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  • Para onde vão as Nações Unidas?
  • Despertai! — 1972
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Despertai! — 1972
g72 8/9 pp. 5-7

Para onde vão as Nações Unidas?

CADA ano, no dia 24 outubro, as Nações Unidas celebram seu aniversário. Nessa ocasião, um concerto especial é realizado em seu salão da Assembléia-Geral. Certa peça musical ocasionalmente usada é a poderosa seção coral da Nona Sinfonia de Beethoven. Evidentemente, a letra desta música, sobre a fraternidade do homem, segundo se acha, harmoniza-se com o espírito e a finalidade das Nações Unidas.

Todavia, hoje em dia, depois de quase vinte e sete anos de existência da ONU, será que vemos serem praticadas pelas nações-membros as palavras “Todos os homens serão irmãos”, que têm sido entoadas com tanta emoção? Será que aquele Salão da Assembléia-Geral, onde esta nobre expressão foi entoada, tem sido o cenário de muita união, durante as muitas reuniões das Nações Unidas?

Pelo contrário, nos anos recentes, o mundo presencia algumas sessões mui tempestuosas nos imponentes prédios da ONU na média Manhattan. Isto tem feito com que presente número de pessoas pensantes entretenham sérias dúvidas sobre o futuro da ONU. Têm ficado desiludidas com ela. Talvez seja uma destas pessoas.

Por outro lado, há alguns que acham que os problemas que afligem a ONU poderiam ser vencidos, caso fossem feitas mudanças nela. O que acha?

Ajudarão as Mudanças?

Cyrus R. Vance, ex-embaixador dos EUA perante as conferências de paz de Paris, disse recentemente: “Entramos definitivamente numa nova fase na história das Nações Unidas. Este é um tempo absolutamente crítico de se tentar transformar a organização no que ela deve ser, se este há de ser o mundo da espécie que devia ser.”

Fornecem a resposta as mudanças da ONU? Considere a que foi feita durante a Guerra da Coréia, no início dos anos 1950. Naquele tempo, adotou-se uma resolução que tornava um voto de dois terços na Assembléia-Geral suficiente para anular um veto de um dos membros do influente Conselho de Segurança. Cria-se que esta modificação no procedimento eliminaria qualquer tentativa, por parte de um membro do Conselho de Segurança, de impedir os esforços pacificadores das Nações Unidas.

Realmente, tal mudança não foi suficientemente drástica, como provou a história posterior. Numa crise, verificou-se que um voto de dois terços usualmente não podia ser obtido para anular um veto. A influência de uma grande nação no Conselho de Segurança exerce grande efeito sobre como votam os membros da Assembléia-Geral.

Os esforços de solucionar a recente crise indiano-paquistanesa foram frustrados por um veto no Conselho de Segurança. Isto moveu o Ministro do Exterior paquistanês a clamar, numa sessão deste conselho: “Fomos frustrados pelo veto. Construamos um monumento ao veto. Construamos um monumento à impotência e à incapacidade.”

Bem, há qualquer esperança de que sejam feitas verdadeiras mudanças para melhorar a ONU, O que mostra o registro passado, Em 1966, um editorial da publicação de Washington, D. C., Human Events, avisava que “apenas a reforma drástica salvará [as Nações Unidas] da sorte da Liga das Nações [que fracassou em 1939]”. Em 1970, esse brado ainda era soado, pois o Times de Nova Iorque publicou um artigo intitulado “Brado a Favor da Reforma da ONU”. Pedia a consideração de “como [as Nações Unidas] podem ser melhor desmanteladas e reconstituídas”.

Adicionalmente, os comentários feitos por este mesmo jornal, no fim da vigésima sexta sessão da ONU, em dezembro de 1971, não são muito esperançosos. “Não havia ninguém, no fim da sessão, que pudesse honestamente dizer que se havia dado início a um nôvo começo promissor. . . . Havia a forte sensação de que as Nações Unidas continuariam, como têm feito no passado, a ocupar-se de questões secundarias, mas que continuariam paralisadas ou ignoradas pelas grandes potências quando grandes questões se acham envolvidas.”

Por que não são feitas mais significativas mudanças? J. Russell Wiggins, antigo embaixador dos EUA perante as Nações Unidas, responde: “Os esforços de alterar o sistema criariam problemas ainda maiores.” É óbvio que as Nações Unidas não estão melhorando. Antes, para muitos, parecem caminhar para a desintegração.

O Que Dizer de Suas Consecuções?

No campo dos serviços especializados, as Nações Unidas têm feito algumas contribuições notáveis. Acham-se entre estas a educação, a saúde, a ajuda aos pobres, o desenvolvimento da agricultura e da indústria.

Tais realizações, contudo, quando comparadas à magnitude dos problemas do mundo, reduzem-se à insignificância. A pobreza, a doença e a fome talvez tenham sido combatidas, mas estão longe de desaparecerem. Em 1965, a revista Saturday Review queixava-se de que a ONU “tem dificuldades de cruzar o fosso que separa as nações que ‘têm’ das que ‘não têm’. É triste dizer que o fosso aumenta mais a cada dia”. E, se recapitular as notícias da imprensa do ano passado sobre fome, pobreza e doença que afligem a Índia, o Paquistão e certas nações Africanas, poderia afirmar que tal fosso ainda não está sendo cruzado.

Há aqueles que afirmam que uma grande consecução da ONU é que impede o irrompimento de grande guerra. Isto se dá porque a ONU fornece um lugar para os homens discutiram as coisas. E, como Winston Churchill certa vez disse: “É melhor bronquear de lado a lado do que guerrear.” Ao passo que isso talvez pareça razoável, o antigo secretário-geral U Thant certa vez avisou que as Nações Unidas caminhavam para se tornar “mero fórum de debates, e nada mais”.

Um conceito realista da história do mundo nos últimos vinte e sete anos de existência da ONU mostra que com muita freqüência houve tempos em que se achou que era melhor e mais eficaz a guerra do que o debate. As nações-membros, em diferentes partes do mundo, marcharam para o campo de batalha, ao invés de para a mesa de conferência. Com efeito, desde 1945, o ano em que nasceram as Nações Unidas, calcula-se que cerca de cinqüenta e cinco guerras foram travadas, inclusive a terceira maior na história dos EUA.

Também dá em que pensar o fato de que, desde então, segundo certa fonte, mais de trezentas revoluções, insurreições, golpes, rebeliões e sublevações ocorreram em todo o mundo. É preciso muito mais do que apenas a discussão.

Quão Eficazes São Suas Sessões?

Mitchell Sharp, Secretário de Estado do Canadá para os assuntos estrangeiros, queixou-se da tremenda quantidade de discursos dados na ONU. Disse que a organização se estava afogando num mar de palavras.

Antigo primeiro-ministro do Canadá, Lester Pearson, concordou, e acrescentou que as Nações Unidas estão sufocando-se em seus próprios documentos”. Soa isso como se suas sessões fossem eficazes?

Como tudo isto pode impedir os esforços de resolver uma crise foi demonstrado nas sessões realizadas para se considerar a guerra indo-paquistanesa. O então delegado paquistanês Zulfikar Ali Bhutto, disse: “O Conselho de Segurança, creio eu, tem-se excedido na arte de obstrução parlamentar. Com certo cinismo, observei ontem uma hora inteira ser desperdiçada em decidir-se se os membros estariam prontos para reunir-se às 9,30 da manhã, ou se o descanso e o desjejum exigiram que se reunissem às 11 horas.” Durante esse tempo, centenas de pessoas morriam na guerra.

Pouco mais de uma semana antes disso, uma disputa séria irrompeu, provocando a interrupção duma reunião da ONU. Um delegado gritou e apontou o punho fechado ameaçadoramente em direção ao Subsecretário-Geral, exigindo o direito de falar antes de outro delegado queria apresentar um relatório. Tiveram de ser separados antes de serem trocados golpes. Por certo, incidentes como esse não geram respeito e confiança nesta corporação mundial.

Ais Financeiros

O orçamento das Nações Unidas para 1971 foi de cerca de Cr$ 5.700 milhões. Mas, não conseguiu arrecadá-lo. Segundo certo relatório, a corporação mundial tem Cr$ 1.134 milhões de dívidas. Agora, uma vez expulsa a China Nacionalista, a situação não melhorou, pois seu débito de cento e oitenta milhões de cruzeiros provavelmente não será pago pelos chineses comunistas. Ademais, o número de não-pagadores e de pagadores vagarosos aumenta entre as 132 nações-membros.

Recentemente, houve tempos em que a ONU teve de solicitar empréstimos de fundos fiduciários ou de contas especiais apenas para pagar seu funcionalismo. O que aumenta as dificuldades financeiras é que certas nações se recusam a financiar as ações com as quais não concordam. Elas não sentem obrigação alguma de apoiar financeiramente algo contra o qual votaram. Se continuaram tais problemas financeiros, a ONU caminhará para o desastre econômico.

Para Onde Realmente Vão?

A situação em que se acham hoje as Nações Unidas é desoladora. Há pouca esperança de melhora. Como observou certo escritor: “Enquanto a ONU for composta de homens com as limitações inerentes à mente humana, ela falará de paz e se preparará para a guerra.”

O falecido Adlai Stevenson descreveu o problema da seguinte forma: “A questão central é se a assembléia maravilhosamente diversificada e dotada de seres humanos nesta terra realmente sabe dirigir uma civilização.” A resposta é obviamente Não.

Por que isto se dá? Porque Jeová Deus não criou o homem com a habilidade de governar sua própria espécie. Precisa que Deus faça isso por ele. É por isso que as tentativas do homem de fazê-lo estão enfrentando tantas dificuldades. E isto também ajuda-nos a avaliar para onde vai realmente a ONU e por quê!

Aos olhos de Deus, a ONU representa o desafio deste mundo a Ele e ao governo celeste que ele estabeleceu para governar esta terra, seu reino por Cristo. A ONU tenta assim fazer o que apenas Deus pode e fará, a saber, trazer a verdadeira fraternidade, a paz e segurança permanentes à terra. Por causa de seu desafio a ele, caminha para a destruição às mãos dele. — Mat. 24:15; Rev. 17:8-11.

O que fará? Onde porá sua confiança? Sua decisão envolve sua vida.

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