Superintendentes do Povo de Jeová
“Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos nomeou superintendentes para apascentardes a congregação de Deus.” — Atos 20:28, NM.
1, 2. Qual é o efeito do crescimento da sociedade do Novo Mundo? Como foi predito êste crescimento?
O NOTÁVEL crescimento da sociedade do Novo Mundo causa espanto ao mundo e dá alegria às testemunhas de Jeová. Com um aumento de cerca de 1.370 por cento em ministros, nos últimos trinta anos, é de admirar-se que os jornalistas a chamaram de religião que mais rapidamente cresce no mundo? Mas, a expansão ainda não terminou. Há de vir maior expansão, e as Escrituras asseguram-nos que este crescimento continuará até que a adoração de Jeová encha completamente a terra. — Isa. 11:9; 60:8.
2 Jeová inspirou há muito o profeta Zacarias a escrever sobre a grande afluência daqueles das “outras ovelhas” à teocrática sociedade do Novo Mundo, no capítulo 8, versículo 23: “Assim diz Jehovah dos exércitos: Naqueles dias pegarão dez homens de todas as línguas das nações, sim, pegarão da orla do vestido daquele que é judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus é convosco.” Por isso êle emite à sua organização teocrática instruções no sentido de que se acolha a crescente multidão de adoradores. Sim, Jeová faz provisão adequada para os que se chegam à sua casa para adorar. E não é razoável tal provisão?
3. Que provisão fêz Deus para cuidar das almas vivas formadas na terra, e especialmente do homem?
3 Não proveu Jeová sempre para suas criaturas? Quando Jeová disse, durante o período da criação da terra: “Enxameiem as águas um enxame de almas viventes ... Criaturas volantes ... os grandes monstros marinhos ... animal doméstico, e animal rastejante, e bêsta-fera da terra .... Façamos o homem à nossa imagem”, será que os produziu numa terra que ainda não fôra preparada? Não! Já fizera um trabalho extenso para tornar a terra um lar adequado que os sustentaria devidamente. O Criador podia dizer, por isso, ao primeiro homem e à primeira mulher: “Eis que vos tenho dado toda a vegetação que dá semente, que está sobre a superfície de toda a terra, e toda a árvore em que há o fruto duma árvore que dá semente. Sirva-vos de alimento. E a toda bêsta-fera da terra, e a toda criatura volante dos céus, e a toda criatura rastejante sôbre a terra, em que há vida como alma, tenho dado tôda a vegetação verde por alimento.” E assim aconteceu. “Depois disso, Deus viu tudo o que tinha feito, e, vê! era muito bom.” — Gên. 1:20-31, NM.
4. Que trouxe Jeová à existência em nossos dias? Como fêz provisões para ela?
4 Quanto mais se aplica isso hoje. Jeová trouxe à existência uma sociedade do Novo Mundo, libertou-a do velho mundo, introduzindo-a no seu favor, numa nova terra, a terra de Beulá, seu lugar teocrático, e ali abençoou ricamente sua posição espiritual. (Isa. 62:4, 5) Deus fêz provisões para cuidar adequadamente dos crescentes interesses do Reino na terra. Fiel à sua palavra e em resposta ao serviço amoroso de suas testemunhas devotadas, abriu as janelas do céu e derrama agora uma bênção tão rica, que não há agora carência entre seu povo. — Mal. 3:10.
5. Como foi manejado o aumento da recém-formada congregação cristã no primeiro século?
5 No primeiro século, quando o Senhor Jeová derramou seu espírito sôbre os fiéis adoradores reunidos em Jerusalém, em Pentecostes, a evidência, de que estes eram de fato servos do Deus Vivo e que a mensagem que ensinavam era a verdade, era tão esmagadora, que a organização teve um aumento de cêrca de três mil pessoas num só dia. (Atos 2:1-42) Depois disso, um bom número continuava a aprender a verdade. Como podia tal multidão ser manejada, como podia ser adequadamente instruída e organizada pela pequena congregação cristã então na sua infância? A resposta foi fornecida por Deus, por intermédio de Cristo Jesus, na forma de apóstolos e outros qualificados para servir de superintendentes. — 1 Cor. 12:28; Efé. 4:7-14,
O INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO DE JEOVÁ
6. Ilustre por que o reconhecimento do instrumento de comunicação de Jeová, em tempos passados, era tão importante.
6 Jeová estabeleceu um instrumento bem definido de comunicação, por meio do qual trata com seu povo. Nos tempos antes do dilúvio, ele usava a Noé, e era vital que todos reconhecessem êste fato, a fim de serem salvos do cataclismo mundial daquele tempo. (Heb. 11:7) Na época do êxodo de Israel do Egito, era Moisés por meio de quem Deus tratava com seu povo. Enquanto êles reconheciam o arranjo teocrático, a bênção de Jeová descansava sôbre êles. Entretanto, quando adotaram um ponto de vista meramente humano sôbre esta provisão de Deus, trouxeram sôbre si mesmos calamidades. Esta foi a experiência de Miriã, que ficou leprosa por deixar de reconhecer com respeito o arranjo de Jeová. Outros, tais como Coré, Datã, Abrirão e os homens com êles, foram exterminados por sua independência obstinada. E mesmo os que simpatizaram com êles trouxeram sôbre si a desaprovação divina, 14.700 deles sendo exterminados em certa ocasião. — Núm. 12:1-10; 16:1-35, 41-50.
7. (a) Qual é o instrumento de comunicação de Jeová hoje em dia? Pela determinação de quem? (b) Que foi confiado ao seu cuidado?
7 Identifiquemos agora inconfundivelmente o instrumento de comunicação de Jeová para nossos dias, para que continuemos no seu favor. Ouça a resposta inspirada à questão, em Mateus 24:45-47 (NM): “Quem é, realmente, o escravo fiel e discreto, a quem seu senhor nomeou sôbre os seus domésticos, para dar-lhes o sustento no tempo apropriado? Feliz é aquêle escravo se o seu senhor, quando vier, o achar assim fazendo. Em verdade vos digo: Êle o nomeará sôbre todos os seus bens.” E tem êle feito isso? Sim, especialmente desde 1919 tem-se aplicado que êle nomeou o corpo coletivo do restante ungido sôbre todos os interêsses visíveis do Reino. O “escravo” tornou-se então responsável não somente pela administração das necessidades dos membros do corpo ungido, mas também pela pregação das boas novas do Reino estabelecido a pessoas de todas as nações. (Mat. 24:14) Isto se dá, não por causa da sua determinação neste sentido, mas porque o próprio Deus o orientou assim. “Deus dispoz os membros no corpo, cada um deles como lhe aprouve”, é a maneira como o representa 1 Coríntios 12:18. É vital que reconheçamos êste fato e que aceitemos as direções do “escravo” assim como aceitaríamos a voz de Deus, porque isto é a provisão Dêle.
QUEM NOMEIA OS SUPERINTENDENTES
8, 9. (a) Quem nomeia os superintendentes na sociedade do Novo Mundo? (b) Explique como isso é verdade.
8 Êste assunto da nomeação teocrática prevalece em toda a parte da organização. Ela é dirigida de cima, do próprio Jeová Deus, para baixo. Os que ocupam posições de responsabilidade, tais como os servos de circuito e de distrito, os servos de congregação e os servos ministeriais na congregação, fazem todos parte desta estrutura teocrática. Sua nomeação para o serviço deve ser considerada deste modo. E, sabendo isso, sentem grande responsabilidade perante Deus para se desincumbirem corretamente de suas designações. O apóstolo Paulo expressou isso aptamente: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos nomeou superintendentes para apascentardes a congregação de Deus, a qual êle comprou com o sangue de seu próprio [Filho].” (Atos 20:28, NM) Os servos nas congregações não são tais porque foram escolhidos por algum homem. Não é o servo de circuito ou a comissão da congregação que determina quem superintenderá a congregação de Deus. É o espírito santo de Jeová que tem de operar para serem nomeados superintendentes. Como?
9 A Palavra de Deus, a Bíblia, foi escrita sob a inspiração do espírito santo. Encontra-se nela a descrição pormenorizada daqueles que podem ser superintendentes nas congregações. Êstes requisitos foram estabelecidos pelo próprio Deus, e a sua força ativa continua a operar em nosso tempo para mover o corpo governante e outros em posições de responsabilidade, porque aderem intimamente à Palavra escrita. Quando se segue cuidadosamente estas instruções e apenas tais como os descritos nas Escrituras são nomeados superintendentes, quem os seleciona? Não algum homem, pois este não estabeleceu as normas seguidas. É o próprio Jeová Deus quem, por meio de seu espírito Santo, os nomeia superintendentes. — Sal. 119:105; Pro. 3:5, 6
QUEM PODE SERVIR
10. Que querem dizer as Escrituras com o têrmo “homem mais idoso“? Por que podem somente êstes ser superintendentes?
10 Considere os requisitos bíblicos, conforme apresentados em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. Uma das primeiras coisas a ser considerada na seleção dum servo é a questão de maturidade, e somos repetidas vezes informados de que apenas um “homem mais idoso” pode ser superintendente. Embora não seja mencionado em 1 Timóteo 3, é o primeiro ponto considerado em Tito 1:5. Homens mais idosos não se refere apenas a pessoas mais idosas em sentido físico. Não é necessariamente a idade que faz o homem maduro em assuntos espirituais, embora anos de experiência sejam definidamente uma vantagem. A madureza que qualifica a pessoa para privilégios especiais de serviço inclui tanto conhecimento como experiência. Tal superintendente deve ser diligente no estudo, a fim de satisfazer as normas. Deve ter bom conhecimento da história da organização, entendimento sólido de assuntos doutrinais e apreciação profunda das instruções de organização. Embora seja verdade que êle, sem dúvida, está muito ocupado em cuidar da organização, deve sempre manter-se em dia com o estudo, não somente em benefício próprio, mas também como exemplo aos irmãos, neste sentido. Isto, junto com bastante experiência no trabalho com a organização, é necessário se o superintendente há de cuidar corretamente de sua designação.
11. Explique o que está abrangido nos requisitos de que o superintendente seja irrepreensível e moderado nos hábitos.
11 O segundo versículo reza: “O superintendente, portanto, deve ser irrepreensível, marido de uma só esposa, moderado nos hábitos, de mente sã, ordeiro, amando os estranhos, qualificado para ensinar.” (1 Tim. 3:2, NM) Dizer-se que tem de ser irrepreensível quer dizer que tem de ser inculpe. Ninguém devia poder apontar o dedo para êle como alguém que negligencia seu trabalho ou que não se conforma às normas da Bíblia. Isto se aplica em todas as coisas. Consequentemente, se estiver casado, tem de ser marido de apenas uma esposa. Também nos hábitos deve ser moderado. Quanto a comer, não deve ser glutão. Embora não lhe seja proibido beber, nunca deve fazê-lo em excesso. (1 Cor. 10:31) Êle é moderado no trabalho. É diligente, sim; mas não vai ao extremo de arruinar a sua saúde. Se achar prazer em recreação sadia, isso também é correto. Mas, nunca deve ir ao extremo tolo de tornar-se amante dos prazeres mais do que amante de Deus, permitindo que êstes suplantem as atividades teocráticas. — Fil. 4:5; 2 Tim. 3:1, 4.
12. Por que não seria sábio que alguém extravagante servisse como superintendente?
12 “Na sociedade do velho mundo observamos muitas vezes pessoas que atraem atenção a si mesmos por suas excentricidades, mas, quando tais pessoas entram na organização de Jeová, são diligentes em transformar sua personalidade. (Efé. 4:22-24) Naturalmente, se alguém ainda não fez isso, não se pode tornar superintendente. Se um irmão fôr excêntrico no comer ou em outras coisas da vida, então as coisas não estão no seu lugar correto. “Porque o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo. Porque aquele que neste respeito é escravo de Cristo é aceitável a Deus e tem a aprovação dos homens.” (Rom. 14:17, 18, NM) Fazemos bem em cuidar de nossa saúde, mas não somos sábios se permitirmos que isso ocupe a atenção na vida, que devia ser dada ao ministério. Somente os que põem o Reino em primeiro lugar podem ser servos.
13. Que significa que êle tem de ser “de mente sã“?
13 Que significa a expressão de que devemos ser de mente sã? Significa muito mais do que apenas estabilidade mental. Aquele que tem mente sã, de modo teocrático, transformou sua mente de acordo com a boa e aceitável vontade de Deus. Visto que encheu sua mente com a verdade, seus raciocínios baseiam-se na Bíblia. Aprendeu a confiar em Jeová com todo seu coração e não se estribar em seu próprio entendimento. — Sal. 19:7; 139:17; Isa. 55:9; Rom. 12:2.
14. Que está incluído em ser “ordeiro“ e “qualificado para ensinar“?
14 É no mesmo sentido que tem de ser “ordeiro”. Qualquer servo, de fato, todos na sociedade do Novo Mundo, sabem que é importante ser asseado e manter a casa em boa ordem. Seu lar não é apenas um caso de interesse pessoal, mas, quando se torna testemunha de Jeová, êle e seu lar representam a sociedade do Novo Mundo na comunidade. Deseja ter a certeza de que dêem boa reputação à organização. Ser ordeiro, porém, vai além disso. Requer que êle reconheça a ordem teocrática, que aprecie a necessidade de submissão à organização teocrática, tanto invisível como visível. O reconhecimento da ordem teocrática impedirá que olhe para seus servos companheiros segundo a carne imperfeita, mas o induzirá a tratá-los como homens designados por Deus para cuidar dos interêsses do Reino. Fará que trate bem a seus irmãos, todos êles sendo servos de Jeová e não do superintendente. Êle mesmo apreciará profundamente que é servo e que tem de cuidar bem de sua designação, edificando a congregação de modo espiritual e acolhendo no seu meio os estranhos ou as pessoas de boa vontade que também manifestem o desejo de participar na adoração correta. Estas coisas, junto com a aplicação contínua de si mesmo na escola do ministério teocrático, devem ajudar-lhe a estar qualificado para ensinar, tanto de casa em casa como da tribuna, nas reuniões da congregação. — 1 Cor. 14:40; 2 Cor. 5:16; Efé. 5:21.
15. O que se pode dizer sôbre a disposição do superintendente e seu ponto de vista sôbre empreendimentos comerciais?
15 Observe agora o versículo três dêste terceiro capítulo de 1 Timóteo. O superintendente não deve ser “desordeiro bêbedo, nem espancador, mas razoável, não beligerante, não amante do dinheiro”. (NM) Em vez de trazer vitupério sobre a sociedade do Novo Mundo pelo excesso no beber, por lutas ou por disposição irascível, êle busca antes os frutos do espírito de Deus: amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, benevolência, fé, mansidão, autocontrole. (Gál. 5:22, 23) Observará que se acha incluído nisso um aviso contra o perigo que se mostrou um laço para muitos — o amor do dinheiro. Ninguém pode ser superintendente se permitir que seu amor pelo dinheiro exceda de algum modo seu amor a Deus. Se ele permitir que seu emprego secular impeça sua assistência regular às reuniões da congregação, para participar da mesa de Jeová, êle não preenche estes requisitos. Se o ocasional ou frequente trabalho extra, ou mesmo o emprego regular que interfere com as reuniões ou o serviço, lhe forem mais atraentes do que as atividades da sociedade do Novo Mundo, êle prejudicaria sua própria espiritualidade e a dos na congregação que esperem que tome a dianteira. Os servos têm de resguardar-se contra o laço do materialismo, para que não os prive de seus privilégios de serviço. — Mat. 6:31-33; Luc. 12:15.
16. Afeta a família dum homem as qualificações dêle como superintendentes? Como?
16 O registro continua em 1 Timóteo 3:4, 5 (NM): “Um homem que preside à sua própria casa de maneira correta, tendo os filhos em sujeição com tôda a seriedade; (certamente, se qualquer homem não sabe como presidir à sua própria casa, como tomará conta da congregação de Deus?).” Aquele que preside de modo correto à sua casa faz isso de amor. Êle não domina com punho de ferro, exigindo respeito, ao mesmo tempo deixando de fazer as coisas que ganham respeito. Contudo, ao se exigir disciplina, tampouco desconsidera esta responsabilidade. Às vêzes acontece que os filhos, influenciados pela atmosfera mundana de independência, não obedecem, ou causam perturbação nas reuniões. Isso em si mesmo não significa que o pai não os treinou corretamente. Mas a questão é: Mostra o pai, agora, o devido respeito pela ordem teocrática, administrando a necessária disciplina, não no meio da reunião da congregação, mas lá fora, ou mais tarde, em casa? Quando administrada adequada e coerentemente, acabará logo com a dificuldade, e sua habilidade de lidar com a situação será demonstrada no fato de que qualquer repetição da ocorrência será rara. Se não puder cuidar de sua própria família, porém, como é que poderia pastorear o rebanho de Deus? — Heb. 12:9; Pro. 23:13, 14.
17. (a) Por que razões não está um novato qualificado para superintendente? (b) Em que respeito tem de gozar de boa reputação mesmo dos de fora da organização?
17 “Não um homem recém-convertido, para que não se encha de orgulho e caia no juízo pronunciado contra o Diabo. Além disso, êle também deve ter testemunho favorável das pessoas de fora, de modo que não caia em vitupério e no laço do Diabo.” (1 Tim. 3:6, 7, NM) Leva tempo para a pessoa transformar sua mente. Quando os ideais do velho mundo têm sido as normas de vida da pessoa, por vinte, trinta ou quarenta anos, antes de êle aprender a verdade, seu modo de pensar não será completamente remodelado de uma só vez. Talvez progrida bem rapidamente até o ponto de dedicação e mostre a disposição de fazer a mudança. Mas esta mudança deve ter realmente entrado em efeito, os modos do Novo Mundo tornando-se seu modo de vida, antes de êle estar qualificado como superintendente na congregação. Um ano inteiro de serviço ativo, depois de ter simbolizado sua dedicação pela imersão em água, não é certamente tempo demasiado longo para os responsáveis esperarem antes de recomendar tal pessoa como servo, se não houver ninguém mais disponível na congregação. (1 Tim. 5:22) O proceder do novo ministro surpreenderá os que o conheceram no velho mundo, e, por causa da verdade, talvez falem dêle de modo abusivo. Mas, no que se refere à sua relação com outros, sua fidedignidade e sua maneira de falar, não podem achar falta nêle. No que se refere a tais relações, dão-lhe testemunho favorável, mesmo que não concordem com a sua religião. — 1 Ped. 4:4, 15, 16.
18. O que mantém os superintendentes humildes e acessíveis?
18 Os que satisfazem estas normas são os que Jeová aprova como superintendentes de seu povo. São homens de alta qualidade e de verdadeira devoção piedosa, cujo desejo na vida é servir a Jeová Deus e promover os interesses de sua sociedade do Novo Mundo. E com tudo isso, são sinceramente humildes, porque reconhecem sua posição em relação a seu Pai no céu. Embora tenham muita responsabilidade, nunca devem perder de vista o fato de que são servos. Tendo isto em mente, serão acessíveis, razoáveis e sempre prestativos a seus irmãos.
COMO SE FAZ A SELEÇÃO
19. Como é a maneira de se fazerem nomeações teocráticas ilustrada pela unção de Davi por Samuel?
19 De vez em quando pede-se que alguns, na capacidade de superintendentes, recomendem outros para cargos de serviço na organização teocrática. Têm de ter em mente que, segundo o arranjo teocrático, são nomeados pelo espírito santo. Sua posição é algo similar a do profeta Samuel, a quem Jeová enviou para ungir aquele que Êle tinha selecionado como rei sobre seu povo. Não se lhe deu o nome de quem devia ser ungido, mas êle foi somente informado de que seria um homem que Deus escolheria entre os filhos de Jessé. Quando os jovens foram apresentados ao profeta, a primeira inclinação de Samuel era para o mais velho dos rapazes, jovem belo e de boa estatura, de nome Eliab. Mas, tais qualidades não eram a base para a escolha. Conforme Jeová lhe disse: “Não olhes para a sua aparência nem para a grandeza da sua estatura, porque o rejeitei. Não vê Jehovah como vê o homem; pois o homem olha para o que está diante dos olhos, mas Jehovah olha para o coração.” — 1 Sam. 16:1, 6, 7.
20. (a) É hoje possível examinar o coração dum homem? (b) Quem somente pode ser recomendado como servo? Que garantia nos dá isso?
20 O mesmo se aplica hoje em dia. Jeová olha para o coração, não para a aparência externa. Os superintendentes têm de ter isso em mente, e não ser influenciados pela personalidade ou por outros aspectos da aparência externa. De fato, o homem não pode olhar para o coração de outro, mas a Palavra de Deus o pode. “Porque a palavra de Deus é viva, e exerce poder, e é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e suas medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Heb. 4:12, NM) Os requisitos bíblicos têm de ser aplicados ao caso, porque é a Palavra de Deus que esclarece o que está no coração do homem. A posição de alguém solicitado a recomendar um servo não é escolher alguém que acha pessoalmente melhor qualificado, mas achar o homem descrito no Livro de Instruções de Deus, a Bíblia, buscando a ajuda de Jeová no assunto por meio de oração. Daí, tendo seguido a Palavra inspirada de Deus, e sabendo que o espírito santo opera na organização para orientá-la, podemos ter plena confiança de que os servos são realmente nomeados por Jeová Deus, por meio de seu espírito santo.
RECONHECENDO OS REPRESENTANTES TEOCRÁTICOS
21. Por que meios nos faz Jeová lembrar dos seus requisitos de nos reunirmos e de declararmos ali publicamente a nossa esperança?
21 Isto coloca a todos na organização de Jeová numa posição favorecida, pois sabemos que os arranjos dentro da organização são feitos pela provisão amorosa de Deus. Aceitamo-los como sendo de Deus e agradecemos-lhe suas provisões. No entanto, o apóstolo Paulo aconselha sobriamente: “Também vos exortamos a não aceitar a imerecida benignidade de Deus e desacertar o propósito dela.” (2 Cor. 6:1, NM) Aceitemos a superintendência provida como aceitamos a Deus. Considere a aplicação disso. Quando o nomeado como servo de congregação, ou qualquer outro dos servos ou dirigentes de estudo de livro, se dirige a nós para nos encorajar à frequênçia mais regular às reuniões ou à participação nas reuniões, por que o faz? Especificamente, é porque Deus nos instrui a adotar tal proceder. “Seguremos firme a declaração pública da nossa esperança, sem vacilar, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e a obras corretas, não deixando de nos congregar, como é costume de alguns, mas animando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes aproximar-se o dia.” (Heb. 10:23-25, NM) E então, esse servo foi nomeado pelo espírito santo, para nos ajudar em nosso ministério e para nos fazer lembrar o bom conselho contido na Bíblia quanto a assistir às reuniões da congregação e fazer ali declaração pública de nossa esperança. Devíamos responder com a mesma prontidão como responderíamos à voz de Deus. É o seu meio de tratar com nós agora.
22. Como se incutiu a Zacarias a necessidade de respeito pelos representantes teocráticos celestiais?
22 Zacarias, pai de João Batista, teve uma experiência com um representante teocrático nomeado, que devia impressionar isso em nossas mentes. Quando Gabriel, servo angélico de Deus, foi enviado para avisá-lo sôbre o vindouro nascimento do filho dele, Zacarias não rejeitou o anúncio, mas apenas expressou dúvida, dizendo: “Como terei certeza disto? porque eu sou velho, e minha mulher já é de idade avançada.” Zacarias não mostrou assim o respeito devido pela autoridade teocrática. Por esta falta, ele ficou sem poder falar e permaneceu assim até o nascimento de João. Esta experiência foi assentada por escrito para nosso conselho na época atual. — Luc. 1:18-20.
23. (a) É menos importante reconhecer os superintendentes terrestres na organização teocrática? (b) Que ponto de vista adotamos quanto ao conselho vindo da organização?
23 Certamente, ninguém duvidaria da autoridade do anjo Gabriel ao falar como servo de Deus. A obediência e o respeito mostrado àquele representante teocrático demonstraria obediência e respeito por Aquele a quem representava, Jeová Deus. Os superintendentes terrestres representam a Jeová nas suas designações, assim como fazem os celestiais. Em alguma ocasião, talvez um dos servos na congregação tenha-lhe falado, oferecendo-lhe sugestões sôbre melhorar ou aumentar seus privilégios de serviço na obra de campo. Como responderíamos ao que êle diz? Bem, como responderíamos se o próprio Jeová abrisse os céus e nos desse conselho? Visto que amamos nosso Pai celestial, teríamos prazer em atendê-lo! (Sal. 40:8) Ora, Jeová abriu os céus e instruiu-nos sôbre o que fazer. Enviando seu espírito santo do alto, êle fêz registrar na sua Palavra a admoestação de que pregássemos publicamente e de casa em casa, e que apascentássemos as ovelhas, revisitando todos os que mostrassem interêsse ao ouvirem a Palavra. Agora, neste tempo, êle designou o “escravo fiel e discreto” para superintender esta obra da proclamação do Reino. Confiou a esta classe do “escravo” todos os seus bens, quanto à adoração verdadeira na terra. Em cumprimento de sua designação da parte de Jeová, esta classe fornece-nos sugestões sôbre como cumprirmos nossa comissão bíblica de pregar e usa os servos locais, designados teocraticamente, para chamá-las a nossa atenção e para ajudar-nos a aplicá-las. Embora o “escravo” e outros superintendentes nomeados certamente não sejam inspirados, como eram os que foram usados para escrever a Bíblia, contudo, os que estão na congregação mostram o devido respeito pela posição que êstes ocupam, aceitando o conselho dado, porque sabem que esta é a provisão de Jeová para a instrução de seu povo neste tempo. — Heb. 13:7, 17.
Em fazer a tua vontade, Deu meu, eu me deleito; a tua lei está dentro do coração, — Sal. 40:8.