A cessação dos “tempos dos gentios”
1. Em Hebreus 10:12, 13 o que mostra Paulo no tocante à espera de Cristo?
QUE Cristo Jesus não começou a sua presença ou Parousía prometida no fim do sistema judaico em 70 E.C., o apóstolo Paulo mostra. Quarenta dias após Jesus ascender aos céus para assentar-se lá à destra de Deus, ele começou a esperar até que tivessem acabado os “tempos dos gentios”. Sobre isto o apóstolo diz: “Mas este Cristo, havendo oferecido para sempre um só sacrifício pelos pecados, sentou-se á destra de Deus, dai em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés.” —Heb. 10:12, 13.
2. Por que não findou a sua espera em 70 E.C? Como se demonstra isso?
2 Note-se agora por que o tempo de espera de Jesus à destra de Deus não terminou com o fim do sistema judaico de coisas em 70 E.C. Não o fez porque os “tempos dos gentios” não findaram nessa ocasião mas continuaram. Isto está enfatizado pela segunda destruição de Jerusalém pelos gentios no ano de 70. Que a sua destruição significava a continuação dos tempos dos gentios por um longo tempo após 70 E.C. Jesus explicou na sua própria profecia, dizendo: “Haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” (Luc. 21:23, 24, Almeida) Ao assumirem os gentios ali completa dominação da terra, certamente os inimigos de Jesus não foram postos por escabelo de seus pés nessa época. É evidente que ele não fez esforço nessa ocasião para fazê-los isso, mas permitiu-lhes que destruíssem Jerusalém na qual Jeová Deus uma vez tinha posto o seu nome, no seu templo. Já que Jesus Cristo não podia entrar no seu reino e principiar a sua presença real, e dominar no meio dos seus inimigos, até o fim dos “tempos dos gentios” a sua presença e o fim do mundo do qual ele profetizou não sucederam em 70 E.C. A sua presença no poder do Reino começou em 1914 E.C. Esse foi o ano de Jeová fazer nascer o seu reino.
3. Por que dizemos tão positivamente que 1914 marca o nascimento do Reino?
3 O reino de Jeová por Seu Cristo é um governo celestial, e a instalação de seu Cristo tinha de se dar nos céus invisíveis. Por que, então, dizemos com tanta certeza que 1914 marca o começo do Reino e portanto o começo da segunda presença ou parousía de Cristo? Porque em 1914 os “tempos dos gentios” findaram. Todavia, por que deve isto fixar a data para o ‘reino do mundo passar a ser o reino do Senhor Deus e de seu Cristo’? Por que deve ser esta a data para Jeová Deus Todo-poderoso assumir seu grande poder e começar a reinar com respeito à nossa terra? (Apo. 11:15-17) Porque quando os “tempos dos gentios” primeiro começaram, Jeová Deus permitiu que seu reino típico na terra fosse transtornado pelos poderes gentios mundanos. Esses tempos dos gentios não começaram com a destruição de Jerusalém pelas legiões romanas debaixo do General Tito em 70 E.C. Se os “tempos dos gentios” continuavam depois de 70 E.C. porque Jerusalém nessa ocasião sofreu a sua destruição, é lógico que esses tempos dos gentios começaram realmente em 607 AC. Naquele ano Jerusalém foi destruída pela primeira vez pelos gentios, pelos exércitos babilônicos do imperador Nabucodonosor. Ela foi pisada debaixo do calcanhar dos gentios e jamais depois disto recuperou a absoluta independência do domínio gentio sob um regente da linhagem do Rei David, mesmo depois de ser reedificada templo setenta anos mais tarde, em 537 AC.
4. Por que tinham de começar os tempos dos GENTIOS em 607 A.C.?
4 Foi quando Jerusalém foi destruída pela primeira vez, em 607 A.C., que entrou em vigor o mandamento de Deus quanto aos símbolos do poder ativo real, a coroa e a mitra: “Ó tu, ímpio mortalmente ferido, [Zedequias] príncipie de Israel, cujo dia é chegado, no tempo em que termina a iniquidade, assim diz o Senhor Jeová: Remove o diadema [a mitra, Ver. Norm. Amer. ] , e tira a coroa; o que é não mais será o mesmo: exalte-se o que está abatido, e abata-se o que está exaltado. Eu o transtornarei, transtornarei, transtornarei; também o que é não continuará, até que venha aquele a quem pertence o direito; e lh’o darei a ele.” (Eze. 21:25-27) O rei a quem se fala aqui era da linhagem real de David pelo rei Salomão, e quanto ao reinado de Salomão lemos: “Salomão assentou-se no trono de Jeová como rei em lugar de seu pai David.” (1 Crô. 29:23) De modo que o trono dos reis de Israel da linhagem de David representava o trono de Jeová, e Jeová era o genuíno e legítimo Rei do antigo Israel. Isto explica a ordem de Jesus com respeito à antiga Jerusalém: “Absolutamente não jureis; nem pelo elo, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém porque é a cidade do grande Rei.” (Mat. 5:34, 35) Em 607 A.C. a mitra e a coroa que simbolizaram o poder real e ativo foram removidas do rei de Israel e o “trono de Jeová” foi transtornado e removido, para jamais ser restaurado na terra e assentar-se nele um judeu; e se permitiu aos gentios destruir a típica “cidade do grande Rei” e destarte dominar a terra toda. Em vista de tudo isto os “tempos dos gentios” devem ter começado nesse ano fatal.
5. Concordemente, o que significaria o fim dos tempos dos gentios?
5 De modo que o princípio dos tempos dos gentios significava que acabou ou foi suspenso o reino e regência de Jeová mesmo para com essa porção da terra ocupada pelos judeus. Mas Jeová tinha decretado que o arranjo do seu reino, de um regente judeu estar assentado no “trono de Jeová”, não continuasse mais até que viesse o Messias a quem pertence o direito, ocasião em que Deus lho daria. Isto quer dizer que o reino de Jeová por seu Cristo seria estabelecido assim que findassem os tempos dos gentios. Dito em outras palavras, o fim dos tempos dos gentios significava o tempo do estabelecimento do reino de Deus. Isto queria dizer, também, a emposse no Reino do Messias a quem pertence o direito de reger dado por Deus.
6. Quantos são esses tempos? Enquanto duram que se pode dizer respeito ao Reino?
6 Jesus disse que os “tempos dos gentios” se estenderiam além de 70 E.C., quando Jerusalém foi arrasada pelos exércitos imperiais de Roma. Então quando deveriam findar esses “tempos”? Averiguar isto significa descobrir definitivamente a data do estabelecimento do reino de Deus e a vinda do Messias no poder e o princípio da sua presença. A profecia de Daniel capítulo quatro, mostra a duração dos tempos dos gentios, a saber, a duração dos sete tempos simbólicos. Nabucodonosor, rei de Babilônia, era o monarca gentio a quem Deus usou para executar o juízo sobre Israel infiel e para destruir Jerusalém. Deus enviou a Nabucodonosor um sonho e usou Daniel para lho interpretar. Por meio dele Jeová Deus revelou que o governo divino não teria uma existência manifesta ou estaria temporariamente inativo por “sete tempos”. Durante esses “tempos” simbólicos os poderes dominantes dos gentios, representados por Nabucodonosor, se comportariam como animais irracionais. No fim dos “sete tempos” o reino de Deus seria restaurado com respeito à terra, e ele daria o domínio Aquele a quem lhe aprouve dá-lo. Quando esteve na terra, Este foi tido pelo “mais baixo dos homens” e foi ignominiosamente morto no Calvário. Esse era Cristo Jesus, descendente do Rei David.
7. A restauração de que se referiu Pedro? O que prova isto?
7 O arranjo dos “sete tempos” não foi algo que as potências gentias obrigaram Jeová a conceder. Foi algo que ele próprio arranjou segundo seu supremo beneplácito e sábio propósito. Mas resolve definitivamente a questão, que a restauração do reino de Deus por Cristo vem no fim dos tempos dos gentios e os acaba. Esta restauração do Reino é o que o apóstolo Pedro quis dizer ao declarar aos judeus algumas semanas após a ascensão de Jesus à presença de Senhor Deus: “Quando vierem os tempos do refrigério diante do Senhor, e enviar aquele Jesus Cristo, que a vós vos foi pregado, ao qual certamente é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos seus santos profetas, desde o principio do mundo.” (Atos 3:20, 21, Figueiredo) As palavras de Pedro provam que o Reino não foi restaurado quando Jesus ascendeu ao céu e se assentou à destra de Deus. Não poderia ter sido assim, porque Jerusalém foi destruída trinta e sete anos depois da ascensão de Jesus, fazendo assim que Jerusalém fosse pisada ainda mais até que se completassem os tempos dos gentios.
8. Quanto tempo durou a loucura de Nabucodonosor? O que simboliza?
8 Sete tempos literais passaram sobre o Rei Nabucodonosor quando ele de repente ficou louco, imaginando-se um animal herbívoro, e foi expulso ao campo aberto para viver como um deles. Os “sete tempos” que Nabucodonosor passou eram sete anos de doze meses lunares, ou de 360 dias o ano. Isto seria 2.520 dias (7x360 dias) para sete tempos literais. Esses 2.520 dias dos seus “sete tempos” de loucura eram proféticos dos “tempos dos gentios” durante os quais Jerusalém seria pisada pelos poderes gentios mentalmente desequilibrados, semelhantes a animais. No caso dos poderes gentios os “sete tempos” não são literais, mas têm de ser simbólicos. O próprio Deus nos da a regra para interpretar o simbolismo, dizendo a respeito do castigo sobre Israel: “Cada dia representando um ano.” (Núm. 14:34) “Um dia te dei por cada ano.” (Eze. 4:6, Almeida) Por isso os 2.520 dias da loucura de Nabucodonosor simbolizavam 2.520 anos designados aos “tempos dos gentios”. Quando começou esse longo período de tempo?
O CÁLCULO DO TEMPO
9. Onde se liga a cronologia da Bíblia com a secular?
9 A cronologia da Bíblia concorda com a cronologia da história mundana sobre o primeiro ano de Ciro, o Grande, rei da Pérsia. Ciro, junto com seu tio Dario o medo,a derribou o império de Babilônia. Sobre isto a edição de 1944 de The Westminster Dictionary of the Bible diz na tabela debaixo de “Cronologia” (página 108): “Em 539 A.C. Ciro toma Babilônia.” The Encyclopedia Americana de 1929 também diz debaixo de “Ciro o Grande” (página 373): “Em 546 ele venceu Creso, rico e poderoso rei de Lídia, e em 539 tomou Babilônia, que não ofereceu muita resistência, estando dilacerada por dissensões internas.” The Encyclopaedia Britannica (décima primeira edição de 1910) diz debaixo de “Ciro o Grande” (página 707): “Porque se retardou até 539 a guerra com Babilônia: que se tornara inevitável, não sabemos. Ali, também, Ciro numa só campanha destruiu um poderoso estado. O exército de Nabônide foi derrotado; a própria Babilônia não ofereceu resistência, mas rendeu-se em 16 de tishri (10b de Outubro) de 539, ao general persa Gobrias.”
10. Como calculamos a data do primeiro ano de Ciro como rei?
10 Frequentemente se identifica esse Gobriasc como sendo Dario, o medo. Daniel 9:1 e 11:1 falam do “primeiro ano de Dario” como “Rei sobre o reino dos Caldeus”. Babilônia foi derrubada em Outubro de 539 A.C., mas era costume babilônico calcular o reinado dum rei a partir do dia primeiro do mês de nisã na primavera do anod. Por isso se falava dos meses de outubro de 539 até 1 de nisã de 538 A.C. como o “princípio do reinado”. O primeiro ano completo de Dario seria, portanto, de 1 de nisã de 538 A.C., até o fim do mês de adar em 537 E.C., ou, aproximadamente, de 24 de março de 538 até 11 de março de 537 A.C., calendário juliano (ou, 18 de março de 538 até 5 de março de 537 A.C., calendário gregoriano).e É costumeira agora considerar-se o primeiro ano de Ciro como sendo 538 A.C. De modo que, se Ciro reinava junto com Dario, então o primeiro ano completo de Ciro permitiu mais de dois meses em 537 A.C. para Ciro emitir o decreto de reedificação do templo em Jerusalémf. Mas se Ciro sucedesse a Dario durante o primeiro ano deste, ou logo após, então, o primeiro ano completo de Ciro decorreria de 1 de nisã de 537 A.C. até o fim de adar de 536 A.C., ou, aproximadamente, de 12 de março de 537 até 29 de março de 536 A.C., calendário juliano (ou, de 6 de março de 537 até 23 de março de 536 A.C., calendário gregoriano). Isto permitiria meses suficientes no ano de 537 A.C. para o decreto de Ciro alcançar todo o seu reino, se fazerem contribuições para a edificação do templo, os israelitas se prepararem para a viagem a Jerusalém, e se estabelecerem nas suas cidades antes do primeiro dia do sétimo mês (tishri) em 537 A.C. —Esdras 1:1; 2:68-70; 3:1, 6. Veja-se a nota marginal.g
11, 12. Como sabia Daniel de antemão os anos da desolação de Jerusalém?
11 Em 538 A.C., ou enquanto reinava Dario, Daniel escreveu: “No primeiro ano de Dario, filho de Asuero, da raça dos Medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos Caldeus; no primeiro ano do seu reinado eu Daniel entendi pelos livros o numero dos anos, a saber, setenta anos, de que falou a palavra de Jeová ao profeta Jeremias, em que se haviam de cumprir as desolações de Jerusalém.”—Daniel 9:1, 2
12 Relativo a estas “desolações de Jerusalém” Jeremias 25:11, 12 disse: “Toda esta terra [não só Jerusalém, senão toda a Judá] virá a ser desolação e um espanto; estas nações servirão o rei de Babilônia setenta anos. Findos que forem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e aquela nação, diz Jeová, por causa da sua iniquidade, e bem assim a terra dos Caldeus; e farei dela perpetuas desolações.” Referindo-se a esses mesmos setenta anos de desolação Jeremias 29:10 disse aos judeus cativos em Babilônia: “Assim diz Jeová: Logo que forem cumpridos para Babilônia setenta anos, visitar-vos-ei e cumprirei a minha boa palavra dada a vós, fazendo-vos voltar para este lugar.”
13. O que pôs fim a esses anos de desolação, conforme predito?
13 Após estes setenta anos de desolação os israelitas cativos foram restaurados, conforme premisse Jeremias 33:10, 11: “Assim diz Jeová: Neste lugar do qual vós dizeis: Ermo é, sem homem nem animal, sim, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, que são ermas, sem homens, sem habitante, e sem animal, ainda se ouvirá a voz de gozo e a voz de alegria.” Era necessário que a terra ficasse assim desolada sem habitante humano e sem animal doméstico a fim de gozar uma série ininterrupta de sábados por setenta anos. (Jer. 32:43; 33:12; 36:29) Esses setenta anos de desolação da terra de Judá terminaram em 537 A.C., após Ciro, no primeiro ano do seu reinado sobre Babilônia, emitir o seu decreto. Isto sucedeu, diz 2 Crô. 36:21-23, “para se cumprir a palavra de Jeová por boca de Jeremias, até ter a terra gozado dos seus sábados. Pois enquanto ela jazia desolada, guardava os sábados para se completarem setenta anos. Ora no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra de Jeová por boca de Jeremias, moveu Jeová o espírito de Ciro, rei da Pérsia, para fazer por todo o reino de viva voz e por escrito este pregão: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: Jeová, Deus do céu, deu-me todos os reinos da terra, e encarregou-me de lhe edificar uma casa em Jerusalém de Judá. Quem entre vós é do seu povo, seja com ele Jeová, seu Deus, e suba.” Nesse mesmo ano subiu um fiel restante de judeus ou israelitas.
14, 15. Em que ano começaram os tempos dos gentios? Por que não mais cedo?
14 Destarte findou em 537 A.C. a desolação da terra de Judá e de Jerusalém. Já que isto encerrou os setenta anos de desolação, esses anos deveriam ter começado sete décadas mais cedo em 607 A.C. e Jerusalém deve ter sido destruída nesse ano por Nabucodonosor.
15 Portanto os “tempos dos gentios”, ou os “sete tempos” simbólicos, não começaram quando Faraó-Neco do Egito prendeu Joacaz, rei de Judá, e constituiu Jeoiaquim, irmão de Joacaz, rei de Jerusalém, em lugar desse. Isto se deu em 628 A.C. Nem principiaram os “tempos dos gentios” após a morte do rei Jeoiaquim, quando Nabucodonosor veio a Jerusalém e removeu Joaquim, filho de Jeoiaquim, do trono. Ele levou Joaquim cativo a Babilônia e constituiu Zedequias, irmão de Jeoiaquim, rei de Jerusalém. Isto sucedeu em 617 A.C. (2 Reis 23:31 a 24:18) Não; mas esses “tempos dos gentios” começaram no décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, em 607 A.C., quando ele foi destronado e a terra de Judá foi desolada de homem e animal. Nessa ocasião Jerusalém e seu domínio começaram a ser pisados pelos gentios
FIM DOS “SETE TEMPOS”
16. Em que dia de que mês judaico destruíram Jerusalém?
16 Jeremias sobreviveu à destruição de Jerusalém em 607 A.C. Ele nos relata que os babilônios abriram uma brecha nos muros de Jerusalém em 9 de tamuz, quer dizer, no nono dia do quarto mês judaico do ano. Depois disso o rei Zedequias e seus homens fugiram de Jerusalém, mas apenas para serem capturados. Daí, no décimo dia do quinto mês judaico, isto é, em 10 de ab, vieram os babilônios e começaram a queimar o templo, a casa do rei, e as outras casas da cidade. Derrubaram os muros e levaram cativos os judeus sobreviventes, a maior parte deles a Babilônia, distante centenas de quilômetros. (Jer. 52:6-16) Que dia era 10 de ab em 607 A.C.?
17. Segundo o nosso calendário quando ocorreu esse dia em 607 A.C.?
17 O ano judaico, sendo lunar, começava com a primeira lua nova mais próxima do equinócio da primavera. Uma informação fornecida pela Sociedade do Almanaque Náutico da Grã-Bretanha, datada 11 de dezembro de 1945, nos diz: “O Equinócio da Primavera no ano de 607 A.C. se deu em 28 de março, e a Lua Nova mais próxima ocorreu em 2 de abril, às 23 horas; qualquer cálculo mais exalto não teria significância.” Mas o Diretor Interino do Almanaque Náutico do Observatório Naval dos EE. UU., em 1 de agosto de 1946 nos dá a data do equinócio da primavera de 607 A.C. como sendo 27 de março, às 19 horas (calendário juliano),h diferindo assim um dia do cálculo britânico. Dá a data da lua nova mais próximo ao equinócio da primavera como 2 de abril, às 22 horas (calendário juliano)i, destarte concordando com o cálculo britânico. Dá a quinta lua nova, que inicia o quinto mês judaico, ab, como tendo ocorrido às 10 horas em 30 de Julho (calendário juliano), ou, 23 de Julho (gregoriano)j. Esta lua nova só seria visível em Jerusalém 30 horas mais tarde. Portanto 1 de ab, ou o primeiro dia do quinto mês judaico, não começou antes do por do sol em 1 de agosto (juliano), ou, 25 de julho (gregoriano). De modo que 10 de ab, ou o dia dez do quinto mês, começaria ao pôr do sol em 10 de agosto e se estenderia até o pôr do sol em 11 de agosto, calendário juliano, ou 3 a 4 de agosto, calendário gregoriano.k Naquele dia em 607 A.C. começou a destruição de Jerusalém, conforme descrita acima.l
18. Mas de que mês em diante calculamos que começaram os tempos dos gentios? Por quê?
18 Mas a completa desolação da terra de Judá não teve início em 11 de agosto (juliano), ou, 4 de agosto (gregoriano), de 607 A.C. O capitão de Nabucodonosor deixou o povo mais pobre da terra para lavrá-la e cultivar as vinhas, e estes não se amedrontaram nem fugiram ao Egito até algum tempo na segunda metade do sétimo mês judaico de 607 A.C. (Jer. 41:1-4, 11-15; 42:7; 43:4-7) A lua nova deste sétimo mês começou em 27 de Setembro às 15 horas, calendário juliano;a e portanto a terra de Judá e Jerusalém não foi deixada desolada sem habitantes até no decorrer de outubro de 607 AC. Calculamos o comece dos tempos dos gentios daí em diante.
19. Daí, em que mês, que ano, findaram? Com que evento?
19 Visto que os sete tempos simbólicos começaram em Outubro de 607 A.C., e decorreram por 2.520 anos, os “tempos dos gentios” devem terminar em Outubro de 1914 (E.C.). Nessa ocasião esgotou-se o tempo de Jeová permitir aos poderes gentios desta terra exercer o domínio do mundo sem interferência por parte dele. Ali terminou o tempo de Cristo Jesus à Sua destra esperar que seus inimigos fossem feitos escabelo de seus pés. Isto significa que já tinha chegado o tempo de Jeová Deus tomar seu poder universal e começar a reinar para com esta terra. Chegou o tempo do nascimento de Seu reino pela entronização de seu Filho Cristo Jesus para atuar como seu Rei, com plenos poderes. Nessa época a visão de Daniel tinha de se cumprir, a saber, que o Filho do homem chegasse a Jeová Deus, o “antigo de dias”, e recebesse “domínio e gloria e um reino para que todos os povos, nações e línguas o servissem”. Era preciso que não mais se mantivesse inativo o Governo Teocrático, mas que se restaurasse o Reino e Jeová Deus desse o poder aquele a quem pertence o direito. Ali Jeová tinha de enviar de Sião o cetro do poder do seu Filho, com a ordem: “Domina no meio dos teus inimigos.” (Dan. 7:13, 14; Eze. 21:27; Sal. 110:1, 2) Tudo isto é o que sucedeu na data designada pelo Deus Altíssimo. a saber, 1914 E.C.
O QUE TERMINOU, E O QUE COMEÇOU
20, 21. Que Jerusalém não foi pisada depois? disso Como?
20 Neste ponto surgem perguntas interessantes. Alguém indagará: ‘Se Jesus disse que Jerusalém seria pisada pelos gentios até que se completassem os tempos deles, e se esses sete tempos terminaram em outubro de 1914, por que não cessou Jerusalém de ser pisada pelos gentios nesse mês, trinta e cinco anos atrás?’ A nossa resposta é a seguinte: Jesus não disse que Jerusalém seria reedificada na terra pelo povo de Jeová no fim dos tempos dos gentios e que seria livrada da dominação gentia. A atual cidade de Jerusalém lá na Palestina não é a cidade do grande Rei Jeová Deus, ainda que a Cristandade chame de “santos” certos lugares nela. Essa cidade está destinada à destruição no fim deste mundo. Mas a verdadeira Jerusalém viverá para sempre como capital da organização universal de Jeová. Queremos dizer a nova Jerusalém, da qual Jesus Cristo deu ao apóstolo João uma visão simbólica na ilha de Patmos. Ela é celestial, não terrestre. É espiritual, não material nem feita por homens. Desce do céu para governar a terra. Não por descer literalmente, mas por tomar debaixo de seu domínio a terra toda e enviar do céu o seu poder miraculoso para efetuar a vontade de Deus através da terra. —Apo. 21:1-23.
21 Jesus Cristo é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” sobre essa verdadeira Jerusalém. Ao terminarem os tempos dos gentios em 1914 ele foi entronizado como Regente ativo na “Cidade do grande Rei”, Jeová. De modo que, após uma interrupção de 2.520 anos pelas potências gentias, o Governo Teocrático sobre a terra surgiu outra vez no poder na Nova Jerusalém, que jamais será pisada pelos gentios. Ao contrário, chegou o tempo em 1914 para esses inimigos gentios se tornarem escabelo dos pés do Rei da Nova Jerusalém, para ele dominar no meio deles.—Sal. 110:2.
22. Refuta isso a perseguição das testemunhas de Jeová desde 1914?
22 Mas, outro pergunta: ‘Se o tempo para os gentios pisarem Jerusalém findou em 1914, por que se iniciou naquele ano a grande perseguição contra as testemunhas de Jeová que culminou em 1918, quando os inimigos quase mataram a obra de testemunho do Reino?’ Respondemos: A perseguição foi cometida pela Cristandade contra o verdadeiro Israel de Deus, os seguidores de Jesus Cristo, mas isso não afetou nem alterou a posição real de Cristo no céu. No decorrer da Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, travou-se a “guerra no céu” entre o recém-entronizado Rei de Jeová e a organização demoníaca do Diabo. O novo Rei continuou no seu trono celestial, mas o Diabo e os seus demônios foram precipitados a esta terra e daí reservados para a destruição no devido tempo. O Diabo e os seus demônios provaram-se incapazes de pisar a Nova Jerusalém celestial, mas eles próprios foram colocados debaixo dos pés do Rei. —Apo. 12:1-3.
23. Por que, então foi permitida a perseguição? O que continua apesar disso?
23 As testemunhas de Jeová na terra proclamavam o fim dos tempos dos gentios em 1914 e o estabelecimento de Seu reino por Cristo. Permitia-se que a perseguição assolasse essas testemunhas até ao ponto de matar em 1918 a sua proclamação público do Reino, por certo motivo. Não a fim de mostrar que Jerusalém fosse pisada mais uma vez, mas para provar a todo o universo que todas as nações terrestres, inclusive a Cristandade, rejeitaram a Jesus Cristo como Rei legítimo da terra. Como podiam provar este fato após ele se tornar Regente celestial empossado a não ser que rejeitassem a sua mensagem do Reino e os seus embaixadores, seus fiéis seguidores? Se o fim da perseguição das testemunhas de Jeová decidisse a questão, então ‘ser Jerusalém pisada pelos gentios’ não terminaria até a batalha do Armagedon, quando todos esses inimigos gentios da Nova Jerusalém lamberem o pó na destruição. Mas para provar que o Rei da Nova Jerusalém ainda continuava independente acima de todo o poder e domínio gentio e acima de seu deus, Satanás o Diabo, Jesus revivificou as atividades públicas do restante de seus fiéis seguidores em 1919. Nada durante os trinta anos desde então pôde parar ou diminuir a sua pregação mundial do Reino.
24. Por que não é a refutação disso o rompimento da guerra mundial antes de outubro de 1914?
24 Mas, se os tempos dos gentios findaram em Outubro de 1914, por que começaram as nações a enfurecer-se na guerra mundial em 28 de julho? Nesse dia a Áustria-Hungria entrou em guerra contra a Sérvia, e em 1 de agosto a Alemanha declarou guerra à Rússia, e outras declarações de guerra de um país da Cristandade a outro seguiram-se rapidamente. Respondemos: A maior parte das declarações de guerra em 1914 foram feitas durante o mês de agosto, ainda que se continuasse a declarar guerra através de todos os anos até 1914 de julho de 1918, quando Honduras declarou guerra à Alemanha nesse dia. O mês de agosto de 1914 correspondeu ao mês de agosto 2.520 anos antes, quando a antiga Jerusalém foi capturada pelos babilônios, sendo destruídos o seu templo e palácio real em 3-4 de agosto de 607 A.C., calendário gregoriano.b Mas isso não significava que nessa ocasião começaram os tempos dos gentios. Na verdade, Jerusalém foi submetida a sítio pelos babilônios um ano e sete meses antes de cair. De modo semelhante na Cristandade havia ameaças de guerra tanto tempo antes de realmente estalar o conflito em fins de julho de 1914. De modo que isto não significa que os tempos dos gentios começassem quer no princípio do sítio de Jerusalém quer na queda desta. Os tempos dos gentios começaram com a completa desolação tanto de Jerusalém como da terra de Judá em Outubro de 607 E.C. Concordemente, eles têm de findar no mesmo mês 2.520 anos mais tarde, em outubro de 1914 E.C. Pelo fim desse mês dez nações européias e do Extremo Oriente estavam em guerra.
25. Findou o mundo em 1914? O que começou no tocante ao velho mundo?
25 Agora fazemos a pergunta categórica, Findou o velho mundo em 1914 E.C.? Replicamos que Não! O velho sistema de coisas e as suas nações gentias ainda estão muito vivas, aparentemente mais fortes do que nunca antes, armadas com a bomba atômica e outros petrechos de guerra a fim de dominar a situação. De forma que a resposta franca à pergunta deve ser, Não! E Jesus na sua profecia não disse que o mundo findaria nessa data. Os seus “tempos dos gentios” findaram então, mas isso não acabou com o mundo. Mas algo principiou então para o velho mundo condenado. O que? Seu “tempo do fim”, sua consumação (syntéleia), na qual certos fatores trabalham juntos para um fim comum. Assim, 1914 foi o começo do fim deste mundo. Seu “tempo do fim” tem um início e uma terminação. Teve o seu inicio em 1914 E.C., com a “guerra no céu”. Também terá um fim, a saber, na batalha do Armagedon, na qual este mundo, visível e invisível, será obliterado. Os apóstolos pediram que Jesus lhes desse um sinal da sua presença, e a sua presença denota um período de tempo. A sua presença corresponde à consumação (syntéleia) deste mundo, ou seu “tempo do fim” (Mat. 24:3, Ver. Norm. Amer., margem) Sabemos que o mundo entrou no seu “tempo do fim” em 1914, porque o sinal que Jesus predisse começou a aparecer exatamente na hora, no fim dos tempos dos gentios. Isso não foi um acaso, sem sentido.
26. Como mostrou Jesus que o fim télico do mundo não se daria em 1914?
26 Que a Primeira Guerra Mundial de 1914 foi o princípio do “tempo do fim” é mostrado pela profecia de Jesus. Como? Jesus fala acerca da terminação do “tempo do fim” e emprega outra palavra, telos, que significa “um fim consumado; e portanto, o cumprimento, completamento, consecução duma coisa”. (Greek-English Lexicon de Liddell e Scott de 1856) De forma que, falando de coisas que aconteceriam antes de principiar o “tempo do fim”, Jesus disse a seus apóstolos: “Ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis; porque é mister que isso tudo aconteça, mas AINDA NÃO É O FIM [telos, ou fim completo].” Ou conforme Lucas relata as suas palavras: “Mas o fim não será logo.” Mas por que “ainda não é” o fim completo em 1914, ou “não logo”? Por que não é assim que chegarmos ao fim dos tempos dos gentios em 1914? Jesus diz por que, declarando: “Porquanto se levantara nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” (Mat. 24:6-8; Lucas 21:9-11, Almeida) Essas coisas que indicam a sua presença invisível, precisam ocorrer antes de vir o fim télico.
27. Como também mostrou Daniel que o “tempo do fim” começou em 1914?
27 Exatamente na cessação dos tempos dos gentios em 1914 achamos nação total levantada contra nação total, e reino total contra reino total numa guerra mundial como jamais tinha havido. Esta foi acompanhada bem como seguida de terremotos, fomes, pestes, junto com coisas espantosas e grandes sinais do céu. (Luc. 21:10, 11, Almeida) Mas essas coisas, disse Jesus, eram só o “princípio de dores”. Marcaram apenas o princípio do “tempo do fim” do mundo, mas não o fim completo (telos) do mundo. Que esta Primeira Guerra Mundial foi o início do “tempo do fim” se mostra pela profecia de Daniel. Ele assemelha as potências democráticas nesse conflito ao “rei do sul”, mas as potências autoritárias ou autocráticas ao “rei do norte”, a Roma eclesiástica ou o Vaticano apoiando este rei. Daí diz Daniel 11:40: “No tempo do fim contenderá com ele o rei do sul. O rei do norte virá como turbilhão contra ele, com carros, e com cavaleiros, e com muitas naus, entrará nos países, e inundará, e passará.” Note-se que Daniel diz que é no “tempo do fim” que se dão estas manobras militares entre esses dois reis ou forças mundiais. Visto que essas começam em 1914 prova que o “tempo do fim” do mundo principiou nesse ano notável.
28. No meio de quem deve Cristo dominar neste “tempo do fim”? Por quê?
28 Quando os tempos dos gentios em prol da dominação mundial findaram nesse mesmo ano e o reino de Deus nasceu, era muito apropriado que as nações se irassem contra o Rei entronizado de Jeová como sinal em prova de que o rejeitaram. Eis por que durante esse período final do mundo ele tem de ‘dominar no meio dos seus inimigos’. Tem de estar presente em poder real durante esse período. De modo que a sua presença durante o tempo do fim dos seus inimigos concorda com o fato que a consumação (syntéleia) do velho mundo é um período de anos.
29. Que prova a parábola do trigo e do joio acerca de syntéleia?
29 Que a consumação é um período é provado ainda pelas parábolas de Jesus. Após dar a parábola do trigo e do joio e descrever o ajuntamento do joio no tempo da ceifa e daí o recolhimento do trigo no celeiro, ele disse: “A ceifa é o fim [syntéleia; consumação] do mundo, e os ceifeiros são anjos. Pois assim como o joio é ajuntado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino tudo o que serve de pedra de tropeço e os que praticam a iniquidade, e lançal-os-ão na fornalha de fogo; ali haverá o choro e o ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai.” (Mat. 13:39-43) Para que se efetuem e culminem tais atividades de ceifa, é necessário que a consumação (syntéleia) do mundo seja um período de anos de 1914 em diante.
30. Como ainda prova isto a parábola da rede?
30 A parábola de Jesus no tocante à rede dá ainda mais ênfase a este fato. “O reino dos céus é semelhante a uma rede, que foi lançada no mar, e apanhou peixes de toda a espécie. Depois de cheia, os pescadores puxaram-na para a praia, e sentados, puseram os bons em cestos, mas deitaram fora os ruins. Assim será no fim [syntéleia; consumação] do mundo: sairão os anjos e separarão os maus dentre os justos, e lança-os-ão na fornalha de fogo; ali haverá o choro e o ranger de dentes.” (Mat. 13:47-50) Para que os anjos de Cristo Jesus executassem tal operação durante a sua presença real, seria necessário que este velho sistema de coisas fosse um período extenso de tempo a partir de 1914 E.C., após terminarem os tempos dos gentios.
[Notas de Rodapé]
a Flávio Josefo em Antiguidades Judaicas (escrito cerca de 93 E.C.), Tomo 10, Capítulo 11, parágrafo 4, diz: “Quando Babilônia foi tomada por Dario, e quando ele, junto com seu parente Ciro, tinham acabado com o domínio dos babilônios, ele tinha sessenta e dois anos de idade. Era filho de Astiages [também chamado Assuero em Daniel 9:1] e tinha outro nome entre os gregos. O nome que Dario tinha entre os gregos e seu parentesco exato a Ciro está declarado pelo escritor grego Xenofonte, que morreu em 355 A.C. Na Cyropaedia i.5.2, Xenofonte diz: “Ciaxares, filho de Astiages e irmão da mãe de Ciro, sucedeu ao trono medo.”
b Evidentemente um erro tipográfico para “13” segundo o calendário juliano. Isto seria 7 de Outubro de 539 A.C., segundo o calendário gregoriano que usamos hoje. Veja-se Babylonian Chronology, 626 A C. 45 EC., de R.A. Parker e W.H. Dubberstein, de 1942. Segundo estas autoridades o ano Posterior, 537 A.C. tinha um sexto mês intercalar (elul) em Babilônia, que começava em 5 de setembro, calendário juliano, ou 30 de agosto, calendário gregoriano. Isto faria que o mês de tishri (comumente o sétimo mês) começasse em 5 de outubro, calendário juliano, ou 29 de Setembro, calendário gregoriano, de 537 A.C.
c Mas este Gobrias ainda vivia cinco anos mais tarde, em 534 A.C.— A.T. Olmstead, History of the Persian Empire, 1948, página 73.
d Nos impérios de Babilônia e Medo-Pérsia, era costumeiro calcular os meses ou dias entre a morte dum rei e o 1° de nisã seguinte como sendo o ano do acessão do novo rei. O primeiro ano do novo rei começou a contar nesse 1° de nisã. (Enciclopédia Britânica, Volume 5, página 655, de 1942) Visto que 1 de nisã de 538 A.C. caiu em 24 de março, calendário juliano (ou, 18 de março, calendário gregoriano), essa data marcou o fim do ano de acessão de Dario e o começo do seu primeiro ano.—Babylonian Chronology, 626 AC.-45 EC. publicado em 1942.
e Em A Dictionary of the Bible, publicado por James Hastings (1898), A. H. Sayce no artigo sobre “Ciro”, Volume I, página 542 diz: “Xenofonte diz que [Ciro] morreu pacificamente, e foi enterrado em Passargades, sete anos após a morte de “Ciaxares”. Visto que Ciro morreu em 530 A.C., isto faria 537 a data da morte de Dario (Ciaxares).
f O primeiro ano do reinado de Ciro findou em 11 de março de 537 A.C., calendário juliano (ou 5 de Março de 537 A.C., calendário gregoriano).
g Aderimos ao ano de 537 A.C. como ano do restabelecimento do restante dos fiéis judeus em Jerusalém e Judeia. É na base deste restabelecimento que se calculam os 70 anos de desolação da sua terra como tendo começado em 607 A.C. Quer se calcule o tempo da sua chegada e restabelecimento alí como sendo no primeiro quer no segundo ano completo do reinado de Ciro, não tem importância. Em qualquer caso, como indicado acima, o decreto de Ciro e o restabelecimento dos judeus poderiam ambos acontecer em 537 A.C.
Incidentalmente notamos que o antigo compêndio ginasial, “On the Road to Civilization —A World History [No Caminho à Civilização —Uma História do Mundo]” por Heckel e Sigman em 1937, diz na página 61, debaixo de “O Cativeiro Babilônico”, o seguinte: “Ciro o persa conquistou a Babilônia (538 A. C.). Permitiu aos judeus que voltassem à sua terra natal, Judá, e a manteve por província do Império Persa.” Segundo isto, o primeiro ano completo de Ciro cairia em 537 A.C., de 1 de nisã em diante.
h 20 de março, às 19 horas, calendário gregoriano.
i 20 de março, às 22 horas, calendário gregoriano.
j Em benefício dos nossos leitores nos seus cálculos, damos a tabela que o Observatório Naval dos EE. UU. nos submeteu e que se baseia na Astronomische Chronologie, de P. V. Neugebauer, uma cópia da qual se acha na biblioteca pública da cidade de Nova York:
Calendário Juliano 607 A.C.
Hora de Greenwich
Equinócio da primavera: 27 de março às 19 horas
Lua Nova [1ª] ‐‐ 2 de abril às 22 horas
Lua Nova [2°] ‐‐ 2 de maio ao meio dia
Lua Nova [3°] ‐‐ 1 de junho às 3 horas
Lua Nova [4°] ‐‐ 30 de junho às 19 horas
Lua Nova [5°] ‐‐ 30 de julho às 10 horas
Lua Nova [6°] ‐‐ 29 de agosto à 1 hora
Lua Nova [7°] ‐‐ 27 de Setembro às 15 horas
Para as datas tão remotas os movimentos do sol e da lua não podem ser computados com suficiente precisão para dar o tempo destes fenômenos mais exato do que dentro do raio de algumas horas.
k Isto se harmoniza com Babylonian Chronology 626 A.C.-45 E.C.
Em Lucas 21:20-24 Jesus predisse a segunda destruição de Jerusalém em 70 E.C. Relativo a isto o historiador judeu Josefo diz, em Guerra Judaica, Tomo 1, capítulo 8, que, após Jerusalém ter sido incendiada, “enquanto tudo queimava, veio esse oitavo dia do mês gorpieus, ou elul, sobre Jerusalém.”
A Enciclopédia Britânica, volume 26, décima primeira edição de 1910, diz debaixo de ‘Tito’ (página 1032): “Vespasiano, tendo sido proclamado imperador, voltou à Itália, e deixou Tito para prosseguir com o sítio de Jerusalém, que foi capturada em 8 de setembro de 70.”
A data, 8 de Setembro, deve ser apenas aproximada. O mês de elul no qual Josefo diz que Jerusalém foi destruída é o sexto mês judaico. Segundo a tabela que nos foi submetida pelo diretor do Almanaque Náutico do Observatório Naval dos EE.UU. em 5 de agosto de 1947, a lua nova do primeiro mês judaico começou às 22 horas em 30 de março de 70 EC., e a lua nova do sexto mês começou em 24 de agosto às 13 horas. Por isso, o oitavo dia de elul no qual Jerusalém foi destruída deve ter começado ao pôr do sol em 2 de setembro (juliano), ou, 31 de agosto (gregoriano), de 70 E.C.
Embora Jerusalém, como cidade, fosse destruída nesse dia, Josefo nos conta que o seu templo foi destruído pelos romanos em 10 de ab, ou 5-6 de agosto (juliano), ou, 3-4 de agosto (gregoriano) de 70 E.C., dia que, diz ele, foi o mesmo dia do ano em que o templo foi destruído pelos babilônios em 607 A.C. (Guerra Judaica, Tomo 6, capítulo 4, parágrafo 8) Veja-se o nosso artigo, § 16, 17.
l Em Astronomy, A Text Book for Colleges, de Wm. Kennon, 1948, página 98, ele diz o seguinte sobre a relação entre o calendário juliano e o gregoriano: “Em 1800 o calendário juliano ganhou mais um dia, o que colocou o calendário gregoriano 12 dias na frente. Desde 1900 tem estado 13 dias na frente do calendário juliano.” Ao projetar-se o calendário gregoriano para trás ao período A.C. se achará que as datas gregorianas estão atrás das julianas quanto aos eventos idênticos. Para o século sete A.C. as datas gregorianas ficam 7 dias atrás das julianas. De modo que 10 de agosto de 607 A.C., o calendário juliano, seria 3 de Agosto de 607 A.C., calendário gregoriano.
a Ou 20 de Setembro às 15 horas, calendário gregoriano.
b Ou, 10-11 de agosto de 607 A.C, calendário juliano.