BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O Verbo — quem é ele segundo João?
    A Sentinela — 1963 | 1.° de abril
    • Parte 3

      O Verbo — quem é êle segundo João?

      1. (a) Quem foi João, e quem disse ele que era Jesus Cristo? (b) O que argumentam os ensinadores da Trindade que significa João 10:30?

      João, o filho de Zebedeu, da cidade de Betsaida, conhecia pessoalmente o Verbo. Ele diz-nos que este Verbo tinha estado com Deus nos céus, mas que se ‘fizera carne’, nascendo de uma virgem judia, na cidade de Belém, há quase dois mil anos. João o identificou como Jesus Cristo, o Filho de Deus, e se tornou um dos seus doze apóstolos. Hoje em dia há pessoas que usam o que João escreveu sobre o Verbo para argumentar que Jesus Cristo era mais do que Filho de Deus, que era o próprio Deus e que se tornou Deus-Homem. As palavras de Jesus que os que advogam a Trindade usam para argumentar que o próprio Jesus pretendeu ser Deus se acham em João 10:30, que diz: “Eu e meu Pai somos um.” (VB) Contudo, a palestra que prosseguiu entre Jesus e os judeus provou que ele absolutamente não tinha dito que era Deus. Jesus explicou: “Eu disse Sou Filho de Deus.” (João 10:36, VB) Mas se ele não era o próprio Deus, como é que podiam, ele e o Pai, ser um?

      2, 3. O que foi que os judeus queriam que Jesus lhes dissesse, e o que foi que Jesus respondeu juntamente com as palavras de João 10:30?

      2 Jesus lhes tinha proposto uma parábola ou ilustração na qual falou de si mesmo como o Bom Pastor e de seus seguidores como ovelhas. Os judeus se aproximaram então e disseram: “Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente.”

      3 Jesus respondeu que as suas obras falavam por ele: “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.” — João 10:24-30, ALA.

      4. For que não se refere esta unidade a uma Trindade segundo ensinam os clérigos?

      4 Como eram um? Um em corpo, um em identidade, um para comporem juntos um só Deus, um como membros de uma trindade ou um Deus três-em-um, sendo o Espírito Santo a terceira pessoa? Não! Pois se pertencessem a uma trindade ou Deus trino, então, os dois não seriam um, mas apenas dois terços, visto que uma trindade precisa ter três Pessoas, a saber: “Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.”

      5. Como eram eles um em conexão com o Pai e o Filho, e como eram um no testemunho?

      5 Ao contrário de uma trindade, Jesus e seu Pai eram um, estando de acordo um com o outro, como Pai e Filho. Jamais houve desacordo entre eles. O testemunho do Pai e o testemunho do Filho estavam de acordo. Jesus, o Filho, disse aos judeus: “O Pae que me enviou, está commigo. Na vossa Lei está escripto que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu dou testemunho de mim, e meu Pae que me enviou, também dá testemunho de mim.” (João 8:16-18, VB) Assim Jesus falou de si e do seu Pai como duas pessoas distintas. Portanto, neles, os judeus tinham testemunho suficiente, visto que se exigia o depoimento de pelo menos duas testemunhas. Embora fossem duas pessoas distintas, no entanto, o Pai e o Filho eram um no depoimento ou testemunho, porque ambos os depoimentos estavam de acordo.

      6, 7. (a) Segundo o profeta Ezequiel, que arranjo de pastoreio prometeu Jeová colocar sobre suas ovelhas? (b) Como Jesus e o Pai eram um com relação a estas ovelhas?

      6 O Pai e o Filho também eram um no cuidar das ovelhas. Há muito tempo Deus tinha prometido colocar um pastor fiel sobre suas ovelhas. Em Ezequiel 34:23, 24 (ALA) Deus disse: “Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de ]pastor. Eu, o SENHOR [Jeová], lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, O SENHOR, [Jeová, o disse.” Assim, Jeová Deus suscitou seu Filho, Jesus Cristo, como descendente do Rei Davi, a fim de cumprir a sua profecia referente a “um só pastor” semelhante ao Rei Davi.

      7 O Pastor, Jesus, disse que não deixaria o inimigo lupino arrebatar as ovelhas de sua mão. Tampouco o Pai, que deu estas ovelhas ao Filho, deixaria o inimigo arrebatá-las de suas mãos. O Pai e o Filho estavam de acordo quanto à proteção e preservação das ovelhas. Eles tinham um propósito em comum, o de ficarem com estas ovelhas, não para matá-las, mas para salvá-las, a fim de que vivessem eternamente. Portanto, nestes interesses comuns, o Pai e o Filho eram um. Foi por isso que Jesus disse que fazia as coisas em ‘nome do Pai’. Na sua ocupação, ele atuava como um agente do seu Pai, como um representante do seu Pai.

      8. Como eram um com relação à vontade que devia ser feita?

      8 Provando que sempre eram como um e nunca em desacordo, Jesus disse: “Eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:38-40, ALA) Ele não falhou àquela vontade de Deus, mas viveu cumprindo-a fielmente. Disse ele: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”

      9. Como eram um com relação ao tomar Iniciativa na ação?

      9 Jesus nunca fez alguma coisa independentemente do seu Pai, mas sempre se manteve em união com ele. “Eu nada posso fazer de mim mesmo”, disse Jesus, ‘na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo porque não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.” (João 5:30, ALA) Não revela isto perfeita união entre Pai e Filho? Mas esta unidade não fez que Jesus dissesse: Eu sou Deus; e sou meu Pai.

      10, 11. Que oração de Jesus ao seu Pai esclarece a espécie de unidade existente entre eles?

      10 Que esta é a espécie de unidade que há entre Jesus Cristo e Jeová Deus ficou comprovado pela sua própria oração ao seu Pai celestial, em favor das suas ovelhas. Nesta oração, Jesus não fala de si como Deus, mas diz ao seu Pai:

      11 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vieram a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo crera que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste, e os amaste como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.” — João 17:3, 6, 20-24, ALA.

      12. (a) Por que Jesus não quis dizer que ele e seu Pai eram “um em substância”? (b) O que mostra que Jesus não se classificou como Deus?

      12 Nesta oração ao seu Pai celestial, Jesus chamou-o de “único Deus verdadeiro” e disse: “Como és tu, ó Pai, em mim, e eu em ti”, e, “sejam um, como nós o somos”. Será que Jesus quis dizer que ele e o seu Pai eram um Deus, ou duas Pessoas de um Deus trino, sem nem mesmo mencionar a terceira Pessoa deste Deus? Disse Jesus, segundo os trinitários, que ele e seu Pai eram “um em substância”? Como poderia ser isto, visto que Jesus, sendo substância de carne na ocasião, dirigiu a sua oração a Deus, que é espírito? (João 4:24) Chamando seu Pai de “o único Deus verdadeiro”, ele se excluiu de ser Deus ou mesmo parte ou Pessoa de Deus. De outro modo, o Pai não seria o “único Deus verdadeiro”. A palavra “único”, segundo o dicionário, significa: “Que é só um; de cuja espécie não há outro; exclusivo; excepcional; a que nada é comparável; superior a todos os outros.” Segundo Jesus, seu Pai não só era o “verdadeiro Deus”, mas também o “único” Deus. Nas suas próprias palavras, Jesus não se classificou como Deus.

      13. Quem foi que deu a Jesus homens que tinham saldo do mundo?

      13 Quando Jesus disse que seu Pai, “o único Deus verdadeiro” lhe tinha dado discípulos saídos do mundo, ele não quis dizer que ele, como Deus, lhe tinha dado alguma coisa a si mesmo. Alguns dos apóstolos que Jesus englobara na sua oração, tinham sido discípulos de João Batista, mas João os entregou a Jesus que, como Noivo, tinha direito sobre a classe da Noiva. Jesus, porém, falou de todos os seus discípulos, não como uma dádiva dele para si mesmo, mas como uma dádiva de seu Pai celestial, “o único Deus verdadeiro”. “Tu mos confiaste.”

      14. (a) Se existisse uma Trindade, o que significaria os discípulos de Jesus se tornarem um com ele e seu Pai? (b) Em que sentido, portanto, são um os discípulos?

      14 Além disso, Jesus não falou apenas de si e de seu Pai serem um, mas de todos os discípulos serem um: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nos; . . . para que sejam um; como nós o somos.” Ao orar para que os discípulos ‘fossem um’ neles, certamente, Jesus não quis dizer que os seus discípulos fossem incorporados em uma trindade, de modo que a Trindade fosse aumentada de três membros ou Pessoas para cento e quarenta e quatro mil e três, para, não ser mais daí em diante um Deus três-em-um, mas muitos-em-um. Isto é ilógico! Jesus disse que, assim como ele e seu Pai eram um, assim também os seus discípulos fossem um. Como são um os discípulos? Não um Deus; não um indivíduo com muitas pessoas. Não, mas um na crença de um só Deus e no nome daquele que Deus enviou; um na espécie de fruto que produzem pelo mesmo espírito; um na espécie de trabalho; um na harmonia e no acordo entre eles; um no mesmo propósito e objetivo, que é vindicar Jeová como “o único Deus verdadeiro” e a salvação da família humana mediante Jesus Cristo, para a glória de Deus.

      15. (a) Nesta base, por que Jesus e seu Pai não são um em sentido trinitário? (b) Como é que todos os discípulos são um com o Pai e o Filho?

      15 São também um em família, uma vez que todos estes discípulos são gerados por Deus para se tornarem filhos espirituais de Deus, tornando-se assim irmãos de Jesus Cristo. Visto que a maneira em que todos estes discípulos são um é a maneira em que o Pai celestial e o Filho, Jesus Cristo, são um, então, o Pai e o Filho não são um Deus em mais de uma Pessoa. O Pai celestial permanece “o único Deus verdadeiro”, e Jesus Cristo, a quem ele enviou, continua sendo o Filho do “único Deus verdadeiro”. Todos os 144.000 discípulos de Jesus Cristo, gerados pelo espírito santo, são um com o Pai e com o Filho, estando em união com eles numa harmoniosa relação familiar especial.

      “EU SOU”

      16, 17. (a) Que outro texto que envolve Abraão, citam os trinitaristas para provar seu argumento? (b) O que diz a edição bíblica de Drioux sobre esta expressão, e, também, o que diz a edição de Knox?

      16 Há outro texto nos escritos de João que os trinitaristas citam para argumentar que os escritos de João ensinam que Jesus é Deus. Peste se encontra no argumento de Jesus com os judeus, registrado em João 8:56-58 (ALA). “Vosso pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se. Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste a Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: Antes que Abraão existisse, eu sou.”

      17 Referente a esta expressão, o comentário da edição da Bíblia Sagrada de Abbé Drioux, diz: “Antes que Abraão fosse, eu sou, de fato, Deus eterno, antes de Abraão nascer.”a A tradução da Bíblia do Monsenhor Ronald A. Knox diz, no pé dai página: “Versículo 58. ‘Eu sou’; aqui parece que o nosso Senhor reclamou explicitamente um título Divino, compare-se com Êxodo 3:14.”b Por isso, voltamo-nos para Êxodo 3:14 (Maredsous) que diz: “Deus respondeu a Moisés: ‘EU SOU AQUELE QUE É’. E ajuntou:‘Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) EU SOU envia-me junto de vós’.” Mas a versão Brasileira diz: “Disse Deus a Moysés: EU SOU O QUE SOU; e accrescentou: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU enviou-me a vós.”

      18. (a) Como foi usada a expressão “EU SOU” em Êxodo 3:14? (b) Que traduções modernas de João 8:58 não indicam Jesus pretendendo ser Jeová Deus?

      18 A expressão “EU SOU” é empregada ali como um título ou um nome, e em hebraico esta expressão é uma só palavra: Ehyéh (אהיה). Era Jeová Deus quem falava com Moisés e o enviava aos filhos de Israel. Pois bem, então em João 8:58 Jesus estava pretendendo ser Jeová Deus? Não segundo as Bíblias de muitos tradutores modernos, conforme provarão ás seguintes citações: Moffatt: “Eu tenho existido antes de Abraão nascer.” Schonfield e Uma Tradução Americana: “Eu existia antes que Abraão nascesse.” Stage (Alemão): “Antes que Abraão viesse a existir, eu era.”c Pfaeffn (Alemão): “Antes que houvesse um Abraão, eu já estava lá!”d George M. Lamsa, que traduziu da Peshitta siríaca, diz: “Antes de Abraão nascer, eu era.” O Dr. James Murdock, que também traduziu da Versão Peshitta siríaca, diz: “Antes que Abraão existisse, eu era.” A Bíblia Sagrada, publicada pelo Centro Bíblico Católico de São Paulo, diz: “Antes que Abraão existisse, eu existia.” — 2.° edição, de 1960 da Bíblia Sagrada impressa pela Editora “AVE MARIA” Ltda.e

      19. (a) Em que língua Jesus falou isto aos judeus? (b) Como é que a versão destas palavras por tradutores modernos prova que Jesus não pretendia ser o grande “EU SOU”?

      19 Devemos lembrar-nos também que, quando Jesus falou com aqueles judeus, ele falou no hebraico dos seus dias, não no grego. Como Jesus disse João 8:58 aos judeus é, portanto, apresentado em traduções modernas de eruditos tradutores hebreus, que traduziram do grego para o hebraico da seguinte maneira: Do Dr. Franz Delitzsch: “Antes que Abraão fosse, eu tenho sido.”f De Isaac Salkinson e David Ginsburg: “Eu tenho sido, quando ainda não havia existido Abraão.”g Em ambas estas traduções, os tradutores usam duas palavras hebraicas, um pronome e um verbo, para a expressão: “Eu tenho sido”, a saber: aní hayíthi; eles não usam a palavra hebraica Ehyéh. Assim, eles não concluem que, em João 8:58, Jesus estivesse tentando imitar a Jeová Deus e dar a impressão de que ele próprio era Jeová, o EU SOU.

      20. (a) O que se pode dizer acerca da ocorrência da expressão grega, Egó eimí no capítulo 8 de João? (b) Por que não vertem muitos tradutores da Bíblia esta expressão em 8:58 do mesmo modo que vertem em outros textos?

      20 Em que língua escreveu João o seu relato da vida de Jesus Cristo? Em grego, não em hebraico; e no texto grego, a expressão controversial é Egó eimí. Sozinha, sem nada mais à sua frente, Egó eimí significa “eu sou”. Ora, a expressão Egó eimí aparece também em João 8:24 28; e nestes versículos a Versão Autorizada ou Rei Jaime e a Versão Douay, ambas em inglês, e outras vertem a expressão do seguinte modo: “Eu o sou”, sendo o pronome o grifado para indicar que fora acrescentado ou inserido. (AV; AS; Yg) Mas, em João 8:58, estas versões não vertem a mesma expressão em “eu o sou”, mas em “eu sou”. Evidentemente queriam fazer parecer que Jesus não se referia apenas à sua existência, mas que estava dando a si mesmo um título que pertence a Jeová Deus,h imitando Êxodo 3:14.

      21. (a) Usa a tradução grega de Êxodo 3:14 na Septuaginta a expressão “Egó eimí” para o nome de Deus? (b) Portanto, como não podem interpretar os trinitaristas João 8:58?

      21 Quando escreveu João 8:58, o apóstolo não estava citando a Versão Septuaginta grega, uma tradução feita pelos judeus de Alexandria, Egito, que falavam grego, antes do nascimento de Cristo. Alguém que leia grego compare João 8:58 em grego com Êxodo 3:14 no grego da Septuaginta e notará que esta não usa a expressão Egó eimí em Êxodo 3:14 referente ao nome de Deus, quando Deus disse a Moisés: “EU SOU me tem enviado a ti.” A Septuaginta usa a expressão ho Ōn, que significa “O Ser” ou “Aquele que é”. Este fato é claramente indicado na tradução de Êxodo 3:14 da Septuaginta grega para o inglês, feita por Bagster, que diz: “E Deus falou a Moisés, dizendo, eu sou O SER [ho Ōn]; e ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel, O SER [ho Ōn] tem-me enviado a vós.” Segundo a tradução de Êxodo 3:14 da Septuaginta grega para o inglês, feita por Charles Thomson, diz: “Deus falou a Moisés, dizendo, eu SOU O EU SOU [ho Ōn]. Ainda mais, disse ele: Assim dirás aos filhos de Israel: O EU SOU [ho Ōn] me enviou a vós.”i Assim a comparação de dois textos gregos, o da Septuaginta e o de João 8:58, remove toda a base para os trinitaristas argumentarem que Jesus, em João 8:58, estava tentando aplicar Êxodo 3:14 a si mesmo, como se ele fosse Jeová Deus.

      22, 23. (a) Como é usada e aplicada a expressão ho Ōn em outras partes dos escritos de João? (b) O que, portanto, dizia simplesmente Jesus em João 8:58?

      22 Ah, sim, a expressão grega, ho Ōn, realmente ocorre nos escritos do apóstolo João. Ela ocorre no texto grego em João 1:18; 3:13 (RJ; Yg), 31; 6:46; 8:74; 12:17; 18:37, mas não como um título ou nome. Por isso, em quatro destes versículos ela se aplica, não a Jesus, mas a outras pessoas. Outrossim, em Revelação ou Apocalipse, o apóstolo João realmente usa a expressão ho Ōn cinco vezes como título, a saber, em Apocalipse 1:4, 8; 4:8; 11:17; 16:5. Mas em todas estas cinco vezes, a expressão ho Ōn se refere a Jeová Deus, o Todo-poderoso, e não ao Cordeiro de Deus, o Verbo de Deus.

      23 Por exemplo, em Apocalipse 1:4,8 (ALA) lê-se: “João, às sete igrejas que se encontram na Ásia: graça e paz a vós outros da parte daquele que é [ho ōn], que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono.” “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é [ho ōn], que era e que há de vir, o Todo-poderoso.” Apocalipse 4:8 aplica ho ōn ao Senhor Deus Todo-poderoso no seu trono celestial, e Apocalipse 5:6,7 mostra que o Cordeiro vem a ele mais tarde. Apocalipse aplica ho ōn ao Senhor Deus Todo-poderoso, quando ele assume o poder e domina como Rei. Apocalipse 16:5 aplica ho ōn ao Senhor Deus, quando ele atua como Juiz. Portanto, João 8:58 não fornece prova à clarezia sobre a existência de um “Deus trino”, pois naquele versículo, segundo traduzido corretamente pelo Dr. James Moffatt, Uma Tradução Americana, em inglês, e por outros, Jesus disse apenas que ele tivera uma existência pré-humana no céu, junto com seu Pai, e que esta existência pré-humana tinha iniciado antes que Abraão nascesse.

      SEMELHANTE, PORÉM SUBORDINADO

      24. Como argumentam os trinitaristas com João 14:9, mas o que quis dizer Jesus com as palavras: “Quem me vê a mim, vê o Pai”?

      24 Mas, objetam os trinitaristas, não estará esquecendo o que Jesus disse a Filipe? O que foi que ele disse? O seguinte: “Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim, vê o Pai.” (João 14:9, ALA) Ah, sim, mas está longe de Jesus dizer ‘eu sou o Pai’. Jesus acabara de dizer a Filipe e aos demais apóstolos fiéis que ele ia para o Pai; e, assim, como poderia Jesus dizer no mesmo fôlego que Filipe, quando olhava para Jesus estava olhando para o Pai? Jesus não podia querer dizer isto, pois ele distingui-se do Pai, quando disse: “Crede em Deus, crede também em mim.” (João 14:1, ALA) Por que a expressão “também em mim”, se Jesus fosse o próprio Deus? Filipe pediu a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai”, e Jesus respondeu que isto era o que ele tinha estado a fazer todo o tempo, a saber, mostrando-lhes o Pai. Ele tinha estado a explicar quem era o seu Pai celestial. Ele tinha estado a mostra-lhes como era o seu Pai celestial. Ele tinha imitado o seu Pai. Ele era semelhante ao seu Pai, tanto assim que, quando alguém via a Jesus, era como se estivesse vendo o seu Pai.

      25, 26. (a) Em face de João 1:18, por que não quis Jesus dizer que os apóstolos estavam olhando para o Pai? (b) O que foi que Jesus disse aos judeus em João 5:37, provando que Jesus não é Deus?

      25 Por dizer: “Quem me vê a mim, vê o Pai”, Jesus não queria dizer que os apóstolos estivessem vendo Deus, Aquele a quem Jesus se dirigia ou de quem falava como Pai. Muitos anos depois que Jesus disse aquelas palavras, o apóstolo João escreveu: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. . . . a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (João 1:14,17,18, ALA) Por assim declarar Deus, o seu Pai, por explicá-lo, dando uma descrição dele e agindo como ele, Jesus produziu um efeito nos seus apóstolos que, ai vê-lo, viam também o Pai.

      26 Por isso Jesus disse aos judeus: “O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.” (João 5:37, ALA) Mas aqueles judeus viram realmente a forma de Jesus e ouviram a sua voz. Também, Jesus disse-lhes que se eles tivessem crido em Moisés eles creriam também nele; e Jesus sabia pelos escritos de Moisés que Deus lhe tinha dito no Monte: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha faze, e viverá.” (Êxo. 33:20, ALA) Mas aqueles judeus viam a Jesus e continuavam vivendo, o que provava que Jesus não era Deus. Portanto, João 14:9 também não fornece prova de que Jesus é Deus.

      27. Como foi que Jesus se assemelhou a um aluno, e, portanto, em que posição se colocou ele com relação a Deus?

      27 Além disso, notamos que Jesus nunca falou de si mesmo como Deus ou chamou a si mesmo de Deus. Ele sempre se colocou abaixo de Deus e não igual a Deus. Ele se pôs na posição de discípulo de Deus, quando disse: “Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.” (João 8:28, ALA) Deus era o instrutor de Jesus, e Jesus, como aluno, não estava acima de seu Instrutor, Deus, nem era igual a ele. Jesus assim se classificou como os outros filhos da organização de Deus, Sião, sobre os quais ele disse: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.” (João 6:45, ALA; Isa. 54:13) Como discípulo ou aluno do seu Pai, Jesus aprendia continuamente dele.

      28. Portanto, como aprendiz, o que disse Jesus que fazia com relação ao seu Pai?

      28 Sobre isto João 8:25-27 (ALA) diz: “Respondeu-lhes Jesus: . . . aquele que me enviou é verdadeiro, de modo que as cousas que dele tenho ouvido, essas digo ao mundo. Eles, porém, não atinaram que lhes falava do Pai.” Mais tarde Jesus disse àqueles judeus: “Procurais matar-me, Amim [um homem, grego: ánthropos] que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus [ho Theós]. Aos fiéis apóstolos, ele disse: “Tenho-vos chamado de amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” — João 8:40; 15:15, ALA.

      29. Assim, que ação disse Jesus que o Pai tomara com relação a ele, e o que prova isto com respeito à comparação de Jesus com Deus?

      29 Assim como uma pessoa que ouve, que PE ensinada, Jesus falou repetidas vezes de si mesmo como tendo sido enviado pelo seu Pai celestial. Por exemplo, em João 12:44, 45, 49, 50 (ALA) se diz: “E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Por que eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As cousas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo.” O próprio fato de que ele tinha sido enviado prova que não era igual a Deus, mas menor que o seu Pai.

      30. Como foi que Jesus, na regra que ele próprio declarou, indicou que não era tão grande como seu Pai?

      30 Isto envolve a própria regra de Jesus, segundo declarou aos seus apóstolos: “O servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” (João 13:16, ALA) Assim como Deus era maior do que Jesus ao enviá-lo, assim Jesus era maior do que os seus discípulos ao enviá-los. Jesus fez esta comparação, quando lhes disse: “Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21, ALA) Assim, o Maior envia o menor.

      31. Assim, o que lhe servia de alimento, embora estivesse faminto fisicamente?

      31 Jesus, sendo enviado como mensageiro, não veio para fazer a sua própria vontade ou agradar a si mesmo segundo a carne. Ele veio fazer a vontade do Maior que o havia enviado. Fez a vontade de Deus mesmo quando estava faminto fisicamente, dizendo: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” — João 4:34, ALA.

      32. De onde Jesus foi enviado, e, assim, onde era ele menor que Deus?

      32 Jesus não tinha sido enviado pela primeira vez quando estava na carne sobre a terra, ele tinha sido enviado do céu. Em prova disto ele disse: “Eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu.” (João 6:38,39, ALA) Assim, até mesmo no céu Jesus era menor do que seu Pai. Durante o tempo que Jesus tinha para isso, ele continuou fazendo a vontade do seu pai, seu Enviador. Disse ele: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (João 9:4, ALA) Tudo isto prova que Jesus não era o Deus, cuja vontade devia ser feita, mas o menor do que Deus, fazendo a vontade divina.

  • A fonte de sua vida
    A Sentinela — 1963 | 1.° de abril
    • Parte 4

      A fonte de sua vida

      33. (a) Como Filho, o que prestou Jesus ao seu Pai? (b) Até que ponto vai a honra que Jesus disse que todos os homens devem prestar ao Filho?

      VEM-SE avolumando as evidências dos próprios escritos de João de que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Isto em si mesmo argumenta que Jesus, como Filho, dependia de Deus e não era igual a Deus. O filho não é mais do que o pai, mas precisa honrar o pai segundo os mandamentos de Deus. Como Filho de Deus, Jesus disse: “Honro a meu Pai.” (João 8:49, ALA) Como então pode alguém dizer que ele se endeusava ou se igualava a Deus quando disse: “O Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento, a fim de que todos honrem o Filho, do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”? (João 5:22, 23, ALA) Com estas palavras, Jesus não nos estava dizendo que o honrássemos como se fosse o Pai ou Deus. Ele não nos disse que devíamos honrar ao Filho tanto quanto ao Pai.

      34. Neste sentido, por que devia o Filho ser honrado, e quão honrado?

      34 Leia de novo as palavras de Jesus e veja por que ele disse que devia ser honrado assim como o Pai deve ser honrado. Jesus disse que o Pai o havia nomeado Juiz, para atuar como deputado ou representante de Deus, o Juiz Supremo. Portanto, visto que Deus o nomeara Juiz, o Filho merecia ser honrado. Honrando o Filho, nós respeitamos o fato de Deus o ter nomeado Juiz. Se não honrarmos o Filho como Juiz, então não honraremos “o Pai que o enviou”. Mas isto não significa que honramos ao Filho como sendo o próprio Deus nem que honramos o Filho tanto quanto ao próprio Deus que o enviou.

      35. (a) Quem foi que honrou a Jesus, e até que ponto? (b) Quanto à grandeza, como se comparou Jesus com Deus e com Abraão?

      35 Até mesmo Deus, o Pai, não honrou nem glorificou o Filho como sendo igual a ele. Mas Deus realmente honrou ou glorificou ao Filho, Jesus Cristo, mais do que todos os outros filhos. Pois então, aquele a quem Deus honra ou glorifica, nós também devemos honrar. Na realidade, Deus requer que assim façamos. O próprio Jesus disse: “Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é, quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus.” (João 8:54, ALA) O Pai de Jesus era o Deus dos judeus. Eles não consideravam Jesus um Homem-Deus ou o próprio Deus encarnado; e Jesus não pretendeu ser Deus. Jesus disse que Aquele que os judeus diziam ser o Deus deles era o que o honrava. Dai Jesus prosseguiu e declarou que não era tão grande como Deus, mas era mais que Abraão, porque tinha tido uma existência pré-humana no céu.

      36. O que significa o titulo “pai”, e o que deu apropriadamente o Pai celestial ao Filho de Deus?

      36 O título “pai” se refere ao genitor masculino dos pais, e o genitor masculino é o progenitor, o autor ou fonte, o que gera ou produz descendência. Visto que Deus era o Pai de Jesus, dependia também Jesus de Deus para viver? Unicamente as próprias palavras de Jesus podem dar uma resposta convincente a esta pergunta. Note agora as seguintes palavras de Jesus: “Os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:25, 26, ALA) Deus, como Pai, é a Fonte da vida; e ele dá ao Filho o privilégio de ter vida em si mesmo. Agora podemos compreender o que João 1:4, 5 (ALA) diz referente ao Verbo ou Logos: “A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”

      37. De quem e mediante quem vem a luz que Ilumina os homens?

      37 A luz que ilumina os homens que estão submergindo-se na escuridão da morte procede do Pai, a Fonte, mediante o Filo, o canal. O Filho recebeu vida do Pai. Por isso, o apóstolo Pedro podia dizer corretamente ao seu Mestre, Jesus Cristo: “Senhor, para quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna; e nós cremos e sabemos que tu és o Cristo Filho de Deus.” — João 6:68, 69, Negromonte.

      38. Como foi que Jesus comparou a origem da sua própria vida com a dos que obtém a vida mediante se alimentar dele pela fé?

      38 Quando falava a seu respeito como sendo um sacrifício humano que seria oferecido pela vida dos homens crentes, Jesus indicou a origem de sua própria vida, dizendo: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo pai; também quem de mim se alimenta, por mim viverá.” (João 6:56, 57, ALA) Os que se alimentam e vivem por Jesus, vivem mediante ele. Assim também Jesus vive mediante Deus. Assim, se o Pilho fosse coeterno com o Pai e não tivesse princípio de vida como poderia ele dizer verazmente: “Eu vivo pelo Pai”? Jesus era realmente um Filho de Deus, visto ter recebido vida de Deus Ele recebeu vida de seu Pai celestial, assim como uma pessoa que se alimenta com o sacrifício humano de Jesus mediante a fé recebe vida mediante Jesus e vive por ele. Se não fosse o sacrifício humano de Jesus, não se poderia viver para sempre no novo mundo de Deus. Assim, se, não fosse Deus, o Filho nunca teria vivido.

      39, 40. (a) De que dependia Jesus para continuar vivendo? (b) Como foi que o depender Jesus de Deus para viver foi demonstrado miraculosamente de outra maneira?

      39 Jesus, para continuar vivendo, depende de sua obediência a Deus, seu Pai. Mui apropriadamente, então, quando Jesus foi tentado pelo Diabo para que fizesse as pedras virarem pães depois de estar quarenta dias de jejum, Jesus aplicou a si mesmo as palavras do profeta Moisés: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca, de Deus.” (Mat. 4:4, ALA) Depender Jesus de Deus, o Pai, para viver é indicado também de outro modo. Como? No fato de Deus ter ressuscitado seu Filho, Jesus, dos mortos no terceiro dia depois de ele ter deposto a sua vida humana em sacrifício.

      40 Em João 5:21 (ALA) Jesus falou do poder de Deus ressuscitar os mortos e de dar-lhes vida, dizendo: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer.” Jesus não ressuscitou a si mesmo dos mortos; ele dependia do seu Pai imortal no céu, para tirá-lo da morte. No terceiro dia apos a sua morte sacrificial, Deus ressuscitou seu Filho e deu-lhe vida novamente, e d Filho a recebeu, aceitou-a ou a tomou de novo. Foi justamente o que Jesus tinha dito: “Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” — João 10:17, 18, ALA.

      41. Como e por que depôs Jesus a sua vida, e como a reouve ele?

      41 Jesus entregou a sua vida (grego: psykhé; alma). Naturalmente foram os soldados romanos que o mataram no Calvário, mas Jesus permitiu que assim fizessem, e isto em harmonia com a vontade de seu Pai ou pelo mandamento que o Pai dera a Jesus. Jesus reouve a sua vida, não que ele retirasse do altar o seu sacrifício humano ou que ele ressuscitasse a si mesmo para a vida, mas que no terceiro dia Deus ordenou que Jesus saísse dentre os mortos. Jesus fez isto mediante aceitar ou receber vida das mãos do Pai, pela autoridade de Deus. Foi como Jesus dissera: “Tenho autoridade . . . para reavê-la. Este mandamento recebi do meu Pai.” — ALA.

      42. Conforme Jesus disse a João, como é ele “o primeiro e o último”?

      42 Jesus vive novamente no céu. Depois de ter voltado para seu Pai, Jesus apareceu em visão ao apóstolo João e disse: “Eu sou o primeiro e o último, e o que vivo; fui morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do Hades:” Ele foi o primeiro e o último ria questão da ressurreição, pois João fala a respeito dele como “Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos, . . . Aquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados”. (Apo. 1:17, 18, 5, NTR) Ele foi o primeiro sobre a terra a quem Deus ressuscitou dos mortos para viver “pelos séculos dos séculos”. Foi também o último a quem Deus ressuscitou diretamente, pois agora Deus deu ao ressuscitado Jesus o poder de abrir as “chaves da morte e do Hades”. Por isso, durante o seu reinado, Jesus, o Juiz, ressuscita e dá vida s quem ele quiser.

      43. (a) Qual é o argumento dos trinitaristas quanto ao significado de Apocalipse 3:14? (b) Mas, sobre a obra da criação de quem calava Jesus ali?

      43 Tudo isto nos ajuda a compreender o verdadeiro significado daquilo que o ressuscitado Jesus mandou que João escrevesse á congregação de Laodicéia, na Ásia Menor. Disse Jesus: “Estas cousas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da criação de Deus.” (Apo. 3:14, ALA)a Os trinitaristas argumentam que isso significa que Jesus Cristo é o Iniciador, o Originador ou a Origem da criação de Deus; eles podem apontar traduções da Bíblia tais como Uma Tradução Americana e a tradução de Moffatt, em inglês, que dizem: “A origem da criação de Deus.” Note a expressão: “Criação de Deus.” Isto, naturalmente, não significa criar Deus, pois Deus é incriado. Jesus disse “criação de Deus” e não “criação por mim”, como se ele estivesse falando de coisas criadas por ele. Jesus falava de coisas criadas por outrem, isto é, das coisas criadas por Deus.

      44, 45. (a) Em que caso está a palavra “Deus” em grego — caso nominativo ou genitivo? (b) Segundo certos gramáticos, o que indica o chamado caso Genitivo Subjetivo?

      44 No texto grego, a palavra “Deus” [Theoũ] está no caso genitivo. Ora, no grego, bem como no português, o caso genitivo pode ter diversas relações ou conexões diferentes das que a palavra no caso genitivo tem com a pessoa ou coisa que ela modifica.

      45 Segundo o Dr. A. T. Robertson, ela pode ser genitiva de diversos modos, tais como Genitiva Possessiva, Genitiva Atributiva, Genitiva Subjetiva e Genitiva Objetiva.b Certa gramática grega explica a genitiva da fonte ou autoral, dizendo: “O Genitivo Subjetivo. Temos um genitivo subjetivo quando um substantivo no genitivo produz a ação, estando, portanto, relacionado como sujeito à idéia verbal do substantiva modificado. . . . A pregação de Jesus Cristo. Rom. 16:25.”c Outra gramática grega explica o sentido do genitivo subjetivo, dizendo: “O Sujeito de uma ação ou de um sentimento: . . . a boa vontade do povo (isto é, o que o povo sente).”d

      46. (a) Em que espécie de genitivo pode estar a palavra “Deus” em Apocalipse 3:14? (b) Qual é o pensamento expresso pela palavra “principio” em Provérbios 8:22 na Septuaginta grega?

      46 Assim, a expressão “a criação de Deus” pode significar a criação que Deus possui ou que pertence a Deus. Ou gramaticalmente também pode significar a criação produzida por Deus. Nos seus escritos o apóstolo João nos ajuda a saber qual é a espécie deste genitivo no grego. Outrossim, concordam os produtores do texto grego das Escrituras Cristãs que Apocalipse 3:14 citou ou emprestou as palavras gregas de Provérbios 8:22.e Provérbios 8:22, segundo traduzido por Charles Thomson, da Septuaginta Grega, diz: “O Senhor me criou, o princípio dos Seus caminhos, para as Suas obras.” A palavra “principio” ali (LXX Grega: arkhé) certamente não significa Principiador, a Origem ou Originador. Significa claramente o primeiro ou a origem das atividades criativas de Deus. O mesmo pensamento é expresso em Apocalipse 3:14, coxa relação ao “princípio da criação de Deus”. Portanto, a palavra “Deus” deve estar no Genitivo-Subjetivo.

      47. (a) Quando foi que houve uma interrupção na vida do Verbo? (b) Como então foi Jesus Cristo o “principio da criação de Deus”?

      47 João citou as palavras de Jesus que dissera ter recebido a sua vida do Pai, Deus. Tinha havido uma interrupção na sua vida, não quando “o Verbo se fez carne”, mas quando foi morto como homem e ficou morto por três dias. Então ele foi restaurado à vida pelo poder do Deus Todo-poderoso, para viver para sempre, imortalmente. Na sua ressurreição, Jesus Cristo era criação de Deus ou criação por Deus. Mas no princípio de todas as criações, Jesus foi uma criação de Deus, uma criatura produzida por Deus. Como o Verbo, “no princípio”, no céu, ele foi o primeiro a ser criado por Deus, “a criação principal de Deus”. (Yg) Usando-o como agente, Deus fez todas as outras coisas, segundo declarado em João 1:3. Ele não foi a Origem ou Originador da criação de Deus. Antes, ele foi o Primeiro das criações de Deus.

      48. (a) Por que se pode dizer que a Tradução do Novo Mundo traduz corretamente Apocalipse 3:14? (b) A quem atribuem os escritos de João toda a criação?

      48 A Tradução do Novo Mundo traduz corretamente Apocalipse 3:14 como o “princípio da criação por Deus”. Em todos os seus escritos o apóstolo João não aplica a Jesus Cristo o título Criador (Ktístes), mas atribui toda a criação ao “Senhor Deus Todo-poderoso, aquele que era, que é [ho ōn] e que há de vir”, ao que está sentado no seu trono celestial. Diz-se a ele: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apo. 4:8-11; 10:5, 6, ALA) O Verbo foi a primeira criação celestial de Deus.

      “SENHOR MEU E DEUS MEU”

      49. O que foi que aconteceu que fez o apóstolo Tomé dizer a Jesus: “Senhor meu e Deus meu”?

      49 Os professores da Trindade argumentarão que a Divindade de Jesus é comprovada pelas palavras do apóstolo Tomé, em João 20:28. Tomé tinha dito aos demais apóstolos que ele não acreditaria que Jesus tinha sido ressuscitado dos mortos enquanto ele não se materializasse na sua frente e o deixasse pôr o dedo na ferida dos pregos coro os quais Jesus tinha sido cravado na estaca e enquanto não tocasse no lado de Jesus, onde o soldado romano o tinha furado com a lança para certificar-se da morte de Jesus. Conseqüentemente, na semana seguinte Jesus reapareceu aos apóstolos e disse a Tome que fizesse o que ele tinha dito, a fim de que se convencesse. “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!” (ALA) No texto grego original, esta expressão reza literalmente, palavra por palavra: “O Senhor de mim e o Deus de mim.”

      50. Segundo o professor de grego, Moule, o uso do artigo definido o antes de Deus significa necessariamente que Jesus foi chamado o próprio Deus?

      50 Assim, os trinitaristas argumentam que ao expressar-se Tomé: “o Deus”, falando com Jesus, prova que Jesus era o próprio Deus, um Deus em três Pessoas. Entretanto, o Professor C. F. D. Moule diz que o artigo o antes do substantivo Deus pode não ser relevante quanto a significar isto.f A despeito disto, consideremos a situação da ocasião para nos certificarmos do que o apóstolo Tomé quis dizer.

      51. No dia da ressurreição de Jesus, que mensagem recebeu Tomé de Jesus, e, portanto, o que sabia Tomé referente a Jesus e sua adoração?

      51 Menos de duas semanas antes disto, Tome tinha ouvido Jesus orar ao seu Pai celestial e dizer: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3, ALA) Quatro dias depois daquela oração, ou no dia de sua ressurreição, Jesus enviou uma mensagem especial a Tome e aos outros discípulos por intermédio de Maria Madalena. “Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai; mas vai a meus irmãos, e dize-lhes: Subo para meu Pai, e vosso Pai, meu Deus, e vosso Deus, Foi Maria Madalena dar a nova aos discípulos: Vi o Senhor, e ele disse-me estas coisas.” (João 20:17, 18, So) Assim, Unto pela oração de Jesus como pela mensagem de Maria Madalena, Tome sabia quem era o seu próprio Deus. Seu Deus não era Jesus Cristo, mas seu Deus era o Deus de Jesus Cristo. Também, o seu Pai era o Pai de Jesus Cristo. Tomé, portanto, sabia que Jesus tinha um Deus a quem adorava, a saber, seu Pai celestial.

      52. Por que não devíamos entender erradamente as palavras de Tomé: “Senhor meu e Deus meu”?

      52 Como então podia Tomé, num êxtase de alegria por ver o ressuscitado Jesus pela primeira vez, expressar-se admirado e falar ao próprio Jesus como sendo o único Deus vivo e verdadeiro, o Deus cujo nome é Jeová? Como podia Tomé, pelo que disse, querer dizer que Jesus era o próprio e “único Deus verdadeiro” ou que Jesus era Deus representado na Segunda Pessoa da Trindade? Em vista do que Torne tinha ouvido sobre Jesus e do que o próprio Jesus lhe tinha dito, como podemos dar este significado às palavras dele: “Senhor meu e Deus meu”

      53. Por que Jesus não repreendeu Tomé por causa do que ele disse?

      53 Jesus teria repreendido Tomé se tivesse compreendido que Tome queria dizer que ele, Jesus, era “o único Deus verdadeiro” a quem Jesus tinha chamado de “meu Deus” e “meu Pai”. Certamente Jesus não assumiria um título de Deus, seu Pai, nem tiraria de Deus, seu Pai, a posição singular dele. Jesus não repreendeu Tomé como se estivesse dirigindo-se a ele de maneira errônea, pois ele sabia biblicamente o significado das palavras de Tomé. E o apóstolo João também o sabia.g

      54. Este ponto no registro de João deu-lhe uma excelente oportunidade para fazer o que referente a João 1:1?

      54 João estava lá e ouviu Tomé dizer “Senhor meu e Deus meu!” Disse João que a única conclusão que podíamos tirar as palavras de Tomé é que Jesus era Deus, “o único Deus verdadeiro” cujo nome é Jeová? (Sal. 35:23, 24) Esta teria sido uma excelente oportunidade de João explicar João 1:1 e dizer que Jesus Cristo, que era o Verbo feito carne, era o próprio Deus, que ele era o “Deus-Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade”. Mas foi esta a conclusão que João tirou? É a esta conclusão que João conduz os seus leitores? Ouça a conclusão a que João queria que chegássemos:

      55, 56. (a) Para persuadir-nos a crer o que referente a Jesus escreveu João as coisas no seu registro? (b) Portanto, a que conclusão chegamos com João até este ponto?

      55 “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram, e creram. Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registados para que creais.” Para que creiamos em quê? “Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” — João 20:29-31, ALA.

      56 No seu registro da vida de Jesus, João escreveu as coisas que nos persuadiriam a crer, não que Jesus é Deus, que Cristo é Deus ou que Jesus é “Deus-Filho”, mas que “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”. Os trinitaristas, de propósito, confundem as coisas dizendo “Deus-Filho”. Compreendemos, entretanto, a explicação de João como ele a deu, a saber: “Cristo, o Filho de Deus.” Nós chegamos à mesma conclusão que João chegou: que Jesus é o Filho daquele que Jesus chama de “meu Pai” e “meu Deus” no mesmo capítulo vinte de João: Portanto, Tomé não estava adorando á “Deus-Pai” e a “Deus-Filho” ao mesmo tempo como se fossem iguais num “Deus trino”.

      57. (a) Nas suas palavras “Deus meu” dirigidas a Jesus, o que estava Tomé reconhecendo referente ao Pai de Jesus? (b) Como é que os capítulos 4 e 5 de Apocalipse explicam o significado de João 14:28?

      57 Tomé adorava o mesmo Deus a quem Jesus Cristo adorava, a saber, Jeová Deus, o Pai. Por isso, se Tomé se dirigiu a Jesus como “Deus meu”, Tomé teve que reconhecer o Pai de Jesus como o Deus de um Deus, portanto, um Deus superior a Jesus Cristo, um Deus que o próprio Jesus adorava. Em Apocalipse 4:1-11 (ALA) dá-se uma descrição simbólica deste Deus, do “Senhor Deus Todo-poderoso”, que está no trono celestial e que vive para todo o sempre; mas no capítulo seguinte, em Apocalipse 5:1-8, Jesus é descrito como o Cordeiro de Deus, que se chega ao Senhor Deus Todo-poderoso no trono e toma um rolo da mão de Deus. Isto explica o significado das palavras de Jesus a Tomé e a outros apóstolos. ‘Eu vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.’ (João 14:28, ALA) Jesus assim reconheceu seu Pai como o Senhor Deus Todo-poderoso, sem igual, maior do que seu Filho.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja-se Apocalipse 3:14, ALA; So; Al; Rohden; Maredsous.

      b Veja-se A Grammar of the Greek New Testament in the Light of Historical Research, de A. T. Robertson, páginas 495-505, edição de 1934.

      c Veja-se A Manual Grammar of the Greek New Testament, de Dana e Mantey, página 78 da edição de 1943.

      d Veja-se a Greek Grammar, do Dr. Wm. W. Goodwin, página 230 da edição de 1893.

      e Veja-se a página 613, coluna 1, da Student’s Edition of The New Testament in Greek, de Westcott e Hort, na parte intitulada: “Citações do Velho Testamento.” Veja-se também a página 665, coluna 1 (edição de 1960) do Novum Testamentnm Graece, do Dr. Eberhard Nestle, na sua Lista de Passagens Citadas do Velho Testamento. Veja-se também Novi Testamenti Biblia Graeca et Latina de Joseph M. Bover, Sociedade de Jesus, página 725, nota marginal 14.

      Na Septuaginta grega, Provérbios 8:22 reza: “Kýrios éktisen me arkhèn hodôn autoû eis érga autoû.” Veja-se também The Septuagint Version — Greek & English, publicada pela S. Bagster e Filhos Limitada.

      f Citamos o Professor Moule: “Em João 20:28 Ho kýrios mou kai ho theós mou [isto é, Meu Senhor e meu Deus], deve ser notado que um substantivo [como Deus] no caso Nominativo usado em sentido vocativo [dirigindo-se a Jesus] e seguido de um possessivo [de mim] não pode ser anartro [isto é, sem o artigo definido o] . . . ; o artigo [o] antes de theós pode, portanto, não ser significativo. . . . o uso do artigo [o] com um Vocativo virtual (compare João 20:28 acima referido e 1 Pedro 2:18, Colossenses 3:18 seg.) pode ser também devido a peculiaridades semíticas.” — Páginas 116 e 117 de An Idiom — Book of New Testament Greek, de C. F. D. Moule, Professor de Divindade da Universidade de Cambridge, edição de 1953, Inglaterra.

      Por exemplo, para mostrar um vocativo, o grego tem geralmente o artigo definida antes dele, notamos isto em 1 Pedro 2:18; 3:1, 7, sendo que a tradução literal, palavra por palavra, reza: “Os servos da casa, estejam sujeitos . . . De igual maneira, [as] esposas, estejam . . . Os esposos, continuem habitando.” Em Colossenses 3:18 a 4:1: “As esposas . . . Os esposos, . . . Os filhos . . . Os pais . . . Os escravos . . . Os senhores.”

      g O tradutor Hugh J. Schonfield duvida que Tomé tenha dito: “Meu Senhor e meu Deus!” E, por isso, na nota marginal 6, referente a João 20:28, Schonfield diz: “O autor pode ter posto esta expressão na boca de Tomé em atenção ao fato de o Imperador Domiciano ter insistido em que se lhe dirigisse por ‘Nosso Senhor e Deus’, Domitiam xiii, de Suetônio.” — Veja-se The Authentic New Testament, página 503.

      Contudo, não estamos de acordo com esta sugestão.

  • De volta a João 1:1, 2
    A Sentinela — 1963 | 1.° de abril
    • Parte 5

      De volta a João 1:1, 2

      58. A que entendimento referente a Jesus Cristo nos conduz João no fim de sua primeira carta aos cristãos?

      MESMO no fim de sua primeira carta aos cristãos, o apóstolo João revela o mesmo entendimento; a saber, que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que os humanos gerados por Deus são filhos de Deus juntamente com Jesus Cristo. A Tradução de Huberto Rohden apresenta a conclusão da carta de João da seguinte maneira: “Sabemos que quem tem de Deus a sua vida não peca. Quem tem de Deus a sua vida disto se preserva. Nada pode contra ele o maligno. Sabemos que nós somos de Deus, ao passo que o mundo está todo entregue ao poder do maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu espírito de discernimento para conhecermos o verdadeiro. Estamos no verdadeiro.” Como? “Em seu filho Jesus Cristo. É ele o Deus verdadeiro e a vida eterna. Cuidado, filhinhos meus, com os ídolos!” — 1 João 5:18-21.

      59. Como rezam diversas traduções de João 1:1, mas o que estamos agora em condição de determinar?

      59 Visto que Aquele de quem Jesus Cristo é Filho é “o Deus verdadeiro e a vida eterna”, e visto que Jesus Cristo é aquele que “tem de Deus a sua vida” e que protege os outros filhos de Deus, como podemos entender João 1:1, 2 com todas as suas muitas traduções diferentes? Muitas traduções rezam: “E o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Outras dizem: “E o Verbo (o Logos) era divino.” Outra: “E o Verbo era deus.” Outras: “E o Verbo era um deus.” Visto que temos examinado tanto o que João escreveu sobre Jesus, que era o Verbo feito carne, estamos agora em condição de determinar qual destas diversas traduções é a correta. Isto implica em nossa salvação.

      60. Que comentário fez o Conde Leo Tolstoy sobre João 1:1, 2, segundo a maneira popular de se traduzir o referido texto?

      60 Tome primeiramente a maneira popular conforme traduzida na Versão Almeida ou na Soares: “No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.” Neste ponto devem-se citar algumas linhas do livro The Four Gospels Harmonized and Translated (Os Quatro Evangelhos Harmonizados e Traduzidos) do Conde Leo Tolstoy, conforme segue:

      Se disser que no principio era a compreensão ou verbo, e que o verbo era de Deus, com Deus ou para Deus, não se pode continuar dizendo que ele era Deus. Se fosse Deus, não podia estar em relação alguma com Deus.a

      O apóstolo João sem dúvida não era assim tão desarrazoado ao ponto de dizer que alguém (“o Verbo”) estava com outra pessoa (“Deus”) e ao mesmo tempo era esta outra pessoa (“Deus”).

      61. (a) Visto que João comprovou que Jesus Cristo é “o Filho de Deus”, o que se pode dizer corretamente acerca do Verbo? (b) Em face de Apocalipse 19:13, o que significa, quando muito, João 1:1 com referencia ao Verbo?

      61 João provou que o Verbo, que estava com Deus, se “fez carne” e se tornou Jesus Cristo e que Jesus Cristo era “o Filho de Deus”. Por isso, pode-se dizer apropriadamente que o Verbo era o Filho de Deus. Dizer alguém que o Verbo era Deus, “o único Deus verdadeiro”, contradiz o que o apóstolo João prova no restante de seus escritos. No último livro da Bíblia, isto é, em Apocalipse 19:13, João o chama de “o Verbo de Deus”, dizendo: “E o seu nome se chama o Verbo de Deus.” (ALA; So) Note que o seu nome não é: “Deus-Verbo”, mas o “Verbo de Deus”. Portanto, João 1:1 deve significar, quando muito, que o Verbo era de Deus.

      62. Como diz o livro intitulado “Os Evangelhos Patrísticos” que provavelmente seja a verdadeira tradução de João 1:1?

      62 Temos em mãos um livrob intitulado: “The Patristic Gospels — An English Version of the holy Gospels as they existed in the Second Century” (Os Evangelhos Patrísticos — Uma Versão Inglesa dos santos Evangelhos, conforme existiam no Segundo Século), de autoria de Roslyn D’Onston. No prefácio se nos diz como se compilou esta versão. João 1:1, nesta versão, reza: “e o Verbo era Deus.” Mas na nota marginal: “A verdadeira tradução aqui provavelmente seja: de Deus. Veja-se Nota Crítica.” — Página 118.c

      63. Por que as palavras de João 1:1 fazem os tradutores discordar quanto ao que era o Verbo?

      63 Ora, por que discordam os tradutores quanto a ser o Verbo — “Deus”, “deus” ou “um deus”? É porque a palavra grega, “Deus”, está no início da declaração, embora pertença ao predicado, e porque também não tem o artigo definido “o” na frente dela, Para ilustrar isto, damos adiante algumas linhas do texto grego segundo os manuscritos unciais do quarto século; sendo a primeira linha em grego, a segunda a pronúncia e a terceira a tradução palavra por palavra. Note como o grego abrevia “Deus”.

      ΕΝ ΑΡΧΗ ΗΝ Ο ΛΟΓΟΣ ΚΑΙ Ο ΛΟΓΟΣ

      EN ARKHEI ĒN HO LOGOS, KAI HO LOGOS

      IN BEGINNING WAS THE WORD, AND THE WORD

      HΝ ΠΡΟΣ ΤΟΝ ΘΝ ΚΑΙ ΘΣ ΗΝ Ο ΛΟΓΟΣ

      ĒN PROS TON THN, KAI THS ĒN HO LOGOS.

      WAS WITH THE GOD, AND GOD WAS THE WORD.

      ΟΥΤΟΣ ΗΝ ΕΝ ΑΡΧΗ ΠΡΟΣ ΤΟΝ ΘΝ

      HOUTOS ĒN EN ARKHEI PROS TON THN.

      ESTE ESTAVA EM PRINCÍPIO COM O DEUS.

      64. O que disse o Bispo Westcott, segundo citado pelo Professor Moule, que descreve a palavra “Deus” sem o artigo definido “o” na frente dela?

      64 Queira notar a falta do artigo definido “O” na frente do segundo “DEUS”. Sobre isto o Professor Moule pergunta: “Não será esta omissão do artigo em theós ēn ho lógos nada mais do que uma questão de idioma” Dai, no parágrafo seguinte, prossegue Moule, dizendo:

      Por outro lado, deve-se reconhecer que o Quarto Evangelista [João] não precisava escolher esta ordem de palavras, e que esta sua escolha, embora gere alguma ambigüidade, possa ser uma indicação do seu significado; e a nota (in loc.) do [Bispo] Westcott, embora requeira a adição de algumas referências ao idioma, ainda, talvez, represente a intenção teológica do escritor: ‘É necessariamente sem o artigo (theós e não ho theós), considerando que se descreve a natureza do Verbo e não identifica a Sua Pessoa. Seria puro sabelianismo dizer que “o Verbo era ho theós”. Não se sugere idéia alguma de Inferioridade de natureza pela forma da expressão, que simplesmente afirma a verdadeira deidade do Verbo. Compare com a declaração inversa da verdadeira humanidade de Cristo cinco 27 (hóti huiòs anthrópou estín . . . ).’d

      65. Em face do que disse o Bispo Westcott, como alguns têm traduzido João 1:1, e isto descreve o Verbo como sendo o quê?

      65 O falecido bispo Westcott, co-produtor do famoso texto grego Westcott e Hort das Escrituras Cristãs, falou de “a verdadeira humanidade de Cristo” e mesmo assim argumentou que Jesus Cristo não era “verdadeiro humano”, mas uma mistura, um cognominado Homem-Deus. Outrossim, note que o Bispo disse que a omissão do artigo definido o antes da palavra theós em grego, faz com que a palavra theós se pareça a um adjetivo que “descreve a natureza do Verbo” em vez de identificar a sua pessoa. Isto explica por que alguns tradutores vertem: “E o Verbo era divino.” O que não é o mesmo que dizer que o Verbo era Deus e que era igual a Deus. Certo gramático acha que traduziria assim: “E o Verbo era deidade”, para expor o seu conceito de que o Verbo não era “todo Deus”.e Segundo os trinitaristas, o Verbo era apenas um terço de Deus, uma Segunda Pessoa igual às três em um Deus. Todavia, a nossa consideração de tudo o que João escreveu prova quão falso é este ensino, um ensino que até mesmo os trinitaristas não compreendem nem podem explicar. O Verbo é o Filho de Deus e não uma Segunda Pessoa de Deus.

      66, 67. (a) Como é que a tradução de Torrey publica João 1:1? (b) Como o publica a Emphatic Diaglott?

      66 The Four Gospels (Os Quatro Evangelhos), de C. C. Torrey, mostra a diferença entre theós com ho (artigo definido) e theós sem ho, publicando a sua tradução como segue: “E o Verbo estava com Deus, e o Verbo era deus.” (Segunda edição de 1947)

      67 The Emphatic Diaglott, de Benjamin Wilson, de 1864, mostra a diferença, publicando a sua tradução como segue: “E o LOGOS estava com DEUS, e o LOGOS era Deus.”

      68. (a) O que as traduções impressas destes modos indicam quanto ao Verbo? (b) Portanto, que pergunta surge agora?

      68 Até mesmo as traduções impressas nestes estilos indicam que o Verbo, na sua existência pré-humana com Deus no céu, tinha uma qualidade divina, mas não era o próprio Deus nem parte dele. O Verbo era o Filho de Deus. Por isso surge a pergunta: Como chamaríamos um Filho de Deus que antes de tudo tivesse tido uma qualidade divina entre os filhos de Deus nos céus? Lembramo-nos de que Jesus Cristo disse aos judeus que aqueles juízes humanos a quem ou contra quem se dirigiu a palavra de Deus, foram chamados de “deuses”, no Salmo 82:1-6. — João 10:34-36.

      “OS FILHOS DE DEUS”

      69. O que diz a Gramdtica Hebraica de Gesenius sõbre a expressão “os filhos de Deus” nas Escrituras Hebralcas?

      69 As Escrituras Hebraicas mencionam “os filhos de Deus” (beneí ha-Elohím) em Gênesis 6:2, 4; Jó 1:6; 2:1 e 38:7. A Gesenius’ Hebrew Grammar (A Gramática Hebraica de Gesenius), na página 418, parágrafo 2, comenta estes textos bíblicos e diz o seguinte:

      Há outro uso de ben- [“filho de”] ou beneí [“filhos de”] para denotar a qualidade de membro de uma corporação ou sociedade (ou de uma tribo ou de qualquer classe definida). Assim, beneí Elohím. [“filhos de Deus”] ou beneí há-Elohím [“filhos de O Deus”] Gênesis 6:2, 4, Jó 1:6; 2:1; 38:7 (compare também com beneí há-Elím, Salmos 29:1; 89:7) significa corretamente, não filhos de deus(es), mas seres da classe de elohim ou elim; . . .

      E então esta Gramática prossegue explicando a expressão hebraica em 1 Reis 20:35, a saber, “filhos dos profetas” (Maredsous), significando “pessoas pertencentes a corporação de profetas”; e a expressão hebraica “filho um dos perfumadores”, em Neemias 3:8 (Trinitária), significando “um da corporação dos perfumadores.” — Veja-se também Amos 7:14.

      70. Como o Dicionário dos Livros do Velho Testamento, de Koehler e Baumgartner, mostra-se de acordo com a Gramática Hebraica de Gesenius?

      70 The Lexicon for the Old Testament Books (Dicionário dos Livros do Velho Testamento), de Koehler e Baumgartner, concorda com a Gesenius’ Hebrew Grammar. Na página 134, coluna 1, linhas 12 e 13, edição de 1961, este Dicionário contém impressa primeiro a expressão hebraica e depois o seu significado em alemão e em inglês, e diz: “BENEI ELOHIM (individuais) seres divinos, deuses.” A seguir, na página 51, coluna 1, linhas 2 e 3, diz: “BÉNEI HA-ELOHIM os (únicos) deuses Gênesis 6:2; Jó 1:6; 2:1; 38:7.”

      71. No Salmo 8, como chama Davi os dos céus, e como diversos tradutores vertem o Salmo 8:5?

      71 No Salmo 8:4, 5, Davi fala profeticamente de como o Verbo de Deus se tornaria carne, e chama os anjos dos céus de elohím, ou “deuses”, usando a mesma expressão que ocorre no Salmo 82:1, 6. A Versão Trinitária reza: “Que é o homem, que te lembres delle? ou o filho do homem, que o visites? Pois tu o fizeste pouco menor que os anjos; e de gloria e de honra o coroaste.” Hebreus 2:6-9 aplica estas palavras a Jesus Cristo, de modo que, ao se tornar carne, fora feito “um pouco menor que os anjos”. (Trinitária) Entretanto, a Versão Almeida Revista e Atualizada traduz o Salmo 8:5 da seguinte maneira: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus.” The Book of Psalms (O Livro de Salmos) de S. T. Byington traduz assim: “E tu o fizeste um pouco mais baixo do que Deus.” A tradução de Moffatt diz: “Contudo tu o tens feito um pouco menor do que divino.”

      72. Como a Tradução do Novo Mundo verte o Salmo 8:5, e por que não é esta tradução um ensino do politeísmo?

      72 A Tradução do Novo Mundo diz: “Também empenhaste em fazê-lo um pouco inferior aos semelhantes a deuses.” Será esta tradução um ensino do politeísmo ou de adoração de muitos deuses? Absolutamente não! Por que não? Porque as Escrituras Hebraicas realmente contêm estas coisas e aplicam o título elohím ou “deuses” aos homens e aos anjos, e mesmo assim as Escrituras Hebraicas não ensinaram o politeísmo aos judeus.

      73, 74. (a) O que tinham sido Satanás, o Diabo, e os seus demônios, e o que se tornaram para este mundo e as suas nações? (b) Por que não era o politeísmo o que Paulo estava ensinando em 1 Coríntios 8:5, 6?

      73 Não se esqueça de que a Bíblia ensina que a criatura espiritual que se transformou em Satanás, o Diabo, era originalmente um destes “filhos de Deus” ou um destes “semelhantes a deuses”, um destes elohím. Os espíritos que se tornaram demônios de Satanás também já foram contados entre estes “semelhantes a deuses”. Por isso, não é nada extraordinário o apóstolo Paulo chamar Satanás de “deus deste século”, ou dizer que as nações pagãs têm endeusado os espíritos demoníacos e oferecido sacrifícios a eles. — 2 Cor. 4:4; 1 Cor. 10:20, 21, ALA.

      74 Disse Paulo: “Ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu, ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores”.; mas com isto Paulo não estava advogando o politeísmo. Pois ele acrescentou: “Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as cousas, e nós também por ele.” (1 Cor. 8:5, 6, ALA) Nós adoramos o mesmo Deus que o nosso Senhor Jesus Cristo adora, e este é “um só Deus, o Pai”. Rendemos-lhe esta adoração mediante o Filho de Deus, o nosso único “Senhor, Jesus Cristo”.

      75. Como a Tradução do Novo Mundo verte João 1:1-3, e apoiada em que faz ela isto?

      75 Apoiada nos ensinos do apóstolo João, sim, de todas as Escrituras da Bíblia Sagrada, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas traduz João 1:1-3 como segue: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era um deus. Este estava no princípio com Deus. Todas as coisas vieram à existência por meio dele e à parte dele nem sequer uma só coisa veio à existência.”

      76. (a) O que deve ter sido o Verbo ou Logos no céu, visto ter sido usado para criar todas as outras coisas? (b) Comparado a uma palavra proferida, o que é o Verbo, e que posição ocupa ele?

      76 Certamente, o Verbo ou Logos a quem Deus, o Pai, usou para trazer todas as outras criaturas à existência, foi o principal ou primogênito entre todos os outros anjos que as Escrituras Hebraicas chamam de elohím ou “deuses”. Ele é o “Filho unigênito” porque é o único a quem o próprio Deus criou diretamente, sem intermediário ou cooperação de criatura alguma. (João 3:16, ALA; So) Se o Verbo ou Logos não foi a primeira criatura vivente que Deus criou, então quem é o primeiro Filho criado por Deus, e como tem sido honrada e usada esta primeira criatura, como o primogênito da família de filhos de Deus? Não conhecemos outro a não ser o Verbo ou Logos, “o Verbo de Deus”. Semelhante a uma palavra que se origina de quem fala, o Verbo ou Logos é uma criação de Deus, a primeira criação de Deus. Visto que os juízes injustos sobre a terra contra quem se dirigiu a palavra de julgamento de Deus eram chamados “deuses” (elohím), também o Verbo ou Logos, a quem Deus nomeia como justo Juiz e por quem a palavra de Deus chegou até nós é chamado bìblicamente de “um deus”. Ele é mais poderoso do que os juízes humanos.

      “O VERBO”

      77. O que o titulo “O Verbo” indica que ele é, e de que oficial abissínio nos faz isto lembrar?

      77 O próprio título, “O Verbo”, o destaca como o Principal entre os filhos de Deus. Lembramo-nos então do abissínio, Kal Hatzè, descrito por James Bruce em Travels to Discover the Source of the Nile in 1768, 1769, 1770, 1771, 1772 and 1773 (Viagens Para Descobrir a Nascente do Nilo em 1768, etc.):f

      Há um oficial chamado Kal Ratzè, que sempre fica nos degraus ao lado da janela de rótula, onde há um buraco coberto por dentro com uma cortina de tafetá verde; atrás da cortina senta-se o rei, e por este buraco ele envia o que tem a dizer à Junta, que se levanta para receber o mensageiro de pé. . . . Até então, enquanto houvesse estranhos no aposento, ele falava mediante um oficial chamado Kal Hatzè, a voz ou palavra do rei. . . . exibições desta espécie, feitas em público pelo rei, em tempo algum parecem ter condito com este povo. Antigamente a sua face nunca era vista, tampouco qualquer parte do seu corpo, exceto, às vezes, os pés. Ele se senta numa espécie de galeria, tendo a janela de rótula acortinada diante de si. Ainda hoje ele cobre o seu rosto quando dá audiência ou nas ocasiões públicas, ou quando julga. Em caso de traição, senta-se na galeria e fala pelo buraco ao lado desta com o oficial chamado Kal Hatzè: “a voz ou palavra do rei”, enviando por Intermédio deste as causas, ou qualquer coisa que acontece, aos juízes sentados à mesa do conselho.

      78. O que significa o presidente de uma república ser chamado a língua do povo?

      78 Um tanto semelhante a isto é o artigo intitulado: “Sukarno — Ídolo dos Indonésios”, que apareceu no Times de Nova Iorque de 12 de setembro de 1961. Sob a gravura dele encontra-se a legenda: “A Língua do povo indonésio”, e o artigo prossegue, dizendo:

      . . . Quase sem falta o orador dirá: “Quando eu morrer, não escrevam em letras douradas em meu túmulo: ‘Aqui jaz a Sua Excelência, o Doutor Engenheiro Sukarno, Primeiro Presidente da República. da Indonésia.’ Escrevam apenas: ‘Aqui jaz Bung [Irmão] Karno, a Língua do Povo Indonésio.’”

      Ao chamar-se a si mesmo de “Língua”, ele queria dizer que falava pelo povo inteiro.

      79. (a) Que linguagem figurada semelhante a esta usa Êxodo 4:18 referente a Arão? (b) Em que declarações demonstrou Jesus aos judeus que ele era o Verbo de Deus?

      79 A Bíblia, em Êxodo 4:16, usa uma linguagem figurada semelhante a esta, quando Deus fala ao profeta Moisés, referindo-se a Arão, irmão de Moisés: “Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.” (ALA) Sendo orador de tem Moisés semelhante a Deus, Arão servia-lhe de boca.. O mesmo acontecia com o Verbo ou Logos, que se tornou Jesus Cristo. A fim de mostrar que ele era o Verbo ou orador de Deus, Jesus disse aos judeus: “O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” Como explicação de que ele falava por Deus, Jesus também disse: “As cousas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo.” — João 7:16, 17; 12:50, ALA.

      80. Em face de Jesus ser o Verbo de Deus, o que podemos compreender agora, segundo vem à nossa atenção em João 1:1, 18 e 20:28?

      80 Em face de Jesus Cristo ocupar como Verbo de Deus uma posição que nenhuma outra criatura de Deus jamais ocupou, podemos compreender por que o apóstolo João escreveu em João 1:1: “E o Verbo era um deus.” Podemos compreender também as palavras que João escreveu em João 1:18, segundo aparecem nos mais antigos manuscritos gregos: “Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (ALA) Visto que ele, um “Deus unigênito”,g foi quem revelou seu Pai celestial para nós, podemos perceber a força das palavras do apóstolo Tomé, ao dirigir-se ao ressuscitado Jesus Cristo: “Senhor meu e Deus meu.” — João 20:28, ALA.

      81. Sendo Jesus o Verbo de Deus, qual foi o seu principal propósito em se tornar carne e sangue sobre a terra?

      81 Ser Jesus Cristo, “o Verbo de Deus”, o Porta-voz universal de Deus, seu Pai, o apóstolo João podia apresentá-lo mui apropriadamente como Principal Testemunha de Deus. O dar testemunho foi o propósito principal de o Verbo ou Logos se tornar carne e habitar entre as criaturas de carne e sangue. Quando a sua vida estava sendo julgada operante o governador romano, Policio Pilatos, o Verbo feito carne disse: “Eu ara isso nasci e para isso vim ao muno, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” — João 18:37, ALA.

      82. Como, portanto, podia o Verbo ser chamado corretamente em Apocalipse 3:14 e 1:5?

      82 Considerando o registro da sua vida quando estava na terra como principal testemunha de Deus, o “Verbo de Deus”, na glória celestial, podia dizer, segundo Apocalipse 3:14: “Estas cousas diz o Amem, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” (ALA) Conseqüentemente, o apóstolo João podia orar pelas congregações cristãs, pedindo a graça e a paz da parte de Deus e “da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos, e o soberano dos reis da terra”. (Apo. 1:4, 5, ALA) Ele é a Principal das testemunhas cristãs de Jeová Deus.

      83. (a) Por isso, o que faremos bem em ouvir, e por quê? (b) Fazendo o que João fez, o que seremos também?

      83 Visto que Jesus Cristo é atualmente o glorificado “Verbo de Deus” no céu, é bom que ouçamos o que ele diz, pois quando fala, é como se o próprio Jeová Deus falasse. (Apo. 19:13) Ouvindo a voz do glorificado e vivificado “Verbo de Deus”, provamos que somos “da verdade”. Reconhecendo, ouvindo e obedecendo à sua voz, provamos que somos suas “ovelhas”. (João 10:3, 4, 16, 27) Se ouvirmos a sua voz, abrirmos a porta e o deixarmos entrar em nossa casa, ele entrará e tomará uma ceia espiritual conosco. (Apo. 3:20) O apóstolo João escreveu sobre testemunhas e testemunhar mais do que qualquer outro inspirado escritor cristão. Se nós, como João, ouvirmos a voz do reinante “Verbo de Deus”, nós também seremos testemunhas fiéis, dando testemunho da verdade que liberta os homens e os conduz à vida eterna no justo novo mundo de Deus. Finalmente, dizemos: Graças a Jeová Deus por ter usado o apóstolo João para revelar-nos quem o Verbo é.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar