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Bete-seã, Também Bete-sãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ao ponto de prestarem trabalhos forçados. — Jos. 17:12, 13, 16-18; Juí. 1:27, 28.
Bete-Seã achava-se em poder dos filisteus por ocasião do reinado do Rei Saul (1117-1077 A.E.C.), e, após a derrota de Saul, no adjacente monte Gilboa, os vencedores filisteus colocaram a armadura de Saul na “casa das imagens de Astorete”, e sua cabeça na casa de Dagom, pendurando os corpos mortos de Saul e seus filhos na parede de Bete-Sã (Bete-Seã), evidentemente no lado interno, que dava para a praça pública da cidade. Israelitas corajosos e ousados de Jabes-Gileade, a uns 16 km de distância, do outro lado do Jordão, recuperaram esses corpos, talvez penetrando na cidade à noite a fim de fazê-lo. — 1 Sam. 31:8-13; 2 Sam. 21:12; 1 Crô. 10:8-12.
Em harmonia com o relato acima, nas escavações feitas em Tel el-Husn, foram descobertas as ruínas de dois templos, um dos quais é reputado como sendo o templo de Astorete (Astartéia), ao passo que alguns sugerem que o outro, mais para o S, seja o templo de Dagom. Calcula-se que o templo de Astorete tenha continuado a ser usado até cerca do décimo século A.E.C. A evidência aponta uma adoração anterior de um deus Baal, mencionado em uma esteia como “Mekal, o senhor [Baal] de Bete-Sã”.
A cidade foi finalmente conquistada pelos israelitas, sem dúvida na época do reinado de Davi, e, durante o reinado de Salomão, Bete- Seã achava-se incluída em um dos doze distritos reais de suprimentos. (1 Reis 4:12) Depois da divisão do reino, o faraó Sisaque (chamado Xexonque pelos egípcios), invadiu a Palestina no quinto ano do Rei Roboão (993 A.E.C.). (1 Reis 14:25) Um relevo numa parede em Carnac, no Egito, representa a campanha vitoriosa de Sisaque e a conquista de numerosas cidades, inclusive Bete-Seã.
Por volta da época dos macabeus, o nome de Bete-Seã tinha sido mudado para Citópolis, e é mencionada pelo historiador judeu, Josefo, como uma das maiores cidades da Decápolis. Era a única destas dez cidades a O do Jordão.
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Bete-semesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BETE-SEMES
[casa do sol]. Cidade situada na fronteira norte de Judá, alistada entre Quesalom e Timnã. (Jos. 15:10) É evidentemente chamada de Ir-Semes (cidade do sol), em Josué 19:41, onde aparece como cidade limítrofe da tribo de Dã, vizinha de Judá ao N. Judá, subseqüentemente legou Bete-Semes aos levitas, como cidade sacerdotal. — Jos. 21:13, 16; 1 Crô. 6:59.
Bete-Semes é identificada com Tel er-Rumei-leh, próxima da hodierna ‘Ain Shems, este último local preservando parcialmente o nome antigo. Bete-Semes situava-se assim a uns 26 km a O de Jerusalém, e localizava-se na estrada principal que vai daquela cidade para as cidades filistéias de Asdode e Asquelom. Era, evidentemente, um ponto militarmente estratégico, visto que guardava a parte superior do vale de Soreque, e um dos principais acessos das planícies costeiras à região da Sefelá e às montanhas de Judá. Escavações realizadas nesse sítio indicam uma história antiga para tal cidade, havendo considerável evidência de influência filistéia.
Quando os filisteus, assolados por doenças, devolveram a arca de Jeová a Israel, as vacas que puxavam a carreta, por sua própria iniciativa, dirigiram-se para esta cidade levita de Bete-Semes. No entanto, a ação imprópria de alguns dos habitantes de Bete-Semes, de contemplarem fixamente a arca do pacto, trouxe a morte para 70 deles. (1 Sam. 6:9-20) A frase “cinqüenta mil homens”, que ocorre em 1 Samuel 6:19, no hebraico, não está relacionada com os “setenta homens” por nenhuma conjunção, e isto é considerado por alguns como indício de uma interpolação. Josefo (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro VI, cap. 1, par. 4), ao considerar o relato bíblico, menciona apenas que 70 homens foram mortos, omitindo toda referência aos 50.000.
Bete-Semes era uma das cidades ligadas ao arranjo administrativo do Rei Salomão para prover alimentos para a mesa real. (1 Reis 4:7, 9) Acharam-se ali longas salas estreitas, que se crê tenham sido usadas para estocagem de cereais, bem como enorme silo com paredes cobertas de pedra, de cerca de 7 m de diâmetro, e de quase 5, 70 m de altura. Numerosos lagares para uvas e azeitonas, que foram escavados, indicam que tal área era muitíssimo produtiva no que dizia respeito ao azeite e ao vinho.
O Rei Amazias (858-829 A.E.C.) desafiou insensatamente a Jeoás, de Israel, sofreu derrota e foi capturado em Bete-Semes. (2 Reis 14:9-13; 2 Crô. 25:18-23) Durante o reinado de Acaz (761-745 A.E.C.), a degradação e a infidelidade nacionais resultaram na perda de Bete-Semes para os filisteus. (2 Crô. 28:18, 19) Em Bete-Semes foi desenterrada uma asa de jarro gravada que trazia a inscrição “pertence a Eliaquim, despenseiro de Jaukin [forma abreviada do nome Joaquim]”, e sugere-se que se relaciona ao rei desse mesmo nome, talvez indicando que o reino de Judá, com o tempo, tenha recuperado dos filisteus o controle da cidade. A cidade foi finalmente destruída por Nabucodonosor, de Babilônia, por volta de 607 A.E.C.
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BetsaidaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BETSAIDA
[casa ou lugar de pesca]. Cidade da qual Filipe, André e Pedro vieram (João 1:44), embora Simão Pedro e André parecessem ter fixado residência em Cafarnaum por ocasião do ministério de Jesus. (Mat. 8:5, 14; Mar. 1:21, 29) Era uma cidade “da Galiléia”. (João 12:21) Após a morte de João Batista, Jesus se afastou para Betsaida, junto com seus discípulos, e, num lugar isolado e gramado de sua vizinhança, proveu miraculosamente alimento para 5.000 homens, além de mulheres e crianças, que se juntaram para ouvi-lo. (Luc. 9:10-17; compare com Mateus 14:13-21; João 6:10.) Fora de Betsaida, Jesus restaurou mais tarde a visão dum cego. (Mar. 8:22) Visto que tais obras poderosas foram feitas em sua vizinhança, o povo de Betsaida, em geral, veio a merecer censura devido à sua atitude impenitente, junto com a população de Corazim. — Luc. 10:13.
A identidade da “aldeia” (Mar. 8:22, 23) ou “cidade” (Luc. 9:10) de Betsaida tem sido tema de certa discussão. As referências bíblicas apontam para um local nas praias do N do mar da Galiléia. O nome é ligado por Josefo a uma aldeia populosa que jaz a curta distância a E do ponto em que o rio Jordão deságua no mar da Galiléia. Este povoado foi elevado à condição de cidade durante a regência do tetrarca Herodes Filipe, e chamado de Júlia, em honra à filha de César Augusto. (Josefo, Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XVIII, cap. 2, par. 1) As ruínas antigas do sítio da própria Júlia podem ser encontradas em et-Tell, cerca de 3 km de distância do mar; contudo, restos de pequeno povoado pesqueiro se localizam em el-‘Araj, bem na praia. Aqui, uma baía natural era usada pelos pescadores até os tempos recentes, de modo que o local se ajusta geograficamente ao significado do nome Betsaida.
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BetsataAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BETSATA
[casa das olivas]. A Versão Almeida traduz isto como “Betesda” (casa de misericórdia), mas os manuscritos mais antigos trazem Betsata. O nome ocorre com referência a um reservatório de água ou piscina que tinha este nome, em que Jesus curou um homem que estivera enfermo durante 38 anos. (João 5:1-9) O reservatório é descrito como tendo cinco colunatas, em que grande número de doentes, cegos e coxos se congregavam, evidentemente atribuindo poderes curativos às águas, especialmente logo depois que as águas se agitavam. As últimas cinco palavras do versículo três, segundo se encontram na Versão Almeida, e o versículo quatro deste capítulo, que atribui a agitação das águas a um anjo, não são encontrados em alguns dos mais antigos manuscritos gregos, e são vistos como uma interpolação. Assim, a Bíblia não fornece nenhum indício quanto à causa da agitação das águas, mas mostra simplesmente a crença do povo nos poderes curativos das águas.
A localização do reservatório de água é indicada pela evidente referência à ‘porta das ovelhas’ (embora, no original, se tenha de suprir a palavra ‘porta’), porta esta que geralmente se considera situada na parte N de Jerusalém. Neemias 3:1 mostra que esta porta foi construída pelos sacerdotes e, por isso, presume-se que fosse uma entrada próxima da área do templo. Em aditamento, o nome Betsata está ligado à seção da antiga Jerusalém chamada Bezeta, situada ao N da área do templo. Nos dias de Jesus, este setor situava-se fora dos muros da cidade, mas Herodes Agripa I (que morreu em 44 E.C.) acrescentou um terceiro muro setentrional à cidade, durante a regência de Cláudio (41-54 E.C.), e isto colocou Bezeta dentro dos muros da cidade, de modo que João podia falar corretamente do reservatório como estando situado “em Jerusalém”, conforme ele conhecera a cidade antes de sua destruição em 70 E.C.
Em 1888, escavações feitas logo ao N do local do templo revelaram duplo reservatório dividido por um muro de pedras e abrangendo uma área geral de cerca de 45 m por 90 m. Existia evidência de cinco colunatas, e de um afresco apagado, que representava um anjo movendo as águas, embora a pintura talvez fosse uma adição posterior. O local parece assim ajustar-se muito bem à descrição bíblica.
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BetumeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BETUME
O mesmo asfalto mineral negro ou castanho é mencionado por três palavras hebraicas. Duas delas descrevem a diferença de dureza: pez ou piche (zépheth), sua forma líquida; betume (hhemár), seu estado sólido. A terceira palavra, alcatrão (kópher), descreve sua utilização: como é aplicado para recobrir trabalhos de madeira.
Nem as descobertas feitas no decorrer dos séculos, nem a tecnologia da ciência moderna conseguiram encontrar uma substância natural mais à prova d’água e à prova de insetos nocivos. Graças a tais qualidades, sua utilidade para o homem antecede o dilúvio, pois Noé, ao ser instruído que construísse a Arca, recebeu ordens de “cobri-la com alcatrão por dentro e por fora”. — Gên. 6:14.
A arca de papiro em que o bebezinho Moisés flutuou no meio dos juncos do Nilo era à prova d’água por ter sido impregnada de “betume e piche”. (Êxo. 2:3) Os egípcios usavam o betume para vedação de seus barcos, e talvez no embalsamamento.
Os construtores da cidade de Babilônia aprenderam que as características de vedação hidráulica do betume se combinavam com suas qualidades adesivas, tornando-o utilíssima argamassa para seus tijolos secados no forno. — Gên. 11:3.
Houve época em que o vale de Sidim, situado próximo de Sodoma e Gomorra, no extremo sul do mar Morto, era famoso por seus “poços e mais poços de betume”. (Gên. 14:10) Até mesmo hoje, o betume é ocasionalmente levado até suas margens, sugerindo que o vale se acha atualmente situado embaixo das águas do mar Morto. O betume é também material inflamável, e é assim descrito por Isaías, que profetizou que a terra de Edom ‘tornar-se-ia como piche ardente’. — Isa. 34:9.
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BezalelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BEZALEL
[na sombra (proteção) de Deus]. Principal artesão e construtor do tabernáculo, “filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá”. (Êxo. 31:1, 2; 1 Crô. 2:20) O próprio Jeová designou Bezalel e prometeu que o ‘encheria
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