duas de cada uma para dentro da arca, a fim de as preservares vivas contigo.+ Serão macho e fêmea. 20 Das criaturas voadoras segundo as suas espécies e dos animais domésticos segundo as suas espécies,+ de todos os animais moventes do solo, segundo as suas espécies,* dois de cada um virão a ti lá dentro para os preservares vivos.+ 21 E quanto a ti, toma para ti toda sorte de alimento que se come;+ e tens de ajuntá-lo a ti e terá de servir de alimento para ti e para eles.”+

22 E Noé passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim.+

7 Após isso, Jeová disse a Noé: “Entra na arca, tu e todos os da tua casa,+ porque tu és quem eu vi ser justo diante de mim no meio desta geração.+ 2 De cada animal limpo tens de tomar a ti de sete em sete,* o macho e sua fêmea;*+ e de todo animal que não é limpo apenas dois, o macho e sua fêmea;+ 3 também as criaturas voadoras dos céus de sete em sete, macho e fêmea, para se preservar viva [alguma] descendência* na superfície de toda a terra.+ 4 Pois, em apenas mais sete dias farei que esteja chovendo+ sobre a terra por quarenta dias e quarenta noites;+ e vou obliterar da superfície do solo toda coisa existente que tenho feito.”+ 5 E Noé passou a fazer segundo tudo o que Jeová lhe mandara.

6 E Noé tinha seiscentos anos de idade quando veio a haver o dilúvio* de águas sobre a terra.+ 7 Noé entrou assim na arca, e com ele seus filhos e sua esposa, e as esposas de seus filhos, antes de [virem] as águas do dilúvio.*+ 8 De todo animal limpo, e de todo animal que não é limpo, e das criaturas voadoras, e de tudo o que se move sobre o solo,+ 9 entraram de dois em dois, [vindo] a Noé para dentro da arca, macho e fêmea, assim como Deus* ordenara a Noé. 10 E aconteceu que sete dias depois vieram as águas do dilúvio* sobre a terra.

11 No seiscentésimo ano da vida de Noé, no segundo mês,* no dia dezessete do mês, neste dia romperam-se todos os mananciais da vasta água de profundeza* e abriram-se as comportas* dos céus.+ 12 E o aguaceiro sobre a terra continuou por quarenta dias e quarenta noites.+ 13 Neste mesmo dia Noé entrou na arca,+ e com ele Sem, e Cã, e Jafé, os filhos de Noé,+ e a esposa de Noé, e as três esposas dos seus filhos; 14 eles e todo animal selvático segundo a sua espécie,+ e todo animal doméstico segundo a sua espécie, e todo animal movente que se move na terra, segundo a sua espécie,+ e toda criatura voadora, segundo a sua espécie,+ todo pássaro, toda criatura alada.+ 15 E eles continuaram a vir a Noé para dentro da arca, de dois em dois, de toda sorte de carne em que a força da vida estava ativa.*+ 16 E os que entravam, macho e fêmea de toda sorte de carne, entravam assim como Deus lhe ordenara. Depois Jeová fechou a porta atrás dele.+

17 E o dilúvio* prosseguiu por quarenta dias sobre a terra, e as águas continuaram a aumentar e começaram a carregar a arca, e ela flutuava alto por cima da terra. 18 E as águas tornaram-se predominantes e continuaram a aumentar grandemente sobre a terra, mas a arca continuou seguindo sobre a superfície das águas.+ 19 E as águas predominaram tão grandemente sobre a terra, que ficaram cobertos todos os altos montes que havia debaixo de todos os céus.+ 20 Até quinze côvados predominaram as águas sobre eles, e os montes ficaram cobertos.+

21 Assim, toda a carne que se movia sobre a terra expirou,+ dentre as criaturas voadoras, e dentre os animais domésticos, e dentre os animais selváticos, e dentre os enxames [de criaturas] que pululavam na terra, bem como toda a humanidade.+ 22 Morreu tudo em que o fôlego da força da vida estava ativo* nas suas narinas,+ a saber, todos os que estavam em solo seco. 23 Assim extinguiu toda coisa existente que havia na superfície do solo, desde o homem até o animal, até o animal movente e até a criatura voadora dos céus, e eles foram obliterados da terra;+ e sobreviviam somente Noé e os com ele na arca.+ 24 E as águas continuaram a predominar sobre a terra por cento e cinqüenta dias.

8 Depois disso, Deus lembrou-se+ de Noé e de todo animal selvático, e de todo animal doméstico que estava com ele na arca,+ e Deus fez passar um vento* sobre a terra e as águas começaram a baixar.+ 2 E fecharam-se os mananciais da água de profundeza*+ e as comportas*+ dos céus, e assim se conteve o aguaceiro [vindo] dos céus. 3 E as águas começaram a retirar-se de cima da terra, recuando progressivamente;* e ao fim de cento e cinqüenta dias, as águas tinham diminuído.+ 4 E no sétimo mês,* no dia dezessete do mês, a arca+ veio a pousar nos montes de Ararate.+ 5 E as águas continuaram a diminuir progressivamente* até o décimo mês.* No décimo mês, no primeiro do mês, apareceram os cumes dos montes.+

6 Deu-se então que, ao fim de quarenta dias, Noé passou a abrir a janela+ da arca que tinha feito. 7 Soltou então um corvo+ e este continuou a voar lá fora,* saindo e voltando, até que as águas se secaram sobre a terra.

8 Mais tarde soltou de perto de si uma pomba,+ para ver se as águas tinham minguado na superfície do solo. 9 E a pomba não achou pouso para a planta do seu pé, e assim voltou a ele na arca, porque havia ainda águas sobre a superfície de toda a terra.+ Em vista disso, estendeu sua mão e tomou-a, e trouxe-a a si, para dentro da arca. 10 E foi esperar mais sete dias e soltou novamente a pomba fora da arca. 11 Mais tarde, a pomba retornou a ele por volta da hora do anoitecer, e eis que havia no seu bico uma folha de oliveira,+ recém-arrancada, e Noé ficou assim sabendo que as águas tinham minguado de cima da terra.+ 12 E foi esperar mais sete dias. Soltou então a pomba, mas ela não voltou mais a ele.+

13 Então, no ano seiscentésimo primeiro,+ no primeiro mês,* no primeiro dia do mês, deu-se que as águas se tinham escoado de cima da terra; e Noé passou a remover a cobertura da arca e a olhar, e eis que a superfície do solo ficara drenada.+ 14 E no segundo mês, no dia vinte e sete do mês, a terra se tinha secado.+

15 Deus falou então a Noé, dizendo: 16 “Sai da arca, tu e tua esposa, e teus filhos, e as esposas de teus filhos contigo.+ 17 Leva para fora contigo toda criatura vivente que está contigo, de toda sorte de carne+ dentre as criaturas voadoras,+ e dentre os animais,+ e dentre todos os animais moventes que se movem sobre a terra,+ visto que têm de pulular na terra, e ser fecundos, e tornar-se muitos na terra.”+

18 Em vista disso, Noé saiu, e com ele também seus filhos,+ e sua esposa, e as esposas de seus filhos. 19 Toda criatura vivente, todo animal movente e toda criatura voadora, tudo o que se movia na terra, saíram da arca segundo as suas famílias.+ 20 E Noé começou a construir um altar+ a Jeová e a tomar alguns de todos os animais limpos,+ e de todas as criaturas voadoras limpas,+ e a fazer ofertas queimadas sobre o altar.+ 21 E Jeová começou a sentir um cheiro repousante,*+ e Jeová disse então no seu coração:+ “Nunca mais invocarei o mal sobre o solo+ por causa do homem, porque a inclinação+ do coração do homem é má desde a sua mocidade;+ e nunca mais golpearei toda coisa vivente assim como tenho feito.+ 22 Pois, por todos os dias que a terra continuar* nunca cessarão sementeira e colheita, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite.”+

9 E Deus prosseguiu abençoando Noé e seus filhos, e dizendo-lhes: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.+ 2 E o medo de vós e o terror de vós continuará sobre toda criatura vivente da terra e sobre toda criatura voadora dos céus, sobre tudo o que se está movendo no solo, e sobre todos os peixes do mar. Na vossa mão estão agora entregues.+ 3 Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento.+ Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo.+ 4 Somente a carne com a sua alma*+ — seu sangue+ — não deveis comer.+ 5 E, além disso, exigirei de volta vosso sangue das vossas almas.* Da mão de cada criatura vivente o exigirei de volta; e da mão do homem,* da mão de cada um* que é seu irmão exigirei de volta a alma* do homem.+ 6 Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue,+ pois à imagem de Deus fez ele o homem. 7 E quanto a vós, homens, sede fecundos e tornai-vos muitos, fazei a terra pulular de vós e tornai-vos muitos nela.”+

8 E Deus prosseguiu, dizendo a Noé e aos seus filhos com ele: 9 “E quanto a mim, eis que estabeleço o meu pacto+ convosco e com a vossa descendência* depois de vós,+ 10 e com toda alma vivente que está convosco, dentre as aves, dentre os animais e dentre todas as criaturas viventes da terra convosco, de todos os que saem da arca até toda criatura vivente da terra.+ 11 Sim, deveras estabeleço o meu pacto convosco: Não mais será toda a carne decepada pelas águas dum dilúvio e não mais virá a haver dilúvio para arruinar a terra.”+

12 E Deus acrescentou: “Este é o sinal+ do pacto que dou entre mim e vós, e toda alma vivente que está convosco, para as gerações por tempo indefinido. 13 Dou deveras* o meu arco-íris+ na nuvem, e ele terá de servir de sinal do pacto entre mim e a terra. 14 E acontecerá que, quando eu trouxer uma nuvem sobre a terra, então é que aparecerá o arco-íris na nuvem. 15 E hei de lembrar-me do meu pacto+ entre mim e vós, e toda alma vivente dentre toda a carne;+ e as águas não se tornarão mais um dilúvio para arruinar toda a carne.+ 16 E terá de vir a haver o arco-íris na nuvem,+ e eu certamente o verei para me lembrar do pacto por tempo indefinido+ entre Deus e toda alma vivente dentre toda a carne que há na terra.”+

17 E Deus repetiu a Noé: “Este é o sinal do pacto que deveras estabeleço entre mim e toda a carne que há na terra.”+

18 E os filhos+ de Noé que saíram da arca foram Sem, e Cã, e Jafé. Mais tarde, Cã foi o pai de Canaã.+ 19 Estes três foram os filhos de Noé e destes se dispersou toda a população* da terra.+

20 Então, Noé principiou como lavrador*+ e passou a plantar um vinhedo.+ 21 E começou a beber do vinho e ficou embriagado,+ e deste modo se descobriu no meio da sua tenda. 22 Mais tarde, Cã,+ pai de Canaã, viu a nudez+ de seu pai e foi contá-lo aos seus dois irmãos lá fora.+ 23 Sem e Jafé tomaram então uma* capa+ e a puseram sobre ambos os seus ombros, e entraram andando de costas. Assim cobriram a nudez de seu pai, com as faces viradas,* e não viram a nudez de seu pai.+

24 Por fim, Noé acordou do seu vinho e soube o que lhe havia feito seu filho mais moço. 25 Ele disse então:

“Maldito seja Canaã.+

Torne-se ele o escravo mais baixo* de seus irmãos.”+

26 E acrescentou:

“Bendito seja Jeová,*+ Deus de Sem,

E torne-se Canaã escravo* dele.+

27 Conceda Deus amplo espaço a Jafé,

E resida* ele nas tendas de Sem.+

Torne-se Canaã também escravo dele.”

28 E Noé continuou vivendo por trezentos e cinqüenta anos depois do dilúvio.+ 29 De modo que todos os dias de Noé somaram novecentos e cinqüenta anos, e morreu.+

10 E esta é a história dos filhos+ de Noé: Sem, Cã e Jafé.

Começaram então a nascer-lhes filhos depois do dilúvio.+ 2 Os filhos de Jafé foram Gômer,+ e Magogue,+ e Madai,+ e Javã,+ e Tubal,+ e Meseque,+ e Tiras.+

3 E os filhos de Gômer foram Asquenaz,+ e Rifá,+ e Togarma.+

4 E os filhos de Javã foram Elisá+ e Társis,+ Quitim+ e Dodanim.*+

5 Destes se espalhou a população das ilhas* das nações pelas suas terras, cada um segundo a sua língua, segundo as suas famílias, pelas suas nações.

6 E os filhos de Cã foram Cus,+ e Mizraim,+ e Pute,+ e Canaã.+

7 E os filhos de Cus foram Sebá,+ e Havilá, e Sabtá, e Raamá,+ e Sabteca.

E os filhos de Raamá foram Sabá e Dedã.+

8 E Cus tornou-se pai de Ninrode.+ Ele principiou a tornar-se poderoso* na terra. 9 Apresentou-se como poderoso caçador* em oposição a Jeová. É por isso que há um ditado: “Igual a Ninrode, poderoso caçador em oposição a* Jeová.”+ 10 E o princípio do seu reino veio a ser Babel,*+ e Ereque,+ e Acade, e Calné, na terra de Sinear.+ 11 Daquela terra saiu para a Assíria+ e pôs-se a construir Nínive,+ e Reobote-Ir, e Calá, 12 e Resem, entre Nínive e Calá: esta é a grande cidade.

13 E Mizraim+ tornou-se pai de Ludim,+ e Anamim, e Leabim, e Naftuim,+ 14 e Patrusim,+ e Casluim+ (de quem procederam os filisteus+), e Caftorim.+

15 E Canaã tornou-se pai de Sídon,+ seu primogênito, e de Hete,+ 16 e do jebuseu,+ e do amorreu,+ e do girgaseu, 17 e do heveu,+ e do arqueu, e do sineu, 18 e do arvadeu,+ e do zemareu, e do hamateu;+ e depois se espalharam as famílias dos cananeus. 19 Assim, o termo do cananeu veio a ser desde Sídon até Gerar,+ perto de Gaza,+ até Sodoma e Gomorra,+ e Admá,+ e Zeboim,+ perto de Lasa.* 20 Estes foram os filhos de Cã segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, nas suas terras, pelas suas nações.

21 E a Sem, antepassado de todos os filhos de Éber,+ irmão de Jafé, o mais velho, também nasceu progênie. 22 Os filhos de Sem foram Elão,+ e Assur,+ e Arpaxade,+ e Lude, e Arã.

23 E os filhos de Arã foram Uz, e Hul, e Géter, e Más.+

24 E Arpaxade tornou-se pai de Selá,+ e Selá tornou-se pai de Éber.

25 E a Éber nasceram dois filhos. O nome de um foi Pelegue,*+ porque nos seus dias foi dividida+ a terra;* e o nome de seu irmão foi Joctã.+

26 E Joctã tornou-se pai de Almodade, e Selefe, e Hazarmavete, e Jerá,+ 27 e Hadorão, e Uzal, e Dicla,+ 28 e Obal, e Abimael, e Sabá,+ 29 e Ofir,+ e Havilá,+ e Jobabe;+ todos estes foram os filhos de Joctã.

30 E seu lugar de morada veio a estender-se desde Mesa até Sefar, a região montanhosa do Oriente.

31 Estes foram os filhos de Sem segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, nas suas terras, segundo as suas nações.+

32 Estas foram as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas linhagens, pelas suas nações, e destas é que as nações se espalharam pela terra, depois do dilúvio.+

11 Ora, toda a terra continuava a ter um só idioma* e um só grupo de palavras.* 2 E sucedeu que na sua viagem para o oriente descobriram, por fim, uma planície na terra de Sinear,+ e passaram a morar ali. 3 E começaram a dizer, cada um ao próximo: “Vamos! Façamos tijolos e cozamo-los por um processo de queima.” O tijolo servia-lhes assim de pedra, mas o betume servia-lhes de argamassa.+ 4 Disseram então: “Vamos! Construamos para nós uma cidade e também uma torre* com o seu topo nos céus,+ e façamos para nós um nome célebre,*+ para que não sejamos espalhados por toda a superfície da terra.”+

5 E Jeová passou a descer para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens tinham construído.+ 6 Depois Jeová disse: “Eis que são um só povo e há um só idioma para todos eles,+ e isto é o que principiam a fazer. Ora, nada do que intentem fazer lhes será agora inalcançável.+ 7 Vamos! Desçamos+ e confundamos+ o seu idioma, para que não escutem* o idioma um do outro.”+ 8 Concordemente, Jeová os espalhou dali por toda a superfície da terra,+ e gradualmente eles deixaram de construir a cidade.+ 9 É por isso que foi chamada pelo nome de Babel,*+ porque Jeová confundiu ali o idioma de toda a terra,* e Jeová os espalhou+ dali por toda a superfície da terra.

10 Esta é a história de Sem.+

Sem tinha cem anos de idade quando se tornou pai de Arpaxade,+ dois anos após o dilúvio. 11 E depois de gerar Arpaxade, Sem continuou a viver quinhentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.+

12 E Arpaxade* viveu trinta e cinco anos. Tornou-se então pai de Selá.+ 13 E depois de gerar Selá, Arpaxade continuou a viver quatrocentos e três anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

14 E Selá viveu trinta anos. Tornou-se então pai de Éber.+ 15 E depois de gerar Éber, Selá continuou a viver quatrocentos e três anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

16 E Éber viveu trinta e quatro anos. Tornou-se então pai de Pelegue.+ 17 E depois de gerar Pelegue, Éber continuou a viver quatrocentos e trinta anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

18 E Pelegue viveu trinta anos. Tornou-se então pai de Reú.+ 19 E depois de gerar Reú, Pelegue continuou a viver duzentos e nove anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

20 E Reú viveu trinta e dois anos. Tornou-se então pai de Serugue.+ 21 E depois de gerar Serugue, Reú continuou a viver duzentos e sete anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

22 E Serugue viveu trinta anos. Tornou-se então pai de Naor.+ 23 E depois de gerar Naor, Serugue continuou a viver duzentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

24 E Naor viveu vinte e nove anos. Tornou-se então pai de Tera.+ 25 E depois de gerar Tera, Naor continuou a viver cento e dezenove anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas.

26 E Tera viveu setenta anos, sendo que depois se tornou pai de Abrão,+ Naor+ e Harã.

27 E esta é a história de Tera.

Tera tornou-se pai de Abrão, Naor e Harã; e Harã tornou-se pai de Ló.+ 28 Mais tarde, Harã morreu enquanto estava em companhia de Tera,* seu pai, na sua terra natal, em Ur+ dos Caldeus.*+ 29 E Abrão e Naor passaram a tomar para si esposas. O nome da esposa de Abrão era Sarai,+ ao passo que o nome da esposa de Naor era Milca,+ filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá. 30 Mas Sarai continuava estéril;+ não tinha filho.

31 Tera tomou depois Abrão, seu filho, e Ló, filho de Harã, seu neto,+ e Sarai,+ sua nora, esposa de Abrão, seu filho, e estes saíram com ele* de Ur dos Caldeus, a fim de irem para a terra de Canaã.+ Com o tempo chegaram a Harã+ e passaram a morar ali. 32 E os dias de Tera vieram a ser duzentos e cinco anos. Tera morreu então em Harã.

12 E Jeová passou a dizer a Abrão: “Sai da tua terra, e da tua parentela,* e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei;+ 2 e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção.+ 3 E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti,+ e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas* por meio de ti.”+

4 Em vista disso, Abrão foi como Jeová lhe falara e Ló foi com ele. E Abrão tinha setenta e cinco anos de idade quando saiu de Harã.+ 5 Abrão tomou, pois, Sarai, sua esposa,+ e Ló, filho de seu irmão,+ e todos os bens que tinham acumulado+ e as almas que tinham adquirido em Harã, e eles passaram a sair, a fim de ir para a terra de Canaã.+ Por fim chegaram à terra de Canaã. 6 E Abrão atravessou o país até o lugar de Siquém,*+ perto das árvores grandes de Moré;+ e naquele tempo havia o cananeu no país. 7 Jeová apareceu então a Abrão e disse: “Vou dar esta terra+ à tua descendência.”+ Depois, ele construiu ali um altar a Jeová, que lhe havia aparecido. 8 Mais tarde mudou-se dali para a região montanhosa ao leste de Betel+ e armou a sua tenda com Betel ao oeste e Ai+ ao leste. Então construiu ali um altar a Jeová+ e começou a invocar o nome* de Jeová.+ 9 Posteriormente, Abrão levantou acampamento, indo de acampamento em acampamento para o Negebe.*+

10 Houve então uma fome no país e Abrão se encaminhou para baixo ao Egito, a fim de residir ali como forasteiro,+ porque a fome era severa no país.+ 11 E sucedeu que, assim que chegou perto para entrar no Egito, ele disse então a Sarai, sua esposa: “Agora, por favor, bem sei que és mulher de bela aparência.+ 12 Assim, forçosamente há de acontecer que os egípcios te verão e dirão: ‘Esta é a esposa dele.’ E eles certamente me matarão, mas a ti te preservarão viva. 13 Dize, por favor, que és minha irmã,+ a fim de que me vá bem por tua causa, e minha alma por certo viverá devido a ti.”+

14 E aconteceu que, assim que Abrão entrou no Egito, os egípcios chegaram a ver a mulher, que ela era muito bela. 15 E os príncipes de Faraó* também chegaram a vê-la e começaram a louvá-la diante de Faraó, de modo que a mulher foi levada para a casa de Faraó. 16 E este tratou bem a Abrão por causa dela, e ele veio a ter ovelhas, e gado vacum, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos.+ 17 Jeová tocou então Faraó e os da sua casa com grandes pragas,+ por causa de Sarai, esposa de Abrão.+ 18 Em vista disso, Faraó chamou Abrão e disse: “Que é isto que me fizeste? Por que não me informaste de que ela era a tua esposa?+ 19 Por que disseste: ‘Ela é minha irmã’,+ de modo que eu estava para tomá-la por minha esposa? E agora, eis a tua esposa. Toma-a e vai-te!” 20 E Faraó deu ordens aos homens concernente a ele, e foram escoltar a ele e a sua esposa, e a tudo o que tinha.*+

13 A seguir, Abrão subiu do Egito ao Negebe,+ ele e sua esposa, e tudo o que tinha, e Ló com ele. 2 E Abrão era bem abastado de manadas, e de prata, e de ouro.+ 3 E ele ia de acampamento em acampamento, saindo do Negebe e [indo] para Betel, para o lugar onde a sua tenda estivera no início, entre Betel e Ai,+ 4 para o lugar do altar que fizera ali originalmente;+ e Abrão passou a invocar ali* o nome de Jeová.+

5 Ora, Ló, que acompanhava Abrão, também possuía ovelhas, e gado vacum, e tendas. 6 De modo que o país não permitia que morassem todos juntos, porque os seus bens tinham ficado numerosos e não podiam morar todos juntos.+ 7 E surgiu uma altercação entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e naquele tempo moravam no país+ o cananeu e o perizeu. 8 Portanto, Abrão disse a Ló:+ “Por favor, não continue qualquer altercação entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, pois nós homens somos irmãos.+ 9 Não te está disponível todo o país?* Por favor, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, então hei de ir para a direita; mas se fores para a direita, então hei de ir para a esquerda.”+ 10 Ló levantou assim os seus olhos e viu todo o Distrito* do Jordão,+ que todo ele era uma região bem regada, antes de Jeová arruinar Sodoma e Gomorra, semelhante ao jardim* de Jeová,+ semelhante à terra do Egito, até Zoar.*+ 11 Ló escolheu então para si todo o Distrito do Jordão, e Ló mudou seu acampamento para o leste. Separaram-se assim um do outro. 12 Abrão morava na terra de Canaã, mas Ló morava entre as cidades do Distrito.+ Por fim armou a sua tenda perto de Sodoma. 13 E os homens de Sodoma eram maus e eram grandes pecadores contra Jeová.+

14 E Jeová disse a Abrão, depois de Ló se ter separado dele: “Levanta os teus olhos, por favor, e olha desde o lugar onde estás, para o norte, e para o sul,* e para o leste, e para o oeste,*+ 15 porque a ti e a teu descendente vou dar toda a terra para a qual estás olhando, até um tempo indefinido.+ 16 E vou fazer o teu descendente semelhante às partículas de pó da terra, de modo que, se um homem pudesse contar as partículas de pó da terra, então a tua descendência poderia ser computada.+ 17 Levanta-te, percorre o país no seu comprimento e na sua largura, porque vou dá-lo a ti.”+ 18 Abrão continuou assim vivendo em tendas.* Mais tarde veio e morou entre as árvores grandes de Manre,+ que estão em Hébron;+ e ali passou a construir um altar a Jeová.+

14 Sucedeu então, nos dias de* Anrafel, rei* de Sinear,+ Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer,+ rei de Elão,+ e Tidal, rei de Goim,*+ 2 que estes fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma,+ e contra Birsa, rei de Gomorra,+ e Sinabe, rei de Admá,+ e Semeber, rei de Zeboim,+ e contra o rei de Bela (isto é, Zoar).+ 3 Todos estes marcharam como aliados+ para a Baixada de Sidim,*+ isto é, o Mar Salgado.+

4 Doze anos tinham servido a Quedorlaomer, mas no décimo terceiro ano rebelaram-se. 5 E no décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e também os reis que estavam com ele, e infligiram derrotas aos refains em Asterote-Carnaim,+ e aos zuzins em Hã, e aos emins+ em Savé-Quiriataim, 6 e aos horeus+ na sua montanha de Seir,+ descendo até El-Parã,+ que está junto ao ermo. 7 Depois deram volta e vieram a En-Mispate, isto é, Cades,+ e derrotaram todo o campo dos amalequitas+ e também os amorreus+ que moravam em Hazazom-Tamar.+

8 Neste ponto, o rei de Sodoma pôs-se em marcha, bem como o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Bela, (isto é, Zoar,) e puseram-se em ordem de batalha contra eles na Baixada de Sidim,+ 9 contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinear, e Arioque, rei de Elasar;+ quatro reis contra os cinco. 10 Ora, a Baixada de Sidim+ era de poços e mais poços de betume;+ e os reis de Sodoma e Gomorra+ puseram-se em fuga e caíram neles, e os remanescentes fugiram para a região montanhosa.+ 11 Os vencedores* tomaram então todos os bens de Sodoma e Gomorra, e todos os seus víveres, e seguiram seu caminho.+ 12 Tomaram também Ló, filho do irmão de Abrão, e os seus bens, e prosseguiram no seu caminho. Ele morava então em Sodoma.+

13 Depois veio um homem que escapara e o contou a Abrão, o hebreu.*+ Ele residia então entre as árvores grandes de Manre, o amorreu,+ irmão de Escol e irmão de Aner;+ e eles eram confederados* de Abrão. 14 Abrão ouviu, pois, que seu irmão tinha sido levado cativo.+ Em vista disso convocou seus homens treinados,+ trezentos e dezoito escravos nascidos na sua casa,*+ e foi no encalço [deles] até Dã.+ 15 E de noite ele recorreu à divisão das suas forças+ contra eles, ele e seus escravos, e assim os derrotou e foi persegui-los até Hobá, que fica ao norte* de Damasco. 16 E passou a recuperar todos os bens+ e recuperou também a Ló, seu irmão, e os bens dele, e também as mulheres e o povo.+

17 O rei de Sodoma saiu-lhe então ao encontro, depois de ele ter voltado de derrotar Quedorlaomer e os reis que havia com ele, à Baixada de Savé,* isto é, à Baixada do rei.+ 18 E Melquisedeque,+ rei de Salém,+ trouxe para fora pão e vinho;+ e ele era sacerdote* do Deus Altíssimo.*+ 19 Abençoou-o então e disse:

“Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo,+

Produtor* do céu e da terra;+

20 E bendito seja o Deus Altíssimo,+

Que entregou os teus opressores na tua mão!”+

Então, Abrão* deu-lhe um décimo* de tudo.+

21 Depois, o rei de Sodoma disse a Abrão: “Dá-me as almas,*+ mas toma para ti os bens.” 22 A isso Abrão disse ao rei de Sodoma: “Ergo deveras minha mão [em juramento]+ a Jeová, o Deus Altíssimo, Produtor do céu e da terra, 23 que, desde o fio até o cordão de sandália, não, não tomarei nada daquilo que é teu,+ para que não digas: ‘Fui eu que enriqueci a Abrão.’ 24 Nada para mim!+ Somente o que os jovens já comeram e o quinhão dos homens que foram comigo, Aner, Escol e Manre+ — que tomem o quinhão deles.”+

15 Depois destas coisas veio a palavra de Jeová a Abrão, numa visão,+ dizendo: “Não temas,+ Abrão. Eu sou para ti escudo.+ Tua recompensa será muito grande.”*+ 2 Abrão disse a isso: “Soberano Senhor Jeová,* o que me darás, visto que me vou sem filhos e quem possuirá a minha casa é um homem de Damasco, Eliézer?”+ 3 E Abrão acrescentou: “Eis que não me tens dado descendente,+ e eis que um filho+ dos da minha casa me sucederá como herdeiro.” 4 Mas, eis que a palavra de Jeová para ele foi nestas palavras: “Este homem não te sucederá como herdeiro, mas alguém que virá das tuas próprias entranhas* te sucederá como herdeiro.”+

5 Ele o levou então para fora e disse: “Olha para os céus, por favor, e conta as estrelas, se as puderes contar.”+ E prosseguiu, dizendo-lhe: “Assim se tornará o teu descendente.”+ 6 E ele depositou fé* em Jeová;+ e este passou a imputar-lhe isso como justiça.+ 7 Acrescentou-lhe então: “Eu sou Jeová, que te fiz sair de Ur dos Caldeus para dar-te esta terra, a fim de tomares posse dela.”+ 8 A isto ele disse: “Soberano Senhor Jeová,* por meio de que saberei que tomarei posse dela?”+ 9 Ele lhe disse, por sua vez: “Toma para mim* uma novilha de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, e uma rola e um pombinho.”+ 10 De modo que tomou todos estes e os cortou pelo meio, e pôs cada parte deles para corresponder à outra, mas as aves não cortou em pedaços.+ 11 E as aves de rapina começavam a descer sobre os cadáveres,+ mas Abrão as enxotava.

12 Depois de algum tempo, o sol estava para pôr-se, e caiu um sono profundo sobre Abrão,+ e eis que caía sobre ele uma grande e aterradora escuridão.* 13 E ele começou a dizer a Abrão: “Sabe com certeza que o teu descendente se tornará residente forasteiro numa terra que não é sua;+ e eles terão de servir-lhes, e estes certamente os atribularão por quatrocentos anos.+ 14 Mas eu estou julgando a nação à qual servirão,+ e depois sairão com muitos bens.+ 15 Quanto a ti, irás em paz para os teus antepassados; serás enterrado numa boa velhice.+ 16 Na quarta geração, porém, voltarão para cá,+ porque ainda não se completou o erro dos amorreus.”+

17 O sol se punha então e houve uma profunda escuridão, e eis uma fornalha fumegante e uma tocha acesa que passava entre esses pedaços.+ 18 Naquele dia Jeová concluiu* um pacto com Abrão,+ dizendo: “À tua descendência hei de dar esta terra,+ desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates:+ 19 os queneus,+ e os quenizeus, e os cadmoneus, 20 e os hititas,+ e os perizeus,+ e os refains,+ 21 e os amorreus, e os cananeus, e os girgaseus, e os jebuseus.+”

16 Ora, Sarai, esposa de Abrão, não lhe dera filhos;+ mas ela tinha uma serva egípcia, e o nome desta era Agar.+ 2 Portanto, Sarai disse a Abrão: “Por favor! Eis que Jeová me impediu de dar à luz filhos.+ Por favor, tem relações com a minha serva. Talvez eu obtenha filhos por meio dela.”+ Abrão escutou assim a voz de Sarai.+ 3 Sarai, esposa de Abrão, tomou então Agar, sua serva egípcia, ao fim de dez anos de morada de Abrão na terra de Canaã, e deu-a a Abrão, seu esposo, como esposa dele.+ 4 Concordemente, ele teve relações com Agar e ela ficou grávida. Quando ela se apercebeu de que estava grávida, então a sua senhora começou a ficar desprezada aos seus olhos.+

5 Sarai disse então a Abrão: “Seja sobre ti a violência que se me faz. Eu mesma entreguei a minha serva ao teu colo e ela se apercebeu de que ficara grávida, e comecei a ser desprezada aos seus olhos. Julgue Jeová entre mim e ti.”*+ 6 Portanto, Abrão disse a Sarai:+ “Eis que a tua serva está à tua disposição. Faze com ela o que parece bem aos teus olhos.”+ Sarai começou então a humilhá-la,* de modo que fugiu dela.+

7 O anjo de Jeová*+ encontrou-a mais tarde junto a uma fonte de águas no ermo, junto à fonte no caminho de Sur.+ 8 E ele começou a dizer: “Agar, serva de Sarai, donde vieste e para onde vais?” A isso ela disse: “Ora, estou fugindo de Sarai, minha senhora.” 9 E o anjo de Jeová prosseguiu, dizendo-lhe: “Volta para tua senhora e humilha-te debaixo da sua mão.”+ 10 O anjo de Jeová disse-lhe então: “Multiplicarei grandemente a tua descendência,+ de modo que não será contada por causa da [sua] multidão.”+ 11 Outrossim, o anjo de Jeová acrescentou-lhe: “Eis que estás grávida e darás à luz um filho, e terás de chamá-lo pelo nome de Ismael;*+ pois Jeová tem ouvido a tua tribulação.+ 12 Quanto a ele, tornar-se-á uma zebra* de homem. Sua mão será contra todos e a mão de todos será contra ele;+ e residirá diante da face de todos os seus irmãos.”+

13 Ela começou então a chamar o nome de Jeová que lhe falava: “Tu és um Deus* de vista”,*+ pois ela disse: “Olhei aqui realmente* para aquele* que me vê?” 14 É por isso que o poço foi chamado* de Beer-Laai-Roi.*+ Eis que está entre Cades e Berede. 15 Posteriormente, Agar deu à luz um filho a Abrão, e Abrão chamou seu filho, que Agar dera à luz, pelo nome de Ismael.+ 16 E Abrão tinha oitenta e seis anos de idade quando Agar deu à luz Ismael a Abrão.

17 Quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, então apareceu Jeová a Abrão e lhe disse:+ “Eu sou o Deus Todo-poderoso.*+ Anda diante de mim e mostra-te sem defeito.+ 2 E vou fazer o meu pacto entre mim e ti,+ para multiplicar-te muitíssimo.”+

3 Em vista disso, Abrão lançou-se com a face+ [por terra], e Deus* continuou a falar com ele, dizendo: 4 “Quanto a mim, eis que meu pacto é contigo,+ e tu te tornarás certamente pai duma multidão de nações.+ 5 E não te chamarás mais pelo nome de Abrão,* e teu nome tem de tornar-se Abraão,* porque vou fazer-te pai duma multidão de nações. 6 E vou fazer-te muitíssimo fecundo e vou fazer que te tornes nações, e reis sairão de ti.+

7 “E vou cumprir meu pacto entre mim e ti,+ e teu descendente depois de ti, segundo as suas gerações, como pacto por tempo indefinido,+ a fim de mostrar-me Deus* para ti e para o teu descendente depois de ti.+ 8 E a ti e a teu descendente depois de ti vou dar a terra das tuas residências como forasteiro,+ sim, toda a terra de Canaã, como propriedade por tempo indefinido; e vou mostrar-me Deus para eles.”+

9 E Deus disse mais a Abraão: “Quanto a ti, hás de guardar o meu pacto, tu e teu descendente depois de ti, segundo as suas gerações.+ 10 Este é o meu pacto que guardareis entre mim e vós, até mesmo teu descendente depois de ti:+ Cada macho vosso terá de ser circuncidado.+ 11 E tereis de ser circuncidados na carne dos vossos prepúcios, e isso terá de servir de sinal do pacto entre mim e vós.+ 12 E cada macho vosso, aos oito dias de idade, terá de ser circuncidado,+ segundo as vossas gerações, todo o nascido na casa* e todo o comprado por dinheiro* de qualquer estrangeiro que não procede de teu descendente. 13 Cada homem nascido na tua casa e cada homem comprado por teu dinheiro, sem falta terá de ser circuncidado;+ e o meu pacto na vossa carne terá de servir de pacto por tempo indefinido.+ 14 E o macho incircunciso, que não fizer circuncidar a carne de seu prepúcio, sim, esta alma terá de ser decepada do seu povo.+ Violou o meu pacto.”

15 E Deus prosseguiu, dizendo a Abraão: “Quanto a Sarai, tua esposa, não deves chamá-la pelo nome de Sarai,* porque Sara* é o seu nome.+ 16 E vou abençoá-la e também dar-te dela um filho;+ e vou abençoá-la e ela se tornará nações;+ reis de povos procederão dela.”+ 17 Em vista disso, Abraão lançou-se com a face [por terra], e começou a rir-se e a dizer no seu coração:+ “Nascerá um filho a um homem de cem anos de idade, e dará à luz Sara, sim, uma mulher de noventa anos de idade?”+

18 Abraão disse depois ao [verdadeiro] Deus:* “Se Ismael tão-somente vivesse diante de ti!”+ 19 A isso Deus disse: “Sara, tua esposa, deveras te dará à luz um filho, e terás de chamá-lo pelo nome de Isaque.*+ E vou estabelecer com ele o meu pacto como pacto por tempo indefinido para o seu descendente depois dele.+ 20 Mas, quanto a Ismael, eu te ouvi. Eis que vou abençoá-lo e fazê-lo fecundo, e vou multiplicá-lo muitíssimo.+ Ele produzirá certamente doze maiorais,* e eu vou fazer dele uma grande nação.+ 21 No entanto, meu pacto eu estabelecerei com Isaque,+ que Sara te dará à luz neste tempo designado no ano que vem.”+

22 Com isso, Deus acabou de falar com ele e ascendeu [de perto] de Abraão.+ 23 Abraão passou a tomar então Ismael, seu filho, e todos os homens nascidos na sua casa, e todo o comprado por dinheiro seu, cada macho dentre os homens da casa de Abraão, e neste mesmo dia foi circuncidar a carne dos seus prepúcios, assim como Deus lhe falara.+ 24 E Abraão tinha noventa e nove anos de idade quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio.+ 25 E Ismael, seu filho, tinha treze anos de idade quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio.+ 26 Neste mesmo dia foi circuncidado Abraão, e também Ismael, seu filho.+ 27 E todos os homens de sua casa, todo o nascido na casa e todo o comprado por dinheiro dum estrangeiro, foram circuncidados com ele.+

18 Jeová apareceu-lhe+ posteriormente entre as árvores grandes de Manre,+ enquanto estava sentado à entrada da tenda, por volta do calor do dia.+ 2 Ao levantar os seus olhos,+ olhou e eis que havia três homens parados a certa distância dele. Quando os avistou, começou a correr ao encontro deles, desde a entrada da tenda, e passou a curvar-se para a terra.+ 3 Disse então: “Jeová,* se eu tiver agora achado favor aos teus olhos, por favor, não passes por teu servo.+ 4 Por favor, tome-se um pouco de água e terão de lavar-se os vossos pés.+ Recostai-vos então debaixo da árvore.+ 5 E deixai-me buscar um pedaço de pão, e revigorai os vossos corações.+ Depois podereis passar adiante, pois é por isso que passastes por aqui até o vosso servo.” A isto disseram: “Está bem. Podes fazer como falaste.”

6 Abraão foi então apressadamente à tenda, a Sara, e disse: “Depressa! Apanha três seás* de flor de farinha, amassa-a e faze bolos redondos.”+ 7 A seguir, Abraão correu à manada e foi apanhar um vitelo tenro e bom e entregá-lo ao ajudante, e este se apressou a aprontá-lo.+ 8 Tomou então manteiga e leite, bem como o vitelo que aprontara, e os pôs diante deles.+ Ele mesmo ficou então de pé perto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam.+

9 Disseram-lhe* então: “Onde está Sara, tua esposa?”+ A isto ele disse: “Aqui na tenda!”+ 10 De modo que continuou: “Seguramente retornarei a ti no ano que vem, neste mesmo tempo,* e eis que Sara, tua esposa, terá um filho.”+ Ora, Sara estava escutando à entrada da tenda e esta estava atrás do homem. 11 E Abraão e Sara já eram velhos, avançados em anos.+ A Sara havia cessado a menstruação.*+ 12 Por isso, Sara começou a rir-se no íntimo,+ dizendo: “Depois de esgotada, terei realmente prazer, sendo velho também meu senhor?”*+ 13 Jeová disse então a Abraão: “Por que foi que Sara se riu, dizendo: ‘Darei real e verdadeiramente à luz, embora eu tenha ficado velha?’+ 14 Há alguma coisa [que seja] extraordinária demais para Jeová?+ Retornarei a ti no tempo designado, no ano que vem, neste mesmo tempo, e Sara terá um filho.” 15 Sara, porém, começou a negá-lo, dizendo: “Não me ri!” Pois tinha medo. A isso ele disse: “Não, mas riste!”+

16 Mais tarde, os homens levantaram-se dali e olharam para baixo, em direção a Sodoma,+ e Abraão andava com eles para acompanhá-los.+ 17 E Jeová* disse: “Hei de manter encoberto a Abraão o que estou fazendo?+ 18 Ora, Abraão seguramente se tornará uma nação grande e forte, e todas as nações da terra terão de abençoar a si mesmas por meio dele.+ 19 Pois fui familiarizar-me com ele, para que ordenasse aos seus filhos e aos da sua casa depois dele que guardassem o caminho de Jeová para fazer a justiça e o juízo;+ a fim de que Jeová, com certeza, faça vir sobre Abraão aquilo que falou a respeito dele.”+

20 Por conseguinte, Jeová disse: “O clamor de queixa a respeito de Sodoma e Gomorra,+ sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave.+ 21 Estou de todo resolvido a descer para ver se de fato agem segundo o clamor sobre isso, que tem chegado a mim, e se não for assim, ficarei sabendo disso.”+

22 Neste ponto, os homens viraram-se ali e seguiram caminho para Sodoma; mas, quanto a Jeová,+ ainda estava parado diante de Abraão.*+ 23 Abraão aproximou-se então e começou a dizer: “Arrasarás realmente o justo junto com o iníquo?+ 24 Suponhamos que haja cinqüenta homens justos no meio da cidade. Arrasá-los-ás então e não perdoarás ao lugar por causa dos cinqüenta justos que há nele?+ 25 É inconcebível a teu respeito que atues desta maneira para entregar à morte o justo junto com o iníquo, de modo que se dê com o justo o que se dá com o iníquo!+ É inconcebível a teu respeito.+ Não fará o Juiz de toda a terra o que é direito?”+ 26 Jeová disse então: “Se eu achar em Sodoma cinqüenta homens justos no meio da cidade, hei de perdoar ao lugar inteiro por causa deles.”+ 27 Mas Abraão prosseguiu, respondendo e dizendo: “Por favor, eis que me dispus a falar a Jeová,* sendo eu pó e cinzas.+ 28 Suponhamos que faltem cinco para os cinqüenta justos. Arruinarás a cidade inteira por causa dos cinco?” A isso ele disse: “Não a arruinarei se achar ali quarenta e cinco.”+

29 Mas, falou-lhe ainda mais uma vez e disse: “Suponhamos que se achem ali quarenta.” Ele, por sua vez, disse: “Não o farei por causa dos quarenta.” 30 Mas ele continuou: “Por favor, não se acenda a ira de Jeová,*+ mas continue eu falando:+ Suponhamos que se achem ali trinta.” Ele, por sua vez, disse: “Não o farei se achar ali trinta.” 31 Mas ele continuou: “Por favor, eis que me dispus a falar a Jeová:*+ Suponhamos que se achem ali vinte.” Ele, por sua vez, disse: “Não a arruinarei por causa dos vinte.”+ 32 Por fim disse: “Por favor, não se acenda a ira de Jeová,*+ mas fale eu só mais esta vez:+ Suponhamos que se achem ali dez.” Ele, por sua vez, disse: “Não a arruinarei por causa dos dez.”+ 33 Então, acabando de falar com Abraão, Jeová+ seguiu caminho e Abraão retornou ao seu lugar.

19 Ora, os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer, e Ló estava sentado no portão de Sodoma.+ Avistando-os Ló, levantou-se para ir ao seu encontro e curvou-se com o rosto por terra.+ 2 E passou a dizer: “Ora, por favor, meus senhores, desviai-vos, por favor, para a casa do vosso servo e pernoitai ali, e lavem-se os vossos pés.+ Então tereis de levantar-vos cedo e seguir o vosso caminho.”+ A isto disseram: “Não, mas pernoitaremos na praça pública.”+ 3 Mas instava com eles,+ de modo que se desviaram para ele e entraram na sua casa. Preparou-lhes então um banquete+ e cozeu pães não fermentados,+ e eles passaram a comer.

4 Antes de se poderem deitar, os homens da cidade, os homens de Sodoma, cercaram a casa,+ desde o rapaz até o velho, todo o povo numa só turba.*+ 5 E chamavam a Ló e diziam-lhe: “Onde estão os homens que foram ter contigo hoje à noite? Traze-os para fora a nós, para que tenhamos relações com eles.”+

6 Por fim, Ló saiu a eles à entrada, mas fechou a porta atrás de si. 7 Disse então: “Por favor, meus irmãos, não procedais mal.+ 8 Por favor, eis que tenho duas filhas que nunca tiveram relações com um homem.+ Por favor, deixai-me trazê-las para fora a vós. Fazei então com elas o que parecer bem aos vossos olhos.+ Somente não façais nada a esses homens,+ porque foi por isso que vieram sob a sombra do meu teto.”+ 9 A isso disseram: “Sai daí!” E acrescentaram: “Este homem solitário veio para cá residir como forasteiro+ e ainda assim quer fazer-se realmente de juiz.+ Agora vamos fazer a ti pior do que a eles.” E arremessaram-se fortemente contra o homem,+ contra Ló, e chegaram-se para arrombar a porta.+ 10 De modo que os homens estenderam as suas mãos e puxaram Ló para dentro da casa, e fecharam a porta. 11 Mas feriram de cegueira os homens que estavam à entrada da casa,+ do menor ao maior,+ de modo que se afadigaram tentando achar a entrada.+

12 Os homens disseram então a Ló: “Tens mais alguém aqui? Genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos os que são teus na cidade, leva-os para fora do lugar!+ 13 Pois vamos arruinar este lugar, porque o clamor contra eles tornou-se alto perante Jeová,+ de modo que Jeová nos enviou para arruinar a cidade.”*+ 14 Ló saiu, por isso, e começou a falar com os seus genros, que haviam de tomar* suas filhas, e dizia-lhes: “Levantai-vos! Saí deste lugar, porque Jeová vai arruinar a cidade!”+ Mas ele parecia aos olhos de seus genros como quem estava brincando.+

15 No entanto, ao subir a alva, os anjos ficaram insistentes com Ló, dizendo: “Levanta-te! Toma tua esposa e as duas filhas tuas que se acham aqui,+ para que não sejas arrasado no erro da cidade!”+ 16 Demorando-se ele ainda,+ então, na compaixão de Jeová para com ele,+ os homens agarraram-lhe a mão, e a mão de sua esposa, e as mãos de suas duas filhas, e passaram a levá-lo para fora e a deixá-lo fora da cidade.+ 17 E sucedeu que, assim que os tinham levado para fora, aos arrabaldes, começou* a dizer: “Escapa-te, por tua alma!+ Não olhes para trás+ e não pares em todo o Distrito!*+ Escapa para a região montanhosa, para que não sejas arrasado!”+

18 Ló disse-lhes então: “Não isso, por favor, Jeová!* 19 Ora, por favor, teu servo achou favor aos teus olhos,+ de modo que estás magnificando a tua benevolência*+ de que usas para comigo, para preservar viva a minha alma,+ mas eu — eu não posso escapar para a região montanhosa, para que não se apegue a mim a calamidade e eu certamente morra.+ 20 Ora, por favor, esta cidade está perto para se fugir para lá, e é uma coisa pequena.+ Por favor, posso escapar-me para lá — não é uma coisa pequena? — e minha alma viverá.”+ 21 Ele lhe disse então: “Eis que também neste ponto tenho deveras consideração* para contigo,+ não subvertendo a cidade de que falaste.+ 22 Apressa-te! Escapa para lá, porque não posso fazer coisa alguma até chegares lá!”+ É por isso que chamou a cidade pelo nome de Zoar.*+

23 O sol já tinha saído sobre a terra quando Ló chegou a Zoar.+ 24 Jeová fez então chover enxofre e fogo sobre Sodoma e sobre Gomorra, da parte de Jeová, desde os céus.+ 25 Assim foi subverter essas cidades, sim, o Distrito inteiro, e todos os habitantes das cidades e as plantas do solo.+ 26 E a esposa dele começou a olhar em volta, por detrás dele,* e ela se tornou uma coluna de sal.+

27 Ora, Abraão se encaminhou de manhã cedo para o lugar onde tinha estado em pé diante de Jeová.+ 28 Olhou então para baixo, para Sodoma e Gomorra, e para todo o país do Distrito, e viu um espetáculo. Ora, eis que subia fumaça grossa da terra, como a fumaça grossa dum forno de calcinação!+ 29 E aconteceu que, quando Deus arruinou as cidades do Distrito, Deus lembrou-se de Abraão, tomando medidas para mandar Ló para fora da demolição quando subverteu as cidades entre as quais Ló havia morado.+

30 Mais tarde, Ló subiu de Zoar e começou a morar na região montanhosa, e com ele suas duas filhas,+ porque ficou com medo de morar em Zoar.+ Começou assim a morar numa caverna, ele e suas duas filhas. 31 E a primogênita passou a dizer à mais jovem: “Nosso pai já é velho e não há homem no país para ter relações conosco segundo o costume de toda a terra.+ 32 Vem, demos de beber+ vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, e preservemos descendência a nosso pai.”+

33 Durante aquela noite, pois, foram dar de beber vinho a seu pai;+ então entrou a primogênita e se deitou com o seu pai, mas ele não percebeu nem quando ela se deitou nem quando se levantou.* 34 E no dia seguinte sucedeu que a primogênita disse à mais jovem: “Eis que na noite passada me deitei com o meu pai. Demos-lhe de beber vinho também hoje à noite. Depois entra, deita-te com ele, e preservemos descendência a nosso pai.” 35 Assim, também durante aquela noite deram de beber repetidamente vinho a seu pai; a mais jovem levantou-se então e deitou-se com ele, mas ele não percebeu nem quando ela se deitou nem quando se levantou. 36 E ambas as filhas de Ló ficaram grávidas de seu pai.+ 37 A seu tempo, a primogênita tornou-se mãe dum filho e chamou-o pelo nome de Moabe.*+ Ele é o pai de Moabe, até o dia de hoje.+ 38 Quanto à mais jovem, também ela deu à luz um filho e chamou-o então pelo nome de Ben-Ami.* Ele é o pai dos filhos de Amom,+ até o dia de hoje.

20 Abraão mudou então o acampamento dali+ para a terra do Negebe e passou a morar entre Cades+ e Sur,+ e foi residir como forasteiro em Gerar.+ 2 E Abraão repetiu com respeito a Sara, sua esposa: “Ela é minha irmã.”+ Em vista disso, Abimeleque,* rei de Gerar, mandou tomar Sara.+ 3 Posteriormente, Deus veio a Abimeleque num sonho, durante a noite, e disse-lhe: “Eis que a bem dizer já estás morto, por causa da mulher que tomaste,+ visto que ela pertence a outro dono como sua esposa.”+ 4 No entanto, Abimeleque não se havia chegado a ela.+ Disse, portanto: “Jeová,* matarás uma nação que é realmente justa?+ 5 Não me disse ele: ‘Ela é minha irmã’? e ela — não me disse também: ‘Ele é meu irmão’? Fiz isso na honestidade do meu coração e com a inocência das minhas mãos.”+ 6 O [verdadeiro] Deus disse-lhe então no sonho: “Eu também sabia que fizeste isso na honestidade do teu coração,+ e também te refreei de pecar contra mim.+ É por isso que não te permiti tocar nela.+ 7 Mas agora, restitui a esposa do homem, pois ele é profeta*+ e fará intercessão por ti.+ Portanto, continua vivendo. Mas, se não a restituíres, sabe que positivamente morrerás, tu e todos os teus.”+

8 Abimeleque levantou-se, pois, de manhã cedo e passou a chamar todos os seus servos e a falar de todas estas coisas aos seus ouvidos. E os homens ficaram com muito medo. 9 Abimeleque chamou então a Abraão e disse-lhe: “Que nos fizeste e que pecado cometi contra ti, de trazeres um grande pecado sobre mim e meu reino?+ Fizeste para comigo atos que não se deviam fazer.”+ 10 Abimeleque prosseguiu, dizendo a Abraão: “Que visaste, fazendo esta coisa?”+ 11 Abraão disse então: “Foi porque eu disse a mim mesmo: ‘Sem dúvida, não há temor de Deus* neste lugar,+ e certamente me matarão por causa da minha esposa.’+ 12 E, além disso, ela é realmente minha irmã, filha de meu pai, apenas não é filha de minha mãe; e ela se tornou minha esposa.+ 13 E sucedeu que, quando Deus me fez [sair] da casa de meu pai+ [para] andar vagueando,* então eu disse a ela: ‘Esta é a tua benevolência*+ de que podes usar para comigo: Em todo lugar a que chegarmos, dize a meu respeito: “Ele é meu irmão.”’”+

14 A seguir, Abimeleque tomou ovelhas e gado vacum, e servos, e servas, e deu-os a Abraão e restituiu-lhe Sara, sua esposa.+ 15 Ademais, Abimeleque disse: “Eis que a minha terra está à tua disposição.* Mora onde parecer bem aos teus olhos.”+ 16 E a Sara ele disse: “Eis que deveras dou mil [peças] de prata* ao teu irmão.+ Eis que é para ti uma venda+ para os olhos* de todos os que estão contigo, e perante todos, e estás livre de vitupério.”* 17 E Abraão começou a fazer intercessão ao [verdadeiro] Deus;+ e Deus* passou a curar Abimeleque e sua esposa, e suas escravas, e elas começaram a dar à luz filhos. 18 Pois Jeová cerrara totalmente cada madre na casa de Abimeleque, por causa de Sara, esposa de Abraão.+

21 E Jeová voltou a sua atenção para Sara, assim como dissera, e Jeová fez, pois, a Sara assim como falara.+ 2 E Sara ficou grávida+ e então deu à luz um filho a Abraão, na velhice dele, no tempo designado de que Deus lhe falara.+ 3 Concordemente, Abraão deu o nome de Isaque+ ao filho que lhe nascera, que Sara lhe dera à luz. 4 E Abraão passou a circuncidar Isaque, seu filho, aos oito dias de idade, assim como Deus lhe mandara.+ 5 E Abraão tinha cem anos de idade quando lhe nasceu Isaque, seu filho. 6 Sara disse então: “Deus me preparou riso: todo aquele que ouvir isso há de rir de mim.”+ 7 E acrescentou: “Quem teria enunciado a Abraão: ‘Sara há de amamentar filhos’, sendo que tenho dado à luz um filho na sua velhice?”

8 Ora, o menino crescia e veio a ser desmamado;+ e Abraão preparou então um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado. 9 E Sara estava notando que o filho de Agar, a egípcia,+ que ela dera a Abraão, fazia caçoada.+ 10 De modo que começou a dizer a Abraão: “Expulsa essa escrava e o filho dela, pois o filho desta escrava não vai ser herdeiro com o meu filho, com Isaque!”+ 11 Mas o assunto se mostrou muito desagradável a Abraão no que se referia a seu filho.+ 12 Deus disse então a Abraão: “Não te desagrade nada daquilo que Sara te está dizendo sobre o rapaz e sobre a tua escrava. Escuta a sua voz, pois o que será chamado teu descendente será por intermédio de Isaque.+ 13 E quanto ao filho da escrava,+ também farei dele uma nação, por ser teu descendente.”+

14 Abraão levantou-se então de manhã cedo e tomou pão e um odre de água, e deu-o a Agar,+ pondo-o nos ombros dela, e o menino,+ e então a despediu. E ela foi embora e andou vagueando pelo ermo de Berseba.*+ 15 Por fim se acabou a água no odre+ e ela lançou+ o menino debaixo de um dos arbustos. 16 Seguiu então adiante e sentou-se à parte, à distância de cerca de um tiro de flecha, porque dizia: “Não veja eu o menino morrer.”+ De modo que se assentou à distância e começou a levantar a sua voz e a chorar.*+

17 Deus ouviu então a voz do rapaz,+ e o anjo de Deus chamou Agar desde os céus e disse-lhe:+ “Que tens, Agar? Não tenhas medo, porque Deus tem escutado a voz do rapaz ali onde está. 18 Levanta-te, ergue o rapaz e segura-o com a tua mão, porque hei de fazer dele uma grande nação.”+ 19 Deus abriu-lhe então os olhos, de modo que avistou um poço de água;+ e ela foi e começou a encher o odre de água e a dar de beber ao rapaz. 20 E Deus continuou a estar com o rapaz,+ e ele crescia e morava no ermo, e tornou-se arqueiro.*+ 21 E passou a morar no ermo de Parã,+ e sua mãe passou a tomar para ele uma esposa da terra do Egito.

22 Ora, sucedeu naquele tempo que Abimeleque, junto com Ficol, chefe do seu exército, disse a Abraão: “Deus* está contigo em tudo o que fazes.+ 23 Portanto, jura-me agora aqui por Deus+ que não te mostrarás falso para comigo e para com a minha progênie e minha posteridade;+ que, segundo o amor leal de que usei para contigo,+ tu tratarás comigo e com a terra em que tens residido como forasteiro.”+ 24 Portanto, Abraão disse: “Jurarei.”+

25 Quando Abraão criticou severamente a Abimeleque com respeito ao poço de água que os servos de Abimeleque tomaram à força,+ 26 então, Abimeleque disse: “Não sei quem fez esta coisa, nem tampouco tu mesmo me informaste, e eu mesmo não ouvi [falar] disso até hoje.”+ 27 Abraão tomou então ovelhas e gado vacum, e deu-os a Abimeleque,+ e ambos passaram a concluir* um pacto.+ 28 Quando Abraão pôs à parte sete cordeiras do rebanho, 29 Abimeleque prosseguiu, dizendo a Abraão: “Qual é o significado destas sete cordeiras que puseste à parte?” 30 Ele disse então: “Hás de aceitar da minha mão as sete cordeiras, para que me sirvam de testemunho+ de que cavei este poço.” 31 É por isso que ele chamou aquele lugar de Berseba,+ porque ambos fizeram ali um juramento. 32 E concluíram assim um pacto+ em Berseba, após o que Abimeleque se levantou, com Ficol, chefe do seu exército, e voltaram para a terra dos filisteus.+ 33 Plantou depois em Berseba uma tamargueira e invocou ali o nome de Jeová,+ o Deus que perdura indefinidamente.*+ 34 E Abraão estendeu por muitos dias a sua residência como forasteiro na terra dos filisteus.+

22 Então, depois dessas coisas, sucedeu que o [verdadeiro] Deus pôs Abraão à prova.+ Conseqüentemente, disse-lhe: “Abraão!” a que ele disse: “Eis-me aqui!”+ 2 E prosseguiu, dizendo: “Toma, por favor, teu filho, teu único filho a quem tanto amas,+ Isaque,+ e faze uma viagem à terra de Moriá+ e oferece-o ali como oferta queimada num dos montes que te designarei.”+

3 Abraão levantou-se, pois, de manhã cedo e selou o seu jumento, e tomou consigo dois dos seus ajudantes* e seu filho Isaque;+ e rachou lenha para a oferta queimada. Levantou-se então e foi viajar para o lugar que o [verdadeiro] Deus lhe designou. 4 Foi só no terceiro dia que Abraão levantou os olhos e começou a ver o lugar à distância. 5 Abraão disse então aos seus ajudantes:+ “Ficai aqui com o jumento, mas eu e o rapaz queremos ir para lá e adorar,+ e retornar a vós.”

6 Depois, Abraão tomou a lenha da oferta queimada e a pôs sobre Isaque, seu filho,+ e tomou na mão o fogo e o cutelo, e ambos seguiram juntos.+ 7 E Isaque começou a dizer a Abraão, seu pai:* “Meu pai!”+ Ele disse, por sua vez: “Eis-me aqui, meu filho!”+ Continuou, pois: “Eis o fogo e a lenha, mas onde está o ovídeo para a oferta queimada?”+ 8 Abraão disse então: “Meu filho, Deus providenciará para si o ovídeo para a oferta queimada.”+ E ambos prosseguiram andando juntos.

9 Por fim chegaram ao lugar que o [verdadeiro] Deus lhe designara, e Abraão construiu ali um altar+ e pôs a lenha em ordem, e amarrou Isaque, seu filho, de mãos e pés e o colocou no altar, por cima da lenha.+ 10 Abraão estendeu então a sua mão e tomou o cutelo para matar seu filho.+ 11 Mas o anjo de Jeová começou a chamá-lo desde os céus e a dizer:+ “Abraão, Abraão!” ao que ele respondeu: “Eis-me aqui!” 12 E ele prosseguiu, dizendo: “Não estendas tua mão contra o rapaz e não lhe faças nada,+ pois agora sei deveras que temes a Deus,* visto que não me negaste o teu filho, teu único.”+ 13 Em vista disso, Abraão levantou os olhos e olhou, e eis que a certa distância diante dele havia um carneiro preso pelos chifres na moita. De modo que Abraão foi e tomou o carneiro, e o ofereceu como oferta queimada em lugar de seu filho.+ 14 E Abraão começou a chamar aquele lugar pelo nome de Jeová-Jiré.* É por isso que se costuma dizer hoje: “No monte de Jeová se providenciará.”*+

15 E o anjo de Jeová passou a chamar Abraão pela segunda vez, desde os céus, 16 e a dizer: “‘Juro deveras por mim mesmo’, é a pronunciação de Jeová,+ ‘que, pelo fato de que fizeste esta coisa e não me negaste teu filho, teu único,+ 17 seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar;+ e teu descendente tomará posse do portão* dos seus inimigos.+ 18 E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas*+ por meio de teu descendente,+ pelo fato de que escutaste a minha voz.’”

19 Abraão voltou depois aos seus ajudantes, e levantaram-se e foram juntos embora para Berseba;+ e Abraão continuou morando em Berseba.

20 Ora, depois dessas coisas sucedeu que Abraão recebeu a notícia: “Eis que a própria Milca+ também deu à luz filhos a Naor,+ teu irmão: 21 Uz, seu primogênito, e Buz,+ irmão dele, e Quemuel, pai de Arã, 22 e Quesede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.”+ 23 E Betuel tornou-se pai de Rebeca.+ Estes oito Milca deu à luz a Naor, irmão de Abraão. 24 Havia também a sua concubina, cujo nome era Reumá. Com o tempo, ela mesma também deu à luz Tebá, e Gaã, e Taás e Maacá.+

23 E a vida de Sara veio a ser de cento e vinte e sete anos. Estes foram os anos de vida de Sara.+ 2 Sara morreu então em Quiriate-Arba,+ quer dizer, em Hébron,+ na terra de Canaã,+ e Abraão entrou para lamentar Sara e para chorar por ela. 3 Abraão levantou-se então de diante da sua morta e passou a falar aos filhos de Hete,*+ dizendo: 4 “Residente forasteiro e colono sou entre vós.+ Dai-me a propriedade duma sepultura entre vós, para que eu enterre a minha morta fora da minha vista.”+ 5 A isso responderam os filhos de Hete, dizendo-lhe: 6 “Ouve-nos, meu senhor.*+ Um maioral de Deus* és tu no meio de nós.+ Enterra a tua morta na mais seleta* das nossas sepulturas.+ Nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para impedir que enterres a tua morta.”+

7 Em vista disso, Abraão levantou-se e curvou-se diante dos nativos,*+ os filhos de Hete,+ 8 e falou com eles, dizendo: “Se as vossas almas concordarem* em enterrar a minha morta fora da minha vista, escutai-me e instai por mim com Efrom, filho de Zoar,+ 9 para que me dê a caverna de Macpela,*+ que é dele, a qual se acha na extremidade do seu campo. Dê-ma pelo pleno montante de prata no meio de vós, como propriedade duma sepultura.”+

10 Acontecia que Efrom estava sentado entre os filhos de Hete. De modo que Efrom, o hitita,+ respondeu a Abraão aos ouvidos dos filhos de Hete, com todos os que entravam pelo portão de sua cidade, dizendo:+ 11 “Não, meu senhor! Escuta-me. Eu deveras te dou o campo, e deveras te dou a caverna que está nele. Perante os olhos dos filhos do meu povo o dou a ti.+ Enterra a tua morta.” 12 Abraão curvou-se então diante dos nativos 13 e falou a Efrom, aos ouvidos dos nativos, dizendo: “Tão-somente se tu — não, escuta-me! Hei de dar-te o montante de prata pelo campo. Toma-o de mim,+ para que eu enterre ali a minha morta.”

14 Efrom respondeu então a Abraão, dizendo-lhe: 15 “Meu senhor, escuta-me. Um terreno que vale quatrocentos siclos de prata,* que é isso entre mim e ti? Portanto, enterra a tua morta.”+ 16 Concordemente, Abraão escutou Efrom, e Abraão pesou para Efrom o montante de prata de que falara aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, [moeda] corrente entre os mercadores.+ 17 Deste modo, o campo de Efrom, que havia em Macpela, que está defronte de Manre, o campo e a caverna que havia nele, e todas as árvores que havia no campo,+ que estavam dentro de todos os seus termos ao redor, foram confirmados+ 18 a Abraão como sua compra diante dos olhos dos filhos de Hete, entre todos os que entravam pelo portão de sua cidade.+ 19 E depois disso, Abraão enterrou Sara, sua esposa, na caverna do campo de Macpela, defronte de Manre, quer dizer, Hébron, na terra de Canaã.+ 20 Assim foram confirmados a Abraão o campo e a caverna nele, como propriedade duma sepultura, pelas mãos dos filhos de Hete.+

24 Ora, Abraão era velho, avançado em anos;* e Jeová abençoara Abraão em tudo.+ 2 Por isso, Abraão disse ao seu servo, ao mais velho da sua casa, que administrava* tudo o que possuía:+ “Por favor, põe a tua mão debaixo da minha coxa,+ 3 visto que tenho de fazer-te jurar por Jeová,+ o Deus dos céus e o Deus da terra, que não tomarás para meu filho esposa dentre as filhas dos cananeus, entre os quais estou morando,+ 4 mas que irás ao meu país e à minha parentela,+ e tomarás certamente uma esposa para meu filho, para Isaque.”

5 No entanto, o servo disse-lhe: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra? Tenho de certificar-me de retornar teu filho à terra de que saíste?”+ 6 A isso lhe disse Abraão: “Guarda-te de que não retornes meu filho para lá.+ 7 Jeová, o Deus dos céus, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha parentela,*+ e que me falou e que me jurou,+ dizendo: ‘Vou dar esta terra+ à tua descendência’,+ enviará o seu anjo adiante de ti+ e certamente tomarás dali+ uma esposa para meu filho. 8 Mas, se a mulher não quiser vir contigo, então terás ficado livre deste juramento que me fizeste.+ Somente não deves retornar meu filho para lá.” 9 Com isso, o servo pôs a sua mão debaixo da coxa de Abraão, seu amo, e jurou-lhe com respeito a este assunto.+

10 O servo tomou assim dez camelos dos camelos do seu amo e passou a ir com toda sorte de coisa boa do seu amo na sua mão.+ Levantou-se então e pôs-se a caminho para a Mesopotâmia,* para a cidade de Naor. 11 Por fim, fez os camelos ajoelhar-se, fora da cidade, junto a um poço de água, por volta do anoitecer,+pela hora em que costumavam sair as mulheres que tiravam água.+ 12 E ele passou a dizer: “Jeová, Deus de meu amo Abraão,+ por favor, faze que aconteça diante de mim neste dia, e usa de benevolência+ para com o meu amo Abraão.+ 13 Eis que me acho de pé junto a uma fonte de água e vêm saindo as filhas dos homens da cidade para tirar água.+ 14 O que tem de acontecer é que a moça a quem eu disser: ‘Por favor, inclina o teu cântaro para que eu possa beber’, e que deveras disser: ‘Bebe, e darei de beber também aos teus camelos’, esta é a que tens de determinar ao teu servo,+ a Isaque; e deste modo deixa-me saber que usaste de amor leal para com o meu amo.”+

15 Bem, sucedeu que, antes de ele ter acabado de falar,+ ora, eis que saía Rebeca, que nascera a Betuel,+ filho de Milca,+ esposa de Naor,+ irmão de Abraão, e ela tinha seu cântaro no ombro.+ 16 Ora, a moça* era de aparência muito atraente,+ era virgem,* e nenhum homem tivera relações sexuais com ela;+ e ela desceu até a fonte e começou a encher o seu cântaro, e depois subiu. 17 O servo correu imediatamente ao seu encontro e disse: “Por favor, dá-me um gole de água do teu cântaro.”+ 18 Ela, por sua vez, disse: “Bebe, meu senhor.” Com isso ela abaixou depressa o seu cântaro sobre a sua mão e deu-lhe de beber.+ 19 Acabando de dar-lhe de beber, ela disse: “Tirarei também água para os teus camelos até que acabem de beber.”+ 20 De modo que ela esvaziou depressa o seu cântaro no bebedouro e correu ainda várias vezes ao poço para tirar água,+ e continuou a tirar [água] para todos os seus camelos. 21 Durante todo esse tempo o homem fitava-a admirado, mantendo-se calado para saber se Jeová fizera sua viagem bem sucedida ou não.+

22 Por conseguinte, sucedeu que, quando os camelos tinham acabado de beber, o homem tomou uma argola+ de ouro para as narinas, de meio siclo* de peso, e duas pulseiras+ para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro, 23 e prosseguiu, dizendo: “De quem és filha? Declara-me, por favor: Há um lugar na casa de teu pai para pernoitarmos?”+ 24 A isso ela lhe disse: “Sou filha de Betuel,+ filho de Milca, que ela deu à luz a Naor.”+ 25 E disse-lhe mais: “Temos tanto palha como muita forragem, também um lugar para se pernoitar.”+ 26 E o homem passou a inclinar-se e a prostrar-se diante de Jeová,+ 27 e a dizer: “Bendito seja Jeová,+ o Deus de meu amo Abraão, que não abandonou a sua benevolência e a sua fidedignidade para com o meu amo. Estando eu em caminho, Jeová me guiou à casa dos irmãos do meu amo.”+

28 E a moça saiu correndo e foi contar estas coisas aos da casa de sua mãe. 29 Ora, Rebeca tinha um irmão, e o nome dele era Labão.+ Labão foi assim correndo até o homem que estava lá fora junto à fonte. 30 E sucedeu que, vendo ele a argola para as narinas e as pulseiras+ nas mãos de sua irmã, e ouvindo as palavras de Rebeca, sua irmã, dizendo: “Foi assim que o homem me falou”, veio ao homem, e eis que ele estava ali parado junto aos camelos, junto à fonte. 31 Ele disse imediatamente: “Vem, abençoado de Jeová.+ Por que ficas parado aí fora, quando eu mesmo aprontei a casa e o lugar para os camelos?” 32 Em vista disso, o homem entrou na casa, e ele foi desencilhar os camelos e dar palha e forragem aos camelos, e água para se lavarem os pés dele e os pés dos homens que estavam com ele.+ 33 Depois se pôs diante dele algo para comer, mas ele disse: “Não comerei até ter falado sobre os meus assuntos.” Portanto, ele disse: “Fala!”+

34 Prosseguiu, então, dizendo: “Sou servo de Abraão.+ 35 E Jeová tem abençoado muitíssimo meu amo, pois continua a fazê-lo maior e a dar-lhe ovelhas, e gado vacum, e prata, e ouro, e servos, e servas, e camelos, e jumentos.+ 36 Além disso, Sara, esposa de meu amo, deu à luz um filho ao meu amo, depois de ela ter ficado velha;+ e ele lhe dará tudo o que possui.+ 37 De modo que meu amo me fez jurar, dizendo: ‘Não deves tomar para meu filho uma esposa dentre as filhas dos cananeus em cujo país estou morando.+ 38 Não, mas irás à casa de meu pai e à minha família,+ e tens de tomar uma esposa para meu filho.’+ 39 Mas eu disse ao meu amo: ‘E se a mulher não quiser vir comigo?’+ 40 Disse-me então: ‘Jeová, diante de quem tenho andado,+ enviará contigo o seu anjo+ e certamente fará bem sucedido o teu caminho;+ e tens de tomar para meu filho uma esposa dentre a minha família e dentre a casa de meu pai.+ 41 Nessa ocasião, quando chegares à minha família, ficarás desobrigado do juramento* feito a mim, e se não a derem a ti, então ficarás livre da obrigação para comigo devido ao juramento.’+

42 “Hoje, quando cheguei à fonte, eu disse: ‘Jeová, Deus de meu amo Abraão, se realmente fizeres bem sucedido o meu caminho em que estou andando,+ 43 eis que me acho de pé junto a uma fonte de água. O que terá de acontecer é que a donzela*+ que sair para tirar água, a quem eu realmente disser: “Por favor, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro”, 44 e que realmente me disser: “Bebe não só tu, mas também tirarei água para os teus camelos”, esta é a mulher que Jeová determinou para o filho de meu amo.’+

45 “Antes de eu acabar de falar+ no meu coração,+ ora, eis que saía Rebeca com o seu cântaro no ombro; e ela desceu à fonte e começou a tirar água.+ Então eu lhe disse: ‘Por favor, dá-me de beber.’+ 46 Então ela abaixou rapidamente o seu cântaro do [ombro] e disse: ‘Bebe,+ e darei de beber também aos teus camelos.’ Bebi então, e ela deu de beber também aos camelos. 47 Depois perguntei-lhe e disse: ‘Filha de quem és?’+ ao que ela disse: ‘Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu à luz.’ Concordemente, pus-lhe a argola na narina e as pulseiras nas mãos.+ 48 E passei a inclinar-me e a prostrar-me perante Jeová, e a bendizer Jeová, o Deus de meu amo Abraão,+ que me guiara no caminho+ verdadeiro para tomar a filha do irmão do meu amo para seu filho. 49 E agora, se realmente usardes de benevolência e de fidedignidade para com o meu amo,+ informai-me; mas, se não, informai-me, para que eu me vire para a direita ou para a esquerda.”+

50 Labão e Betuel responderam então e disseram: “Esta coisa procedeu de Jeová.+ Não podemos falar-te nem mal nem bem.+ 51 Eis que Rebeca está diante de ti. Toma-a e vai-te, e torne-se ela esposa do filho do teu amo, assim como Jeová falou.”+ 52 E sucedeu que, ouvindo o servo de Abraão as palavras deles, prostrou-se imediatamente em terra diante de Jeová.+ 53 E o servo começou a tirar objetos de prata e objetos de ouro, e roupa, e deu-os a Rebeca; e deu coisas seletas ao irmão dela e à mãe dela.+ 54 Depois comeram e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram ali a noite e levantaram-se de manhã.

Então ele disse: “Mandai-me embora para meu amo.”+ 55 A isto disseram o irmão e a mãe dela: “Deixa a moça* ficar conosco pelo menos dez dias.* Depois ela pode ir.” 56 Mas ele lhes disse: “Não me retardeis, visto que Jeová me fez bem sucedido o caminho.+ Mandai-me embora para que eu vá ter com o meu amo.”+ 57 Disseram então: “Chamemos a moça e indaguemos da sua boca.”+ 58 Chamaram então Rebeca e disseram-lhe: “Irás com este homem?” Ela, por sua vez, disse: “Estou disposta a ir.”+

59 Em vista disso, despediram Rebeca,+ sua irmã, e a ama dela,+ e o servo de Abraão e os homens dele. 60 E começaram a abençoar Rebeca e a dizer-lhe: “Que tu, nossa irmã, te tornes milhares de vezes dez mil,* e que teu descendente tome posse do portão* dos que o* odeiam.”+ 61 Depois disso levantaram-se Rebeca e suas criadas de companhia,*+ e montando camelos+ seguiam o homem; e o servo tomou Rebeca e pôs-se a caminho.

62 Ora, Isaque viera do caminho que vai para Beer-Laai-Roi,+ pois morava na terra do Negebe.+ 63 E Isaque saíra a passear, a fim de meditar*+ no campo, por volta do anoitecer. Levantando seus olhos e olhando, ora, eis que vinham camelos! 64 Levantando Rebeca os olhos, avistou Isaque e desmontou do camelo. 65 Ela disse então ao servo: “Quem é esse homem que vem andando pelo campo ao nosso encontro?” E o servo disse: “É meu amo.” E ela passou a tomar um lenço para a cabeça e a cobrir-se.+ 66 E o servo foi relatar a Isaque todas as coisas que tinha feito. 67 Isaque levou-a depois à tenda de Sara, sua mãe.+ Tomou assim Rebeca e ela se tornou sua esposa;+ e ele se enamorou dela,+ e Isaque encontrou consolo depois da perda de sua mãe.*+

25 Além disso, Abraão tomou novamente uma esposa, e o nome dela era Quetura.+ 2 Com o correr do tempo deu-lhe à luz Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã,+ e Isbaque, e Suá.+

3 E Jocsã tornou-se pai de Sabá+ e Dedã.+

E os filhos de Dedã tornaram-se assurins, e letusins, e leumins.*

4 E os filhos de Midiã foram Efá,+ e Efer, e Anoque, e Abida, e Elda.+

Todos estes foram os filhos de Quetura.

5 Posteriormente, Abraão deu a Isaque tudo o que possuía,+ 6 mas, aos filhos das concubinas que Abraão tinha, Abraão deu dádivas.+ Então os enviou para longe de Isaque, seu filho,+ enquanto ainda vivia, para o leste, para a terra do Oriente.+ 7 E estes são os dias dos anos de vida de Abraão, que ele viveu, cento e setenta e cinco anos. 8 Abraão expirou então e morreu numa boa velhice, idoso e satisfeito,* e foi ajuntado ao seu povo.+ 9 De modo que Isaque e Ismael, seus filhos, o enterraram na caverna de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o hitita, que está defronte de Manre,+ 10 o campo que Abraão tinha comprado dos filhos de Hete. Ali foi enterrado Abraão e também Sara, sua esposa.+ 11 E aconteceu, após a morte de Abraão, que Deus continuava a abençoar Isaque, seu filho,+ e Isaque morava perto de Beer-Laai-Roi.+

12 E esta é a história de Ismael,+ filho de Abraão, a quem Agar, a egípcia, serva de Sara, deu à luz a Abraão.+

13 Ora, estes são os nomes dos filhos de Ismael, pelos seus nomes, segundo as suas linhagens: o primogênito de Ismael, Nebaiote,+ e Quedar,+ e Adbeel, e Mibsão,+ 14 e Misma, e Dumá, e Massa, 15 Hadade+ e Tema,+ Jetur, Nafis e Quedemá.+ 16 Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelos seus pátios e pelos seus acampamentos murados:+ doze maiorais, segundo os seus clãs.+ 17 E estes são os anos de vida de Ismael, cento e trinta e sete anos. Então expirou e morreu, e foi ajuntado ao seu povo.+ 18 E passaram a residir desde Havilá,+ perto de Sur,+ que está defronte* do Egito, até a Assíria. Estabeleceu-se* na frente de todos os seus irmãos.+

19 E esta é a história de Isaque, filho de Abraão.+

Abraão tornou-se pai de Isaque. 20 E Isaque era da idade de quarenta anos quando tomou por sua esposa a Rebeca, filha de Betuel,+ o sírio*+ de Padã-Arã,* irmã de Labão, o sírio. 21 E Isaque suplicava a Jeová especialmente por sua esposa,+ porque ela era estéril;+ assim, Jeová deixou-se suplicar por ele,+ e Rebeca, esposa dele, ficou grávida. 22 E os filhos dentro dela começaram a lutar entre si,+ de modo que ela disse: “Se é assim, por que é que estou viva?”* Com isso ela foi consultar Jeová.+ 23 E Jeová passou a dizer-lhe: “Há duas nações no teu ventre+ e dois grupos nacionais serão separados das tuas entranhas;+ e um grupo nacional será mais forte do que o outro grupo nacional,+ e o mais velho servirá ao mais jovem.”*+

24 Completaram-se gradualmente os seus dias para dar à luz, e eis que havia gêmeos no seu ventre.+ 25 Então saiu o primeiro, todo vermelho como um manto oficial de pêlo,+ de modo que o chamaram pelo nome de Esaú.*+ 26 E depois saiu seu irmão, e a mão dele segurava o calcanhar de Esaú,+ de modo que o chamou pelo nome de Jacó.*+ E Isaque era da idade de sessenta anos quando ela os deu à luz.

27 E os rapazes cresciam, e Esaú tornou-se homem entendido na caça,+ homem do campo,* mas Jacó [tornou-se] homem inculpe,+ morando em tendas.+ 28 E Isaque amava Esaú, porque significava caça para a sua boca,* ao passo que Rebeca amava Jacó.+ 29 Certa vez Jacó tinha ao fogo um cozido,* quando Esaú veio do campo, cansado. 30 De modo que Esaú disse a Jacó: “Depressa, por favor, dá-me um bocado do vermelho — do vermelho* aí, pois estou cansado!” É por isso que foi chamado pelo nome de Edom.*+ 31 A isso Jacó disse: “Vende-me primeiro teu direito de primogênito!”+ 32 E Esaú continuou: “Eis que estou simplesmente morrendo, e de que proveito me é a primogenitura?”* 33 E Jacó acrescentou: “Jura-me primeiro!”+ E ele passou a jurar-lhe e a vender a Jacó seu direito como primogênito.+ 34 E Jacó deu a Esaú pão e cozido de lentilhas, e ele foi comer e beber.+ Depois se levantou e foi embora. Assim desprezou Esaú a primogenitura.+

26 Sobreveio então uma fome ao país, além da primeira fome que ocorreu nos dias de Abraão,+ de modo que Isaque se dirigiu a Abimeleque, rei dos filisteus, a Gerar.+ 2 Jeová apareceu-lhe então e disse:+ “Não desças ao Egito. Reside na terra que te designo.+ 3 Reside nesta terra como forasteiro,+ e eu continuarei contigo e te abençoarei, porque darei todas estas terras a ti e à tua descendência,+ e vou cumprir a declaração juramentada que fiz a Abraão, teu pai:+ 4 ‘E vou multiplicar a tua descendência como as estrelas dos céus e vou dar à tua descendência todas estas terras;+ e todas as nações da terra certamente abençoarão a si mesmas* por meio de tua descendência’,+ 5 devido ao fato de que Abraão escutou* a minha voz e continuou a cuidar das suas obrigações para comigo, minhas ordens, meus estatutos e minhas leis.”+ 6 Isaque ficou assim morando em Gerar.+

7 Pois bem, os homens do lugar perguntavam-lhe sobre a sua esposa e ele dizia: “Ela é minha irmã.”+ Pois tinha medo de dizer “minha esposa”, temendo que, conforme dizia, “os homens do lugar me matem por causa de Rebeca”, porque ela era de aparência atraente.+ 8 Sucedeu, então, ao se prolongarem os seus dias ali, que Abimeleque, rei dos filisteus, estava olhando pela janela e observando, e eis que Isaque se divertia com Rebeca, sua esposa.+ 9 Abimeleque chamou imediatamente Isaque e disse: “Ora, ela não é senão tua esposa! Como é então que disseste: ‘Ela é minha irmã’?” A isto Isaque lhe disse: “Eu o disse por temer que iria morrer por causa dela.”+ 10 Mas Abimeleque continuou: “Que é isso que nos fizeste?+ Mais um pouco e certamente alguém do povo se teria deitado com a tua esposa e terias trazido culpa sobre nós!”+ 11 Abimeleque ordenou então a todo o povo, dizendo: “Quem tocar neste homem e na sua esposa certamente será entregue à morte!”

12 Posteriormente, Isaque começou a semear nesta terra,+ e naquele ano obteve até cem medidas por uma,+ visto que Jeová o abençoava.+ 13 Por conseguinte, o homem tornou-se grande, e progredia cada vez mais e tornava-se maior até ficar muito grande.+ 14 E ele veio a ter rebanhos de ovelhas e manadas de gado vacum, e um grande grupo de servos,+ de modo que os filisteus começaram a invejá-lo.+

15 Quanto a todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai,+ a estes os filisteus taparam, e enchiam-nos de terra seca.+ 16 Por fim, Abimeleque disse a Isaque: “Muda-te da nossa vizinhança, porque ficaste muito mais forte do que nós.”+ 17 Portanto, Isaque mudou-se dali e acampou-se no vale da torrente* de Gerar,+ e passou a morar ali. 18 E Isaque passou a cavar novamente os poços de água que tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai,* mas que os filisteus haviam tapado depois da morte de Abraão;+ e voltou a dar-lhes por nomes os nomes que seu pai lhes dera.+

19 E os servos de Isaque prosseguiram cavando no vale da torrente e assim acharam ali um poço de água nascente.* 20 E os pastores de Gerar começaram a altercar com os pastores de Isaque,+ dizendo: “A água é nossa!” Chamou, por isso, o poço pelo nome de Eseque,* porque contenderam com ele. 21 E foram cavar outro poço, e começaram a altercar também sobre este. Chamou-o por isso pelo nome de Sitna.* 22 Mais tarde mudou-se dali e cavou outro poço,+ mas não altercaram sobre ele. Por isso o chamou pelo nome de Reobote* e disse: “É porque agora Jeová nos tem dado amplo espaço+ e nos tem feito fecundos na terra.”+

23 Dali subiu então para Berseba.+ 24 E Jeová passou a aparecer-lhe durante aquela noite e a dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, teu pai.+ Não tenhas medo,+ porque estou contigo, e vou abençoar-te e multiplicar a tua descendência por causa de Abraão, meu servo.”+ 25 Concordemente, construiu ali um altar e invocou* o nome de Jeová,+ e armou ali a sua tenda,+ e os servos de Isaque foram ali escavar um poço.

26 Posteriormente veio ter com ele Abimeleque, de Gerar, junto com Ausate, seu amigo de confiança, e Ficol, chefe do seu exército.+ 27 Então, Isaque disse-lhes: “Por que viestes a mim, já que vós mesmos me odiastes e assim me mandastes embora da vossa vizinhança?”+ 28 Disseram-lhe então: “Temos visto inconfundivelmente que Jeová mostrou estar contigo.+ Por isso dissemos: ‘Por favor venha a haver um juramento de obrigação entre nós,+ entre nós e ti, e concluamos um pacto contigo,+ 29 para que não faças nada de mal contra nós, assim como nós não te tocamos e assim como nós te fizemos apenas o bem por* te mandarmos embora em paz.+ Tu és agora o abençoado de Jeová.’”+ 30 Fez então um banquete para eles, e comeram e beberam.+ 31 Na manhã seguinte levantaram-se cedo e fizeram um ao outro declarações juramentadas.+ Depois, Isaque mandou-os embora e eles partiram dele em paz.+

32 Ora, deu-se naquele dia que os servos de Isaque passaram a vir e a informá-lo a respeito do poço que haviam cavado,+ e disseram-lhe: “Encontramos água!” 33 Por isso o chamou pelo nome de Siba. É por isso que o nome da cidade é Berseba,+ até o dia de hoje.

34 E Esaú veio a ter quarenta anos de idade. Tomou então por esposa a Judite, filha de Beeri, o hitita, e também Basemate, filha de Elom, o hitita.+ 35 E elas eram uma fonte de amargura de espírito* para Isaque e Rebeca.+

27 Sucedeu então que, quando Isaque já era velho e seus olhos eram fracos demais para enxergar,+ ele chamou Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe:+ “Meu filho!” ao que este lhe disse: “Eis-me aqui!” 2 E ele prosseguiu, dizendo: “Eis que tenho ficado velho.+ Não sei do dia da minha morte.+ 3 Portanto, nesta ocasião toma, por favor, os teus apetrechos, tua aljava e teu arco, e vai ao campo e caça-me alguma carne de veado.+ 4 Faze então para mim um prato gostoso tal como eu gosto e traze-mo, e, ah! deixa-me comer, para que a minha alma te abençoe antes de eu morrer.”+

5 Rebeca, no entanto, estava escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho. E Esaú saiu para o campo, a fim de ir em busca de caça e trazê-la.+ 6 E Rebeca disse a Jacó, seu filho:+ “Eis que acabo de ouvir teu pai falar com Esaú, teu irmão, dizendo: 7 ‘Traze-me alguma caça e faze para mim um prato gostoso, e, ah! deixa-me comer, para que eu te abençoe perante Jeová antes da minha morte.’+ 8 E agora, meu filho, escuta a minha voz naquilo que te ordeno.+ 9 Vai, por favor, ao rebanho e traze-me de lá dois cabritinhos, dos bons, para que eu os prepare como prato gostoso para teu pai, tal como ele gosta. 10 Então tens de levá-lo a teu pai e ele tem de comê-lo, para que te abençoe antes da sua morte.”

11 E Jacó passou a dizer a Rebeca, sua mãe: “Mas Esaú, meu irmão, é homem peludo e eu sou homem liso.+ 12 E se meu pai me apalpar?+ Então hei de tornar-me aos seus olhos como quem está brincando,+ e certamente trarei sobre mim uma invocação do mal e não uma bênção.”+ 13 A isto sua mãe lhe disse: “Venha sobre mim a invocação do mal dirigida contra ti, meu filho.+ Apenas escuta a minha voz e vai, traze[-mos].”+ 14 Concordemente, ele foi e [os] apanhou, e trouxe[-os] à sua mãe, e sua mãe preparou um prato gostoso do modo como seu pai gostava. 15 Depois, Rebeca tomou vestes de Esaú, seu filho mais velho,+ as mais desejáveis que havia com ela na casa,+ e as pôs sobre Jacó, seu filho mais moço.+ 16 E ela lhe pôs as peles dos cabritinhos sobre as mãos e sobre a parte lisa do pescoço.+ 17 Entregou então na mão de Jacó, seu filho, o prato gostoso e o pão que tinha preparado.+

18 Ele entrou, pois, até seu pai e disse: “Meu pai!” ao que este disse: “Eis-me aqui! Quem és, meu filho?” 19 E Jacó prosseguiu, dizendo a seu pai: “Eu sou Esaú, teu primogênito.+ Fiz exatamente como me falaste. Ergue-te, por favor. Senta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe.”+ 20 Isaque disse então a seu filho: “Como é que foste tão ligeiro em achá-la, meu filho?” Ele disse, por sua vez: “Porque Jeová, teu Deus, a fez vir ao meu encontro.” 21 Isaque disse então a Jacó: “Aproxima-te, por favor, para que eu te apalpe, meu filho, para saber se realmente és meu filho Esaú, ou não.”+ 22 Jacó aproximou-se então de Isaque, seu pai, e este passou a apalpá-lo, dizendo depois: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú.”+ 23 E não o reconheceu, porque as suas mãos se mostravam peludas como as mãos de Esaú, seu irmão. Por isso o abençoou.+

24 Depois disse: “És realmente meu filho Esaú?” ao que este disse: “Sou.”+ 25 Então disse: “Traze-ma perto, para que eu coma da caça de meu filho, para que a minha alma te abençoe.”+ Então a trouxe para perto dele, e ele começou a comer, e trouxe-lhe vinho, e ele começou a beber. 26 Isaque, seu pai, disse-lhe então: “Aproxima-te, por favor, e beija-me, filho meu.”+ 27 Aproximou-se, pois, e beijou-o, e ele pôde cheirar o odor de suas vestes.+ E passou a abençoá-lo e a dizer:

“Vê! O cheiro de meu filho é como o cheiro do campo que Jeová tem abençoado. 28 E o [verdadeiro] Deus te dê os orvalhos dos céus+ e os solos férteis* da terra,+ e abundância de cereais e de vinho novo.+ 29 Sirvam-te povos e curvem-se diante de ti grupos nacionais.+ Torna-te senhor sobre os teus irmãos e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe.+ Maldito seja cada um dos que te amaldiçoarem e bendito seja cada um dos que te abençoarem.”+

30 Sucedeu então, assim que Isaque acabara de abençoar Jacó, sim, deveras sucedeu que, mal saíra Jacó de diante da face de Isaque, seu pai, voltou Esaú, seu irmão, da sua caçada.+ 31 E ele também foi preparar um prato gostoso. Trouxe-o então a seu pai e disse a seu pai: “Levante-se meu pai e coma da caça de seu filho, para que a tua alma me abençoe.”+ 32 Isaque, seu pai, disse-lhe então: “Quem és?” ao que este disse: “Sou teu filho, teu primogênito, Esaú.”+ 33 E Isaque começou a ser sacudido por forte tremor, de modo extraordinário, e assim ele disse: “Então quem é que foi em busca de caça e ma trouxe, de modo que comi de tudo antes de poderes entrar, e eu o abençoei? Também, há de tornar-se* abençoado!”+

34 Ouvindo as palavras de seu pai, Esaú começou a clamar de maneira extremamente alta e amargurada, e disse a seu pai:+ “Abençoa-me, sim, abençoa-me também a mim, meu pai!”+ 35 Mas ele prosseguiu, dizendo: “Teu irmão veio com engano, para obter a bênção destinada a ti.”+ 36 A isso ele disse: “Não é por isso que ele é chamado pelo nome de Jacó,* que ele me suplantasse estas duas vezes?+ Já tomou a minha primogenitura,+ e eis que agora tomou a minha bênção!”+ Acrescentou então: “Não me reservaste alguma bênção?” 37 Mas, em resposta a Esaú, Isaque continuou: “Eis que o constituí em senhor sobre ti,+ e dei-lhe todos os seus irmãos por servos,+ e conferi-lhe cereais e vinho novo para o seu sustento,+ e o que, pois, posso fazer por ti, meu filho?”

38 Esaú disse então a seu pai: “Tens apenas uma só bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai!”+ Com isso, Esaú levantou a sua voz e irrompeu em pranto.+ 39 Isaque, seu pai, disse-lhe assim em resposta:

“Eis que a tua morada achar-se-á longe dos solos férteis da terra e longe do orvalho dos céus acima.+ 40 E viverás pela tua espada+ e servirás a teu irmão.+ Mas, há de dar-se que, quando tiveres ficado desassossegado, deveras romperás o seu jugo de cima do teu pescoço.”+

41 No entanto, Esaú tinha rancor a Jacó, por causa da bênção com que seu pai o tinha abençoado,+ e Esaú dizia no seu coração:+ “Estão chegando os dias do período de luto por meu pai.+ Depois vou matar a Jacó, meu irmão.”+ 42 Quando Rebeca foi informada das palavras de Esaú, seu filho mais velho, ela imediatamente mandou chamar Jacó, seu filho mais moço, e disse-lhe: “Eis que Esaú, teu irmão, consola-se* a teu respeito — para matar-te.+ 43 Agora, pois, filho meu, escuta a minha voz e levanta-te,+ foge para Labão, meu irmão, em Harã.+ 44 E terás de morar com ele por alguns dias, até que se acalme o furor de teu irmão,+ 45 até que a ira de teu irmão se desvie de ti e ele tenha esquecido o que lhe fizeste.+ E eu certamente te mandarei trazer de lá. Por que hei de ficar privada também de vós dois num só dia?”

46 Depois, Rebeca dizia a Isaque: “Tenho chegado a abominar esta minha vida por causa das filhas de Hete.+ Se Jacó tomar esposa das filhas de Hete iguais a essas, dentre as filhas do país, de que me adianta* a vida?”+

28 Por conseguinte, Isaque chamou Jacó e o abençoou, e ordenou-lhe e disse-lhe: “Não deves tomar esposa dentre as filhas de Canaã.*+ 2 Levanta-te, vai a Padã-Arã,* à casa de Betuel, pai de tua mãe, e ali toma para ti por esposa uma das filhas de Labão, irmão de tua mãe.+ 3 E o Deus Todo-poderoso te abençoará e te fará fecundo, e te multiplicará, e certamente hás de tornar-te uma congregação de povos.+ 4 E ele te dará a bênção de Abraão,+ a ti e à tua descendência contigo,+ para que tomes posse da terra das tuas residências como forasteiro,+ que Deus deu a Abraão.”+

5 Portanto, Isaque mandou Jacó embora, e ele partiu para Padã-Arã, a fim de [ir ter com] Labão, filho de Betuel, o sírio,*+ irmão de Rebeca,+ mãe de Jacó e Esaú.*+

6 Quando Esaú viu que Isaque tinha abençoado a Jacó e que o enviara a Padã-Arã, para lá tomar para si uma esposa, e que, ao abençoá-lo, lhe ordenara, dizendo: “Não tomes esposa dentre as filhas de Canaã”,+ 7 e que Jacó obedecia a seu pai e sua mãe, e que estava em caminho para Padã-Arã,+ 8 então Esaú viu que as filhas de Canaã desagradavam* aos olhos de Isaque, seu pai.+ 9 Esaú foi por isso ter com Ismael* e tomou por esposa a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, a irmã de Nebaiote, além das suas outras esposas.+

10 E Jacó seguiu caminho desde Berseba e dirigiu-se a Harã.+ 11 Com o tempo atingiu certo lugar e se preparou para pernoitar ali, visto que o sol já se tinha posto. Tomou, pois, uma das pedras do lugar e a pôs como apoio* para a sua cabeça, e deitou-se naquele lugar.+ 12 E começou a sonhar,+ e eis que havia uma escada* posta na terra e seu topo tocava nos céus; e eis que anjos de Deus subiam e desciam por ela.+ 13 E eis que Jeová estava parado acima dela e passou a dizer:+

“Eu sou Jeová, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque.+ A terra em que estás deitado, eu vou dá-la a ti e à tua descendência.+ 14 E tua descendência há de tornar-se como as partículas de pó da terra,+ e tu te hás de espalhar para o oeste, e para o leste, e para o norte, e para o sul,+ e todas as famílias do solo hão de abençoar a si mesmas* por meio de ti e por meio de tua descendência.+ 15 E eis que estou contigo e vou guardar-te em todo o caminho em que andares, e vou retornar-te a este solo,+ porque não te abandonarei até que eu tenha realmente feito o que te falei.”+

16 Jacó acordou então do sono e disse: “Verdadeiramente, Jeová está neste lugar e eu mesmo não o sabia.” 17 E ficou temeroso e acrescentou:+ “Quão atemorizante é este lugar!+ Não é senão a casa de Deus+ e este é o portão dos céus.” 18 De modo que Jacó se levantou de manhã cedo e tomou a pedra que tivera ali como apoio para a sua cabeça, e erigiu-a como coluna e despejou óleo sobre o topo dela.+ 19 Ademais, chamou aquele lugar pelo nome de Betel;*+ mas o fato é que o nome da cidade era anteriormente Luz.+

20 E Jacó foi fazer um voto,+ dizendo: “Se Deus continuar comigo e certamente me guardar neste caminho em que estou andando, e certamente me der pão para comer e roupas para usar,+ 21 e eu certamente retornar em paz à casa de meu pai, então Jeová terá mostrado ser meu Deus.*+ 22 E esta pedra que ergui como coluna se tornará uma casa de Deus,+ e quanto a tudo o que me deres, dar-te-ei sem falta um décimo dele.”+

29 Depois, Jacó pôs os seus pés em movimento e continuou viagem para a terra dos orientais.*+ 2 Olhou então e eis que havia um poço no campo, e eis que havia três greis de ovelhas* deitadas junto dele, porque era daquele poço que se costumava dar de beber às greis;+ e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.+ 3 Quando todas as greis haviam sido ajuntadas ali, rolavam a pedra de cima da boca do poço e davam de beber aos rebanhos, retornando depois a pedra ao seu lugar sobre a boca do poço.

4 Jacó disse-lhes então: “Meus irmãos, donde sois?” ao que disseram: “Somos de Harã.”+ 5 Disse-lhes então: “Conheceis a Labão,+ neto de Naor?”+ ao que disseram: “Conhecemos.” 6 Disse-lhes então: “Ele está bem?”*+ Disseram, por sua vez: “Está bem.* E ali vem Raquel,+ sua filha, com as ovelhas!”+ 7 E ele prosseguiu, dizendo: “Ora, ainda é pleno dia.* Não é hora de se recolherem as manadas. Dai de beber às ovelhas, depois ide apascentá-las.”+ 8 A isso disseram: “Não se nos permite fazer isso até que todas as greis estejam recolhidas e eles realmente rolarem a pedra de cima da boca do poço. Então é que temos de dar de beber às ovelhas.”

9 Enquanto ainda falava com eles, veio Raquel+ com as ovelhas que pertenciam a seu pai, pois era pastora.+ 10 E sucedeu que, quando Jacó viu Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, Jacó chegou-se imediatamente e rolou a pedra de cima da boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.+ 11 Jacó beijou+ então Raquel, e levantou a sua voz e irrompeu em pranto.+ 12 E Jacó começou a contar a Raquel que era irmão*+ de seu pai e que era filho de Rebeca. E ela foi correndo e o contou a seu pai.+

13 Ora, sucedeu que, assim que Labão ouviu a notícia a respeito de Jacó, filho de sua irmã, saiu correndo ao encontro dele.+ Abraçou-o então e beijou-o, e trouxe-o para dentro da sua casa.+ E ele começou a relatar a Labão todas estas coisas. 14 Labão disse-lhe depois: “Tu és deveras meu osso e minha carne.”+ Morou assim com ele um mês inteiro.*

15 Depois, Labão disse a Jacó: “És meu irmão+ e tens de servir-me de graça?+ Declara-me: Qual há de ser o teu salário?”+ 16 Aconteceu que Labão tinha duas filhas. O nome da mais velha era Léia,+ e o nome da mais moça, Raquel. 17 Mas os olhos de Léia não tinham brilho,* ao passo que Raquel+ se tinha tornado bela de figura e bela de semblante.+ 18 E Jacó amava Raquel. De modo que ele disse: “Estou disposto a servir-te sete anos por Raquel, tua filha mais moça.”+ 19 A isso Labão disse: “É melhor para mim dá-la a ti do que dá-la a outro homem.+ Fica morando comigo.” 20 E Jacó passou a servir sete anos por Raquel,+ mas eles se mostraram aos seus olhos como apenas alguns dias, por causa do seu amor por ela.+

21 Jacó disse então a Labão: “Entrega-me a minha esposa, porque terminaram* os meus dias, e tenha eu relações com ela.”+ 22 Em vista disso, Labão ajuntou todos os homens do lugar e deu um banquete.+ 23 Deu-se, porém, que durante a noitinha recorreu a tomar Léia, sua filha, e a trazê-la a ele, para que tivesse relações com ela. 24 Além disso, Labão deu a ela Zilpa,+ sua serva, sim a Léia, sua filha, como serva. 25 Ora, sucedeu que, de manhã, eis que era Léia! Por conseguinte, ele disse a Labão: “Que é isso que me fizeste? Não foi por Raquel que te servi? Assim, por que me lograste?”+ 26 Labão disse a isso: “Não é costumeiro fazer assim no nosso lugar, dar a mais jovem antes da primogênita. 27 Celebra+ plenamente* a semana desta mulher.* Depois se há de dar a ti também esta outra mulher,* pelo serviço que podes prestar-me por mais sete anos.”+ 28 Concordemente, Jacó fez assim e celebrou plenamente a semana desta mulher, após o que lhe deu Raquel, sua filha, por esposa. 29 Além disso, Labão deu Bila,+ sua serva, a Raquel, sua filha, como serva dela.

30 Daí teve também relações com Raquel e expressou também mais amor por Raquel do que por Léia,+ e foi servir-lhe mais sete anos.+ 31 Quando Jeová chegou a ver que Léia era odiada, abriu-lhe a madre,+ mas Raquel era estéril.+ 32 E Léia ficou grávida e deu à luz um filho, e então chamou-o pelo nome de Rubem,*+ pois disse: “É porque Jeová tem olhado para a minha miséria,+ sendo que agora meu esposo começará a amar-me.” 33 E ela ficou novamente grávida e deu à luz um filho, e disse então: “É porque Jeová tem escutado,+ sendo que eu era odiada, e assim me deu também este.” Por isso o chamou pelo nome de Simeão.*+ 34 E mais uma vez ficou grávida e deu à luz um filho, e disse então: “Agora, esta vez se ajuntará a mim o meu esposo, porque lhe dei à luz três filhos.” Ele foi por isso chamado pelo nome de Levi.*+ 35 E mais uma vez ficou grávida e deu à luz um filho, e disse então: “Esta vez elogiarei a Jeová.” Por isso o chamou pelo nome de Judá.*+ Depois parou de dar à luz.

30 Quando Raquel chegou a ver que não dera à luz [filhos] a Jacó, Raquel ficou com ciúmes de sua irmã e começou a dizer a Jacó:+ “Dá-me filhos, senão serei uma mulher morta.”+ 2 Acendeu-se então a ira de Jacó contra Raquel e ele disse:+ “Estou eu no lugar de Deus, que te negou o fruto do ventre?”+ 3 De modo que ela disse: “Eis a minha escrava Bila.+ Tem relações com ela, para que dê à luz sobre os meus joelhos e para que eu, sim eu, obtenha dela filhos.”+ 4 Com isso lhe deu Bila, sua serva, por esposa, e Jacó teve relações com ela.+ 5 E Bila ficou grávida e a seu tempo deu à luz um filho a Jacó.+ 6 Raquel disse então: “Deus tem agido como meu juiz+ e tem também escutado a minha voz, de modo que me deu um filho.” É por isso que o chamou pelo nome de Dã.*+ 7 E Bila, serva de Raquel, ficou mais uma vez grávida e a seu tempo deu à luz um segundo filho a Jacó. 8 Raquel disse então: “Com lutas árduas* lutei com a minha irmã. Saí também vencedora!” De modo que o chamou pelo nome de Naftali.*+

9 Quando Léia chegou a ver que cessara de dar à luz, passou a tomar Zilpa, sua serva, e a deu a Jacó por esposa.+ 10 A seu tempo, Zilpa, serva de Léia, deu à luz um filho a Jacó. 11 Léia disse então: “Com boa sorte!”* De modo que o chamou pelo nome de Gade.*+ 12 Depois Zilpa, serva de Léia, deu à luz um segundo filho a Jacó. 13 Léia disse então: “Com a minha felicidade! Pois as filhas certamente me chamarão feliz.”+ De modo que o chamou pelo nome de Aser.*+

14 Ora, Rubem+ foi passear nos dias da sega do trigo+ e achou mandrágoras no campo. Trouxe-as assim a Léia, sua mãe. Raquel disse então a Léia: “Dá-me, por favor, algumas das mandrágoras de teu filho.”+ 15 A isso ela lhe disse: “É coisa pequena que me tens tomado o esposo,+ que agora tomas também as mandrágoras de meu filho?” Raquel disse então: “Por esta razão irá deitar-se contigo hoje à noite, em troca das mandrágoras de teu filho.”

16 Vindo Jacó do campo, à noitinha,+ saiu-lhe ao encontro Léia, e ela disse então: “É comigo que hás de ter relações, pois contratei-te de vez com as mandrágoras de meu filho.” Portanto, deitou-se com ela naquela noite.+ 17 E Deus atendeu Léia, e ela ficou grávida e a seu tempo deu à luz um quinto filho a Jacó.+ 18 Léia disse então: “Deus deu-me o salário dum contratado,* porque dei a minha serva a meu esposo.” De modo que o chamou pelo nome de Issacar.*+ 19 E Léia ficou mais uma vez grávida e a seu tempo deu à luz um sexto filho a Jacó.+ 20 Léia disse então: “Deus dotou-me, sim, a mim, com um bom dote. Por fim há de tolerar-me* meu esposo,*+ pois lhe dei à luz seis filhos.”+ De modo que o chamou pelo nome de Zebulão.*+ 21 E depois deu à luz uma filha e chamou-a então pelo nome de Diná.*+

22 Finalmente, Deus lembrou-se de Raquel, e Deus a atendeu, abrindo-lhe a madre.+ 23 E ela ficou grávida e deu à luz um filho. Disse então: “Deus tirou o meu vitupério!”+ 24 De modo que o chamou pelo nome de José,*+ dizendo: “Jeová me acrescenta outro filho.”

25 E seguiu-se que, quando Raquel tinha dado à luz José, Jacó disse imediatamente a Labão: “Manda-me embora, a fim de que eu possa ir para o meu lugar e para o meu país.+ 26 Dá-me as minhas esposas e os meus filhos pelos quais te servi, para que eu vá; pois tu mesmo deves saber o serviço que te prestei.”+ 27 Labão disse então: “Ora, se eu tiver achado favor aos teus olhos — tomei os presságios como significando que Jeová me está abençoando devido a ti.”+ 28 E acrescentou: “Estipula-me teu salário e eu to darei.”+ 29 De modo que lhe disse: “Tu mesmo deves saber como te servi e como a tua manada tem passado comigo;+ 30 que era realmente pouco o que tinhas antes de eu vir, e que foi aumentando até [ser] uma multidão, por Jeová te abençoar desde que vim.+ Agora, pois, quando hei de fazer também algo para a minha própria casa?”+

31 Ele disse então: “O que te hei de dar?” E Jacó prosseguiu, dizendo: “Não me darás absolutamente nada!+ Se fizeres esta coisa para mim, tornarei a pastorear o teu rebanho.+ Continuarei a cuidar dele.+ 32 Vou passar hoje entre o teu rebanho inteiro. Separa dali todo ovídeo salpicado e malhado, e todo ovídeo marrom-escuro entre os carneiros novos, e qualquer malhada e salpicada entre as cabras. Estes têm de ser doravante o meu salário.+ 33 E o meu proceder justo terá de responder por mim em qualquer dia futuro em que vieres para inspecionar o meu salário;+ todo o que não for salpicado e malhado entre as cabras, e marrom-escuro entre os carneiros novos será algo furtado se estiver comigo.”+

34 A isso Labão disse: “Ora, isto é excelente!* Seja segundo a tua palavra.”+ 35 Então, naquele dia, pôs à parte os cabritos listrados e malhados, e todas as cabras salpicadas e malhadas, todo aquele em que havia algo de branco e todo o marrom-escuro entre os carneiros novos, mas entregou-os às mãos de seus filhos. 36 Depois pôs uma distância de três dias de jornada entre si e Jacó, e Jacó pastoreava os rebanhos remanescentes de Labão.

37 Jacó tomou então para seu uso varas* ainda frescas de estoraque,+ e de amendoeira,+ e de plátano,+ e descascou nelas tiras brancas, deixando expostos os lugares brancos que havia nas varas.+ 38 Por fim, colocou as varas descascadas diante do rebanho, nas calhas, nos bebedouros,+ aonde os rebanhos vinham beber, para que ficassem de cio* diante delas quando vinham beber.

39 Por conseguinte, os rebanhos ficavam de cio diante das varas e os rebanhos produziam listrados, salpicados e malhados.+ 40 E Jacó separou os carneiros novos e voltou então a face dos rebanhos para os listrados e para todos os marrom-escuros entre os rebanhos de Labão. Então pôs à parte as suas próprias greis e não as pôs junto aos rebanhos de Labão. 41 E sempre que os rebanhos robustos+ ficavam de cio, dava-se que Jacó colocava as varas nas calhas,+ diante dos olhos dos rebanhos, para que ficassem de cio pelas varas. 42 Mas, quando os rebanhos mostravam debilidade, não as colocava ali. De modo que os débeis sempre vinham a ser de Labão, mas os robustos, de Jacó.+

43 E o homem foi prosperando mais e mais, e veio a ter grandes rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos.+

31 Com o tempo chegou a ouvir as palavras dos filhos de Labão, que diziam: “Jacó tomou tudo o que pertencia a nosso pai; e acumulou toda a sua riqueza daquilo que pertencia a nosso pai.”+ 2 Quando Jacó olhava para a face de Labão, eis que não estava mais com ele como anteriormente.+ 3 Finalmente, Jeová disse a Jacó: “Volta à terra dos teus pais e à tua parentela,*+ e eu continuarei contigo.”+ 4 Jacó mandou então chamar Raquel e Léia ao campo, ao seu rebanho, 5 e disse-lhes:

“Estou vendo a face de vosso pai, que ele não é o mesmo para comigo assim como antes;+ mas o Deus de meu pai mostrou estar comigo.+ 6 E vós mesmas certamente sabeis que servi a vosso pai com todo o meu poder.+ 7 E vosso pai me ludibriou,* e por dez vezes me mudou o salário, mas Deus* não lhe permitiu fazer-me dano.+ 8 Se, por um lado, dizia: ‘Os salpicados serão o teu salário’, então o rebanho inteiro produzia salpicados; mas, por outro lado, se dizia: ‘Os listrados serão o teu salário’, então o rebanho inteiro produzia listrados.+ 9 Assim tirava Deus o rebanho de vosso pai e o dava a mim.+ 10 Sucedeu, por fim, num tempo em que o rebanho ficou de cio, que levantei os olhos e tive num sonho uma visão,+ e eis que os cabritos que saltavam sobre o rebanho eram listrados, salpicados e malhados.+ 11 O anjo do [verdadeiro] Deus disse-me então num sonho: ‘Jacó!’ a que eu disse: ‘Eis-me aqui.’+ 12 E ele continuou: ‘Levanta os olhos, por favor, e vê que todos os cabritos que saltam sobre o rebanho são listrados, salpicados e malhados, pois tenho visto tudo o que Labão te está fazendo.+ 13 Eu sou o [verdadeiro] Deus de Betel,*+ onde ungiste uma coluna+ e onde me fizeste um voto.+ Levanta-te agora, sai desta terra e volta à tua terra natal.’”*+

14 Raquel e Léia responderam a isso e disseram-lhe: “Resta ainda um quinhão de herança* para nós na casa de nosso pai?+ 15 Não somos realmente consideradas como estrangeiras por ele, visto que nos vendeu, de modo que ele está comendo continuamente até mesmo do dinheiro que se deu por nós?+ 16 Pois todas as riquezas que Deus* tirou de nosso pai são nossas e de nossos filhos.+ Assim, faze agora tudo o que Deus te disse.”+

17 Jacó se levantou então e fez seus filhos e suas esposas montar em camelos;+ 18 e começou a conduzir toda a sua manada e todos os bens que tinha acumulado,+ a manada de sua adquisição, que tinha acumulado em Padã-Arã, a fim de ir ter com Isaque, seu pai, na terra de Canaã.+

19 Ora, Labão tinha ido tosquiar as suas ovelhas. Entrementes, Raquel furtou os terafins*+ que pertenciam a seu pai. 20 De modo que Jacó foi astuto* para com Labão, o sírio, porque não o informou de que ia fugir. 21 E passou a fugir e a levantar-se, e a atravessar o Rio,+ ele e tudo o que tinha. Depois voltou a sua face para a região montanhosa de Gileade.+ 22 Mais tarde, no terceiro dia, contou-se a Labão que Jacó fugira. 23 Em vista disso, tomou consigo seus irmãos e foi no encalço+ dele, numa distância de sete dias de jornada, e alcançou-o na região montanhosa de Gileade. 24 Deus veio então a Labão, o sírio,+ num sonho, de noite,+ e disse-lhe: “Guarda-te de que não fales nem bem nem mal* a Jacó.”+

25 Assim, Labão se aproximou de Jacó, pois Jacó armara a sua tenda no monte e Labão acampara os seus irmãos* na região montanhosa de Gileade. 26 Labão disse então a Jacó: “O que fizeste, por recorreres à astúcia para comigo* e conduzires as minhas filhas embora como se fossem cativas tomadas pela espada?+ 27 Por que tiveste de fugir secretamente e ser astuto para comigo, e não me informaste, para que eu te despedisse com alegria e com cânticos,+ com pandeiro e com harpa?+ 28 E não me deste oportunidade de beijar meus filhos e minhas filhas.+ Agiste agora nesciamente. 29 Está no poder de minha mão fazer-vos dano,+ mas o Deus de vosso pai falou comigo na noite passada, dizendo: ‘Guarda-te de falares quer bem quer mal a Jacó.’+ 30 Embora realmente tenhas ido agora por teres muitíssima saudade da casa de teu pai, por que, então, furtaste os meus deuses?”*+

31 Em resposta, Jacó passou a dizer a Labão: “Foi porque tive medo.+ Pois eu disse para mim: ‘Talvez me arrebatas as tuas filhas.’ 32 Não viva aquele com quem achares os teus deuses.*+ Diante dos nossos irmãos, examina tu mesmo o que está comigo e toma-[os] para ti.”+ Mas Jacó não sabia que Raquel os havia furtado.+ 33 Labão entrou assim na tenda de Jacó, e na tenda de Léia, e na tenda das duas escravas,+ mas não [os] achou. Por fim saiu da tenda de Léia e entrou na tenda de Raquel. 34 Ora, Raquel tinha tomado os terafins e os tinha colocado no cesto das mulheres da sela do camelo, e estava sentada neles. Labão foi assim apalpar a tenda inteira, mas não [os] achou. 35 Ela disse então a seu pai: “Não haja ira nos olhos de meu senhor,*+ por eu não me poder levantar diante de ti, pois estou com a coisa costumeira das mulheres.”+ De modo que ele prosseguiu na busca cuidadosa, mas não achou os terafins.+

36 E Jacó ficou irado+ e começou a altercar com Labão, e Jacó prosseguiu, dizendo em resposta a Labão: “Qual é a revolta da minha parte,+ qual é meu pecado, para teres ido perseguir-me encarniçadamente?+ 37 Agora que tens apalpado todos os meus bens, qual de todos os bens da tua casa tens achado?+ Põe-no aqui na frente de todos os meus irmãos e teus irmãos,+ e decidam eles entre nós dois.+ 38 Estes vinte anos é que estive contigo. Tuas ovelhas e tuas cabras não sofreram aborto,+ e nunca comi os carneiros do teu rebanho. 39 Não te trouxe nenhum animal dilacerado.+ Eu mesmo suportava a perda dele. Quer fosse furtado de dia, quer fosse furtado de noite, tu o requerias da minha mão.+ 40 Tem sido a minha experiência que de dia me consumia o calor e de noite o frio, e o sono fugia-me dos olhos.+ 41 Já faz vinte anos para mim na tua casa. Servi-te* quatorze anos pelas duas filhas tuas e seis anos pelo teu rebanho, e dez vezes me mudaste o salário.+ 42 Se o Deus de meu pai,+ o Deus de Abraão e o Pavor* de Isaque,+ não tivesse mostrado estar do meu lado, tu me terias agora mandado embora de mãos vazias. Deus tem visto a minha miséria e a labuta das minhas mãos, e assim ele te repreendeu* na noite passada.”+

43 Labão disse então em resposta a Jacó: “As filhas são minhas filhas e os filhos [são] meus filhos, e o rebanho [é] meu rebanho, e tudo o que vês é meu e das minhas filhas. Que posso hoje fazer contra estas ou contra os filhos delas, que deram à luz? 44 E agora vem, concluamos um pacto,+ eu e tu, e ele tem* de servir de testemunha entre mim e ti.”+ 45 Concordemente, Jacó tomou uma pedra e a ergueu como coluna.+ 46 Jacó disse então aos seus irmãos: “Apanhai pedras!” E eles foram apanhar pedras e fazer um montão.+ Depois comeram ali no montão. 47 E Labão começou a chamá-lo de Jegar-Saaduta,* mas Jacó chamou-o de Galeede.*

48 E Labão passou a dizer: “Este montão é hoje testemunha entre mim e ti.” É por isso que o chamou pelo nome de Galeede+ 49 e A Torre de Vigia,* porque disse: “Vigie Jeová entre mim e ti quando estivermos sem nos ver* um ao outro.+ 50 Se fores atribular as minhas filhas+ e se fores tomar esposas em adição às minhas filhas, não há homem que esteja conosco. Vê!* Deus é testemunha entre mim e ti.”+ 51 E Labão prosseguiu, dizendo a Jacó: “Eis aí este montão e eis aí a coluna que erigi entre mim e ti. 52 Este montão é testemunha e a coluna é algo que dá testemunho,+ que eu não hei de passar deste montão contra ti e que tu não passarás deste montão e desta coluna contra mim para dano.+ 53 O deus* de Abraão+ e o deus de Naor+ julgue* entre nós, o deus* do pai deles.” Mas Jacó jurou pelo Pavor de seu pai Isaque.+

54 Jacó ofereceu depois um sacrifício no monte e convidou seus irmãos para comerem pão.+ Concordemente, comeram pão e pernoitaram no monte.* 55 Labão, no entanto, levantou-se de manhã cedo e beijou+ os seus filhos, e as suas filhas, e abençoou-os.+ Labão seguiu então caminho para voltar ao seu próprio lugar.*+

32 E, quanto a Jacó, seguiu caminho, e os anjos* de Deus encontraram-se então com ele.+ 2 Jacó disse imediatamente, ao vê-los: “Este é o acampamento de Deus!”+ Chamou por isso aquele lugar pelo nome de Maanaim.*+

3 Jacó enviou então mensageiros+ adiante de si a Esaú, seu irmão, à terra de Seir,+ o campo de Edom,+ 4 e ordenou-lhes, dizendo: “Isto é o que direis a meu senhor,+ a Esaú: ‘Assim disse o teu servo Jacó: “Residi com Labão como forasteiro e fiquei por muito tempo, até agora.+ 5 E vim a ter touros e jumentos, ovelhas, e servos e servas,+ e eu gostaria de mandar informar meu senhor, a fim de achar favor aos teus olhos.”’”+

6 Passado tempo, os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: “Fomos ter com teu irmão Esaú, e ele está também a caminho para vir ao teu encontro, e com ele quatrocentos homens.”+ 7 E Jacó ficou com muito medo e estava aflito.+ De modo que dividiu o povo que estava com ele, e os rebanhos, e o gado vacum, e os camelos, em dois acampamentos,+ 8 e disse: “Se Esaú chegar a um acampamento e o assaltar, então resta certamente um acampamento para se escapar.”+

9 Jacó disse depois: “Ó Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque,+ ó Jeová, tu que me dizes: ‘Volta à tua terra e à tua parentela, e eu te hei de tratar bem’,+ 10 sou indigno de todas as benevolências e de toda a fidelidade* de que usaste para com o teu servo,+ pois atravessei este Jordão apenas com o meu bastão e agora me tornei dois acampamentos.+ 11 Livra-me, eu te peço,+ da mão de meu irmão, da mão de Esaú, porque estou com medo dele, de que venha e certamente me assalte,+ a mãe junto com os filhos. 12 E tu, tu disseste: ‘Sem dúvida, tratar-te-ei bem e hei de fazer tua descendência* como os grãos de areia do mar, que não podem ser contados por causa da [sua] multidão.’”+

13 E ficou pousando ali naquela noite. E daquilo que lhe veio à mão, ele passou a tomar um presente para Esaú, seu irmão:+ 14 duzentas cabras e vinte cabritos, duzentas ovelhas e vinte carneiros, 15 trinta camelas que amamentavam e as suas crias, quarenta vacas e dez novilhos, vinte jumentas e dez jumentos adultos.+

16 Então entregou aos seus servos uma grei após outra, separadas, e disse repetidamente aos seus servos: “Atravessai na minha frente, e deveis deixar espaço entre grei e grei.”+ 17 Ademais, ordenou ao primeiro, dizendo: “Caso Esaú, meu irmão, te encontre e te pergunte, dizendo: ‘A quem pertences, e para onde vais, e a quem pertencem estes adiante de ti?’ 18 então terás de dizer: ‘Ao teu servo, a Jacó. É um presente,+ enviado a meu senhor,+ a Esaú, e eis que ele mesmo vem também atrás de nós!’” 19 E passou a ordenar também ao segundo, também ao terceiro, também aos que seguiam as greis, dizendo: “Deveis falar a Esaú segundo esta palavra, quando o encontrardes.+ 20 E tereis de dizer também: ‘Eis o teu servo Jacó atrás de nós.’”+ Pois dizia para si mesmo: “Talvez eu possa aplacá-lo com o presente que vai na minha frente,+ e depois verei a sua face. Talvez dê uma acolhida benévola.”+ 21 De modo que o presente atravessou na frente dele, mas ele mesmo pousou aquela noite no acampamento.+

22 Mais tarde, durante aquela noite, levantou-se e tomou as suas duas esposas,+ e suas duas servas,+ e seus onze filhos moços,+ e atravessou o vau de Jaboque.+ 23 Assim, tomou-os e levou-os através do vale da torrente,*+ e fez atravessar o que tinha.

24 Finalmente, Jacó ficou sozinho. Um homem começou então a engalfinhar-se com ele até subir a alva.+ 25 Quando viu que não tinha prevalecido contra ele,+ então lhe tocou na concavidade da articulação da coxa;* e a concavidade da articulação da coxa de Jacó deslocou-se enquanto se engalfinhava com ele.+ 26 Depois disse: “Deixa-me ir,* pois já subiu a alva.” A isso ele disse: “Não te deixo ir, a menos que primeiro me abençoes.”+ 27 Disse-lhe, pois: “Qual é teu nome?” a que ele disse: “Jacó.” 28 Disse então: “Não serás mais chamado pelo nome de Jacó, mas, sim, Israel,*+ pois contendeste*+ com Deus e com homens, de modo que por fim prevaleceste.” 29 Jacó, por sua vez, indagou e disse: “Declara-me o teu nome, por favor.” No entanto, ele disse: “Por que indagas o meu nome?”+ Abençoou-o então ali. 30 Jacó chamou por isso o lugar pelo nome de Peniel,*+ porque, segundo ele: “Tenho visto a Deus face a face e ainda assim foi livrada a minha alma.”+

31 E o sol começou a raiar sobre ele assim que tinha passado por Penuel, porém, manquejava por causa da sua coxa.+ 32 É por isso que os filhos de Israel não costumam comer o tendão do nervo da coxa,* que está na concavidade da articulação da coxa, até o dia de hoje, porque ele tocou na concavidade da articulação da coxa de Jacó, no tendão do nervo da coxa.+

33 Passado tempo, Jacó levantou seus olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e com ele quatrocentos homens.+ Por conseguinte, repartiu os filhos a Léia, e a Raquel, e às duas servas,+ 2 e pôs as servas e seus filhos na frente,+ e Léia e seus filhos após eles,+ e Raquel e José na retaguarda deles.+ 3 E ele mesmo passou adiante deles e foi curvar-se por terra, sete vezes, até chegar perto de seu irmão.+

4 E Esaú foi correndo ao encontro dele,+ e começou a abraçá-lo+ e a lançar-se ao pescoço dele, e a beijá-lo,* e romperam em pranto. 5 Levantou então seus olhos e viu as mulheres e os filhos, e disse: “Quem são estes contigo?” ao que ele disse: “Os filhos com que Deus tem favorecido teu servo.”+ 6 Aproximaram-se então as servas, elas e seus filhos, e curvaram-se; 7 e Léia também se aproximou, e seus filhos, e curvaram-se, e depois se aproximou José e Raquel, e curvaram-se.+

8 Ele disse então: “Que queres dizer com todo* este acampamento de viajantes que encontrei?”+ A isso ele disse: “A fim de achar favor aos olhos de meu senhor.”+ 9 Esaú disse então: “Eu tenho muitíssimos, meu irmão.+ Continue teu o que é teu.” 10 No entanto, Jacó disse: “Não, por favor. Se agora tenho achado favor aos teus olhos,+ então tens de tomar meu presente da minha mão, pois, em harmonia com o seu objetivo, vi a tua face como se visse a face de Deus, visto que me recebeste com prazer.+ 11 Toma, por favor, a dádiva que te foi trazida, expressando minha bênção,+ porque Deus me favoreceu e porque tenho tudo.”+ E continuou a instar com ele, de modo que a tomou.+

12 Mais tarde, ele disse: “Partamos e vamos, e deixa-me ir na tua frente.” 13 Mas ele lhe disse: “Meu senhor se apercebe de que os filhos são delicados, e que há ao meu cargo ovelhas e gado vacum que amamenta,+ e se os fizerem andar depressa demais por um só dia, então certamente morrerá o rebanho inteiro.+ 14 Por favor, passe o meu senhor adiante do seu servo, mas continue eu mesmo a viagem segundo a minha conveniência, no passo do gado+ que está diante de mim e no passo dos filhos,+ até eu chegar a meu senhor em Seir.”+ 15 Esaú disse então: “Por favor, deixa-me pôr à tua disposição alguns do povo que está comigo.” A isso ele disse: “Por que isso? Ache eu favor aos olhos de meu senhor.”+ 16 Assim, naquele dia, Esaú voltou pelo seu caminho a Seir.

17 E Jacó partiu para Sucote*+ e passou a construir para si uma casa, e fez barracas para a sua manada.+ Foi por isso que chamou o lugar pelo nome de Sucote.

18 Com o tempo, Jacó veio são e salvo à cidade de Siquém,+ que está na terra de Canaã,+ ao vir de Padã-Arã;+ e ele armou o seu acampamento defronte da cidade. 19 Adquiriu então um pedaço do campo onde armara a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.*+ 20 Depois erigiu ali um altar e chamou-o de Deus, o Deus de Israel.*+

34 Ora, Diná, filha de Léia,+ que esta dera à luz a Jacó, costumava sair para ver+ as filhas do país.+ 2 E Siquém, filho de Hamor, o heveu,+ maioral* do país, chegou a vê-la e tomou-a, e deitou-se com ela e a violentou.*+ 3 E a sua alma começou a apegar-se a Diná,* filha de Jacó, e ele se enamorou da moça e falava persuasivamente com* a moça. 4 Por fim, Siquém disse a Hamor, seu pai:+ “Consegue-me esta jovem por esposa.”+

5 E Jacó soube que ele tinha aviltado Diná, sua filha. E os seus filhos estavam no campo com a sua manada;+ e Jacó ficou calado até que retornassem.+ 6 Mais tarde saiu Hamor, pai de Siquém, indo ter com Jacó para falar com ele.+ 7 E os filhos de Jacó retornaram do campo assim que o souberam; e os homens sentiram-se feridos nos seus sentimentos e ficaram muito irados,+ porque ele tinha cometido uma ignominiosa insensatez contra Israel, deitando-se com a filha de Jacó,+ quando não se devia fazer nada disso.+

8 E Hamor passou a falar-lhes, dizendo: “Quanto a Siquém, meu filho, sua alma se afeiçoou à vossa filha.+ Por favor, dai-lha por esposa,+ 9 e formai alianças matrimoniais conosco.+ Haveis de dar-nos as vossas filhas e haveis de tomar para vós as nossas filhas.+ 10 E podeis morar conosco e o país ficará à vossa disposição. Morai nele e fazei negócios* nele, e estabelecei-vos nele.”+ 11 Siquém disse então ao pai dela e aos irmãos dela: “Ache eu favor aos vossos olhos, e o que for que me disserdes, eu vo-lo darei. 12 Majorai muito o preço do matrimônio* e a dádiva imposta a mim,+ e eu estou disposto a dar segundo o que me disserdes; somente dai-me a moça por esposa.”

13 E os filhos de Jacó começaram a responder com engano a Siquém e a Hamor, seu pai, e a falar assim porque ele tinha aviltado Diná, irmã deles.+ 14 E foram dizer-lhes: “Não é possível que façamos tal coisa, de dar a nossa irmã a um homem que tem prepúcio,+ porque isto é um vitupério para nós. 15 Apenas nesta condição podemos dar-te consentimento, que vos torneis como nós, sendo circuncidado cada macho dos vossos.+ 16 Então vos daremos certamente as nossas filhas e tomaremos para nós as vossas filhas, e certamente moraremos convosco e nos tornaremos um só povo.+ 17 Mas, se não nos escutardes para serdes circuncidados, então tomaremos a nossa filha e iremos embora.”

18 E suas palavras pareciam boas aos olhos de Hamor e aos olhos de Siquém, filho de Hamor,+ 19 e o jovem não tardou em cumprir a condição,+ porque se agradava da filha de Jacó e era o mais honrado+ de toda a casa de seu pai.+

20 De modo que Hamor e Siquém, seu filho, foram ao portão de sua cidade e começaram a falar aos homens de sua cidade,+ dizendo: 21 “Estes homens são pacíficos para conosco.+ Por isso, que morem no país e façam negócios* nele, visto que o país é bastante amplo* diante deles.+ Podemos tomar as filhas deles por esposas para nós e podemos dar-lhes as nossas próprias filhas.+ 22 Somente na seguinte condição darão os homens seu consentimento para morar conosco, de modo que venha a haver um só povo, que todo macho nosso seja circuncidado assim como eles são circuncidados.+ 23 Não serão então nossas as suas propriedades e os seus bens, e todo o seu gado?+ Somente demos-lhes o nosso consentimento para que morem conosco.”+ 24 Todos os que saíam pelo portão de sua cidade escutaram então Hamor e Siquém, filho dele, e foram circuncidados todos os machos, todos os que saíam pelo portão de sua cidade.

25 No entanto, sucedeu que no terceiro dia, quando sentiam dores,+ os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi,+ irmãos de Diná,+ passaram a tomar cada um a sua espada e a ir insuspeitos* à cidade, e mataram todo macho.+ 26 E a Hamor e a Siquém, seu filho, mataram ao fio da espada.+ Tiraram então Diná da casa de Siquém e saíram.+ 27 Os outros filhos de Jacó atacaram* os homens mortalmente feridos e foram saquear a cidade, porque haviam aviltado a sua irmã.+ 28 Tomaram os seus rebanhos, e as suas manadas, e os seus jumentos, e o que havia na cidade e o que havia no campo.+ 29 E a todos os seus meios de subsistência, e a todas as suas criancinhas, e as esposas deles levaram cativas, de modo que saquearam tudo o que havia nas casas.+

30 Em vista disso, Jacó disse a Simeão e a Levi:+ “Vós me trouxestes o banimento, fazendo de mim um mau cheiro para os habitantes do país,+ para os cananeus e para os perizeus, sendo eu poucos em número,*+ e eles por certo se ajuntarão contra mim e me assaltarão, e eu terei de ser aniquilado, eu e a minha casa.” 31 Disseram, por sua vez: “Havia alguém de tratar nossa irmã como prostituta?”*+

35 Deus disse depois a Jacó: “Levanta-te, sobe a Betel e mora ali,+ e faze ali um altar ao [verdadeiro] Deus que te apareceu quando fugiste de Esaú, teu irmão.”+

2 Jacó disse então aos da sua casa e a todos os que estavam com ele: “Removei os deuses* estrangeiros que há no vosso meio,+ e purificai-vos e trocai as vossas capas,+ 3 e levantemo-nos e subamos a Betel. E ali farei um altar ao [verdadeiro] Deus que me respondeu no dia da minha aflição,+ visto que mostrou estar comigo no caminho pelo qual andei.”+ 4 Assim, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros+ que havia nas suas mãos e as arrecadas que havia nas suas orelhas, e Jacó os encobriu+ debaixo duma grande árvore que havia perto de Siquém.

5 Depois partiram dali, e o terror de Deus veio sobre as cidades que havia ao redor deles,+ de modo que não foram no encalço dos filhos de Jacó. 6 Por fim, Jacó chegou a Luz,+ que está na terra de Canaã, isto é, a Betel, ele e todo o povo que havia com ele. 7 Então construiu ali um altar e começou a chamar o lugar de El-Betel,* porque o [verdadeiro] Deus se revelara ali a ele no tempo em que fugiu de seu irmão.+ 8 Posteriormente morreu Débora,+ ama de Rebeca, e ela foi enterrada ao sopé de Betel, debaixo duma árvore maciça. Por isso chamou-a pelo nome de Alom-Bacute.*

9 Deus apareceu então mais uma vez a Jacó durante a sua vinda de Padã-Arã+ e o abençoou.+ 10 E Deus prosseguiu, dizendo-lhe: “Teu nome é Jacó.+ Não mais hás de ser chamado pelo nome de Jacó, mas Israel virá a ser o teu nome.” E começou a chamá-lo pelo nome de Israel.+ 11 E Deus disse-lhe ainda mais: “Eu sou o Deus Todo-poderoso.*+ Sê fecundo e torna-te muitos. De ti procederão nações* e uma congregação de nações, e dos teus lombos sairão reis.+ 12 Quanto à terra que dei a Abraão e a Isaque, a ti a darei, e à tua descendência*+ depois de ti darei a terra.”+ 13 Deus subiu depois de sobre ele no lugar onde lhe falara.+

14 Jacó, por conseguinte, colocou uma coluna no lugar onde falara com ele,+ uma coluna de pedra, e derramou sobre ela uma oferta de bebida e despejou óleo sobre ela.+ 15 E Jacó continuou a chamar o lugar onde Deus lhe falara pelo nome de Betel.+

16 Partiram então de Betel. E havendo ainda um bom trecho de terra antes de se chegar a Efrate,+ Raquel passou a dar à luz, e o parto lhe era difícil.+ 17 Mas, aconteceu que, enquanto estava tendo dificuldades no parto, a parteira lhe disse: “Não tenhas medo, pois terás também este filho.”+ 18 E o resultado foi que, enquanto a sua alma*+ partia (porque estava morrendo),+ ela chamou-o pelo nome de Ben-Oni;* mas o seu pai chamou-o de Benjamim.*+ 19 Raquel morreu assim e foi enterrada no caminho de Efrate, isto é, Belém.+ 20 Jacó colocou por isso uma coluna sobre o sepulcro dela. Esta é a coluna do sepulcro de Raquel até o dia de hoje.+

21 Depois disso, Israel partiu e armou a sua tenda a certa distância além da torre de Éder.+ 22 E sucedeu, enquanto Israel residia+ naquela terra, que Rubem foi uma vez e se deitou com Bila, concubina de seu pai, e Israel soube disso.+

Havia, pois, doze filhos de Jacó. 23 Os filhos de Léia eram: o primogênito de Jacó, Rubem,+ e Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e Zebulão. 24 Os filhos de Raquel eram José e Benjamim. 25 E os filhos de Bila, serva de Raquel, eram Dã e Naftali. 26 E os filhos de Zilpa, serva de Léia, eram Gade e Aser. Estes eram os filhos de Jacó que lhe nasceram em Padã-Arã.

27 Por fim, Jacó chegou até Isaque, seu pai, a Manre,+ a Quiriate-Arba,+ isto é, Hébron, onde Abraão e também Isaque tinham residido como forasteiros.+ 28 E os dias de Isaque vieram a ser cento e oitenta anos.+ 29 Depois, Isaque expirou e morreu, e foi ajuntado ao seu povo, idoso e saciado de dias,*+ e Esaú e Jacó, seus filhos, o enterraram.+

36 E esta é a história de Esaú, quer dizer, Edom.+

2 Esaú tomou as suas esposas dentre as filhas de Canaã:+ Ada,+ filha de Elom, o hitita,+ e Oolibama,+ filha de Aná, neta* de Zibeão, o heveu, 3 e Basemate,+ filha de Ismael, irmã de Nebaiote.+

4 E Ada passou a dar à luz Elifaz a Esaú, e Basemate deu à luz Reuel, 5 e Oolibama deu à luz Jeús, e Jalão, e Corá.+

Estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã. 6 Esaú tomou depois as suas esposas, e os seus filhos, e as suas filhas, e todas as almas de sua casa, e sua manada, e todos os seus outros animais, e todos os seus bens,+ que tinha acumulado na terra de Canaã, e foi para uma terra* longe de Jacó, seu irmão,+ 7 porque os bens deles tinham ficado grandes demais para morarem juntos, e a terra das suas residências como forasteiros não podia sustentá-los por causa das suas manadas.+ 8 De modo que Esaú passou a morar na região montanhosa de Seir.+ Esaú é Edom.+

9 E esta é a história de Esaú, pai de Edom, na região montanhosa de Seir.+

10 Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, esposa de Esaú; Reuel, filho de Basemate, esposa de Esaú.+

11 E os filhos de Elifaz vieram a ser Temã,+ Omar, Zefô, e Gátão e Quenaz.+ 12 E Timna+ tornou-se concubina de Elifaz, filho de Esaú. A seu tempo, ela deu à luz Amaleque+ a Elifaz. Estes são os filhos de Ada, esposa de Esaú.

13 Estes são os filhos de Reuel: Naate e Zerá, Samá e Mizá.+ Estes vieram a ser os filhos* de Basemate,+ esposa de Esaú.

14  E estes vieram a ser os filhos de Oolibama, filha de Aná, neta de Zibeão, esposa de Esaú, sendo que a Esaú deu à luz Jeús, e Jalão, e Corá.+

15 Estes são os xeques*+ dos filhos de Esaú: Os filhos de Elifaz, primogênito de Esaú: Xeque Temã,+ Xeque Omar, Xeque Zefô, Xeque Quenaz, 16 Xeque Corá,* Xeque Gátão, Xeque Amaleque. Estes são os xeques de Elifaz,+ na terra de Edom. Estes são os filhos de Ada.

17 Estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: Xeque Naate, Xeque Zerá, Xeque Samá, Xeque Mizá. Estes são os xeques de Reuel, na terra de Edom.+ Estes são os filhos de Basemate, esposa de Esaú.

18 Finalmente, estes são os filhos de Oolibama, esposa de Esaú: Xeque Jeús, Xeque Jalão, Xeque Corá. Estes são os xeques de Oolibama, filha de Aná, esposa de Esaú.

19 Estes são os filhos de Esaú, e estes são os seus xeques. Ele é Edom.+

20 Estes são os filhos de Seir, o horeu, os habitantes do país:+ Lotã e Sobal, e Zibeão, e Aná,+ 21 e Disom, e Ezer, e Disã.+ Estes são os xeques do horeu, os filhos de Seir, na terra de Edom.

22 E os filhos de Lotã vieram a ser Hori e Hemão; e a irmã de Lotã era Timna.+

23 E estes são os filhos de Sobal: Alvã e Manaate, e Ebal, Sefô e Onão.

24 E estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná. Este é o Aná que achou as fontes termais* no ermo, enquanto zelava os jumentos de Zibeão, seu pai.+

25 E estes são os filhos de Aná: Disom e Oolibama, filha de Aná.

26 E estes são os filhos de Disom:* Hendã e Esbã, e Itrã, e Querã.+

27 Estes são os filhos de Ezer: Bilã e Zaavã, e Ácã.

28 Estes são os filhos de Disã: Uz e Árã.+

29 Estes são os xeques do horeu: Xeque Lotã, Xeque Sobal, Xeque Zibeão, Xeque Aná, 30 Xeque Disom, Xeque Ezer, Xeque Disã.+ Estes são os xeques do horeu, segundo os seus xeques, na terra de Seir.

31 Ora, estes são os reis que reinaram na terra de Edom+ antes de qualquer rei reinar sobre os filhos de Israel.+ 32 E Bela, filho de Beor, passou a reinar em Edom,+ e o nome de sua cidade era Dinabá. 33 Morrendo Bela, começou a reinar em lugar dele Jobabe,+ filho de Zerá, de Bozra.+ 34 Morrendo Jobabe, começou a reinar em lugar dele Husão,+ da terra dos temanitas.+ 35 Morrendo Husão, começou a reinar em lugar dele Hadade, filho de Bedade, que derrotou os midianitas+ no campo de Moabe,+ e o nome de sua cidade era Avite.+ 36 Morrendo Hadade, começou a reinar em lugar dele Samlá, de Masreca.+ 37 Morrendo Samlá, começou a reinar em lugar dele Saul, de Reobote, junto ao Rio.+ 38 Morrendo Saul, começou a reinar em lugar dele Baal-Hanã, filho de Acbor.+ 39 Morrendo Baal-Hanã, filho de Acbor, começou a reinar em lugar dele Hadar; e o nome de sua cidade era Pau, e o nome de sua esposa era Meetabel, filha de Matrede, filha de Mezaabe.+

40 Estes, pois, são os nomes dos xeques de Esaú, segundo as suas famílias, segundo os seus lugares, pelos seus nomes: Xeque Timna, Xeque Alva, Xeque Jetete,+ 41 Xeque Oolibama, Xeque Elá, Xeque Pinom,+ 42 Xeque Quenaz, Xeque Temã, Xeque Mibzar,+ 43 Xeque Magdiel, Xeque Irão. Estes são os xeques de Edom,+ segundo as suas moradas na terra de sua propriedade.+ Este é Esaú, pai de Edom.+

37 E Jacó continuou a morar na terra das residências como forasteiro de seu pai,+ na terra de Canaã.+

2 Esta é a história de Jacó.

José,+ aos dezessete anos de idade, estava zelando as ovelhas* com os seus irmãos, no meio do rebanho,+ e sendo apenas rapaz, estava com os filhos de Bila+ e os filhos de Zilpa,+ esposas de seu pai. José trouxe então um relato mau sobre eles a seu pai.+ 3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus outros filhos,+ porque era o filho da sua velhice; e mandou fazer para ele uma comprida túnica listrada, tipo camisão.+ 4 Quando seus irmãos chegaram a ver que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, começaram a odiá-lo+ e não eram capazes de falar pacificamente com ele.+

5 Mais tarde, José teve um sonho e o contou a seus irmãos,+ e eles acharam [nisso] razão adicional para o odiarem. 6 E ele prosseguiu, dizendo-lhes: “Escutai, por favor, este sonho que tive.+ 7 Pois bem, estávamos amarrando feixes no meio do campo, quando, eis que o meu feixe se levantou e também ficou ereto, e eis que os vossos feixes passaram a rodeá-lo e a curvar-se diante do meu feixe.”+ 8 E seus irmãos começaram a dizer-lhe: “Hás de ser realmente rei sobre nós?+ ou: Hás de dominar realmente sobre nós?”+ Acharam assim nova razão para o odiarem, por causa dos seus sonhos e das suas palavras.

9 Depois teve mais um sonho e o relatou aos seus irmãos, e disse: “Eis que tive mais uma vez um sonho, e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se curvaram diante de mim.”+ 10 Relatou-o então a seu pai, bem como a seus irmãos, e seu pai começou a censurá-lo e a dizer-lhe:+ “Que significa este sonho que tiveste? Havemos de vir eu, e também tua mãe e teus irmãos, e havemos de curvar-nos para a terra diante de ti?” 11 E seus irmãos ficaram com ciúmes dele;+ seu pai, porém, tomou nota da declaração.*+

12 Seus irmãos foram então apascentar o rebanho de seu pai* perto de Siquém.+ 13 Depois de algum tempo, Israel disse a José: “Não estão teus irmãos cuidando [dos rebanhos] perto de Siquém? Vem e deixa-me enviar-te a eles.” A isso ele lhe disse: “Eis-me aqui!”+ 14 Disse-lhe então: “Vai, por favor. Vê se os teus irmãos estão sãos e salvos, e se o rebanho está são e salvo,* e traze-me de volta informação.”+ Com isso o mandou embora da baixada de Hébron+ e ele seguiu para Siquém. 15 Um homem o encontrou mais tarde, e eis que estava vagueando por um campo. O homem, pois, indagou dele, dizendo: “O que estás procurando?” 16 A isso ele disse: “É a meus irmãos que estou procurando. Informa-me, por favor: Onde estão cuidando dos rebanhos?” 17 E o homem continuou: “Partiram daqui, pois os ouvi dizer: ‘Vamos a Dotã.’” De modo que José foi atrás de seus irmãos e os achou em Dotã.

18 Ora, avistando-o de certa distância, e antes de ele poder chegar perto deles, começaram a conspirar astutamente contra ele para o entregarem à morte.+ 19 Disseram, pois, um ao outro: “Eis aqui vem aquele sonhador.*+ 20 E agora vinde e matemo-lo, e joguemo-lo numa das cisternas;+ e teremos de dizer que uma fera selvagem o devorou.+ Vejamos então o que será dos sonhos dele.” 21 Ouvindo isso Rubem, tentou livrá-lo da mão deles.+ De modo que disse: “Não golpeemos fatalmente a sua alma.”*+ 22 E Rubem prosseguiu, dizendo-lhes: Não derrameis sangue.+ Jogai-o nesta cisterna que está no ermo e não deiteis mão violenta nele.”+ Seu objetivo era livrá-lo da mão deles, a fim de o restituir a seu pai.

23 Sucedeu, pois, assim que José veio ter com seus irmãos, que eles despiram José da sua túnica comprida, sim, da comprida túnica listrada que usava;+ 24 depois tomaram-no e jogaram-no na cisterna.+ Naquele tempo a cisterna estava vazia; não havia água nela.

25 Sentaram-se então para comer pão.+ Quando levantaram seus olhos e foram olhar, ora, eis que vinha uma caravana de ismaelitas+ desde Gileade, e seus camelos carregavam ládano, e bálsamo,* e casca resinosa,+ indo levá-los para baixo ao Egito. 26 Judá disse então aos seus irmãos: “Que lucro haveria caso matássemos nosso irmão e encobríssemos seu sangue?+ 27 Vinde e vendamo-lo aos ismaelitas,+ e não deitemos mão nele.+ Afinal de contas, ele é nosso irmão, nossa carne.” Escutaram assim seu irmão.+ 28 Passavam então homens, mercadores midianitas.+ Portanto, puxaram e levantaram José para fora da cisterna,+ e venderam então José aos ismaelitas por vinte moedas de prata.+ Estes, por fim, levaram José ao Egito.

29 Rubem voltou mais tarde à cisterna, e eis que José não estava na cisterna. Rasgou, por isso, as suas vestes.+ 30 Voltando aos outros irmãos seus, exclamou: “O menino desapareceu! E eu — para onde é que irei eu?”+

31 No entanto, tomaram a túnica comprida de José e abateram um bode, e mergulharam a túnica comprida repetidas vezes no sangue.+ 32 Depois enviaram a comprida túnica listrada e a fizeram levar a seu pai, e disseram: “Isto é o que encontramos. Examina,+ por favor, se é a túnica comprida de teu filho, ou não.”+ 33 E ele foi examiná-la e exclamou: “É a túnica comprida de meu filho! Uma fera selvagem deve tê-lo devorado!+ José está certamente dilacerado!”+ 34 Nisso Jacó rasgou as suas capas e pôs serapilheira em volta dos quadris, e pranteou muitos dias pelo seu filho.+ 35 E todos os seus filhos e todas as suas filhas se levantavam para consolá-lo,+ mas ele se negava a ser consolado e dizia:+ “Pois descerei pranteando para meu filho ao Seol!”* E seu pai continuava a chorar por ele.

36 No entanto, os midianitas venderam-no ao Egito, a Potifar, oficial da corte de Faraó,*+ chefe da guarda pessoal.+

38 Ora, entrementes sucedeu que, descendo Judá de [onde estavam] seus irmãos, armou [a sua tenda] perto dum homem, um adulamita,+ e o nome dele era Hira. 2 E ali Judá chegou a ver a filha de certo cananeu,+ e o nome dele* era Sua. Tomou-a, pois, e teve relações com ela. 3 E ela ficou grávida. Mais tarde deu à luz um filho e chamou-o pelo nome de Er.+ 4 Ficou novamente grávida. A seu tempo, ela deu à luz um filho e chamou-o pelo nome de Onã. 5 Mais uma vez foi dar à luz um filho, e chamou-o então pelo nome de Selá. Ora, aconteceu que ele* estava em Aczibe,* no tempo em que ela o deu à luz.+

6 Com o tempo, Judá tomou uma esposa para Er, seu primogênito, e o nome dela era Tamar.+ 7 Mas Er, primogênito de Judá, mostrou-se mau aos olhos de Jeová;+ Jeová o entregou por isso à morte.+ 8 Em vista disso, Judá disse a Onã: “Tem relações com* a esposa de teu irmão e realiza um casamento de cunhado* com ela, e suscita descendência para teu irmão.”+ 9 Mas Onã sabia que a descendência não se tornaria sua;+ e deu-se que, quando teve relações com a esposa de seu irmão, desperdiçou o seu sêmen na terra,* para não dar descendência a seu irmão.+ 10 Ora, o que ele fez era mau aos olhos de Jeová;+ por isso, entregou-o também à morte.+ 11 De modo que Judá disse a Tamar, sua nora: “Mora como viúva na casa de teu pai até crescer Selá, meu filho.”+ Pois ele disse para si mesmo:* “Ele também poderia morrer como seus irmãos.”+ Concordemente, Tamar foi e continuou a morar na casa de seu próprio pai.+

12 Passaram-se assim muitos dias, e morreu a filha de Sua, esposa de Judá;+ e Judá guardou o período de luto.+ Depois subiu até os tosquiadores de suas ovelhas, a Timná,+ ele e Hira, seu companheiro, o adulamita.+ 13 Então foi comunicado a Tamar: “Eis que o teu sogro está subindo a Timná para tosquiar as suas ovelhas.”+ 14 Em vista disso, removeu de si as roupas de sua viuvez e cobriu-se com um xale, e velou-se, e assentou-se à entrada de Enaim, que se acha na estrada de Timná. Pois ela via que Selá tinha crescido, contudo, não lhe tinha sido dada como esposa.+

15 Quando Judá a avistou, teve-a imediatamente por meretriz,*+ porque encobrira a sua face.+ 16 Desviou-se assim para ela à beira da estrada e disse: “Permite-me, por favor, ter relações contigo.”+ Pois não sabia que era sua nora.+ No entanto, ela disse: “O que me darás para ter relações comigo?”+ 17 A isso ele disse: “Eu mesmo enviarei um cabritinho do rebanho.” Mas ela disse: “Dar-me-ás uma garantia até o enviares?”+ 18 E ele continuou: “Que garantia te darei?” ao que ela disse: “Teu anel de chancela,+ e teu cordão, e a vara que tens na mão.” Entregou-lhos então e teve relações com ela, de modo que ela ficou grávida por ele. 19 Depois ela se levantou e foi embora, e removeu de si o xale e vestiu-se das roupas de sua viuvez.+

20 E Judá passou a enviar o cabritinho pela mão de seu companheiro, o adulamita,+ a fim de receber a garantia de volta da mão da mulher, mas ele não a encontrou. 21 E indagava dos homens de seu lugar, dizendo: “Onde está aquela prostituta de templo, em Enaim, à beira da estrada?” Mas eles diziam: “Nunca houve neste lugar prostituta de templo.”+ 22 Por fim, voltou a Judá e disse: “Não a achei, e, além disso, os homens do lugar disseram: ‘Nunca houve neste lugar prostituta de templo.’” 23 De modo que Judá disse: “Que ela os tome para si, para que não venhamos a cair no desprezo.+ De qualquer modo, enviei este cabritinho, mas tu — tu não a achaste.”

24 No entanto, cerca de três meses depois, aconteceu que se informou a Judá: “Tamar, tua nora, fez-se de meretriz,+ e eis que está também grávida+ de seu meretrício.”* Judá disse então: “Trazei-a para fora e seja queimada.”+ 25 Quando estava sendo trazida para fora, ela mesma enviou [recado] ao seu sogro, dizendo: “Estou grávida do homem a quem pertencem estes.”+ E ela acrescentou: “Examina,+ por favor, a quem pertencem estes: o anel de chancela, e o cordão,* e a vara.”+ 26 Judá examinou-os então e disse:+ “Ela é mais justa do que eu,+ visto que não a dei a Selá, meu filho.”+ E nunca mais teve relações com ela, depois disso.+

27 Ora, sucedeu então, no tempo de ela dar à luz, que havia gêmeos no seu ventre. 28 Outrossim, resultou, quando ela dava à luz, que um estendeu a mão e a parteira tomou imediatamente um pedaço de escarlate e lho atou à mão, dizendo: “Este saiu primeiro.” 29 Finalmente, sucedeu que, assim que ele retirou a mão, ora, eis que saiu seu irmão, de modo que ela exclamou: “Que queres dizer com isso, produzires para ti uma ruptura perineal?” Por isso foi chamado pelo nome de Peres.*+ 30 E depois saiu seu irmão, que tinha sobre a mão o pedaço de escarlate, e ele veio a ser chamado pelo nome de Zerá.*+

39 Quanto a José, ele foi levado para baixo ao Egito,+ e Potifar,+ oficial da corte de Faraó,* chefe da guarda pessoal, egípcio, foi comprá-lo da mão dos ismaelitas+ que o levaram lá para baixo. 2 Mas, Jeová mostrou-se com José, de modo que ele se tornou homem bem sucedido+ e veio a ser posto sobre a casa de seu amo,* o egípcio. 3 E seu amo via que Jeová estava com ele e que tudo o que fazia, Jeová tornava bem sucedido na sua mão.

4 E José achava favor aos seus olhos e servia-o continuamente, de modo que ele o encarregou da sua casa,+ e tudo o que era seu entregou na mão dele. 5 E seguiu-se que, a partir do tempo em que o encarregou da sua casa e de tudo o que era seu, Jeová abençoava a casa do egípcio devido a José, e a bênção de Jeová veio a estar sobre tudo o que era seu na casa e no campo.+ 6 Finalmente deixou tudo o que era seu na mão de José;+ e não sabia nem o que possuía, exceto o pão que comia. Além disso, José tornou-se belo de porte e belo de aparência.

7 Ora, depois destas coisas sucedeu que a esposa de seu amo começou a levantar seus olhos+ para José e a dizer: “Deita-te comigo.”+ 8 Mas ele se negava+ e dizia à esposa de seu amo: “Eis que meu amo não sabe nem o que há comigo na casa, e tudo o que tem ele entregou na minha mão.+ 9 Não há quem seja maior do que eu nesta casa, e ele não me vedou absolutamente nada, exceto a ti, porque és sua esposa.+ Portanto, como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?”+

10 Resultou então que, falando ela a José dia após dia, ele nunca a escutava de modo a se deitar ao seu lado, para continuar com ela.+ 11 Mas, aconteceu que certo dia, como nos outros dias,* ele entrou na casa para tratar dos seus negócios, e não havia nenhum dos homens da casa ali na casa.+ 12 Ela o pegou então pela sua veste,+ dizendo: “Deita-te comigo!”+ Mas ele deixou a sua veste na mão dela e fugiu, e foi para fora.+ 13 Deu-se então que assim que ela viu que deixara a sua veste na mão dela, a fim de fugir para fora, 14 começou a clamar aos homens de sua casa e a dizer-lhes: “Vede! Ele nos trouxe um homem, um hebreu, para fazer de nós objeto de riso. Ele se chegou a mim para se deitar comigo, mas comecei a clamar ao máximo da minha voz.+ 15 E seguiu-se que, assim que ouviu que ergui a minha voz e comecei a clamar, deixou a sua veste ao meu lado e pôs-se em fuga, e foi para fora.” 16 Depois deixou a veste dele deitada ao seu lado até que o amo dele chegou à sua casa.+

17 Falou-lhe então segundo estas palavras, dizendo: “O servo hebreu que nos trouxeste chegou-se a mim para fazer de mim objeto de riso.* 18 Mas, seguiu-se que, assim que ergui a minha voz e comecei a clamar, ele deixou a sua veste ao meu lado e fugiu para fora.”+ 19 O resultado foi que assim que seu amo ouviu as palavras de sua esposa, que ela lhe falou, dizendo: “Assim e assim me fez o teu servo”, acendeu-se a sua ira.+ 20 O amo de José tomou-o, pois, e entregou-o à casa da prisão,* ao lugar onde os prisioneiros* do rei eram mantidos presos,* e ele continuou ali na casa da prisão.+

21 No entanto, Jeová continuava com José e estendia-lhe benevolência, e concedia-lhe achar favor aos olhos do oficial principal* da casa da prisão.+ 22 Assim, o oficial principal da casa da prisão entregou à mão de José todos os prisioneiros que havia na casa da prisão; e em tudo o que faziam ali mostrava-se que era ele quem o fazia executar.+ 23 O oficial principal da casa da prisão não cuidava de coisa alguma que havia na sua mão, porque Jeová estava com [José],* e aquilo que fazia, Jeová, por sua vez, fazia bem sucedido.+

40 Ora, depois destas coisas sucedeu que o copeiro+ do rei do Egito e o padeiro pecaram contra o seu senhor,* o rei do Egito.+ 2 E Faraó ficou indignado com os seus dois oficiais,+ o chefe* dos copeiros e o chefe dos padeiros.+ 3 Assim, mandou que fossem recolhidos à cadeia da casa do chefe da guarda pessoal,+ à casa da prisão,+ o lugar onde José estava preso. 4 O chefe da guarda pessoal determinou então que José estivesse com eles, para que os servisse;+ e eles ficaram alguns dias na cadeia.

5 E ambos passaram a ter um sonho,+ cada um o seu próprio sonho, numa só noite,+ cada um o seu sonho com a sua própria interpretação,+ o copeiro e o padeiro que pertenciam ao rei do Egito, os quais estavam presos na casa da prisão.+ 6 Chegando-se José a eles de manhã e vendo-os, ora, eis que pareciam abatidos.+ 7 E começou a indagar dos oficiais de Faraó, que com ele estavam na cadeia da casa do seu amo, dizendo: “Por que razão estão hoje sombrias as vossas faces?”+ 8 A isso disseram-lhe: “Tivemos um sonho, e não há conosco intérprete.” José disse-lhes então: “Não pertencem a Deus as interpretações?+ Relatai-mo, por favor.”

9 E o chefe dos copeiros foi relatar o seu sonho a José e disse-lhe: “No meu sonho, ora, eis que havia diante de mim uma videira. 10 E na videira havia três renovos, e ela estava aparentemente florescendo.+ Suas flores saíam. Seus cachos amadureciam as suas uvas. 11 E havia o copo de Faraó na minha mão, e passei a tomar as uvas e a espremê-las no copo de Faraó.+ Depois entreguei o copo na mão de Faraó.”+ 12 José disse-lhe então: “Esta é a sua interpretação:+ Os três renovos são três dias. 13 Daqui a três dias, Faraó te levantará a cabeça e certamente te restituirá ao teu cargo;+ e certamente entregarás o copo de Faraó na mão dele, segundo o costume anterior, quando agiste como seu copeiro.+ 14 Não obstante, tens de lembrar-te de mim assim que te vá bem,+ e, por favor, tens de usar de benevolência para comigo e fazer menção de mim diante de Faraó,+ e tens de tirar-me desta casa. 15 Pois, fui de fato raptado da terra dos hebreus;+ e também aqui não fiz nada pelo qual me devessem pôr na masmorra.”*+

16 Quando o chefe dos padeiros viu que tinha interpretado algo bom, disse, por sua vez, a José: “Eu também estava no meu sonho, e eis que eu tinha três cestos de pão branco sobre a cabeça, 17 e no cesto de cima havia toda sorte de comestíveis para Faraó,+ produto de padeiro, e havia aves+ que os comiam do cesto sobre a minha cabeça.” 18 José respondeu então e disse: “Esta é a sua interpretação:+ Os três cestos são três dias. 19 Daqui a três dias, Faraó te levantará a cabeça de cima de ti e certamente te pendurará num madeiro;*+ e as aves hão de comer a tua carne de cima de ti.”+

20 Ora, o terceiro dia resultou ser aniversário natalício+ de Faraó, e ele passou a dar um banquete a todos os seus servos e a levantar a cabeça do chefe dos copeiros e a cabeça do chefe dos padeiros no meio dos seus servos.+ 21 Concordemente, restituiu o chefe dos copeiros ao seu posto de copeiro,+ e ele continuou a dar o copo à mão de Faraó. 22 Mas ao chefe dos padeiros ele pendurou,+ assim como José lhes dera a interpretação.+ 23 O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José e foi esquecer-se dele.+

41 E sucedeu, ao cabo de dois anos completos,* que Faraó sonhou,+ e eis que estava em pé junto ao rio Nilo. 2 E eis que subiam do rio Nilo sete vacas de aparência bela e de carnes gordas, e elas pastavam entre as canas* do Nilo.+ 3 E eis que após elas subiam do rio Nilo mais sete vacas de aparência feia e de carnes magras,+ e elas se postavam ao lado das vacas à beira do rio Nilo. 4 Então, as vacas de aparência feia e de carnes magras começaram a devorar as sete vacas de aparência bela e gordas.+ Nisso Faraó acordou.+

5 No entanto, ele voltou a dormir e sonhou pela segunda vez. E eis que numa só haste subiam sete espigas, grossas e boas.+ 6 E eis que após elas brotavam sete espigas mirradas+ e abrasadas pelo vento oriental.+ 7 E as espigas mirradas começavam a tragar as sete espigas grossas e cheias.+ Nisso Faraó acordou e eis que tinha sido um sonho.

8 E sucedeu, de manhã, que o seu espírito ficou agitado.+ De modo que mandou chamar todos os sacerdotes-magos do Egito+ e todos os seus sábios,+ e Faraó foi relatar-lhes os seus sonhos.*+ Mas não havia quem os interpretasse a Faraó.

9 O chefe dos copeiros falou então a Faraó,+ dizendo: “Menciono hoje os meus pecados.+ 10 Faraó indignou-se com os seus servos.+ Assim, mandou que eu fosse recolhido à cadeia da casa do chefe da guarda pessoal,+ tanto eu como o chefe dos padeiros. 11 Depois tivemos ambos um sonho, numa só noite, tanto eu como ele. Tivemos cada um o seu sonho com a sua própria interpretação.+ 12 E eis que havia ali conosco um jovem, um hebreu,+ servo do chefe da guarda pessoal.+ Quando os relatamos a ele,+ passou a interpretar-nos os nossos sonhos. Interpretou a cada um segundo o seu sonho. 13 E resultou que assim como nos tinha interpretado, assim aconteceu. A mim me restituiu ao meu cargo,+ mas a ele pendurou.”*+

14 E Faraó foi mandar chamar José,+ para que o trouxessem rapidamente da masmorra.+ Ele se barbeou+ então e trocou as suas capas,+ e entrou até Faraó. 15 Faraó disse então a José: “Tive um sonho, mas não há quem o interprete. Ora, eu mesmo ouvi dizer de ti que podes ouvir um sonho e interpretá-lo.”+ 16 A isto respondeu José a Faraó, dizendo: “Eu não entro em consideração! Deus é que anunciará* bem-estar a Faraó.”+

17 E Faraó prosseguiu, falando a José: “No meu sonho, eis que eu estava em pé à beira do rio Nilo. 18 E eis que subiam do rio Nilo sete vacas de carnes gordas e de aspecto belo, e começavam a pastar entre as canas do Nilo.+ 19 E eis que após elas subiam outras sete vacas, minguadas e de aspecto muito ruim, e de carnes magras.+ De ruins nunca vi iguais a elas em toda a terra do Egito. 20 E as vacas descarnadas e ruins começaram a devorar as primeiras sete vacas gordas.+ 21 De modo que estas lhes entraram nos ventres, e ainda assim não se podia saber que lhes tinham entrado nos ventres, visto que a sua aparência era tão ruim como no início.+ Nisso acordei.

22 “Depois vi no meu sonho e eis que subiam numa só haste sete espigas, cheias e boas.+ 23 E eis que após elas brotavam sete espigas murchas, mirradas, abrasadas pelo vento oriental.+ 24 E as espigas mirradas começavam a tragar as sete espigas boas.+ Por isso o contei aos sacerdotes-magos,+ mas ninguém me disse nada.”+

25 José disse então a Faraó: “O sonho de Faraó é apenas um só. O que o [verdadeiro] Deus está fazendo, ele tem comunicado a Faraó.+ 26 As sete vacas boas são sete anos. Igualmente, as sete espigas boas são sete anos. O sonho é apenas um só. 27 E as sete vacas descarnadas e ruins que subiram após elas são sete anos; e as sete espigas vazias, abrasadas pelo vento oriental,+ mostrar-se-ão sete anos de fome.+ 28 Esta é a coisa que falei a Faraó: O que o [verdadeiro] Deus está fazendo, ele tem feito Faraó ver.+

29 “Eis que hão de vir sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito. 30 Mas, após eles virão certamente sete anos de fome, e certamente será esquecida toda a fartura na terra do Egito e a fome simplesmente consumirá o país.+ 31 E não mais se conhecerá a fartura que antes havia no país, por causa dessa fome posterior, pois será por certo muito severa. 32 E o fato de que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó significa que a coisa ficou firmemente estabelecida da parte do [verdadeiro] Deus,+ e o [verdadeiro] Deus se apressa em fazê-lo.+

33 “Portanto, procure agora Faraó um homem discreto e sábio, e constitua-o sobre a terra do Egito.+ 34 Atue Faraó e designe superintendentes sobre o país,+ e tem de recolher um quinto da terra do Egito durante os sete anos de fartura.+ 35 E reúnam eles todos os mantimentos destes vindouros anos bons e amontoem cereais, sob a mão de Faraó, para mantimentos nas cidades,+ e têm de resguardá-los. 36 E os mantimentos têm de servir de suprimento para o país durante os sete anos de fome que haverá na terra do Egito,+ para que o país não seja decepado pela fome.”+

37 Ora, a coisa mostrou-se boa aos olhos de Faraó e de todos os seus servos.+ 38 Faraó disse, pois, aos seus servos: “Pode-se achar outro homem semelhante a este, em quem há o espírito de Deus?”+ 39 Faraó disse depois a José: “Visto que Deus te fez saber tudo isso,+ não há ninguém tão discreto e sábio como tu.+ 40 Tu estarás pessoalmente sobre a minha casa,+ e todo o meu povo te obedecerá implicitamente.*+ Somente com respeito ao trono serei maior do que tu.”+ 41 E Faraó acrescentou a José: “Vê! Eu deveras te constituo sobre toda a terra do Egito.”+ 42 Com isso, Faraó tirou da sua própria mão o seu anel de sinete+ e o pôs na mão de José, e vestiu-o de roupas de linho fino* e colocou-lhe um colar de ouro em volta do pescoço.+ 43 Além disso, fê-lo andar no segundo carro de honra que tinha,+ para que clamassem adiante dele: “Avreque!”,* constituindo-o assim sobre toda a terra do Egito.

44 E Faraó disse mais a José: “Eu sou Faraó, mas sem a tua autorização nenhum homem poderá erguer sua mão ou seu pé em toda a terra do Egito.”+ 45 Depois, Faraó chamou José pelo nome de Zafenate-Panéia* e deu-lhe por esposa Asenate,+ filha de Potífera,* sacerdote de Om.*+ E José começou a percorrer a terra do Egito.+ 46 E José tinha trinta anos de idade+ quando compareceu perante Faraó, rei do Egito.

José saiu então de diante de Faraó e passou por toda a terra do Egito. 47 E durante os sete anos de fartura, a terra produzia de mãos cheias.+ 48 E ele reunia todos os mantimentos dos sete anos que vieram sobre a terra do Egito e punha os mantimentos nas cidades.+ Os mantimentos do campo que havia ao redor duma cidade ele pôs no meio dela.+ 49 E José continuou a amontoar cereal em quantidade muito grande,+ como a areia do mar, até que por fim desistiram de contá-lo, porque era sem número.+

50 E antes de chegar o ano da fome, nasceram a José dois filhos,+ que lhe foram dados à luz por Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. 51 Assim, José chamou o primogênito pelo nome de Manassés,*+ porque, segundo ele: “Deus* me fez esquecer toda a minha desgraça e toda a casa de meu pai.”+ 52 E o segundo ele chamou pelo nome de Efraim,*+ porque, segundo ele: “Deus me fez fecundo na terra da minha miséria.”+

53 E gradualmente se acabaram os sete anos de fartura que havia na terra do Egito,+ 54 e, por sua vez, principiaram a vir os sete anos de fome, assim como José dissera.+ E veio a haver fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão.+ 55 Por fim, toda a terra do Egito veio a sentir a fome e o povo começou a clamar a Faraó por pão.+ Faraó disse então a todos os egípcios: “Ide a José. O que ele vos disser, [isso] haveis de fazer.”+ 56 E havia fome sobre toda a superfície da terra.+ José começou então a abrir todos os armazéns de cereais que havia entre eles* e a vender aos egípcios,*+ visto que a fome se apoderara da terra do Egito. 57 Além disso, vinham ao Egito pessoas de toda a terra* para comprar de José, porque a fome se apoderara de toda a terra.+

42 Por fim, Jacó chegou a ver que havia cereais no Egito.+ Jacó disse então a seus filhos: “Por que estais olhando um para o outro?” 2 E acrescentou: “Eis que eu soube que há cereais no Egito.+ Descei para lá e comprai de lá para nós, para que fiquemos vivos e não morramos.” 3 Desceram, pois, dez irmãos+ de José para comprar cereal do Egito. 4 Mas Jacó não enviou Benjamim,+ irmão de José, com os outros irmãos dele, porque dizia: “Senão lhe poderia sobrevir um acidente fatal.”*+

5 Os filhos de Israel vieram assim junto com os outros que vinham comprar, porque havia fome na terra de Canaã.+ 6 E José era o homem no poder sobre o país.+ Era ele quem vendia a todo o povo da terra.+ Por conseguinte, os irmãos de José vieram e curvaram-se diante dele com os seus rostos por terra.+ 7 Quando José viu os seus irmãos, reconheceu-os imediatamente, mas fez-se irreconhecível para eles.+ Falou-lhes assim rispidamente e disse-lhes: “Donde viestes?” ao que disseram: “Da terra de Canaã, para comprar mantimentos.”+

8 José reconheceu assim os seus irmãos, mas eles mesmos não o reconheceram. 9 José se lembrou imediatamente dos sonhos que tivera com respeito a eles+ e prosseguiu, dizendo-lhes: “Sois espiões! Viestes para ver a condição exposta* do país!”+ 10 Disseram-lhe então: “Não, meu senhor,+ mas os teus servos+ vieram para comprar mantimentos. 11 Todos nós somos filhos de apenas um só homem. Somos homens retos. Teus servos não agem como espiões.”+ 12 Mas ele lhes disse: “Não é assim! Pois viestes para ver a condição exposta do país!”+ 13 A isso disseram: “Teus servos são doze irmãos.+ Somos os filhos de apenas um só homem+ na terra de Canaã; e eis que o mais moço está hoje com o nosso pai;+ quanto ao outro, já não existe.”+

14 No entanto, José disse-lhes: “É o que vos falei, dizendo: ‘Sois espiões!’ 15 Sereis provados pelo seguinte: Assim como vive Faraó, não saireis daqui a menos que venha para cá o vosso irmão mais moço.+ 16 Enviai um de vós, para que venha trazer vosso irmão, enquanto ficais presos, para que as vossas palavras sejam provadas quanto à veracidade no vosso caso.+ E do contrário, então, assim como vive Faraó, sois espiões.” 17 Com isso os recolheu juntos por três dias à detenção.

18 Depois, José disse-lhes no terceiro dia: “Fazei o seguinte e ficai vivos. Eu temo+ o [verdadeiro] Deus. 19 Se fordes retos, fique preso um dos vossos irmãos na vossa casa de detenção;+ os demais de vós, porém, ide, tomai cereais para a fome nas vossas casas.+ 20 Então me trareis o vosso irmão mais moço, para que as vossas palavras sejam achadas fidedignas; e não morrereis.”+ E passaram a fazer assim.

21 E começaram a dizer um ao outro: “Somos indubitavelmente culpados com respeito ao nosso irmão,+ porque vimos a aflição de sua alma, quando implorou compaixão da nossa parte, mas não escutamos. É por isso que esta aflição veio sobre nós.”+ 22 Rubem respondeu-lhes então, dizendo: “Não vos disse eu: ‘Não pequeis contra o menino’, mas não escutastes?+ E eis que agora certamente se exigirá de volta seu sangue.”+ 23 Quanto a eles, não sabiam que José estava escutando, porque havia um intérprete entre eles. 24 Conseqüentemente, retirou-se deles e começou a chorar.+ Voltou então a eles e falou-lhes, e tomou deles Simeão+ e prendeu-o diante dos seus olhos.+ 25 Depois, José deu a ordem, e foram encher seus receptáculos de cereais. Também, haviam de restituir o dinheiro dos homens ao saco individual+ de cada um e dar-lhes provisões para a jornada.+ Concordemente, fez-se-lhes assim.

26 Carregaram então seus cereais sobre os seus jumentos e partiram dali. 27 Quando um deles abriu seu saco para dar forragem ao seu jumento, na pousada,+ viu seu dinheiro, e eis que estava na boca da saca.+ 28 A isso ele disse aos seus irmãos: “Meu dinheiro foi devolvido e eis que está aqui na minha saca!” Desfaleceu-lhes então o coração, de modo que se voltaram um para o outro, tremendo+ e dizendo: “Que é isto que Deus nos tem feito?”+

29 Por fim chegaram a Jacó, seu pai, à terra de Canaã e contaram-lhe todas as coisas que lhes sobrevieram, dizendo: 30 “O homem que é senhor* do país falou conosco rispidamente,+ visto que nos tomou por homens que espionavam o país.+ 31 Mas dissemos-lhe: ‘Somos homens retos.+ Não agimos como espiões. 32 Somos doze irmãos,+ filhos de nosso pai.+ Um já não existe,+ e o mais moço está hoje com o nosso pai na terra de Canaã.’+ 33 Mas o homem que é senhor do país disse-nos:+ ‘Nisto saberei que sois retos:+ Fazei um irmão vosso ficar comigo.+ Tomai então algo para a fome nas vossas casas e ide.+ 34 E trazei-me vosso irmão mais moço, para que eu saiba que não sois espiões, mas que sois retos. Eu vos devolverei o vosso irmão e podereis fazer negócios no país.’”+

35 E sucedeu que, ao esvaziarem seus sacos, eis que a trouxinha de dinheiro de cada um se encontrava no seu saco. E tanto eles como seu pai puderam ver as suas trouxinhas de dinheiro e ficaram com medo. 36 Jacó, seu pai, exclamou então para eles: “A mim é que privastes de filhos!+ José já não existe e Simeão já não existe,+ e haveis de tomar Benjamim! É a mim que sobrevieram todas estas coisas!” 37 Mas Rubem disse a seu pai: “Meus próprios dois filhos podem ser mortos por ti se não to trouxer de volta.+ Entrega-o aos meus cuidados e serei eu quem to restituirá.”+ 38 No entanto, ele disse: “Meu filho não descerá convosco, porque seu irmão está morto e ele ficou só.+ Se lhe acontecesse algum acidente fatal* no caminho pelo qual fordes, então certamente faríeis meus cabelos grisalhos descer com pesar ao Seol.”*+

43 E a fome era severa no país.+ 2 E sucedeu que, assim que acabaram de comer os cereais que trouxeram do Egito,+ seu pai passou a dizer-lhes: “Voltai, comprai-nos alguns mantimentos.”+ 3 Judá disse-lhe então:+ “O homem nos testificou definitivamente, dizendo: ‘Não mais deveis ver a minha face, a menos que vosso irmão esteja convosco.’+ 4 Se enviares conosco nosso irmão,+ estamos dispostos a descer e a comprar para ti mantimentos. 5 Mas, se não o enviares, não desceremos, porque o homem deveras nos disse: ‘Não mais deveis ver a minha face, a menos que vosso irmão esteja convosco.’”+ 6 E Israel exclamou:+ “Por que tivestes de fazer-me dano por contar ao homem que tínheis outro irmão?” 7 A isso disseram: “O homem indagou diretamente a respeito de nós e de nossa parentela, dizendo: ‘Vive ainda o vosso pai?+ Tendes outro irmão?’ e nós fomos contar-lhe segundo estes fatos.+ Como podíamos saber com certeza que diria: ‘Trazei vosso irmão para baixo’?”+

8 Por fim, Judá disse a Israel, seu pai: “Envia o rapaz comigo,+ para que nos levantemos e vamos, e para que fiquemos vivos e não morramos,+ tanto nós, como tu e as nossas criancinhas.+ 9 Eu é que serei a fiança por ele.+ Da minha mão poderás demandar a penalidade por ele.+ Se eu falhar em trazê-lo e em apresentá-lo a ti, então terei pecado contra ti para sempre.* 10 Mas, se não nos tivéssemos demorado, já teríamos ido para lá e retornado estas duas vezes.”+

11 Portanto, Israel, seu pai, disse-lhes: “Se este é então o caso,+ fazei o seguinte: Tomai nos vossos receptáculos os produtos mais excelentes do país e levai-os para baixo, ao homem, como presente:+ um pouco de bálsamo*+ e um pouco de mel,+ ládano e casca resinosa,+ nozes de pistácia e amêndoas.+ 12 Tomai também o dobro do dinheiro* na vossa mão; e o dinheiro que vos foi restituído na boca das vossas sacas levareis de volta na vossa mão.+ Talvez fosse engano.+ 13 E tomai vosso irmão e levantai-vos, voltai ao homem. 14 E que [o] Deus Todo-poderoso* vos dê misericórdia perante o homem,+ para que certamente vos livre o vosso outro irmão e Benjamim. Mas eu, caso eu tenha de ficar privado de filhos, certamente ficarei privado de filhos!”+

15 Por conseguinte, os homens tomaram tal presente e tomaram o dobro do dinheiro na sua mão, e Benjamim. Levantaram-se então e foram descer ao Egito, e chegaram a estar de pé diante de José.+ 16 Quando José viu Benjamim com eles, disse imediatamente ao homem que estava sobre a sua casa: “Leva os homens para casa, e abate animais e faze preparativos,+ porque os homens hão de comer comigo ao meio-dia.” 17 O homem fez imediatamente assim como José lhe dissera.+ De modo que o homem levou os homens à casa de José. 18 Mas os homens ficaram com medo, porque tinham sido levados à casa de José,+ e começaram a dizer: “É por causa do dinheiro que voltou conosco nas nossas sacas, no início, que estamos sendo trazidos para cá, a fim de que caiam sobre nós e nos ataquem, e nos tomem como escravos, e também os nossos jumentos!”+

19 Chegaram-se por isso ao homem que estava sobre a casa de José e falaram-lhe à entrada da casa, 20 e disseram: “Perdão, meu senhor! No início, realmente descemos para comprar mantimentos.+ 21 Mas o que se deu foi que, quando chegamos à pousada+ e começamos a abrir as nossas sacas, ora, eis que havia o dinheiro de cada um na boca da sua saca, nosso dinheiro no pleno peso. De modo que gostaríamos de restituí-lo com as nossas próprias mãos.+ 22 E trouxemos mais dinheiro para baixo, nas nossas mãos, para comprar mantimentos. Certamente não sabemos quem colocou o nosso dinheiro nas nossas sacas.”+ 23 Ele disse então: “Ficai tranqüilos. Não tenhais medo.+ Vosso Deus e o Deus de vosso pai deu-vos um tesouro nas vossas sacas.+ Vosso dinheiro veio primeiro a mim.” Depois lhes trouxe Simeão para fora.+

24 O homem introduziu então os homens na casa de José e deu água para que se lavassem os seus pés,+ e deu forragem para os seus jumentos.+ 25 E eles passaram a aprontar o presente+ para a vinda de José ao meio-dia, porque souberam que era ali que iriam comer pão.+ 26 Entrando José na casa, trouxeram-lhe para dentro da casa o presente que tinham na mão e prostraram-se diante dele em terra.+ 27 Após isso, ele indagou se estavam passando bem,* e disse:+ “Está passando bem o vosso pai,* o homem idoso de quem me falastes? Ainda está vivo?”+ 28 A isso disseram: “Teu servo, nosso pai, está passando bem. Ainda está vivo.” Inclinaram-se então e prostraram-se em terra.+

29 Quando ele levantou seus olhos e viu Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe,+ prosseguiu dizendo: “É este o vosso irmão, o mais moço, de quem me falastes?”+ E acrescentou: “Que Deus te mostre seu favor,+ meu filho.” 30 José estava então com pressa, porque as suas emoções íntimas estavam agitadas para com seu irmão,+ de modo que procurou [um lugar] para chorar, e entrou num quarto interior e entregou-se ali ao pranto.+ 31 Depois lavou a face e saiu, e conteve-se e disse:+ “Servi a refeição.”+ 32 E passaram a servi-la a ele à parte, e a eles à parte, e aos egípcios que comiam com ele à parte; pois os egípcios não podiam comer uma refeição com os hebreus, visto que para os egípcios era algo detestável.+

33 E foram assentados diante dele, o primogênito segundo o seu direito de primogênito+ e o mais jovem segundo a sua mocidade; e os homens se entreolhavam pasmados. 34 E ele fazia que de diante dele lhes fossem levadas porções, mas aumentava a porção de Benjamim cinco vezes mais que as porções de todos os outros.+ Continuaram assim a banquetear-se e a beber com ele fartamente.+

44 Posteriormente ordenou ao homem que estava sobre a sua casa,+ dizendo: “Enche de mantimentos as sacas dos homens, com tanto quanto puderem transportar, e coloca o dinheiro de cada um na boca da sua saca.+ 2 Mas tens de colocar meu cálice, o cálice de prata, na boca da saca do mais moço, bem como o dinheiro pelos seus cereais.” Ele fez assim segundo a palavra falada por José.+

3 De manhã, ao clarear, os homens foram mandados embora,+ tanto eles como seus jumentos. 4 Saíram da cidade. Não tinham ido longe, quando José disse ao homem que estava sobre a sua casa: “Levanta-te! Vai no encalço dos homens, e tem certeza de alcançá-los e de dizer-lhes: ‘Por que retribuístes o bem com o mal?+ 5 Não é esta a coisa de que meu amo bebe e por meio da qual interpreta peritamente os presságios?+ Procedestes mal no que fizestes.’”

6 Por fim os alcançou e lhes falou estas palavras. 7 Mas eles lhe disseram: “Por que fala meu senhor tais palavras? É inconcebível que teus servos façam tal coisa. 8 Ora, desde a terra de Canaã te trouxemos o dinheiro que achamos na boca das nossas sacas.+ Como, então, poderíamos furtar prata ou ouro da casa do teu amo?+ 9 Morra aquele dos teus escravos* com quem for achado e tornemo-nos também escravos do meu amo.”+ 10 De modo que ele disse: “Seja agora exatamente segundo as vossas palavras.+ Assim, aquele com quem for achado tornar-se-á meu escravo,+ mas vós mesmos sereis provados inocentes.” 11 Com isso puseram rapidamente a saca de cada um no chão e abriram cada um a sua própria saca. 12 E ele fez uma busca cuidadosa. Principiou com o mais velho e terminou com o mais moço. Por fim se achou o cálice na saca de Benjamim.+

13 Rasgaram então as suas capas+ e puseram cada um a sua própria carga de volta no seu jumento, e voltaram à cidade. 14 E Judá+ e seus irmãos foram entrar na casa de José, e ele ainda estava ali; e passaram a lançar-se diante dele por terra.+ 15 José disse-lhes então: “Que sorte de ato é este que praticastes? Não sabíeis que um homem tal como eu pode interpretar peritamente os presságios?”+ 16 A isso Judá exclamou: “Que podemos dizer ao meu amo? Que podemos falar? E como nos podemos provar justos?+ O [verdadeiro] Deus descobriu o erro dos teus escravos.+ Eis que somos escravos de meu amo,+ tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o cálice!” 17 No entanto, ele disse: “É inconcebível que eu faça isso!+ O homem em cuja mão se achou o cálice é quem se tornará meu escravo.+ Quanto aos demais de vós, ide em paz para o vosso pai.”+

18 Judá aproximou-se então dele e disse: “Rogo-te, meu amo, por favor, deixa teu escravo falar uma palavra aos ouvidos do meu amo,+ e não se acenda a tua ira+ contra o teu escravo, porque contigo é o mesmo que com Faraó.*+ 19 Meu amo* perguntou aos seus escravos, dizendo: ‘Tendes pai ou irmão?’ 20 De modo que dissemos ao meu amo: ‘Temos um pai idoso e um menino de sua velhice, o mais moço.+ Mas o irmão dele está morto, de modo que só ele resta de sua mãe,+ e seu pai deveras o ama.’ 21 Depois disseste aos teus escravos: ‘Trazei-mo para baixo, a fim de que eu ponha os olhos nele.’+ 22 Mas dissemos ao meu amo: ‘O rapaz não pode deixar seu pai. Se deixasse seu pai, este certamente morreria.’+ 23 Disseste então aos teus escravos: ‘A menos que o vosso irmão mais moço desça convosco, não mais podereis ver a minha face.’+

24 “E sucedeu que subimos até o teu escravo, meu pai, e lhe contamos então as palavras de meu amo. 25 Mais tarde, nosso pai disse: ‘Voltai, comprai-nos alguns mantimentos.’+ 26 Mas nós dissemos: ‘Não podemos descer. Se o nosso irmão mais moço estiver conosco, desceremos, porque não podemos ver a face do homem caso nosso irmão mais moço não esteja conosco.’+ 27 Teu escravo, meu pai, disse-nos então: ‘Vós mesmos bem sabeis que a minha esposa só me deu à luz dois filhos.+ 28 Mais tarde, um saiu da minha convivência e eu exclamei: “Ah! seguramente deve ter sido dilacerado!”+ e não o vi até agora. 29 Se fôsseis levar também a este fora da minha vista e lhe sobreviesse um acidente fatal, certamente faríeis os meus cabelos grisalhos descer com calamidade ao Seol.’+

30 “E agora, assim que eu viesse a teu escravo, meu pai, sem que o rapaz estivesse conosco, quando a alma daquele está atada à alma deste,+ 31 então por certo se há de dar que, assim que vir que o rapaz não está ali, ele simplesmente morrerá, e teus escravos, deveras, farão os cabelos grisalhos de teu escravo, nosso pai, descer com pesar ao Seol.* 32 Pois o teu escravo tornou-se fiança+ pelo rapaz enquanto estiver longe de seu pai, dizendo: ‘Se eu falhar em trazê-lo de volta a ti, então terei pecado contra meu pai para sempre.’*+ 33 De modo que agora, por favor, deixa teu escravo ficar em lugar do rapaz, como escravo do meu amo, para que o rapaz possa subir com os seus irmãos.+ 34 Pois, como poderia eu subir até meu pai sem que o rapaz estivesse comigo, para não ser que eu olhe então para a calamidade que há de apanhar meu pai?”+

45 Em vista disso, José não se pôde mais conter diante de todos os que se achavam de pé junto dele.+ Clamou, pois: “Retirem-se todos de mim!” E ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos.+

2 E ele começou a elevar a sua voz em choro,+ de modo que os egípcios chegaram a ouvi-lo e a casa de Faraó chegou a ouvi-lo. 3 Finalmente, José disse aos seus irmãos: “Eu sou José. Ainda vive meu pai?” Mas os seus irmãos não lhe puderam responder nada, pois estavam perturbados por causa dele.+ 4 José disse então a seus irmãos: “Aproximai-vos, por favor.” Então se aproximaram dele.

Ele disse então: “Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito.+ 5 Mas agora, não vos sintais magoados+ e não estejais irados com vós mesmos, por me terdes vendido para cá; porque foi para a preservação de vida que Deus me enviou na vossa frente.+ 6 Pois este é o segundo ano de fome no meio da terra,+ e ainda haverá cinco anos em que não haverá nem lavoura nem colheita.+ 7 Por conseguinte, Deus enviou-me na frente de vós, a fim de pôr para vós um restante*+ na terra e para vos preservar vivos por meio dum grande escape. 8 Agora, pois, não fostes vós quem me enviastes para cá,+ mas foi o [verdadeiro] Deus, a fim de me designar pai+ para Faraó e senhor para toda a sua casa, e como aquele que domina sobre toda a terra do Egito.

9 “Subi depressa até meu pai, e tendes de dizer-lhe: ‘Assim disse teu filho José: “Deus me designou senhor para todo o Egito.+ Desce a mim. Não te demores. 10 E tens de morar na terra de Gósen+ e tens de continuar perto de mim, tu e teus filhos, e os filhos de teus filhos, e teus rebanhos, e tuas manadas, e tudo o que tens. 11 E vou suprir-te ali de alimento, pois haverá ainda cinco anos de fome,+ para que tu, e tua casa, e tudo o que tens, não venham a sofrer pobreza.”’ 12 E eis que os vossos olhos e os olhos de meu irmão Benjamim estão vendo que é a minha boca que vos fala.+ 13 De modo que tendes de contar a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que vistes; e tendes de apressar-vos e trazer meu pai cá para baixo.”

14 Lançou-se então ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e entregou-se ao choro, e Benjamim chorava ao seu pescoço.+ 15 E ele passou a beijar a todos os seus irmãos e a chorar sobre eles,+ e depois seus irmãos falaram com ele.

16 E a nova foi ouvida na casa de Faraó, dizendo: “Vieram os irmãos de José!” E isso se mostrou bom aos olhos de Faraó e dos seus servos.+ 17 Por conseguinte, Faraó disse a José: “Dize a teus irmãos: ‘Fazei o seguinte: Carregai os vossos animais de carga e ide, entrai na terra de Canaã,+ 18 e tomai vosso pai e os da vossa casa, e vinde para cá, a mim, a fim de que eu vos dê o bom da terra do Egito; e comei a parte gorda do país.+ 19 E a ti mesmo se manda:*+ “Fazei o seguinte: Tomai para vós carroças+ da terra do Egito, para os vossos pequeninos e para as vossas esposas, e tendes de colocar vosso pai numa delas e vir para cá.+ 20 E não lastimem os vossos olhos o vosso equipamento,+ porque é vosso o bom de toda a terra do Egito.”’”+

21 Em conseqüência, os filhos de Israel fizeram isso, e José deu-lhes carroças segundo as ordens de Faraó e deu-lhes provisões+ para o caminho. 22 A cada um deles deu mudas individuais de capas,+ mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco mudas de capas.+ 23 E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados das coisas boas do Egito e dez jumentas carregadas de cereais e de pão, e de sustento para seu pai, para o caminho. 24 Assim despachou os seus irmãos e eles partiram. Disse-lhes, no entanto: “Não fiqueis exasperados uns com os outros no caminho.”+

25 E eles começaram a subir do Egito e chegaram por fim à terra de Canaã, a Jacó, seu pai. 26 Informaram-no então, dizendo: “José vive ainda, e é ele quem domina sobre toda a terra do Egito!”+ Mas o seu coração ficou entorpecido, porque não acreditava neles.+ 27 Quando prosseguiam falando com ele de todas as palavras que José lhes falara e ele chegou a ver as carroças que José enviara para transportá-lo, começou a reanimar-se o espírito+ de Jacó, seu pai. 28 Israel exclamou então: “Basta! José, meu filho, vive ainda! Ah! irei e o verei antes de eu morrer!”+

46 Concordemente, Israel e todos os que estavam com ele partiram e chegaram a Berseba,+ e ele passou a oferecer sacrifícios ao Deus de seu pai Isaque.+ 2 Deus falou então a Israel em visões noturnas e disse:+ “Jacó, Jacó!” ao que ele disse: “Eis-me aqui!”+ 3 E ele prosseguiu, dizendo: “Eu sou o [verdadeiro] Deus,+ o Deus de teu pai.*+ Não tenhas medo de descer ao Egito, pois farei de ti uma grande nação.+ 4 Eu mesmo descerei contigo ao Egito e eu mesmo seguramente te farei também subir de lá;+ e José deitará a mão sobre os teus olhos.”*+

5 Depois disso, Jacó se levantou de Berseba, e os filhos de Israel continuaram a transportar Jacó, seu pai, e seus pequeninos, e suas esposas, nas carroças que Faraó enviara para transportá-los.+ 6 Além disso, tomaram consigo suas manadas e seus bens que tinham acumulado na terra de Canaã.+ Por fim entraram no Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele. 7 Trouxe consigo seus filhos e os filhos de seus filhos, suas filhas e as filhas de seus filhos, sim, toda a sua descendência [ele trouxe] consigo ao Egito.+

8 Ora, estes são os nomes dos filhos de Israel que vieram ao Egito:+ Jacó e seus filhos: O primogênito de Jacó foi Rubem.+

9 E os filhos de Rubem foram Anoque, e Palu, e Esrom, e Carmi.+

10 E os filhos de Simeão+ foram Jemuel, e Jamim, e Oade, e Jaquim,+ e Zoar, e Saul,+ filho duma mulher cananéia.

11 E os filhos de Levi+ foram Gérson,+ Coate+ e Merari.+

12 E os filhos de Judá+ foram Er,+ e Onã,+ e Selá,+ e Peres,+ e Zerá.+ No entanto, Er e Onã morreram na terra de Canaã.+

E os filhos de Peres vieram a ser Esrom+ e Hamul.+

13 E os filhos de Issacar+ foram Tola,+ e Puva,+ e Ió, e Sinrom.+

14 E os filhos de Zebulão+ foram Serede, e Elom, e Jaleel.+

15 Estes foram os filhos de Léia,+ que ela deu à luz a Jacó, em Padã-Arã, junto com sua filha Diná.+ Todas as almas dos seus filhos e das suas filhas foram trinta e três.

16 E os filhos de Gade+ foram Zifiom, e Hagi, Suni e Esbom, Eri e Arodi, e Areli.+

17 E os filhos de Aser+ foram Imná, e Isvá, e Isvi, e Berias;+ e havia Sera, sua irmã.

E os filhos de Berias foram Héber e Malquiel.+

18 Estes foram os filhos de Zilpa,+ que Labão deu à sua filha Léia. Com o tempo, ela deu à luz a Jacó os seguintes: dezesseis almas.

19 Os filhos de Raquel,+ esposa de Jacó, foram José+ e Benjamim.+

20 E a José nasceram, na terra do Egito, Manassés+ e Efraim,*+ que lhe deu à luz Asenate,+ filha de Potífera, sacerdote de Om.

21 E os filhos de Benjamim foram Bela,+ e Bequer,+ e Asbel, e Gera+ e Naamã,+ Eí e Rôs, Mupim+ e Hupim,+ e Arde.

22 Estes foram os filhos de Raquel, que nasceram a Jacó. Todas as almas foram quatorze.

23 E os filhos de Dã:+ Husim.+

24 E os filhos de Naftali+ foram Jazeel, e Guni,+ e Jézer, e Silém.+

25 Estes foram os filhos de Bila,+ que Labão deu à sua filha Raquel. Com o tempo, ela deu à luz estes a Jacó; todas as almas foram sete.

26 Todas as almas que vieram a Jacó ao Egito foram os que procederam da parte superior de sua coxa,+ além das esposas dos filhos de Jacó. Todas as almas foram sessenta e seis. 27 E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, foram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta.*+

28 E ele enviou Judá+ na sua frente a José, para mandar informação na sua frente* a Gósen. Depois entraram na terra de Gósen.*+ 29 José fez então aprontar seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen.+ Ao se lhe apresentar, lançou-se-lhe imediatamente ao pescoço e verteu lágrimas ao seu pescoço, vez após vez.+ 30 Por fim, Israel disse a José: “Esta vez estou pronto para morrer,+ já que tenho visto a tua face, pois ainda vives.”

31 José disse então aos seus irmãos e aos da casa de seu pai: “Vou subir e informar Faraó, e vou dizer-lhe:+ ‘Meus irmãos e os da casa de meu pai, que estavam na terra de Canaã, vieram ter comigo.+ 32 E os homens são pastores,+ porque se tornaram criadores de gado;+ e trouxeram para cá seus rebanhos e suas manadas, e tudo o que têm.’+ 33 E tem de se dar que, quando Faraó vos chamar e realmente disser: ‘Qual é a vossa ocupação?’ 34 tereis de dizer: ‘Teus servos têm continuado a ser criadores de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como os nossos antepassados’,+ a fim de que possais morar na terra de Gósen,+ porque todo pastor de ovelhas é algo detestável para o Egito.”+

47 José veio, portanto, e informou Faraó e disse:+ “Meu pai e meus irmãos, e seus rebanhos e suas manadas, e tudo o que eles têm, vieram da terra de Canaã e eis que estão na terra de Gósen.”+ 2 E do total de seus irmãos tomou cinco homens para apresentá-los a Faraó.+

3 Faraó disse então aos irmãos dele: “Qual é a vossa ocupação?”+ Disseram, pois, a Faraó: “Teus servos são pastores de ovelhas,+ tanto nós como os nossos antepassados.”+ 4 Depois disseram a Faraó: “Viemos residir como forasteiros no país,+ porque não há pasto para o rebanho que é dos teus servos,+ pois a fome é severa na terra de Canaã.+ E agora, por favor, deixa os teus servos morar na terra de Gósen.”+ 5 Faraó disse então a José: “Teu pai e teus irmãos vieram para cá ter contigo. 6 A terra do Egito está à tua disposição.+ Faze teu pai e teus irmãos morar no melhor do país.+ Morem eles na terra de Gósen,+ e se souberes que há entre eles homens corajosos,*+ tens de designá-los chefes* do gado sobre o que é meu.”+

7 José introduziu então Jacó, seu pai, e apresentou-o a Faraó, e Jacó passou a abençoar Faraó.+ 8 Faraó disse então a Jacó: “Quantos são os dias dos anos da tua vida?” 9 Jacó disse, pois, a Faraó: “Os dias dos anos das minhas residências como forasteiro são cento e trinta anos.+ Os dias dos anos da minha vida mostraram-se poucos e aflitivos,+ e não alcançaram os dias dos anos das vidas de meus pais, nos dias das suas residências como forasteiros.”+ 10 Após isso, Jacó abençoou Faraó e saiu de diante de Faraó.+

11 Deste modo, José fez seu pai e seus irmãos morar, e deu-lhes propriedade na terra do Egito, no melhor do país, na terra de Ramessés,+ assim como Faraó ordenara. 12 E José supria de pão seu pai e seus irmãos,+ e todos os da casa de seu pai, segundo o número dos pequeninos.*+

13 Ora, não havia pão em todo o país, porque a fome era muito severa;+ e a terra do Egito e a terra de Canaã ficaram exauridas em resultado da fome.+ 14 E José juntava todo o dinheiro que se achava na terra do Egito e na terra de Canaã pelos cereais que as pessoas compravam;+ e José trazia o dinheiro à casa de Faraó. 15 Com o tempo se esgotou o dinheiro da terra do Egito e da terra de Canaã, e todos os egípcios começaram a vir a José, dizendo: “Dá-nos pão!+ E por que devíamos morrer na tua frente por se ter acabado o dinheiro?”+ 16 José disse então: “Entregai o vosso gado e eu vos darei pão em troca do vosso gado, se o dinheiro se tiver acabado.” 17 E começaram a trazer seu gado a José; e José dava-lhes pão em troca dos seus cavalos* e da criação do rebanho, e da criação de gado vacum, e dos jumentos,+ e abastecia-os de pão em troca de todo o seu gado, durante aquele ano.

18 Aquele ano chegou gradualmente ao fim, e começaram a vir a ele no ano seguinte* e a dizer-lhe: “Não o ocultaremos do meu senhor, mas o dinheiro e a criação de animais domésticos esgotaram-se para meu senhor.+ Nada resta diante do meu senhor senão os nossos corpos e o nosso terreno.+ 19 Por que devíamos morrer diante dos teus olhos,+ tanto nós como o nosso terreno? Compra a nós e o nosso terreno por pão,+ e nós, junto com o nosso terreno, nos tornaremos escravos de Faraó; e dá-nos semente para que vivamos e não morramos, e o nosso terreno não fique desolado.”+ 20 José comprou assim todo o terreno dos egípcios para Faraó,+ porque os egípcios venderam cada um o seu campo, pois a fome se apoderara deles fortemente; e o país veio a ser de Faraó.

21 Quanto ao povo, transferiu-o para as cidades, de uma extremidade do território do Egito até à sua outra extremidade.+ 22 Somente não comprou o terreno dos sacerdotes,+ porque as rações dos sacerdotes provinham de Faraó e eles comiam as suas rações que Faraó lhes dava.+ É por isso que não venderam seu terreno.+ 23 José disse então ao povo: “Eis que hoje comprei tanto a vós como o vosso terreno para Faraó. Aqui há semente para vós, e tendes de semear com ela o terreno.+ 24 Quando tiver resultado em produtos,+ então tereis de dar um quinto a Faraó,+ mas quatro partes se tornarão vossas, como semente para o campo e como mantimento para vós, e para os que há nas vossas casas, e para os vossos pequeninos comerem.”+ 25 Por conseguinte, disseram: “Preservaste-nos a vida.+ Achemos favor aos olhos de meu senhor e nos tornaremos escravos de Faraó.”+ 26 E José passou a fazer disso um decreto até o dia de hoje, com respeito aos bens de terra do Egito, para que Faraó tivesse até o montante de um quinto. Somente o terreno dos sacerdotes, como grupo separado, não se tornou de Faraó.+

27 E Israel continuou a morar na terra do Egito, na terra de Gósen;+ e estabeleceram-se nela e foram fecundos, e aumentaram muitíssimo.+ 28 E Jacó viveu na terra do Egito por dezessete anos, de modo que os dias de Jacó, os anos de sua vida, vieram a ser cento e quarenta e sete anos.+

29 Chegaram-se gradualmente os dias de Israel morrer.+ Chamou assim seu filho José e disse-lhe: “Se eu tiver achado favor aos teus olhos, então, por favor, coloca tua mão debaixo da minha coxa,+ e tens de usar de benevolência e de fidedignidade* para comigo.+ (Por favor, não me enterres no Egito.)+ 30 E tenho de ficar deitado com os meus pais,+ e tens de transportar-me para fora do Egito e enterrar-me no sepulcro deles.”+ Portanto, ele disse: “Eu mesmo farei de acordo com a tua palavra.” 31 Ele disse então: “Jura-me.” De modo que lhe jurou.+ Israel debruçou-se então sobre a cabeceira do seu leito.*+

48 E sucedeu, depois dessas coisas, que se disse a José: “Eis que teu pai está ficando fraco.” Em vista disso, tomou consigo seus dois filhos, Manassés e Efraim.+ 2 Informou-se então a Jacó e se disse: “Eis que teu filho José veio ter contigo.” Israel esforçou-se então e sentou-se no seu leito. 3 E Jacó passou a dizer a José:

“[O] Deus Todo-poderoso* apareceu-me em Luz,+ na terra de Canaã, para me abençoar.+ 4 E ele foi dizer-me: ‘Eis que te faço fecundo,+ e vou fazer-te muitos e vou transformar-te numa congregação de povos,+ e vou dar esta terra à tua descendência depois de ti, como propriedade por tempo indefinido.’+ 5 E agora, teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito antes de eu vir para cá ao Egito, são meus.+ Efraim e Manassés tornar-se-ão meus, iguais a Rubem e Simeão.+ 6 Mas a tua progênie de que te tornarás* pai depois deles será tua. Serão chamados junto com o nome de seus irmãos na sua herança.+ 7 E, quanto a mim, quando vim de Padã,+ morreu Raquel+ ao meu lado, na terra de Canaã, em caminho, enquanto havia ainda um bom trecho de terra antes de se chegar a Efrate,+ de modo que a enterrei ali no caminho de Efrate, isto é, Belém.”+

8 Israel viu então os filhos de José e disse: “Quem são estes?”+ 9 José disse, pois, a seu pai: “São meus filhos, que Deus me deu neste lugar.”+ A isso ele disse: “Traze-mos, por favor, para que eu os abençoe.”+ 10 Ora, os olhos de Israel estavam enfraquecidos devido à velhice.+ Não enxergava. Concordemente, trouxe-os para perto dele, e ele os beijou então e os abraçou.+ 11 E Israel prosseguiu, dizendo a José: “Eu nem imaginei ver a tua face,+ mas, eis que Deus me deixou ver também a tua descendência.” 12 José os fez então sair de entre os seus joelhos e curvou-se com o rosto por terra.+

13 José tomou então os dois, Efraim com a mão direita para a esquerda+ de Israel, e Manassés com a mão esquerda para a direita+ de Israel, e trouxe-os para perto dele. 14 Israel, no entanto, estendeu a direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim,+ embora fosse o mais jovem,+ e a esquerda sobre a cabeça+ de Manassés. Pôs as mãos de propósito assim,* visto que o primogênito era Manassés.+ 15 E passou a abençoar José e a dizer:+

“O [verdadeiro] Deus, diante de quem andaram meus pais Abraão e Isaque,+

O [verdadeiro] Deus que me pastoreou durante toda a minha existência até o dia de hoje,+

16 O anjo que me tem recuperado* de toda a calamidade,+ abençoe os rapazes.+

E seja invocado sobre eles o meu nome e o nome dos meus pais, Abraão e Isaque,+

E aumentem a uma multidão no meio da terra.”+

17 Quando José viu que seu pai mantinha a sua direita posta na cabeça de Efraim, desagradou-lhe isso+ e ele tentou segurar a mão de seu pai para removê-la da cabeça de Efraim para a cabeça de Manassés.+ 18 Por isso, José disse a seu pai: “Não assim, meu pai, porque este é o primogênito.+ Põe a tua direita sobre a cabeça dele.” 19 Mas o seu pai persistiu em negar-se [a isso] e disse: “Eu sei, meu filho, eu sei. Ele também se tornará um povo e ele também se tornará grande.+ Porém, mesmo assim, seu irmão mais moço tornar-se-á maior do que ele+ e a sua descendência tornar-se-á o pleno equivalente* de nações.”+ 20 E continuou a abençoá-los naquele dia,+ dizendo:

“Profira Israel repetidamente bênçãos por meio de ti,* dizendo:

‘Que Deus te constitua como Efraim e como Manassés.’”+

Assim punha Efraim na frente de Manassés.+

21 Após isso, Israel disse a José: “Eis que estou morrendo,+ mas Deus certamente continuará convosco e vos retornará à terra de vossos antepassados.+ 22 Quanto a mim, deveras te dou uma lombada [de terra] mais do que a teus irmãos,+ tendo-a eu tomado da mão dos amorreus com a minha espada e com o meu arco.”

49 Mais tarde, Jacó convocou os seus filhos e disse: “Ajuntai-vos, para que eu vos possa declarar o que vos acontecerá na parte final dos dias. 2 Reuni-vos e escutai, ó filhos de Jacó, sim, escutai a Israel, vosso pai.+

3 “Rubem, tu és o meu primogênito,+ meu vigor e o princípio da minha faculdade de procriação,+ a excelência da dignidade e a excelência da força. 4 Tendo impetuosidade leviana como as águas,* não te sobressaias,+ pois subiste à cama de teu pai.+ Naquele tempo profanaste o meu leito [conjugal].+ Subiu nele!

5 “Simeão e Levi são irmãos.*+ Instrumentos de violência são as suas armas de matança.*+ 6 Não entres no seu grupo íntimo,+ ó minha alma. Não te unas à sua congregação,+ ó minha disposição,* porque na sua ira mataram homens*+ e na sua arbitrariedade jarretaram touros. 7 Maldita seja a sua ira,+ porque é cruel,+ e a sua fúria, porque age impiedosamente.+ Distribua-os eu por Jacó, mas espalhe-os eu em Israel.+

8 “Quanto a ti, Judá,+ teus irmãos te elogiarão.+Tua mão estará sobre a cerviz dos teus inimigos.+ Os filhos de teu pai se prostrarão diante de ti.+ 9 Judá é um leãozinho.+ Subirás certamente da presa, filho meu. Abaixa-se, espicha-se como o leão,* e como a um leão,* quem se atreve a acordá-lo?+ 10 O cetro* não se afastará de Judá,+ nem o bastão de comandante* de entre os seus pés,* até que venha Siló;*+ e a ele pertencerá a obediência dos povos.*+ 11 Prendendo seu jumento adulto a uma videira e a cria de sua própria jumenta a uma videira seleta,* lavará certamente a sua vestimenta em vinho e a sua roupa no sangue das uvas.+ 12 Seus olhos são vermelho-escuros do vinho e a brancura dos seus dentes é do leite.

13 “Zebulão residirá junto à costa marítima+ e estará junto à costa onde ancoram os navios;*+ e sua parte remota será pelos lados de Sídon.+

14 “Issacar+ é jumento de ossos fortes, deitando-se entre os dois alforjes. 15 E ele verá que o lugar de descanso é bom e que o país é agradável; e encurvará seu ombro para levar fardos e ficará sujeito a trabalho forçado de escravo.*

16 “Dã julgará seu povo como uma das tribos de Israel.+ 17 Mostre-se Dã uma serpente à beira da estrada, uma cobra cornuda à beira da vereda, que morde os talões do cavalo, de modo que o seu cavaleiro cai para trás.+ 18 Deveras aguardarei* a salvação [procedente] de ti,* ó Jeová.+

19 “Quanto a Gade, uma guerrilha o acometerá, mas ele acometerá a retaguarda.+

20 “De Aser será gordo o seu pão,+ e ele dará os petiscos de rei.+

21 “Naftali+ é uma corça esbelta.* Ele dá palavras de elegância.*+

22 “Broto* duma árvore frutífera,+ José é broto duma árvore frutífera junto à fonte,+ que estende seus ramos* por cima do muro.+ 23 Mas os arqueiros o hostilizavam e atiravam contra ele, e lhe tinham rancor.+ 24 Contudo, seu arco morava num lugar permanente+ e a força* das suas mãos era ágil.*+ Das mãos do Potentado de Jacó,+ dali provém o Pastor, a Pedra de Israel.+ 25 Ele provém do Deus* de teu pai+ e ele te ajudará;+ e ele está com o Todo-poderoso+ e te abençoará com as bênçãos dos céus acima,+ com as bênçãos da água de profundeza* jazendo em baixo,+ com as bênçãos dos peitos e da madre.+ 26 As bênçãos de teu pai serão deveras superiores às bênçãos dos montes sempiternos,+ ao ornamento* dos morros que duram indefinidamente.+ Continuarão sobre a cabeça de José, sim, sobre o alto da cabeça do selecionado* dentre os seus irmãos.+

27 “Benjamim continuará a dilacerar como lobo.+ De manhã comerá o animal apanhado e à noitinha repartirá o despojo.”+

28 Todos estes são as doze tribos de Israel, e isto é o que o seu pai lhes falou ao abençoá-los. Ele os abençoou, a cada um segundo a sua própria bênção.+

29 Depois lhes ordenou e lhes disse: “Estou sendo ajuntado ao meu povo.+ Enterrai-me com os meus pais na caverna que está no campo de Efrom, o hitita,+ 30 na caverna que está no campo de Macpela, que está defronte de Manre, na terra de Canaã, o campo que Abraão comprou de Efrom, o hitita, como propriedade duma sepultura.+ 31 Ali enterraram Abraão e Sara, sua esposa.+ Ali enterraram Isaque e Rebeca, sua esposa,+ e ali enterrei Léia. 32 O campo comprado* e a caverna que está nele eram dos filhos de Hete.”+

33 Assim Jacó terminou de dar ordens aos seus filhos. Recolheu então os seus pés ao leito e expirou, e foi ajuntado ao seu povo.+

50 José lançou-se então sobre a face de seu pai+ e rompeu em pranto sobre ele, e beijou-o.+ 2 Depois, José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem+ seu pai. De modo que os médicos embalsamaram Israel, 3 e levaram com ele quarenta dias inteiros, pois levam costumeiramente tantos dias para o embalsamamento, e os egípcios continuavam a verter lágrimas por ele, por setenta dias.+

4 Finalmente se passaram os dias de choro por ele, e José falou aos da casa de Faraó, dizendo: “Se eu, pois, tiver achado favor aos vossos olhos,+ falai, por favor, aos ouvidos de Faraó, dizendo: 5 ‘Meu pai me fez jurar,+ dizendo: “Eis que estou morrendo.+ Hás de enterrar-me+ na minha sepultura que escavei para mim na terra de Canaã.”+ E agora, por favor, deixa-me subir e enterrar meu pai, após o que estou disposto a voltar.’” 6 Faraó disse, portanto: “Sobe e enterra teu pai, assim como te fez jurar.”+

7 José subiu, pois, para enterrar seu pai, e com ele subiram todos os servos de Faraó, os anciãos+ da sua casa e todos os anciãos da terra do Egito, 8 e todos os da casa de José, e seus irmãos, e os da casa de seu pai.+ Deixaram somente suas criancinhas, e seus rebanhos, e suas manadas na terra de Gósen. 9 Subiram também com ele tanto carros+ como cavaleiros, e o acampamento ficou muito numeroso. 10 Chegaram então à eira+ de Atade,* que está na região do Jordão,+ e ali realizaram um grande e forte lamento, e ele prolongou os ritos de luto por seu pai por sete dias.+ 11 E os habitantes do país, os cananeus, chegaram a ver os ritos de luto na eira de Atade, e exclamaram: “Este é um grave luto para os egípcios!” É por isso que foi chamado pelo nome de Abel-Mizraim,* que está na região do Jordão.+

12 E os seus filhos passaram a fazer-lhe exatamente como lhes mandara.+ 13 Seus filhos transportaram-no assim para a terra de Canaã e enterraram-no na caverna do campo de Macpela, o campo que Abraão comprara de Efrom, o hitita, como propriedade duma sepultura, defronte de Manre.+ 14 Depois disso, José voltou ao Egito, ele e seus irmãos, e todos os que tinham subido com ele para enterrar seu pai, após ter enterrado seu pai.

15 Quando os irmãos de José viram que seu pai estava morto,* começaram a dizer: “Pode ser que José nos tenha rancor,+ e seguramente nos pagará de volta por todo o mal que lhe fizemos.”+ 16 Expressaram assim uma ordem a José, nas seguintes palavras: “Teu pai deu ordem, antes de sua morte, dizendo: 17 ‘Isto é o que haveis de dizer a José: “Rogo-te, perdoa,+ por favor, a revolta de teus irmãos e o pecado deles, por te terem feito o mal.”’+ E agora, por favor, perdoa a revolta dos servos do Deus de teu pai.”+ E José rompeu em pranto quando lhe falaram. 18 A seguir, seus irmãos vieram também e lançaram-se diante dele, e disseram: “Eis que somos como teus escravos!”*+ 19 José disse-lhes então: “Não tenhais medo, pois, estou eu no lugar de Deus?+ 20 Quanto a vós, tencionastes o mal contra mim. Deus tencionou-o para o bem, com o objetivo de agir assim como no dia de hoje, para preservar vivo a muito povo.+ 21 Agora, pois, não tenhais medo. Eu mesmo suprirei alimento a vós e às vossas criancinhas.”+ Assim os consolou e falou tranqüilizadoramente com eles.*

22 E José continuou a morar no Egito, ele e a casa de seu pai; e José viveu cento e dez anos. 23 E José chegou a ver a terceira geração* dos filhos de Efraim,+ também os filhos de Maquir,+ filho de Manassés. Eles nasceram sobre os joelhos de José.+ 24 Por fim, José disse a seus irmãos: “Estou morrendo; mas Deus, sem falta, voltará a sua atenção para vós,+ e certamente vos fará subir desta terra para a terra que jurou* a Abraão, a Isaque e a Jacó.”+ 25 José fez por isso os filhos de Israel jurar, dizendo: “Deus, sem falta, voltará a sua atenção para vós. Portanto, tereis de levar meus ossos para fora daqui.”+ 26 Depois, José morreu à idade de cento e dez anos; e fizeram-no embalsamar,+ e ele foi posto num ataúde, no Egito.

“No princípio.” Hebr.: Bere’·shíth. Este primeiro livro da Bíblia deriva seu nome hebraico desta palavra inicial. LXXVg chamam o livro de “Gênesis”.

“Deus.” Hebr.: אֱלהִים (’Elo·hím), sem o artigo definido. ’Elo·hím, “Deus”, com o artigo definido ocorre pela primeira vez em 5:22. O título ’Elo·hím está no plural para denotar excelência ou majestade, não uma personalidade múltipla ou uma multiplicidade de deuses. Gr.: ὁ θεός (ho The·ós), sing., para denotar um “Deus” individual. Veja Jz 16:23 n.

Ou “águas empoladas; oceano primevo”. Hebr.: thehóhm; gr.: a·býs·sou, “abismo”; lat.: a·býs·si. Veja 7:11 n.: “profundeza”. Compare isso com 6:17 n.: “dilúvio”.

“E a força ativa (espírito).” Hebr.: werú·ahh. Além de ser traduzido por “espírito”, rú·ahh é também traduzido por “vento” e por outras palavras que denotam uma força ativa, invisível. Veja 3:8 n.: “viração”; 8:1 n.

“E . . . passou a dizer.” Heb.: wai·yó’·mer. No primeiro capítulo de Gênesis, é o primeiro de mais de 40 casos de ação progressiva indicada por um verbo hebr. no imperfeito. Veja Ap. 3C.

Lit.: “segundo a sua espécie (gênero)”. Hebr.: lemi·nóh; gr.: gé·nos; lat.: gé·nus. Aqui, o termo “espécie” se refere a uma espécie ou família criada, segundo o seu significado mais antigo, não segundo é usado atualmente por evolucionistas.

“E . . . passou a fazer.” Hebr.: wai·yá·‛as (de ‛a·sáh). É diferente de “criar” (ba·rá’) encontrado nos vv. 1, 21, 27; 2:3. O verbo hebr. no imperfeito indica ação progressiva. Veja Ap. 3C.

“De almas viventes.” Gr.: ψυχῶν ζωσῶν (psy·khón zo·són, pl.); hebr.: né·fesh hhai·yáh, sing., referindo-se a animais marinhos. No hebr., a mesma expressão é usada com referência ao homem, em 2:7. Veja Ap. 4A.

“E . . . passou a criar.” Hebr.: wai·yiv·rá’ (de ba·rá’). O verbo hebr. no imperfeito indica ação progressiva. Veja Ap. 3C.

“Alma vivente.” Hebr.: né·fesh ha·hhai·yáh, sing.; gr.: ψυχὴν ζῴων (psy·khén [sing.] zoí·on [pl.], “alma de viventes”).

Ou “animal manso”. Hebr. behe·máh, sing. Veja Jó 40:15 n.

Ou “e criatura vivente”. Hebr.: wehha·yethóh. Também “criatura vivente” no v. 28.

“Deus.” Hebr.: ’Elo·hím. Veja v. 1 n.: “Deus”.

“Façamos.” Hebr.: na·‛aséh. Veja v. 16 n.

Ou “homem terreno”. Hebr.: ’a·dhám, sem o artigo definido.

“À nossa imagem (sombra; semelhança).” Hebr.: betsal·mé·nu.

Ou “que rasteja”. Hebr.: ha·ro·mé·seth; lat.: quae mo·vén·tur.

Ou: “Vede.” Hebr.: hin·néh.

Lit.: “alma vivente”. Hebr.: né·fesh hhai·yáh, também vertido por “alma(s) vivente(s)” no v. 20; 2:7.

Lit.: “um dia, o sexto”.

“E passou a repousar.” Hebr.: wai·yish·bóth. O verbo hebr. está no imperfeito, denotando ação incompleta ou contínua, ou ação em progresso. Veja Ap. 3C.

“E a fazê-lo sagrado.” Ou “e passou a santificá-lo (tratá-lo como santo)”. Hebr.: wai·qad·désh ’o·thóh; lat.: et sanc·ti·fi·cá·vit íl·lum. Veja Êx 31:13 n.

Ou “está repousando (desistindo)”. Hebr.: sha·váth, verbo hebr. no perfeito. Mostra a característica da pessoa, a saber, Deus, no sétimo dia de sua semana criativa. Esta tradução de sha·váth concorda com o argumento do escritor inspirado, em He 4:3-11. Veja v. 2 n.

“Fazer”, isto é, todas as coisas definitivas no céu e na terra.

Ou: “Estas são as origens históricas”. Hebr.: ’él·leh thoh·ledhóhth: “Estas são as gerações de”; gr.: haú·te he bí·blos ge·né·se·os: “Este é o livro de origem (procedência)”; lat.: í·stae ge·ne·ra·ti·ó·nes: “Estas são as gerações”. Veja Mt 1:1 n.

“Jeová.” Hebr.: יְהוָה (YHWH [IHVH], aqui com sinais vocálicos para rezar Yehwáh), significando “Ele Causa que Venha a Ser” (do hebr. הָוָה [ha·wáh, “vir a ser”, “tornar-se”]); LXXA(gr.): Ký·ri·os; sir.: Mar·ya’; lat.: Dó·mi·nus. É a primeira ocorrência do nome pessoal, distintivo, de Deus, יהוה (YHWH); estas quatro letras hebr. são chamadas de Tetragrama. O nome divino identifica Jeová como Aquele Que Tem um Propósito. Somente o verdadeiro Deus poderia de direito e autenticamente levar este nome. Veja Ap. 1A.

“Jeová Deus.” Hebr.: Yehwáh ’Elo·hím. Esta expressão, sem o artigo definido hebr. ha antes de ’Elo·hím, é usada 20 vezes em Gên 2 e 3. A primeira ocorrência de Yehwáh ha·’Elo·hím, traduzida por “o [verdadeiro] Deus”, aparece em 1Cr 22:1. Veja Ap. 1A.

Ou: “Mas um vapor.” Hebr.: we’édh; LXX(gr.: pe·gé)Vg(lat.: fons)Sy: “manancial”, sugerindo uma corrente subterrânea de água fresca; T: “nuvem”.

Ou “argila”, segundo o uso posterior da palavra hebr. na fabricação de cerâmica. Hebr.: ‛a·fár.

“Fôlego de vida.” Hebr.: nish·máth (de nesha·máh) hhai·yím.

“Uma alma vivente [criatura que respira].” Hebr.: lené·fesh hhai·yáh; gr.: ψυχὴν ζῶσαν (psy·khén zó·san, “alma vivente”); lat.: á·ni·mam vi·vén·tem. Veja 1:20, 21, 30; 1Co 15:45; Ap. 4A.

“Jeová.” Hebr.: Yehwáh; LXXP. Oxy. VII.1007: . Esta folha de velino, do terceiro século EC, apresenta o nome divino, “Jeová”, nos vv. 8 e 18 por dobrar a primeira letra Yohdh, que se escrevia como “Z”, com uma linha horizontal atravessando ambas as letras. Veja Ap. 1C sec.6.

“Um jardim [ou: parque] no Éden.” Hebr. gan·be‛É·dhen (“Éden”, significando “Prazer; Deleite”); LXXBagster(gr.), pa·rá·dei·son en E·dém; lat.: pa·ra·dí·sum vo·lu·ptá·tis, “paraíso de prazer”.

“Desde o princípio”, Vg.

Este particípio hebr. denota uma corrente contínua.

Hebr.: Kush; LXXVg: “Etiópia”.

Hebr.: Hhid·dé·qel; LXXVg: “Tigre”.

“Assíria.” Hebr.: ’Ash·shur; LXXVg: “assírios”.

“Eufrates”, LXXVg; hebr.: Feráth.

“Positivamente morrerás.” Lit.: “morrendo [sing.] morrerás”. Hebr.: mohth ta·múth; a primeira referência à morte, na Bíblia. Veja Ez 3:18 n.

Veja Ap. 1C sec.6.

Ou “parte correspondente”, algo apropriado para ele.

Em questão de tempo, ainda era o sexto dia criativo. O verbo “formar”, no imperfeito, denota aqui ação continuada, progressiva. Veja Ap 3C.

Lit.: “ele não achou ajudador(a)”.

Hebr.: Yehwáh.

Lit.: “homem feminino”. Hebr.: ’ish·sháh.

“Do homem.” Hebr.: me·’ísh.

Ou “mulher”.

Lit.: “árvore”, sing., mas em sentido coletivo, denotando um arvoredo ou bosque.

“Positivamente não morrereis.” Lit.: “não morrendo morrereis”. Hebr.: lo’-móhth temu·thún. Veja 2:17.

“Como Deus.” Hebr.: kE’·lo·hím, sem o artigo definido. Este título está no plural para denotar majestade ou excelência.

“Para se contemplar”, LXXSyVg. Lit.: “para dar sabedoria (inteligência; prudência)”.

Ou “a seu homem”. Hebr.: le’i·sháh.

Ou “o som”.

Lit.: “por volta da brisa do”. Hebr.: lerú·ahh, a mesma palavra básica traduzida “força ativa” em 1:2.

Ou “o homem terreno”. Hebr.: ha·’a·dhám; LXXSyVg: “e Adão”.

Ou “que puseste”.

Hebr.: Yeho·wáh. A primeira de numerosas ocorrências em BHS, onde o nome divino tem sinais vocálicos com a vogal “o” adicional. Veja 2:4 n.: “Jeová”; Ap. 1A.

Ou “maldita és como nenhum outro de”.

Ou “morderás”.

Ou “prole; posteridade”.

“Ele”, M(hebr.: hu’)LXXSyVgmss.

Esta versão concorda com a referência a esta pronunciação divina em Ro 16:20, onde a palavra gr. usada significa “esmagar” ou “machucar”.

“Lhe”, MLXXSy; isto é, o “descendente” da mulher, em hebr. masc.

Lit.: “aumentarei a tua dor e a tua gravidez”. Esta é uma figura de hendíadis, na qual duas palavras são ligadas por “e”, mas a referência é a uma só coisa.

Significando “Vivente”, fem. hebr.: Hhaw·wáh; gr.: Zo·é, “Vida”; Vgc(lat.): Hé·va.

Veja 2:4 n.: “Deus”.

Lit.: “fez residir”. Veja Sal 7:5; 78:55; Ez 32:4.

Significando “Algo Produzido”. Eva explica por que lhe deu tal nome.

“Produzi.” Hebr.: qa·ni·thí, de qa·náh, “produzir”.

Lit.: “de dias”.

SamLXXItSy inserem estas palavras entre colchetes; Vg: “Saiamos”; M as omite; alguns mss. e edições apresentam aqui um intervalo.

Lit.: “A voz de.”

Lit.: “sangues”, modificado por “clamando”.

Ou “seu produto”. Hebr.: ko·hháh.

“Por esta causa.” Hebr.: la·khén; LXXSyVg entendem que o texto original hebr. reze lo’ khen e por isso o vertem: “Não assim!”

Ou “Node”.

Lit.: “pai”.

Ou “flauta”. Possivelmente uma combinação de pífaros musicais.

Lit.: “martelador”.

“Por conseguinte . . . compôs estas palavras.” Lit.: “E . . . passou a dizer”, no imperfeito. (Veja Ap. 3C.) O verbo “compor” é apropriado neste caso, porque aquilo que passou a produzir era poético.

Ou “meu cântico (poema)”. Hebr.: ’im·ra·thí. Nas Escrituras, esta palavra é usada em composições poéticas.

A partícula hebr. ki que precede a palavra ’ish, “um homem”, apenas introduz o poema e por isso não precisa ser traduzida.

Lit.: “pela minha ferida”.

Lit.: “pela minha contusão”.

Significando “Designado; Posto; Colocado”, no sentido de repor ou substituir.

Ou “prole; posteridade”.

Lit.: “Naquele tempo se começou.”

Ou “origens históricas”. Veja 2:4 e Mt 1:1 n.: “história”.

Ou “Adão”; ou: “Humanidade.” Hebr.: ’a·dhám.

Ou “vieram a ser”.

Significando “Dedicado; Iniciado”. Hebr.: Hhanóhkh.

“Enoque agradava bem a”, LXX. Veja He 11:5.

“O [verdadeiro] Deus.” Hebr.: ha·’Elo·hím, o primeiro caso em que ’Elo·hím, “Deus”, é precedido pelo artigo definido ha, sendo por isso traduzido por “o [verdadeiro] Deus”. GK, sec. 126 e, declara: “הָאֱלהִים ou הָאֵל ὁ θεός, o único Deus verdadeiro.” Veja Ap. 1F.

“Deus.” Hebr.: ’Elo·hím, sem o artigo definido.

“Porque Deus o transferiu”, LXX. Veja He 11:5.

Significando “Descanso; Consolo”.

“Anjos”, LXXA.

“Ele”, referindo-se ao “homem”, não a “meu espírito”.

Ou “Os Derrubadores”. Hebr.: han·Nefi·lím, “os que fazem outros cair”.

“Os poderosos.” Hebr.: hag·gib·bo·rím.

Lit.: “nome”.

Lit.: “dia”.

“Entre os seus contemporâneos.” Lit.: “entre as suas gerações”. Hebr.: bedho·ro·tháv.

Lit.: “uma caixa”. Hebr.: te·váth. Veja Êx 2:3, 5.

Lit.: “árvores de gófer”, de madeira resinosa, possivelmente o cipreste.

Ou “celas; câmaras; gabinetes”.

Um côvado era equivalente a 44,5 cm.

Ou “abertura para iluminação”. Hebr.: tsó·har.

Lit.: “de cima”.

Ou “o oceano celeste”. Hebr.: ham·mab·búl; lat.: di·lú·vi·i (raiz de “diluviano”). Veja 7:6 n.

Lit.: “em que a força ativa (espírito) da vida [está]”. Hebr.: ’asher-bóh rú·ahh hhai·yím. Aqui, rú·ahh significa “força ativa; espírito”. Veja 1:2 n.: “ativa”.

Lit.: “segundo a sua espécie”. Hebr.: lemi·né·hu. Veja 1:11 n.

Lit.: “sete sete”.

Lit.: “um homem e sua esposa”.

Lit.: “semente”.

Ou “oceano celeste”. Veja v. 17 n.; 6:17 n.: “dilúvio”; Sal 29:10 n.

Veja v. 6 n.

“Deus”, MLXXSy; SamTJ,OVgmss.: “Jeová.” Este é um caso em que mss. da Vg dão apoio ao uso do nome divino. Veja BHK e BHS n. sobre Gên 7:9; Ap. 1A.

Veja v. 6 n.

“Segundo mês.” Após o êxodo do Egito, quando Jeová deu aos israelitas o calendário sagrado, este tornou-se o oitavo mês, conhecido como “bul”, correspondendo à segunda metade de outubro e à primeira metade de novembro. Veja Ap. 8B.

“Água de profundeza.” Ou “águas empoladas; abóbada de água”. Hebr.: tehóhm; LXXVg: “abismo”. Veja 1:2 n.: “profundeza”. De acordo com 1:7, estas devem ter sido “as águas que haviam de ficar por cima da expansão”. Veja 6:17 n.: “dilúvio”.

Lit.: “as janelas”. LXX: “as cataratas”.

Veja 6:17 n.: “ativa”.

Ou “oceano celeste”. Veja 6:17 n.: “dilúvio”.

Veja 6:17 n.: “ativa”.

Hebr.: rú·ahh; anteriormente traduzido por “força ativa; viração; espírito”.

Ou “abóbada de água”. Veja 7:11 n.: “profundeza”.

Ou “janelas”.

“Recuando progressivamente.” Lit.: “indo e recuando”.

“Sétimo mês.” Este correspondia ao mês abibe (ou: nisã), o primeiro mês do calendário sagrado, judaico, após o êxodo. Abibe correspondia à segunda metade de março e à primeira metade de abril. Veja Ap. 8B.

Lit.: “indo e diminuindo”.

“Décimo mês.” Este correspondia ao mês tamuz, o quarto mês do calendário sagrado, judaico, após o êxodo. Tamuz correspondia à segunda metade de junho e à primeira metade de julho. Veja Ap. 8B.

Lit.: “continuou saindo”.

“Primeiro mês.” Este correspondia ao mês etanim (ou: tisri), o sétimo mês do calendário sagrado, judaico, após o êxodo. Etanim correspondia à segunda metade de setembro e à primeira metade de outubro. Veja Ap. 8B.

Ou “calmante; tranqüilizante”.

Lit.: “todos os dias da terra”.

Ou “vida”. Veja 1:30 n.

Ou “vidas”.

Ou “humanidade”. Hebr.: ha·’a·dhám.

Lit.: “um homem”. Hebr.: ’ish.

Hebr.: né·fesh, como em 2:7; gr.: psy·khén.

Lit.: “semente”.

Ou: “Certamente darei.”

Lit.: “toda a terra”.

Lit.: “homem do solo”.

Lit.: “a”.

Lit.: “estavam virados”.

Lit.: “o escravo de escravos”.

Hebr.: Yeho·wáh. Veja 3:14 n.: “Jeová.”

Ou “servo”.

Ou “morar em tenda, tabernáculo”.

“Rodanim”, SamLXX. Veja 1Cr 1:7 n.: “Rodanim.”

Lit.: “Destes, as ilhas (os litorais).”

“Poderoso.” Hebr.: gib·bór. Esta palavra ocorre pela primeira vez em 6:4, daí neste v., e depois duas vezes no v. 9.

Lit.: “poderoso na caça”.

Lit.: “diante de”, mas no sentido de desafio e oposição a, como no caso da mesma expressão em Núm 16:2; Jos 7:12, 13; 1Cr 14:8; 2Cr 14:10; Jó 23:4. Hebr.: lif·néh; gr.: e·nan·tí·on, em geral: “contra”.

“Babel”, MSamSy; LXXVg: “Babilônia.”

“Lasa”, tradicionalmente identificada como Calírroe, na margem oriental do Mar Morto.

Significando “Divisão; Corrente (Curso de Água)”.

Ou “a população da terra”.

Lit.: “um só lábio”, MLXXVg.

Ou “um só vocabulário”.

“E também uma torre.” Hebr.: u·migh·dál; gr.: pýr·gon; lat.: túr·rem.

Ou “façamos um monumento”.

Ou “entendam”.

“Babel.” Hebr.: Ba·vél. Moisés derivou “Babel” da raiz do verbo ba·lál, “confundir; desconcertar”, dando assim a “Babel” o significado de “Confusão”. SyVg: “Babel”; gr.: Sýg·khy·sis, “Confusão”. Em acadiano: Bab-ilu. Os cidadãos locais afirmavam que Bab significava “Portão”, e ilu, “Deus” (’El em hebr.), significando assim “Portão de Deus”.

Ou “a população da terra”.

LXX, vv. 12 e 13, reza: (12) “E Arpaxade viveu cento e trinta e cinco anos, e tornou-se pai de Cainã. (13) E depois de produzir Cainã, Arpaxade viveu quatrocentos e trinta anos, e tornou-se pai de filhos e de filhas, e morreu. E Cainã viveu cento e trinta anos e tornou-se pai de Selá. E depois de produzir Selá, Cainã viveu trezentos e trinta anos, e tornou-se pai de filhos e de filhas, e morreu.” Esta fonte insere o nome Cainã entre os nomes Selá e Arpaxade. Veja Lu 3:36.

Ou “enquanto Tera ainda vivia”. Lit.: “perante a face de Tera”.

Ou “Ur da Caldéia”.

Lit.: “saíram com eles”, M; Sy: “saiu com eles”; SamLXXVg: “ele os conduziu para fora”.

Ou “lar”.

“Serão abençoadas”, LXXVg. Veja 22:18 n.

Agora vinculada com Nablus, especialmente com o vizinho Tel Balatah.

Ou “declarar (pregar) o nome”. Veja Êx 34:5.

Ou “o sul”, quer dizer, a parte sulina da Terra da Promessa.

O título “Faraó” aparece em todo o M sem o artigo definido.

SamLXX acrescentam: “e Ló com ele”.

Ou “passou a declarar (pregar) ali”.

Lit.: “toda a terra adiante”.

Ou “Bacia”. Hebr.: Kik·kár. O território aproximadamente circular do vale inferior do Jordão em volta de Jericó.

“Paraíso”, LXXSyVg.

“Zoã”, Sy.

Lit.: “para o Negebe”.

Lit.: “para o mar [Mediterrâneo]”.

Ou “Abrão passou a armar a sua tenda”.

“Sucedeu então, nos dias de.” Hebr.: wai·hí bi·méh. Esta frase ocorre seis vezes no M; aqui, e também em Ru 1:1; Es 1:1; Is 7:1; Je 1:3, e com uma inserção em 2Sa 21:1. Indica um período de provações que terminou numa bênção.

“Rei.” Hebr.: mé·lekh; a primeira ocorrência deste título, e sem o artigo definido, mas seguido por um nome próprio no caso genitivo.

“Nações”, LXXVg.

Ou “Vale dos Campos”.

Lit.: “Então eles”, isto é, os vencedores.

“O hebreu.” Hebr.: ha·‛Iv·rí; a primeira ocorrência; as próximas encontram-se em 39:14, 17.

Lit.: “donos (amos) do pacto de”. Hebr.: ba·‛aléh veríth.

Lit.: “dos nascidos da sua casa”. Eram filhos de escravos, não comprados.

Lit.: “à esquerda”, isto é, quando se encara o leste.

Ou “Vale da Planície.” Este vale ficava perto de Salém, ou Jerusalém.

“Sacerdote de.” Hebr.: kho·hén; a primeira ocorrência desta palavra.

“Do Deus Altíssimo.” Hebr.: le’Él ‛El·yóhn. A palavra hebr., aqui, não é ’Elo·hím, mas ’El, sem o artigo definido, embora ’El seja seguido pelo adjetivo ‛El·yóhn, “Altíssimo”.

“Produtor.” LXXVg: “que criou”; mas no v. 22 a Vg reza: “Possuidor.”

Lit.: “ele”.

Ou “dízimo”. A primeira menção do dízimo ou décimo.

“As almas”, M(hebr.: han·né·fesh, sing., mas usada coletivamente)SyVg; LXX: “homens”.

“Sou teu protetor e tua mui grande recompensa”, Vg.

“Soberano Senhor Jeová.” Hebr.: ’Adho·naí Yehwíh. Onde o nome de Deus segue ao título ’Adho·naí, como aqui, note a mudança dos sinais vocálicos em YHWH. BHK reza aqui Yehwíh em vez de Yehwáh; ao passo que Gins. reza Yeho·wíh, em vez de Yeho·wáh. Veja Ap. 1E.

“Entranhas.” Lit.: “intestinos”.

“Depositou fé.” Esta é a primeira menção do exercício da fé, e isso corretamente, porque Ro 4:11 declara ser Abraão o “pai de todos os que têm fé enquanto na incircuncisão”.

Hebr.: Yehwíh; LXXP.Oxy.IV.656 originalmente deixou suficiente espaço em branco para caberem quatro letras onde no M ocorria o Tetragrama neste v. :8 Veja The Oxyrhynchus Papyri, Parte IV, editados por B. P. Grenfell e A. S. Hunt, Londres, 1904, pp. 30, 33.

“Mim”, MLXXVg; Sy: “ti”.

Lit.: “terror, grande escuridão”.

Lit.: “cortou”. LXX: “pactuou”.

“E ti.” Lit.: “e entre ti”. Hebr.: u·veh·neí·kha. No M, a letra Iode foi assinalada com um ponto extraordinário pelos soferins (escribas), talvez para trazer à atenção a grafia. Veja Ap. 2A.

Ou “afligi-la”.

“O anjo de Jeová.” Hebr.: mal·’ákh Yehwáh; é a primeira ocorrência desta expressão.

Significando “Deus Ouve”.

Ou “onagro”. Veja Jó 39:5.

Hebr.: ’El.

Ou “um Deus que me vê”; ou “um Deus que se deixa ver (que aparece)”.

Ou “também”.

“Olhei . . . para (lit.: após) aquele.” Quanto a esta versão, veja JTS, Vol. L, 1949, p. 179.

“É por isso que ela chamou o poço”, Sy.

Significando “Poço do Vivente Que me Vê”.

“Deus Todo-poderoso.” Hebr.: ’El Shad·daí.

Hebr.: ’Elo·hím, pl., sem o artigo definido.

Significando “Pai de Exaltação”. Hebr.: ’Av·rám.

Significando “Pai Duma Multidão”. Hebr.: ’Av·ra·hám.

“[Mostrar-] me Deus.” Lit.: “para um Deus”. Hebr.: lE’·lo·hím, pl., sem o artigo definido.

Ou “todo filho de escravo”.

Lit.: “prata”. Hebr.: ké·sef.

Significando “Contenciosa”. Hebr.: Sa·raí.

Significando “Princesa”. Hebr.: Sa·ráh.

Veja Ap. 1F.

Significando “Riso”. Hebr.: Yits·hháq; um exemplo de onomatopéia, em que os sons sugerem o sentido.

Ou “nases”. Hebr.: nesi·’ím; Vg: “duques; líderes”; LXX: “nações”.

Este é o primeiro dos 134 lugares em que os soferins judaicos trocaram YHWH por ’Adho·naí. Esta substituição foi feita por uma má aplicação da reverência pelo nome de Deus. Veja Ap. 1B.

Um seá equivalia a 7,33 l.

“Lhe.” Esta expressão no M foi assinalada com pontos extraordinários pelos soferins, mas não requer nenhuma mudança na tradução em português. Veja Ap. 2A.

Ou “neste tempo na primavera”. Sy: “neste tempo no ano que vem”; Vg: “neste [mesmo] tempo, se a vida for companheira”. Veja Ro 4:17-20.

Lit.: “o modo segundo as mulheres”. Esta é até hoje a expressão hebr. comum para o período menstrual.

Lit.: “e meu senhor”. Hebr.: wa’·dho·ní. Sara é elogiada por chamar seu marido de “meu senhor”. Veja 1Pe 3:6.

“E Jeová.” Hebr.: wa·Yho·wáh.

A primeira das Dezoito Emendas dos soferins, a única em Gên. M: “mas quanto a Abraão, ele ainda estava parado diante de Jeová”. Veja Ap. 2B.

Veja v. 3 n.

Veja v. 3 n.

Veja v. 3 n.

Veja v. 3 n.

Ou “de cada canto”.

Lit.: “ela”, hebr. fem., referindo-se à “cidade”, fem.

Ou “que pretendiam tomar”.

“Começaram”, LXXSyVgc.

Ou “a Bacia”. Veja 13:10 n.: “Distrito.”

Uma das 134 mudanças de YHWH para ’Adho·naí feitas pelos escribas. Veja Ap. 1B.

Ou “o teu amor leal”. Hebr.: hhas·dekhá.

Ou “nesta coisa . . . consideração”.

Significando “Pequenez”.

“Olhar por detrás dela”, SyVg.

“Nem quando se levantou.” Hebr.: u·vequ·máh. No M, o segundo Vau foi assinalado com um ponto extraordinário pelos soferins (escribas), talvez para trazer à atenção a grafia. Veja Ap. 2A.

Significando “De Pai”. Hebr.: Moh·’áv. LXX acrescenta: “dizendo: ‘De meu pai’”.

Significando “Filho do Meu Povo”, quer dizer, filho dos meus parentes; não de estrangeiros tais como os sodomitas. Hebr.: Ben-‛am·mí.

Provavelmente um título oficial.

Uma das 134 mudanças de YHWH para ’Adho·naí feitas pelos escribas. Veja Ap. 1B.

“Profeta.” Hebr.: na·ví’; esta é a primeira ocorrência desta palavra.

Hebr.: ’Elo·hím, pl., para denotar a excelência do Deus de Abraão.

“Fez . . . andar vagueando”, hebr. pl., para corresponder a ’Elo·hím, “Deus”; Sam: “fez vaguear”.

Ou “o teu amor leal”. Hebr.: hhas·dékh.

Ou “aberta para ti”. Lit.: “diante de ti”.

“Moedas de prata”, isto é, siclos de prata. Hebr.: ké·sef.

“Venda para os olhos.” Expressão hebr. idiomática significando uma declaração legal de reputação feminina imaculada, livrando-a de acusação aos olhos de outros.

Ou “‘perante todos’. E ela [Sara] foi posta na luz correta.”

Hebr.: ’Elo·hím, sem o artigo definido ha.

Significando “Poço do Juramento [ou: de Sete]”. Hebr.: Be’ér shá·va‛.

“E, levantando a voz, a criancinha chorou”, LXX.

Lit.: “tornou-se arqueiro, flecheiro”.

Hebr.: ’Elo·hím, pl., para denotar excelência, e sem o artigo definido.

Ou “cortar”.

Ou “Deus por tempo indefinido”. Hebr.: ’El ‛oh·lám, “Deus de eternidade”.

Ou “moços”.

M acrescenta “e disse”, mas esta é uma inserção por parte dum escriba, ou então é sinal dum discurso direto, o que indicamos por usar aspas.

Ou “és temente de Deus”.

Significando “Jeová Cuidará [disso]; Jeová Providenciará”. Hebr.: Yehwáh yir·’éh.

“No monte de Jeová se providenciará.” Hebr.: behár Yehwáh ye·ra·’éh; LXX: “No monte foi visto Jeová”; Sy: “Neste monte Jeová verá”; Vg: “No monte Jeová verá.” Alguns emendariam um pouco a sentença inteira para rezar: “Como o monte em que Jeová aparece é chamado hoje em dia.”

Isto é, da cidade.

“Hão de abençoar a si mesmas.” O verbo hebr. está na forma reflexiva, ou hith·pa·‛él, e assim difere do mesmo verbo na forma níf·‛al em 12:3b, que às vezes tem sentido passivo, porém, com mais freqüência, tem sentido reflexivo, assim como foi vertido ali. LXXSyVg: “serão abençoadas”, assim como em 12:3b. Veja De 29:19.

“Aos filhos de Hete.” Hebr.: beneh-Hhéth. Ou “aos hititas”.

“Meu senhor.” Hebr.: ’adho·ní, a palavra ’a·dhóhn, “senhor; amo”, com o sufixo pronominal i, “meu”.

Ou: “Um poderoso maioral.”

Lit.: “escolha”.

Lit.: “diante do povo da terra”. Hebr.: le‛am-ha·’á·rets.

Lit.: “com a tua alma”, usada em sentido coletivo. Hebr.: ’eth-naf·shekhém; gr.: psy·kheí.

Lit.: “a Duplicação”, possivelmente por causa da entrada dupla, ou por haver dois recantos ou nichos. Hebr.: ham·Makh·pe·láh.

Para calcular o valor, veja Ap. 8A.

Lit.: “dias”.

“Que administrava.” Lit.: “que governava”. Hebr.: ham·mo·shél; quer dizer, aquele que servia como mordomo, como administrador da casa. Veja Lu 12:42 n.

Ou “lar”.

“Mesopotâmia” (significando “[Terra] Entre Rios”), LXXVg; hebr.: ’Arám Na·hará·yim, significando “Arã dos Dois Rios”.

“Ora, a moça.” Hebr.: wehan·na·‛ará.

“Virgem.” Hebr.: bethu·láh; gr.: par·thé·nos; lat.: vír·go.

Um siclo pesava 11,4 g.

Ou “da maldição” à qual aquele que jura se sujeita ao violar seu juramento.

“A donzela (virgem).” Hebr.: ha·‛al·máh; gr.: par·thé·nos; lat.: vír·go. Veja Is 7:14 n.: “donzela”.

“A moça (donzela; virgem).” Hebr.: han·na·‛ará; gr.: par·thé·nos.

Lit.: “conosco dias ou dez [deles]”. Sy: “conosco um mês de dias”. Veja 29:14.

Lit.: “milhares de miríades”.

Isto é, da cidade.

Ou “os”, isto é, a descendência, prole, posteridade.

Ou “suas moças”.

“Meditar”, LXXVg; isto é, falar consigo mesmo.

Lit.: “depois de sua mãe”. LXX: “a respeito de Sara, sua mãe”. Vg diz, na parte final deste versículo: “tanto [a] amou, que [isso] amainou o pesar causado pela morte de [sua] mãe”.

Visto que cada um destes três nomes hebr. tem a terminação pl. im, entende-se que eles representam tribos ou povos.

“Cheio de dias”, LXXSyVg.

Ou “ao leste”.

Lit.: “caiu”, M; LXX: “morou (fixou-se)”; Vg: “morreu”.

Lit.: “o arameu”.

Significando “Planície (Baixada) de Arã (Síria)”; parte da Mesopotâmia. Veja 28:2.

“Viva”, inserido em harmonia com Sy. Veja 27:46.

Ou “menor”.

Significando “Peludo”. Hebr.: ‛E·sáw.

Significando “Agarrando o Calcanhar; Suplantador”. Hebr.: Ya·‛aqóv.

Ou “homem selvagem”.

Lit.: “porque havia caça na sua boca”.

Ou “sopa de legumes”.

“Do vermelho.” Hebr.: ha·’a·dhóm.

Significando “Vermelho; Ruivo”. Hebr.: ’Edhóhm.

Ou “direito de primogênito”.

Veja 22:18 n.

Ou “obedeceu”.

Ou “no uádi (arroio)”.

“Que tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai”, M; SamLXXVg: “que os servos de Abraão, seu pai, haviam cavado”.

Ou “viva; vivente”. Hebr.: hhai·yím.

Significando “Contenda; Disputa”.

Significando “Acusação”.

Significando “Lugares Amplos”.

Ou “e declarou (pregou)”.

Ou “bem e”.

Ou “pesar mental”.

“Os solos férteis.” Lit.: “as gorduras”, referindo-se à fertilidade.

Ou “continuar”.

Significando “Agarrando o Calcanhar; Suplantador”.

Ou “alimenta vingança”.

Ou “serve”.

Ou “dos cananeus”.

Veja 25:20 n.: “Padã-Arã.”

Lit.: “o arameu”.

“Jacó e Esaú.” Jacó é posto antes de seu irmão gêmeo mais velho, denotando preferência.

Ou “eram más; perversas”.

Ou “os ismaelitas”. Ismael então já estava morto e Esaú tinha cerca de 77 anos de idade. Veja 25:17, 26.

Ou “seu travesseiro”.

Ou “escadaria ascendente de pedras”.

“Serão abençoadas”, LXXVg. Veja 22:18 n.

Significando “Casa de Deus”. Hebr.: Behth-’Él.

Ou “Deus para mim”. Hebr.: li lE’·lo·hím.

Lit.: “para a terra dos filhos do Oriente”.

Ou “gado miúdo”, inclusive caprídeos.

Lit.: “[Há] paz para ele?” Hebr.: hasha·lóhm loh?

Lit.: “E disseram: ‘Paz!’” Hebr.: wai·yo’·merú sha·lóhm.

Ou: “Ora, ainda sobra muito do dia.”

“Irmão”, mas realmente sobrinho.

Lit.: “um mês de dias”.

Ou “eram embaciados (fracos)”.

Ou “se cumpriram”.

Ou: “Cumpre.”

Isto é, Léia.

Isto é, Raquel.

Significando “Eis um Filho!” Hebr.: Re’u·vén.

Significando “Ouvir”, isto é, com aceitação. Hebr.: Shim·‛óhn.

Significando “Adesão; Ligado”. Hebr.: Le·wí.

Significando “Louvado; [Objeto de] Louvor”. Hebr.: Yehu·dháh.

Significando “Juiz”. Hebr.: Dan.

Ou “sobre-humanas”. Lit.: “de Deus”. Hebr.: ’Elo·hím, sem o artigo definido.

Significando “Minhas Lutas”. Hebr.: Naf·ta·lí.

“Veio a boa sorte!” Mmargem.

Significando “Boa Sorte”. Hebr.: Gadh.

Significando “Feliz; Felicidade”. Hebr.: ’A·shér.

Lit.: “deu meu salário [como contratada]”.

Significando “Ele É Salário; Ele Traz Salários”. Hebr.: Yis·sas·khár.

Ou “morar (viver) comigo”.

Ou: “Por fim, meu marido me fará sua legítima esposa.” (Quanto a esta possível versão, veja VT, Vol. I, 1951, pp. 59, 60.) LXX: “Nesta ocasião me escolherá meu marido [como esposa].” O verbo assírio zabalu, relacionado com o verbo hebr. za·vál usado aqui, significa “arrastar (puxar); carregar fardos”, e tem o significado matrimonial de levar os presentes de casamento do marido à casa de seu sogro.

Significando “Habitação; Morada”; possivelmente: “Tolerância; Senhorio.” Hebr.: Zevu·lún.

Significando “Julgada; Absolvida; Vindicada”. Hebr.: Di·náh.

Significando “Acrescentador; Aumentador”. Hebr.: Yoh·séf.

Lit.: “Labão disse: ‘Ora, que fosse [assim]!’”

Ou “varetas; raminhos”.

“Para que concebessem”, Vg.

Ou “lar”. Lit.: “lugar de nascimento”.

Ou “me enganou”.

“Deus”, MLXXVg; Sam: “Jeová”.

“O [verdadeiro] Deus de Betel.” Hebr.: ha·’Él Behth-’Él; LXX: “o Deus que te apareceu no lugar de Deus”. Veja Ap. 1G.

Ou “lar; parentela”.

Lit.: “parte e herança (possessão)”, numa figura de hendíadis. Veja 3:16 n.

“Deus”, MLXXVg; Sam: “Jeová”.

“Terafins”, M; LXXVg: “ídolos”; Sy: “imagens”.

Lit.: “furtou o coração de”.

Lit.: “de bem a mal”.

Pelo visto deveria rezar: “Labão armara a sua tenda.” “Sua tenda” era o que se pretendia originalmente em vez da palavra hebr. similar para “seus irmãos”.

Lit.: “furtaste meu coração”.

“Meus deuses.” Hebr.: ’elo·haí, pl., referindo-se a deuses falsos; gr.: the·oús; lat.: dé·os.

“Teus deuses.” Hebr.: ’elo·heý·kha, pl., referindo-se a deuses falsos.

“Meu senhor.” Hebr.: ’adho·ní, a palavra ’a·dhóhn, “senhor; amo”, com o sufixo pronominal i, “meu”.

“E assim, por vinte anos servi-te na tua casa”, Vgc.

Ou “Aquele Que Infunde Pavor”.

Ou “e assim ele fez uma decisão”.

Ou “que deveras venha a”.

Expressão aramaica (síria) que significa “Montão de Testemunho”.

Expressão hebr. que significa “Montão de Testemunho”.

“E A Torre de Vigia (Mirante).” Hebr.: weham·Mits·páh.

Lit.: “quando jazermos escondidos”.

“Vê! não há homem conosco vendo”, LXXmss.

Ou “deuses”. Hebr.: ’elo·héh, pl.; possivelmente usado em sentido pl. porque o sírio Labão cria em terafins.

“Julgue.” Este verbo hebr. está aqui no pl. Veja 20:13 n.: “vagueando”.

Ou “deuses”. Hebr.: ’elo·héh, pl., e pode não se referir apenas a Jeová, porque o verbo “julgue” também está no pl. SamLXXSyVg têm “julgue” no sing. para indicar um só Deus.

MLXX terminam aqui o capítulo 31 com apenas 54 vv.

SyVg terminam aqui o capítulo 31 com 55 vv., de modo que o capítulo 32 tem um versículo a menos do que o M.

Ou “mensageiros”, como nos vv. 3 e 6.

Significando “Dois Acampamentos”.

Ou “a verdade”. Hebr.: ha·’eméth.

Ou “prole; posteridade”.

Ou “o uádi; o arroio, a corrente [o uádi com curso de água]”.

Ou “tocou na concavidade da sua coxa”.

Lit.: “Manda-me embora.”

Significando “Deus Contende; Contendedor (Perseverador) com Deus”. Hebr.: Yis·ra·’él.

Ou “persististe; esforçaste-te; perseveraste”, segundo BDB, p. 975.

Significando “Face de Deus”. Hebr.: Peni·’él.

Ou “veia da coxa”.

“E a beijá-lo”, MSamLXXBagsterVg. No M, esta expressão foi assinalada com pontos extraordinários pelos soferins, talvez para indicar que os soferins achavam que essas palavras deveriam ser omitidas. As n. de BHK e BHS sugerem que provavelmente foram acrescentadas ao texto. Veja Ap. 2A.

Lit.: “Quem para ti é todo?”

Significando “Barracas; Baias Cobertas”.

Lit.: “cem qesi·táh”. Unidade monetária de valor desconhecido.

“Deus, o Deus de Israel.” Ou “Deus é o Deus de Israel”. Hebr.: ’El ’Elo·héh Yis·ra·’él.

“Maioral do.” Hebr.: nesí’; LXX: “governante (príncipe)”; Vg: “príncipe”.

Ou “humilhou”, LXX.

Ou “sua mente (desejo) fixava-se em Diná”.

Lit.: “ao coração da”.

Ou “viajai”, isto é, para fins comerciais.

Ou “preço de compra duma esposa”.

“Façam negócios.” Veja v. 10 n.

Lit.: “amplo em ambos os lados”, isto é, espaçoso.

Ou “sossegados”.

Ou “sobrevieram aos”.

“Poucos em número.” Lit.: “homens de número”. Veja 1Cr 16:19; Sal 105:12.

Ou “meretriz”.

Lit.: “deuses de”. Hebr.: ’elo·héh, pl. de ’elóh·ah, indicando uma pluralidade de deuses.

Significando “O Deus de Betel”.

Significando “Árvore Maciça de Choro”.

Veja 17:1 n.

“Nações”, LXXVg; M: “uma nação”.

Ou “prole; posteridade”.

“Sua alma (vida).” Hebr.: naf·sháh; gr.: psy·khén.

Significando “Filho do Meu Pesar”.

Significando “Filho da Mão Direita”. Hebr.: Vin·ya·mín.

Ou “cheio (saciado) de dias”, MLXXVg.

Lit.: “filha”, M; SamLXXSy: “filho”. Veja v. 24.

“Uma terra”, M; Sy: “a terra de Seir”.

Ou “netos”.

Ou “chefes”. LXX: “chefes; líderes, governadores”; Vg: “líderes; duques”. A palavra hebr. é ’al·lu·féh e se deriva de ’é·lef, “mil”. Portanto, ’al·lúf significa basicamente “líder de mil” e corresponde à palavra gr. quiliarca. Veja Mr 6:21 n.

“Xeque Corá”, MLXXSyVg; Sam omite isso. vv. 5, 14 e 18 mostram que era filho de Esaú (não de Elifaz) por Oolibama.

“As fontes termais.” Hebr.: hai·ye·mím; lat.: á·quas cá·li·das, “águas quentes”.

“Disom”, SamLXXSyVgc e 1Cr 1:41; MVg: “Disã.”

Ou “estava-se associando”.

Ou “questão”.

“O rebanho de seu pai”, MLXXSyVg. No M, a partícula hebr. ’eth, que modifica essas palavras, foi assinalada com pontos extraordinários pelos soferins, para indicar que essas palavras são duvidosas e devem ser omitidas. Se for assim, pode significar que os irmãos de José haviam ido alimentar-se. No v. 13, a palavra “rebanhos” não ocorre especificamente, mas o verbo é o mesmo que no v. 12. Veja Ap. 2A.

Lit.: “Vê a paz de teus irmãos e a paz do rebanho.”

“Aqui vem aquele sonhador.” Lit.: “O amo (senhor) de sonhos, aquele vem ali.”

Lit.: “não lhe golpeemos a alma”.

Isto é, de Gileade.

“Ao Seol.” Hebr.: she’ó·lah; gr.: eis haí·dou; sir.: la·shiul; lat.: in in·fér·num; esta é a primeira ocorrência desta palavra. Veja Ap. 4B.

Veja 12:15 n.

“Dele”, M; LXXSy: “dela”.

“Ele”, isto é, Judá; LXX: “ela”.

Entende-se tratar-se da mesma “Aczibe” de Jos 15:44 e Miq 1:14; M: “Quezibe”.

Lit.: “Entra a.”

Ou “casamento levirato”. Jeová deu posteriormente reconhecimento oficial a isso na Lei mosaica, em De 25:5-9.

Lit.: “desperdiçou[-o] na terra”.

Ou: “Pois ele pensava.”

Ou “prostituta”. Gr.: pór·nen. Veja 1Co 6:15 n.

Ou “fornicação”.

“Cordão”, TOLXXSyVg; M: “cordões”.

Significando “Ruptura Perineal”.

Significando “Resplendor; Ascensão”.

Veja 12:15 n.

“Seu amo.” Hebr.: ’adho·náv, pl. de ’a·dhóhn, para denotar excelência, como nos vv. 3, 7, 8, 16, 19 e 20.

“Certo dia, como nos outros dias.” Quanto a esta versão, veja VT, Vol. II, 1952, pp. 85-87.

LXX acrescenta: “e ele me disse: ‘Vou coabitar contigo.’”

Lit.: “casa do castelo [redondo]”.

Lit.: “amarrados”.

Lit.: “eram mantidos amarrados”.

Ou “do príncipe”. Hebr.: sar.

Lit.: “ele”.

“Contra o seu senhor.” Hebr.: la·’adho·neh·hém, pl. de ’a·dhóhn, para denotar excelência. Veja 39:2 n.

Hebr.: sar, traduzido por “príncipes de” em 12:15, onde está no pl.

Lit.: “na cisterna”, isto é, um buraco na forma de cisterna, usado como prisão.

Ou “lenho”. Lit.: “madeiro”. Gr.: xý·lou; lat.: crú·ce (de crux). Veja 41:13 n.

Lit.: “dois anos de dias”.

Ou “os juncos”.

“Sonhos”, Sam; MLXXVg: “sonho”.

“A ele pendurou”, M; LXX: “este foi pendurado”; Vg: “este foi pendurado numa estaca de tortura [lat.: crú·ce (de crux)]”.

“Sem mim, Deus anunciará”, Vg.

Lit.: “na tua boca todo o meu povo beijará [caberá; ajustar-se-á]”.

Ou “tecido de bisso”.

“Avreque!” Hebr.: ’Av·rékh. O significado exato desta expressão, transliterada do egípcio para o hebr., ainda não foi determinado. Sy: “Pai e Governante!”; Vg: “Que todos dobrem o joelho diante dele.”

Significando “Revelador de Coisas Ocultas”, na maneira em que os hebreus entendiam esta forma da palavra. Lat.: Sal·va·tó·rem mún·di, “Salvador do mundo”.

No Museu do Cairo há uma coluna funerária (estela) descoberta em 1935, que se refere a um personagem chamado Potifare.

“Om”, M; LXXVg: “Heliópolis”, significando “Cidade do Sol”, porque a adoração do sol sob a forma do deus Rá se realizava ali no templo dele.

Significando “Aquele Que Torna Esquecediço; Aquele Que Faz Esquecer”. Hebr.: Menash·shéh.

Hebr.: ’Elo·hím, sem o artigo definido.

Significando “Duplamente Frutífero; Terra de Frutos”. Hebr.: ’Ef·rá·yim.

Lit.: “abrir tudo o que havia entre eles”. LXX: “abrir todos os depósitos de cereais”.

Ou “ao Egito”.

Lit.: “Além disso, . . . toda a terra”, mas o verbo “vinham” está no pl., denotando pessoas.

Lit.: “uma cura”, usado como eufemismo para “acidente fatal”.

Ou “a condição indefesa”. Lit.: “a nudez”.

Hebr.: ’adho·néh, pl., para denotar excelência.

Veja v. 4 n.

“Ao Seol.” Hebr.: she’óh·lah; gr.: eis haí·dou; sir.: la·shiul; lat.: ad ín·fe·ros. Veja Ap. 4B.

Lit.: “todos os dias”.

Isto é, de Gileade.

Lit.: “prata”.

“E . . . Deus Todo-poderoso.” Hebr.: we’Él Shad·daí. Nem ’El, “Deus”, nem Shad·daí, “Todo-poderoso”, tem o artigo definido.

Lit.: “ele perguntou-lhes sobre a paz (bem-estar)”.

Lit.: “Tem paz (bem-estar) o vosso pai?”

Ou “servos”.

Ou “tu és como Faraó”.

Ou: “Meu senhor.”

“Ao Seol.” Hebr.: she’ólah; gr.: eis haí·dou; sir.: la·shiul; lat.: ad ín·fe·ros. Veja Ap. 4B.

Lit.: “todos os dias”.

Ou “sobreviventes; resto”. Hebr.: she’e·ríth.

“Ordena”, isto é, para dizer-lhes. LXX: “dá ordens”.

Ou: “Eu, o [verdadeiro] Deus, sou o Deus de teu pai.”

Isto é, para fechá-los após a morte de Jacó.

Após “Efraim”, LXX acrescenta mais cinco nomes, rezando: “Mas nasceram filhos a Manassés, que lhe deu à luz sua concubina síria, a saber: Maquir. E Maquir tornou-se pai de Galaade. Mas os filhos de Efraim, irmão de Manassés, foram Sutalaam e Taam. E os filhos de Sutalaam foram Edem.” Isto talvez explique por que LXX, em Gên 46:27 e Êx 1:5, e Estêvão, em At 7:14, contam 75 almas, em vez de 70.

“Setenta”, MTSYVg; LXX: “setenta e cinco”.

“A José, para que lhe anunciasse”, Vg.

“A José, para encontrá-lo em Heroópolis, na terra de Ramessés”, LXX.

“Homens diligentes”, Vg.

Hebr.: sa·réh.

Ou “das crianças”.

Lit.: “pelos cavalos”. Hebr.: bas·su·sím; esta é a primeira menção bíblica de cavalos, pelos quais o Egito se tornou famoso.

Lit.: “segundo”.

Ou “e de verdade; e de fidelidade”. Hebr.: we·’eméth.

“Leito.” Hebr.: ham·mit·táh; LXX: “E Israel adorava sobre (encostou-se no) o alto de seu bordão.” “Bordão” ou “vara” (hebr.: mat·téh, como em 38:25), e “cama” ou “leito” (hebr.: mit·táh, como em 48:2), têm consoantes idênticas, e quando não têm sinais vocálicos podem ser lidos de um modo ou de outro.

Veja 43:14 n.

Ou “tornaste”.

Ou “pôs as mãos cruzadas”, em harmonia com LXXVg.

Ou “remido; recobrado”.

Ou “o pleno número”. Lit.: “a plenitude”.

“Ti”, sing., MSamSyVg; TPLXX: “vós”, pl.

Ou: “Havia leviandade como águas impetuosas.”

“Corujões; hienas”, segundo outros sinais vocálicos.

“Armas de matança.” Alguns encaram a palavra hebr. aqui como ainda sem explicação. v. 5 na LXXBagster: “Simeão e Levi, irmãos, realizaram a injustiça de seu decepamento.”

“Minha glória”, MVg; LXX: “meu fígado”. Veja VT, Vol. II, 1952, pp. 358-362.

Ou “um homem”. Hebr.: ’ish, possivelmente em sentido coletivo.

“Como o leão.” Hebr.: ke’ar·yéh, o leão africano.

“E como a um leão.” Hebr.: u·khela·ví’, o leão asiático.

“Cetro.” Hebr.: shé·vet; lat.: scép·trum; gr.: ár·khon, “governante”.

Ou “nem um comandante”. Hebr.: lo’ . . . u·mehho·qéq.

Ou “de diante dele”. Veja Jg 5:27.

“Siló.” Ou “aquele de quem é”. Hebr.: Shi·lóh, significando “Aquele de Quem É”, ou: “Aquele a Quem Pertence”; LXX: “as coisas guardadas para ele”; Vg: “aquele que há de ser enviado”.

“E ele será a expectativa das nações”, LXXVg.

Ou “uma videira com uvas escarlates”.

Ou “descarregam os navios”.

Ou “tornar-se-á escravo sob trabalho forçado”.

Ou “aguardei”.

“A salvação [procedente] de ti.” Hebr.: li·shu·‛oth·khá; esta é a primeira ocorrência deste substantivo. A palavra hebr. yeshu·‛áh, “salvação”, tem a mesma raiz que os nomes bíblicos de Jesua, Josué e Jesus.

Ou “ágil”.

Ou: “Ele estende cornos ramificados.”

Lit.: “filho”.

Lit.: “filhas”.

Lit.: “os braços”.

Ou “lesta”.

“Do Deus de.” Hebr.: me·’Él.

Ou “águas empoladas”. Vg: “abismo”, como em 1:2.

Ou “desejo; morada”.

Ou “escolhido”. Hebr.: nezír; em Núm 6:2, 13, 18-20 foi traduzido por “nazireu”, significando “escolhido; dedicado; separado”.

Lit.: “A compra do campo.”

Lit.: “o Espinheiro”. Hebr.: ha·’A·tádh.

Significando “Luto dos Egípcios”. “Mizraim” é a palavra hebr. para egípcios. Veja 10:13.

“Os irmãos de José viram que seu pai havia morrido e estavam com medo”, Sy; Vg: “Agora que estava morto, seus irmãos estavam com medo.”

Ou “servos”.

Lit.: “falou-lhes ao coração”.

Lit.: “filhos dos terceiros [gerados]”.

Ou “terra que prometeu sob juramento”.

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