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  • São tais pais amorosos ou insensíveis?
  • Despertai! — 1985
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  • Doença Fatal
  • Por que Chamar Pais Amorosos de “Assassinos“?
  • Como Poderiam Ser Acusados de Assassínio?
  • O Supremo Tribunal de Cassação
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Despertai! — 1985
g85 8/1 pp. 6-11

São tais pais amorosos ou insensíveis?

AO PASSO que a questão dos direitos parentais, no que tange aos cuidados médicos, tem surgido em vários países, há um caso específico que merece sua atenção. É o de Giuseppe e Consiglia Oneda, um casal do pequeno povoado de Sarroch, perto de Cagliari, que é uma das principais cidades da ilha italiana da Sardenha.

É bem possível que esteja um tanto a par da triste experiência deles, pois foi noticiada em todo o mundo. Esta revistaa e os veículos noticiosos em vários países lhe deram extensiva cobertura.

Doença Fatal

Isabella, filhinha do casal Oneda, sofria da temível doença chamada talassemia “major”, ou maior, falha genética herdada, do sangue, da qual não existe cura conhecida. Trata-se duma doença fatal. Em alguns casos, pode-se adiar a morte por vários anos mediante transfusões de sangue, porém as autoridades médicas admitem que estas não resultam em cura. A obra Principles of Internal Medicine (Princípios de Medicina Interna; ed. 1980), de Harrison, observa: “Os pacientes com a talassemia maior [Beta] tem curta expectativa de vida. É incomum que um paciente com a forma mais grave dessa doença sobreviva até a vida adulta.” Nos casos graves, tais como o de Isabella, a morte amiúde ocorre nos dois ou três primeiros anos. Que faria se sua filhinha fosse afligida por esse mal, assim como o era Isabella?

Embora Giuseppe e Consiglia soubessem ser inevitável a morte de Isabella, levavam-na com regularidade a uma clínica em Cagliari. Ali, ela recebia transfusões de sangue periódicas, que podiam dar-lhe alívio temporário, mas que também apresentavam problemas. Por quê? Porque as transfusões provocam sobrecarga de ferro. A obra Clinical Hematology (Hematologia Clínica; 1981), de Wintrobe, afirma que ‘a maioria dos pacientes com talassemia maior’ que são regularmente transfundidos ‘morrem devido à sobrecarga de ferro (hemossiderose)’. Este compêndio médico admite que “muitos dos esquemas terapêuticos descritos são impráticos para uma aplicação em larga escala. O custo atual do [mais eficaz] para um único paciente é de aproximadamente US$ 5.000 [uns Cr$ 12.500.000] por ano”.

Há médicos que pintam um quadro róseo sobre a possibilidade de se estender a vida normal para crianças portadoras de talassemia. Isto não é surpreendente, pois quem é que aprecia admitir que o problema não tem jeito, especialmente um médico a quem os doentes procuram em busca de esperança. Todavia, todos sabemos que algumas doenças são incuráveis. A anemia do Mediterrâneo (talassemia “major”) tem de ser colocada entre estas. Assim, talvez haja opiniões conflitantes quanto a qual é a melhor terapia e até quanto aos resultados de diferentes tratamentos; todavia, ninguém apresenta verdadeira cura.

Nem pode a ciência médica garantir que uma criança tão gravemente afligida como estava a pequena Isabella sobreviverá muitos anos, mesmo recebendo a terapia transfusional. As estatísticas da talassemia “major” revelam a dura realidade, não se pode negar as estatísticas. Minerva Medica (72, 1981, páginas 662-70) apresentou dados compilados pelo ISTAT (Instituto Central Italiano de Estatísticas) mostrando que, dentre 147 crianças que morreram dessa doença, em 1976, 23,8 por cento morreram nos seus primeiros quatro anos de vida.

Por que Chamar Pais Amorosos de “Assassinos“?

No artigo anterior, observamos que um casal italiano granjeou uma vida familiar mais feliz por estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Giuseppe e Consiglia Oneda tiveram similar experiência, tornada ainda mais significativa por saberem da garantia dada por Jesus, de que a pessoa que tenha a aprovação de Deus, “ainda que morra, viverá outra vez”. (João 11:25) Sim, os médicos não podiam garantir que Isabella teria razoável saúde e vida, mas o Filho de Deus podia.

Quando, no verão setentrional de 1979, o casal Oneda decidiu tornar-se Testemunhas de Jeová, avisaram os médicos, na Segunda Clínica Pediátrica de Cagliari, de que não mais permitiriam que Isabella recebesse transfusões de sangue. Tinham aprendido nas Escrituras que Deus ordenou aos apóstolos e a todos os cristãos leais que ‘se abstivessem de sangue’. (Atos 15:28, 29; compare com Gênesis 9:3, 4) Por conseguinte, tais médicos solicitaram a intervenção do Tribunal de Menores. O tribunal ordenou que os pais deviam permitir que sua filha recebesse transfusões, e concedeu aos médicos envolvidos no caso a responsabilidade de tomarem a iniciativa de ministrar a ela transfusões de sangue regulares.

Durante esse período, ao passo que o casal Oneda consultava outros médicos em busca de tratamentos alternativos, a filha deles foi removida à força da presença deles e lhe deram sangue. Ainda assim, a doença seguiu seu destrutivo curso; as condições dos órgãos vitais de Isabella se agravaram progressivamente. Em março de 1980, os médicos não mais seguiam a terapia transfusional; por alguns meses, não exigiram que se trouxesse Isabella para receber transfusões. Por que deixaram de cumprir sua obrigação imposta pelo tribunal? Trata-se dum mistério que as autoridades, até o dia de hoje, ainda não tentaram solucionar.

Nos meses subseqüentes, o casal Oneda fez tudo que pôde a favor de sua querida filhinha, procurando remédios que pudessem ser-lhe ministrados em casa, e, apesar de suas finanças limitadas, deram-lhe os melhores alimentos que puderam encontrar. Jamais perdendo a esperança, chegaram até mesmo a escrever a especialistas na Alemanha, na França e na Suíça.

No fim de junho de 80, o quadro clínico de Isabella se agravou de repente, possivelmente devido a uma infecção brônquica que pode ser fatal no caso de crianças com talassemia “major”. Neste ponto, já tarde demais, a polícia novamente veio e levou Isabella à clínica, onde ela morreu ao lhe ser forçada uma transfusão de sangue.

Pode imaginar a tristeza e o senso de perda que o casal Oneda sentiu nesse dia 2 de julho, mesmo já sabendo que sua filhinha de 2 anos e meio estava mortalmente doente? Mas, a tristeza deles deveria receber ainda outro golpe. Por volta das 5 horas de 5 de julho de 1980, enquanto o casal Oneda se achava na casa dum amigo, dois carabineri os prenderam. Só tiveram tempo de deixar sua outra filhinha, Ester, de 3 meses, com amigos.

Foram conduzidos à cadeia local de Cagliari, chamada de Vereda Reta (que ironia!), uma das mais vis da Itália. Foram metidos em celas em diferentes partes da cadeia.

Como Poderiam Ser Acusados de Assassínio?

Por 20 meses, este humilde casal ficou trancafiado. Por fim, realizou-se seu julgamento, e, em 10 de março de 1982, o Tribunal Assizes de Cagliari declarou seu chocante veredicto: Decidiu que Giuseppe e Consiglia Oneda eram culpados de homicídio deliberado. Qual a sentença? Quatorze anos de prisão, mais do que é dado a muitos terroristas!

Pode compreender a razão de tal veredicto ter causado uma comoção por toda a Itália, e ser criticado por muitos juristas. Apresentou-se um recurso, mas em 13 de dezembro de 1982, o Tribunal de recursos de Assizes, de Cagliari, confirmou o anterior veredicto. Tudo que fez foi reduzir a sentença para nove anos, afirmando que o casal Oneda beneficiava-se de circunstâncias atenuantes uma vez que ‘agiram por motivos de particular valor moral’.

A única chance que restava diante dos tribunais da justiça humana era recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação. Em 8 de julho de 1983, Giuseppe Oneda foi liberto da prisão, sob livramento condicional, porque os três anos em que estivera preso tinham minado perigosamente sua saúde. Mas Consiglia continuava presa.

O Supremo Tribunal de Cassação

Este tribunal em Roma é o órgão supremo da justiça italiana. Julga questões da aplicação e da interpretação corretas da Lei, reexaminando sentenças dadas por tribunais de menor instância, quando se apresentam recursos. Se determinar que a lei não foi observada ou foi mal-aplicada, o Supremo Tribunal tem o poder de anular o anterior veredicto e ordenar que outro tribunal reexamine o processo. Julgou o caso Oneda em 13 de dezembro de 1983.

O Supremo Tribunal não anula com freqüência um veredicto que examina, e os dois veredictos anteriores, adversos, teriam considerável peso. Assim, existia qualquer esperança de que os Onedas seriam vistos com justiça como os pais amorosos e cuidadosos que são?

Dramática Inversão dos Eventos!

Vamos descrever-lhe o que se passou naquele dia no tribunal:

Depois da leitura dos autos, apresentando os pontos destacados do caso, feita por um dos cinco ministros, que atuava como relator, iniciou-se o libelo acusatório.

O promotor que fazia a acusação é especialmente temido pelos advogados de defesa porque é muito difícil anular seus pedidos. E, neste caso, o promotor era um jurista perito que já havia atuado em vários casos famosos. Que teria a dizer?

Surpreendentemente, perguntou: “Será que a mãe ou o pai mostraram que desejavam a morte de sua filhinha em qualquer ocasião, de acordo com os fatos elucidados no processo? Será que o tribunal de Cagliari obteve cabal resposta para esta pergunta?” Ele acrescentou: “O Tribunal de Menores deixou a criança com seu pai e sua mãe por julgar que eram pais amorosos e que o ambiente familiar era o melhor para ela.” Daí, observou que ‘os juízes, os peritos e os sociólogos envolvidos estavam em melhor situação de julgar se os pais mereciam a custódia de sua filha’.

Que dizer da afirmação de que o casal Oneda causou dolosamente a morte de sua filha? O promotor prosseguiu: “Não existe evidência de comportamento ou de outros elementos comprobatórios suficientemente fortes para nos permitir falar tranqüilamente de dolo premeditado. . . . Por esta razão, portanto, mantemos que os juízes [de Cagliari] não deram resposta satisfatória para tais perguntas.”

O promotor apresentou então esta surpreendente solicitação: “Por conseguinte, recomendo ao Tribunal que anule o veredicto sobre a questão de dolo premeditado.”

Nenhuma evidência que provasse haver dolo premeditado! Isso significava que os Onedas não eram assassinos deliberados! Ademais, o promotor solicitava a anulação do anterior julgamento!

Em seguida, o Tribunal ouviu os advogados de defesa, causídicos conhecidos por todo o país. Apontaram as incoerências processuais do anterior julgamento e a absurdez das decisões que tinham sido feitas.

Daí, o Tribunal teve um recesso. Por fim, o ministro-presidente leu a decisão do Tribunal: O veredicto anterior fora anulado e o processo retornaria ao Tribunal de Recursos de Assizes, em Roma, para ser julgado de novo.

Ao declarar os motivos de sua decisão, o Supremo Tribunal, entre outras coisas, expôs as graves falhas de clínica pediátrica e de outras instituições do serviço público; ‘sem dúvida . . . as instituições do serviço público revelaram graves falhas; depois de suas medidas iniciais . . . demonstraram total falta de interesse, apesar da solicitação explícita para que houvesse alguma medida para equacionar de forma definitiva e permanente o problema das crenças ideológicas dos acusados’. Esta foi a decisão do Supremo Tribunal de Cassação, página 30.

Finalmente Reunidos!

Consiglia Oneda já foi solta, por ter-se expirado o termo de prisão preventiva. Após três anos e meio de dificuldades, a família Oneda finalmente está reunida. Giuseppe e Consiglia tiveram a alegria de estar juntos e de poder dar amorosa atenção à sua pequenina Ester. Deixemos que nos contem, em primeira mão, as suas experiências:

Giuseppe: “Casamo-nos em 1976, e, um ano depois, nasceu Isabella. Aguardávamos o nascimento dela, porém, logo compreendemos que havia algo errado. Ela era muito pálida e doentia. Quando tinha 6 meses, os médicos diagnosticaram a terrível doença que provocaria a sua morte. Podem imaginar quão tristes ficamos de ouvir falar nesse diagnóstico fatal.”

Consiglia: “Naturalmente, ficamos ainda mais apegados ao nosso bebê. Acho que qualquer genitor reagiria do mesmo modo para com um filho sofredor e indefeso, atacado por uma doença mortífera. Imediatamente colocamos Isabella sob tratamento na clínica pediátrica, onde foram-lhe ministradas transfusões de sangue. Todavia, ela continuou a piorar. Lembro-me de que, depois de um ano de terapia transfusional, ela ficou com a barriga incomumente inchada; seu fígado e seu baço tinham aumentado de volume. Como ela sofria quando lhe davam transfusões! Certa feita, os médicos demoraram uma hora para encontrar uma veia; durante todo esse tempo minha menininha berrava de dor.”

Giuseppe: “Nesse triste período, derivamos verdadeiro conforto de nosso estudo da Bíblia. Ficamos especialmente impressionados com a promessa contida em Revelação 21:4, de que Deus, em breve, enxugará as lágrimas dos olhos dos que sofrem, e de que a morte não mais existirá.”

Consiglia: “Para nós isso significava que, através duma ressurreição, poderíamos ver Isabella saudável, mesmo que ela morresse, o que infelizmente parecia inevitável. Daí, quando aprendemos na Bíblia a respeito da ordem de Deus de ‘abster-se de sangue’ [Atos 15:20; 21:25], fizemos nossa decisão . . .”

Giuseppe: “. . . de nos apegar aos princípios bíblicos. Para nós, este era o único meio de podermos esperar ter Isabella de novo com saúde, no dia em que Deus a ressuscitar de entre os mortos. Podíamos ver que as transfusões não acabavam com a doença, e sabíamos que muitas crianças na Sardenha morrem com tenra idade devido a esta mesma doença, apesar de receberem transfusões. Ouvíramos também dizer que muitos pais, depois de meses de serem dadas transfusões a seus filhos, sem qualquer melhora, tinham preferido cuidar de seus filhos em casa, por meios muito menos dolorosos e atemorizantes.”

Consiglia: “Como poderíamos recusar a única perspectiva de ter de novo Isabella saudável, perspectiva esta baseada na promessa de Deus? Do que tínhamos lido a respeito dos resultados deste tratamento, compreendíamos que as transfusões de sangue não eram algo bom. Ficamos sabendo que, com freqüência, provocam danos fatais aos órgãos vitais.”

Giuseppe: “Informamos aos médicos sobre nossa decisão, e isso foi o início desta história bem-conhecida.”

Consiglia: “Isabella era muito sensível, carinhosa e inteligente.”

Giuseppe: “Ela tinha pouco mais de 2 anos, mesmo assim, já sabia muitas coisas da publicação Meu Livro de Histórias Bíblicas. Sabia o nome de Deus, Jeová. Podia reconhecer as gravuras e nos falar delas nas histórias sobre os personagens bíblicos.”

Consiglia: “É algo terrível para uma mãe ficar sabendo que não pôde fornecer à sua filha um corpo suficientemente saudável para esta continuar viva. Minha filha, Ester, faz-me lembrar muito Isabella. Desejo agora dar a esta criança saudável o amor que gostaria de ter continuado a dar a Isabella. Sinto-me feliz de poder estar de novo junto com minha família e os irmãos cristãos que nos querem tanto bem. Ainda assim, jamais esquecerei aqueles três anos e meio passados na cadeia, inclusive o dia em que minha companheira de cela tentou suicidar-se por simples desespero. Embora conseguisse salvá-la, foi uma experiência terrível. Todavia, ajudou-me a confiar ainda mais em Jeová Deus.”

Giuseppe: “Meus companheiros de cela fizeram tudo que puderam para que eu violasse minha integridade cristã — violência, práticas homossexuais e outras corrupções. Meu maior receio era violar minha integridade e perder a possibilidade de viver no novo sistema de coisas feliz de Deus. Às vezes, ficava desesperado como na ocasião em que o tribunal confirmou a sentença; outras vezes desejava jamais ter nascido. Apesar de tudo, Jeová me confortava em minhas orações fervorosas. Sou grato, também, por Ele ter colocado o livro de Jó na Bíblia, porque acho haver similaridades entre a experiência de Jó e a minha. Por certo, Deus respondeu a Jó dando-lhe a força para suportar a prova, e encontrar a ‘saída’.” — 1 Coríntios 10:13.

“Mesmo nos momentos mais tristes do pesadelo carcerário, Jeová era meu ponto constante de referência. [1 João 1:5] Fui também grandemente incentivado pelos meus companheiros cristãos, que me enviaram incontáveis cartas, de vários países. Seu amoroso interesse era uma confirmação de que Deus não nos abandona. Textos tais como Romanos 1:12 e Marcos 13:13 ajudaram-me a suportar as coisas. Saí da prisão ‘derrubado’, como diz o apóstolo Paulo, ‘mas não destruído’.” — 2 Coríntios 4:9.

Consiglia: “Não sei se eu e Giuseppe seremos totalmente inocentados quando o processo finalmente chegar ao fim. Todavia, sentimo-nos gratos aos que nos ajudaram, e que ainda trabalham, para sermos exonerados dessa falsa acusação de que matamos nossa filhinha. Essa é a coisa mais terrível de que um genitor poderia ser acusado.”

Giuseppe: “Sentimo-nos felizes de que conseguimos passar por tudo isso sem vir a odiar a ninguém pelo que aconteceu. O amor a Deus e ao próximo certamente nos ajuda a contar nossas muitas bênçãos. Temos nossa família, nossos irmãos espirituais, nossa fé e nossa esperança.”

É provável que concorde que tais pais humildes de Sarroch foram injustamente acusados e se condoa do sofrimento que enfrentaram. Talvez fique imaginando, porém, sobre alguns aspectos deste assunto do envolvimento parental nos cuidados de saúde dos filhos. Sim, trata-se duma questão que talvez diga respeito a qualquer um de nós ou a nossos parentes e amigos.

[Nota(s) de rodapé]

a Despertai! de 22 de janeiro de 1983, e a edição em italiano de 22 de maio de 1983.

[Foto na página 9]

Consiglia Oneda saindo da prisão, e reunindo-se com sua filha, Ester.

[Quadro na página 10]

Baby Jane Doe — O Que Farão os Pais?

Pais amorosos às vezes enfrentam decisões espinhosas. Suponhamos que fossem os pais de Baby Jane Doe, por exemplo, o que fariam? O jornal The New York Times (1.º de novembro de 1983) veiculou:

“Há três semanas, um casal de Long Island teve uma menina, e ela não era saudável. Baby Jane Doe sofria de espinha bífida, crânio anormalmente pequeno, hidrocefalia ou fluido excessivo no cérebro, e outras deformações. Mesmo que fosse operada, ela continuaria gravemente retardada e acamada pelo resto da vida — no seu caso, por cerca de 20 anos. Depois de consultarem seus médicos, assistentes sociais e clérigos, os pais de Baby Jane fizeram sua dolorosa escolha: não fazer a operação e deixar que a natureza seguisse seu curso normal.”

Algumas pessoas estranhas discordaram, levando o assunto aos tribunais. Mas, quando chegou ao Supremo Tribunal dos EUA, o Tribunal recusou-se a dar provimento ao recurso. Baby Jane Doe ilustra os problemas agonizantes que são enfrentados mesmo por pais amorosos.

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